Clima bom ajuda produtores de pêssego e ameixa a recuperar safra de 2015

No ano passado, fruticultores tiveram quebra na safra. Este ano, eles estão otimistas com bom clima e pomares carregados

Os produtores de pêssego e ameixa estão otimistas este ano. Com o bom clima, os pomares ficaram carregados. Ao contrário do ano passado, em 12 municípios da região, a previsão é colher 50 mil toneladas de pêssegos e 12 mil toneladas de ameixas. A área plantada chega a 3,4 mil hectares de pêssego e 1 mil de ameixas – crescimento de 20% nos últimos cinco anos. Eles esperam recuperar os prejuízos que tiveram com a safra de 2015, ano em que os produtores tiveram uma queda bem considerável na produção em decorrência das oscilações climáticas.

A colheita de pêssego já começou e, este ano, terá um aumento de 733%, enquanto a de ameixa será de 60%, comparando com os números de 2015. No ano passado, os pomares foram atingidos pela geada fora de época e pela chuva de granizo. A colheita não passou de 6 mil toneladas de pêssegos e 7,5 mil toneladas de ameixas.

Segundo dados da Emater, a área de produção de pêssego em Pinto Bandeira fica em torno de 1000 hectares. A produtividade normal dos pomares tem oscilado entre 18 a 26 toneladas por hectar.

Esta época é o auge da colheita de pêssego e ameixa na região de Pinto Bandeira. O produtor Elias Berton, 67 anos, está satisfeito com a sua produção de ameixas. Em uma área de dois hectares, localizada na Linha Silva Pinto, interior do município, deve colher 60 mil quilos da fruta neste ano, com a variedade fortune. No ano passado, o pomar do produtor foi atingido pela geada e a colheita ficou em 40% a menos. No total o produtor possui 12 hectares entre pêssegos e ameixas e, os pés estão carregados. A expectativa este ano é colher em média 20 toneladas por hectare de pêssegos e 35 toneladas de ameixas. “A nossa safra está 100% este ano. Está boa demais. Não tivemos nenhum problema, nem geada e nem granizo”, festeja Elias.

Com uma fruta de excelente qualidadeo produtor tem boas expectativas de vendas e preços. O preço (do quilo) varia de acordo com o período das vendas. Agora é o início da comercialização.

O valor pago ao produtor deve variar de R$ 2,50 a R$ 3 o quilo da ameixa. Segundo Berton, o valor do quilo do pêssego deve variar de R$ 1,20 a R$ 2,50, dependendo do tamanho. “O pêssego é mais barato que a ameixa, mas temos a expectativa de um bom valor. Temos uma ótima safra. O valor negociado com o produtor é diferente do valor negociado com as câmaras frias e consumidor final” diz.

Segundo o administrador da propriedade, Alexandre Berton, filho de Elias, haverá mais investimentos nas áreas não produtivas. “Vamos renovando os pomares ano a ano e, assim, buscar o aumento na produtividade das frutas sem perder produtividade”, diz.

Bom clima

O inverno frio e prolongado favoreceu a floração e o desenvolvimento inicial dos frutos. O sol garantiu a cor avermelhada e também pêssegos bem mais doces. “ Nós estamos aqui com uma expectativa de produção normal em torno de 200 mil quilos” disse o filho Adelar Berton.

Preço variado

Produtores de pêssego da região devem colher mais este ano, no entanto o preço da fruta caiu em relação a 2015. A caixa de 6 kg de pêssego graúdo que era vendida em torno de R$ 2,20 a R$ 2,40 o quilo no ano passado, hoje é repassada por 0,70 a 0,80 na Câmara Fria de Adair Rizzardo. “Juntamos um super safra no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Sul de Minas (Barbacena) e, uma região de Vitória que produzem pêssegos. Com isso o preço despencou. Apesar do preço do pêssego estar em baixa não vai sobrar fruta. Este ano temos uma qualidade melhor e firmeza de polpa que possibilita vendermos para o Norte do país. O preço é definido de acordo com o tamanho do fruto, que pode receber classificação de um a sete” diz Adair Rizzardo comerciante e produtor de Pinto Bandeira.

Fotos: Marlove Perin

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