Cooperativa Aurora, é um orgulho ser associado

“Sou feliz por ser agricultor associado, por viver com minha família na terra onde nasci”, diz cooperativado

O Viticultor Valdir Rubbo, 56 anos, da Linha 40, interior de Pinto Bandeira sente orgulho em ser associado da Cooperativa Aurora. Uma família inteira envolvida na produção da uva. Ele e o irmão Sérgio, 51 anos cuidam juntos da propriedade do pai, Severino, 84 anos. Para ajudar na produção de 11 hectares, os irmãos contam com o apoio das esposas Marisete, 53 anos, Odila, 47 anos e do filho Ronei, 25 anos.

Valdir se sente realizado com a vida que leva. “Sou feliz por ser agricultor associado, por viver com minha família na terra onde nasci”, reconhece. “Não tem por que sair daqui”, diz ao salientar a qualidade de vida e o ar puro do campo. “E a gente gosta do que faz, faz com gosto e com amor. Temos orgulho em fazer parte da Aurora, é nossa mãe, sobreviemos dela. Passamos por dificuldades, sempre respeitamos e estamos juntos dela” resume.

Antes do advento dos caminhões, os serviços de transporte eram feitos por carreteiros em suas carroças. “Meu pai foi “carreteiro de mula”, por 20 anos. Na época, ele fazia um trajeto de sete quilômetros com seis mulas e transportava mil quilos de uva. A estrada geral era de terra batida e quando chovia se formavam muitos atoleiros. A maior parte dos produtores tinha carroça naquela época, assim como meu pai. Todo esse trabalho dos nossos antepassados ajudou para que a Aurora não se transformasse apenas em uma Cooperativa, mas se misturasse como uma história viva das pessoas” finaliza.

“O grande desafio da Aurora agora é que os jovens continuem o que seus antepassados começaram. Por isso queremos valorizar o nosso produtor e incentivá-lo a ficar na propriedade rural. O associado é a razão de ser da Aurora” diz Itacir Pozza, Presidente da Cooperativa Aurora.

Caixas Bins

Até o momento, 52 grupos familiares aderiram aos bins. A estimativa é receber cerca de 10% desta safra em bins, lembrando que este foi o primeiro ano da implantação do projeto na Cooperativa Aurora. “Não voltamos atrás nunca mais. Facilita nossa mão de obra. A força antes era feita com o corpo agora é com a máquina” avalia Valdir. A família Rubbo é exemplo de produtores que aderiram à nova tecnologia. Cada Bin tem a capacidade de armazenar até 450 quilos de uva, dependendo da variedade.

Depois de uma perda de 57% em 2016 – considerada a maior quebra desde 1969 –, a expectativa é que a produção no Rio Grande do Sul atinja 600 milhões de quilos de uva em 2017, cerca de 100% a mais se comparado ao ano anterior, quando foram colhidos pouco mais de 300 milhões de quilos.

De acordo com o produtor as primeiras uvas começaram a ser colhidas em fevereiro, com maior incremento de volume a partir da segunda quinzena do mês, com término previsto para o final de março “Estamos muito contentes com a qualidade, os vinhedos estão com uma boa produção. As condições climáticas estão muito favoráveis neste ano. Teremos uma safra normal” comemora Valdir.

Fotos: Marlove Perin