A família Rigon e a tradição no cultivo da uva

Conhecer a essência da agricultura familiar e dos associados da Cooperativa Aurora é saber reconhecer o que o torna diferente das demais formas de produções agrícolas. É um modo constituído em família, que mostra a união desses agricultores, pelos laços sanguíneos e pelo trabalho, que passa de pai para filho.

A família Rigon mantém viva uma das tradições mais antigas dos imigrantes italianos, o cultivo de uvas. Adriano, 29 anos, o filho mais novo, associado à Cooperativa Aurora desde 2008, se prepara para assumir a propriedade. Ele é casado com Vanessa Chimello, 28 anos. Os dois vivem juntos com o pai de Adriano, Natalino Rigon, 62 anos e Ivete, 61 anos, também associada à Cooperativa. A mãe de Ivete, Nóris Maria Leri Fornasier, 87 anos mora com a família. O casal teve três filhos, Fabiano, 37 anos, trabalha na cidade de Bento, Patrícia, 35 anos, é casada, mora perto dos pais e Adriano. O Pai de Natalino, José Luís Rigon faleceu com 92 anos, também era sócio da Aurora.

“Meu pai era apaixonado pelo com esse trabalho e temos muito orgulho”, conta Natalino. Ele diz ser feliz plantando uva e fazendo parte da Cooperativa Aurora deste 1975 “A Aurora é uma mãe para nós. Uma família. A uva permite gerar grande renda em pequenas áreas” diz Natalino. “Com o crescimento da Cooperativa nós agricultores crescemos juntos” complementa.

“A gente busca melhorar cada vez mais. Nós temos apoio da Aurora, contamos com a orientação direta dos técnicos, responsáveis pelo acompanhamento de todas as o que fazia. A gente começou etapas do vinhedo, desde a preparação,

plantio, manejo e colheita, além da compra de insumos diretos com a Cooperativa, geralmente vendidos com preços mais baixos para nós” explica Adriano.

Na propriedade, localizada na Linha Jansen, em Pinto Bandeira quatro hectares são dedicados ao cultivo de uvas das variedades: isabel, tannat, moscato, viognier e BRS cora. Para este ano, a expectativa é colher uma safra normal, porém tudo vai depender do clima, afirma os produtores que temem por geada tardia.

No ano passado, o clima desfavorável fez com que a família tivesse um prejuízo de 30% na produção de uvas. Neste ano, tudo mudou. “O clima ajudou bastante. Tivemos horas de frio, chuvas regulares, sem excessos na época da floração.”, comemora Natalino. “Cada fruta tem a sua característica, além da uva, cultivamos pêssegos e ameixas. O cultivo da uva é menos trabalhoso, o valor do custo também é menor” avalia Natalino que possui 13 hectares de pêssegos e um de ameixa.

Fotos: Marlove Perin