Empório Castellamare é inaugurado em Pinto Bandeira

Na noite da quinta-feira, 26, a comunidade de Pinto Bandeira conhece um novo empreendimento, na Linha 28, o Empório Castellamare. Uma parceria entre a Cooperativa São João e o casal de empreendedores Gerson e Sandra Odorcick.

A São João já havia aberto uma loja empório em Novo Hamburgo, e este é o segundo empreendimento do tipo, agora na Serra Gaúcha. No local encontram-se produtos da Cooperativa, como vinhos, espumantes, suco, além de itens da agroindústria do município.

A solenidade de inauguração festiva contou com a presença do prefeito Hadair Ferrari, vice Daniel Pavan, Secretários Municipais, presidente da Câmara de Vereadores, Adilso Salini, vereadores, comunidade em geral, representantes de entidades e imprensa.

“Para a comunidade de Pinto Bandeira, por estarmos em uma região totalmente italiana, vamos oferecer um bom vinho, um salame, um queijo. É uma valorização como município também”, comentou Gerson Odorcick.

O prefeito Hadair Ferrari celebrou o novo empreendimento em Pinto Bandeira. “Para nós é um orgulho este investimento em prol do turismo. Um ambiente excelente, um lugar bem situado. Diria que é sucesso desde a abertura”, afirmou.

Ismar Pasini, diretor da Cooperativa São João, que tem pouco mais de 450 associados (110 em Pinto Bandeira), vê “como uma grande oportunidade na região, além do turismo ter mais acesso aos produtos. Há anos que vínhamos pensando em abrir lojas, inclusive em todo o Brasil. Acho que é um teste piloto, com a venda direta para o consumidor”, salientou.

O funcionamento do espaço será das 9h às 17h, na Linha 28. Para mais informações pelo fone (54)3455 7367.

Fotos: Marlove Perin

Comissão de Agricultura da Assembleia recebe convite para participar da Tecnovitis

Na quinta-feira (26), a Comissão de Agricultura da Assembleia recebeu a visita do presidente do Sindicato Rural da Serra Gaúcha, Elson Schneider. Na oportunidade foi entregue o convite para a Feira de Tecnologia para Viticultura – Tecnovitis 2017, em Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves, de 6 a 8 de dezembro.

Na ocasião, Schneider ainda tratou com o deputado Adolfo Brito sobre audiência pública da Comissão que deve ocorrer durante a Tecnovitis, com data provável de 8 de dezembro, às 14h, para debater a comercialização e a valorização da qualidade da uva. Segundo Schneider, a uva gaúcha está sendo desvalorizada, afetando muito os viticultores do Estado.

Fotos: Divulgação

Por unanimidade de votos vereadores aprovam projeto de Lei do Executivo Municipal

Na sessão que aconteceu na quinta-feira, 26, os vereadores do Legislativo de Monte Belo do Sul aprovaram por unanimidade de votos um projeto Lei do Executivo Municipal em regime de urgência. O Projeto de Lei 053/2017 visa autorizar a contratação emergencial de dois médicos clínicos gerais com carga semanal de 20h.
De acordo com a justificativa da proposição, os profissionais voltados à saúde seriam essenciais para a dar continuidade a prestação de serviços à comunidade, tendo em vista o pedido de exoneração da servidora contratada que atuava 40h semanais na Unidade Básica de Saúde do município.

 

 

 

Fotos: Divulgação

Cooperativa Aurora estimula sucessão familiar nas propriedades rurais

Jovens têm optado por trabalhar e morar no campo

Ao perceber que a idade dos associados vinha em queda, na contramão do êxodo rural, a Cooperativa Aurora, maior vinícola do país, decidiu estimular e incentivar ainda mais a permanência dos jovens das 1.100 famílias associadas da cooperativa para a continuidade do trabalho no campo e, ao mesmo tempo, proporcionar a eles mais conhecimento e capacitação para esse trabalho nos próximos anos.

Na propriedade de doze hectares da família Lodi, a sucessão familiar já começou. As lavouras produzem uva, pêssego, ameixa, caqui e kiwi. Moradores da Linha 47, no interior de Pinto Bandeira, José, 60 anos, pai de Leonar, 26, incentivou desde cedo o filho a permanecer na agricultura. O estímulo aumentou com a ajuda e incentivo da Cooperativa Aurora. Leonar conta que tinha interesse em permanecer na agricultura para auxiliar os pais. “Cresci vendo meu pai trabalhar nisso e, aos poucos, fui entrando no negócio. Aqui somos livres. Eu acordo e sei o que preciso fazer. Faço de tudo um pouco. Preocupado com a sucessão antecipada, o jovem que estudava Administração optou por parar o curso e pensa em fazer o curso de Agronomia.

Cooperado da Aurora desde 1974, José Lodi tem oito hectares de área plantada de uva. Cultiva as variedades, Isabel, Isabel Precoce, Coder, Cabernet Sauvignon, Merlot, Moscato Branco, Malvasia, BRS Violeta, BRS lorena e Coder 13. Toda a produção é vendida para a cooperativa, que industrializa e comercializa o vinho. ‘’A cooperativa se compromete a comprar toda a produção dos cooperados pelo preço de mercado. Isso é importante, diz o produtor. Além da garantia de venda da produção, outra vantagem do cooperado é a compra de insumos, geralmente vendidos com preços mais baixos pela cooperativa. “A cooperativa compra em grande quantidade e consegue desconto, repassado para nós”.

Segundo José, foram muitas as dificuldades enfrentadas “Já passamos por diversas crises e foi justamente a união dos cooperados que garantiu nossa sobrevivência. O cooperado tem de estar sempre presente, de olho, pois ele é o dono da cooperativa. Tenho orgulho da minha profissão, de ser associado da Aurora e fico feliz em passar oque sei para o meu filho”, diz José sem disfarçar a alegria em trabalhar ao lado do sucessor.

“Estamos imprimindo nossos maiores esforços para que nossos jovens se identifiquem com a atividade de vitivinicultura e com o trabalho cooperado, visando não só o futuro de nossa Cooperativa, mas também o futuro dessa atividade no Brasil. Eu represento a Aurora e seus cooperados e avalizo esse programa. Não vou medir esforços para que o mesmo seja um grande sucesso, e tenho a certeza que esse será o primeiro de muitos que virão”, afirma Itacir Pedro Pozza, presidente da Cooperativa Vinícola Aurora. “Em pesquisas internas que realizamos, apuramos que pelo menos 15% do nosso quadro associativo tem menos de 40 anos e que praticamente a metade da nova geração, dos filhos das 1.100 famílias, não pretende dar continuidade à atividade”, comenta o presidente, reforçando, assim, a necessidade desse trabalho de conscientização e de capacitação dos jovens das propriedades.”

Fotos: Marlove Perin

Família Perin: Uva como alternativa de renda na propriedade rural

A produção de uvas sempre foi a principal atividade da família Perin desde quando chegou a Monte Belo do Sul. Entre os produtores da fruta, está o cooperado da Vinícola Aurora Gilberto Perin, de 47 anos, que vive com a família, na Capela São Pedro e cumpre muito bem essa função cultivando quatro hectares das espécies: Isabel, Processo, Egiodola, Coder 13, Niagara, Moscato, BRS Cora e Lorena. Com ajuda do cunhado Renato Damiani, 43 anos, e da irmã Gilda, 42 anos, eles tocam a propriedade. Uma família inteira envolvida na produção de uvas.

“Meu pai foi a base. Ele começou com uma pequena plantação. Com o passar As condições de trabalho mudaram da água pro vinho. Hoje tem técnica, tem maquinário, mais facilidade” relembra Gilberto.

“Os trabalhos diários não são fáceis, trabalhamos em uma empresa de céu aberto, dependemos do clima para tudo. É preciso dedicação, planejar o trabalho e ter cuidado com a planta, pois se a planta não está bem a qualidade da uva não atinge sua totalidade. Para isso contamos com orientação dos técnicos, acompanhamento continuo e apoio da cooperativa” comenta Gilberto. Para eles, assim como para as outras famílias da região, o bem mais precioso é ser agricultor cooperado. ““Temos orgulho da Aurora”.

Neste ano, ainda não é possível fazer uma previsão de como será a próxima safra, já que a planta ainda está em brotação, algumas em floração. A maior parte ainda não formou o cacho, avalia o produtor. “É muito cedo para saber, mas, a grosso modo, é uma safra normal, mesmo com as adversidades de poucas horas de frio” comenta Gilberto.

O pico da colheita ocorre entre janeira a de março, algumas variedades mais precoces ficam prontas já a partir do final de dezembro, em regiões mais quentes. É entre dezembro e fevereiro que a família de Gilberto deve colher a uva.

Fotos: Divulgação

Vinícola Aurora embarca suco de uva para o Canadá

Produto já é exportado para outros 4 países do continente americano e desperta cada vez mais interesse no mercado internacional

A Vinícola Aurora abre mais um mercado para o seu suco de uva integral. Embarca remessa do produto para British Columbia, uma das 10 províncias do Canadá (localizada entre o Oceano Pacífico e as Montanhas Rochosas). O suco já é exportado para Curaçao, Trinidad y Tobago, Bolívia e Paraguai. A Aurora é líder nesse segmento no mercado brasileiro, com share de 35%, de acordo com Uvibra/Ibravin/Mapa/Seapi-RS Cadastro Vinícola.

O suco de uva integral possui todos os benefícios à saúde atribuídos ao vinho tinto, com a vantagem adicional de não conter álcool e, portanto, ser acessível a uma gama muito maior de consumidores, como crianças de todas as idades, adolescentes, idosos e pessoas que tenham qualquer restrição a bebidas alcoólicas. O suco de uva integral reduz o colesterol ruim e a hipertensão, diminuindo assim os riscos de doenças cardiovasculares. É bom para a memória, importante fonte de energia natural e de fibras para o perfeito funcionamento do organismo e elimina células cancerígenas. Além disso, é um forte aliado para melhorar o desempenho de atletas. “Por ser um produto único, com sabor puro da fruta e com tantos benefícios, o suco de uva integral tem despertado interesse de importadores do mundo todo”, afirma Rosana Pasini, gerente de exportação e importação da Vinícola Aurora. “Não há produto semelhante no mercado internacional e se comparado com o concentrado, mais conhecido internacionalmente, o nosso suco se destaca positivamente em todos os sentidos”, enfatiza Rosana.

Fotos: Divulgação

Edição recorde inicia amanhã

Mais de 50 degustadores avaliarão 308 espumantes de 80 vinícolas na maior edição da história do Concurso do Espumante Brasileiro

A principal janela para o mundo dos espumantes brasileiros começa nesta quarta, 18, e segue até sexta, 20, em Garibaldi (RS), a Capital Brasileira do Espumante. É o X Concurso do Espumante Brasileiro, que avaliará 308 espumantes de 80 vinícolas. Esta é a maior edição da trajetória do evento, que registra um aumento de 16% no número de rótulos inscritos. A promoção é da Associação Brasileira de Enologia (ABE), que reunirá mais de 50 profissionais entre enólogos, sommeliers e jornalistas especializados, para degustar as amostras.

Participam espumantes elaborados por vinícolas de sete estados brasileiros, sendo eles: Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, numa demonstração da diversidade da produção nacional. Os espumantes serão degustados às cegas, seguindo normas internacionais, dentro de suas categorias: espumantes de segunda fermentação (charmat e tradicional) e espumantes de primeira fermentação (moscatéis). O concurso segue as normas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE). As degustações serão realizadas na Câmara da Indústria e Comércio de Garibaldi (CIC). O concurso integra a programação da Fenachamp 2017.

Para o presidente da ABE, enólogo Edegar Scortegagna, está é uma grande oportunidade para as vinícolas colocarem na vitrine a qualidade de seus espumantes. “O Concurso do Espumante Brasileiro evidencia a excelência dos espumantes brasileiros, enaltecendo todo o setor, sendo uma importante ferramenta de marketing e de venda para as empresas”, destaca. O resultado será compartilhado com o mundo, configurando-se como um excelente parâmetro para o mercado consumidor tanto interno quanto externo. “Este concurso evidencia a expertise e vocação do Brasil na elaboração de um produto que hoje é reconhecido internacionalmente como um dos mais expressivos do mundo”, complementa Scortegagna.

Serão premiados com Grande Medalha de Ouro, Medalha de Ouro, Medalha de Prata e Medalha de Bronze os espumantes melhores classificados por categoria, respeitando o limite de 30% dos inscritos. A divulgação dos resultados e entrega das medalhas ocorrerá em coquetel realizado na noite do dia 20 de outubro no CTG Sentinela da Serra, no Parque da Fenachamp.

PRÊMIO DESTAQUE

O 10º Concurso do Espumante Brasileiro segue o formato da edição anterior, prevendo uma distinção especial concedida a espumantes que se sobressaírem em suas categorias. Será realizada uma degustação de preferência entre os produtos que conquistarem Medalha de Ouro e melhores medianas, a fim de destacar o que tiver maior preferência dos jurados.

Fotos: Jeferson Soldi

Sicredi inaugura novas instalações em Pinto Bandeira

Com ambiente remodelado para proporcionar uma nova experiência aos associados, a agência adota o novo design ambiental do Sicredi e novos espaços de relacionamento

A Sicredi Serrana inaugura na sexta-feira, 20 de outubro, as novas instalações da agência Pinto Bandeira. O evento marca a entrega de um novo espaço, voltado para uma nova experiência de relacionamento com os associados da Cooperativa.

A partir do novo posicionamento do Sicredi, adotado em todo Brasil, como uma instituição mais simples, próxima e ativa dos seus associados e das comunidades onde atua, a Sicredi Serrana inaugura no dia 20 de outubro a sua sexta agência na região dentro de um novo design ambiental, com um desenho mais contemporâneo e apresentando a nova marca Sicredi. As agências que já receberam esse novo design foram Flores da Cunha – São Gotardo, Flores da Cunha – Centro, São Sebastião do Caí, Garibaldi – Dante Grossi e Garibaldi – Buarque de Macedo.

Presente há 10 anos na comunidade, a Sicredi atende mil e quinhentos associados em Pinto Bandeira, com uma participação 60% da população e 44% nas empresas da cidade.

Além do design completamente renovado, com as linhas que remetem ao novo posicionamento do Sicredi, a agência traz novidades como o Espaço Digital, para utilização de internet para as movimentações financeiras, Espaço Kids, para a recreação de crianças e rede de internet sem fio aberta aos associados.

Outro diferencial no atendimento é o horário estendido para os associados do Sicredi. O público geral continua realizando as suas movimentações no horário habitual das 10h às 15h, enquanto que os associados poderão usufruir de todos os serviços da agência com exclusividade, entre às 9h às 10h.

Nova Marca

Lançada no primeiro semestre de 2016, a Nova Marca Sicredi traz consigo um novo posicionamento da Instituição Financeira Cooperativa, buscando estar cada vez mais interligada com os associados e das comunidades onde atua. A nova marca preserva a herança das principais forças do Sicredi – o cata-vento e a cor verde – somados a atributos que a tornam contemporânea: simples, próxima e ativa.

SERVIÇO:

Inauguração da Agência Sicredi Pinto Bandeira.

Local: Rua 7 de Setembro, 471 – Centro – Pinto Bandeira – RS

Evento de Inauguração: Sexta-Feira, 20 de outubro.

Para mais informações entre em contato pelo telefone: (54) 3468-0043

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com de 112 anos de história, mais de 3,5 milhões de associados e mais de 1.500 pontos de atendimento, em 21 estados do país. Atua como um dos maiores repassadores de crédito rural do país, começa a se destacar entre empresas de médio porte e ocupa o segundo lugar no Ranking Maior Grupo Econômico do Rio Grande do Sul.

Sobre a Sicredi Serrana

A Sicredi Serrana é uma das 118 cooperativas do Sistema Sicredi. Atua em 23 municípios da Serra Gaúcha e Vale do Caí, com 30 pontos de atendimento e mais de 96 mil associados. São 31 anos de hospitalidade e relacionamento, fortalecendo os negócios dos associados com poupança e aplicações, crédito e investimentos, crédito imobiliário, seguros, consórcios, cobranças, cartões de crédito e débito, previdência e muito mais.

Fotos: Divulgação

Começa colheita do pêssego na região

A colheita do pêssego já iniciou em Pinto Bandeira. Os consumidores podem encontrar a fruta grande e com alto teor de doçura, garantidos pelas condições climáticas.

Claudio Fossa, 36 anos, morador da Linha Silva Pinto Norte, de Pinto Bandeira, iniciou a colheita dos seus quatro hectares de pêssegos há 10 dias e esta satisfeito com a produção. Ele pretende colher 30 mil quilos das três variedades PS Precoce, PS e Eragil. No ano passado, o pomar do produtor teve uma super safra e a colheita ficou em 60 mil quilos – dobro deste ano. “Deu tudo certo, o tamanho, a cor e o sabor. O clima ajudou. O sabor está delicioso” comemora o produtor. Com uma fruta de excelente qualidade, o produtor tem boas expectativas de vendas e preços. O valor pago ao produtor deve variar de R$ 3 a R$ 2,5 por quilo, mas em safra plena a previsão é baixar. “O preço (do quilo) varia de acordo com o período das vendas. Agora é o início da comercialização. A gente não sabe como o mercado vai se comportar. A expectativa é boa. Não tem nenhum tipo de problema ou podridão” explica.

Até a tarde de segunda-feira, Fossa já havia vendido 5 mil quilos de sua produção de PS Precoce. A variedade OS é a próxima a ser colhida, e a Eragil será colhida no final de dezembro. As vendas dessa variedade iniciam somente no mês de janeiro de 2018. A mão de obra é toda familiar “Fazemos o escalonamento (entre as variedades) e fica melhor para colher e para vender” diz o produtor, que conta com a ajuda da esposa Giovana, do pai Cristiano e da mãe Nair, para fazer a colheita.

Pinto Bandeira, que é o maior produtor de pêssego de mesa do Rio Grande do Sul, começou a colher as variedades do cedo neste mês e a expectativa, apesar da falta de frio no inverno e da estiagem ocorrida em setembro, são de frutas com qualidade, tamanho e coloração apropriadas para venda. Ainda não é possível afirmar a produtividade destas variedades, mas a expectativa fica em torno de 20.000 a 25.000 kg/ha da fruta, segundo a Emater.

A Engenheira Agrônoma da Emater, Melissa Maxwell Bock, diz que a safra tende a ser menor do que a do ano passado, em termos de produtividade. Já em relação a qualidade das frutas está melhor. “ O tempo colaborou, as plantas estão com boa sanidade e tem ausência de pragas” explica.

Ponto de colheita do pêssego

A maturação do pêssego é caracterizada pela mudança de cor, sabor, aroma e textura, as quais proporcionam as condições organolépticas ideais, que asseguram a qualidade comestível do pêssego. As alterações mais comuns observadas que ocorrem durante a maturação são: a produção do etileno e outros voláteis; mudança de cor; elevação da taxa respiratória e as transformações químicas.

O pêssego é um fruto climatérico, quer dizer, durante o processo de amadurecimento apresenta um pico de produção do etileno, acompanhado pelo aumento da taxa respiratória. Devido a estas características, o pêssego pode amadurecer após ser colhido.

É importante saber o momento exato da colheita, que assegure uma boa conservação, adequada resistência ao transporte e mantenha as condições necessárias para chegar ao consumidor com qualidade. Assim, a fruta que é destinada a mercados mais distantes, deverá ser colhida com maturação mais firme, diferentemente da fruta colhida para mercados locais, onde se pode colher a fruta com maturação mais avançada, explica Melissa Maxwell Bock, Engenheira Agrônoma da Emater de Pinto Bandeira.

O índice de maturação serve para determinar o momento adequado para colher o fruto. Com relação a cor, na epiderme ou casca do pêssego podemos distinguir a cor da superfície (vermelho ou amarelo, segundo a variedade) e a cor do fundo (verde). Com o avanço da maturação, a cor de fundo verde muda para branco-creme (variedades de polpa branca) ou amarelo claro (variedades de polpa amarela ou laranja). Esta mudança de cor de fundo está associada à maturação em pêssegos e nectarina.

Outro indicativo de colheita é a firmeza de polpa, onde a medida que o pêssego amadurece a firmeza de polpa diminui e, é possível medi-la com um aparelho específico. Também pode ser avaliado como referencial de colheita do pêssego, o teor de açúcar, que pode variar de 12 a 14° Brix, isso dependendo da variedade e do local de produção. Outro fator que influencia na maturação do pêssego e no sabor é a acidez total, onde os valores podem alcançar 0,5 a 1% de ácido cítrico.

Cada um destes fatores que foi descrito pode ser afetado pelos tratos culturais do pomar, pelo clima, pelo solo, pela irrigação, entre outros fatores.

Fotos: Marlove Perin

Pessegueiros Frutificam na região

diminui carga de pêssego em 80%. Raleio do pêssego evita sobrecarga de frutas na planta e permite o desenvolvimento de frutos maiores e mais saborosos

Na produção de pêssego de mesa, um dos requisitos para uma boa aceitação pelo mercado consumidor é o tamanho dos frutos, que requer dos produtores a utilização de técnicas que possibilitem maiores retornos financeiros. Neste aspecto o raleio é uma prática cultural indispensável, usada por todos os produtores. Além disso, é necessário observar a cultivar e o vigor no momento do desbaste, a intensidade do mesmo depende também da fertilidade do solo, da adubação usada, do estado fitossanitário e da qualidade que se deseja para os frutos, explica a Engenheira Agrônoma da Emater/RS-Ascar de |Pinto Bandeira Meliisa Maxwell Bock. Um pessegueiro pode perder até 80% dos frutos durante o raleio. Os frutos em excesso e os com características de abortamento pela planta são retirados. No pomar da família de Leandro Ferrari na Linha Silva Pinto Norte, interior de Pinto Bandeira a corrida é contra o tempo. “Se o raleio dos 15 hectares de pêssego atrasar a fruta perde qualidade”, explica o produtor. O raleio da fruta iniciou em setembro e segue até outubro. “O trabalho requer atenção e dedicação. Em cada planta o trabalho demora cerca de 40 minutos para ser concluído. O raleio severo permite uma produção de frutos maiores e mais saborosos. A retirada de frutos chega a 80% em algumas plantas de acordo com a condição do galho e espaçamento entre os pêssegos” explica o produtor que cultiva as variedades, Chimarrita, PS, Eragil e Barbosa. Segundo o produtor a chuva por aqui só deve ser problema a partir da maturação, que para o pêssego de mesa ocorre em novembro. A podridão parda exige uma maior atenção por parte dos produtores. Quanto mais cedo for realizado o raleio, (durante o florescimento ou imediatamente após esse, até 30 dias depois da queda das pétalas), melhores serão os resultados, particularmente com referência ao tamanho do fruto. No entanto, como no Rio Grande do Sul podem ocorrer geadas na floração, e por este motivo recomenda-se fazer o raleio após a queda natural dos frutinhos, cinco ou oito semanas após a floração plena ou quando eles atingem um diâmetro de 1,5 a 2 cm. No raleio a distância mínima é de 8 a 10 cm entre frutos dos ramos vigorosos e de 12 a 15 cm no caso dos ramos menos vigorosos. Frutos e ramos muito fracos devem ser eliminados neste momento, assim como ramos “ladrões”. O raleio deve ser iniciado pelos frutos machucados, picados ou tortos. Após retiram-se mais frutos, de modo a deixar espaçados o mais uniforme possível, levando em consideração o vigor dos ramos e a posição dos frutos na planta. Sempre que houver dois ou mais frutos juntos deve-se deixar aquele voltado para baixo. Os frutos maiores e de melhor coloração são produzidos em ramos novos e mais vigorosos.

Principais objetivos do raleio

Aumentar o tamanho dos frutos;

– Melhorar a coloração e a qualidade;

– Reduzir a quebra de galhos pelo excesso de peso e pelo vento;

– Melhorar o vigor da planta e diminuir a deficiência nutricional ocasionada por uma carga excessiva de frutos;

– Evitar produção alternada;

– Eliminar frutos atacados por pragas ou doenças;

– Aumentar a eficiência dos tratamentos fitossanitários;

– Reduzir custos de colheita.

Fotos: Marlove Perin