Tecnovitis 2017, 0 Maior Encontro do Setor Vitícola do Brasil

A 2ª edição da Feira de Tecnologia para a Viticultura, será realizada Bento Gonçalves no mês de dezembro

A região da Serra Gaúcha é referência nacional na vitivinicultura e Bento Gonçalves é reconhecida como uma das mais expressivas produtoras de vinhos do país. Para traduzir em números, estamos falando de aproximadamente 15 mil áreas produtoras de uvas no Estado e, segundo o Cadastro Vitícola, pouco mais de 10 mil estão concentradas na Serra Gaúcha. São mais de 40 mil hectares de áreas de vinhedos produtivos. Até o último estudo, publicado no ano de 2015, são mais de 160 cidades produtoras de uvas no Estado. Na safra de 2017, foram processados mais de 753 milhões de kg de uvas no RS. “Nossa expectativa é muito positiva, estamos trabalhando para receber cerca de 20 mil visitantes, pois o evento será de integração, comercialização e muito conhecimento aos nossos viticultores do estado e outras regiões do país”, destaca Elson Schneider, o presidente do Sindicato Rural da Serra Gaúcha, promotor e realizador do evento.

Sobre a feira

A feira acontece de 06 a 08n de dezembro de 2017, das 10h às 18h, em uma área superior a 25 mil metros quadrados, no coração da região produtora e em uma das regiões vitivinícolas mais conhecidas do país, o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves – RS. A visita, em um fluxo orientado, inicia pela área coberta, com fornecedores de pequenos materiais, equipamentos e a produtores da agroindústria familiar. Seguindo para a Área 2, chamada de Parreiral Demonstrativo, onde serão apresentados os tratamentos realizado nos vinhedos, além de um modelo para o depósito de defensivos agrícolas. Na Área 3, além das entidades parceiras, o espaço de alimentação, descanso e sanitários. Na Área 4, visita ao Parreiral Modelo, seguido do espaço de exposição dinâmica de máquinas e implementos. Por fim, a Área 5 terá a concentração maior de expositores, com máquinas e equipamentos, casas agrícolas e demais fornecedores da cadeia de cultivo da uva. O evento é gratuito e não requer cadastro antecipado. Informações adicionais pelo site: www.tecnovitis.com.br, pela página da feira no Facebook/Tecnovitis, ou pelo e-mail contato@tecnovitis.com.br.

Seminários Técnicos

A participação nos Seminários Técnicos se dará mediante inscrição antecipada, em link específico para tal, no site Tecnovitis 2017 (www.tecnovitis.com.br). Os seminários serão realizados no Centro de Eventos do Villa Michelon, nos dias 06, 07 e 08 de dezembro, iniciando às 8h a recepção e encerramento previsto para as 10h30min, nos três dias. Ao todo, serão três seminários, com estimativa de 300 pessoas por evento, totalizando 900 participantes.

1º – Seminário Técnico

06 de Dezembo de 2017, Quarta-Feira

Tema Central: Legislação

Vinho colonial – Registro

Simples Nacional

Mudanças recentes na legislação da Vitivinicultura

A arte da elaboração de vinhos está presente na cultura brasileira e gaúcha, desde o início da colonização do Rio Grande do Sul. O plantio de uvas e a elaboração de vinhos propiciaram o surgimento de inúmeras vinícolas que hoje respondem por mais de 90% da produção nacional de vinhos. Porém a legislação para o registro de pequenas vinícolas seguia a mesma legislação das grandes indústrias. Com o esforço de várias entidades ligadas a agricultura familiar, foi possível criar uma legislação específica para o registro das Vinícolas Familiares, que será apresentada nesta palestra. Também serão abordados os temas do imposto, com o Simples Nacional e as mudanças recentes na legislação da vitivinicultura.

Vinho Colonial – Registro

Palestrante: Thompsson Benhur Didone – Ascar/Rs – Emater

Apresentar o Projeto Piloto de Registro de Vinícolas Coloniais, coordenado pela EMATER/RS-ASCAR, em algumas propriedades familiares de Bento Gonçalves e região, que objetivou nivelar os procedimentos com as entidades ligadas à orientação, registro, fiscalização e responsáveis técnicos.

– Relatar as experiências no Registro das Vinícolas Coloniais do Projeto Piloto e os procedimentos que serão sugeridos nos futuros registros.

Simples Nacional

Palestrante: Romulo De Jesus Dieguez De Freitas – Advogado

Sancionado em 25/07/2016, o Simples Nacional inclui o setor vitivinícola e entra em vigor em 2018, ampliando o limite de faturamento de R$ 3,6mi para R$ 4,8mi e cria as Empresas Simples de Crédito para facilitar o acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas. O limite de faturamento para os microempreendedores individuais passa de R$ 60 mil para R$ 81 mil. As empresas optantes pelo Simples Nacional passam a pagar um tributo único que varia conforme a faixa de faturamento, é preciso uma análise de cada caso para avaliar se compensa o enquadramento do produtor.

Mudanças recentes na legislação da Vitivinicultura

Palestrante: Kelly L. Bruch – UFRGS e IBRAVIN

A Legislação vitivinícola sofre alterações com frequência, o objetivo desta palestra é informar os viticultores e vinicultores sobre as mudanças ocorridas nos últimos dois anos. Alguns exemplos: Revogação da obrigação de uso do Selo de Controle Fiscal para vinhos, IN Receita Federal 1.583 de 31/08/2015; Publicação de Decreto nº 8.471 de 22/06/2015 e IN n º 17 de 23/06/2015, que permite o registro, junto ao MAPA de produtor de vinho apenas com a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) para agricultores familiares; Padrões de Identidade e Qualidade de vinhos e derivados; Publicações da ANVISA para controle de alergênicos e rastreabilidade de produtos.

2º Seminário Técnico

07 de dezembro de 2017, quinta-feira

Tema Central: Boas Práticas na Viticultura

Depósitos de agrotóxicos/defensivos agrícolas

PAS UVA – Rastreabilidade

Produção Integrada de Uvas para Processamento (PIUP)

Uma viticultura moderna e competitiva não pode abrir mão do uso de tecnologia, desde o preparo do solo e da aquisição da muda quando da implantação do vinhedo até o transporte da uva para a vinícola. Em cada etapa, as chamadas “Boas Práticas” precisam ser aplicadas pelo produtor, para reduzir os riscos de perda de produtividade, qualidade e segurança do alimento. Boas Práticas são procedimentos que podem ser resumidos como o uso das melhores técnicas, aplicadas na hora certa e da maneira correta. Esta é a abordagem do Seminário: de forma prática e dinâmica, expor a produtores, técnicos e lideranças algumas das iniciativas que integram as boas práticas na viticultura e que, se bem aplicadas, permitirão ao produtor obter uma uva de melhor qualidade e um maior retorno do seu trabalho e do seu investimento.

Depósitos de Agrotóxicos/Defensivos Agrícolas na propriedade

Palestrante: Luciano Gebler – Embrapa Uva e Vinho

Quais os princípios que devem orientar a gestão dos resíduos de agrotóxicos na propriedade vitícola?

Esta palestra tem por objetivo apresentar esses princípios e as tecnologias desenvolvidas para orientar o produtor de modo a reduzir a contaminação ambiental por agrotóxicos.

PAS Uva para Processamento

Palestrante: Janine Basso Lisboa – Ibravin

Conceitos, práticas adotadas e orientações aos produtores que desejam aderir ao programa, que já contempla diversas vinícolas e produtores de uvas no sul do Brasil. O PAS Uva para Processamento é uma das iniciativas de maior sucesso na aplicação de boas práticas na viticultura e será detalhado nesta palestra.

Produção Integrada de Uvas para Processamento (PIUP)

Palestrante: SAMAR VELHO DA SILVEIRA – Embrapa Uva e Vinho

Características e potencial de ganho para produtores de uvas e vinícolas, ao utilizarem este sistema de produção. A Produção Integrada é uma política pública, coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com foco na produção, certificação e rastreabilidade de alimentos. A PIUP é a aplicação da Produção Integrada (PI) para a cadeia vitivinícola e já proporcionou excelentes resultados na fase de pesquisa e validação.

03 – Seminário Técnico

08 De Dezembro De 2017, Sexta-Feira

Tema Central: Orgânicos

Insumos e Produção Orgânica em parreirais cobertos

Experiências (cases)

Viticultura Biodinâmica

Manejo na Cobertura

A produção orgânica de uvas, especialmente para suco e de mesa (em cobertura) tem, a cada ano, ampliada a área de produção e o número de produtores na Serra Gaúcha. A abordagem trará preciosas informações para quem está interessado em iniciar a conversão para este sistema de produção.

Insumos e Produção Orgânica em parreirais cobertos

Palestrante: Luís Carlos D. Rupp – IFRS

Apresentará as tecnologias e os principais insumos utilizados para o cultivo de uvas orgânicas em área coberta.

Experiências (cases)

Família de Jorge Salton e Gilberto Salvador

A família de Jorge Salton, de Faria Lemos, em Bento Gonçalves – RS, possui a maior área de uvas conduzidas sob manejo orgânico da Serra Gaúcha. Desde 1998, cultivam cerca de 10 hectares com uvas Isabel, Bordô e Zeperina, além de outros cinco hectares com uvas de mesa em sistema coberto. O Agrônomo Gilberto Salvador, do escritório municipal da Emater, assessorou esta família desde o início. Salvador apresentará o potencial de trabalho do sistema orgânico

Viticultura Biodinâmica

Leandro Venturini

O enólogo e coordenador do Centro Ecológico de Ipê tem mais de 20 anos de experiência com produção orgânica e apresentará os resultados alcançados até o momento pelo Grupo de Trabalho em Viticultura Orgânica e Biodinâmica do Ibravin.

Manejo na Cobertura

Ao final das três apresentações, os participantes poderão conhecer os vinhedos conduzidos organicamente, na área do Complexo Hotel Villa Michelon, de Niágara Rosada em sistema protegido e Bordô.

Palestras Técnicas

As Palestras Técnicas serão realizadas em pavilhão de lona, simultâneas à realização da feira, em intervalos de 30 minutos, durante todo o período do evento. Parte das abordagens será realizada pelos expositores , as demais serão realizadas por palestrantes técnicos.

Assuntos das Palestras – Quarta-Feira, 06/12

Erros mais comuns na Pulverização da Videira

-Otávio Dias Machado da Costa – IFRS

Serão abordados os erros que ocorrem no processo de pulverização da cultura e suas implicações na qualidade do tratamento fitossanitário. Para cada procedimento, será descrito o cenário que vem sendo encontrado no campo pelo Projeto Tecnologia de Aplicação, desenvolvido desde 2010. Os problemas serão abordados nos aspectos qualitativo e quantitativo, sendo apresentados os caminhos para a evolução técnica dessa importante operação.

Modernização da Colheita e da Logística

– Embrapa e Fecovinho

Esta palestra tem como enfoque a conscientização dos produtores, transportadores e vinícolas sobre os cuidados com a adequada colheita e transporte, desde a propriedade até a vinícola, de modo a reduzir as perdas e evitar danos à qualidade do produto final. O produtor trabalha para obter uma excelente uva, mas se não forem adotados os cuidados corretos, parte importante da qualidade perde-se após a colheita.

Segurança do Trabalho no campo

– Ildomar Engroff dos Santos – Embrapa Uva e Vinho

O viticultor é um profissional que precisa realizar as suas atividades com cuidado para preservar a sua saúde, em primeiro lugar. A palestra abordará a atenção que o produtor precisa dar aos aspectos que vão desde a ergonomia (postura corporal e esforço repetitivo), até o adequado manejo de máquinas e equipamentos.

Como fazer Enxertia Verde

– Daniel dos Santos Grohs – Embrapa Uva e Vinho

A enxertia verde ou herbácea é uma prática que vem aumentando o uso pelos viveiristas e produtores para obter mudas com maior qualidade e uniformidade, originando vinhedos mais produtivos. A palestra abordará as principais orientações e cuidados que o produtor deve ter ao utilizar esta tecnologia.

Assuntos das palestras – quinta-feira, 07/12

Preparo de Caldas Orgânicas

– Gilberto Luiz Salvador

O preparo de caldas orgânicas era uma tradição utilizada pelos imigrantes Italianos no cultivo das videiras, que foi praticamente esquecida com a introdução dos agroquímicos. O objetivo desta palestra é a retomada das técnicas no seu preparo e sua utilização, que é muito eficiente e mais de menor custo.

Qualidade de mudas e Doença do Tronco

– Marcus André Kurtz Almança – IFRS e Daniel Grohs – Embrapa

A produção de mudas com qualidade é uma das principais ferramentas para o sucesso na implantação de vinhedos. Além disto, esta ferramenta é fundamental para a redução na disseminação de fungos relacionados a Doenças de Tronco e para a redução de morte e declínio de plantas. O principal foco da palestra é apresentar técnicas relacionadas à produção de mudas com qualidade e o impacto destas técnicas na implantação/manutenção de vinhedos.

Manejo em Ambiente Protegido

– Henrique Pessoa dos Santos e Leonardo Cury – IFRS

A produção de uvas de mesa em ambiente protegido, por ainda ser considerado um “novo sistema produtivo”, apresenta muitos desafios e mudanças na forma de manejo de ambiente e planta ao comparar com a produção de uvas para consumo in natura no sistema convencional. Nesta palestra vamos apresentar os conhecimentos fundamentais referentes ao manejo de produção em ambiente protegido, alterações microclimáticas da planta e sua correlação com a fenologia e a produção, irrigação e qualidade do fruto produzido, custos de implantação, assim como expor aos participantes, os principais materiais e técnicas utilizadas para estruturar e cobrir os vinhedos destinados a este sistema de cultivo.

Assuntos das Palestras – Sexta-Feira, 08/12

Adubação na reconversão de Vinhedos

– George Wellington Mello – Embrapa Uva e Vinho

A adubação é um dos itens de maior importância na reconversão do vinhedo, tanto para estimular o desenvolvimento de plantas, quanto para obter vinhedos nutricionalmente equilibrados. Esta palestra terá como principal abordagem as recomendações de adubação orgânica e mineral, calagem e redução dos impactos da contaminação por cobre, quando da conversão dos vinhedos.

Como reconhecer e evitar as viroses nos vinhedos?

– Thor Vinícius M. Fajardo – Embrapa Uva e Vinho

Vírus são causadores de grandes prejuízos à produção e qualidade da uva. Para reduzir o impacto das viroses, é preciso saber identificar os sintomas e conhecer as formas de implantar e manejar os vinhedos, para que se mantenham sadios e produtivos. Essa palestra dará enfoque na identificação das principais viroses encontradas na viticultura brasileira, bem como ênfase nas orientações técnicas de diagnóstico e redução da disseminação dos vírus causadores.

Acúmulo de Cobre no Solo

– Diovane Freire Moterle – IFRS-BG

O uso da calda bordalesa para o controle de doenças fúngicas na videira causa o acúmulo de cobre no solo. Em áreas com altos teores de cobre, é preciso utilizar estratégias de manejo de solo que minimizem o efeito deste metal sobre o desenvolvimento das plantas. O objetivo desta palestra é apresentar orientações de manejo de solo para que o agricultor possa conviver com este problema.

Fotos: Divulgação

Sete projetos de lei são aprovados por unanimidade de votos

Na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Monte Belo do Sul da terça-feira (21), sete projetos de lei e cinco requerimentos foram aprovados por unanimidade de votos. Todas as matérias são de autoria do Poder Executivo, três foram apreciadas em 2ª e 3ª votação, uma em votação normal e três projetos de lei em regime de urgência.

A primeira proposta presente na Ordem do Dia foi o Projeto de Lei nº 50/2017, em 2ª e 3ª votação, autoriza a municipalização de trecho da Rodovia estadual ERS 444 – 9030 é dá outras providências. Também autoriza firmar o Convênio com o Estado do Rio Grande do Sul e o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem – DAER/RS para viabilizar a municipalização, bem como para realização de obras.

Em seguida, foi apreciado o Projeto de Lei nº 54/2017, em 2ª e 3ª votação, outra matéria de autoria do Poder Executivo. O projeto visa autorizar o município a firmar convênio com o Estado do Rio Grande do Sul, por intermédio da Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente visando à cedência de servidor. O servidor cedido desempenhará suas funções, na Inspetoria Veterinária e Zootécnica responsável pelo Município, e as ações previstas no convênio serão executadas nos limites da área geográfica do Município. O convênio terá vigência até 31 de dezembro de 2020, a contar da publicação da súmula no Diário Oficial do Estado.

Já o Projeto de Lei nº 55/2017, também protocolado pelo Executivo municipal, e votado em 2ª e 3ª votação estima a receita e fixa a despesa do município de Monte Belo do Sul para o exercício financeiro de 2018. A medida encaminhada ao Legislativo prevê um Orçamento de R$ 20.669.000,00 milhões para 2018, sendo que R$ 5 milhões é referente expectativa de uma operação de crédito. Em 2017 o orçamento foi de R$ 15.893,000,00.

As três matérias a seguir da pauta de votação tramitaram em regime de urgência e foram apreciadas em turno único.

Na sequência os vereadores aprovaram outra matéria enviada pelo Poder Executivo, o PL nº 56/2017. A proposição altera e acresce a redação a Lei Municipal 366/2001 e dá outras providências. Conforme a justificativa do projeto, autoriza o Poder Executivo a regulamentar na legislação municipal vigente a matéria que se refere ao regime de convocação para jornada suplementar dos servidores públicos municipais de até 20h semanais, não podendo ultrapassar o limite da jornada de trabalho de 40h semanais.

Por sua vez, o PL nº 57/2017, também de autoria do Executivo municipal autoriza o recebimento de bem imóvel pelo município, a título de doação, e dá outras providências. De acordo com a justificativa da proposição, que autoriza o Executivo a receber, por doação, o bem imóvel descrito e caracterizado, visando à implantação de rua projetada na área urbana do município.

O plenário ainda aprovou o PL nª 58/2017. A proposição, de autoria do Poder Executivo, pretende alterar e acresce redação aos anexos I, II, III e IX da Lei Municipal 749/2006 e dá outras providências. Segundo a justificativa atualiza a Lei Municipal – Código Tributário no que se refere a planta de valores de terrenos e/ou fator de localização para fins de cobrança do Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial dos novos loteamentos aprovados no município.

Por fim, os parlamentares votaram, em primeiro turno, o PL nº 59/2017, protocolado pelo Executivo. O projeto visa permitir que o Poder Executivo “Dispõe sobre a reserva de um percentual dos cargos e empregos públicos municipais para as pessoas portadoras de deficiência, nos termos do art.37, inciso VIII, da Constituição da República, e dá outras providências”.

Requerimentos
Cinco requerimentos foram aprovados por unanimidade de votos na Sessão da terça-feira. De autoria do Vereador Onecimo Pauleti (PMDB) requer que seja enviada à Bancada Gaúcha na Câmara Federal, Senadores Gaúchos, Ministério da Agricultura, Comissão de Agricultura da Câmara Federal e Presidência da República, requerimento solicitando o retorno do IGF. Também de autoria do Vereador Onecimo Pauleti (PMDB), requer que sejam encaminhados cumprimentos a Escola Municipal de Ensino Fundamental Roman Ross pela realização do Projeto “Feira de Ciências”. Ainda de autoria do vereador Onecimo Pauleti (PMDB) que sejam encaminhados cumprimentos a Secretaria de Saúde e Assistência Social de Monte Belo do Sul e a toda a equipe que participou da realização da palestra “Saúde e Qualidade de Vida: mulheres e homens bonitos, saudáveis e bem-dispostos”.
De autoria da Bancada do PTB, por meio dos vereadores Norberto Possamai, Lauro Bazzanella, Nelsa Berselli Cecconi e Adair Cecconi, requerimento que seja realizada Sessão Solene de Outorga de Portaria de Louvor e agradecimento a Vinhos Milani Ltda.

Por último, de autoria do Vereador Lademir Moro (PMDB) requerimento que sejam enviados votos de pesar aos familiares de Ivo João Tasca pela sua passagem ocorrida no dia 1º de novembro deste ano.

A Sessão Ordinária, aberta à participação da comunidade, inicia às 19h, e pode ser acompanhada pela Câmara pelo Facebook. A próxima sessão acontece no dia 05 de dezembro.

Fotos: Marlove Perin

Centro Empresarial Bento Gonçalves inaugura celebrando a união

Prédio abrigará CIC-BG, Sindmóveis e Movergs, além de outras entidades representativas que já estão adquirindo salas para acolher suas sedes administrativas no complexo

A noite de 23 de novembro de 2017 está consolidada na história de Bento Gonçalves não só pela inauguração do Centro Empresarial, oficialmente apresentado à comunidade, e que reúne a sede de algumas das mais representativas entidades do município – mas, principalmente, pelo ideal de união e integração que concretiza. A abertura de suas portas assinala a chegada de um novo momento de associativismo em busca da consolidação de objetivos comuns – como o progresso e o desenvolvimento socioeconômico da região, contemplando todos os setores produtivos, geradores de riqueza, renda e empregos.

Projeto do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG), em parceria com o Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (SINDMÓVEIS) e a Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (MOVERGS), o prédio abrigará a sede de cada uma das três entidades, instituidoras da obra. Além dessas, o edifício acolherá, também ASCON, SEGH, SIMPLAV e SINDIBENTO, que já confirmaram a aquisição de salas no imóvel. O complexo, localizado na Rua Avelino Luiz Zat, 95, bairro Fenavinho, tem 5,2 mil metros quadrados de área construída, contando com quatro pavimentos que abrigarão área administrativa, salas e auditório para 700 pessoas, além de elevadores e garagem coberta. O investimento alocado no edifício, incluindo a aquisição do terreno onde está instalado, ultrapassa os R$ 17 milhões. A construção foi iniciada em dezembro de 2015 e oficialmente entregue no dia 31 de outubro deste ano.

Sua concretização é um momento emblemático porque mostra como o modelo do associativismo é vencedor, na opinião do presidente do CIC-BG, Laudir Miguel Piccoli. “Essa obra sintetiza a capacidade de união das lideranças locais em busca da realização de objetivos comuns. Ao cruzarem a porta de entrada nesse prédio, dia após dia, ano após ano, todos poderão perceber o quanto Bento Gonçalves tem a oferecer, como sua classe empresarial é repleta de exemplos de sucesso, que procuram estar sempre à frente, fazendo cada vez mais pela coletividade. Por isso, esse prédio é, acima de tudo, uma inspiração, mostrando que juntos podemos alcançar quaisquer objetivos, que temos a força empreendedora para vencer quaisquer obstáculos e, também, que Bento Gonçalves é uma cidade talhada para o sucesso”, disse Piccoli.

Também o presidente do Sindmóveis de Bento Gonçalves, Edson Pelicioli, reforça a importância do associativismo para um avanço sustentável da economia local. Segundo ele, não se trata de um discurso de intenções, mas de um valor atrelado à trajetória do Sindmóveis, que sempre buscou a convergência de esforços em seus projetos de apoio ao setor moveleiro. “É nos dias difíceis que percebemos o valor de uma representação empresarial coesa e fortalecida. Não são tempos de concorrer, mas tempos de colaborar. O mercado está sinalizando para a coletividade. As pessoas querem ver boas iniciativas e bons exemplos de trabalho íntegro”, conclamou em seu discurso.

Representando a união de ideais, convicções e trabalho acima de quaisquer aspirações particulares, o Centro Empresarial sintetiza o legado empreendedor, político e histórico que Bento Gonçalves recebeu e deixa para as novas gerações, de acordo com o presidente da Movergs, Volnei Benini. “Estamos entregando para nossa cidade um complexo com modernas instalações e tecnologia de última geração, resultado da união de esforços das entidades que representam o empreendedorismo da região”, disse.

ENRIQUEÇA SUA PAUTA

Obra de Bez Batti no novo Centro Empresarial de Bento Gonçalves celebra vitória do imigrante

São dois blocos de basalto que, somados, dão a dimensão de um homem – o homem italiano que na esperança de construir um novo mundo, veio, viu e venceu na distante América. Mas foi uma vitória forjada no sacrifício, o mesmo que o escultor João Bez Batti emprega em cada feição que faz brotar da rocha bruta encontrada na região. Por isso, a obra que vai ficar no átrio principal do Centro Empresarial que abriga a nova sede do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG), do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis) e da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do RS (Movergs) recebeu o sugestivo nome de “Vitória”. “Nessa escultura, era necessário representar a luta, a força e a coragem desse povo que aqui chegou cheio de esperança e, com muito trabalho, conseguiu essa grandeza que hoje as entidades representam”, comenta o artista.

“Vitória” é um trabalho simbólico de Bez Batti. Inicialmente porque trata-se, inexplicavelmente, de sua primeira obra pública na cidade. Depois, porque o próprio enxerga-se em “Vitória”. Filho de pai italiano, Bez Batti chegou a Bento Gonçalves em 1969, num gesto que repete seus ancestrais, a busca por novos horizontes. “Nós (ele e a mulher, Maria Shirley) fizemos parte dessa história. Chegamos desconhecidos e com muita vontade, aqui encontrei meu basalto da infância onde me criei (interior de Venâncio Aires), na margem do rio. Eu só sou escultor porque vim a Bento”, lembra. “Minha história é a história de Bento, aqui tudo deu certo”, compara.

A obra é composta de duas peças que, juntas, somam 1,70m de altura e mais de uma tonelada. No “corpo”, um grande bloco de 900kg em forma de coluna quadrada de 1,20mx0,50m, Bez Batti simbolizou a força e a união do imigrante por meio de dois traços cujas pontas se encaixam. Na cabeça, a figura de um homem dominando a natureza – assim como ele dominou as pedras. “Não podia ser um rosto comum, tinha que ser uma cabeça quase que insinuando dois rostos, saltando de dentro da pedra, um olhar distante, com um nariz forte”, explica.

A encomenda feita pelas três entidades, confessa o artista, lhe tirou o sono. O prazo exíguo, de 40 dias, fez com que ele não dormisse no dia em que recebeu o pedido – ele costuma fazer maquetes antes de atacar a pedra, mas neste caso fez o rascunho num pequeno pedaço de gesso, à ponta de faca. “Estava diante de uma responsabilidade muito grande, mas a vontade de fazê-la era maior e superei o medo”, conta Bez Batti, com a simplicidade que só os grandes artistas têm. Prestes a completar 77 anos, um dos maiores escultores brasileiros contempla sua mais nova obra, por ora instalada em seu jardim de pedra em São Pedro, sem saber como será a reação do público, mas com a certeza do que ela representa: “essa escultura é a nossa história”.

Fotos: Jeferson Soldi

Grande Prova Vinhos do Brasil premia vinícolas em 31 categorias

Empresas receberam as distinções nesta quinta-feira (23) em cerimônia para convidados em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha. Degustações ocorreram em setembro, no Rio de Janeiro

Os vencedores da Grande Prova Vinhos do Brasil foram premiados nesta quinta-feira (23), em uma cerimônia em Flores da Cunha (RS). Trinta e quatro rótulos receberam medalha de ouro em 31 categorias, sendo que em três modalidades houve empate. A sexta edição do concurso teve o apoio do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

Os produtos foram degustados às cegas por 23 jurados do Brasil e do exterior, entre os dias 23 e 26 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ). Oitocentas e vinte e sete amostras, de 125 vinícolas, foram provadas. Os vinhos, espumantes e sucos de uva eram dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia.

“O consumidor tem no resultado uma ótima referência para o seu dia a dia. Importante destacar que os campeões saíram de finais extremamente concorridas, ou seja, temos grandes vinhos lado a lado” afirma Sergio Queiroz, um dos organizadores da Grande Prova Vinhos do Brasil. “Todos os participantes estarão na versão digital do Anuário Vinhos do Brasil 2018. No guia, o internauta poderá navegar nas regiões, nas Indicações Geográficas e Denominações de Origem e até mesmo pelas vinícolas”, antecipa.

O júri, comandado por Marcelo Copello, contou com grandes especialistas. Eugenio Lira, presidente da Associação de Enólogos do Chile, foi um dos convidados especiais. “Foi uma honra participar das degustações. O Brasil está no bom caminho em termos de produção de vinhos excelentes. Toda vez que venho ao Brasil para saborear seus vinhos, posso ver um claro avanço, o bom trabalho que os produtores, vinicultores e vinícolas estão fazendo”, aponta Lira.

Além da cerimônia em Flores da Cunha, a Grande Prova Vinhos do Brasil promoverá no Rio de Janeiro o Excelência Brasil, um evento aberto ao público com os produtos premiados. O encontro será de 8 a 10 de dezembro, no Mercado de Produtores, no Uptown Barra. O público poderá provar e adquirir os 34 rótulos-campeões. No primeiro dia da inciativa, haverá uma master class com degustação comentada exclusiva à imprensa.

Anuário de Vinhos do Brasil

O resultado consolidado de todas as categorias será publicado no Anuário Vinhos do Brasil 2018, junto com o panorama do setor, tradicionalmente divulgado no início do ano. A nova edição apresentada em versão digital facilitará a consulta pelos consumidores, que poderão acessar as informações através do celular, tablet e computador.

Jurados
Vinte e três jurados foram os responsáveis por avaliarem as 827 amostras inscritas. O júri foi composto por profissionais da área, como enólogos, sommeliers, jornalistas, professores, gerentes da alimentação e bebida (A&B). Foram degustadores desta edição do concurso: Marcelo Copello (Grupo Baco Multimídia); Sergio Queiroz (Grupo Baco Multimídia); Eugenio Lira (presidente da Associação de Enólogos do Chile); Danio Braga (chef e sommelier, fundador da ABS); José Luiz Pagliari (professor do SENAC-SP e diretor da SBAV-SP); Luiz Cola (enófilo e editor do blog Vinho e Mais Vinhos); Ricardo Farias (diretor da ABS-Rio); Celio Alzer (professor da ABS-Rio); Maria Helena Tahuata (vice-presidente da ABS-Rio); Homero Sodré (consultor de vinhos); Jocelyn Sodré (professora de vinhos da Universidade Estácio de Sá); Roberto Rodrigues (diretor da ABS- Rio); Ramon Justino (sommelier); Wallace Neves (sommelier); João Pedro Lamonica (sommelier); Giancarlo Pochettino (gerente de A&B da rede Windsor); Marcelo dos Santos (sommelier do Mr. Lam); Rodrigo Moura (sommelier e diretor da ABS-Rio); Joseph Morgan (diretor da ABS-Rio); Paulo Decat (diretor da ABS-Rio); Raphael Zanon (sommelier do Satyricon); Eduardo Ferreira (sommelier da rede Fasano); e Gabriela Poletto (enóloga e diretora do Ibravin).

Conheça os vencedores em cada categoria:
Espumante Brut Branco Champenoise: Espumante Cave Geisse Brut
Espumante Brut Branco Charmat: Espumante Casa Galiotto Brut
Espumante Brut Rosé Champenoise: Espumante Casa Valduga Arte Brut Rosé
Espumante Brut Rosé Charmat: Espumante Dunamis Ar Brut Rosé e Espumante Cave del Veneto Brut Rosé, Adega Chesini
Espumante Extra-Brut, Nature Branco: Espumante Victoria Geisse Extra Brut 2017
Espumante Extra-Brut, Nature Rosé: Espumante Victoria Geisse Extra Brut Rosé 2016 Espumante Prosecco/Glera: Espumante X Decima Prosecco
Espumante Moscatel Branco: Espumante Giaretta Moscatel
Espumante Demi-Sec Branco: Espumante Casa Perini ICE Demi-Sec
Espumante Moscatel e Demi-Sec Rosé: Espumante Monte Paschoal Moscatel
Branco Chardonnay: Pizzato Legno Chardonnay 2016
Branco Sauvignon Blanc: Dom Pedrito Obelisco Sauvignon Blanc 2016
Branco Gewurztraminer: RAR Collezione Gewurztraminer 2011
Branco Riesling: Aurora Varietal Riesling Itálico 2017
Branco Moscato: Monte Paschoal Moscato Frisante
Branco de Outras Castas e Cortes: Miolo Quinta do Seival Alvarinho 2016
Rosé: Cattacini La Sagrada Familia 2017
Tinto Cabernet Sauvignon: Angustifólia Cabernet Sauvignon 2012 e Panizzon Celebrando Gerações Cabernet Sauvignon 2015
Tinto Merlot: Monte Paschoal Dedicato Merlot 2013 e Barão de Petrópolis Reserva Merlot 2012
Tinto Tannat: Almejo Tannat 2012
Tinto Sangiovese: Cave Antiga Sangiovese 2012
Tinto Syrah: Vista da Serra Syrah 2015
Tinto Pinot Noir: Monte Paschoal Dedicato Pinot Noir 2014
Tinto Tempranillo: Lendas do Pampa Tempranillo 2015
Tinto Cabernet Franc: Barão de Petrópolis Reserva Cabernet Franc 2012
Tinto Marselan: Casa Perini Marselan 2014
Tinto de Outras Castas: Lidio Carraro Singular Teroldego 2010
Tinto Cortes: Lidio Carraro Quorum Grande Vindima 2008
Doces e Fortificados: Boscato Licoroso
Suco de Uva Integral Branco: Suco de Uva Integral Zanrosso
Suco de Uva Integral Tinto: Suco de Uva Integral Galiotto

Fotos: Martha Caus

Cooperativa Aurora faz a diferença na vida das famílias associadas

“Antigamente dizia-se que a Aurora era formada por associados, hoje se diz que ela é uma família”, afirma o produtor de Pinto Bandeira, Rizzardo

Uma história de dezesseis famílias de produtores de uvas que com muito trabalho se transformaram em 1.100 famílias associadas à Cooperativa Aurora, produzindo em média 60 milhões de quilos de uvas. Nesta trajetória construída com trabalho e união, exaltando sempre os princípios do cooperativismo que a família dos irmãos Roberto, Rosalino, Rene e Adair Rizzardo, de Pinto Bandeira, está integrada.

Com reconhecimento do legado deixado pelo patriarca da família, Silvestro Rizzardo, um dos primeiros conselheiros da Cooperativa, o filho Rizzardo exalta o trabalho visionário do pai, que deu início a uma história de sucesso. “Nosso pai foi um dos grandes responsáveis pela concretização do sonho de crescimento das lavouras vitivinícolas da família e de levar adiante os valores da cooperação e do compromisso com o desenvolvimento local da comunidade, sempre junto com a Aurora”.

Obstinado com o desenvolvimento e acreditando na força do trabalho e da união da Cooperativa, os filhos: Rene, Roberto e Adair ao atingir a maioridades eram incentivados a adquirir o talão do produtor, como uma forma natural de adquirir conhecimento na produção e garantia no escoamento da safra, na Cooperativa. “A Aurora faz parte da vida do associado ao propiciar segurança na produção e retorno garantindo na comercialização. Antigamente dizia-se que a Aurora era formada por associados, hoje se diz que ela é uma família”, ressalta Rizzardo.

“Meu pai foi a base. Ele começou com uma pequena plantação de uvas. Com o passar do tempo as condições de trabalho foram mudando. Os maquinários foram nos ajudando no trabalho mais pesado e hoje temos mais condições” lembra o filho mais velho Roberto.

Na propriedade de 5,5 hectares da Linha Buratti são cultivadas as variedades Isabel, Isabel Precoce e Niágara. Para manter o nível produtividade e qualidade da safra, a família de produtores conta com apoio dos técnicos da Cooperativa. Neste ano, ainda não o é possível fazer uma previsão de como será a próxima safra, já que a planta depende do clima “Estamos no período de brotação das parreiras e pelo o que se vê até o momento, teremos bons volumes de produção. Porém, isso depende do clima, se continuar assim, nossa safra 2018 será excelente” afirmou Rosalino.

Fotos: Marlove Perin