29º Festimalha terá três dias a mais

As máquinas estão a todo vapor em Nova Petrópolis, no Jardim da Serra Gaúcha. As 45 malharias que estarão expondo no 29º Festimalha já trabalham na confecção das peças que serão comercializadas de 26 de abril a 3 de junho, no Centro de Eventos de Nova Petrópolis, numa promoção da Associação Comercial e Industrial de Nova Petrópolis (ACINP). Serão 28 dias de feira – três a mais que em 2017 – incluindo os dias 1º (Dia do Trabalho), 2 e 3 de maio. Nas demais semanas o evento segue sempre de quintas a domingos.
Com o aumento no número de dias os organizadores esperam um incremento tanto no público quanto nas vendas. “Aproveitamos o feriado do Dia do Trabalho, que este ano cai numa terça-feira, e apostamos numa semana inteira de feira. Assim, quem estiver visitando a região poderá aproveitar para renovar o guarda-roupa com os lançamentos da moda inverno”, destaca o presidente da ACINP, José Paulo Boelter. Com mais dias, os organizadores esperam ultrapassar os mais de 100 mil visitantes que passaram pelos corredores do Festimalha no ano passado, além de comercializar o equivalente a mais de 50% de toda produção anual de malhas da cidade.
Com unidades fabris em Nova Petrópolis, as malharias passam por um programa de qualificação oferecido pela ACINP. É o ‘Tecendo Inovações’. Exclusivo para os expositores de malhas e acessórios, o programa abrange três módulos: Planejamento de coleção, Modelagem avançada para malharia retilínea – Interpretação de Modelos e Visual Merchandising para o varejo. Assim, o evento garante qualidade a quem adquire as malhas, sendo totalmente voltado à comercialização de um produto local com valor agregado. A força da indústria malheira expõe a vocação com o artesanato tradicional herdado dos imigrantes alemães. Parte da produção acontece em malharias familiares com acabamentos feitos a mão. São malhas que carregam consigo a expressão de um povo que uniu tradição e modernidade para fazer um produto único.
Além das 45 malharias, a feira também reúne cinco expositores de acessórios e 11 de alimentação, formando um mix de produtos e atrações para todos os estilos. São opções em peças femininas, masculinas e infantis, além de pet.

Nova Petrópolis
De origem predominante germânica, Nova Petrópolis integra a Rota Romântica na Região das Hortênsias, juntamente com Canela e Gramado. Distante 90 km de Porto Alegre, a charmosa cidade de pouco mais de 20 mil habitantes dispõe de uma estrutura hoteleira com 1.800 leitos, distribuídos entre 34 hotéis e pousadas, além de 40 estabelecimentos gastronômicos.
A cidade hoje ocupa a 14ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Rio Grande do Sul, além de ter conquistado o título de município gaúcho com maior longevidade, alcançando uma expectativa de vida de 78,4 anos. Pequena, mas uma gigante na cultura, Nova Petrópolis conta com uma formação cultural de dar inveja a muita cidade grande. São 51 corais, 11 bandas típicas e conjuntos musicais, 18 grupos de danças folclóricas alemãs, uma orquestra de sopros e cinco museus históricos, entre outras representações. A cultura do tricot, passada de geração em geração, multiplicou-se e profissionalizou-se com o passar dos anos, dando origem à indústria de malhas e, com ela, o turismo cultural.
Seus jardins floridos o ano inteiro são o cartão de visita nas quatro estações do ano. Mas é no inverno, com a expectativa de baixas temperaturas, com os sabores dos cafés coloniais e com a culinária típica, que a cidade fica repleta de visitantes de todo o país. São cerca de 1,3 mi de turistas por ano, segundo a Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio do município.
Além do potencial cultural e histórico, a cidade também oferece, entre outros atrativos turísticos, o Parque Aldeia do Imigrante, a Praça das Flores, o Labirinto Verde, o Monumento ao Cooperativismo, Esculturas Parque Pedras do Silêncio, Jardim Mais Alto da Serra Gaúcha e o Ninho das Águias, além de roteiros como Alemães do Sul e Caminhos Germânicos. Em cada canto é possível conviver com a população que mantém vivo em seu cotidiano o idioma germânico.

O FESTIMALHA
O que? 29º Festimalha
Quando? De 26 de abril a 3 de junho de 2018 (28 dias de feira)
De quintas a domingos, além do feriado de 1º de Maio e dos dias 2 e 3 de maio
Horário: das 10h às 19h
Onde? Centro de Eventos de Nova Petrópolis

Ingressos:
– Público geral: R$ 7,00
– Terceira Idade: R$ 3,50 – quintas-feiras, sábados, domingos e feriados
Isento – sextas-feiras (exceto feriados)
– Excursões (acima de 10 pessoas)
Isento – quintas-feiras (exceto feriados)
Isento – sextas-feiras (grupos acima de 30 pessoas – exceto feriados)
R$ 3,50 – sextas-feiras (grupos de 10 a 30 pessoas – exceto feriados)
R$ 7,00 – sábados, domingos e feriados
– Crianças: Isento – até 10 anos
R$ 7,00 – a partir de 11 anos
– Morador local: Isento – mediante apresentação da carteirinha do Parque Aldeia do Imigrante

Estacionamento: gratuito
Promoção: Associação Comercial e Industrial de Nova Petrópolis (Acinp)
Estimativa de público: mais de 100 mil visitantes
Produtos: malhas com design local, gastronomia, acessórios
Expositores: 61 (45 malharias, 11 pontos gastronômicos e cinco pontos de acessórios)
Área de exposição: 2,7 mil m² de área coberta
Mais informações: www.festimalha.com.br

Imagens: Mauro Stoffel

Vinícola Aurora recebe mais de 180 mil turistas no ano

A Vinícola Aurora bate mais um record de visitações, registrando mais de 180 mil visitantes, no ano passado, no roteiro turístico em sua matriz, em Bento Gonçalves (RS), a capital brasileira da uva e do vinho. É a vinícola que mais recebe visitantes em suas instalações, de várias partes do Brasil e do exterior, sempre recepcionados por uma equipe de 27 profissionais especializados da vinícola.
Fundada em 14 de fevereiro de 1931, a Aurora é a maior e mais premiada vinícola do Brasil. Pelo terceiro ano consecutivo, conquistou o Certificado de Excelência do TripAdvisor®, o maior site de viagens do mundo. O certificado premia as empresas que obtiveram avaliações excelentes por parte dos turistas, levando em conta a qualidade, a quantidade e a atualidade das avaliações enviadas pelos viajantes ao longo de um período de 12 meses.

O roteiro
A Aurora foi a primeira da Serra Gaúcha a abrir suas portas aos turistas, com receptivo organizado e atendimento estruturado. Isso desde fins da década de 60, quando da realização da primeira Fenavinho. Ao longo dos anos foi passando por melhorias e adequações, para conforto de todos. Todo o roteiro é acessível a pessoas com necessidades especiais, com rampas e banheiros adaptados.
Em pequenos ou grandes grupos agendados, ou individualmente sem necessidade de agendamento, os turistas são recebidos na vinícola e entram no universo da elaboração dos vinhos conduzidos pelos profissionais do receptivo. Passam pelos tanques de fermentação, pelas antigas pipas gigantes de madeira (preservadas ali pelo seu valor histórico), por barris de carvalho francês e americano onde são amadurecidos os vinhos de guarda. Sobre os barris, avista-se o chão de vidro transparente da sala de degustação reservada para grupos de especialistas para provas técnicas e para os cursos temáticos que a vinícola programa durante o ano. Esses cursos são abertos à inscrição de todos os interessados e variam de acordo com a estação. São aulas de harmonização vinhos e queijos, ou com chocolates, além de degustaç&a tilde;o de azeites e demais produtos do portfólio da empresa. Veja a seguir a programação completa dos cursos de 2018.
No tour, os visitantes caminham pelas passagens subterrâneas (que passam abaixo do nível das ruas) interligando os quatro quarteirões das instalações da Aurora. O ”túnel do tempo” liga a ala histórica à parte moderna e o icônico Corredor das Bandeiras (que representa os países com os quais a empresa manteve ou mantém relações comerciais) termina na Cave di Bacco, onde os turistas degustam, gratuitamente, vinhos tintos, brancos, espumantes (entre eles alguns dos mais premiados em concursos internacionais), coolers e sucos de uva integrais elaborados pela Aurora. A grande estátua do Deus Bacco diante da fonte que “jorra vinho” é ponto alto para as fotos dos visitantes, que dali podem ver a Cave Privê (espaço para recepções) e a Vinoteca (onde os enólogos guardam a sete chaves os vinhos históricos). A saíd a do tour é pela loja que vende todos os itens do portfólio da vinícola e outros artigos relacionados (como taças e acessórios).
Em frente, do outro lado da rua, uma outra loja oferece artesanato colonial, doces e compotas preparados pelas famílias produtoras que compõem a Cooperativa. Na mesma calçada da loja da vinícola está o Aurora Café, aberto em 2015, um dos investimentos mais recentes da empresa para valorizar o enoturismo na região, oferecendo mais um serviço aos visitantes. Veio para agregar um atendimento mais abrangente e completo a todos que a visitam, com opções de tortas doces e salgadas, sanduíches e pratos rápidos para os visitantes poderem fazer refeições e aliá-las aos produtos da vinícola ali disponíveis em taças.

Visitação na Vinícola Aurora:
De segunda a sábado, das 8h15min às 17h15min
Domingo, das 8h30min às 11h30min
Informações e agendamento de grupos: (54) 3455.2095, turismo@vinicolaaurora.com.br

CURSOS E ATRAÇÕES ESPECIAIS PARA OS VISITANTES EM 2018
Bento em Vindima – 18/01 a 18/03
Curso de Azeites e Vinhos – Inclui apresentação audiovisual, passeio pelo subterrâneo da cantina com explanação do processo de elaboração de vinhos, introdução à degustação de azeites extravirgem e harmonização de 4 vinhos com 4 pastas (patês a base de azeite) ao final, loja de vinhos.
Condução dos trabalhos: Maria Beatriz Dal Pont – Sommeliere de azeites e William Paim enólogo e sommelier
Duração aproximada de 3h. – Vagas limitadas
17/02 e 10/03 – 9h
R$ 40,00 por participante – cada pessoa ganha uma taça para vinho de brinde

Mini curso Uvas e Vinhos – gratuito – segunda a sexta-feira, às 15h30min
Inclui apresentação audiovisual, passeio guiado, degustação orientada de uvas que estaremos recebendo no dia e vinhos elaborados a partir destas castas, ao final loja de vinhos. Duração aproximada 2 horas. Para participar do mini curso é necessário ter mais 18 anos. Vagas limitadas.

Bento em Páscoa – Março e Abril
Mini Curso de Harmonização Vinho e Chocolate
31/03 e 14/04 – 9h
R$ 40,00 por participante – cada pessoa ganha uma taça para vinho de brinde. O mini curso inclui apresentação audiovisual, passeio guiado pela cantina com explanação do processo de elaboração, seguida de degustação harmonizada de vinhos e espumantes com chocolates.

Dia do Vinho – final de maio e início de junho
Curso de Harmonização Queijos e Vinhos
19/05 e 02/06 – 9h
Valor: R$ 40,00 por pessoa

Bento Sensação – Junho a Agosto- (consulte o valor)
09/06 – Programação especial Dia dos Namorados
23/06 – Curso Harmonização – tábuas de frios
Mini Cursos Queijos e Vinhos
11/08 e 15/09 – 9h – (consulte o valor)

Bento em Primavera – Outubro
Mini curso Frutas e Vinhos
20/10 e 10/11 – 9h – (consulte o valor)

Natal em Bento
Natal di Baco na vinícola – decoração especial dentro do roteiro na Aurora, temática e interativa que já virou referência na cidade.

Foto: Roaly Majola

Professores participam do Curso de Campos e Experiências de Ação Pedagógica na Primeira Infância

Na semana de volta às aulas, os docentes da Secretaria de Educação do Município de Monte Belo do Sul e Pinto Bandeira participaram do curso de “Campos e Experiências de ação Pedagógica na primeira infância” nos dias 29 e 30 de janeiro.  O primeiro dia do encontro aconteceu das 8h às 12h e das 13h às 17h na Unidade Básica de Saúde de Monte Belo. O segundo encontro aconteceu no mesmo horário em Pinto Bandeira. Participaram 38 profissionais que atuam na Educação Infantil, além da Secretária de Educação, Angelita Pavan Poloni de Pinto Bandeira e a Secretária  de Educação Marinez Berselli Zanchet de Monte Belo. Com duração de 16h o curso foi ministrada pela professora mestre Silvia Hauser Farina.

Colheita da Uva é aberta com safra prevista de mais de 600 mil toneladas

Com expectativa de que supere o volume previsto pelo setor de 600 mil toneladas, a safra de uva 2018 do Rio Grande do Sul teve sua colheita oficial aberta na tarde deste sábado (27) pelo governador José Ivo Sartori. O local do ato onde foram apanhados os primeiros cachos foi nos vinhedos da Boscato Vinhos Finos, no município de Nova Pádua, na Serra gaúcha.
“É uma satisfação participar da abertura da colheita da uva aqui, com a projeção de chegar a mais de 600 mil toneladas. Isso destaca a força da cadeia produtiva vitivinícola da região”, disse o governador. Salientou que a uva tem um grande valor nacional. O espumante gaúcho, acentuou, foi eleito o quinto melhor do mundo. Cumprimentou ainda os dois primeiros agricultores certificados pela Lei do Vinho Colonial.
Os produtores Aldo Lazzari, de Garibaldi, e Auri Flâmia, de Bento Gonçalves, saíram oficialmente da informalidade: foram os primeiros a receber seus números de registro com base na Lei do Vinho Colonial. Podem vender até 20 mil litros cada um por ano, em feiras, cooperativas ou na propriedade utilizando apenas o talão de produtor rural para a emissão de nota, sem a necessidade de abrir uma empresa.
O evento reuniu o diretor da Boscato Vinhos Finos, Clovis Boscato, o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcísio Minetto, a secretária do Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Maria Helena Sartori, o secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, o prefeito Ronaldo Boniatti, o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló, e vários representantes da cadeia vitivinícola gaúcha.
Segundo o Ibravin, o RS produz 90% do vinho produzido no Brasil. Conforme Oscar Ló a safra de vinho tem sido excelente e a expectativa é que, em 2018, o consumo tenha reação melhor que no ano passado. O secretário Polo observou que o certificado da Lei do Vinho Colonial trará grande avanço à agricultura familiar. Para o prefeito Boniatti o município está bem na agricultura, é o quarto em produtividade no estado – no ano passado produziu 37,2 milhões de quilos de uvas.

A safra
A safra deste ano, comparativamente à anterior, deve ser 20% menor. Entretanto, em 2017 o volume foi recorde – ficou um pouco acima de 750 mil toneladas. O resultado aguardado para a atual produção, portanto, é considerado bom, se situa dentro da média histórica de colheitas. Além disso, é previsto alto grau de qualidade da uva devido às condições climáticas favoráveis durante a formação dos frutos e o manejo adequado ao longo dos meses.
Neste ano, o RS disputa a sede da Feira Latino-Americana de Vinhos, que atrairá produtores, vinícolas e investidores estrangeiros, informou o governador. O evento oficial da abertura da colheita da uva foi instituído pelo decreto 48.838, do governo do Estado, em 2012. Com o apoio do Ibravin, o governo contemplou Nova Pádua para sediar a abertura oficial da colheita da uva em 2018.
Após os pronunciamentos, o governador, o diretor da Boscato, secretários, parlamentares, e vitivinícultores, foram aos parreirais da onde se iniciou a colheita simbólica da safra. A colheita deve se estender até março.

Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini

Câmara entrega relatório final de CPI que investiga construção de escola a ministérios públicos e Tribunal de Contas do Estado

O relatório final da CPI que investiga supostas irregularidades na construção de uma escola municipal de Monte Belo do Sul da Câmara foi entregue, aos ministérios públicos Federal e Estadual e tribunal de contas o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI que investiga supostas irregularidades na construção de uma escola municipal. Ao parecer foram juntados documentos, atas e depoimentos que compõem 34 páginas, detalhando todo o processo que iniciou na Câmara de Monte Belo do Sul em Agosto de 2017. O encaminhamento do relatório foi aprovado por unanimidade de votos na sessão do dia 19 de dezembro de 2017.
A CPI teve como presidente o vereador Onecimo Pauleti (PMDB), vereador Silvio Cesca (PMDB) como relator e o parlamentar Aristides Fantim (PMDB), como secretário.

Prazo para conclusão da obra
A Prefeitura de Monte Belo do Sul tem até junho deste ano para dar continuidade à obra de uma escola municipal, pendente desde 2015, caso contrário, o Poder Público terá que devolver o recurso para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
A previsão da Secretaria de Administração é de que o projeto seja entregue ao FNDE até fevereiro. Após a aprovação do órgão federal, o Poder Público pretender licitar a obra novamente, visto que o contrato anterior foi rescindido no início de 2016. Até o momento, a construção teve um custo aproximado de R$ 600 mil, com um aditivo da Prefeitura de R$ 250 mil. Se aprovada, a construção deve receber ainda R$ 600 mil do FNDE.

Projeto encaminhado
De acordo com a secretária de Administração de Monte Belo, Viviane Ceriotti, quando a gestão atual assumiu o governo, o projeto começou a ser refeito. “Nós contratamos empresas especializadas para saber se era viável continuar com a obra no mesmo local. Chegou-se à conclusão que não”, ressalta.
Ainda segundo a secretária, o novo projeto prevê a construção da estrutura em um terreno próximo. “Essa é a melhor sugestão porque não podemos ter perda de recursos, uma vez que foi investida a verba do FNDE e aditivos da Prefeitura”, ressalta. Com relação à CPI, Viviane comenta que o interesse da Prefeitura é de que os responsáveis sejam punidos. “Nosso objetivo principal concluir a obra”, pontua.
A CPI
Ao todo foram ouvidas 23 pessoas. Entre elas: o ex-prefeito Lírio Turra (PTB), o atual Prefeito Adenir José Dallé (PMDB), empresários, engenheiros, integrantes da comissão de licitação da Prefeitura, entre outros.
A construção da escola orçada em R$ 1,250 mil reais deveria ter sido concluída em 2016, mas desde outubro do mesmo ano os trabalhos não avançaram no ritmo previsto, devido a problemas de execução do projeto arquitetônico e consequentemente interrupção de repasses de recursos federais.
Na investigação, a CPI apontou como possíveis irregularidades as mudanças no projeto original, o desmoronamento do terreno e os laudos técnicos que indicam a inviabilidade da execução da obra no local. O documento responsabiliza pelas irregularidades na construção da escola, o engenheiro contratado pela Prefeitura no período de 2014/2105, por falta técnica no projeto e na fiscalização. Além do engenheiro da empresa responsável pela obra por autorizar a construção sem avaliar o projeto e não fiscalizar o andamento da obra. Os vereadores, também responsabilizaram os sócios proprietários da empresa vencedora da licitação por falta de recursos, o que acarretou na paralisação da obra, bem como pelas fundações e sondagens inadequadas e medições equivocadas.
Por fim, atribuíram ao ex-prefeito Turri inúmeras irregularidades: prejuízo ao erário público, por falta de fiscalização e comprometimento; realização de terraplenagem em imóvel privado para construção da escola; falta de licença ambiental no imóvel; pela autorização de aditivo contratual de valor sem projeto estrutural de fundações, memorial descritivo e planilha orçamentária, pela ausência de fiscalização da execução da obra e, sobretudo, pelo pagamento de serviços não executados ou executados a menor.
A CPI ainda chegou à conclusão de que custaria mais caro reparar a obra atual do que começar de novo. “Isso não é competência da Câmara, mas do município. Acredito que o prefeito esteja tomando as medidas cabíveis para dar continuidade às obras”, ressalta Pauletti.
Para o presidente da CPI, vereador Onécimo Pauleti, houve falhas de planejamento, atraso na entrega da obra que gerou aditivos de valores de 24,4%%. “O laudo técnico do engenheiro e os 23 depoimentos foram importantes para esclarecer como se deu processo, desta forma chegamos ao relatório final. Agora esperamos que ministérios públicos Federal e Estadual e tribunal de contas tome as decisões cabíveis, para que possamos prestar contas à população, pois esse sempre foi o objetivo principal da CPI”, diz o Presidente.

Contrato rescindido
Em março, a Prefeitura multou em R$ 50 mil e rescindiu contrato com a empresa Brunoni e Salvador Empreendimentos, responsável pela obra da escola. O prefeito de Monte Belo, Ademir Dallé, justifica a decisão pela morosidade nas obras, o não cumprimento dos prazos de execução – em 30 meses apenas 35% da estrutura foi construída – além da falta de garantia contratual da empresa. Diego Brunoni, administrador da empresa, alega falta de repasses do FNDE, bem como os sucessivos atrasos na liberação de recursos.

Agricultores de Bento e Garibaldi são regulamentados com Legislação do Vinho Colonial

Durante a solenidade de abertura da colheita da uva no Rio Grande do Sul, realizada na tarde deste sábado, na cidade de Nova Pádua, os primeiros produtores enquadrados à comercialização de Vinho Colonial, enquadrados na Lei 12.959/2014, receberam seus registros.
Os produtores Aldo Lazzari, de Garibaldi, e Auri Flâmia, de Bento Gonçalves, saíram oficialmente da informalidade. Podem vender até 20 mil litros cada um por ano, em feiras, cooperativas ou na propriedade utilizando apenas o talão de produtor rural para a emissão de nota, sem a necessidade de abrir uma empresa.
O protocolo contou com a presença do governador do Estado, José Ivo Sartori, do secretário da Agricultura do RS, Ernani Polo, do presidente do Ibravin, Oscar Ló, do chefe geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, além de representantes de entidades setoriais.
Foi lançada ainda uma cartilha explicativa elaborada para auxiliar produtores nas etapas de formalização. O material foi produzido em parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Seapi/RS, Ibravin, Emater, Embrapa e UFRGS.
Ela pode ser obtida junto aos Sindicatos Rurais ou está disponível para download, no site www.ibravin.org.br.
Os viticultores interessados precisam estar enquadrados como agricultores familiares, com comprovação por meio da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), estar inclusos no Programa Estadual da Agricultura Familiar e produzir até 20 mil litros com uvas próprias.
O projeto que regulamenta a produção de vinhos artesanais no País foi aprovado pela Câmara dos Deputados ainda em 2015. O autor da matéria foi o deputado Alceu Moreira (PMDB), que esteve presente nesta tarde na solenidade.
Outra exigência do projeto é que pelo menos 70% das uvas utilizadas sejam colhidas na mesma propriedade. O relatório também prevê o que o comércio seja realizado dentro das propriedades e em feiras, cooperativas e associações de produtores.

Foto: Felipe Machado / Rádio Difussora

Vinícolas poderão optar pelo Simples até o final de janeiro

Inclusão no Simples deverá impulsionar formalização de empreendimentos em todo país

Até a próxima quarta-feira (31) as vinícolas brasileiras poderão fazer a opção pelo Simples Nacional e reduzir custos tributários, desburocratizar a atividade e, consequentemente, serem mais competitivas no mercado. A medida anunciada em outubro de 2016, após sanção do presidente Michel Temer ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 25/07, deverá auxiliar, ainda, na formalização de centenas de produtores em pelo menos 10 estados. Além das micro e pequenas vinícolas, o projeto também inclui as microcervejarias e os produtores de cachaça artesanal e amplia o limite de faturamento de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões.
Proprietário de uma pequena vinícola em Caxias do Sul, o enólogo André Gasperin fez os cálculos e decidiu pela mudança para o regime simplificado de tributação. Gasperin acredita que terá uma redução considerável optando pelo Simples, tanto em custos de produção quanto em despesas tributárias. “Grande parte das nossas vendas são feitas de forma direta, para os consumidores que vem até a vinícola ou para pequenos estabelecimentos que também são optantes pelo Simples. Nestes dois casos valerá muito a pena”, endossa. O vinicultor adiantou que aguarda uma definição da Receita Federal quanto à obrigatoriedade de instalar um equipamento para o controle de produção, prevista na lei, mas que, de acordo com o Ministério da Fazenda, ainda não está regulamentado (mais informações abaixo).
Contratar mais pessoas e oferecer outros serviços aos clientes. Para a enóloga e diretora de uma vinícola localizada em Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves, Bruna Cristofoli, estas deverão ser as principais vantagens da redução de custos das micro e pequenas empresas vinícolas que se enquadram nos limites de faturamento. Bruna revela que teria pago cerca de R$ 35 mil a menos em tributos em 2017 se a opção pelo Simples já estivesse em vigor. Segundo ela, a redução seria de, aproximadamente, 59% no valor dos tributos pagos de janeiro até setembro, sem contar os créditos de impostos. “Essa diferença poderá ser usada para investirmos na vinícola, nos nossos produtos e também em serviços que estão agregados na nossa atividade por trabalharmos diretamente com enoturismo. Vamos precisar de mais pessoas e isso é bom para a empresa e para o setor, que buscará mais mão de obra”, acredita. Bruna antecipa que a vinícola deverá oferecer serviços como frete de produtos sem custo adicional para os clientes e trabalhar com descontos para compradores enquadrados no sistema de tributação de lucro presumido. “Para nós, o Simples vai trazer maior competitividade”, resume.
Fabiane Veadrigo, administradora e enóloga de uma vinícola de Flores da Cunha, também optou pelo Simples Nacional ainda nesta safra. Ela adianta que a empresa terá uma redução de até 40% na carga tributária e passará a focar mais na produção e comercialização de produtos engarrafados e no enoturismo. “Temos ainda boa parte da produção que é vendida a granel e com essa novidade será mais vantajoso para nós trabalharmos com produtos de maior valor agregado e na oferta de atrações turísticas”, informa.
Em outubro do ano passaido, o Ibravin promoveu um Seminário para informar as vinícolas sobre os benefícios que a opção pelo regime simplificado pode trazer às empresas e ao setor. No encontro, o secretário executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, do Ministério da Fazenda, Silas Santiago, informou que, atualmente, o controle de produção para os empreendimentos que optarem pelo regime, previsto no Artigo 72 da Lei Complementar 123/2006, está em estudo pela Receita Federal. Para Santiago, as mesmas regras que são exigidas para as demais empresas deverão ser seguidas, mas sem acarretar em aumento de custos significativos para os micro e pequenos negócios.
Mais informações sobre o Seminário podem ser acessadas no site do Ibravin:
http://www.ibravin.org.br/Noticia/beneficios-da-inclusao-das-vinicolas-no-simples-nacional-sao-apresentados-em-seminario/313

Foto: Gilmar Gomes  

Mais de sete mil motoristas já utilizam a CNH Digital

Um mês depois de ser disponibilizada no Rio Grande do Sul, a Carteira de Habilitação Digital está sendo utilizada por 7.098 motoristas. O RS foi um dos seis primeiros estados do Brasil a adotar o documento digital antes do prazo de 1º de fevereiro.
A CNH-e é uma versão virtual da carteira de motorista. O documento digital tem o mesmo valor jurídico do documento impresso, podendo o condutor optar por utilizá-lo ou não.
Para utilizar a CNH-e, o motorista deve ter um documento no novo modelo, que contém o QR Code (código escaneável em aparelhos eletrônicos) na parte interna. Todos que tiveram a CNH emitida após 2 de maio de 2017 já têm esse modelo. Se o condutor ainda possui o documento antigo, sem o QR Code, pode esperar a próxima renovação ou pedir uma segunda via do documento, em qualquer Centro de Formação de Condutores (CFC).
Antes de baixar o app no Google Play Store ou na App Store, o condutor deve ter um número de celular e um endereço de e-mail cadastrados na base do Denatran. Para isso, ele tem duas opções: dirigir-se a qualquer CFC, informar os dados – caso não estejam atualizados – e, então, cadastrar-se no Portal de Serviços do Denatran; ou, ainda, para quem tem certificação digital, comunicar todos os dados diretamente no Portal do Denatran.

Atenção!
O Detran RS, no entanto, faz um alerta para aqueles que optarem por utilizar o documento digital. Embora a CNH-e seja acessível off line, sem necessidade de conexão wi-fi ou dados móveis habilitados, é preciso estar atento para a bateria e o correto funcionamento do aparelho.
Para efeito de fiscalização, se o aparelho estiver descarregado ou não estiver funcionando, será considerado que o condutor não está portando o documento. Ele será autuado com base no artigo 232 (conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório), uma infração leve que prevê multa de R$ 88,38, três pontos na CNH e retenção do veículo até a apresentação do documento.

Crédito fundiário tem novas normas de regulamentação

Depois de inúmeras tratativas e pressão ao Governo Federal, no último dia 10 de Janeiro foi publicado o Decreto Nº 9.263 que regulamenta novas normas do Programa Nacional de Crédito Fundiário. As novas regras atendem ao pleito que a FETAG-RS vinha solicitando há anos.
As principais mudanças no programa são o aumento da renda bruta familiar anual para o PNCF Mais que passa a ser de no máximo R$ 40.000,00, com patrimônio de até R$ 80.000,00, financiamento de até R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais) com juro de 2,5% a.a. e prazo de financiamento de 25 anos. Ainda há o incremento de uma nova linha de financiamento, o PNCF Empreendedor que permite renda acima de R$ 40.000,00 até 216.000,00, com patrimônio superior a R$ 80.000,00, teto de financiamento de R$ 140.000,00 com juros de 5,5% a.a. e prazo de financiamento de 25 anos.
Importante reiterar que a atualização dos limites ocorrerá mediante a aplicação da variação acumulada no ano anterior do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, e irá vigorar a partir do dia 15 de janeiro de cada ano com a primeira atualização aplicada a partir de 15 de janeiro de 2019.
As formas de comprovação da renda para acesso ao financiamento será perante apresentação por parte do beneficiário da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) válida, ou outra forma de cadastro de agricultor familiar, conforme o regulamento operativo.
A renda bruta familiar anual de que tratam os incisos será o somatório dos seguintes valores, auferidos por qualquer componente do grupo familiar nos últimos doze meses anteriores ao período de aferição: I – resultado da atividade rural, que consiste na diferença entre os valores das receitas recebidas e das despesas de custeio e dos investimentos pagos; II – benefícios sociais e previdenciários; e III – demais rendas provenientes de atividades desenvolvidas no estabelecimento e fora dele.
“Estávamos cansados com tantas promessas. A cada ano o governo nos enrolava e nos dava esperança. Aguardamos muito para que o decreto fosse publicado, agora esperamos que a resolução do Conselho Monetário Nacional também seja publicada para que possa operacionalizar as medidas, que tem previsão de votação no dia 25 de Janeiro de 2018.” afirma Carlos Joel da Silva – o presidente da FETAG-RS.

Fonte: Fetag/RS

28ª Edição da Expobento será lançada na terça-feira, dia 23

Os preparativos para a 28ª edição da maior feira multissetorial do país avançam a passos largos – em uma força-tarefa para reunir cerca de 450 expositores de diversos segmentos e receber mais de 200 mil visitantes entre 07 e 17 de junho no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, município onde ocorre o encontro. Antecipando alguns dos atrativos que prometem encantar o público, a ExpoBento lança sua edição de 2018 durante um café da manhã no dia 23 de janeiro (a partir das 8h30, na sede do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves, entidade promotora da feira).
Direcionado para representantes da imprensa, expositores e parceiros institucionais, o encontro anunciará a campanha de comunicação desenvolvida para este ano, os conceitos do projeto arquitetônico e, ainda, apresentará projetos temáticos já confirmados como atrações.
“Desde o encerramento da ExpoBento 2017 estamos envolvidos, atuando nos bastidores nas atividades de planejamento e busca por novidades capazes de atrair expositores e visitantes à feira também nesta que será sua 28ª edição. Um dos balizadores que está norteando esse trabalho é a pesquisa de satisfação realizada com o público da feira no ano passado – estudo que também será divulgado no café da manhã da próxima semana”, adianta o diretor-geral da ExpoBento 2018, Leocir Glowacki.
A diretoria da ExpoBento 2018, que está engajada nesses preparativos, foi oficialmente apresentada no último mês de dezembro, anunciando na equipe o Diretor de Projetos, Gianfranco Belle; o Diretor de Eventos, Rogerio Capoani; o Diretor de Marketing, Juliano Frizzo; o Diretor Jurídico, Gabriel Luchesi; a Diretora Industrial, Letícia Zanesco; o Diretor de Serviços e Alimentação, Leonardo Boaro; a Diretora Financeira, Caroline Moras Basso e, na Comercialização, José Carlos Zortéa. Cabe a esse grupo de voluntários manter e avançar nos números que fazem da feira a melhor vitrine de negócios da Serra gaúcha.
Sua última edição, realizada em 2017, encerrou com mais de 225 mil visitantes (público 7,5% superior do que o registrado na edição de 2016). Marcada pela quebra de recordes, teve 6% a mais de área comercializada e movimentou mais de R$ 40 milhões em negócios (considerando que o ticket médio de compras de cada visitante fica em R$ 200). Consolidada como opção de lazer e entretenimento para toda a família, sua programação teve quase 100 atrações entre shows musicais, apresentações de dança, teatro e humor.
Para a edição de 2018, a ExpoBento já está comercializando espaços. Os interessados em obter mais informações podem contatar pelo fone do CIC-BG, entidade promotora da feira (54. 2105-1999), celular 054 99139.2951 ou pelo e-mail expobento@expobento.com.br.