Balada Segura registra redução de 40% nos flagrantes de embriaguez

Operação Balada Segura na Av. Plínio Brasil Milano. Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini

No mês em que completou sete anos, a Balada Segura comemora uma redução de 40% da proporção de motoristas flagrados sob o efeito de álcool nas blitze. Os dados coletados em 34 municípios conveniados e mais o Litoral no período de veraneio somam os etilômetros positivos e as recusas a realizar o teste. O balanço de aniversário do programa foi apresentado pelo diretor-geral da Autarquia, Ildo Mário Szinvelski, na Assembleia de Verão da Federação dos Municípios (Famurs) nessa quinta-feira (22), em Torres.

Em 2011, quando o programa foi lançado em Porto Alegre, a proporção dos flagrantes de embriaguez entre os abordados na operação era de 12%. Esse percentual vem caindo gradualmente ao longo dos anos, chegando em 2017 a 7% dos motoristas que “caíram” na blitz e tinham álcool no sangue ou recusaram-se a fazer o teste (o que a legislação considera similar e, portanto, aplica as mesmas penalidades). Do total de 5,3 mil motoristas abordados no ano de estreia da Balada Segura, um total de 647 motoristas foram retirados de circulação nas 103 blitze realizadas.

Em 2017, foram 134 mil abordagens na Balada Segura. Contando-se os 2,8 mil testes positivos com as sete mil recusas, a Balada Segura impediu 9,8 mil motoristas alcoolizados (ou sob suspeita de ter ingerido álcool) de seguir viagem colocando em risco a vida dos demais.

Estimulando as prefeituras a aderirem ao programa, Szinvelski falou que a redução gradual do percentual de autuados nas blitze da Balada Segura demonstra a eficiência do programa. “Com o endurecimento da fiscalização e com as ações educativas, as pessoas compreenderam o tamanho do risco de dirigir sob o efeito de álcool. Investir em prevenção representa economia de gastos em saúde, em previdência social e, principalmente, vidas humanas salvas”.

Abordagens

Além de aumentar o número de municípios conveniados – foram quatro novas adesões em 2017 – a Balada Segura aumentou o número de abordagens nos 34 municípios em que atua. O aumento foi de 38% em relação ao ano anterior e de 240% em relação ao primeiro ano. Nesses sete anos de história, já foram abordados na Balada Segura 440,8 mil condutores, quase dez por cento das pessoas que possuem CNH no Estado. Foram mais de sete mil blitz realizadas e 414,3 mil testes de etilômetro aplicados. Somando-se testes positivos e recusas, foram 37,8 mil motoristas retirados de circulação. As blitze da Balada Segura também registram diversas ocorrências e prisões. Somente por crimes de trânsito, foram presos nesse período de sete anos 2,1 mil motoristas por dirigir embriagados.

Acidentes

Durante os sete anos da Balada Segura, o Rio Grande do Sul registrou uma redução de 37,6% das mortes durantes as noites e madrugadas em vias municipais nos municípios que possuem Balada Segura. Em 2010, ano anterior ao início do programa, foram 470 mortes dentro de cidades gaúchas. No ano passado, foram 293 óbitos. Longe de ser um fato a se comemorar, o resultado só mostra a importância de reforçar os programas de segurança no trânsito existentes e desenvolver novos. Em Porto Alegre, onde o programa está há mais tempo e atua mais fortemente em blitze diárias (às vezes simultâneas) com agentes da EPTC e duas equipes do DetranRS, a redução de acidentes com morte nas noites e madrugadas segue em tendência de queda, com algumas oscilações no período. Em relação a 2010, ano anterior ao início da Balada Segura, os números do ano passado apontam uma redução significativa nos acidentes durante as noites e madrugadas. Dados da EPTC apontam para uma redução de 35,6% nos acidentes com mortes, 40% nos acidentes com lesão e 72% nos acidentes com danos materiais

Irga apresenta cultivar resistente a doenças na abertura da colheita do arroz

A nova cultivar apresenta boa resistência a doenças e ganhou destaque especial nas vitrines tecnológicas – Foto: Taís Forgearini/Irga

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apresenta sua nova cultivar – Irga 431 CL – na 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorre na Estação Experimental do Arroz, em Cachoeirinha. O evento começou na quarta (21) e termina nesta sexta-feira (23). A cultivar ganhou destaque especial nas vitrines tecnológicas, ao lado de outras três estações preparadas pelo Irga.

A cultivar Irga 431 CL está sendo pré-lançada na abertura da colheita como uma opção para o controle do arroz vermelho nas lavouras do Rio Grande do Sul. A cultivar apresenta vantagem em comparação à Irga 424 RI no que se refere ao aspecto visual de grãos, pois registra baixo índice de centro-branco.

A cultivar também tem bom comportamento com relação a doenças, principalmente a brusone (uma das principais doenças do cereal), segundo o engenheiro agrônomo Oneides Avozani.

“Com o material produzido este ano, queremos entregar a várias indústrias para que possam ver as características industriais desse material. Além disso, estamos com área de semente de 42 hectares no município de Uruguaiana, onde esperamos ter volume em torno de cinco mil sacos de semente que serão distribuídas aos sementeiros na próxima safra”, destacou o diretor técnico do Irga, Maurício Fischer.

A previsão é que a nova cultivar esteja disponível para os produtores de sementes para a safra 2018/2019 e para comercialização na safra 2019/2020. A data do lançamento oficial ainda não está definida.

O Irga preparou mais três vitrines tecnológicas para esta abertura da colheita: Desafios da Soja em Rotação, dividida entre manejo do solo e fertilidade do solo; e Projeto 10+, mostrando a importância da alta produtividade, planejamento da lavoura, preparo antecipado do solo, entre outros pontos. Ao todo, foram apresentadas 30 estações durante o evento.

Piccola Cantina, a primeira agroindústria de vinho colonial legalizada no Brasil

Com isso, o agricultor poderá comercializar seus produtos em feiras, cooperativas e associações e diretamente ao consumidor na propriedade utilizando o talão de produtor rural, sem a necessidade de abrir uma empresa

 

Inauguração Piccola Cantina – Foto: Francisca Canovas

Produtor Auri Flâmia – Foto: Francisca Canovas

 A primeira agroindústria de Vinho Colonial do Rio Grande do Sul, e do Brasil, a Piccola Cantina, foi inaugurada em Bento Gonçalves no início do mês de fevereiro. A propriedade do casal Auri e Diva Flâmia fica em Faria Lemos, no interior de Bento Gonçalves e foi a primeira a receber o certificado de registro.
Agora, a família Flâmia poderá comercializar seus produtos em feiras, cooperativas e associações e diretamente ao consumidor na propriedade utilizando o talão de produtor rural, sem a necessidade de abrir uma empresa, desde que elaborem até 20 mil litros de vinho por ano com 100% de uva própria (fora do RS, o mínimo é de 70%). Durante o evento, no qual estiveram presentes representantes de diversas instituições envolvidas com o projeto do vinho colonial, a cantina também recebeu o Selo “Sabor de Bento”, da prefeitura de Bento Gonçalves, que certifica a qualidade do produto elaborado. .
De acordo com o produtor Auri Flâmia, “agora vai ser possível trabalhar com mais qualidade, podendo vender com nota e com rótulo. A ideia é crescer e fazer mais vinho”. Para a esposa do produtor, Diva Flâmia, “isso representa um futuro melhor para nossas filhas, que certamente não terão que passar por tudo o que a gente passou, e assim, processar o nosso próprio produto”.

Chefe Zanus na abertura do evento – Foto: Francisca Canovas

Para Mauro Zanus, chefe geral da Embrapa Uva e Vinho, a expectativa com essa legalização é abrir as portas para o setor de vinhos do Brasil crescer como um todo. “Nesse primeiro momento está equacionada a questão no estado do Rio Grande do Sul e esperamos, a partir de agora, fortalecer as ações de agro e enoturismo e da própria valorização do vinho, sobretudo o colonial, no segmento de cadeias curtas (venda direta ao consumidor), com mais competitividade e valorização das condições particulares de cada região na arte da elaboração do vinho”. De acordo com ele, essa conquista é mais uma oportunidade de inovação, já que a Embrapa e parceiros vão oferecer cursos de capacitação para qualificar ainda mais os produtores em todos os aspectos relativos ao vinho: desde a elaboração às estratégias de mercado. 

Autoridades, casal Flâmia e os produtos da Cantina – Foto: Francisca Canovas

Para Sandra Dalmina, gerente regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul esse evento coroa o trabalho que está se fazendo há muito tempo: “desde 2010, várias entidades envolvidas com o setor vitivinícola se reúnem em torno do projeto do vinho colonial, por demanda dos próprios produtores, e que acabou se tornando uma lei”. O Rio Grande do Sul é o primeiro estado a implementar a Lei do Vinho Colonial, que também conta com a complementação da legislação estadual – a Lei da Agroindústria, que enquadra o produtor automaticamente na Lei do Vinho Colonial. 

Tarcisio José Minetto, Secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS, acredita que a Lei do Vinho Colonial “resgata toda uma produção culturalmente tradicional. O esforço de instituições como a Embrapa, Emater, o Ministério da Agricultura, a Secretaria de Agricultura do RS, a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, a prefeitura de Bento Gonçalves, principais envolvidas no processo de construção e certificação da lei está gerando resultados: já são 11 agricultores buscando fazer o passo-a-passo da formalização, cuja simplificação permite a venda formal do seu vinho colonial”. Conforme Minetto, o processo de legalização do vinho colonial resgata a cultura e tradição aliadas à questão do turismo, dando o efeito multiplicador, do ponto de vista econômico e financeiro, gerando a questão de renda e motivação à permanência da juventude no meio rural e a sucessão rural.

Assim a economia local circula e se promove o desenvolvimento local e regional. A nova lei ultrapassa fronteiras, pois com esse diferencial de qualidade, mais pessoas poderão visitar nossa região e levar vinhos coloniais de qualidade como lembrança até mesmo para fora do país.

Família Flâmia em oração – Foto: Francisca Canova

Motociclista morre ao colidir contra caminhão

O acidente aconteceu na manhã desta sexta-feria,23, por volta das 9h45min na Linha 19

 

Foto: Rádio Difussora

Um motociclista morreu após bater em um caminhão na BR-470, KM 237 em Carlos Barbosa. O acidente aconteceu na manhã desta sexta-feria,23, por volta das 9h45min na Linha 19.
De acordo com informações o condutor da moto seguia pela rodovia e iria acessar uma estrada de chão secundária, nas proximidades de uma gruta, quando foi atingido pelo caminhão.
Os Bombeiros Voluntários de Carlos Barbosa atenderam a ocorrência e prestaram atendimentos ao motociclista. Infelizmente, ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Sossella comemora liberação de licença para empresa de Bento Gonçalves

Desde fevereiro de 2016, Sossella esteve junto com o sócio-proprietário da empresa, Volnei Pertile, buscando a liberação das licenças para o empreendimento no órgão estadual Foto: Wilson Cardoso/Arquivo

O deputado estadual Gilmar Sossella (PDT) destacou nesta quinta-feira (8) a liberação da licença de instalação e ampliação para a Indústria de Cosméticos Essência Di Fiori, de Bento Gonçalves. O documento foi emitido pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Desde fevereiro de 2016, Sossella esteve junto com o sócio-proprietário da empresa, Volnei Pertile, buscando a liberação das licenças para o empreendimento no órgão estadual. Estimada em R$ 10 milhões, a ampliação da empresa irá gerar empregos e renda e contribuir para o desenvolvimento do Estado.
“Trata-se de uma grande notícia não somente para Bento Gonçalves, mas para toda a região. Em um momento de dificuldades financeiras como a que estamos vivendo, é fundamental incentivarmos investimentos como este em nosso Estado”, destacou Sossella.
Entre as ações capitaneadas pelo deputado, está a reunião em fevereiro de 2016, entre representantes da Essência Di Fiori com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Oliveira Branco.
Neste ano, em agosto, o deputado se reuniu com a secretaria de Meio Ambiente, Ana Pellini para reiterar o pedido de agilização da licença ambiental das novas instalações do empreendimento.
A EMPRESA – A Essência di Fiori, fundada em 2006, é a pioneira da Serra Gaúcha no desenvolvimento de cosméticos derivados da uva e do vinho. Atualmente, atende todo o Brasil com 17 linhas de produtos para cuidado da face, corpo e cabelo destinadas ao consumidor final e com tratamentos exclusivos para profissionais de estética corporal, facial e capilar.

 

Confirmado caso importado de febre amarela no RS

SES recomenda manter atualizada a vacina contra a febre amarela, prioritariamente para quem circula ou mora junto a áreas de matas ou tem previsão de viagem para esses lugares – Foto: Reprodução/SES

A Secretaria da Saúde (SES) confirmou, na quarta-feira (21), o primeiro caso importado de febre amarela no Rio Grande do Sul, desde 2010. Trata-se de um homem de 27 anos, residente em Jaguarão, sem histórico de vacina contra a doença.

O homem viajou, em janeiro, a São Tomé das Letras (Minas Gerais), onde esteve em área de mata. Ao retornar ao estado, no dia 27, já apresentava febre, vômitos, edema e mialgia (dor muscular), sendo internado no mesmo dia na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Universitário São Francisco de Paula, em Pelotas. Ele permanece hospitalizado, apresentando quadro clínico estável.

No dia 29, foi coletado material para análise do Laboratório Central do Estado para dengue, malária e leptospirose, todos com resultado negativo. Uma quarta análise, para febre amarela, foi realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, que teve a confirmação positiva na quarta-feira.

Técnicos da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Pelotas, e do município de Jaguarão já executaram investigação nos locais de residência e de trabalho do paciente, sem detecção de focos do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença em áreas urbanas.

Recomendação à vacinação

A SES recomenda que a população mantenha atualizada a vacinação contra a febre amarela, prioritariamente para quem circula ou mora junto a áreas de matas ou tem previsão de viagem para esses lugares, dentro ou fora do Rio Grande do Sul. Quem já tomou ao menos uma dose da vacina já tem imunização suficiente para toda a vida, pois a vacina deixou de ter validade de 10 anos e passou a ser dose única.

Histórico da febre amarela no RS

O Rio Grande do Sul não apresentava casos confirmados de febre amarela desde 2010, quando foi registrado o último importado. Casos autóctones (contraídos dentro do estado) não são confirmados no RS desde 2009.

No Brasil, entre 1º de julho de 2017 e 20 de fevereiro deste ano, foram confirmados 545 casos de febre amarela, sendo 164 óbitos, distribuídos nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Vinícolas brasileiras participam de missão comercial na Colômbia

 

Rodadas de negócios terão como focos os espumantes e sucos de uva 100%. Foto: Janice Prado

Os projetos setoriais Wines of Brasil e 100% Grape Juice of Brazil promovem, pela primeira vez, ações para a promoção dos rótulos verde-amarelos no mercado colombiano. Na próxima terça e quarta-feira, 27 e 28 de fevereiro, representantes de quatro vinícolas brasileiras integrantes das iniciativas desenvolvidas pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) estarão na capital Bogotá em uma missão comercial realizada em conjunto com a Embaixada brasileira no país. O objetivo é conquistar novos negócios em um mercado em expansão.

As vinícolas Aurora, Arbugeri, Salton e Santini iniciam a programação participando de uma palestra exclusiva com a Embaixada sobre o mercado local. Na tarde do dia 27, das 16h às 20h30min, os projetos Wines of Brasil e 100% Grape Juice of Brazil realizam o Walk Around Tasting, no hotel Hilton. O circuito de degustação com rodada de negócio é voltado para importadores, distribuidores, redes de varejo, restaurantes, jornalistas e formadores de opinião convidados. São esperados, aproximadamente, 100 profissionais.

No segundo e último dia da missão comercial estão agendadas reuniões com potenciais distribuidores, redes de varejo, importadores e restaurantes. As vinícolas apresentarão seus portfólios, com foco nos espumantes e nos sucos de uva 100%. À noite participam de um jantar, novamente com profissionais de mercado e formadores de opinião.

“Queremos mostrar a qualidade e o potencial de uma indústria especialista em espumantes, reconhecida e premiada internacionalmente. O suco de uva 100% brasileiro se diferencia dos que são elaborados nos demais países por seu sabor único. É um produto funcional, elaborado apenas com uvas, sem adição de açúcar, conservantes, corantes ou aromatizantes, tendo um diferencial em relação a outras bebidas à base de frutas”, enfatiza o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini.

O executivo destaca, ainda, o suporte do Ministério de Relações Exteriores nas ações encampadas pelos projetos setoriais Wines of Brasil e 100% Grape Juice of Brazil fora do país. “O Ministério está fornecendo apoio dos postos diplomáticos para atuarem como escritórios promocionais dos produtos brasileiros. Isso amplia nossa capacidade de atuação em mercados até então pouco explorados, como a Colômbia”, pontua.

Ainda de acordo com Bertolini, a partir deste ano, os projetos setoriais de promoção internacional focarão também em países da América Latina. “São mercados em potencial. Temos alguns benefícios como a logística, que é muito mais próxima que, por exemplo, a Europa e o continente asiático, e a qualidade e competividade dos espumantes e sucos de uva 100% nacionais frente a outros países”, adianta.

Sobre o Wines of Brasil e o 100% Grape Juice of Brazil
O Wines of Brasil e o 100% Grape Juice of Brazil são iniciativas de promoção comercial dos vinhos, espumantes e suco de uva brasileiro no mercado externo, desenvolvidos, desde 2002, entre o Ibravin e a Apex-Brasil. Os projetos setoriais contam, atualmente, com a participação de 42 vinícolas e têm como mercados-alvo os Estados Unidos, Reino Unido, China e Paraguai. Nos últimos anos, cerca de 95% das empresas que aderiram as iniciativas conseguiram dar continuidade em suas exportações, devido ao suporte e aos programas de capacitação oferecidos e o trabalho setorial de consolidação da imagem dos rótulos nacionais no Exterior. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.winesofbrasil.com, www.grapejuiceofbrazil.com e www.ibravin.org.br.

Calendário Escolar 2018 se inicia oficialmente nesta quinta-feira

As aulas na rede pública estadual começam nesta sexta-feira (26) e se encerram em 21 de dezembro – Foto: Ascom Seduc

Foi publicado, nesta quinta-feira (22), no Diário Oficial, o decreto n° 53.925 de 21 de fevereiro de 2018, que oficializa o início do Calendário Escolar. As aulas na rede pública estadual começam nesta sexta-feira (26) e se encerram em 21 de dezembro. As férias discentes ocorrem entre os dias 19 e 29 de julho e o recesso escolar entre 23 de julho e 29 de julho.

Os estabelecimentos de ensino cuja integralização do ano letivo de 2017 avançou o ano civil de 2018 podem elaborar calendários escolares diferenciados que serão aprovados pelo Conselho Escolar e submetidos à análise e à homologação da respectiva Coordenadoria Regional de Educação e da Secretaria da Educação.

Exportações brasileiras de vinhos, espumantes e suco de uva crescem 17,3% em valor em 2017

O espumante é o que apresenta melhor rentabilidade dentre os produtos exportados e ampliou sua participação nas vendas de 2017. Crédito: Gilmar Gomes

Com mais de US$ 15 milhões comercializados no mercado internacional em sucos, vinhos e espumantes, o setor vitivinícola brasileiro obteve crescimento de 17,3% nas exportações em 2017. No ano passado, o destaque das vendas ficou com a categoria de vinhos e espumantes, que representa quase 60% do total exportado, registrando uma expansão de 47,5% no valor comercializado, somando US$ 8,77 milhões. Os sucos, por sua vez, tiveram uma retração de 8,6% na contabilização das vendas, atingindo US$ 6,32 milhões.
Os produtos foram remetidos para 51 países, com ranking dos principais destinos sendo liderado por Japão, Paraguai, Estados Unidos, China, Reino Unido, México, Chile, Colômbia, Equador e República Dominicana.
As 42 empresas participantes do projeto setorial Wines of Brasil, realizado em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para a promoção comercial no mercado externo, responderam por, aproximadamente, 95% do resultado obtido em 2017 na exportação. O desempenho do grupo foi ainda mais expressivo, obtendo incremento de 55,6% nas vendas ao Exterior.
O gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, explica que o Japão aparece com principal destino das exportações, em função de operações com suco concentrado. Entretanto, a Terra do Sol Nascente também figura na quarta colocação na importação de espumantes e em sétima em vinhos, devido a contratos de fornecimento com grandes players de venda online de vinhos e redes varejistas. O país ampliou em 34% o valor adquirido em relação à 2016.
Outro destaque no ano passado foi a América Latina. De forma agrupada, os países da região despontaram como grandes parceiros comerciais, absorvendo 41,3% do valor global negociado. Entretanto, os Estados Unidos, Reino Unido e China, por serem mercados maduros, formadores de opinião e compradores de rótulos de maior valor agregado, continuam entre os mercados-alvo do projeto. O valor médio por garrafa exportada para os Estados Unidos gira em torno de US$ 10, cinco vezes maior que o Paraguai.
“A partir de 2018 teremos ações voltadas para a América Latina em função de vantagens competitivas, como proximidade geográfica e também de perfil de produto. Os consumidores possuem paladar semelhante ao que temos no nosso mercado interno, que aprecia vinhos mais leves e frutados”, observa Bertolini, acrescentando que nessa região há um bom potencial para o suco 100%.
“Desde o ano passado estamos focando no que somos mais competitivos, que é o espumante, mas calibrando estratégias para cada país trabalhando também vinhos e o suco de uva”, informa o gerente. A estratégia está embasada no fato de os espumantes responderem por quase 8% da receita com exportações, apesar de somar 4,6% em volume, o produto apresenta uma melhor rentabilidade, com média de US$ 4,59 por litro, e também por estar ampliando sua participação nas vendas. Em 2017, o volume cresceu 47,5%, ante 45,6% dos vinhos.

Sobre o Wines of Brasil e o 100% Grape Juice of Brazil
O Wines of Brasil e o 100% Grape Juice of Brazil são iniciativas de promoção comercial dos vinhos, espumantes e suco de uva brasileiro no mercado externo, desenvolvidos, desde 2002, entre o Ibravin e a Apex-Brasil. Os projetos setoriais contam, atualmente, com a participação de 42 vinícolas e têm como mercados-alvo os Estados Unidos, Reino Unido, China e Paraguai. Nos últimos anos, cerca de 95% das empresas que aderiram às iniciativas conseguiram dar continuidade em suas exportações, devido ao suporte e aos programas de capacitação oferecidos e o trabalho setorial de consolidação da imagem dos rótulos nacionais no Exterior. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.winesofbrasil.com, www.grapejuiceofbrazil.com e www.ibravin.org.br.

Totais exportados em 2017:
Em litros                 Em US$                 US$/litro         Resultado
2017/16 (em valor)
Vinhos                          3.064.705              7.576.872,00            2,47                45%
Espumantes                256.746                  1.179.471,00             4,59                65,7%
Suco                             2.273.136                6.329.797,00            2,78                -8,6%
Total                            5.594.587                15.086.140,00          2,69                 17,3%

Composição das exportações brasileiras:
Em valor       Em volume

Vinhos                    50,2%              54,8%
Espumantes          7,8%                4,6%
Suco                       42%                  40,6%

Principais destinos de exportação:
1º Japão
2º Paraguai
3º Estados Unidos
4º China
5º Reino Unido
6º México
7 Chile
8º Colômbia
9º Equador
10º República Dominicana

Itália cancela a cidadania de 899 brasileiros

O município de Ospedaletto Lodigiano, situado na região da Lombardia, no norte da Itália, divulgou uma lista de 899 brasileiros que tiveram a cidadania italiana cancelada. O motivo: a descoberta de um esquema de suborno para atestar falsamente que eles eram residentes na cidade.

A listagem contém nomes de pessoas naturais de Porto Alegre. A grande maioria, no entanto, é de São Paul0 http://www.comune.ospedalettolodigiano.lo.it/doc/news/3429/ELENCO%20A.pdf
Ospedaletto Lodigiano, que segundo o censo italiano conta com 1.574 moradores, tinha 1.188 brasileiros inscritos no registro de residentes italianos no Exterior.
O caso envolve funcionários da prefeitura e um casal de brasileiros, que recebia dinheiro para atestar que as pessoas eram habitantes daquela comunidade. A operação ganhou o nome de “Carioca”.