Agroindústria familiar tem 40 expositores na ExpoBento 2018

Pequenos empreendedores apresentarão os sabores da Serra Gaúcha aos mais de 200 mil visitantes esperados durante a maior feita multissetorial do país

 

Crédito das imagens: Emerson Ribeiro

Cartão de visitas da Serra gaúcha, a farta gastronomia, recheada pelos sabores remanescentes da colonização italiana, tem destaque confirmado na ExpoBento 2018. Em uma iniciativa que valoriza tanto a herança cultural da região quanto o empreendedorismo dos pequenos produtores, o espaço da Agroindústria Familiar promete ter a participação de 40 expositores nesta edição da feira, maior encontro multissetorial do país.
Por meio do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) – uma política pública do Governo do Estado, via Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), os mais de 200 mil visitantes que circulam pela feira multissetorial durante os onze dias de evento podem conhecer um mundo de opções e ainda apreciar delícias como cucas, pães, queijos, salames, chimias, capeletti, licores e muitos outros itens representativos da produção local. Fruto de uma parceria firmada com o Governo do Estado para subsidiar a adesão de pequenos produtores, a iniciativa coloca na vitrine o trabalho das micro-indústrias familiares de bento-gonçalvenses e de municípios vizinhos.
Ampliado com relação à edição anterior da feira, o espaço destaca-se pela significativa contribuição ao fomento da economia, com geração de renda e emprego para a comunidade. “Com essa parceria, garantimos o desenvolvimento dos pequenos empreendedores, que conseguem aumentar as vendas, reforçando o sustento da família, e divulgar seus produtos, muitos deles ícones da gastronomia gaúcha. Ao gerar esse tipo de negócio, a Expobento cumpre um relevante papel social na comunidade onde está inserida, retribuindo todo o apoio e acolhida que recebe da população, da iniciativa privada e dos poderes públicos. Estamos fortalecendo um ciclo de retornos positivos que favorece a todos”, sintetiza o diretor geral da ExpoBento 2018, Leocir Glowacki.

Incentivo aos pequenos negócios
O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul (SDR), é uma iniciativa que valoriza o trabalho dos pequenos produtores locais e incentiva seu viés empreendedor, contribuindo fortemente para o desenvolvimento econômico e social da região.
“A agroindustrialização da produção realizada pelos agricultores familiares é uma importante alternativa de geração de renda no meio rural. Processar e comercializar a própria produção torna as famílias independentes dos complexos agroindustriais. Neste tipo de empreendimento, os agricultores são os protagonistas do processo, passando a atuar em toda a cadeia produtiva. Além disso, promovem a descentralização e a diversificação da produção e o desenvolvimento local, fortalecendo os valores culturais, a sustentabilidade ambiental e oferta de produtos diversificados e de qualidade à população”, explica o secretário da SDR, Tarcisio José Minetto.
O programa apoiará 40 espaços junto a ExpoBento 2018. Atualmente há 20 agroindústrias bento-gonçalvenses inclusas no programa. A iniciativa atenderá, também, pequenos produtores de municípios vizinhos na Serra gaúcha. A participação das famílias na feira é percebida como importante instrumento para agregar valor aos produtos feitos no interior, conforme ressalta o diretor de Agricultura Familiar e Agroindústria da pasta, José Alexandre Rodrigues. “No momento em que o produtor se torna agroindústria, recebe o certificado de inclusão no programa estadual e pode aumentar sua renda acompanhando grandes feiras como a ExpoBento”, completa.

Sobre a ExpoBento
Promovida pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG), a ExpoBento chega a sua 28ª edição entre os dias 7 e 17 de junho, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, reunindo mais de 400 expositores de segmentos como Moda, Imóveis, Variedades, Automóveis, Agroindústria, Gastronomia, Serviços, entre outros. O horário de visitação será das 18h às 22h30min (segunda a sexta-feira); das 10h às 22h30min (sábados e feriados) e das 10h às 21h (domingos).

Praga do morango é tema de Seminário em Feliz, RS, dia 25/04

Morangos moles na bandeja com minúsculas larvas. Essa é uma imagem que ninguém gosta de enxergar. A causa desse dano é uma pequena mosquinha, Drosophila suzukii praga originária do Japão capaz de perfurar frutos sadios ainda em desenvolvimento nas plantas, podendo ainda transmitir fungos e bactérias que deterioram os frutos. O morangueiro é um dos hospedeiros da Drosophila suzukii, causando perdas que variam de 30 a 80%. Os frutos infestados entram em colapso sendo imprestáveis para a comercialização e o consumo.
O Seminário sobre Manejo da Drosophila suzukii em cultivos de morango: aspectos populacionais e estratégias para monitoramento e controle vai trazer informações atualizadas resultantes de pesquisas no campo. Régis Sivori Silva dos Santos, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e palestrante do Seminário, relata que as estratégias que serão apresentadas durante o seminário serão realmente úteis para o manejo da praga. “Quem tem adotado essas práticas, tem conseguido reduzir o ataque e as perdas ocasionadas pela praga.”
A realização do Seminário é da Embrapa Uva e Vinho, apoio Emater/RS-Ascar, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Prefeitura Municipal de Feliz e Pousada Choppão.

Serviço
O que: Seminário sobre Manejo da Drosophila suzukii em cultivos de morango: aspectos populacionais e estratégias para monitoramento e controle.
Quando: 25 de abril, às 18h
Onde: Centro de Cultura de Feliz (Av. Marcos José de Leão, 26 – Atrás da Prefeitura)
Palestrante: Régis Sivori Silva dos Santos, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho
Público a que se destina: produtores de morango
Inscrições e mais informações: Emater de Feliz (emfeliz@emater.tche.br), fone: 51-3637-1282 com Mateus

Dia do Vinho 2018 chega com mais de 300 atrações simultâneas espalhadas por três regiões do Brasil

De 18 de maio a 3 de junho, evento que celebra o enoturismo e a gastronomia do país oferece programação e descontos especiais em mais de 200 empreendimentos de cinco polos produtores de vinho e uma capital estadual

 

Santa Maria, no Vale Central Gaúcho, será palco do lançamento oficial do Dia do Vinho 2018 Crédito: Michel Marchetti

Vem chegando o inverno. E com ele, um dos períodos do ano mais propícios para se degustar o mapa dos vinhos do Brasil. Tão extenso e rico em diversidade natural, que vai do calor tropical à geada. De 18 de maio a 3 de junho, o Vale do São Francisco, no nordeste brasileiro, o Roteiro de São Roque, a 60 quilômetros de São Paulo, Porto Alegre, o Vale Central Gaúcho, a Campanha Gaúcha e a região Uva e Vinho da Serra Gaúcha se unem para celebrar, com mais de 300 atrações simultâneas, o Dia do Vinho 2018.
Para lançar o evento e apresentar a programação deste ano (que está disponível no site oficial diadovinho.com.br), a cidade escolhida foi Santa Maria, referência no Vale Central Gaúcho. Território a ser descoberto pelos desbravadores de novidades entre os rótulos verde-amarelos e participante do Dia do Vinho desde 2017. O lançamento será no Hotel Don Rafael Cerrito, dia 9 de maio, às 17h.
“O Dia do Vinho, desde a origem, celebra a cultura, a história e a produção vitivinícola de maneira integrada por todo o Brasil. As mais diversas regiões do país se unem e oferecem durante o mesmo período uma série de atividades especiais, eventos, jantares e almoços harmonizados, cursos de degustação, promoções e, principalmente, descontos. O Dia do Vinho foge da ideia de evento realizado em único local. Pelo contrário: são duas semanas de programação voltada ao enoturismo e à gastronomia, para se aproveitar em dezenas de municípios com as mais variadas características e atrações, todos os dias. É só escolher e ir”, explica o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló.
Em 2018, as duas semanas de Dia do Vinho terão atrações espalhadas pelo Vale do São Francisco (BA), São Roque (SP), Itaara, Santa Maria, Silveira Martins e São João do Polêsine (Vale Central Gaúcho), Bagé, Candiota, Dom Pedrito, Itaqui e Santana do Livramento (Campanha Gaúcha), Antônio Prado, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira, Veranópolis e Vila Flores (Serra Gaúcha – Região Uva e Vinho) e a capital gaúcha, Porto Alegre (RS).
“A expectativa é de um incremento de 10% na geração de negócios ligados ao enoturismo e à gastronomia nos mais de 200 empreendimentos integrados à programação do Dia do Vinho, em todas estas regiões. Ainda assim, trata-se de um impacto difícil de se mensurar, justamente em função do alcance nacional do evento, que envolve características muito particulares de cada território e comunidade. Em nível local, sabemos que será possível contar com o atrativo extra de dois feriados muito fortes, que são Corpus Christi e Nossa Senhora de Caravaggio”, avalia o presidente do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (Segh) da Região Uva e Vinho, Vicente Perini.
Para saber o quê, onde e quando fazer, basta utilizar o mecanismo de busca do site oficial diadovinho.com.br. A gama de atrações vai da degustação de um espumante às margens do chamado Velho Chico até o saboreio do menarosto, um assado típico de aves e carne de coelho, que desde a chegada dos imigrantes italianos à região Uva e Vinho da Serra Gaúcha se prepara sobre brasas e se acompanha com massa, polenta e folhas rústicas. Ou aproveitar desde a infraestrutura dos complexos turísticos vizinhos ao maior centro urbano do continente, em São Roque, no interior paulista, até a experiência de um concerto na imensidão do pampa gaúcho, onde há cerca de 200 anos o Brasil ainda desenhava os contornos de suas fronteiras. Pode-se conhecer a novidade dos vinhos do Vale Central Gaúcho em uma festa anos 80. Fazer ioga e degustar sucos e vinhos em um cultivo de produtos orgânicos na – literalmente – cinematográfica Antônio Prado. Ou, simplesmente, curtir as conveniências e a fartura de opções de uma capital próxima de grandes polos produtores de vinho, em Porto Alegre.
“É um período estratégico para se abastecer as adegas de casa com excelente custo-benefício. Saímos do início do ano, quando estão em alta os espumantes, mas ainda não chegamos no inverno, quando o mercado pede mais vinhos tranquilos. É uma meia estação. Então, as vinícolas estão cheias de descontos que, dependendo das linhas e produtos, podem passar dos 30% e chegar a 50%. Ou oferecem promoções em que, levando maior quantidade de garrafas, se chega a pagar metade do valor inicial da bebida. O Dia do Vinho é uma festa de duas semanas, nós somos os anfitriões e o consumidor é nosso grande convidado. Queremos que aproveite”, enfatiza o presidente do Ibravin, Oscar Ló.
A ação promocional não fica restrita às garrafas e taças. Hotéis e restaurantes integrados à programação também oferecerão tarifas com desconto e cardápios com pratos e preços especiais ao longo do Dia do Vinho.
“O objetivo é que o visitante possa aproveitar tudo o que cada região tem para oferecer. A hospedagem, a gastronomia e as visitas e atividades em vinícolas podem ser combinadas de maneira única durante este período do ano e com grande vantagem para o bolso. Além dos descontos e preços promocionais, há os almoços e jantares harmonizados, cursos de degustação e oferta de atrativos combinados entre os empreendimentos que só estão disponíveis nestas duas semanas de evento. E para se organizar da melhor maneira, a grande ferramenta é o site oficial diadovinho.com.br”, conclui o presidente do Segh, Vicente Perini.

Sobre o Dia do Vinho
O Dia do Vinho é realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), por meio do projeto Vinhos do Brasil e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi-RS), e pelo Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (Segh) – Região Uva e Vinho, como resultado do Projeto Eventos Integrados e Integradores – reinterpretação da concepção de evento, fomentado pelo Ministério do Turismo. A lei que instituiu o Dia do Vinho no Rio Grande do Sul no primeiro domingo de junho de cada ano foi promulgada em 12 de dezembro de 2003. O projeto partiu do então deputado estadual Iradir Pietroski.
A edição 2018 tem o apoio das prefeituras municipais de Antônio Prado, Bento Gonçalves, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira, Veranópolis e Vila Flores, além de Associação de Turismo da Serra Nordeste (Atuaserra), Associação Internacional de Enoturismo (Aenotur), Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin), Associação de Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, Associação dos Produtores de Vinhos de Pinto Bandeira (Asprovinho), Associação dos Vitivinicultores do Vale Central Gaúcho (Vinhos do Coração do Rio Grande), Roteiro do Vinho de São Roque (SP), Sindicato da Indústria do Vinho de São Roque (Sindusvinho São Roque) e Vinho VASF – Instituto do Vinho Vale do São Francisco. O patrocínio é de Oxford, Strauss e Sebrae.

ExpoBento 2018 já tem 88% dos espaços comercializados

Gastronomia, Moda, Imóveis e Variedades são os segmentos com maior adesão até o momento

 

Crédito fotos: Emerson Ribeiro

Faltam menos de 60 dias para a realização da 28ª ExpoBento – maior feira multissetorial do país – e 88% dos espaços de exposição já estão confirmados, refletindo a confiança e expectativa das empresas participantes na realização de bons negócios. Os segmentos mais adiantados na comercialização são Gastronomia (98%), que nesta edição já registra crescimento de 10% no total de participantes, oferecendo aos visitantes múltiplas opções de refeições, com destaque para as culinárias italiana, japonesa, chinesa, entre outras, e lanches para todos os gostos; Moda (94%), Variedades (83%) e Imóveis (80%), além de automóveis (69%) e 40 estandes previstos para a agroindústria. A ExpoBento 2018 ocorrerá de 7 a 17 de junho, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, reunindo um mundo de opções em mais de 400 espaços de empresas, entidades e prestadores de serviços.
O planejamento para a reta final do período de vendas é dar continuidade às transações para que esta seja mais uma edição com números de sucesso. “A ExpoBento é referência para expositores que buscam divulgar sua marca, vender mercadorias e alinhar negócios estratégicos. Com toda essa credibilidade, a expectativa é termos 100% dos espaços comercializados em pouco tempo”, projeta o diretor de comercialização da feira, José Carlos Zortéa.

Quem participa, comprova
Participar da ExpoBento sempre foi um excelente negócio para o expositor, e o ano de 2018 promete seguir essa linha. Quem investe na maior feira multissetorial do Brasil comemora o sucesso nas vendas, o fortalecimento da marca e o estreitamento da relação com os consumidores. Exemplo dessa confiança vem com o case da Malhas Paniz, de Farroupilha, que expõe desde a primeira edição. “É uma feira que agrada a família. Muitas pessoas vêm de fora e aproveitam para se inteirar na cultura local e ao mesmo tempo consumir produtos das empresas da região, fomentando a economia”, relata.

Quem também aposta na feira é a Kafer Churrasqueiras, de Carlos Barbosa, que participa da ExpoBento há oito edições, apresentando a tecnologia das churrasqueiras sob medida. “Nosso produto é bem visual, necessitamos que as pessoas vejam presencialmente para que se interessem ainda mais e possam reconhecer a qualidade”, afirma Lucas Gobbato, responsável pelo marketing comercial da empresa.
“Um mundo de opções”
Promovida pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG), a ExpoBento é uma feira que se reinventa a cada ano, sempre apresentando algum diferencial aos visitantes e expositores, tanto no layout quanto nas atrações. Como resultado, é referência para encontros de negócios dos setores do comércio, indústria e serviços, além de reservar programações de lazer para toda a família.

SERVIÇO
O quê: ExpoBento 2018
Quando: de 7 a 17 de junho
Onde: Parque de Eventos de Bento Gonçalves (alameda Fenavinho, 481)
Horários: segunda a sexta-feira, das 18h às 22h30min; sábados e feriado das 10h às 22h30min e aos domingos das 10h às 21h
Mais informações: Os interessados em obter mais informações sobre sua participação na ExpoBento 2018 podem contatar pelo fone do CIC-BG, entidade promotora da feira (54. 2105-1999), pelo celular (54) 99139.2951 ou pelo e-mail expobento@expobento.com.br.

Dias de Campo apresentam alternativas de manejo para áreas com declínio e morte de videiras

Eventos gratuitos apresentam resultados de projeto de pesquisa

 

Aprender a identificar e como tratar doenças, pragas, problemas no solo e escolher mudas de videira de qualidade serão os principais temas abordados nos Dias de Campo de reconversão de vinhedos em áreas com declínio e morte de plantas, promovidos pela Embrapa Uva e Vinho e entidades parceiras, nas próximas semanas.
Os eventos, com entrada gratuita, acontecerão nas propriedades de viticultores parceiros (veja lista completa abaixo), nos municípios de Flores da Cunha (17/04), Bento Gonçalves (18/04), Farroupilha(19/04), Garibaldi (20/04) e Caxias do Sul (24/04). “A ideia é mostrar as áreas que conseguimos recuperar. Dessa forma, além da apresentação dos técnicos, os participantes vão poder ver os parreirais e trocar ideias com os produtores envolvidos”, esclarece Lucas Garrido, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, que é o coordenador dos eventos e também líder do projeto “Tecnologias para a viabilização e sustentabilidade dos vinhedos em áreas de renovação na região sul do Brasil”.
Segundo Garrido, nos eventos serão apresentadas diversas recomendações consolidadas pela equipe do projeto, que conta com a participação de especialistas da Embrapa Uva e Vinho e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e dos viticultores que auxiliaram na validação das tecnologias nas suas áreas, que serão os locais dos dias de campo. “Conseguimos recuperar áreas com problemas com fungos de solo, como pé-preto, com pérola-da-terra ou até mesmo excesso de cobre, e torná-las produtivas novamente”, antecipa ele.
As inscrições para os dias de campo são gratuitas e podem ser realizados pelos telefones (54) 3455-8087 e 3455-8088 ou pelo e-mail: uva-e-vinho.eventos@embrapa.br.

Serviço:
Programação Dias de Campo sobre Reconversão de Vinhedos:
13h30 – Recepção e Abertura
13h45 – Estação 1: Manejo das doenças em vinhedos em reconversão
14h45 – Estação 2: Manejo do solo na reconversão de vinhedos
15h45 – Estação 3: Identificação e manejo das pragas em vinhedos
16h45 – Estação 4: Mudas de qualidade para reconversão de vinhedo
17h30 – Encerramento
Datas e Locais:
17/04 – Flores da Cunha – na propriedade de Olir Marin, na Linha São Cristóvão, com o apoio da Cooperativa Nova Aliança.
18/04 – Bento Gonçalves – na propriedade de Vinícios DallOglio, em Faria Lemos, com o apoio da Cooperativa Aurora.
19/
20/04 – Garibaldi – na propriedade de Eleandro Bortolini, na Marcorama, com o apoio da Vinícola Garibaldi.
24/04 – Caxias do Sul- na propriedade de Roni Castoldi, em Ana Rech, com o apoio da Emater-RS/Ascar.
Inscrições gratuitas: (54) 3455-8087 e (54) 3455-8088 e e-mail: uva-e-vinho.eventos@embrapa.br.

Abertas as inscrições para concurso do IFRS

O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) está com inscrições abertas, até 25 de abril de 2018, para concurso público que oferece oito vagas em cargos de diferentes formações. As vagas são para quatro unidades da instituição: Reitoria (Bento Gonçalves) e campi Rolante, Sertão e Vacaria. Confira:
– Técnico de tecnologia da informação: duas vagas (Reitoria + Campus Rolante);
– Técnico de laboratório – Biologia: uma vaga (Campus Vacaria);
– Técnico de laboratório – Informática: três vagas (Campus Rolante + Campus Vacaria);
– Técnico de laboratório – Química: uma vaga (Campus Sertão);
– Engenheiro Eletricista: uma vaga (Reitoria).
Os requisitos e mais informações estão disponíveis no Edital 21/2018, que pode ser acessado pelo site www.ifrs.edu.br/concursos. As inscrições são realizadas pelo mesmo site, até 25 de abril de 2018, com taxa de R$ 90,00 para os cargos de nível técnico e R$ 120,00 para o cargo de nível superior (engenheiro eletricista).
A remuneração inicial é de R$ 2.446,96 (nível técnico) e de R$ 4.180,66 (nível superior) e entre os benefícios oferecidos estão auxílio alimentação, auxílio transporte, auxílio pré-escolar, saúde suplementar, incentivo à qualificação e outros, de acordo com a legislação em vigor.

Sobre a prova
A aplicação das provas objetivas será no dia 20 de maio de 2018, no turno da tarde, na cidade de Porto Alegre. O concurso compreenderá uma única etapa de avaliação, eliminatória e classificatória, com aplicação de prova objetiva, constituída de 30 (trinta) questões de conhecimentos específicos e 10 (dez) questões de legislação, com duração de 3h30min. O conteúdo programático, as bibliografias e mais informações podem ser consultados no site www.ifrs.edu.br/concursos. É de responsabilidade do candidato a leitura completa dos documentos e seus anexos.
Não serão dadas informações através de telefone. Caso os candidatos precisem tirar dúvidas, podem contatar pelo e-mail concursos@ifrs.edu.br.

Datas importantes
Período de inscrições: 09 a 25/04/2018
Data limite para pagamento do valor de inscrição: 26/04/2018
Prova: 20/05/2018 – no turno da tarde

O IFRS
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) é uma instituição federal de ensino público e gratuito. Conta com cerca de 20 mil alunos e mais de 200 opções de Cursos Técnicos e Superiores de diferentes modalidades em vários municípios do Estado. Oferece também Cursos de Pós-graduação e dos Programas do governo federal.
O IFRS atua com uma estrutura multicampi. Possui os campi de Alvorada, Bento Gonçalves, Canoas, Caxias do Sul, Erechim, Farroupilha, Feliz, Ibirubá, Osório, Porto Alegre, Restinga (Porto Alegre), Rio Grande, Rolante, Sertão, Vacaria, Veranópolis e Viamão. Entre seus objetivos está promover a educação profissional e tecnológica de excelência e impulsionar o desenvolvimento sustentável das regiões.
Foi criado em 29 de dezembro de 2008, pela lei 11.892, e pertence à Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. A Reitoria está localizada em Bento Gonçalves. Saiba mais no endereço eletrônico www.ifrs.edu.br.

Itacir Pozza é reeleito presidente da Cooperativa Vinícola Aurora

Itacir Pedro Pozza foi reeleito presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Vinícola Aurora, para exercer o cargo pelo terceiro biênio consecutivo.
Integram a chapa vencedora o vice-presidente Sérgio Moret (reeleito para o mesmo cargo que exerceu nos últimos dois anos) e o estreante Uilson Roberto de Carvalho como secretário.
A eleição aconteceu nesta quarta-feira (dia 4), desde as 8h, na sede da Aurora, em Bento Gonçalves.
Com propriedade em Pinto Bandeira, Pozza foi eleito pela primeira vez para o biênio 2014-2016. Nesse período, sua gestão foi marcada pela quitação, antecipada em 4 anos, da grande dívida para o pool de bancos, que a Aurora vinha pagando desde o ano 2000. Com a empresa livre dessa dívida, o segundo mandato de Pozza deu ênfase a investimentos mais ousados, como o projeto da construção da nova fábrica no Vale dos Vinhedos (com previsão de funcionamento em 2019), a introdução de BINs nas propriedades dos associados e de dois robôs no recebimento de uvas, que estrearam no início deste ano.

Guia Descorchados 2018 indica 4 espumantes da Vinícola Aurora

O espumante Aurora Extra Brut Pinto Bandeira Método Tradicional (I.P.), com 90 pontos, está entre os destaques da região e entre os melhores extra brut do país nessa edição, que será lançada nesta terça-feira, em evento em São Paulo

 

A Vinícola Aurora, maior e mais premiada vinícola do Brasil, irá participar do evento apresentando o espumante Aurora Extra Brut Pinto Bandeira Método Tradicional (I.P.), que recebeu 90 pontos no Guia Descorchados edição 2018.
Esse espumante entra na publicação como um dos grandes destaques da região de Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha e como um dos melhores extra brut do país.
Outros 3 espumantes da vinícola figuram entre os indicados no Descorchados deste ano: Aurora Moscatel, Aurora Procedências Brut Chardonnay e Aurora Procedências Brut Rosé (88, 86 e 85 pontos respectivamente).
O Guia Descorchados, do enólogo chileno Patrício Tapias, chega à sua 20ª edição, trazendo os melhores rótulos da América do Sul.

II Fórum de Debate pontua demandas do setor vitivinícola

Documento com as principais reivindicações da cadeia produtiva da uva e do vinho foi elaborado durante o evento promovido pela Câmara de Vereadores de Monte Belo do Sul e Parlamento Regional da Serra Gaúcha na sexta-feira (6)

Uma Carta Aberta pontuando as principais reivindicações da cadeia produtiva da uva e do vinho foi elaborada durante o II Fórum de Debate do Setor Vitivinícola na tarde de sexta-feira (6) em Monte Belo do Sul.
O documento foi elaborado após o pronunciamento das autoridades e uma contextualização do setor. Representantes do Sindivinho/RS (Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivados da Uva e do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul), Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), Embrapa Uva e Vinho e Comissão Interestadual da Uva apresentaram um panorama sobre as principais dificuldades na produção e comercialização de vinhos e sucos de uva e os desafios da vitivinicultura gaúcha.
O documento levou em consideração, as manifestações de lideranças políticas e institucionais ligadas ao tema, bem como agricultores que estavam no evento durante o debate mediado pelo coordenador da 16ª CRE Leonir Razzador.
Entre as solicitações descritas na carta, estão:
-Dar competitividade ao vinho nacional, frente às facilidades tributárias existentes aos vinhos importados, revisando a questão tributária atinente e potencializar a divulgação ao incentivo do consumo de vinhos nacionais;
– Aprimorar as regras para a elaboração de sucos e vinhos coloniais;
– Fortalecer o enoturismo, criando políticas públicas que incluam o turismo e a cultura para alavancar o desenvolvimento das propriedades rurais;
– Priorizar a real valorização à qualidade da produção da uva;
– Disponibilizar recursos financeiros e técnicos para a conversão de parreirais em termos de melhoria de qualidade e consonância dos mercados consumidores, a partir de política agrícola;
– Disponibilizar recursos financeiros para a modernização da produção das pequenas vinícolas;
– Reformular a Lei Federal n. 7.678/1988, a qual trata da produção, circulação e comercialização do vinho e derivados da uva e do vinho;
– Fortalecer a assistência técnica específica para a cadeia produtiva da uva e do vinho;
– Retomar e ampliar o subsídio para o seguro agrícola por parte do Governo Federal, especialmente para a cadeia vitivinícola;
– Uniformizar as alíquotas de impostos entre os Estados;
– Incluir o suco de uva na cesta básica;
– Reduzir o ICMS e o IPI incidentes sobre o vinho;
– Disponibilizar financiamentos para a modernização da vitivinicultura para fortalecer a qualidade da uva, do vinho e da pesquisa em cadeia de relacionamento;
– Fortalecer culturas regionais;
– Diminuir os impostos sobre os implementos, insumos e máquinas, especialmente os importados;
– Valorizar o preço mínimo da uva em consonância com os custos de produção;
– Reduzir a incidência de impostos sobre o suco de uva por se tratar de alimento.
– E, por fim, além da exclusão do vinho do Regime de Substituição Tributária sobre a cadeia produtiva do vinho, que o Estado do Rio Grande do Sul seja protagonista junto ao Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) na demonstração de que a Substituição Tributária é danosa para o setor vitivinícola e para o erário público.
– Sugere-se ainda, a criação de uma comissão de acompanhamento trimestral dessas pautas, integradas pelas representações políticas e institucionais do setor.
O Fórum foi uma proposição do Vereador Onecimo Pauleti. Participaram do Fórum o presidente da Câmara Municipal de Monte Belo do Sul vereador Onécimo Pauletti, o presidente da Câmara Municipal de Bento Gonçalves e do Parlamento Regional, vereador Moisés Scussel Neto, presidente da deputado estadual, Élton Weber, coordenador da Frente Parlamentar da Vitivinicultura e Fruticultura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o deputado federal Afonso Hamm que preside a Frente Parlamentar de Defesa e Valorização da Produção Nacional de Uvas, Vinhos, Espumantes e Derivados da Câmara dos Deputados, o deputado federal Alceu Moreira, autor do projeto de Regulamentação do Vinho Colonial, o chefe de gabinete do deputado estadual Gilmar Sossella, Artur Alexandre Souto, o prefeito de Monte Belo do Sul, Adenir José Dallé.
Participaram também do evento os vereadores do Legislativo de Monte Belo do Sul, Nilso Cavaleri, Silvio Cesca, Aristides Fantin, Lademir Moro, Adair Cecconi, Lauro Ricieri Bazzanella, Norberto Possamai e Nelsa Berselli Cecconi.
Prefeitos, presidentes e vereadores das Câmaras Municipais dos municípios da região, bem como dirigentes do IFRS, Sindicatos, Emater, Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, também marcaram presença.
O Presidente da Câmara Municipal de Monte Belo do Sul, vereador Onecimo Pauleti, destacou que “Nossa missão é fortalecer a cadeia produtiva da uva, do vinho e derivados, buscando alternativas para melhorar a competitividade dos produtos vinícolas brasileiros nos mercados interno e externo, além de fazer com que os jovens continuem no campo” completou. Para ele, este momento serviu para mostrar aos produtores que esforços estão sendo feitos em prol ao setor da cadeia produtiva da uva e do vinho da região.

Ministro interino do Mapa propõe criação de um Plano de Desenvolvimento da Vitivinicultura Nacional

Eumar Novacki se reuniu com dirigentes do setor nesta terça-feira (10) e ouviu pleitos como a implantação do cadastro nacional e pedido de recursos para financiamento da safra com juros reduzidos

 

Legenda: Ministro interino se reuniu com dirigentes e empresários no auditório da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves Foto: Cassiano Farina

A implantação de um Plano de Desenvolvimento da Vitivinicultura Nacional e do Cadastro Vitivinícola Nacional, a busca de recursos com juros reduzidos para o custeio da safra da uva e necessidade de maior fiscalização de vinhos, em especial os importados, foram alguns dos assuntos apresentados por dirigentes do setor vitivinícola ao secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki. O encontro ocorreu nesta terça-feira (10), em agenda que incluiu visita à sede da Embrapa Uva e Vinho e em vinícolas do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.
Novacki, que assumiu interinamente a titularidade da pasta em função de viagem do ministro Blairo Maggi, foi quem propôs a criação de um Plano de Desenvolvimento da Vitivinicultura Nacional que integre todos os estados produtores de uva e vinho e que ajude na promoção do vinho brasileiro. “Para isso é fundamental que tenhamos dados da produção e da comercialização de todo o país, para pensarmos em estratégicas setoriais mais amplas e, por isso, reforço o compromisso de darmos continuidade a esse processo de implementação de um cadastro nacional”, garantiu. O secretário executivo adiantou que o ministério também defenderá junto ao governo que se viabilize o financiamento da safra e mecanismos para o escoamento de excedentes de produção, demandas apontadas como prioritárias pelos dirigentes durante a reunião.
O presidente do Ibravin, Oscar Ló, lembrou que os últimos dois anos foram de dificuldades para o setor, com uma quebra de safra de 57% em 2016, seguida de colheita recorde em 2017 e com entraves na comercialização. “Precisamos de medidas para destravar esse ciclo e voltarmos a crescer no mercado. Temos problemas de competividade com os vinhos importados, especialmente do Chile e dos países do Mercosul, que têm um custo de produção mais baixo e que entram no país livres de taxas de importação”, disse.
Para o financiamento da safra, os dirigentes solicitaram a disponibilização R$ 400 milhões para o financiamento de estocagem e comercialização, além da redução das taxas dos créditos agrícolas em índices compatíveis com a redução da Taxa Selic.
Estiveram presentes na agenda, ainda, o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, o diretor de Relações Institucionais do Ibravin, Carlos Paviani, o vice-presidente do Ibravin, Marcio Ferrari, o deputado estadual e ex-secretário da Agricultura do Ernani Polo, o secretário de Administração e Governo de Bento Gonçalves, Ênio de Paris, o superintendente do Mapa no RS, Bernardo Todeschini, além de dirigentes e empresários do setor vitivinícola.