Congresso Latino-Americano de Enoturismo dá largada à programação com ampla representatividade internacional

Painelistas e participantes do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Estados Unidos e Portugal estarão reunidos no Vale dos Vinhedos discorrendo sobre a atividade. A Master of Wine Liz Thach abre o segundo dia do evento com case de Sonoma e Napa Valley

 

Primeiro dia do Congresso Latino-Americano de Enoturismo teve boas-vindas realizada pelo vice-presidente do Ibravin, Marcio Ferrari. Crédito: Roberto Furtado/Ibravin

A Master of Wine Liz Thach mostrará dados de um dos mais conhecidos roteiros de enoturismo das Américas. Crédito: Sonoma State University

Trocar experiências, debater políticas públicas, conhecer estratégias comerciais e estudar casos regionais e internacionais para qualificar os empreendimentos e os serviços prestados a fim de desenvolver toda a região onde o turismo ligado ao vinho tem potencial de ser realizado. Esse é um dos propósitos da sétima edição do Congresso Latino-Americano de Enoturismo, que iniciou hoje (27), no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, e será encerrado no sábado, dia 30 de junho.
Amanhã (28), a Master of Wine Liz Thach apresentará de que forma os vales de Napa e Sonoma se transformaram em um dos principais e mais populares roteiros de enoturismo das Américas (leia entrevista abaixo).
Com o tema “Território, Vinho e Turismo: harmonização que dá certo”, a programação do evento contempla 18 explanações, entre conferências, painéis, apresentações de cases e picths (apresentações compactas sobre um empreendimento específico), além de quatro visitas técnicas por roteiros da região e o evento Wine Festival, na sexta-feira à noite, que marcará o encerramento das palestras com vinhos, música, comida e a confraternização entre os participantes e a comunidade.
“O Enoturismo é umas principais ferramentas para o fortalecimento do setor vitivinícola. Cerca de 30% das vinícolas já possuem atrativos turísticos e, destas, 90% são micro e pequenas empresas. Nestes empreendimentos, mais de 40% da receita provém da venda direta aos turistas”, comentou Marcio Ferrari, vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), uma das entidades realizadoras do evento. O dirigente destacou que, desde 2016, com a criação do Comitê de Enoturismo e posteriormente com o apoio à Aenotur, o Ibravin vem ampliando as ações voltadas à atividade, incluindo a realização do Congresso Latino-Americano neste ano, a viabilização do Dia do Vinho há uma década, dentre outras iniciativas.
Ivane Fávero, presidente da Associação Internacional do Enoturismo (Aenotur), entidade também promotora do Congresso, apresentou o histórico da associação, atualmente liderada pelo Brasil, e pontuou que o grande desafio é mesclar a oferta turística e ampliar para outras regiões produtoras brasileiras. De acordo com Ivane, a inclusão do enoturismo como um segmento importante no contexto turístico é recente e o Congresso tem como uma das metas a proposição de inovações na atividade, profissionalização e também integração e troca de experiências com outras regiões que estarão presentes nos painéis. “Se não trabalharmos a inovação, fazer mais do mesmo não é competitivo em lugar nenhum no mundo. Temos que trabalhar o composto da oferta turística. Precisamos fazer mais parcerias”, sintetizou.
O representante do governo do Rio Grande do Sul, o secretário da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Victor Hugo Alves da Silva, elogiou a iniciativa de trazer ao Estado o Congresso. Segundo ele, o enoturismo é uma mostra de um estado que dá certo, que gera emprego e renda. “Estamos levando as paisagens do enoturismo gaúcho em todos os eventos que participamos, ajudando também na divulgação deste potencial. Enquanto estamos aqui, muitas pessoas estão planejando suas viagens e essa troca de experiências é fundamental para que o enoturismo gaúcho esteja entre as opções, como um ótimo destino, com grandes vinhos, paisagens maravilhosas e a receptividade que já é uma marca do nosso povo”, ressaltou.

A receita californiana para desenvolvimento do enoturismo
Amanhã (28), um dos pontos altos da programação será a palestra da Master of Wine americana Liz Thach. Ela abrirá o segundo dia do Congresso discorrendo sobre como o Napa e o Sonoma Valleys se transformaram em um dos principais e mais populares roteiros de enoturismo das Américas e de que forma o setor vinícola soube aproveitar a atividade para potencializar seus negócios.
Liz Thach é uma das 370 profissionais no mundo com o título de Master of Wine. A expert leciona as disciplinas de Administração e Vinhos da Sonoma State Universtity tanto para cursos de graduação como de MBA. Tem publicados mais de 130 artigos acadêmicos, além de oito livros sobre o tema, entre eles Best Practices in Global Wine Tourism (Melhores Práticas em Enoturismo Global). A californiana, jurada em diversos concursos e premiações vinícolas internacionais, é residente em Sonoma, onde cultiva um pequeno parreiral e elabora seu próprio Pinot Noir.

Confira a entrevista feita com a Master of Wine, no qual ela pontua algumas questões que abordará na palestra a ser proferida durante o Congresso:

1. Como pode ser medida a importância do enoturismo para o setor vitivinícola, bem como para a região onde é desenvolvida?
O enoturismo é um motor econômico na maioria dos principais países produtores de vinho. Por exemplo, nos Estados Unidos, as receitas oriundas do turismo da atividade foram de US$ 17,6 bilhões, com 43 milhões de turistas visitando as vinícolas americanas em 2017, de acordo com estudo encomendado pela Wine America e conduzido pela John Dunham & Associates de Nova York. Na Califórnia, a indústria do vinho emprega 325 mil californianos e fatura US$ 57,6 bilhões anualmente. A melhor maneira de avaliar os resultados do enoturismo é realizar estudos para determinar o número de turistas que visitam a cada ano, a quantidade média de gastos feitos por eles e o impacto econômico na região.

2. O vinho por si só é suficientemente atrativo para levar turistas para uma região?
A maioria das pesquisas sobre enoturismo indica que é importante que uma região tenha outras atrações turísticas próximas, em vez de apenas o vinho. Por exemplo, Napa e Sonoma são muito próximas de São Francisco, que é uma grande cidade turística. A região da Borgonha, na França, fica a três horas de carro ao Sul de Paris, mas ainda tem muitos edifícios arquitetônicos e museus da Unesco que atraem turistas, além de trilhas para caminhada e restaurantes com estrelas Michelin.

3. O enoturismo tem algum diferencial com outras modalidades turísticas? E o que tem em comum?
O enoturismo está intimamente relacionado ao turismo culinário, ecoturismo, agroturismo e, em alguns lugares, como Central Otago, na Nova Zelândia, está ligado ao turismo de aventura. Para locais com SPAs e campos de golfe, o turismo do vinho pode ser vinculado à saúde e ao turismo esportivo, por exemplo.

4. Existe algum efeito negativo dessa atividade?
Se muitos turistas chegam a uma região de enoturismo e a infraestrutura (hotéis, restaurantes, estacionamento, polícia, médicos, etc.) ainda não está preparada de forma eficaz, então pode ser muito frustrante para as pessoas que vivem lá. Além disso, muito tráfego pode criar poluição ambiental e sonora. Napa Valley e Sonoma tem sofrido com alguns desses problemas.

5. No caso de Napa, quais foram as estratégias aplicadas para consolidar a região como um destino turístico?
Napa Valley é considerada uma das regiões de enoturismo mais bem sucedidas do mundo. Eles conseguiram isso principalmente através da alta qualidade do vinho, belas paisagens e esforços colaborativos entre vinícolas, empresas e outras partes interessadas. O Napa Valley Vintners (NVV) é uma organização que ajudou a liderar grande parte desse arranjo, e eles continuam a fazê-lo hoje trabalhando de perto com os vinicultores e principais interessados, desenvolvendo programas regionais de promoção e realizando atividades de captação de recursos, como o leilão de vinhos do Napa Valley.

Daniel Amadio no time defrente da Fecomércio RS

Presidente do Sindilojas Regional Bento e do Observatório Social de Bento Gonçalves, empresário assume vice-presidência da Federação na segunda, 2 de julho

Daniel Amadioassume vice-presidência da Federação Foto: Foto: Camila Barth

O comércio da base territorial do Sindilojas Regional Bento ganha voz junto a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS). A partir de segunda-feira, 2 de julho, o empresário Daniel Amadio, assume a vice-presidência da Federação tendo como uma de suas principais bandeiras o combate à informalidade no varejo. A posse festiva será dia 23 de julho, no Plaza São Rafael.
Recentemente reconduzido à presidência do Sindilojas Regional Bento, Amadio também acumula a função de presidir o Observatório Social de Bento Gonçalves. A forte atuação à frente do comércio varejista lhe rendeu a confiança e o convite do presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, para integrar o seleto grupo de vice-presidentes formado por lideranças estaduais. “É uma honra poder representar e defender os interesses do comércio integrando uma entidade tão forte como a Fecomércio, com expressão junto ao governo estadual e federal”, ressalta.
O primeiro dia como vice-presidente da Fecomércio-RS será de muito trabalho para Amadio. Logo após a posse administrativa, programada para as 8h30min, a agenda será de eleição dos Conselhos Setoriais, entrega de material de apoio e alinhamento de ações para o início de um trabalho que terá a duração de 4 anos. Além disso, o empresário também acumulará a função de coordenador da Comissão de Combate à Informalidade com foco nas feiras itinerantes, ambulantes, contrabando e pirataria. “Este trabalho iniciou no ano passado com o apoio do deputado estadual Ronaldo Santini. Nossa expectativa é que o Projeto de Lei de regulamentação possa entrar em votação ainda este ano”, explica. Amadio destaca que este modelo de comissão é exemplo para o país. “O tema vem sendo discutido com unidades de outros estados com o objetivo de formar uma rede de trabalho capaz de fortalecer o assunto, agilizando a regulamentação”, esclarece.
O Sindilojas Regional Bento representa os municípios de Barão, Bento Gonçalves, Boa Vista do Sul, Carlos Barbosa, Coronel Pilar, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira, Santa Tereza, São Pedro da Serra e São Valentim do Sul. Hoje, o comércio de bens e serviços compõem 52,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O Sistema Fecomércio-RS opera junto a 570 mil estabelecimentos, responsáveis por cerca de 1 milhão e 600 mil empregos formais no Estado.

Sicredi Serrana – Inscrições para o Fundo Social encerram nesta semana

Mais de 100 projetos já foram cadastrados e serão avaliados pelos Coordenadores de Núcleo da Cooperativa

Aprovado em assembleia pelos associados neste ano, o Fundo Social é uma das grandes novidades da Sicredi Serrana para fomentar ainda mais o desenvolvimento da região. As inscrições para participar da seleção de se estende até este sábado, 30 de junho, exclusivamente através do site www.sicrediserrana.com.br.
O Fundo Social é mais uma contribuição dos associados para a sociedade e faz refletir sobre o papel de transformação social de uma Cooperativa de Crédito. Deliberado em assembleia, está disponível para apoiar projetos de organizações sem fins lucrativos, como escolas, entidades e associações também associadas à Sicredi Serrana. Os projetos devem ter iniciativas focadas em Educação e Cultura da nossa região.
A inscrição podem ser realizadas através do site da Sicredi Serrana
(www.sicrediserrana.com.br) até sábado, dia 30 de junho. Após as inscrições, os projetos passarão pelos critérios de seleção e serão deliberados pelos Coordenadores de Núcleo. Em agosto, ocorrerá o evento para a entrega dos incentivos aos projetos selecionados.
Para saber mais, os interessados podem solicitar o regulamento nas agências da Sicredi Serrana ou acessar o site da Cooperativa para conferir todas as informações.

Qualidade marca a safra de uva 2018 no Rio Grande do Sul

Foram colhidos 663,2 milhões de quilos de uvas destinados ao processamento de produtos vinícolas. Estado gaúcho responde por 90% da produção nacional

Isabel, Bordô e Niágara branca (americanas e híbridas) e Moscato branco, Merlot e Chardonnay (Vitis viniferas) foram as variedades que apresentaram maior produtividade nesta safra Crédito: Dandy Marchetti/Ibravin

Festejada pelos vitivinicultores como uma das melhores safras de uva da década em termos de qualidade, a colheita 2018 contabilizou o ingresso de 663,2 milhões de quilos da fruta nas vinícolas gaúchas. O volume, considerado dentro da normalidade histórica, é 12% menor que a vindima anterior. Do total, 597.699.541 foram de uvas americanas e híbridas e 65.540.421 de Vitis viniferas. Nesta safra, 113 variedades de uva foram colhidas em 129 municípios do Rio Grande do Sul, com processamento realizado em 64 cidades do Estado. Assim como nos últimos seis anos, 50% da produção foi destinada à elaboração de suco.
Marcio Ferrari, vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e coordenador da Comissão Interestadual da Uva, explica que a queda na produção já era esperada, devido, principalmente, a supersafra de 2017 – a maior da história –, quando foram colhidos 753,2 milhões de quilos de uva para processamento. “Naturalmente, depois de uma colheita muito grande a parreira fica debilitada, sofrendo uma redução na produção. Também tivemos poucas horas de frio no inverno de 2017, o que fez com ela brotasse menos e, consequentemente, diminuísse o volume”, assinala.
O dirigente ressalta, ainda, a importância de uma boa matéria-prima para que os rótulos brasileiros continuem se destacando no mercado interno e no Exterior. “A qualidade desta safra se mostrou muito superior, tanto para os viticultores que vendem a uva para o processamento, como os que comercializam in natura. Quando falamos em qualidade é importante ressaltar que não levamos apenas em consideração a graduação de açúcar (brix), mas a sanidade e a cor da fruta. São esses três fatores que irão resultar em produtos de excelência”, pontua.
O presidente do Ibravin, Oscar Ló, concorda com a avaliação do vice-presidente da entidade, elogiando a qualidade da matéria-prima para a elaboração de vinhos, espumantes e sucos de uva. “Será uma safra de referência, especialmente para os vinhos tintos de guarda. A nossa expectativa é que reflita positivamente no setor, ajudando impulsionar as vendas”, acrescenta.
Entre as cultivares com maior produtividade neste ano no Estado estão a Isabel, Bordô e Niágara branca, entre as americanas e híbridas, e a Moscato branco, Merlot e Chardonnay, nas Vitis viniferas. “Pelos números, a variedade Bordô mostrou um crescimento no volume, se aproximando mais da produção da Isabel, pois é uma uva mais rentável, que vem sendo bastante solicitada para a produção de suco. Também percebemos uma grande produção da Niágara, que praticamente não tinha produzido na safra passada”, explica Ferrari.
Flores da Cunha foi cidade que mais produziu uvas para processamento. Já Bento Gonçalves teve o maior volume de vinificação. Neste ano, a safra de uva começou na segunda quinzena de dezembro, no Vale dos Vinhedos, e encerrou no início de abril, nos Campos de Cima da Serra, região de maior altitude no Rio Grande do Sul. O Estado responde por 90% das uvas para processamento no Brasil.

18ª Jornada da Viticultura Gaúcha
Os dados da safra 2018 serão apresentados na 18ª Jornada da Viticultura Gaúcha, nesta quarta-feira (27), a partir das 8h30min, no Salão da Comunidade de Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves. A programação inclui a história da Comissão Interestadual da Uva, explanação sobre as conquistas e as atuais reivindicações setoriais, assistência técnica para otimização dos custos de produção e as perspectivas climáticas para a próxima safra (programação completa em anexo).

Dados da safra de uva para processamento 2018:
Total processado: 663.239.961 quilos de uva
– Uvas americanas e híbridas: 597.699.541 (90%)
– Vitis viniferas: 65.540.421 (10%)

Destino das uvas:
– Vinhos e derivados: 50%
– Sucos e derivados: 50%

Vinícolas ativas no Rio Grande do Sul: 682
Vinícolas que processaram uvas em 2018: 410

Total de municípios que produziram uvas para processamento: 129
Total de municípios que processaram uva: 64

Principais cultivares americanas e híbridas: Isabel (216.376.954 quilos), Bordô (158.499.677 quilos) e Niágara branca (43.018.822 quilos)
Principais cultivares Vitis vinifera: Moscato branco (11.170.250 quilos), Merlot (6.201.038 quilos) e Chardonnay (6.052.520 quilos)

As safras anteriores*:
Ano      Volume (milhões de kg)
2011     709,6
2012    696,9
2013    611,3
2014    606,1
2015    702,9
2016    300,3
2017    753,2
* Uvas para processamento de vinhos, espumantes, sucos e derivados. Dados referentes ao Rio Grande do Sul, provenientes do Cadastro Vitícola, mantido por meio de parceria entre Ibravin e Embrapa Uva e Vinho, com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis).

MUNICÍPIOS COM MAIOR PRODUÇÃO
Flores da Cunha 100.955.699 quilos
Bento Gonçalves 98.519.420 quilos
Farroupilha 58.824.662 quilos
Caxias do Sul 54.376.210 quilo
Garibaldi 46.018.252 quilos

MUNICÍPIOS COM MAIOR PROCESSAMENTO
Bento Gonçalves 214.034.814 quilos
Flores da Cunha 171.074.079 quilos
Caxias do Sul 57.558.581 quilos
Farroupilha 56.296.016 quilos
Garibaldi 36.064.892 quilos

DEPOIMENTOS DAS REGIÕES PRODUTORAS DO RIO GRANDE DO SUL:
CAMPOS DE CIMA DA SERRA
PAULA SCHENATTO, enóloga:  “Foi uma excelente safra, como na maioria das regiões. A produção foi um pouco menor, devido as geadas na primavera, mas não chegamos a ter grandes prejuízos com isso, apenas uma pequena redução no volume. O consumidor pode esperar ótimos produtos dessa safra. Nos Campos de Cima, as variedades que mais se destacaram foram Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvingnon Blanc e Chardonnay.”

CAMPANHA GAÚCHA
CLORI PERUZZO, vitivinicultora e presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha:
“Tivemos pouca produção, mas com muita qualidade nas uvas. A falta de chuvas na época da maturação ajudou muito para que atingíssemos uma qualidade alta. Todas as castas superaram as expectativas, o que fará com que tenhamos vinhos ainda melhores do que os dos últimos anos.”

SERRA DO SUDESTE
ANTONIO CZARNOBAY, enólogo:  “Foi uma safra complicada em termos de volume. Tivemos problemas de chuva na floração e depois, quando o cacho já estava formado, com o vento e grazino. Tivemos muitas perdas no volume. Entretanto, no quesito qualidade, foi muito, muito bem. A Chardonnay, Merlot e Touriga tiveram um resultado bem interessante. Acredito que a última safra que tivemos tão boa quanto essa foi a de 2012.”

SERRA GAÚCHA
OLIR SCHIVENIN, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Flores da Cunha e Nova Pádua:
“Apesar de não termos tido um inverno tão rigoroso, avalio a safra como sendo muito positiva, superando as expectativas. Tivemos um bom volume e a qualidade foi muito boa, principalmente a bordô, que é uma das mais produzida. O sabor, o aroma, a cor e graduação estão excelentes. Temos tudo para ter a melhor safra da década ou da história da vitivinicultura.”

Manejo da Cultura do pêssego e ameixa reúne produtores em tarde de campo em Pinto Bandeira

Durante a Tarde de Campo sobre Manejo da Cultura do Pessegueiro e Ameixeira, promovida pela Emater-RS/Ascar no dia 05 de junho em Pinto Bandeira, na propriedade das famílias Nestor Rubbo e Ivanir Rubbo, os produtores receberam uma boa notícia: vão poder continuar contando com o “Sistema de Monitoramento e Alerta no Controle da Mosca-das-frutas – Serra Gaúcha” para a safra 2018.
Implantado em 2017, numa parceria entre Emater e Embrapa, o sistema monitora os pomares de pêssego dos municípios de Bento Gonçalves, Pinto Bandeira e Farroupilha e disponibiliza, semanalmente de forma gratuita, via WhatsAPP e Internet, o Boletim Informativo sobre a presença da praga e medidas de controle adequadas a cada momento, durante a Safra (agosto a janeiro) .
A tarde foi dividida em quatro estações, com os temas: Tratamento de inverno em frutíferas de clima temperado; Plantas de cobertura de solo; Sistema de Alerta da Mosca-das-Frutas e Projeto de construção de depósitos de agrotóxicos.
No encontro, os engenheiros agrônomos da Emater/RS-Ascar, Alexandre Frozza e Melissa Bock, falaram sobre tratamento de inverno em frutíferas de clima temperado. Eles ressaltaram a importância de fazer os manejos pós-colheita nos pomares, como a poda de ramos secos e ladrões e a posterior aplicação de pasta bordalesa ou tinta plástica para proteção dos cortes. Também salientaram a importância de continuar com os tratamentos de fungicidas para manter as folhas das frutíferas por mais tempo, para que acumulem reservas para o próximo ciclo e, especialmente, os benefícios do tratamento de inverno com o uso da calda sulfocálcica e calda bordalesa, para manter a sanidade do pomar e diminuir a fonte de inóculo de pragas e doenças, evitando danos à próxima safra.
Em outra estação, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Enio Ângelo Todeschini, abordou as plantas de cobertura do solo e sua importância para a proteção contra os efeitos danosos da erosão, bem como para a preservação e incremento da fertilidade do solo. Apresentou, ainda, os benefícios do consórcio de espécies de diversas famílias botânicas, destacando-se as gramíneas, brássicas e leguminosas.
Outro assunto tratado por Todeschini foram as Boas Práticas Agrícolas, com destaque para o depósito de agrotóxicos, uma vez que toda propriedade que utiliza esses insumos deve ter um depósito. “Entende-se esse desembolso muito mais como um investimento do que como uma despesa para a família rural, porque traz grandes benefícios à organização da propriedade e à segurança dos integrantes da família, do aplicador, dos animais domésticos e do meio ambiente”, frisou Todeschini. Segundo ele, a Emater/RS-Ascar desenvolveu um projeto de depósito de agrotóxicos bastante simples, funcional e acessível economicamente, que atende a estas necessidades. Os interessados podem procurar o Escritório da Emater/RS-Ascar no seu município para conhecer o projeto e receber orientações quanto à execução.
A última estação foi apresentada pelo Dr. Marcos Botton, onde falou da importância do projeto do Sistema de Alerta da Mosca-das-Frutas e que este terá continuidade no ano de 2018 para auxiliar os produtores no controle efetivo da praga e melhoria na qualidade dos frutos. Quem tiver interesse em participar do programa entre em contato com a Emater dos municípios que fazer parte do mesmo. “Os resultados obtidos foram excelentes. Já estamos com mais de cento e vinte assinantes e conforme consulta que realizamos. A grande maioria dos produtores vê no sistema uma forma adicional de receber orientações técnicas que auxiliam o cultivo”, pontuou Marcos Botton, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, que coordena a ação. Ele destacou que para receber as informações, basta preencher o cadastro no endereço: https://www.embrapa.br/sistema-de-alerta.

Curso de turismo rural é realizado no município de Monte Belo do Sul

Teve início em Monte Belo do Sul o Programa de Turismo Rural do SENAR em parceria com Sindicato Rural da Serra Gaúcha e Prefeitura Municipal. Realizado pela instrutora Gladis Pippi, o curso tem por objetivo identificar e implantar negócios de turismo rural, tem um total de 09 módulos.
O programa é dividido em módulos que abordam conhecimentos sobre potencialidade e oportunidade de negócios turísticos no meio rural; sustentabilidade, oportunidade e desenvolvimento de produtos e negócios turísticos; prevenção de acidentes no ambiente rural; condução de turismo; hospedagem em áreas rurais e atendimento ao cliente; meios de alimentação e comercialização de produtos e negócios turísticos no meio rural.
“Os participantes serão qualificados para uma nova oportunidade de negócios, fomentando o turismo rural em toda a região, que possui um grande potencial de beleza e muitas curiosidades”, ressaltou a instrutora do programa Gladis Pippi.
A característica básica da capacitação é a de agregar valor à propriedade rural e aos produtos e culturas existentes na região, aliados às habilidades e vocações do produtor rural e sua família.
O programa qualificará 11 empreendedores de turismo. A participante Marcela De Mari mostrou animada com as explicações e conhecimentos repassados durante a qualificação. Para ela, o curso acrescentará novos conhecimentos, novas amizades e certamente uma organização profissional para seus negócios e um melhor atendimento aos seus clientes.

Prévia da divisão do ICMS aponta crescimento do Município de Monte Belo do Sul

A Receita Estadual divulgou a prévia da distribuição de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para 2019. Na relação, Monte Belo do Sul aparece com variação positiva no Índice de Participação dos Municípios (IPM), de 2018 para 2019, com crescimento de 8,5%, ocupando a 2ª posição em tabela que mensura o índice de todos os municípios da região da AMESNE (Atrás apenas do município de Carlos Barbosa, em um total de 35 municípios).
Em 2017, o ICMS representou aproximadamente 25% da arrecadação total do município. O valor é apurado pela Secretaria da Fazenda do Estado com base no desempenho médio da economia local entre os anos de 2016 e 2017. O IPM provisório sinaliza como serão repartidos os cerca de R$ 7 bilhões entre as 497 prefeituras ao longo do próximo ano.
O Prefeito Adenir José Dallé enfatiza a importância desta retomada do crescimento econômico do Município, uma vez que o índice vinha em constante queda desde o ano de 2012, acumulando um déficit de aproximadamente 30% nos últimos 05 anos.

Uso de herbicida 2,4-d acende sinal de alerta na viticultura da Serra Gaúcha

Você já ouviu falar no 2,4-D? Então, trata-se de um herbicida utilizado para controlar plantas daninhas, que acabam interferindo no desenvolvimento da lavoura por competirem pelos nutrientes, luz e água, presentes no solo. É muito utilizado na soja. Além do Brasil, mais de 70 países utilizam o produto atualmente. Entretanto, o que é bom para a soja, tem interferido em pomares e vinhedos, gerando prejuízos.
Desde 2015, o debate sobre o tema vem sendo levado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) junto com entidades ligadas a cadeia produtiva da uva, às esferas públicas pertinentes sem que uma solução efetiva ainda tenha sido tomada.
O diretor executivo da Fecovinho (Federação das Cooperativas Vinícolas do RS), Hélio Marchioro, diz que o herbicida “que de uma forma ajuda produtores a diminuir os impactos das ervas daninhas, tem trazido resultados nocivos à fruticultura”.
Ele destaca que são vários locais afetados, especialmente no Noroeste e Campanha Gaúcha. Cidades como Bagé, Dom Pedrito, Santo Ângelo, Criciumal, Tucunduva, entre outras, já são registrados ataques.
Mas um núcleo que está sendo mais afetado é a região de Jaguari. “Lá tem uma histórica produção de colônia italiana e pequenas cantinas já fecharam. Temos ainda uma cooperativa resistindo (Cooperativa Agrária São José), que está tendo que importar uvas de outras regiões, porque os produtores não conseguem mais produzir”, acrescentou Hélio.
Outro ponto preocupante, é que 30% do agrotóxico no País são contrabandeados. Muitos produtores estão intoxicando o solo sem se dar conta, conforme ainda levantamento das entidades.

Serra
Hélio Marchioro diz que o problema já chegou na Serra Gaúcha. Em localidades como São Marcos, Vacaria, Campestre da Serra, Ipê, Antônio Prado, onde já se produzem hortigranjeiros e soja, é necessário tomar uma atitude séria.
“Os hortigranjeiros estão usando 2,4 D como herbicidas. Imaginem como está evoluindo para um lado que chega direto no alimento e na mesa. Está sendo usado não só na soja, mas em vários outros produtos”, disse ainda.
Debate Estadual
Existe no Estado o Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCIA) – iniciativa do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério Público do Estado (MP/RS) – que realiza encontros com a sociedade para discutir os impactos do uso de agrotóxicos na saúde.
A Promotora Annelise Monteiro Steigleder, da Promotoria de Justiça em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, lembrou que já tramita “na Promotoria de Justiça de Bagé, desde 2015, um inquérito civil direcionado aos municípios de Hulha Negra e Candiota, onde já foram constatados danos ambientais”, comentou.
O inquérito foi remetido para o Estado, onde a Promotoria já inclusive discutiu o assunto com o próprio Ibravin e Secretaria Estadual da Agricultura.
“Ainda não se sabem os impactos, há necessidade de um aprofundamento técnico no sentido de tentarmos estabelecer normativas mais rígidas. Ainda não temos um posicionamento firmado de quais seriam estas medidas”, reforçou a promotora.
Ela encerrou dizendo que “em curto prazo não sem tem uma providência. Em médio prazo penso que vamos consensualmente tentarmos uma melhoria no âmbito da regulamentação”, encerrou.
Fonte: Felipe Machado – Central de Jornalismo da Difusora

Divulgação do Guia Turístico de Monte Belo do Sul prevista para o final deste ano

No encontro, foram discutidas informações sobre a estrutura do Guia Turístico, processo de criação e desenvolvimento, participação dos empreendimentos e futuras etapas que consagram o Projeto de Desenvolvimento Turístico de Monte Belo do Sul. A divulgação do Guia Turístico está prevista para o final deste ano

Na noite da segunda-feira (25) no Auditório da Unidade Básica de Saúde, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Monte Belo do Sul se reuniu com os empreendedores do Município, a fim de tratar sobre a elaboração do Guia Turístico. Na oportunidade, estiveram presentes a Relações Públicas Amanda Peçanha Pamplona, da Pamplona Studio e Circle Lab, empresa que está auxiliando no Projeto de Identidade Visual do Turismo, e a Consultora Ivane Fávero.
No encontro, foram discutidas informações sobre a estrutura do Guia Turístico, processo de criação e desenvolvimento, participação dos empreendimentos e futuras etapas que consagram o Projeto de Desenvolvimento Turístico de Monte Belo do Sul. A divulgação do Guia Turístico está prevista para o final deste ano.
“A Administração Municipal vem se empenhando ao máximo para poder fazer com que o turismo se desenvolva de forma ordenada. Da mesma forma, vem incentivando os empreendedores a participar do processo. O guia é uma das ações que vem sendo trabalhadas no processo e que juntamente com a criação da logomarca, o site e a sinalização, serão o diferencial na divulgação de nossas potencialidades. Para tanto, é importante a participação de todos os que têm interesse de trabalhar o turismo, pois ele se constrói com a força da iniciativa privada e Poder Público, caminhando numa única direção.”

Alunas finalizam curso de “Bolachas e salgados caseiros” em Monte Belo do Sul

Na tarde da terça-feira, 19 de junho, mais uma turma encerrou o curso de ‘Bolachas e Salgados Caseiros, em Monte Belo do Sul. Na ocasião, as 12 participantes finalizaram o curso de “Bolachas e salgados caseiros”, ministrado durante dois dias pela instrutora do Senar, Iara Bargmann, onde as alunas obtiveram noções de higiene e saúde na manipulação de alimentos, preparação de ingredientes, desenvolvimento das receitas de bolachas doces, etc.
A ação é desenvolvida em parceria com o Senar – RS, a Prefeitura de Monte Belo do Sul e Sindicato Rural da Serra Gaúcha.
“A ideia é oferecer as famílias do campo oportunidades para que ele possa diversificar a capacidade de trabalho. Essa parceria com o SENAR e com as Prefeituras vem permitindo fortalecer a mão de obra e ampliar os serviços”, declarou o vice-presidente do Sindicato Rural, Claimar Zonta.