Manejo da Cultura do pêssego e ameixa reúne produtores em tarde de campo em Pinto Bandeira

Durante a Tarde de Campo sobre Manejo da Cultura do Pessegueiro e Ameixeira, promovida pela Emater-RS/Ascar no dia 05 de junho em Pinto Bandeira, na propriedade das famílias Nestor Rubbo e Ivanir Rubbo, os produtores receberam uma boa notícia: vão poder continuar contando com o “Sistema de Monitoramento e Alerta no Controle da Mosca-das-frutas – Serra Gaúcha” para a safra 2018.
Implantado em 2017, numa parceria entre Emater e Embrapa, o sistema monitora os pomares de pêssego dos municípios de Bento Gonçalves, Pinto Bandeira e Farroupilha e disponibiliza, semanalmente de forma gratuita, via WhatsAPP e Internet, o Boletim Informativo sobre a presença da praga e medidas de controle adequadas a cada momento, durante a Safra (agosto a janeiro) .
A tarde foi dividida em quatro estações, com os temas: Tratamento de inverno em frutíferas de clima temperado; Plantas de cobertura de solo; Sistema de Alerta da Mosca-das-Frutas e Projeto de construção de depósitos de agrotóxicos.
No encontro, os engenheiros agrônomos da Emater/RS-Ascar, Alexandre Frozza e Melissa Bock, falaram sobre tratamento de inverno em frutíferas de clima temperado. Eles ressaltaram a importância de fazer os manejos pós-colheita nos pomares, como a poda de ramos secos e ladrões e a posterior aplicação de pasta bordalesa ou tinta plástica para proteção dos cortes. Também salientaram a importância de continuar com os tratamentos de fungicidas para manter as folhas das frutíferas por mais tempo, para que acumulem reservas para o próximo ciclo e, especialmente, os benefícios do tratamento de inverno com o uso da calda sulfocálcica e calda bordalesa, para manter a sanidade do pomar e diminuir a fonte de inóculo de pragas e doenças, evitando danos à próxima safra.
Em outra estação, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Enio Ângelo Todeschini, abordou as plantas de cobertura do solo e sua importância para a proteção contra os efeitos danosos da erosão, bem como para a preservação e incremento da fertilidade do solo. Apresentou, ainda, os benefícios do consórcio de espécies de diversas famílias botânicas, destacando-se as gramíneas, brássicas e leguminosas.
Outro assunto tratado por Todeschini foram as Boas Práticas Agrícolas, com destaque para o depósito de agrotóxicos, uma vez que toda propriedade que utiliza esses insumos deve ter um depósito. “Entende-se esse desembolso muito mais como um investimento do que como uma despesa para a família rural, porque traz grandes benefícios à organização da propriedade e à segurança dos integrantes da família, do aplicador, dos animais domésticos e do meio ambiente”, frisou Todeschini. Segundo ele, a Emater/RS-Ascar desenvolveu um projeto de depósito de agrotóxicos bastante simples, funcional e acessível economicamente, que atende a estas necessidades. Os interessados podem procurar o Escritório da Emater/RS-Ascar no seu município para conhecer o projeto e receber orientações quanto à execução.
A última estação foi apresentada pelo Dr. Marcos Botton, onde falou da importância do projeto do Sistema de Alerta da Mosca-das-Frutas e que este terá continuidade no ano de 2018 para auxiliar os produtores no controle efetivo da praga e melhoria na qualidade dos frutos. Quem tiver interesse em participar do programa entre em contato com a Emater dos municípios que fazer parte do mesmo. “Os resultados obtidos foram excelentes. Já estamos com mais de cento e vinte assinantes e conforme consulta que realizamos. A grande maioria dos produtores vê no sistema uma forma adicional de receber orientações técnicas que auxiliam o cultivo”, pontuou Marcos Botton, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, que coordena a ação. Ele destacou que para receber as informações, basta preencher o cadastro no endereço: https://www.embrapa.br/sistema-de-alerta.