Na Linha Jansen, a continuidade da produção rural da família Lerin está garantida

Na Linha Jansen, a continuidade da produção rural da família Lerin está garantida

 

Preservar a tradição e a história da família. Esse é um dos motivos pelo qual filhos seguem com a mesma profissão de seus pais. Mesmo com tantos jovens saindo cedo de casa para começarem uma nova vida, na região de Pinto Bandeira há histórias de filhos que preservam a história.
Na propriedade de quatro hectares de vinhedos da família Lerin, a sucessão familiar já está garantida. O filho mais novo, Giovani Lerin, 25 anos vive com os pais Lurdes, 57 anos, e Dorneles José, 62. Juntos a família cuida da propriedade na Linha Jansem em Pinto Bandeira. O casal tem mais um filho, Greice, 34 anos, que mora em Farroupilha.
Associado na Cooperativa Vinícola Aurora desde 1982, a família cultiva as variedades de uva, Riesling Itálico, Mertlot, Viognier, Malvasia Aromática, Ancelotta, Pinotage, Malvasia de Cândida e Isabel. Toda a produção é vendida para a cooperativa, que industrializa e comercializa o vinho.
Dorneles recorda que foram muitas as dificuldades enfrentadas “Já passamos por diversas crises e foi justamente a união dos cooperados que garantiu nossa sobrevivência. O cooperado tem de estar sempre presente e participando das reuniões” diz. “Temos orgulho da profissão, de sermos associados da Aurora e sou grato por teu meu filho assumindo a propriedade” complementa.
“Aqui na comunidade somos aproximadamente 28 famílias, acho que apenas quatro jovens ficaram na roça. Eu gosto de trabalhar no campo, lidar com bichos. É claro que quando a safra não dá boa a gente desanima, mas depois a outra dá boa e vale a pena de novo”, ressaltou o filho Giovani. Para a mãe de Giovani, Lurdes , a propriedade rural também oferece tranquilidade e qualidade de vida. “Aqui temos uma vida tranquila, fizemos o nosso horário. Além do mais, tudo que a gente trabalha é pra gente mesmo, o lucro é nosso”.
Como iniciou a sucessão
De acordo com a família Lerin a sucessão foi natural. “Desde o início deixei meu filho escolher a profissão que quisesse seguir. O gosto pela agricultura estava no sangue. “Cresci vendo meu pai trabalhar nisso e, aos poucos, fui entrando no negócio. Aqui somos livres. Eu acordo e sei o que preciso fazer sem cumprir horários” diz Giovani.