Estado cria grupo de trabalho para tratar da utilização do agrotóxico 2,4-D

O 2,4-D é um herbicida utilizado para controlar ervas daninhas no cultivo da soja – Foto: Fernando Dias

O governo do Estado publicou no Diário Oficial da terça-feira (26) o Decreto 54.514, que institui o grupo de trabalho para tratar das questões e promover ações relativas à utilização do agrotóxico 2,4-D no Rio Grande do Sul. O grupo foi criado a partir de pedido encaminhado pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, ao governador Eduardo Leite.
O grupo de trabalho será composto por representantes de diferentes secretarias: da Agricultura, por intermédio da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários (Disa) e Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov); do Meio Ambiente e Infraestrutura; e da Saúde.
Também serão convidados a participar os ministérios Públicos Estadual e Federal, Ministério da Agricultura, Embrapa, Emater/RS-Ascar, Farsul, Fetag/RS e Famurs. O grupo de trabalho pode requerer a participação de outros órgãos públicos e entidades civis com conhecimento nas culturas de citros, maçã, erva-mate, noz-pecã, oliva, uva e vinho, soja e arroz.
O 2,4-D é um herbicida utilizado para controlar ervas daninhas no cultivo da soja. No fim de 2018, seu uso inadequado fez com que houvesse deriva do produto para outras áreas de cultivo, causando prejuízo em 68 propriedades de 19 municípios gaúchos, em culturas como uvas, oliveiras, maçã, milho, azevém e até campo nativo.
“Agora que o grupo de trabalho foi oficializado, a próxima etapa será marcar uma reunião com as secretarias estaduais, porque houve deriva no meio urbano e a Secretaria da Saúde está trabalhando nessa questão”, informa Rafael de Lima, chefe da Disa.

Atividades irão marcar o Dia Internacional da Mulher na Serra

Em 2018 evento aconteceu em Pinto Bandeira

Vários municípios da região da Serra terão programações durante o mês de março alusivas ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, como encontros e dias de campo, que irão envolver a Emater/RS-Ascar e entidades parceiras. O objetivo da data é convidar a sociedade a refletir sobre a condição feminina no mundo e debater a igualdade de direitos entre mulheres e homens.
Na região, haverá atividades em Veranópolis, Nova Prata, Protásio Alves, Picada Café, Cotiporã, Paraí, Cambará do Sul, Montauri, Vila Flores, Nova Petrópolis, Canela, Ipê, Bento Gonçalves, André da Rocha, São Marcos, Nova Bassano, Guaporé, Vacaria e Pinto Bandeira.
Em Cambará do Sul, na sexta-feira (08/03), o 14º Encontro da Mulher Cambaraense deverá reunir 250 pessoas na Sociedade Recreativa XV de Março. A partir das 13h30 será realizada uma tarde de convívio, com palestra, apresentações das mulheres cambaraenses com música, danças, café com mistura e muita alegria.
Em Ipê, também na sexta-feira (08/03), na escola Frei Casimiro Zaffonato, a data será comemorada durante todo o dia com mística, palestra com a psicóloga Kiona Ames, almoço, tarde cultural com apresentação artística dos grupos de mulheres e matinê.
No município de André da Rocha, no período de 1º a 8 de março, serão realizadas reuniões em diversas comunidades rurais envolvendo o público feminino, com dinâmicas, encerrando as comemorações no sábado (09/03), às 19h, no ginásio municipal Guilherme Jacques, com a 2ª Noite Diva da Mulher Andreense, com confraternização com música ao vivo.
Já o 30º Encontro da Mulher Cotiporanense será no sábado (09/03), às 14h, no Clube Juvenil. Cerca de 500 pessoas deverão participar da palestra show e coquetel em Cotiporã.
Ainda no sábado (09/03), acontecerá o 1º Encontro Encontro de Mulheres de Nova Petrópolis, a partir das 9h30, na Sociedade Canto Amizade de Vila Olinda. Palestra, reflexão, almoço, apresentações de canto e dança e baile fazem parte da programação do evento.

Contagem regressiva para o Burger & Beer do Valle Rustico

Rock, pop e samba de raiz se misturam pra fechar a folia na terça de Carnaval, no jardim do chef Rodrigo Bellora
O Burger&Beer do Valle Rustico já é tradição nas terças de Carnaval e no feriado de Sete de Setembro. São sete edições do evento que mistura rock, pop, grandes cervejas e comida de brasa no jardim do chef Rodrigo Bellora, no coração do Vale dos Vinhedos. Essa edição carnavalesca, dia 05 de março, vai ter tudo isso e mais a brasilidade das marchinhas e do samba de raiz.
Vai ser a partir do meio-dia, com shows, competição de chope em metro e uma surpresa que vai transportar todos para a magia dos antigos carnavais. Pra garantir a diversão da criançada, espaço kids, pintura de rosto e muito espaço pra dançar!

Burger&Beer Valle Rustico – 7ª edição
Quando: 05/03/19, das 12:00 às 20:00
Onde: jardim do Valle Rustico (Linha Marcílio Dias, 15 da Graciema – Vale dos Vinhedos)
Atrações confirmadas: Bloco do Bepi, Lelo Valduga, Banda Louder e Partido de Primeira tocando um bom samba de raiz e as marchinhas que marcaram época
Pra beber: 8 torneiras comandadas pelo Basilico | Suco FitUp | espumantes Garibaldi | Spritz | Água por conta da casa.
Pra comer: Burger tradicional, Burger vegetariano e sonho com doce de leite.
+ Espaço kids + pintura de rosto + Sr Molho + tábuas Castelli
Ingressos: R$ 30 antecipado (inclui entrada + 1 copo + 1 chopp Pilsen); R$ 40 na hora (inclui entrada + 1 copo)
Onde comprar: http://bit.ly/ingressosBBVR7

Exportações da Vinícola Aurora crescem 91% em 2018

Cooperativa Vinícola Aurora contabiliza 91% de aumento no volume de exportações em 2018: foram 596.244 garrafas contra as 311.866 exportadas em 2017. O crescimento mais expressivo se deu nas vendas externas do cooler, com 135.696 garrafas vendidas, um aumento de 324% em relação ao ano anterior. Os vinhos não espumantes ocupam o segundo lugar nas exportações da vinícola no ano passado, totalizando 253.774 garrafas (um crescimento de 109% sobre 2017) e os espumantes, 137.612 garrafas (47% a mais que no ano anterior). “Foi um ano decisivo para as exportações da Vinícola Aurora, com ações em países estratégicos que nos conduziram a grandes resultados”, avalia a gerente de Exportação e Importação, Rosana Pasini, acenando um crescimento das vendas externas em 2019 da ordem de 20%.
No ano passado, a Aurora conquistou dois novos países importadores – Irlanda e Peru – e novos clientes em países já compradores: em Taiwan, nos Estados Unidos e no Paraguai. Mas o foco se manteve na Ásia, em especial na China, importador da vinícola há três anos. “Apresentamos nossos produtos a mais de 50 importadores naquele país durante o ano”, afirma Rosana, destacando resultados impressionantes também no Japão, seu tradicional comprador, que dobrou as importações nos últimos dois anos. No continente asiático a empresa participou de grandes feiras nesses dois países: Chegdu CFDF – China Food and Drinks Fair (março), Shangai – Prowine Shangai (novembro), Qingdao – Qingdao International Wine Exposition (novembro), Foodex Japan (março) e Sparkling New World Event, na embaixada do Brasil em Tóquio (novembro). E manteve presença na Prowein Dusseldorf, na Alemanha, uma das maiores feiras do mundo.

Produtos e mercados
A Aurora iniciou, em 2018, exportações do seu suco de uva Casa de Bento para dois mercados nos quais já estava presente com seus vinhos: Estados Unidos (para um importante distribuidor de produtos brasileiros que atende toda a costa leste do país) e Taiwan (para um segundo importador).
No Peru, a Cooperativa iniciou vendas de suas linhas de vinhos, espumantes e coolers no final do ano e já tem grandes redes interessadas em seus produtos. O começo das vendas para a Irlanda já se mostra promissor: a vinícola trabalha com o maior importador de vinhos daquele país, com distribuição da Linha Brazilian Soul Premium Selection.
Para 2019, a Aurora projeta um crescimento de 20% nas exportações, aumento da participação dos sucos de uva nas suas vendas externas e a conquista de quatro importantes novos mercados em sua pauta: Colômbia, Chile, Portugal e Rússia.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cooperativa Vinícola Aurora

Presidente Bolsonaro recebe representantes da Vinícola Aurora

Foto: Marcos Corrêa,PR / Divulgação

Depois da comitiva da Festa da Uva, que esteve em Brasília em janeiro, na segunda-feira (25) foi a vez de representantes da Cooperativa Vinícola Aurora serem recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. O objetivo foi convidar o presidente para a inauguração, em 1º de maio, da nova planta fabril da cooperativa, que está se transferindo do centro de Bento Gonçalves para o Vale dos Vinhedos.
Estiveram no Planalto para convidar Bolsonaro o presidente da vinícola, Itacir Pozza; o vice-presidente Sérgio Moret; o secretário Uilson de Carvalho; e o diretor-geral Hermínio Ficagna. Eles estava acompanhados do prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin (PP); do comandante do 6º BCom (6º Batalhão de Comunicações de Bento Gonçalves), coronel Nelson Marinho de Bastos Júnior; e do ex-deputado federal Mauro Pereira (MDB), que agendou a audiência.
Mauro presenteou Bolsonaro com uma cesta cheia de uvas de mesa, colhidas na propriedade do produtor Jair Fernando Freiberger, de Alto Feliz. O presidente exibe na foto, orgulhoso, um cacho de uva. Segundo o ex-deputado, o presidente ainda deixou aberta a possibilidade de visitar a Festa da Uva. ” Ele está com muita vontade de ir a Caxias, tomara que na Festa da Uva. Me disse: “Nós vamos marcar uma audiência com (o superministro da Economia) Paulo Guedes para resolver essa questão dos impostos.” Ele está preocupado com o setor vitivinícola” destaca Mauro.

A funcionária Michele
A visita da comitiva de Bento Gonçalves ao presidente Jair Bolsonaro teve um componente sentimental. A primeira-dama Michele foi funcionária da Vinícola Aurora no escritório de Brasília. Os representantes da cooperativa levaram a Bolsonaro uma espécie de postal com o fichário de Michele na empresa. Ela trabalhou um ano na Vinícola Aurora de 2005 a 2006 na área administrativa.

Rio Grande do Sul terá nova vinícola com museu do vinho e investimento de R$ 30 milhões em Vacaria

Projeto levou seis anos e pretende transformar a região Vista aérea da nova unidade da Vinícola Campestre. Projeto levou seis anos e pretende transformar a região / Divulgação Vinícola Campestre

João Zanotto quer um novo polo de enoturismo / Divulgação Vinícola Campestre

Começa a operar em breve a nova unidade da Vinícola Campestre, um projeto de R$ 30 milhões e que levou seis anos para ser concretizado. Fica em Vacaria, na região dos Campos de Cima da Serra, conforme antecipou o diretor-proprietário João Zanotto em entrevista ao programa Acerto de Contas (domingos, às 6h, na Rádio Gaúcha). Nos 84 hectares do local, são plantadas uvas e oliveiras há três anos já.
A inauguração está marcada para 16 de março, mês em que começa a produção. Já a visitação será aberta ao público em junho. Aliás, Zanotto aposta no projeto para transformar a região em um polo de enoturismo. Inclusive, haverá um museu do vinho no local.
A Vinícola Campestre vende atualmente 27 milhões de garrafas de vinhos de mesa por ano. Agora, a aposta é crescer no mercado de vinhos e também de sucos naturais.
A nova unidade vai produzir 170 mil garrafas de vinho por dia. Os mercados fortes da Campestre no país são de “São Paulo para cima”, diz o diretor. No entanto, querem voltar a vender bastante também para o Rio Grande do Sul.
Ampliaremos a produção de vinho de mesa e de sucos para cerca de 30 milhões de garrafas. A nova unidade também contará com espaços para eventos, lojas, restaurante e um museu do vinho — explica João Carlos Zanotto.
s máquinas foram importadas da França e da Itália. O atual quadro de 116 funcionários será ampliado para 135 trabalhadores. Há cinco anos consecutivos, a Campestre é a vinícola que mais vende vinhos de mesa no Brasil, segundo o Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

Produção de uvas
Além de abrigar a nova unidade industrial de processamento e engarrafamento, a vinícola investiu na produção própria de uvas em uma área plantada de 25 hectares. Enólogo da Campestre, André Donatti conta que são dez variedades .
— A vinícola conta atualmente com 740 produtores que nos fornecem uva de mesa, mas para a produção de vinhos finos percebemos que a produção precisava ser própria. Podemos priorizar mais a qualidade que o tamanho da produtividade, além de ter o melhor ponto de colheita.
Os tipos de uva mais plantados no local são: merlot, pinot noir, rebo, sangiovese, chardonnay e sauvignon blanc. No entanto, a empresa testa ainda syrah, malbec e tannat. A região tem invernos rigorosos e verões quentes.

Cultivo protegido de uvas se expande na Serra

Há pouco mais de quinze anos, alguns viticultores de Caxias do Sul iniciaram, de forma rudimentar, pioneira e corajosa, o uso da plasticultura no cultivo de videiras e produção de uvas para consumo in natura. Atualmente, essa técnica se estende por 35 municípios da Serra Gaúcha e envolve 476 propriedades, que cultivam 425 ha e produzem 12.750 toneladas de uvas de qualidade superior. Os municípios que se destacam pela extensão de áreas protegidas são Farroupilha, Flores da Cunha e Caxias do Sul.
A implementação da plasticultura possibilitou o retorno do cultivo de uvas finas na região, como a Rainha Itália, altamente suscetível às oscilações climáticas e à incidência de fitopatias. Esta variedade, e seus clones (Rubí, Benitaka e Brasil), ocupam 23% da área protegida, sendo a variedade de maior destaque a Niágara Rosada, com quase 70% da área.
Embora seja um investimento elevado, a proteção dos vinhedos se torna viável por diversos fatores. Como principais benefícios, o engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini, da Emater/RS-Ascar Regional de Caxias do Sul, elenca ser esta a melhor forma de seguro contra as intempéries, como chuva excessiva, ventanias e granizo; a forte redução na incidência de doenças, bem como na necessidade de aplicação de fungicidas, o que impacta em menores custos, diminuição do risco de contaminação dos operadores dos vinhais e dos recursos ambientais, além da segurança alimentar; e o menor risco de contrair doenças do trabalhador, pois possibilita efetuar o manejo dos vinhedos abrigado de chuvas e ventos frios. Aponta, ainda, o incremento na produtividade dos vinhais e na qualidade da uva (pela sanidade e intensidade de coloração), bem como a colheita e comercialização do produto em épocas de menor oferta (em até 25 dias após a uva produzida a campo), o que possibilita auferir melhores preços.
Por outro lado, Todeschini enfatiza a fundamental importância de o viticultor ter a consciência de que o cultivo protegido difere amplamente do cultivo a campo. “É outro mundo. Se essa compreensão não estiver consolidada, frequentemente haverá equívocos no manejo produtivo do videiral, destacando-se as práticas culturais da poda seca e verde, do controle da irrigação e, fundamentalmente, na prevenção das fitopatias e manejo dos pesticidas”, ressalta.

Embrapa lança cultivares de uvas produtivas e adaptadas ao Sul do país

BRS Melodia

A Embrapa Uva e Vinho lançou, na primeira quinzena de fevereiro, duas novas cultivares de uva: a BRS Melodia, uva rosada de mesa sem sementes, crocante, com gosto de frutas vermelhas e muito doce e a BRS Bibiana, uva para elaboração de vinho branco, com alto grau de açúcar, resistente a doenças e alta produtividade, chegando a 25 toneladas por hectare. Ambas cultivares são adaptadas ao clima temperado do Sul do país e demandam menor quantidade de insumos para o controle de doenças quando comparadas a outras cultivares com a mesma finalidade. Além dessas duas novidades, a Embrapa apresentou as recomendações de cultivo na Serra Gaúcha das cultivares de uva mesa sem sementes BRS Isis e BRS Vitória, que foram desenvolvidas inicialmente para produção em regiões de clima tropical, com destaque para o Vale do São Francisco (PE/BA). Na Serra Gaúcha, a principal recomendação para as três cultivares de mesa, BRS Isis, BRS Vitória e BRS Melodia, é o cultivo sob cobertura plástica.
Para Mauro Zanus, Chefe Geral da Embrapa Uva e Vinho, “esses dois lançamentos da Embrapa estão associados ao estágio de amadurecimento do Programa de Melhoramento Genético da Empresa, que foi constituído há muitos anos com o Banco Ativo de Germoplasma (BAG Uva) (https://www.embrapa.br/uva-e-vinho/banco-ativo-de-germoplasma-de-uva). Hoje nós temos uma coleção de trabalho com as melhores seleções e cultivares que fornecem material para os cruzamentos, atribuindo características interessantes, por exemplo, a resistência às doenças, características do cacho, cor, aroma e sabor das uvas. Dessa forma, conseguimos oferecer de forma permanente novas cultivares para atender as demandas do setor”.
Aproximadamente 120 pessoas, entre viticultores, técnicos e lideranças do Setor estiveram presentes no evento de lançamento da ‘BRS Melodia’ e apresentação do manejo para a Serra Gaúcha da ‘BRS Vitória’ e ‘BRS Isis’, quando puderam conhecer os resultados das pesquisas desenvolvidas pela Embrapa em Bento Gonçalves. Umberto Camargo, pesquisador aposentado da Embrapa e responsável pela criação do Programa de Melhoramento Genético Uvas do Brasil, destacou a importância de divulgar, junto com os lançamentos, as recomendações de cultivo, pois, segundo ele: “eu já vi produtores implantarem áreas de BRS Vitória e, no segundo ano de cultivo, decidirem eliminar o vinhedo. Atribuo isso principalmente à falta de conhecimento do manejo da nova cultivar, que é muito boa mas, se for mal manejada, poderá ser considerada como uma variedade sem qualidade ou com defeitos graves”.
BRS Melodia, uva rosada sem sementes cultivada sob cobertura plástica
A BRS Melodia é uma cultivar de uva híbrida, com boa tolerância às doenças da videira, principalmente ao míldio e ao oídio. Foi criada especificamente para consumo in natura, com destaque para sua cor rosada bastante intensa e ao sabor tutti-frutti. Quanto à textura, é uma uva crocante e de casca fina, tornando-a uma uva fácil de mastigar. A BRS Melodia se adaptou muito bem à Serra Gaúcha sob cobertura plástica, região onde esse tipo de cultivo tem aumentado.
Clique aqui (https://youtu.be/R4mUEg6LmqQ) e saiba mais sobre o manejo da ‘BRS Melodia’ com o pesquisador e coordenador do Programa de Melhoramento Genético Uvas do Brasil, João Dimas Maia.

Produtores se interessam pela cultivar BRS Melodia
O produtor de uvas de mesa de Alto Feliz, RS, Jair Fernando Freiberger, gostou dos lançamentos: “são uvas muito bonitas, vistosas as quais acredito que futuramente terão um grande potencial para atingir grandes mercados também”. Produtores de outras regiões também se interessaram pela nova cultivar, como Sergio Eiti Iida de Pirapora, MG. Lá, a família cultiva 130 hectares de uva Niágara, além de uma pequena, e crescente, área de BRS Isis e BRS Vitória. “Ficamos bastante interessados na ‘BRS Melodia’ e, pelo o que degustamos, com certeza essa uva saborosa tem um grande potencial de aceitação no mercado”, afirmou Iida.
Vilmar Capellaro, atual Prefeito de Lagoa Grande-PE, no Vale do São Francisco, produz as cultivares da Embrapa BRS Vitória, BRS Isis, BRS Núbia e BRS Clara, numa área de 110 hectares e vê na sua região, que tem em torno de 1500 produtores assentados pelo Incra às margens do Rio São Francisco, um grande potencial para a viticultura de mesa. Sendo integrante da Câmara de Fruticultura na região do Vale do São Francisco, Capellaro acredita que “o país, especialmente o Vale do São Francisco deve investir mais em tecnologia nacional, para que o conhecimento aqui gerado fortaleça tanto o mercado interno quanto as exportações; esse é um exemplo prático do potencial que a ‘BRS Melodia’, gerada pela Embrapa pode alcançar como está sendo com a ‘BRS Vitória’”.

BRS Bibiana, cultivar de uva para elaboração de vinho branco
A BRS Bibiana é uma uva branca, resistente às podridões de cacho, pois eles não são compactos. O vinho elaborado com a BRS Bibiana remete àqueles obtidos a partir de uvas europeias; o nível de açúcar, na maturação, é alto, em torno de 21 ºBrix, com acidez em torno de 100 a 120 mEq/litro. A nova cultivar se adapta melhor ao clima subtropical úmido da região da Serra Gaúcha, tem alta produtividade e demanda menos tratamentos fitossanitários em função da resistência genética e dos cachos soltos.
Para o Chefe Geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, a ‘BRS Bibiana’ “é a matéria-prima mais adaptada às condições de solo e clima da Serra Gaúcha para a elaboração de um vinho branco com todas as características de um vinho fino”.
Clique aqui (https://youtu.be/ijMO9w9xom8) e saiba mais sobre as características do manejo da cultivar de uva para processamento BRS Bibiana, desenvolvida pela Embrapa para a elaboração de vinho branco, com a pesquisadora e coordenadora do Programa de Melhoramento Genético Uvas do Brasil, Patrícia Ritschel.

Vinicultores e enólogos se surpreendem com a ‘BRS Bibiana’ e seu vinho
O engenheiro agrônomo da Cooperativa Vinícola São João, Paulo Adolfo Tesser, acredita que a BRS Bibiana é uma variedade com qualidade superior às uvas viníferas da região: “O mais importante é o aroma dela, parecido com o das uvas viníferas, tipo Sauvignon Blanc e Chardonnay. Também é uma uva mais fácil de produzir e resistente às podridões de cacho e outras doenças, o que é bastante importante nessa região que é chuvosa”.
Thompson Benhur Didoné, extensionista da Emater/RS-Ascar não conhecia a nova cultivar de vinho branco e concorda com Tesser: “só a redução na aplicação de defensivos, devido à resistência principalmente as podridões, já é um ganho para o produtor em termos de redução de custo de produção e também em termos ambientais”. O que também o surpreendeu foi o vinho: “extremamente elegante, com toda a semelhança às viníferas, embora classificada como híbrida, tendo uma acidez equilibrada”. Para ele é um vinho com grande potencial.
Flávio Ângelo Zílio, enólogo da Cooperativa Vinícola Aurora chega a fazer um pedido para quem degustar o vinho da ‘BRS Bibiana’: “avaliem essas variedades com muito carinho, porque elas são originárias de muito trabalho e têm provado sua qualidade. Precisamos respeitá-las e divulgá-las pelo Brasil, para que possamos tomar vinhos cada vez mais saudáveis e de qualidade”.
Esse é o caso da ‘BRS Bibiana’: uma uva que permite elaborar um vinho com excelentes características sensoriais, oferecendo ao viticultor e à indústria uma matéria-prima de alta qualidade e adaptada à Serra Gaúcha. Clique aqui (https://youtu.be/T0UYKn0NFl8) e saiba, com o pesquisador Mauro Zanus, mais sobre as características enológicas do vinho branco elaborado com a cultivar BRS Bibiana.
Umberto Camargo, pesquisador aposentado que deu início ao Programa de Melhoramento Genético Uvas do Brasil, acredita nesse trabalho que já tem 42 anos e que continua gerando produtos importantes para o setor vitivinícola brasileiro. Para Camargo, o vinho da ‘BRS Bibiana’ é um muito peculiar, com aroma frutado, que lembra goiaba, tem terpenos de alta qualidade e pode concorrer em avaliações sensoriais de vinhos em qualquer parte do mundo. “Creio que é uma oportunidade que a Serra Gaúcha e a vitivinicultura Brasileira têm para consagrar definitivamente um produto genuinamente brasileiro.
O Programa de Melhoramento Genético Uvas do Brasil é feito em conexão com o setor produtivo, observando suas demandas e gerando soluções tecnológicas nacionais. Nem todos os países têm à sua disposição esses avanços, introduzidos aos poucos por uma grande equipe de pesquisadores e técnicos,que agora conseguem disponibilizar, em sintonia com os desafios da Embrapa,inovações no setor produtivo, a fim de manter a competitividade do Setor, conclui o Chefe-Geral da Embrapa Uva e Vinho, Zanus.

‘BRS Isis’ e ‘BRS Vitória’ adaptadas às condições de solo e clima da Serra Gaúcha
As cultivares de uva BRS Isis e BRS Vitória, desenvolvidas para cultivo em regiões tropicais, tiveram seu manejo adaptado ao clima temperado da Serra Gaúcha, sob cobertura plástica. O assistente de pesquisa Roque Zílio, da Embrapa Uva e Vinho, orienta sobre as características dessas cultivares e seu manejo na Serra Gaúcha. Clique aqui (https://youtu.be/-ZK2JeFdUB4) para informações sobre o manejo da ‘BRS Isis’ na região da Serra Gaúcha e aqui (https://youtu.be/rgEfp4fOKh4), para informações sobre a ‘BRS Vitória’.
Segundo Patrícia Ritschel, coordenadora do Programa de Melhoramento Genético Uvas do Brasil, o desenvolvimento de novas cultivares de videira, que incluam resistência a doenças e adaptação às condições ambientais da região onde será cultivada é o negócio do programa de melhoramento genético Uvas do Brasil. “Nós acreditamos no sucesso das cultivares lançadas nas últimas semanas: a BRS Bibiana, que resulta em vinhos excelentes, com resistência à podridão de cachos, fator decisivo para a colheita de uvas com sanidade e qualidade, especialmente em regiões com elevada ocorrência de chuvas durante a colheita; e a BRS Melodia, com sabor peculiar, que agrada o consumidor, candidata a fazer parte do clube exclusivo de cultivares “gourmet”.

Dia do Vinho Brasileiro: evento chega renovado à 10a edição

A partir desse ano, o Dia do Vinho incorpora a nominação ‘Brasileiro’ e ganha a adesão de novas regiões do país no escopo da programação festiva que envolve vinho, gastronomia e turismo

Principal destino enoturístico do país, Serra Gaúcha tem incremento que chega a 15% na rede hoteleira durante a programação do Dia do Vinho Crédito: Dandy Marchetti/Ibravin

O Roteiro do Vinho em São Roque, em São Paulo, integra o Dia do Vinho há cinco anos Crédito: Michel Marchetti/Ibravin

O Dia do Vinho chega ao décimo ano consecutivo, se expandindo para novas regiões e passa a se chamar Dia do Vinho Brasileiro. Neste ano, municípios e empreendimentos dos estados de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina passam a integrar a série de ações simultâneas que ocorrerão entre 17 de maio e 2 de junho. Eles se juntam às demais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Bahia e São Paulo. A relação completa das cidades será divulgada até o final deste mês.
Nesta edição também será apresentada a nova identidade visual. Com traços mais contemporâneos e linguagem moderna, as peças destacam a abrangência nacional dos eventos, mantendo algumas das características já conhecidas do grande público que acompanhou os últimos anos.
O presidente do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (Segh) – Região Uva e Vinho, Vicente Perini, afirma que os 10 anos de Dia do Vinho merecem ser festejados porque o evento abriu um novo período de incremento no fluxo turístico, inicialmente na Serra Gaúcha, e que está se expandindo para outras regiões do país. “Temos um aumento médio entre 10% e 15% na ocupação hoteleira, boa movimentação nos restaurantes e em outros atrativos turísticos que fazem destas duas semanas uma das melhores épocas para o setor”, informa.
Oscar Ló, presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), destaca a visibilidade tanto dos destinos enoturísticos como do próprio vinho brasileiro após 10 edições. O dirigente acredita que a série de ações acabou incentivando a realização de eventos pelas prefeituras e associações que acabam complementando as atrações no período. “Iniciamos com descontos em produtos até chegarmos ao desenvolvimento de atrações específicas para o Dia do Vinho. Em 2019, completando uma década, podemos brindar a chegada de novos roteiros e a consolidação de regiões já conhecidas. Todo esse movimento é importante para ampliarmos a cultura do vinho no país e a promoção do turismo de experiência”, sinaliza.
E é justamente a promoção do turismo que foi percebida pela gestora da Pousada do Capuchinhos, de Vila Flores, Maria Rita Galli Gregol. Segundo ela, desde que o município aderiu às atividades, seja com programação especial em comunidade como no empreendimento, há quatro anos, é visível o acréscimo do fluxo, no interesse dos turistas pelo destino e na mobilização dos próprios moradores. “Outro ponto é a questão da visibilidade, tendo em vista que a divulgação nos veículos de comunicação reflete muito além das datas festivas e alusivas ao Dia do Vinho”, completa.
A expansão da programação do Dia do Vinho já surte efeito no Roteiro do Vinho de São Roque, a cerca de 60 quilômetros da capital paulista. O presidente do roteiro, Tulio Santos Patto, percebeu um aumento considerável no movimento nos dias de semana durante os mais de 15 dias de mobilização. Segundo ele, o Dia do Vinho vem se fortalecendo ano a ano em São Roque e, atualmente, conta com a participação de todas as vinícolas, restaurantes e bares da região. “Para este ano vamos fazer uma promoção unificada que divulgaremos posteriormente. É importante salientar que independente de ser Norte, Sul ou Sudeste, são todas as regiões que fazem do vinho brasileiro um produto especial e agora com essa nova identidade, adotando Dia do Vinho Brasileiro, esse conceito de um país vitivinícola e de enoturismo ficará ainda mais fortalecido”, acredita.

Sobre o Dia do Vinho
O evento Dia do Vinho ocorre desde 2010. A celebração é uma realização do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), por meio do projeto Vinhos do Brasil e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR/RS), e pelo Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (Segh) – Região Uva e Vinho, como resultado do Projeto Eventos Integrados e Integradores – reinterpretação da concepção de evento, fomentado pelo Ministério do Turismo. A lei que instituiu o Dia do Vinho no Rio Grande do Sul no primeiro domingo de junho de cada ano foi promulgada em 12 de dezembro de 2003. O projeto partiu do então deputado estadual Iradir Pietroski.
O Dia do Vinho do Brasileiro tem o apoio do Sebrae, por meio do convênio Valorização dos Vinhos Brasileiros.

Programa Aprendiz Cooperativo do Campo tem mais uma etapa na Vinícola Aurora

Começou na segunda-feira, 18 de fevereiro, a segunda turma do Programa “Aprendiz Cooperativo Do Campo”. Criado pelo Sescoop – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, o programa propõe aulas práticas e teóricas, ministradas em ambientes diversificados de produção, como propriedades-modelo, laboratórios, dias de campo, feiras e vivências na propriedade da família através de estudos dirigidos. Em agosto do ano de 2017 iniciava a primeira turma de jovens da Aurora nesse programa. O objetivo da Aurora é estimular nos jovens das 1.100 famílias associadas o interesse em dar continuidade ao trabalho no campo e, ao mesmo tempo, proporcionar a eles mais conhecimento e capacitação para esse trabalho nos próximos anos. “Nossa cooperativa é a pura expressão da agricultura familiar e não podemos deixar que morra essa forma tão genuína de produção”, destaca Itacir Pedro Pozza, presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Vinícola Aurora. “Seguimos nos empenhando para que nossos jovens se identifiquem com a atividade de vitivinicultura e com o trabalho cooperado, visando não só o futuro de nossa Cooperativa, mas também o futuro dessa atividade no Brasil”, conclui Pozza.
“Aprendiz Cooperativo do Campo” qualifica jovens para a gestão eficiente de propriedades rurais, preparando-os para terem êxito nas atividades agropecuárias. Estimular a permanência dos jovens nas atividades do campo, proporcionar às cooperativas agropecuárias o incremento do quadro social, promover a sucessão familiar profissionalizada, empreendedorismo cooperativo e profissionalizar a gestão de pequenas e médias propriedades rurais são os objetivos do programa.