Nova empresa parceira para produção do suquificador

A invenção funciona à energia elétrica e processa até 70 kg de uvas desgranadas e esmagadas por hora | Viviane Zanella/Embrapa

Na sexta-feira, dia 26/04, foi assinado um contrato de parceria para produção e comercialização do suquificador entre a Embrapa Uva e Vinho e a Ecaanpi Indústria e Comércio Ltda de Garibaldi, RS. O suquificador é um processador para elaboração de suco integral sem adição de água desenvolvido para a produção de sucos de frutas em pequena escala. Conheça o suquificador clicando aqui (https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/3257/suquificador-integral-equipamento-para-elaboracao-de-suco-de-uva-integral-em-pequenos-volumes). A empresa vencedora do edital de licenciamento foi a Ecaanpi Indústria e Comércio Ltda de Garibaldi, RS e foi publicado no Diário Oficial do dia 03/04.
Valmor Pilatti, sócio proprietário da Eecanpi, já trabalha no segmento de sucos e bebidas e acredita que esta é uma oportunidade para trabalhar na área do agronegócio: “Nós produzimos equipamentos para pequenos produtores rurais, inclusive cooperativas. Estamos felizes pela oportunidade de trabalhar em parceria com a Embrapa”. Para José Fernando da Silva Protas, Chefe Geral Embrapa Uva e Vinho, “Essa nova parceria se deu em função de uma necessidade de maior produção do equipamento que a empresa anterior não conseguiu atender. O licenciamento é uma maneira da Embrapa transferir conhecimento, retornando para sociedade o ativo social que a empresa desenvolve”.

 

Serra reivindica melhoria logística

Senador, deputados e prefeitos de quase 30 cidades estiveram no Fórum da Infraestrutura, no CIC-BG

O encontro é tido como histórico pelo número de lideranças envolvidas, incluindo um senador, três deputados federais e quatro estaduais, além de quase 30 prefeitos da região e dezenas de vereadores Foto: Bárbara Salvatti

 

Representando a Câmara de Vereadores de Monte Belo do Sul, o vereador presidente da Casa, Nilso Cavaleri (meio) -PDT , vereador Onecino Pauleti ( direita) – MDB, além do Prefeito municipal, Adenir José Dallé (esquerda) – MDB, estiveram no Fórum da Infraestrutura Foto: Felipe Machado

Depois de mais de três horas de discussões sobre demandas e formas de viabilizar melhorias à infraestrutura viária da Serra, do Vale do Rio dos Sinos e do Vale do Taquari, representantes do Fórum de Infraestrutura assinaram, em Bento Gonçalves, uma carta na qual reivindicam “ações imediatas para a melhoria de logística”.
A Carta de Bento compila um plano de concessão envolvendo rodovias federais – as BRs-470 e 448 – e estaduais – as RSs 122, 446 e 453 – cujo conteúdo deve ser definido nos próximos 15 dias, com auxílio de órgãos do Ministério da Infraestrutura e da Secretaria Estadual de Logística e Transportes.
O fórum elegeu como prioritárias as obras de prolongamento de 18,5 quilômetros da BR-448, entre Portão e Sapucaia do Sul, e a conclusão asfáltica dos 43 quilômetros da BR-470 que separam André da Rocha de Lagoa Vermelha, bem como sua duplicação em trechos entre Carlos Barbosa e Bento Gonçalves.
O documento extraído da reunião no Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) ainda contemplou melhorias como a duplicação de importantes rodovias da região, a RS-446, entre São Vendelino e Carlos Barbosa, a RS-122, entre São Vendelino e Farroupilha, e a RSC-453, entre Garibaldi e Farroupilha. Preliminarmente, um pedágio seria instalado em São Vendelino.
Ainda, a rodovia Transaçoriana, que liga as cidades de Portão, Capela de Santana e Nova Santa Rita à BR-386, além de acessos a alguns bairros, entraram no documento.
O encontro é tido como histórico pelo número de lideranças envolvidas, incluindo um senador, três deputados federais e quatro estaduais, além de quase 30 prefeitos da região e dezenas de vereadores. O documento reforça o caráter político do encontro e atesta que, a partir dele, ocorrerá “uma ação permanente, integrada e articulada para reivindicar e solucionar nossas legítimas defesas”. Também estiveram no encontro representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes do Rio Grande do Sul (DNIT-RS), da Empresa de Planejamento e Logística, da Secretaria Nacional de Transportes Terrestres e do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem.
Segundo o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), promotor da reunião, as obras só existirão por meio de parcerias público-privadas (PPPs). “O orçamento de transportes para todo Rio Grande do Sul é de menos de R$ 700 milhões. Só a obra da BR-448 seria de cerca de R$ 600 milhões. Só teremos obras com capital privado”, disse.
O prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, também presidente da Associação dos Municípios da Encosta Superior Nordeste (Amesne), disse que o encontro mostrou a união da Serra para resolver questões logísticas. “Seja concedendo malhas a quem tem condição de fazer, seja ampliando polos pedagiados existentes, temos de resolver”, comentou.
Para o presidente do CIC-BG, Elton Paulo Gialdi, é preciso que o modelo de concessão seja honesto, com contratos nos quais as empresas empreendam obras, além de manutenção. “Temos um histórico de pedágios desastrosos, mas temos conhecimento e apontamentos sérios e criteriosos para se chegar a um valor justo. A sociedade está suficientemente madura para entender que não há outra maneira de termos estradas seguras adequadas se não através de concessões”, disse Gialdi.
O Fórum de Infraestrutura foi realizado pelo CIC-BG, pela Associação das Entidades Representativas de Classe Empresarial Gaúcha (CICS SERRA), pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Portão, pela AMESNE e pelo Parlamento Regional, com o apoio da Prefeitura de Bento Gonçalves e da Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves.

 

Wine South America abre credenciamento para profissionais do setor de vinhos

Maior feira profissional do setor ocorre de 25 a 27 de setembro, na Serra Gaúcha

Aproximadamente 6 mil profissionais do trade e especialistas participaram da primeira edição da feira, em 2018. Crédito: Augusto Tomasi

Profissionais do vinho, importadores e distribuidores da bebida já podem se credenciar para a segunda edição da Wine South America, a maior feira profissional do setor na América Latina, que será realizada em setembro, na Serra Gaúcha. As inscrições estão disponíveis por meio do site www.winesa.com.br. De 25 a 27 de setembro, a Wine South America apresentará, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, cerca de 250 marcas expositoras das principais regiões produtoras nacionais e internacionais. Além do Brasil, mais de 10 países irão expor seus produtos.
O presidente da Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi), Leocir Luvison, acredita que a segunda edição da feira deverá posicionar ainda mais o Brasil entre os grandes players do Novo Mundo. “Hoje, as porteiras estão abertas, e é natural que tenhamos a participação internacional, mas o setor apoia a feira e estimula a participação dos nossos associados por entendermos que ela traz grande visibilidade para o vinho brasileiro e também para a região”, afirma o dirigente. A Agavi integra o Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e conta com 50 associados, que respondem por cerca de 40% do processamento de uvas no Rio Grande do Sul.
Presidente do Grupo Famiglia Valduga, Juarez Valduga também ressalta os contatos realizados durante a feira entre os pontos positivos da participação na Wine South America. “Na primeira edição pudemos mostrar a nossa proposta, que é de sermos uma vinícola premium familiar, aproximando a empresa de compradores estrangeiros, principalmente da Rússia, Europa, México, Paraguai, Uruguai e Chile”, informa.
A programação da WSA contará com masterclasses conduzidas por Master of Wine de renome internacional e degustações orientadas de vinhos brasileiros, em parceria com a seccional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). Em parceria com o Ibravin, com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a feira trará à Serra Gaúcha 140 compradores de todos os estados brasileiros e outros 30 internacionais.
Em 2018, a feira atraiu aproximadamente 6 mil profissionais do trade e especialistas do setor em 10 mil metros quadrados de área. A Wine South America é uma promoção da Milanez & Milaneze, subsidiária do grupo Veronafiere.

SERVIÇO
O que: 2ª Wine South America – Feira Internacional do Vinho.
Quando: de 25 a 27 de setembro de 2019 (quarta a sexta-feira), das 14h às 21h.
Onde: Parque de Eventos de Bento Gonçalves – RS (Alameda Fenavinho, 481).
Ingressos: o credenciamento para acesso a feira deve ser realizado no site www.winesa.com.br.
Outras informações: no site www.winesa.com.br, pelo e-mail info@winesa.com.br ou pelo telefone (54) 3455-6711.

Pint of Science chega em Bento Gonçalves

Em 2019, a Embrapa Uva e Vinho e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul colocam a Capital Nacional do Vinho no mapa do Pint of Science, um dos maiores eventos de divulgação científica do mundo.
O evento acontecerá nas noites dos dias 20, 21 e 22 de maio, em locais pouco usuais: em vez de palestras em auditórios, serão conversas informais em bares. Essa é a proposta do Pint of Science, evento global que é realizado desde 2012 e que este ano ocorre simultaneamente em 24 países. O Brasil é o campeão, com 87 cidades – entre elas, Bento Gonçalves, a única na Serra a sediar o evento.
Durante os encontros, o público participante, além de ouvir a apresentação do cientista, poderá fazer perguntas e conversar com pesquisadores de diferentes áreas sobre o tema da noite, de maneira simples e clara, sem necessidade de inscrição ou de conhecimento prévio. “A ideia é falar sobre assuntos relacionados à ciência de uma forma descomplicada, buscando aproximar ao conhecimento do público em geral”, comenta Marcos Botton, chefe de Transferência e Tecnologia da Embrapa Uva e Vinho e coordenador do evento em Bento Gonçalves.
A promoção do Pint Of Science em Bento Gonçalves é uma parceria entre a Embrapa Uva e Vinho e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Bento Gonçalves, duas instituições federais que desenvolvem trabalhos de ciência e pesquisa na região.

Breve histórico
Nascido em 2012, da iniciativa de dois pesquisadores do Imperial College que realizavam encontros em seus laboratórios sobre doenças neurodegenerativas, o Pint of science logo conquistou os cinco continentes. Os pesquisadores Michael Motskin e Pavreen Paul recebiam pacientes e pessoas interessadas em suas pesquisas e com o sucesso do encontro se perguntaram como seria possível levar o cientista até as pessoas. Assim começava o Pint of Science; o maior festival de divulgação científica do mundo.
O evento acontece ao longo de três dias consecutivos, sempre no mês de maio, e chegou ao Brasil como um projeto piloto na cidade de São Carlos, em 2015. Logo, o evento conquistou as pessoas pela forma descontraída com a qual explica a dinâmica das pesquisas. Em 2016, foram sete municípios no Brasil; em 2017 o festival esteve em 22 cidades e em 2018, foram 56 participantes! Este ano, 2019, estamos em primeiro lugar com 87 cidades recebendo o festival; em segundo está a Espanha, com 72.
Nos próximos dias será divulgada a programação completa do evento no endereço: http://pintofscience.com.br.

Frente Parlamentar da Uva e do Vinho é lançada em Brasília

Coordenador da Frente, o deputado Afonso Hamm conduziu a cerimônia

Os trabalhos da Frente Parlamentar de defesa da uva e do vinho foram retomados oficialmente na quarta-feira (24), durante o evento de lançamento realizado em parceria com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em Brasília.
Coordenador da Frente, o deputado Afonso Hamm conduziu a cerimônia e destacou algumas medidas que serão priorizadas para fortalecer a cadeia produtiva vitivinícola.
“Nosso compromisso será fortalecer a cadeia produtiva da uva, do vinho, espumantes, sucos e derivados, que movimenta cerca de R$ 9 bilhões por ano na economia do país. Apesar de ter vinhos premiados pela qualidade, de cada 10 garrafas de vinhos finos vendidos no Brasil nove são importadas. Precisamos melhorar a competitividade dos nossos produtos nos mercados interno e externo”, afirmou.
De acordo com o vice-presidente do Ibravin, Márcio Ferrari, o setor está buscando a redução da carga tributária através da concessão de um crédito presumido do IPI para a indústria nacional, por um prazo de 10 anos, para que possa investir em inovação e desenvolvimento do setor.
Os vitivinicultores também estão reivindicando a ampliação do apoio financeiro para o seguro rural para a vitivinicultura para 60%, a modernização da Lei do Vinho de 1988 e a exclusão dos produtos vitivinícolas do regime de substituição tributária (ST) do ICMS.
Representando a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, reafirmou apoio do Ministério às demandas dessa cadeia produtiva tão importante para a economia país.
Prestigiaram a solenidade os senadores Luís Carlos Heinze, Espiridião Amim e Jorginho Mello, deputados federais e representantes da Câmara Setorial do Vinho, Uvibra, Sindivinho, Sindusvinho, CNA, CONAB, Parlasul, e demais entidades representativas do setor.

GURI – Cozinha de Origem recebe degustação de queijos e chocolates brasileiros

Projeto com os especialistas Juliana Ustra e Eduardo Girão ocorre no dia 8 de maio e visa educar o paladar e promover a qualidade dos produtos elaborados no país

Queijos e chocolates do Brasil – Crédito Alexandre Guzanshe

A gaúcha Juliana Ustra e o mineiro Eduardo Girão conduzirão os participantes por um delicioso passeio sensorial pelos queijos e chocolates brasileiros. Foto: Daniela Rodrigues.

Chocólatras e apreciadores de queijos têm um programa imperdível no dia 8 de maio (quarta-feira), às 19h. Em parceria com o GURI – Cozinha de Origem, restaurante localizado no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, a gaúcha Juliana Ustra e o mineiro Eduardo Girão trazem pela primeira vez à Serra Gaúcha o projeto Queijos e Chocolates do Brasil, no qual propõem um passeio sensorial pela produção destes alimentos em diferentes regiões do país. Os participantes podem ser leigos ou técnicos no assunto: basta ter desejo de conhecimento e interesse em análise sensorial. O objetivo é educar o paladar, quebrar paradigmas e promover o que o Brasil tem de melhor, aliando entretenimento e informação.
“É um projeto totalmente inovador, num formato muito dinâmico, orgânico e com alicerce muito forte em gastronomia de origem, por isso a ressonância com o GURI, com brasilidade, simplicidade e consciência para o consumo de alimentos”, afirma Juliana, diretora da Ustra Consultoria, responsável pelo projeto Chocolate Brasileiro e pesquisadora independente sobre cacau e chocolate.
Sobre os queijos, foram selecionados cinco produtos em diferentes estados do país, de maneira a contemplar diversidade de aromas, consistência e sabor. Isso inclui, por exemplo, o queijo da Ilha do Marajó, elaborado em tachos com leite de búfala cru e o creme de leite do próprio animal – sabor suave e equilibrado, com massa branca e macia. O queijo gaúcho escolhido foi o Serrano, elaborado em São José dos Ausentes, na região dos Campos de Cima da Serra, com leite cru de vaca.
Já os chocolates têm o terroir, ou seja, o “gosto da terra”, característica daqueles que são produzidos “da árvore à barra (tree to bar)” ou “da amêndoa à barra (bean to bar)”, além de formulações especiais do Pará, da Bahia, do Espirito Santo, de São Paulo, de Minas Gerais, do Paraná e do próprio Rio Grande do Sul. Tudo muito puro, sem aromatizantes artificiais. “A proposta é que as pessoas conheçam e saibam identificar e degustar esse tipo de produto”, acrescenta Juliana.
“Normalmente, quando se fala em harmonização com queijo sempre se pensa em vinho e, mais recentemente, em cerveja. Quando se fala em chocolate, é uma coisa muito surpreendente e pouco explorada” salienta Girão, jornalista gastronômico que desde 2016 promove degustações de queijos artesanais e também atua como consultor de queijos especiais para empresas. “Teremos produtos de difícil acesso, por questões de logística de transporte pelo Brasil”, completa.
Além da degustação guiada de queijos e chocolates brasileiros, os participantes também poderão saborear bruschettas e antepastos assinados pelo chef Enio Valli, do GURI, e brindar com uma taça de vinho brasileiro.

SERVIÇO
O que: degustação de queijos e chocolates brasileiros, com Juliana Ustra e Eduardo Girão
Quando: 8 de maio, às 19h
Onde: GURI – Cozinha de Origem (15 da Graciema, 676, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves)
Investimento: R$ 200
Outras informações e inscrições: chocolate@ustra.com.br ou (53) 99102-4514 (WhatsApp)

Eduardo Girão – Foto Alexandre Guzanshe

Curso de Tecnologia Pós-Colheita amplia número de vagas e abre inscrições

 

Uma das práticas do curso pós-colheita é a realização de uma oficina sobre o processamento mínimo de frutas e hortaliças. – Foto: Letícia Longo

Estão abertas até o dia 31 de julho as inscrições para o Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças, promovido pela Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP). Em sua 6ª edição, o evento vai apresentar uma estrutura diferenciada e contará com novos formatos de práticas, temáticas atuais e tecnologias inovadoras – entre as quais, sistemas de rastreabilidade para frutas e hortaliças.
A edição 2019 também traz como novidade o aumento para 100 vagas (no evento anterior foram 50), em função do apoio de recursos de emenda parlamentar do deputado federal Vitor Lippi. Ele vai participar da mesa-redonda sobre políticas públicas para redução de perdas pós-colheita em frutas e hortaliças, junto com o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Moretti.
Realizado no período de 26 a 30 de agosto, o curso será desenvolvido em oito módulos, com a participação de atores da cadeia produtiva de frutas e hortaliças, de especialistas de instituições de ensino e pesquisa, de órgãos de vigilância sanitária. O curso também proporciona excursões técnicas à unidade de beneficiamento de laranja e de demonstração prática à empresa de produtos minimamente processados.
As inscrições devem ser realizadas diretamente no endereço da Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento (Faped): http://faped.conveniar.com.br/eventos/Forms/Servicos/EventoDados.aspx?action=180. Há condições especiais para extensionistas rurais e grupos da mesma instituição.

Conferência em apoio à Zona Franca da Uva e do Vinho acontece neste sábado no Spa do Vinho

Líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputada federal Joice Hasselmann, será o destaque da programação

A criação da Zona Franca da Uva e do Vinho ganha mais um reforço. A líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, a deputada federal Joice Hasselmann, estará na Serra Gaúcha neste sábado, dia 27, para participar da Conferência em apoio à Zona Franca da Uva e do Vinho. A programação acontece a partir das 12h, no Spa do Vinho, reunindo autoridades e entidades ligadas ao setor vitivinícola. A coordenação é da Prefeitura de Bento Gonçalves, em parceria com o Spa, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a Federasul, o Centro de Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves e o Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria da Região da Uva e do Vinho.
A criação da Zona Franca da Uva e do Vinho foi proposta em projeto de lei de autoria do deputado federal João Derly, visando isenção de impostos na venda de vinhos no varejo em 23 cidades da Serra Gaúcha que detém produção vitivinícola. A proposta estava engavetada em função da não eleição de Derly, mas foram protocolados dois novos projetos: um do deputado Carlos Gomes e outro do deputado deputado Jerônimo Goergen. Também em março, a iniciativa recebeu apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante sua participação em painel ocorrido na Serra Gaúcha.
A intenção é estimular o desenvolvimento da vitivinicultura local e o enoturismo na região. Conforme o Ibravin, a tributação nos vinhos corresponde a mais da metade do valor do produto. As 23 cidades propostas pela Zona Franca da Uva e do Vinho são Bento Gonçalves, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Antônio Prado, Boa Vista do Sul, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Coronel Pilar, Cotiporã, Farroupilha, Flores da Cunha, Guaporé, Ipê, Nova Pádua, Nova Prata, Nova Roma do Sul, Pinto Bandeira, Salvador do Sul, Santa Tereza, São Marcos, São Valentim do Sul, Veranopólis e Vila Flores.

 

Safra de verão se aproxima do final

A soja está em fase final de ciclo no Estado, restando para colheita apenas 10% das áreas cultivadas, com muitas lavouras apresentando produtividade média entre 3.900 e 4.500 kg/ha. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira, 25, os produtores avaliam o comportamento das lavouras, cultivares e principalmente os rendimentos obtidos, iniciando o planejamento e composição para a nova safra.
Nas áreas de coxilha da região Sul, a colheita da soja apresenta rendimentos de até 75 sacos por hectare. Já nas regiões em direção à fronteira com o Uruguai, as produtividades não deverão ultrapassar os 40 sacos por hectare, em razão das precipitações mais escassas nas últimas semanas. Na Encosta da Serra do Sudeste, as produtividades serão bem consideráveis, acima dos 60 sacos por hectare. A soja na região está com 55% da área colhida e 45% das lavouras estão em estágio de maturação.
No milho, a colheita foi intensa nesta semana, alcançando os 83% da área estimada, com produtividades acima de 8 mil kg/ha. Na região Noroeste, as lavouras estão 4% em floração, 10% em enchimento de grãos, 2% maduras e 83% já colhidas. A previsão de produtividade média se mantém acima de oito toneladas por hectare, 12,8% acima da expectativa inicial na região.
As lavouras do segundo plantio (safrinha) de milho foram beneficiadas com as chuvas da última semana e têm apresentado um bom desenvolvimento das plantas. A maioria entra em formação das espigas. Os produtores iniciam a colheita de silagem com planta inteira do segundo plantio, para reserva de alimentos aos animais e para os períodos de menor oferta de alimentos para suplementação.
Da área de arroz, resta ser finalizada apenas 8% da área cultivada, com boas produtividades em torno de 8.240 quilos por hectare. Destaque para o município de Rio Grande, com produtividade que alcançou 9.100 quilos de arroz por hectare. Já no Litoral Norte, na região Centro-Sul e em áreas lagunares, a colheita do arroz chegou aos 78%, restando 22% em fase de grãos maduros e por colher.
Está finalizado o plantio da cultura do feijão safrinha nas regiões do Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai. A maioria das lavouras plantadas já se encontra em fase de enchimento de grãos (42%), recebendo os tratamentos fitossanitários para manter a sanidade das plantas. As primeiras áreas semeadas já se encaminham para maturação fisiológica (20%), podendo ser colhidas já nas próximas semanas. Há boa perspectiva de preços para esta cultura, cuja colheita atinge os 28% da área.

OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS
Aipim – O produto está em colheita em Cruzeiro do Sul, na região do vale do Taquari, um dos maiores produtores de aipim do Estado. A cultura está com bom rendimento de modo geral, ficando entre 13 e 15 toneladas por hectare, porém há algumas lavouras com manchas tomadas pela bacteriose. O preço de comercialização varia entre R$ 12,00 e R$ 15,00/cx. de 22 quilos.
Batata – A colheita da safrinha cultivada na região dos Campos de Cima da Serra vai sendo concluída, com rendimentos dentro do esperado, tubérculos com bom calibre e sanidade. Comercialmente, o produto, que esteve com baixa cotação no início da colheita, recuperou a valoração e vem remunerando de forma satisfatória os bataticultores. O preço médio para a saca de 50 quilos de tubérculos lavados é de R$ 90,00/sc. para a batata película rosa e de R$ 110,00/sc. para a batata branca.
Quivi – Na região da Serra, as variedades precoces e glabras (sem pelos) já foram colhidas e comercializadas. Agora é iniciada a colheita dos materiais tardios, que representam 85% da produção da região. A prática cultural do acompanhamento da evolução (medição) do grau brix vem sendo adotada pela maioria dos quivicultores, sendo indispensável para a tomada da decisão relativa ao momento da colheita. As plantas apresentam-se com bom vigor, carga mediana e frutos de ótimo calibre. Comercialmente, o mercado se mantém aquecido e comprador; a cotação média na propriedade é de R$ 2,50/kg para calibre médio e de R$ 3,00/kg para frutas de maior calibre.

CRIAÇÕES
Bovinocultura de corte – A semana foi de clima favorável para o desenvolvimento de campos nativos, pastagens perenes e cultivadas de verão. O nível adequado de umidade do solo, associado à boa radiação solar e a temperaturas amenas à noite e elevadas durante o dia, possibilitou boa recuperação das pastagens, mesmo em final de ciclo de produção.
Nas áreas cultivadas com soja, intensifica-se a germinação das pastagens de inverno, principalmente aveia e azevém semeadas a lanço ou por aviação, no sistema de integração lavoura-pecuária, para a engorda e pastoreio do gado de corte, ou para cobertura do solo e posterior incorporação de matéria orgânica. O clima também é favorável ao desenvolvimento do azevém “guaxo”, que complementará a oferta de volumoso no inverno. As restevas de arroz recém-colhidas são uma boa opção forrageira. Melhora também para as condições de implantação das pastagens com leguminosas (trevos e cornichões). Os produtores reclamam dos altos preços das sementes forrageiras para implantação das pastagens de inverno.
Nota-se recuperação de peso do rebanho bovino, com possibilidade de entrar o inverno com bom escore corporal. Ocorreu também uma melhora nas aguadas para dessedentação animal, que vinham sendo prejudicadas pela estiagem do início de abril. A lotação deve ser de acordo com a oferta de pastagem. Quanto ao manejo sanitário, ainda é forte a infestação por carrapatos e mosca-do-chifre, com registro de casos de tristeza parasitária, típicos do ataque dos carrapatos de terceira geração. Produtores vacinam também contra clostridiose e brucelose e fazem controle das verminoses na bovinocultura.
Quanto ao manejo reprodutivo, a partir deste mês se intensificam os diagnósticos de gestação, apartando as vacas vazias para descarte e engorda. No diagnóstico de gestação, são aplicadas as vacinas para doenças da reprodução nas vacas prenhes. Se intensificam também os desmames de terneiros e os preparos para as feiras que se realizam no final de abril e em maio.

Festa in Vêneto vai movimentar Cotiporã

Festa in Vêneto acontece entre os dias de 10 a 12 e 16 a 19 de maio, em Cotiporã Crédito foto: Rejane Paludo

Repleta de sabores, cultura e diversão, a Festa in Vêneto chega à 8ª edição, no período de 10 a 12 e 16 a 19 de maio, em Cotiporã. Serão sete dias de muitas atrações, apresentando as potencialidades do município na indústria, comércio e agricultura, a farta gastronomia, os talentos e histórias locais e a hospitalidade do povo, proporcionando alegria e diversão.
Comunidade e visitantes poderão conferir e adquirir produtos de cantinas de vinho, produtores rurais convencionais e ecologistas e agroindústrias do município, como salame, queijo, licores e rapaduras. Com a colaboração da comunidade, no espaço da Emater/RS-Ascar serão preparados polenta, figada, goiabada e melado para degustação. O artesanato, feito por mãos habilidosas que já trabalharam muito, também poderá ser conferido pelos visitantes, que irão contar ainda com oficinas de bordados e dressa, no dia 11 de maio, às 14h, e de tricô e crochê, no dia 18 de maio, a partir das 15h. Nestes mesmos dias e horários acontecerão outras oficinas: uma de pães, onde extensionistas da Emater/RS-Ascar irão ensinar a fazer diversos tipos, na cozinha interativa, com distribuição das receitas e degustação, e outra de pierogi, comida típica polonesa, que será ensinada por agricultoras cotiporanenses.
No dia 16 de maio, profissionais da Secretaria de Saúde e Assistência Social, com a colaboração da Emater/RS-Ascar, irão desenvolver ações do projeto Farmácia Viva, com orientações sobre plantas medicinais e seus usos corretos. E no dia 17 de maio, ocorrerão palestra (às 10h) e oficina (às13h30) com profissionais do IFRS Bento Gonçalves e colaboração dos produtores ecologistas, sobre plantas alimentícias não convencionais.
Também faz parte da programação da Festa in Vêneto a 2ª Mostra da Atividade Leiteira, que contará com exposição de animais dias 11, 12, 18 e 19. Além disso, aos sábados pela manhã (11 e 18/05), haverá palestras para os bovinocultores de Cotiporã e demais interessados, abordando temas como manejo alimentar de bezerras, pontos importantes em dietas de vacas leiteiras e manejo do solo e da água, entre outros. Ao fim do dia, haverá a possibilidade das crianças darem mamadeira para as terneiras presentes na exposição.
Mais informações podem ser obtidas no site: www.festainveneto.com.br