Dia de Campo reúne produtores de frutas em Caxias do Sul

Fruticultura com qualidade e sustentabilidade foi o tema do Dia de Campo realizado na tarde da quarta-feira (31/07), na propriedade do agricultor Alex Mazzochi, em Caxias do Sul. Cerca de 100 pessoas participaram da atividade, promovida pela Emater/RS-Ascar, com apoio da Secretaria Municipal da Agricultura, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Sicredi.
A fim de despertar o interesse do produtor para o uso dessa importante tecnologia, que é a energia fotovoltaica, o assunto foi abordado pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, João Villa. “É uma tecnologia limpa e eficiente, que gera energia elétrica a partir da luz solar”, destacou Villa, que apresentou uma comparação entre gasto com energia e custo de investimento e entre consumo e produção de energia elétrica. “É um sistema de alta viabilidade para quem tem um consumo um pouco mais elevado”, salientou Villa. Ele também esclareceu sobre orçamento, instalação, funcionamento, projeto para financiamento e linhas disponíveis, entre outros pontos. Villa explicou, ainda, sobre o depósito de agrotóxicos, que contribuiu para a organização da propriedade e a segurança de todos. Os interessados podem obter mais informações nos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar, que fornecem o projeto do depósito gratuitamente, com orientações sobre escolha do local, construção e o que ele deve ter.
Já os engenheiros agrônomos da Emater/RS-Ascar, Enio Ângelo Todeschini e Daniel Batista, falaram sobre o manejo e controle da Antracnose do caquizeiro. Todeschini apresentou um histórico da doença, que foi identificada na Serra Gaúcha na safra de 2009/10 e hoje é o principal problema da cultura. Fitopatia fúngica, a Antracnose se manifesta em períodos de alta umidade e temperaturas elevadas, afetando ramos jovens, folhas e frutos. A infecção ocorre por penetração direta através das aberturas naturais ou ferimentos. Tem como meios de dispersão as gotas da chuva e insetos. A prevenção e controle dependem da escolha da área, mudas sadias e a adoção de diversas práticas culturais: tratamento de inverno, manejo racional da adubação nitrogenada, podas seca e verde adequadas e, principalmente, coleta e destruição (enterramento) de todas as frutas com sintomas da doença. Havendo necessidade de aplicação de fungicidas, os extensionistas informaram sobre os produtos com registro, doses e carência.
O Dia de Campo teve também uma estação sobre conservação de frutas em câmaras frias, com o engenheiro agrônomo Gian Carlos Zanette, da Frutas Zanette, que falou sobre as principais espécies que são frigoconservadas na região serrana: maçã, pêssego, ameixa e uva de mesa. Ele explicou como tratar o calor de campo das frutas, ou seja, as formas de retirada do calor da fruta antes de ser armazenada, fator que interfere na conservação e vida de prateleira da fruta após a retirada da câmara fria, e também sobre o tempo máximo de conservação de cada uma das espécies, a importância de não misturar espécies no mesmo ambiente e a temperatura e umidade relativa do ar ideais para cada fruta.