Dia de Campo em Flores da Cunha esclarece exigências e tecnologias de produção

Um dia de campo realizado na tarde de quarta-feira (27/11) em Flores da Cunha, pela Secretaria Municipal da Agricultura, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Embrapa Uva e Vinho e Emater/RS-Ascar, conveniada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), reuniu mais de cem agricultores. O evento, que ocorreu na propriedade de José Tomazzoni, na comunidade da Linha 60, tratou da rastreabilidade, cultivo integrado de videira e tomate, e cultivo protegido de uva.
A rastreabilidade agrícola, que possibilita conhecer a história completa e o caminho percorrido pelo produto, desde o plantio até chegar ao consumidor, e que será obrigatória para todos os produtos vegetais frescos a partir de 2020, foi abordada pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Mauro Tessari. Ele explicou o que o produtor precisa fazer para atender à legislação, esclarecendo sobre rotulagem, caderno de campo para registro das práticas culturais, identificação do lote e planilha de controle de comercialização, entre outros. De acordo com ele, a rastreabilidade possibilitará a identificação de problemas e a aplicação de medidas corretivas, a promoção da segurança alimentar, a valorização dos produtos e a abertura de novos mercados, entre outros benefícios.
A Embrapa Uva e Vinho apresentou as recomendações de pesquisa para o cultivo protegido, com enfoque no resíduo de produtos e manejo do dossel, pelo pesquisador Henrique Pessoa e pelo técnico Roque Zílio. “O que a gente busca com o cultivo protegido é sempre um efeito ‘guarda-chuva’, porque a porta de entrada de doenças, principalmente o míldio que tem na região, é o molhamento. Sendo assim, não precisa tratar de modo desnecessário, porque neste caso o plástico é a prevenção, não o produto”, afirmou Henrique.
O agricultor Jair Caberlon apresentou a experiência da família no cultivo integrado de videira e tomate protegidos. Como forma de aproveitar a terra até a videira começar a produzir e também ter uma renda para a família e tirar o custo da cobertura plástica, o agricultor planta tomate por dois anos, e um ano planta pimentão. Também foi explicado sobre as variedades cultivadas, produtividade, tratamentos, adubação e aspectos da plasticultura.
Durante o encontro, os apoiadores Florensa, Agropro e Sicredi também apresentaram opções de tecnologias para o setor.