Emater/RS-Ascar divulga atualização de estimativa de perdas pela estiagem

Uma atualização da estimativa de perdas na produtividade, em relação à estimativa inicial divulgada em agosto do ano passado, das culturas de soja (-32,3%) e milho (-26,3%) da safra 2019/2020. Foto: Divugação

Em caráter excepcional, por solicitação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a Emater/RS-Ascar divulga, nesta quarta-feira (11/03), uma atualização da estimativa de perdas na produtividade, em relação à estimativa inicial divulgada em agosto do ano passado, das culturas de soja (-32,3%) e milho (-26,3%) da safra 2019/2020.
Esses dados são referentes ao retrato da situação até a última segunda-feira (09/03), e não a uma projeção para o resultado após a safra. “A estiagem persiste e esses números podem aumentar”, anunciou o diretor técnico Alencar Ruger. Ele destaca ainda que o levantamento apresenta perdas de até 75% em alguns municípios, mas o dado refere-se a uma média estadual.
O presidente da Instituição, Geraldo Sandri, ressalta que o monitoramento das lavouras é acompanhado periodicamentenão e não há previsão de uma nova divulgação de dados antes da conclusão da colheita.

Soja
Estimativa produtividade média (kg/ha)
Inicial – 3.315
Atual – 2.245
Variação – -32,3%

Estimativa produção (ton)
Inicial – 19,7 milhões
Atual – 13,3 milhões
Variação – -32,2%

Milho
Estimativa produtividade média (kg/ha)
Inicial – 7.710
Atual – 5.679
Variação – -26,3%

Estimativa produção (ton)
Inicial – 5,9 milhões
Atual – 4,4 milhões
Variação – -25,2%

Queijo Artesanal Serrano conquista IG Campos de Cima da Serra

 

o Queijo Artesanal Serrano é o primeiro queijo brasileiro a obter uma Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem (DO) Foto: Divulgação

Depois de uma longa caminhada, o Queijo Artesanal Serrano é o primeiro queijo brasileiro a obter uma Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem (DO), o que representa uma conquista importante para a região produtora, que engloba 16 municípios do Rio Grande do Sul e 18 municípios catarinenses. O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) publicou a concessão da IG “Campos de Cima da Serra” na modalidade DO para o produto no último dia 03 de março.
A IG representa reconhecimento das especificidades da região e a valorização e proteção do produto. Ela foi concedida em nome da Federação das Associações de Produtores de Queijo Artesanal Serrano dos Campos de Cima da Serra do RS e SC (Faproqas), entidade na qual os agricultores estão organizados, e que passa a utilizar um selo escolhido pelos produtores e aprovado pelos órgãos de controle (foto). Para esta conquista, foi fundamental o trabalho árduo e persistente dos produtores de queijo, além da assistência técnica direta de extensionistas da Emater/RS-Ascar e da Epagri/SC, que se dedicaram a este trabalho por quase 20 anos, contando com o apoio da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), prefeituras, câmaras de vereadores, médicos veterinários dos Serviços de Inspeção Municipal, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e universidades (Udesc, Ufrgs e Uergs).

“Esse momento é muito importante para os pecuaristas familiares da região porque no final de 2019 a Seapdr, que é o órgão autorizado a conceder o Selo Arte no RS, resolveu habilitar as queijarias que produzem Queijo Artesanal Serrano e possuem, pelo menos, inspeção municipal, para que possam vender seus queijos em todo território nacional. Este alinhamento de inspeção e certificação é um grande estímulo para o desenvolvimento deste território”, conclui o médico veterinário João Carlos Santos da Luz, extensionista rural da Emater/RS-Ascar.

HISTÓRICO
Produtor de reconhecida notoriedade, o Queijo Artesanal Serrano é rico em história, pois é produzido desde o povoamento desSa região pelos açorianos que subiram de Laguna, os que vieram de Santo Antônio da Patrulha e alguns tropeiros que por ali se estabeleceram, também de origem lusitana. O gado xucro (chimarrão), que ali fora deixado pelos padres jesuítas, foi amansado e começou a ser ordenhado para a confecção do queijo. Este saber-fazer trazido pelos povoadores que formaram as primeiras fazendas cruzou séculos e a receita foi transmitida através das gerações, chegando aos atuais produtores, que têm grande orgulho em manter a tradição e A cultura. Hoje se estima que cerca de três mil produtores ainda elaboram estes queijos, embora nem todos estejam inseridos no mercado ou produzam apenas para consumo da família.

MUNICÍPIOS ABRANGIDOS PELA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA
RS: André da Rocha, Bom Jesus, Cambará do Sul, Campestre da Serra, Capão Bonito do Sul, Caxias do Sul, Esmeralda, Ipê, Jaquirana, Lagoa Vermelha, Monte Alegre dos Campos, Muitos Capões, Pinhal da Serra, São Francisco de Paula, São José dos Ausentes, Vacaria.
SC: Anita Garibaldi, Bocaina do Sul, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Correa Pinto, Lages, Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Ponte Alta, Rio Rufino, São Joaquim, São José do Cerrito, Serro Negro, Urubici, Urupema.

Quase 10% das lavouras de soja estão colhidas no Estado

Foto; Divulgação

As lavouras de soja no Estado já contam com 8% da sua área total cultivada colhida. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12/03) pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), 36% das lavouras encontram-se prontas para colher, 48% em enchimento de grãos, 7% em floração e 1% em desenvolvimento vegetativo.
Já mais da metade (57%) das lavouras de milho no Rio Grande do Sul estão colhidas, 5% está em germinação e desenvolvimento vegetativo, 7% em floração, 18% em enchimento de grãos e 13% maduro.
A permanência das condições de tempo seco no Rio Grande do Sul tem favorecido a cultura que se encontra com bom estande de plantas e bom desenvolvimento; por outro lado, os mananciais vêm se ressentindo na reposição dos volumes de água e já apresentam sinais de diminuição. No período, em 1% das lavouras a fase é de germinação e desenvolvimento vegetativo, 6% delas estão em floração, 26% em enchimento de grãos, 44% em maturação e 23% foram colhidos.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, o feijão 1ª safra é a cultura de grãos mais impactada pelas adversidades climáticas ocorridas desde o início da semeadura até o final do ciclo, principalmente pelo efeito prejudicial da estiagem nas fases da floração e enchimento dos grãos. Estão colhidos 63% das áreas semeadas. Em Canguçu, Santana da Boa Vista e São Lourenço do Sul, a colheita está concluída. Nas demais áreas na região, a cultura está em fase de maturação.
Na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a segunda safra está semeada e se encontra na fase de emergência e desenvolvimento vegetativo. Em geral, as lavouras estão com bom estande, mas já se ressentem da ausência de umidade no solo, fator igualmente restritivo para a realização da primeira aplicação de adubação nitrogenada.

OLERÍCOLAS
Na regional de Ijuí, o cenário apresenta tendência de concentração da produção de olerícolas com aumento de escala e redução do número de produtores, principalmente devido à falta de mão de obra nas propriedades. O polo produtivo de Ijuí, o maior da região, vem adotando mais mecanização, automatização da irrigação e cultivo protegido, retomando inclusive o uso de produtos biológicos nos tratos culturais para atender a demanda de consumidores preferenciais de produtos orgânicos. As culturas de verão, como abóboras para saladas e vagens, estão em final de ciclo, diminuindo a oferta local.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as condições climáticas de tempo seco e forte insolação dificultam a produção de espécies olerícolas cultivadas a campo, principalmente em função da baixa umidade relativa do ar e do solo. A irrigação tem sido usada com maior frequência; ainda assim, não há condições de preparo do solo para futuros cultivos. Mudas recém-transplantadas tiveram pegamento reduzido e demanda por irrigação recorrente. Nos cultivos protegidos, há ocorrência de pragas, principalmente tripes, mosca-branca e ácaros. Há produção de folhosas como alface, rúcula e couve-folha somente em hortas com irrigação e com telas de sombreamento. Há forte ataque de lagartas (Ascia monuste), pulgões, ácaros, tripes e coleópteros crisomelídeos, sendo necessária a aplicação de inseticidas. Cucurbitáceas seguem em plena colheita. Com relação à rastreabilidade, os mercados locais já implementaram as cobranças da procedência dos produtos.

PISCICULTURA E PESCA ARTESANAL
A redução do volume de água dos açudes exige cuidados especiais para manter boas condições alimentares e oxigenação para os peixes. Ocorreram alguns casos de morte de peixes por asfixia nas regiões da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa e Porto Alegre.
Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, no rio Uruguai continua a proliferação de algas, que causa mau cheiro na água e dificulta o trabalho dos pescadores artesanais, pois os obriga a lavar continuadamente os equipamentos de pesca. As espécies de peixe sem escamas são as mais capturadas.
Na região de Pelotas, a captura de pescado artesanal nas lagoas Mirim e dos Patos é baixa. Em Rio Grande e São José do Norte, o Camarão é capturado em boa quantidade, mas com tamanho pequeno. Na de Porto Alegre, em Palmares do Sul, Tapes, Imbé, Tramandaí e Mostardas, a produtividade da pesca artesanal na semana foi baixa.

OVINOCULTURA, BOVINOCULTURA DE LEITE E DE CORTE
Os rebanhos ovinos do Rio Grande do Sul encontram-se em boas condições corporais e sanitárias. O hábito de pastejo mais rente ao solo praticado pelos ovinos lhes garante melhor aproveitamento alimentar e nutricional em períodos de menor crescimento das pastagens.
O clima mais seco auxilia o controle de parasitoses internas e externas. Em relação ao manejo reprodutivo, a cobertura das matrizes nas propriedades onde foi iniciada em março deve ser estendida até o final de abril.
Os rebanhos de bovinos de leite nas várias regiões do Estado começam a sentir mais severamente os efeitos da estiagem prolongada, que afetam sua condição corporal e a produção leiteira.
As condições sanitárias são satisfatórias, mas com ocorrência acima do normal de algumas infestações por carrapato, mosca-do-chifre e miíases, considerando as condições de baixo teor de umidade no solo no período atual.
Considerando o extenso período de deficiência de umidade no solo, que prejudicou o desenvolvimento dos pastos na maior parte das regiões, o estado geral dos bovinos de corte é razoável. Em diversas áreas, o gado apresenta perda de peso e, em vários locais, está faltando água para dessedentação.
As condições sanitárias são satisfatórias, com incidência de infestações parasitárias entre fracas e moderadas, que vêm sendo controladas por práticas de manejo e uso de medicamentos apropriados. Em propriedades mais afetadas pela seca e a fim de evitar mais perda de peso dos animais, alguns produtores antecipam a venda para o abate, diminuindo assim a possibilidade de maiores prejuízos.

Chardonnay premiado na Europa é um dos motivos para você conhecer os produtos da Vinícola Gazzaro

Entre os destaques estão dois espumantes que foram destaque no Concurso do Espumante Brasileiro, um deles recebeu Gran Ouro

A vinícola que elabora um dos melhores Chardonnay do Brasil, produto este que recebeu a primeira medalha de ouro para um produto brasileiro no exterior em 2020 – a empresa foi destaque no Concurso International Awards Virtus, em Portugal – a Vinícola Gazzaro, localizada em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, é também conhecida pela excelência de seus espumantes. Prova disso são as recentes medalhas que as borbulhas elaboradas pelo enólogo e proprietário da vinícola, Vanderlei Gazzi, receberam em 2019. A última delas classificou o moscatel rosé com Medalha Gran Ouro no 11º Concurso do Espumante Brasileiro, a mais importante avaliação deste estilo de produto feita no Brasil. O concurso reúne especialistas do Brasil e do exterior, que tem a missão de degustar, às cegas, centenas de amostras vindas de diversos terrois do Brasil. Nesse mesmo concurso, a Vinícola Gazzaro também recebeu medalha de Ouro com o espumante Gazzaro Brut Charmat.
Os três produtos acima citados fazem parte de um portfólio que há anos recebe destaque em avaliações no Brasil e no exterior. A vinícola elabora vinhos finos desde 2005 (iniciou com os espumantes e depois partir para os tranquilos). De lá para cá vem ampliando sua visibilidade e ganhando as taças dos apreciadores Brasil a fora.
Fazem parte do portfólio de vinhos finos da Vinícola Gazzaro quatro espumantes elaborados pelo método Champenoise, cinco espumantes pelo método Charmat, sete vinhos tranquilos e um suco de uva integral (veja abaixo a lista).

Sobre a Vinícola Gazzaro
A história da Vinícola Gazzaro começa em 1896 quando Pietro Gazzi, imigrante vindo do Norte da Itália, inicia uma pequena produção de vinhos no Travessão Alfredo Chaves, interior de Flores da Cunha, Rio Grande do Sul. Em 1945, seus descendentes fundam a Sociedade de Bebidas Gazzi. Era um espaço para a família de vitivinicultores trabalharem a uva e o vinho. Em 1986, o atual proprietário da vinícola, Vanderlei Gazzi, forma-se em Enologia e dá um novo rumo aos negócios. Depois de fazer estágios em importantes vinícolas da época, Vanderlei, junto com dois irmãos, funda a Indústria de Vinhos Gazzi. Em 2003, a empresa troca de nome e passa a se chamar Vinícola Gazzaro, nome escolhido para homenagear os antigos imigrantes italianos descendentes da família. A partir de 2008, a empresa foca seu trabalho na elaboração de espumantes através dos métodos Charmat e Champenoise, produtos os quais a vinícola é reconhecida nacionalmente, e nos vinhos tranquilos finos.
Até 2014 a Vinícola Gazzaro estava localizada em Mato Perso, distrito de Flores da Cunha. Depois, em 2015, foi transferida para um espaço mais amplo, localizado em Otávio Rocha, também no interior de Flores da Cunha, onde está até hoje.

Chadonnay premiado internacionalmente
O vinho Chardonnay 2019 é elaborado a partir de uma seleção de uvas colhidas no terroir Serra Gaúcha. Amadureceu durante seis meses em barricas de carvalho o que confere elegância e complexidade ao vinho. Outra característica deste Chardonnay premiado é seu potencial gastronômico, portanto, um vinho ideal para apreciar uma massa ao molho de queijo e, até mesmo, uma carne mais estruturada. “Tínhamos em mãos uma uva Chardonnay de excelente qualidade. Então decidimos que seria o momento de investir em um grande vinho branco, já que o grande segredo para apresentar um bom vinho para o consumidor é a qualidade da uva”, diz o enólogo Vanderlei Gazzi. O produto premiado pode ser adquirido pelo telefone 54 32924455 ou pelo e-mail vendas@gazzaro.com.br.

Moscatel Rosé Medalha Gran Ouro
O espumante moscatel rosé, produto que recebeu medalha Gran Ouro no Concurso do Espumante Brasileiro em 2019, é elaborado através de um assemblage das uvas Moscato Branco, Moscato Giallo e Moscato de Alexandria. As uvas foram selecionadas em vinhedos da Serra Gaúcha. O produto é fresco e delicado, ideal para harmonizar com sobremesas e num happy hour. O produto premiado pode ser adquirido pelo telefone 54 32924455 ou pelo e-mail vendas@gazzaro.com.br.

Para enólogos, 2020 é a safra das safras

Qualidade surpreende profissionais em todas regiões do Brasil

“Estamos diante da safra das safras”. Emocionado com o que viu nesta colheita da uva, o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Daniel Salvador, comemora o resultado de um ano de trabalho junto ao vinhedo. Segundo ele, o comportamento climático e as condições técnicas atuais foram determinantes para considerar esta safra a melhor de todos os tempos. A avaliação chega de todas as partes, a partir da troca de informações entre enólogos que atuam nas mais diversas regiões produtoras do Brasil.
“Esta vindima foi bela, uma escultura, um monumento que a natureza nos deu. Deste momento em diante é conosco”, declara o presidente. “Estamos tendo a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprendemos na escola e com a experiência adquirida. É um misto de alegria e satisfação que emociona. Não se faz um vinho sozinho. E este ano, a mãe natureza fez a sua parte de forma esplêndida. Agora, nós, enólogos, precisamos ter a sensibilidade e o conhecimento suficientes para gerar o melhor vinho com equilíbrio, sintonia”, destaca.


O presidente chama a atenção para a possibilidade de conhecer um patamar de vinhos que serão descobertos em breve. Nunca o Brasil, tanto vinícolas, quanto enólogos, esteve tão preparado tecnicamente, com profundo conhecimento, precisão na Viticultura e Enologia, para receber e processar uma matéria prima de tamanha qualidade. “Os primeiros resultados são surpreendentes. Esta safra veio para coroar todo esforço empenhado em anos de trabalho e pesquisa. Não há cidade, região ou estado, que ousa falar mal desta safra. Os elogios vêm de todas as partes, de todos com quem conversei”, complementa.
Todo vinho tem uma longa caminhada. E com esta performance, certamente novos vinhos surgirão, com novas propostas, novos estilos, novas descobertas. “Chega a ser cinematográfico. Peguei um cacho de Merlot na mão e me emocionei. Só pensei em dizer Obrigado à mãe natureza. Me senti forte, realizado e inspirado para transformar esta uva no melhor vinho que já fiz na vida”, conclui.

 

Papel dos Conventions no turismo de eventos e negócios é pauta de palestra

A importância dos Conventions para o desenvolvimento de um Destino Turístico foi reforçada na palestra realizada por Toni Sando de Oliveira, na tarde de 6 de março, nas dependências do Hotel Vinocap. O presidente da Unedestinos – entidade que representa os Conventions Bureau no Brasil – apontou ainda o potencial de alinhar turismo e negócios, com feiras e eventos, para os cerca de 50 participantes da capacitação.
Este 2020 é “um ano promissor. É importante estarmos atentos as oportunidades em nosso País, que tem tantas ofertas de Destinos para receber pessoas. Bento tem uma marca forte, é uma referência pelo seu potencial, é encantador, organizado, com bom atendimento e que facilita a conquista de mais visitantes”, mencionou Oliveira.
Bento Gonçalves por sinal ainda celebra os números de 2019, quando recebeu mais de 1,7 milhão de visitantes.
A presidente do Bento Convention Bureau (BCB), Gabrielle Signor Rodrigues, destacou ser um momento de “troca de ideias, com a relevância do setor de eventos e de negócios para o Destino”, disse.
A palestra foi uma realização do BCB, com apoio do Hotel Vinocap, Associação de Turismo da Serra Nordeste – Atuaserra, CIC -Centro da Indústria, Comércio e Serviços, Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria Região Uva e Vinho – SEGH, Conselho Municipal de Turismo -COMTUR e Secretaria Municipal de Turismo-SEMTUR.
Participaram do encontro membros da diretoria, associados, empreendedores do turismo entre outros. O acesso da palestra se deu com 1kg de alimento não perecível que será destinado para uma ação social.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Bento Convention Bureau

Vem aí mais uma edição do Garibaldi Vintage

Espumantes_10 Garibaldi Vintage_Créditos da foto Alexandra Ungaratto

As já conhecidas décadas de 20 a 60 são a inspiração. O Garibaldi Vintage chega a 13ª edição no dia 20 de março, sexta-feira, no Centro Histórico.
A gastronomia é um dos grandes destaques do evento. Nesta edição, as diversas opções voltam a ser um diferencial, harmonizadas com os tradicionais espumantes da Rota dos Espumantes e as cervejarias artesanais.
O evento ganha ainda mais destaque quando o público se caracteriza e usa trajes das épocas. As opções são diversas, visto que a moda sofreu grandes mudanças de 1920 a 1960, baseadas nas profundas transformações sociais, políticas, econômicas e geográficas pelas quais o mundo passou.
Bandas com repertório voltado à época e atrações culturais itinerantes seguem surpreendendo e encantando o público. A organização também sugere que o público utilize a #garibaldivintage e marque o perfil @turismogaribaldi no Instagram. Acompanhe os detalhes do evento pelas redes sociais do Turismo Garibaldi.
O Garibaldi Vintage integra as atrações do calendário Outono das Cores, é uma realização da Prefeitura de Garibaldi, por meio da Secretaria de Turismo e Cultura. O evento conta com o apoio das secretarias de Obras, de Segurança e Mobilidade Urbana, Meio Ambiente, Saúde e da Associação Garibaldi Gastrô. A realização do Encontro de Carros Antigos do Vintage é promovida pelo AntiGar – Carros Antigos de Garibaldi e Veteran Car Club dos Vinhedos. Mais informações com a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, no fone (54) 3462 8235.

12º Edição Garibaldi Vintage – Crédito Hugo Araujo

Cardápio – 13ª edição – 20 de março de 2020
Restaurantes
Café Luna Park
Entrevero no pão com fritas

Devorata
Trufa (branca, branca com castanhas, café, cereja, crocante, coco, espumante, laranja, limão, maracujá, meio-amargo, menta, nozes e tradicional)
Trufa (70% cacau belga e pistache)
Barrinha de Leite Condensado
Pirulito de Chocolate
Trufa Devorata com Sorvete de Creme
Água
Espumantes Garibaldi

Dolce Mattina
Iscas de carne aos queijos e batata chips
Massa penne caprese
Brigadeiro de colher
Macarons

Estrada do Sabor
Grostoli

Filó Café
Polenta mole com carne de panela ou funghi
Capeleti Frito
Rapadura de nozes e chocolate

Gérson Bem
Risoto de iscas de filé com mostarda
Hambúrguer de carne recheado com gorgonzola
Pana cota com geleia de frutas vermelhas

Hostaria Casacurta
Hamburguer de gado, pão de fermentação natural, alface, tomate, maionese caseira, molho de queijos e bacon especial

Ina Boeno Confeitaria Autoral
Pizza brownie de diversos sabores
Docinhos sortidos
Potinho dos desejos

La Cantina
Porção de polenta e salaminho brustolados na chapa
Porção de frios (salame, copa, queijo colonial e pepino)
Espumates e vinhos La Cantina
Suco de uva 500ml

La Fermata Bistrô
Talharim caseiro ao molho de camarão e legumes tostados
Espumante Moscatel
Espumante Moscatel Rose
Espumante Prosecco
Espumante Brut Rose
Espumante Extra Brut
Espumante Nature
Vinho Tinto Cabernet Sauvignon
Vinho Branco Chardonnay
Água

Le Petit Sablé
Brownies Le Petit Sablé
Tradicional
Branco
Nozes
M&M’s
Brownie com sorvete e calda de frutas vermelhas com espumante e especiarias
Sanduíche Le Petit com pão ciabatta com pasta cremosa de frango e geleia de abacaxi, rúcula
Sanduiche Serrano com Raclette, com pão ciabatta com ragu de ossobuco, com queijo gruyère derretido, cebola caramelada e rúcula
Opção vegetariana: Sanduíche caprese com pão ciabatta com tomates cereja temperados no pesto de manjericão e creme de ricota
Água mineral

Santorini Garden
Risoto com seleção de cogumelos: Porcini, shitake, shimeji, paris e porto bello
Sanduba de costela 12 horas
Fudge com farofa de castanha e frutas vermelhas

Trattoria Primo Camilo
Ravioli com gorgonzola e nozes.
Risoto de cordeiro assado no forno à lenha.
Espumantes Chandon

Valle Rustico
Choripan
Chips
Sonho com doce de leite
Água com e sem gás
Aperol Spritz

Casa Pedrucci
Casa Pedrucci Moscatel 2019
Casa Pedrucci Brut Tradicional 2018
Casa Pedrucci Brut Rosé 2018
Casa Pedrucci Reserva Nature 2016
Casa Pedrucci Reserva Tinto 2015

COOPEG
Espumante Nature Rose
Espumante Orgânico Brut
Espumante Orgânico Demi-Sec
Vinho Orgânico
Suco de Uva

Cooperativa Vinícola Garibaldi
Espumante Garibaldi Moscatel
Espumante Garibaldi Chardonnay
Espumante Garibaldi Prosecco rosé
Vinho Garibaldi merlot
Suco 300ml
Bag para gelo
Água

Domno
Ponto Nero Celebration Moscatel
Ponto Nero Brut Ponto Nero Rose Brut
Ponto Nero Sauvignon Blanc Enjoy
Dom Naneto Dom Naneto Moscatel
Dom Naneto Moscatel Rose
Dom Naneto Brut Tradicional
Dom Naneto Brut Rose Tradicional
Água

Vinícola Peterlongo
Vita Sur Lie
Presence Brut
Presence Brut Rosé
Peterlongo Moscatel Branco
Presence Frisante Rosé
Terras Carménère
Suco de Uva
Água

Vitivinícola Santa Bárbara
Vinho fino tinto seco Merlot
Vinho Fino Rosado seco Pinot Noir
Espumante Moscatel Branco
Espumante Moscatel Rose
Espumante Brut Branco
Espumante Brut Rosé
Suco de uva integral tinto

Leopoldina
Pilnser
Ipa
Weiss
Witbier
Red Ale
Apa

Montoro
Pilsen
Brut IPA
Witbier

Trinker
Guaripa – American IPA com guaraná da Amazônia
DEX- Dortmund export
Birah! – Pilsen
Lewit – witbier com limão siciliano e laranja kinkan

Cenci inaugura Loja de Móveis Planejados em Garibaldi

A estrutura oportunizará ao visitante conhecer os produtos e lançamentos da marca reproduzidos nos espaços decorados
Loja de fábrica de móveis planejados sob medida, a Cenci Móveis Planejados que chegar mais perto do consumidor para personalizar as ações de relacionamento com o cliente. A marca, presente no mercado há 40 anos, inaugurou a nova Loja na noite da sexta-feira, 06, em ponto nobre: na Av. Independência 1085, em Garibaldi.
A nova loja apresenta ambientes modernos com diversidade de acessórios e matéria-prima. Além disso, cada projeto é desenvolvido dentro de um padrão de exclusividade, agregando praticidade às necessidades do cliente. “É um cartão de visitas materializado. Nossa meta é elaborar um ambiente com requinte e conforto para que se torne referência na qualidade do material e dos serviços prestados pela nossa marca” ilustram os diretores Carine e Maicon Cenci.

Disponível em cozinhas, dormitórios, lavanderias, home theaters, banheiros e ambientes corporativos. Casa, apartamento ou escritório. Flexibilidade de pagamento é um diferencial de destaque da loja, tornando ainda mais acessível o projeto dos seus sonhos. E para quem possui imóvel ainda na planta, ou deseja antecipar seu projeto, a loja oferece a Compra Programada diretamente com a fábrica, em parcelas que cabem no seu bolso.
A loja Móveis Cenci atende de segunda à sexta das 9h às 11:30h e das 13:30h às 19h, e aos sábados das 8h às 12h. Solicite seu projeto através dos telefones (54) 2125-5013 ou (54) 99668-4474.

Equipe Cenci Foto: Joice Mara Dias

 

 

Embrapa cria sensor que usa câmera do celular para indicar se fruta está madura

Yva é uma etiqueta similar ao QR Code e muda de cor para indicar o grau de maturação
A Embrapa Instrumentação, localizada em São Paulo, desenvolveu um sensor de baixo custo que permite saber se a fruta está madura usando a câmera do celular.
O recurso, que usa nanotecnologia e inteligência artificial, é capaz de rastrear e monitorar o grau de maturação das frutas climatéricas (que amadurecem depois da colheita).
Criado no âmbito de um projeto de inovação com a Siena Company, o sensor colorimétrico chamado de Yva (“fruta”, em tupi-guarani) é similar a uma etiqueta QR Code.
O Yva foi testado em manga, mamão e banana, mas pode ser aplicado em diversas frutas. O sensor detecta a liberação do gás etileno, hormônio natural no processo de amadurecimento. Ao reagir com nanopartículas em pó, faz o sensor alterar a cor conforme o fruto amadurece.
A mudança na coloração é interpretada por meio de um aplicativo de celular, que indica quando o fruto deverá estar maduro e adequado para o consumo ou o ponto específico em que atingirá o estágio de melhor apreciação pelo consumidor.

Monitoramento e gestão
O nanossensor pode ser acondicionado dentro de embalagens plásticas ou em caixas de frutas, sendo destinado a vários segmentos de mercado. Assim, a tecnologia pode ser usada pela cadeia produtiva no monitoramento da qualidade da colheita até o consumidor final.
Segundo a Embrapa, também possibilitará auxiliar na gestão de estoques, seguindo a metodologia de estocagem utilizada com perecíveis na qual a ordem de saída obedece as datas de expiração de cada produto.
Descartável, a tecnologia deve chegar ao mercado com custo entre R$ 0,08 a R$ 0,10 por quilo de fruta. O nanossensor já está sendo apresentado na Anufood Brazil, feira internacional do setor de alimentos e bebidas que começou nesta segunda-feira (9/3) em SP.

Emater/RS-Ascar atualiza estimativas para Safra de Verão

Soja – Região de Passo Fundo – Foto: Vanessa Almeida de Moraes

A segunda estimativa de produção da Safra de Grãos de Verão 2019/2020 foi divulgada nesta semana durante a Expodireto Cotrijal, que encerra nesta sexta-feira (06/03) em Não-Me-Toque. Na edição do Informativo Conjuntural desta quinta-feira (05/03), a Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), atualiza a estimativa de área de plantio, produção e produtividade das principais culturas de verão do Rio Grande do Sul. O levantamento apresentado na Expodireto contemplou uma amostra que cobriu 99% da área cultivada com arroz, 82,9% com feijão primeira safra, 83,4% com feijão segunda safra, 97,3% com milho grão, 96,1% para milho destinado à silagem e 98,1% para área com soja.
As lavouras de soja no Estado encontram-se 2% em desenvolvimento vegetativo, 11% em floração, 60% na fase de enchimento de grãos, 23% estão maduras e por colher e 4% já foram colhidas. Até a última terça-feira (03/03), a Emater/RS-Ascar recebeu solicitação para realização de 221 perícias de Proagro para a cultura da soja.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, várias lavouras de soja apresentam coloração amarela devido ao estádio de maturação. A fase atual da cultura é de grande necessidade de água para o enchimento de grãos. Como as precipitações estão desuniformes, tanto em volumes como em relação às áreas atingidas, a cultura da soja tem apresentado grande variabilidade nos potenciais produtivos. Nos municípios mais atingidos pela estiagem, as produtividades alcançam entre 15 e 20 sacas por hectare. Nos beneficiados por chuvas regulares, as produtividades giram em torno de 45 a 50 sacas por hectare. A variabilidade depende do manejo realizado e das tecnologias utilizadas. Os fatores que se destacam para a diminuição de potencial produtivo são a irregularidade das precipitações e o calor excessivo, que têm provocado redução do tamanho do grão e queda prematura de vagens.
Na região de Santa Rosa, a soja foi implantada na totalidade, estando 5% em desenvolvimento vegetativo, 9% em floração, 75% em enchimento de grãos, 10% em maturação e 1% já está colhido. Novas áreas devem entrar em maturação e ser colhidas ainda na primeira quinzena de março. Grande parte da colheita é esperada para a primeira quinzena de abril, quando as variedades de ciclo médio, implantadas em novembro, alcançarem a maturação. Em geral, a condição das lavouras é satisfatória até o momento. O estresse hídrico das plantas nas horas mais quentes do dia durante vários dias seguidos afeta o enchimento final dos grãos, resultando em menor produção por área.
As lavouras de milho no Estado estão 6% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 7% em floração, 17% em enchimento de grãos, 17% maduro e 53% já foram colhidos. Na região de Santa Rosa, os produtores concluíram o segundo plantio (safrinha) e atualmente as lavouras de milho estão 16% em desenvolvimento vegetativo, 1% em floração, 1% em enchimento de grãos, 2% em maturação e 80% já estão colhidas, com rendimento médio de 7.569 quilos por hectare. Nas áreas irrigadas, a produtividade chegou em 12 mil quilos por hectare.
Na regional de Frederico Westphalen, as lavouras de milho com híbridos mais precoces e semeadas até a primeira quinzena de setembro apresentam bom potencial produtivo, variando entre 130 e 160 sacos por hectare e boa qualidade de grãos. Já nas lavouras semeadas a partir da segunda quinzena de setembro, as perdas provocadas por estiagem são maiores.
Milho silagem – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, 29% das áreas implantadas de milho destinado à silagem estão na fase de enchimento de grãos. Outros 27% estão em floração. As áreas já colhidas e a silagem elaborada correspondem a 13% do total das áreas. A silagem elaborada é de qualidade inferior e com rendimentos bastante baixos. Isto interferirá tanto na produção leiteira quanto no ganho de peso do rebanho.
Na região de Santa Rosa, as lavouras implantadas para silagem estão 100% colhidas, e a produtividade média chegou a 40 toneladas por hectare. Na de Erechim, 5% das lavouras de milho silagem estão em enchimento de grãos e 95% já foram colhidas, com produtividade de 34,9 toneladas por hectare. Na de Caxias do Sul, a colheita do milho silagem deve se estender até meados de maio, devido ao segundo plantio da cultura. O rendimento teve redução tanto no volume de massa verde quanto na qualidade da silagem, devido à baixa produção de grãos.
Arroz – Com a permanência das condições do tempo favoráveis ao desenvolvimento da cultura, as lavouras no Estado têm se mantido com bom estande de plantas e bom desenvolvimento. Atualmente, 2% das lavouras estão na fase de germinação/desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 34% em enchimento de grãos, 36% em maturação e 9% foram colhidos.
Feijão 1ª safra – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, o feijão é a cultura que mais perdeu rendimento com os eventos climáticos. No período da semeadura, houve o excesso de chuvas e, na sequência, a estiagem prejudicou a floração e o enchimento dos grãos. Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, onde a leguminosa é cultivada em época diferenciada em relação às demais regiões do Estado, as lavouras de feijão se encontram na fase de formação de vagens e enchimento de grãos. Com as chuvas ocorridas no final de fevereiro, as lavouras voltaram a ter um bom aspecto, e o rendimento esperado é de 2.200 quilos por hectare. São realizadas pulverizações para o controle de pragas e doenças. Em geral, as plantas apresentam boa sanidade.
Feijão 2ª safra – O plantio avança na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen. Com a estiagem, houve antecipação da colheita de lavouras de milho e de soja precoce. A estimativa é de que sejam semeados mais de 9 mil hectares de feijão. A cultura se encontra em estádio de emergência/desenvolvimento vegetativo, e as lavouras apresentam bom estande de plantas, porém, há necessidade de chuvas para a aplicação da primeira parcela da adubação nitrogenada. O rendimento esperado é superior a 1.800 quilos por hectare.
Na região de Santa Maria, os plantios de feijão 2ª safra foram interrompidos em virtude da falta de chuvas. Em fevereiro, houve pequeno volume de precipitações, reduzindo assim a umidade do solo necessária à realização de semeaduras. Com isso, a intenção de plantio de 1.053 hectares tende a não se confirmar. Na de Ijuí, há tendência de diminuição de área, pois a umidade no solo é inadequada para a germinação da cultura. As áreas cultivadas apresentam sintomas de déficit hídrico, principalmente nas lavouras em início de floração, período muito crítico para a confirmação da produtividade. Os cultivos implantados pós-colheita do milho e que dispõem de irrigação se desenvolvem dentro da normalidade, com boa sanidade e baixa incidência de doenças.

OLERÍCOLAS
Cebola – Na regional de Pelotas, a comercialização avança praticamente para o fim, restando 2% de cebola em Tavares e 5% em São José do Norte. O preço pago ao produtor para cebola tipo 3 segue entre R$ 0,60 e R$ 0,80/kg. Produtores com quantidades grandes de cebola de excelente qualidade conseguem até R$ 1,00/kg. O preço da cebola de classificação tipo 2 varia de R$ 0,40 a R$ 0,50/kg.
Alho – Com a finalização da colheita da uva na regional de Caxias do Sul, a comercialização de alho está retomada, com mercado aquecido, ou seja, os preços são remuneradores pela qualidade dos bulbos, característica derivada principalmente da ótima cura a campo e nos galpões de estocagem. Ocorrem reuniões técnicas para reservação de bulbos-semente livres de viroses. Alhicultores da Serra estão animados com os resultados econômicos; com isso, buscam abertura de novas áreas nos Campos de Cima da Serra. Os preços praticados para o quilo variam conforme a classe: 3 a R$ 9,00; 4 a R$ 10,00; classe 5 a R$ 11,00; 6 a R$ 12,00; classe 7 a R$ 13,00 e alho indústria a R$ 8,00/kg.

FRUTÍCOLAS
Uva – Na regional de Caxias do Sul, a colheita da atual safra encaminha-se para a conclusão, sendo colhidas as variedades mais tardias cultivadas na região, como a Isabel, as do grupo Moscato e Cabernet Sauvignon. O rendimento ficou um pouco abaixo do esperado, com redução aproximada de 20%. O potencial produtivo foi afetado pelas condições climáticas que interferiram na uniformidade da brotação das variedades superprecoces e na fixação das bagas, deixando os cachos com menor número de bagas e, finalmente, pela deficiência hídrica em dezembro. A qualidade da fruta colhida é ótima, com elevado teor de açúcar e ausência de podridões. Durante a colheita, as indústrias foram gradativamente aumentando a cotação e a disputa pela produção, sendo que muitos viticultores desvinculados de compromissos prévios foram negociando até o início da colheita de seus vinhedos.
Banana – No Litoral Norte, na regional da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, a cultura segue em produção, com frutas de boa qualidade. A cultivar predominante é a Prata, com cerca de 80% da área; as demais áreas são cultivadas com a Caturra. A produtividade é um pouco menor do que a esperada, em virtude da estiagem e das altas temperaturas do início do ano, que causaram má formação e menor enchimento dos cachos no período. O estado fitossanitário segue bom.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
As áreas de campo nativo e pastagens cultivadas perenes de verão, localizadas em regiões com maior incidência de chuvas, apresentam desenvolvimento e produção de forragem satisfatórios. As pastagens cultivadas perenes, mesmo em áreas mais secas, ainda se desenvolvem de forma razoável. Vários produtores já implantaram ou estão em fase de preparo para o plantio de pastagens cultivadas de inverno.
BOVINOCULTURA DE CORTE – Nas diversas regiões do RS, o estado corporal do gado bovino de corte, de uma maneira geral, é satisfatório. Em áreas com estiagem mais prolongada, onde as condições alimentares e nutricionais dos pastos estão mais prejudicadas, os animais apresentam menor ganho ou até perda de peso. Na maior parte das propriedades, o período de entoure e inseminação foi encerrado.
BOVINOCULTURA DE LEITE – Os rebanhos bovinos leiteiros gaúchos apresentam boas condições corporais e sanitárias. A produção de leite tem sido mantida, em grande parte, com suplementação alimentar à base de silagem e concentrados proteicos. Na maioria das regiões, a produção exclusivamente a pasto tem sido prejudicada pelos períodos de estiagem, que também afeta a produção de silagem e preocupa os produtores a restrição desta alternativa de suplementação alimentar com menor custo, durante o vazio forrageiro outonal que se aproxima. Em algumas áreas há escassez de água para dessedentação dos animais.
PISCICULTURA – Um grande número de açudes apresenta nível mais baixo e, em alguns casos, há necessidade de medidas de manejo para renovação e aeração da água, a fim de manter uma boa oxigenação. Os peixes estão nas fases de crescimento e terminação, e a maioria dos piscicultores planeja uma grande despesca para comercialização na Semana Santa.