Parques Nacionais reabrem a partir de quarta-feira em Cambará do Sul

Visitação com 40% do público, distanciamento e uso de máscaras estão entre medidas previstas para funcionamento dos pontos turísticos

Foto: Agência Cambará Tours / Divulgação

Considerados um dos principais roteiros turísticos da Serra, os parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, em Cambará do Sul, reabrem para visitação do público a partir desta quarta-feira (10). A reabertura foi autorizada em portaria publicada pelo Ministério do Meio Ambiente/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade nesta terça-feira (9). Apesar da visitação já estar liberada, a orientação repassada ao setor de turismo é que as visitas sejam retomadas somente na quarta, já que é preciso montar escalas de funcionários, receber os equipamentos de proteção individual e se preparar para atender os turistas novamente. Os cânions naturais, que atraem milhares de turistas todos os anos, foram fechados em 22 de março como medida de prevenção para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.
As visitas devem ocorrer de forma gradual e monitorada, mediante cumprimento dos protocolos de segurança sanitária – a portaria que permite a reabertura estabelece uma série de medidas para que os parques voltem a funcionar. Dentre elas, a determinação que a visitação ocorra com 40% de público e somente em áreas externas. Também deverá ser respeitado o distanciamento mínimo entre os visitantes, uso de equipamentos de proteção individual (EPI), higienização constante das mãos (antes e depois das atividades), entre outras.
As agências de turismo também ficam responsáveis por uma ficha sanitária que deve ser preenchida por todo visitante que chegar a Cambará do Sul. Os dados são encaminhados à secretaria municipal da Saúde, que irá monitorar o estado de saúde dos visitantes e seguir traçando medidas sanitárias de prevenção ao coronavírus.

CONFIRA AS MEDIDAS ESTABELECIDAS NA PORTARIA
Uso obrigatório de máscara de proteção facial, ainda que artesanal, durante todo o período que estiver no interior do parque;
– Disponibilizar álcool gel 70% ou produto de higienização para as mãos nas estruturas abertas à visitação e nos transportes terrestres e aquaviários, por meio dos operadores e prestadores de serviços;
– Para os atrativos que constituem a obrigatoriedade de uso de algum equipamento de proteção individual (EPI), estes não poderão ser compartilhados sem antes proceder a higienização e desinfecção dos equipamentos;
– Manter ambientes bem ventilados, com janelas e portas abertas, sempre que possível;
– Promover com frequência a limpeza e desinfecção dos ambientes, pisos, corrimãos, lixeiras, balcões, maçanetas, tomadas, torneiras e banheiros, além de outros objetos de uso coletivo, como cadeiras, sofás e bancos;
– Remover jornais, revistas, panfletos e livros dos locais de comum acesso para evitar a transmissão indireta;
– Estimular e priorizar a aquisição on-line de ingressos, serviços e/ou agendamentos, ou organizar o atendimento em filas para evitar aglomerações, considerando a marcação no piso com distanciamento de dois metros, a partir do balcão e entre os clientes;
– As máquinas de débito e crédito devem estar fixas ou envelopadas com filme plástico e desinfetadas após cada uso;
– Manter o distanciamento mínimo de 2 metros entre os sofás, mesas, cadeiras e bancos dos espaços comuns do empreendimento;
– No caso de restaurantes, manter o distanciamento mínimo entre as mesas (2 metros) e cadeiras (1 metro), como também nos ambientes de espera e filas de caixas, com demarcação no piso. Para locais com mesas fixas ou na impossibilidade de remoção, interditar as mesas de forma alternada, comunicando visualmente quais estão livres e interditadas.
– Proceder a higienização e desinfecção de objetos (inclusive cardápios) e superfícies comuns, como as mesas e cadeiras após cada utilização;
– Os transportes terrestres e aquaviários de visitantes deverão priorizar a ventilação natural. Ao final de cada viagem, promover a limpeza e desinfecção dos veículos;
– Respeitar a capacidade de transporte de cada tipo de veículo e evitar superlotação e/ou aglomeração;
– Observar as determinações estabelecidas nos normativos do estado ou município que se encontra localizada a unidade de conservação.