Ministério Público Federal ajuíza ação por Improbidade Administrativa contra ex-prefeito Lírio Turri

Além do gestor, outras três pessoas são acusadas de irregularidades na construção de Completo Educacional em Monte Belo do Sul

 

A gestão do ex-prefeito de Monte Belo do Sul, Lírio Turri voltou a ser alvo da Justiça. O Ministério Público Federal (MPF), após concluir inquérito civil, em resposta ao relatório elaborado pela CPI que investigou irregularidades na construção de uma escola municipal, ajuizou Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa com ressarcimento ao erário, no valor de R$ 537.866,74.

Ex-prefeito de Monte Belo do Sul, Lírio Turri – Fotos: Divulgação Câmara de Vereadores de Monte Belo do Sul

Na ação o MPF apurou a conduta do gestor na condução do projeto da escola, que deveria ter sido concluída em 2016, porém o trabalho foi paralisado em consequência de problemas de execução no projeto arquitetônico e na interrupção de repasses federais – FNDE. Na ação, também foram citados a Construtora Brunoni Ltda e o engenheiro responsável pelo projeto arquitetônico. Diante da gravidade dos fatos que envolvem prejuízo ao erário público e enriquecimento ilícito o MPF discorreu sobre a impossibilidade de conciliação ou mediação das partes envolvidas e também a condenação dos réus, conforme as sanções do art. 12, da Lei 8.429/92, que estabelece ressarcimento integral do dano, perda dos bens e suspensão dos direitos políticos de cinco a dez anos.
A reportagem do Jornal Gazeta News entrou em contato o ex-prefeito o que não retornou o contato. Já o advogado e ex-assessor de Turri, em entrevista a Rádio Difusora, advogado Adroaldo Dal Mass, afirmou que foram seguidos os pareceres de engenheiros do Município através de laudos técnicos.
Já o sócio Administrador da Construtora Brunoni, Diego Brunoni, afirma que a empresa sempre cumpriu com suas obrigações contratuais, executando as obras integralmente, conforme os projetos disponibilizados pelo poder público. Segundo Brunoni todas as obras e boletins de medição executados até março de 2017 foram vistoriados e validados pelo município e pelo FNDE. “A empresa lamenta a atual paralisação e lembra, que mesmo com atrasos de pagamentos que chegaram a 4 meses, nunca paralisou as obras”, ressalta o Administrador.
Conforme o procurador do município de Monte Belo do Sul, Matheus Dalla Zen Borges, a obra do Complexo Educacional já estava paralisada em 2017, com alguns problemas de execução. “Encontramos algumas irregularidades no contrato, houve a rescisão do contrato com a empresa que estava executando a obra e, a partir disso o municipio começou a trabalhar para a retomada das obras. Todas as irregularidades foram encaminhadas aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, bem como o relatório final da CPI da Câmara de Vereadores”, ressalta o Procurador.
A partir da documentação apresentada, o MPF ingressou com ação civil pública de improbidade administrativa com ressarcimento ao erário. “A ação é bem embasada em documentos, em testemunhas e prova pericial que trouxe prejuízo aos cofres públicos e enriquecimento ilícito dos envolvidos. Estamos acompanhando esta ação, o município não é parte desta ação. O maior interesse do município neste momento é que as obras possam retomar e, que os valores gastos indevidamente retornem ao município para que se possa concluir o empreendimento”, explica.
Para o Presidente da Câmara de Vereadores de Monte Belo do Sul, Silvio Cesca, no relatório produzido pela CPI estão todos os depoimentos coletados e os fatos apurados. “O relatório final da Comissão foi apresentado e aprovado por unanimidade de votos. O objetivo da CPI foi apurar os fatos e descobrir o porquê da paralização da obra. A Câmara contratou um engenheiro que apresentou um laudo, sobre a aplicação das normas técnicas exigidas para realização da obra. Outra questão, importante é que apuramos os fatos do início da obra, inclusive os fatos do atual Prefeito Dallé. Quem concluiu esse inquérito não foi a Câmara de Vereadores e nem a Prefeitura, essa conclusão foi feita pelo MPF”, explica Cesca.
Segundo o Presidente a publicação na página oficial do Legislativo do facebook da Câmara de Vereadores foi realizada como uma forma de prestar esclarecimentos à Comunidade do trabalho realizado pela CPI.

Prefeitura rescindiu contrato de obra da Escola
A Prefeitura de Monte Belo do Sul rescindiu em março de 2017 o contrato com a empresa, responsável pela construção da escola. A empresa foi multada em mais de 50 mil reais. Os motivos foram à morosidade nas obras, o não cumprimento dos prazos de execução, pois em 30 meses apenas 35% da estrutura arquitetônica foi construída, e ainda faltava a garantia contratual da construtora. Além de cinco pedidos de aditivo contratual que chegaram a quase 25% do valor da obra e as falhas no projeto arquitetônico, o que colocou em risco a estrutura da escola, levaram a Prefeitura a rescindir o contrato.
O prefeito de Monte Belo do Sul Adenir José Dallé explica que as obras estão paradas devido à falta de repasse do FNDE. “Era uma obra prevista em R$1,18 milhão e que chegará a R$1,5 milhão. Quando assumimos, tivemos que adquirir uma área de terra ao lado e remanejar as salas de aula, pois o terreno onde estavam sendo construídas estava desmoronando. Alteramos quase todo o projeto para poder viabilizá-lo, não perder recursos e ter de devolver o que já tinha sido aplicado. A promessa é entregar a escola na atual gestão, mas até o momento o município não recebeu verba federal. A nova escola atenderá cerca de 90 estudantes e será a primeira a funcionar com turno integral.

Obra Inacabada – A construção de uma escola municipal iniciada em 2015 está parada desde setembro de 2019 em razão das irregularidades na execução do projeto arquitetônico, por parte da empresa Brunoni e Salvador Empreendimento LTDA, vencedora da licitação realizada pela Prefeitura em 2014.
Para o presidente da CPI que investigou supostas irregularidades no projeto, vereador Onecimo Pauleti, houve falhas de planejamento, atraso na entrega da obra que gerou aditivos. Foram feitos cinco aditivos ao contrato e a Prefeitura já aportou 99% do montante da contrapartida, ou seja R$ 248 mil, enquanto dos recursos do FNDE (verba federal) só R$ 350 mil chegaram. “O laudo técnico do engenheiro e os 23 depoimentos foram importantes para esclarecer como se deu processo, desta forma chegamos ao relatório final. Já estamos tendo resultados positivos de todo nosso trabalho e esperamos que a Justiça tome as decisões cabíveis, para que possamos prestar contas à população, pois esse sempre foi o objetivo principal da CPI, instaurada em agosto de 2017”, explica Pauleti.

Relembre o caso
2014: A empresa Brunoni e Salvador Empreendimentos Ltda. vence licitação para a construção de uma escola municipal em Monte Belo do Sul.
2015: Início das obras. O prazo de conclusão é de aproximadamente um ano.
2017: Em março, com a posse da nova Administração Municipal, devido à morosidade da obra, a Prefeitura rescinde o contrato com a Brunoni e Salvador. A empresa é multada em R$50 mil. Em 30 meses somente 35% da estrutura arquitetônica havia sido levantada. A empresa, por sua vez, alega falta de repasses do FNDE e atrasos na liberação de recursos. Em setembro, os vereadores de Monte Belo do Sul aprovam a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades na construção da escola.
2018: Em janeiro, após a aprovação dos vereadores ao relatório final da CPI, um documento de 34 páginas que aponta falhas de planejamento e atraso na entrega da obra é encaminhado aos ministérios públicos Federal e Estadual.
2019: Em março, após readequação do projeto, a obra é retomada. Em setembro, com falta de repasses do FNDE, ela para outra vez.

Safra da Bergamota segue até agosto

A companheira fiel dos gaúchos no inverno está mais pequena neste ano. O tamanho da bergamota está bem abaixo da média, e a culpa é da estiagem que afetou o Estado. As plantas também estão mais cheias, resultado da falta de raleio — retirada do excesso de carga de cada pé de bergamota para garantir maior qualidade ao produto. Muitos produtores deixaram de aplicar a técnica em dezembro por causa da seca e agora se depararam com bergamoteiras com alta carga, porém, com frutos pequenos.

Os maiores produtores de bergamota do Estado estão no Vale do Caí e no Vale do Rio das Antas. A safra começou em junho e segue até agosto, porém, é possível iniciar a colheita antes e terminar depois. Isso depende da variedade. Em alguns casos, a safra começa em março e se estende até outubro. O preço do quilo da bergamota pago ao produtor varia entre R$ 0,80 a R$ 1, de acordo com Enio. Para o consumidor, o quilo está na casa dos R$ 3.

Saiba Mais

> Caxias do Sul tem 100 hectares de pomares de bergamota. São 150 produtores

> A Serra tem 1.080 hectares de bergamota e mais de 1 mil de laranja.

> Os maiores produtores de bergamota estão no Vale do Rio das Antes e no Vale do Rio Caí.

> É possível colher bergamota de março a outubro, mas o forte da safra é de junho a agosto.

> O preço do quilo varia de R$ 0,80 a R$ 1 (valor pago ao agricultor). Para o consumidor, custa cerca de R$ 3 o quilo.

Variedades de Bergamota

Caí: Também conhecida como mexerica, é uma fruta cítrica de cor alaranjada e sabor adocicado. A árvore é de porte mediano, com espinhos nos galhos, como forma de proteção, com flores brancas e aromáticas, semelhantes à laranjeira. É a mais conhecida e apreciada das bergamotas da Serra Gaúcha. Maturação em maio/junho.

Satsuma Okitsu: de origem japonesa, tem sido incentivada por instituições de pesquisas agrícolas em diversas partes do Brasil. A principal vantagem da fruta é sua precocidade, o que proporciona a colheita na entressafra. O plantio é recomendado principalmente para o pequeno agricultor, a fim de suprir o consumo no início do ano, quando não há outras variedades disponíveis. Maturação em março-abril.

Ponkan: acredita-se que essa fruta surgiu no nordeste da Índia ou no sudoeste da China, chegando ao Ocidente por volta de 1.800. Vem da espécie citrus reticulata, com aroma e sabor próprios. Tem gosto mais doce em comparação com as outras tangerinas. Maturação em maio/junho.

Montenegrina: muito produtiva e rústica. Fruto achatado, doce, casca amarelo-ouro, fina e solta. Maturação em agosto-outubro.

Plano Safra 2020/21: conheça as linhas de crédito, taxas de juros e mudanças em relação ao plano anterior

O Plano Safra 2020/21 entra em vigor dia 1º de julho de 2020 e segue até 30 de junho do ano seguinte. Neste ano, foram disponibilizados R$ 236,3 bilhões para a nova safra, R$ 13,5 milhões a mais que no ano passado.
Desse total, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização dos produtos agrícolas.
Outros R$ 56,92 bilhões serão destinados à infraestrutura, como compra de máquinas e implementos agrícolas. Os recursos buscam garantir a produção e o abastecimento do país em tempos de crise.
Confira a tabela com o volume de recursos disponibilizados e a finalidade, segundo o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Volume de recursos e suas finalidades nos Planos Safra 2019/20 e 2020/21 (Fonte: Mapa)

Além disso, buscando superar a crise econômica e fortalecer o setor agrícola, os investimentos foram ampliados em 30%.
O mesmo percentual foi acrescido ao seguro rural, que para a próxima safra soma R$ 1,3 bilhão.
Na prática, isso deve resultar na contratação de 298 mil apólices e cobertura de 21 milhões de hectares em média.
Principais linhas de crédito
Serão disponibilizados R$ 66,1 bilhões para pequenos e médios produtores investirem em suas empresas rurais.
Deste volume, R$ 33 bilhões serão voltados a agricultores familiares, dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Outros R$ 33,1 bilhões para Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).
Ambas as linhas de crédito têm redução nas taxas de juros em comparação com o plano 2019/2020.
No caso de produtores que optarem pelo Pronaf, as taxas de juros serão de 2,75% e 4% ao ano para custeio e comercialização.
Já para o Pronamp, se você é um produtor de médio porte, as taxas de juros serão de 5% ao ano.
Caso você se enquadre como grande produtor, a taxa de juros será de 6% ao ano.
Confira a tabela com o volume de recursos e a distribuição por tipo de beneficiário, segundo o Mapa.

Volume de recursos e distribuição por tipo de beneficiário Plano safra 2019/20 e 2020/21 (Fonte: Mapa)

Programa ABC e Pronaf-Bio
Outras linhas de crédito também estão disponíveis, como é o caso do Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC). Ele é voltado para o financiamento de técnicas sustentáveis e terá recursos de R$ 2,5 bilhões.
Dentro desse programa, caso o produtor necessite realizar adequações de sua propriedade ao Código Florestal, pode contar com a linha ABC Ambiental, que possui taxa de juros de 4,5% ao ano.
Também existe incentivo à inclusão de novas tecnologias voltadas aos bioinsumos tanto dentro das empresas rurais (Programa de Incentivo à Inovação e Tecnológica na Produção Agropecuária – Inovagro) quanto cooperativas (Programa Prodecoop).
Outra novidade do Plano Safra 2020/2021 é o Pronaf-Bio, totalmente voltado para as cadeias produtivas da bioeconomia.

Plano Safra 2020/21: Inovação e tecnologia
O plano safra 2020/21 também apresenta linhas de créditos voltadas para inovação e tecnologia.
O programa responsável por esse tipo de linha de crédito é o Moderinfra (Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido), com taxa de juros de 6% ao ano.
O Plano Safra 2020/2021 conta ainda com incentivo para construção de armazéns, com taxa de 5% ao ano.
A construção de ambientes de armazenamento vem para suprir um dos maiores problemas de perdas após colheita. Investir em silos de armazenamento tecnificados pode melhorar sua rentabilidade.
Algumas linhas também são voltadas para o apoio à pecuária, para Tecnif
Icar o setor.

Prefeitura de Monte Belo lança selo de ambiente limpo e seguro

Estabelecimentos turísticos terão selo para comprovar que são ambientes seguros no município. Iniciativa faz com que locais abertos ao público cumpram regras de segurança contra o coronavírus

O programa Turismo Seguro foi lançado pela prefeitura de Monte Belo do Sul. Em parceria com as secretarias de Saúde, a Secretaria de Turismo e Cultura de Monte Belo do Sul estabeleceu critérios de avaliação aos locais atuantes na área do turismo para que possam ser considerados ambientes limpos e seguros para o visitante.
Conforme o Chefe de Divisão do Turismo, Alvaro Manzoni, serão avaliados desde critérios de boas práticas em saúde além e de adequações para enfrentamento da Covid-19, como dispenser de álcool em gel e regras de circulação de pessoas.

Bento Gonçalves se estabelece como a cidade do Rio Grande do Sul com o maior número de agroindústrias

Atualmente, de acordo com a secretaria municipal de Desenvolvimento da Agricultura são 36 empresas cadastradas no Selo Sabor de Bento, e 33 inclusas no Programa Estadual de Agroindústria Familiar do Rio Grande do Sul foto Laura Kirchhof

Bento Gonçalves se consolidou como o município que possui o maior número de agroindústrias do estado do Rio Grande do Sul. Atualmente, de acordo com a secretaria municipal de Desenvolvimento da Agricultura (SMDA) são 36 empresas cadastradas no Selo Sabor de Bento, e 33 inclusas no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF) do Rio Grande do Sul.
Segundo dados do Departamento Estadual de Agricultura Familiar e Agroindústria, até 30 de junho, Bento Gonçalves assumiu o posto de município com mais estabelecimentos familiares, seguido pelas cidades de Erechim e Santo Antônio da Patrulha, que registraram 29 e 28 agroindústrias, respectivamente. O PEAF foi criado em 2012 e oferece uma série de vantagens aos produtores. Paralelo a isso, Bento é a única cidade do estado que conta também com um programa municipal, criado em 2013. No mesmo ano, foi realizada a criação do Selo Sabor de Bento, com o intuito de gerar identificação da comunidade, agregar valor aos produtos e estimular o consumo, por meio da certificação de qualidade.
O município também é referência em questões de desburocratização, fiscalização e organização na área. “Disponibilizar legislação específica, criar organização de técnicos e funcionários capazes de atender e resolver as situações necessárias para o negócio são alguns dos aspectos e ações efetivas que em Bento Gonçalves se materializaram nessa quantidade de agroindústrias, que alavancaram o município a ser o de maior número desses negócios no Rio Grande do Sul. Isso nos orgulha muito, mas também é mérito da população”, disse o secretário de Desenvolvimento da Agricultura, Dorval Brandelli

Viatura comprada com “Rifão” é entregue para Brigada Militar de Pinto Bandeira

O automóvel Fiat Toro foi adquirido e equipado sendo repassado pelo Prefeito Hadari Ferrari e demais parceiros e autoridades Fotos: Marlove Perin

Na manhã da sexta-feira, dia 24 de julho, foi entregue em em regime de Comodato, uma viatura nova para a Brigada Militar de Pinto Bandeira.


O veículo foi adquirido com o valor de uma rifa, organizada pelos vereadores Adair Rizzardo e Adilso Salini. O Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública – Consepro do Município, liderado pelo Presidente Flávio Dallé, empresários e toda a comunidade também se engajaram para que os números fossem vendidos.
O automóvel Fiat Toro foi adquirido e equipado sendo repassado pelo Prefeito Hadari Ferrari e demais parceiros e autoridades. Estavam presentes no momento da entrega o comandante do 3º BPAT – 3º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas, Tenente Coronel Paulo Cesar de Carvalho e sua equipe, o Comandante Soldado Quevedo e sua equipe, bem como o vereador Adilso Salini, Presidente do Consepro Flávio Dallé, bem como alguns membros da comunidade.

Lavouras de trigo apresentam bom desenvolvimento no RS

Foto: Deise Froelich – Emater/RS-Ascar de Santa Rosa

A semeadura do trigo está praticamente concluída no Estado. O predomínio de tempo seco e dias ensolarados na semana permitiu avanços no plantio, além de possibilitar a recuperação no desenvolvimento das lavouras e a realização de tratos culturais. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (23/07), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), as lavouras de trigo estão em desenvolvimento vegetativo nas regionais da Emater/RS-Ascar de Pelotas, Frederico Westphalen, Passo Fundo, Erechim e Santa Rosa. Na de Pelotas, há áreas com atraso no desenvolvimento devido ao excesso de umidade e de dias nublados ocorridos na região. Em geral, as lavouras estão bem implantadas, com bom estande de plantas. Na regional de Santa Rosa, as chuvas torrenciais das semanas anteriores provocaram erosão laminar nas áreas implantadas em final de junho, principalmente naquelas em fase inicial de desenvolvimento. Além disso, a alta umidade do ar e do solo, junto com a elevação da temperatura no último fim de semana, criou as condições para o surgimento dos primeiros focos de doenças foliares, como oídio e manchas foliares, e também para o aparecimento de pulgão, exigindo vistorias para avaliar a necessidade de controle.
Ainda na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a canola segue em desenvolvimento, com 39% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 53% já em floração e 8% em fase de enchimento de grãos. A cultura apresenta significativa carga de flores nos cachos. O bom aspecto das lavouras se deve à semeadura realizada nas condições e época corretas, ao adequado estabelecimento inicial, ao estande de plantas e também ao estado sanitário.
Na regional de Ijuí, a aveia branca segue com desenvolvimento satisfatório, apresentando plantas bem desenvolvidas e evoluindo para o estágio reprodutivo. O longo período com alta umidade e as chuvas intensas não provocaram danos significativos nas lavouras, pois o estágio mais avançado da cultura protegeu o solo dos efeitos das fortes chuvas, minimizando os impactos da erosão por escorrimento superficial. A presença de manchas foliares é pequena, mas requer monitoramento diante da elevação da temperatura e da presença de umidade.
A cultura da cevada nas regionais de Frederico Westphalen e Erechim está 100% da área implantada na fase de desenvolvimento vegetativo. Na de Frederico Westphalen, a cultura apresenta bom aspecto e bom estado fitossanitário, e a produtividade vem sendo estimada em 3.600 quilos por hectare. Na de Erechim, os produtores realizam a aplicação de adubação em cobertura. O preço médio é R$ 60,00/sc. de 60 quilos.

Culturas de Verão
Soja – Os produtores seguem planejando as atividades da próxima safra. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, encaminham projetos de custeio pelo Plano Safra 2020-2021 e providenciam amostras de solo para análise laboratorial. Para muitos, as verbas dos financiamentos já estão liberadas e os produtores adquirem sementes e fertilizantes. O mercado mantém a tendência de elevação do preço do produto, influenciado pela alta nas cotações internacionais do produto, do dólar e dos prêmios para exportação. Os agricultores vêm optando pela venda antecipada de parte da produção em virtude dos bons preços ofertados e para garantir cobertura dos custos de produção. O preço médio praticado na região teve elevação em relação à semana passada, ficando em R$ 106,00/sc. Na de Bagé, produtores, agentes financeiros e técnicos vêm realizando reuniões virtuais sobre o Plano Safra. Há muito interesse de sojicultores no seguro das lavouras, buscando contemplar as áreas não financiadas. Alguns já adquiriram insumos para o próximo cultivo. Os preços pagos variam entre R$ 97,00 e R$ 109,50/sc. de 60 quilos.
Milho – O planejamento das atividades e a busca de financiamento para a safra seguinte estão se intensificando. Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, os projetos de custeio das lavouras para a próxima safra vêm sendo encaminhados aos agentes financeiros e a disponibilização do crédito já é empregada para compra de insumos no comércio local. Igualmente estão em andamento o preparo do solo e a dessecação de áreas para implantação da cultura já no início de agosto. Os produtores realizam os pedidos de sementes para a próxima safra, incluindo reservas de semente do sistema troca-troca. As equipes municipais da Emater/RS-Ascar estão cadastrando os produtores e orientando sobre o Programa Estadual Pró-Milho da Seapdr, objetivando a distribuição de variedades de boa qualidade.
Olerícolas e Frutícolas
Batata (safrinha) – Na regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, as lavouras de batata estão em fase final de colheita. Áreas irrigadas têm boa produção e qualidade. A produtividade está entre 12 e 25 toneladas por hectare. A comercialização segue lenta, reduzindo ainda mais o preço pago ao produtor, que foi de R$ 60,00/sc. de 50 quilos para batata branca e rosa.
Mandioca/Aipim – Em São José do Hortêncio, na regional de Lajeado, são cultivados 550 hectares de aipim; a safra se encaminha para o final, sem perdas sensíveis nas últimas semanas. A comercialização manteve-se estável, e o preço varia de R$ 25,00 a R$ 30,00/cx. com 20 quilos. Já no Baixo Vale do Rio Pardo, da regional de Soledade, segue a colheita de aipim, com produção comercial bastante significativa. Boa parte do produto já foi comercializada; no entanto, ainda há produção a ser colhida. Em função das geadas fortes e das chuvas excessivas, há perda de qualidade e produção em algumas partes das lavouras. Iniciou o preparo de áreas para cultivo a serem realizados na primeira quinzena de agosto. O preço pago ao produtor é de R$ 22,00/cx. 22 quilos.
Caqui – Na regional de Caxias do Sul, a cultura está em entressafra. Pomares já se encontram sem folhas, condição a partir da qual a planta entra em período de dormência vegetativa, impulsionada pelas condições climáticas do inverno. Produtores realizam o tratamento fitossanitário da estação, com caldas sulfocálcica ou bordalesa, para eliminação de esporos de fungos remanescentes do período produtivo e a fim de conduzir a planta com melhores condições sanitárias para a próxima safra. Como prática principal e rotineira, ganha ritmo a poda seca ou de inverno, buscando o equilíbrio no desenvolvimento do dossel vegetativo e do potencial de produção de frutos. O plantio de mudas em novos pomares também é engendrado. A fruta ofertada nesse período provém exclusivamente de armazenagem em câmaras frias, e os preços tendem a aumentar nesse período em função da menor oferta.
Pêssego – Na regional de Pelotas, a fruta destinada à indústria é cultivada em 4.962 hectares. Seguem a atividade de poda, concluída em 70% dos pomares, e as aplicações dos tratamentos da floração. Agroindústrias de pêssego em calda disponibilizam os cadernos de campo impressos para que produtores rurais fornecedores procedam os apontamentos do uso de insumos e dos serviços. Segundo dados da Embrapa Clima Temperado, estão acumuladas até a terceira semana de julho 201 horas de frio menores ou iguais a 7°C. A média histórica para maio, junho e julho é de 323 horas.

Pastagens e Criações
As condições climáticas da semana foram favoráveis para o desenvolvimento das pastagens, principalmente as anuais de inverno. O tempo ensolarado de sábado e domingo (18 e 19/07) proporcionou luminosidade para uma boa fotossíntese e boas condições para o crescimento das plantas. A ocorrência de geada na semana anterior paralisou o desenvolvimento das pastagens perenes de verão, tanto do tífton como do campo nativo; já vinham com pastos de baixa qualidade e sofreram ainda mais com a ação da geada, e os produtores diminuíram a lotação animal.
A temperatura amena e a volta de dias ensolarados foram benéficas para o desenvolvimento das forrageiras anuais de inverno implantadas por sobressemeadura. As pastagens de inverno (aveia, azevém) tiveram bom estabelecimento; estão em desenvolvimento vegetativo e sendo pastejadas pelos animais. Com dias ensolarados, produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura, principalmente das áreas de pastagens que tiveram erosão e lixiviação do nitrogênio pelas chuvas torrenciais das semanas anteriores. O clima úmido beneficiou a aplicação; produtores optaram por maior fracionamento e aumento do número de aplicações para evitar perdas e obter melhor retorno em produção.
Trigo para pastejo e azevém tetraploide apresentam maior crescimento e produção de massa verde. Produtores encontram dificuldade para manejar estas pastagens nos dias mais úmidos e/ou chuvosos. Com boa oferta de pasto, produtores voltaram a reduzir a quantidade de ração e silagem. Em locais de clima mais quente, iniciou a preparação de áreas para o plantio de variedades perenes de verão, como tífton 85 e jiggs.

Efeito do uso de cobertura plástica sobre pessegueiros na qualidade pós-colheita dos frutos

As coberturas plásticas foram inicialmente utilizadas no cultivo de flores e hortaliças. Em frutas de clima temperado é uma técnica pouco utilizada. Essa técnica pode minimizar os efeitos adversos do clima, bem como reduzir a incidência de doenças sobre a planta e frutos. Também ajuda a reduzir o uso de agrotóxicos no pomar, permitindo a produção em sistemas ecológicos ou orgânicos. Esta reportagem foi publica pela Embrapa Cima Temperado, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do uso de coberturas plásticas em plantas de pessegueiros sobre a qualidade pós-colheita dos frutos, após diversos períodos de armazenamento refrigerado. Foram utilizados pêssegos da cultivar Maciel provenientes de plantas de pessegueiro sem (T1) e com (T2) cobertura plástica. Após a colheita, os pêssegos de ambos os tratamentos foram selecionados e submetidos aos seguintes tratamentos: períodos de armazenamento: P1: 0 dias ; P2: 15 dias; P3: 30 dias; P4: 45 dias a temperatura de 0-1 ºC e umidade relativa de 90-95 % + 3 dias a 20 ºC. As variáveis avaliadas foram: sólidos solúveis totais (SST); acidez total titulável (ATT); pH; relação SST/ATT; cor: L*, a*, ângulo Hue; firmeza da epiderme e da polpa; perda de massa; incidência de podridões e distúrbios fisiológicos. Os frutos obtidos com cobertura plástica apresentaram menor teor de acidez total titulável, de sólidos solúveis totais, menor firmeza da epiderme e polpa, menor perda de massa e menor incidência de podridões. Durante o armazenamento refrigerado, diminuiu a acidez total titulável e o valor de cor ºHue, mas aumentaram os sólidos solúveis totais, pH, relação SST/ATT, valor de cor a*, firmeza da polpa e perda de massa. Conclui-se que pêssegos da cultivar Maciel provenientes de plantas com coberturas plásticas apresentam maturação mais avançada e melhor qualidade físico-química e fitossanitária, podendo ser armazenados em temperatura de 0 a 1 ºC e umidade relativa de 90% a 95% com qualidade por até 30 dias.