5 maneiras de economizar água na irrigação

Atenção aos melhores horários para acionamento dos equipamentos é um dos pontos importantes para evitar desperdício no campo

O Brasil tem cerca de 7 milhões de hectares de área cultivada irrigada Foto: Divulgação internet

Ano após ano, a abertura de novas áreas para a agricultura está diminuindo. Agregado a essa questão, há um aumento da população, que prioriza maior quantidade e qualidade dos produtos agrícolas. “Para atender essa exigência do mercado, os produtos agrícolas devem atingir a máxima excelência (em qualidade e quantidade) ”, diz Fábio Batista, representante da Carretéis Irrigat.
Pensando em chegar aos maiores níveis de excelência, é necessário aderir à modernização dos sistemas de trabalho no campo. Ainda de acordo com Fábio quando falamos em melhorar a produtividade através da tecnologia, um dos temas que devem ser considerados é a irrigação. Qualquer cultura tem a necessidade de água, algumas precisam de mais e outras nem tanto, mas nenhuma se desenvolve sem recursos hídricos.
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O objetivo da irrigação será a de nutrir a planta com a quantidade de água necessária, porém de forma artificial, suprindo a falta de chuva, que em períodos longos de estiagem, costuma causar sérias perdas de produção. Uri Goldstein, diretor comercial da Agrosmart e especialista em irrigação, analisa que, quando bem implantada e conduzida, a irrigação viabiliza e melhora a qualidade da produção agrícola ao longo de todo o ano.
Segundo da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), 20% da área cultivada no planeta era irrigada, em 2012, sendo responsável por 40% da produção de alimentos. “Isso significa que a eficiência na utilização e produtividade da área irrigada para a não irrigada é de 2 a 3 vezes maior, em relação à agricultura de sequeiro”, explica. A irrigação, além de trazer melhoria para a produtividade, garante mais qualidade ao produto final, com este sendo ofertado com um alto valor agregado.
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Os sistemas de irrigação mais utilizados, atualmente, são irrigação superficial, irrigação localizada e por aspersão. Entenda o funcionamento de cada um:

Irrigação Superficial
A água é conduzida para o ponto de infiltração diretamente pela superfície do solo. Os sistemas de irrigação superficial mais comuns são as irrigações por inundações e as irrigações por sulcos.

Irrigação localizada
A água é aplicada na área ocupada pelas raízes das plantas, formando um tipo de círculo úmido. Ela é muito utilizada nos dias atuais, sendo muito aplicada na produção de frutíferas. Os dois sistemas básicos na irrigação localizada são a microaspersão e o gotejamento.

Por aspersão
Esse sistema simula uma chuva artificial em que um aspersor expele água para o ar, onde por resistência aerodinâmica há a transformação de pequenas gotículas de água que caem sobre o solo e sobre as plantas. Seus principais sistemas são o convencional, o pivô-central e o autopropelido.
Nos últimos anos, vem ocorrendo expressiva expansão da irrigação localizada e por aspersão. Goldstein explica os motivos. “A irrigação localizada proporciona grande economia de água e energia elétrica, além de praticidade. Com a irrigação por aspersão há o benefício em irrigar com 100% de cobertura”.
Batista completa que cada método de irrigação tem seus pontos positivos e negativos. Por isso, é importante verificar a área que se quer irrigar, qual é o tipo de cultivo e qual a disponibilidade de recursos hídricos e financeiros de cada produtor. Em cima disso, o produtor deve optar pelo melhor produto que esteja ao seu alcance, buscando sempre fazer um manejo adequado.