Bento Gonçalves amplia número de agroindústrias, em especial de vinho colonial

Vinhos Speranza é uma das três novas vinícolas coloniais do município Foto: Rejane Paludo-Emater/RS-Ascar

Mais quatro agroindústrias familiares de Bento Gonçalves receberam, na tarde desta sexta-feira (18/09), os certificados de inclusão no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) do Governo do Estado. A entrega contou com a presença do presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, e representantes do município e entidades.
A Bodegone, no Vale dos Vinhedos, e a Vinhos Speranza, no distrito de Faria Lemos, elaboram vinho colonial. A BioSabores também é uma vinícola colonial, a primeira do Brasil com produção orgânica, e a Casa Leopoldina comercializa massas. Ambas ficam no Vale dos Vinhedos. Com estas, já são 34 agroindústrias legalizadas no município, número que deverá aumentar até o final do ano.
Os empreendimentos tiveram total apoio da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), desde a análise da viabilidade dos negócios até o acesso a oportunidades de mercado. “Para nós é mais uma conquista, porque somos exemplo para todo o Estado, mostrando que é possível o agricultor familiar ter um estabelecimento formalizado dentro da propriedade e podendo comercializar o seu produto tranquilamente, envolvendo todos os entes familiares também no negócio, e dando oportunidades para as novas gerações que estão nesses locais para constituírem suas famílias e permanecerem no campo”, destaca o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Neiton Perufo. De acordo com ele, a demanda pela legalização de novos empreendimentos é permanente no município e há oportunidades em diversas áreas ainda não exploradas, como laticínios, mel, embutidos e polpa de frutas, entre outras.
Proprietário da Vinhos Speranza, o agricultor Alceu Speranza diz que buscou a legalização da produção de vinho colonial, que é uma tradição de família, para ficar dentro da lei e ampliar os negócios. Neste ano, ele elaborou em torno de 15 mil litros da bebida com uvas próprias, mas já plantou novas variedades viníferas. As vendas acontecem na propriedade e, assim que as feiras forem retomadas, também nesses locais. Além do apoio no processo de formalização do empreendimento, Speranza também teve assistência da Emater/RS-Ascar na qualificação do vinho produzido e na gestão da agroindústria.