Embrapa lança manual com dicas para a produção de erva-mate; confira

No “Manual de produção de mudas de erva-mate”, a entidade descreveu todo o processo de cultivo, com o intuito de subsidiar técnicos e viveiristas

Publicação descreve todas as etapas para a produção de mudas clonais de erva-mate Foto: Edelberto Gebauer/ Divulgação Embrapa

Para obter êxito no cultivo da erva-mate (Ilex paraguariensis), a produção de mudas é considerada uma das fases mais importantes. No entanto, produzir mudas de qualidade tem sido um desafio para os sistemas de produção agropecuários, devido à exigência de constante capacitação e atualização dos profissionais envolvidos.
Para orientar esse trabalho, especialmente no sistema de produção de mudas clonais por miniestaquia, a Embrapa Florestas lançou o “Manual de produção de mudas de erva-mate”, documento que descreve todo o processo, com o intuito de subsidiar técnicos e viveiristas.
As técnicas de produção para cada uma das etapas de desenvolvimento no viveiro avançaram muito nas últimas décadas. Por isso, para conseguir aumentar a produtividade e a qualidade em sistemas de produção de erva-mate, é fundamental adotar boas práticas nos viveiros.
Segundo Ivar Wendling pesquisador da Embrapa Florestas e autor do manual, os profissionais que atuam neste ramo têm que atentar para todas as fases. “Desde o planejamento, estruturas, métodos de propagação, substratos, adubação, controle de pragas e doenças, até o estabelecimento de indicadores de qualidade das mudas”, diz.
O método
O método de propagação por sementes, tradicionalmente utilizado, resulta em mudas com crescimento desuniforme, devido às variações genéticas. “O que pode diminuir a produtividade dos ervais (quando usados materiais genéticos não recomendados) e dificultar o seu manejo, tais como a adubação, poda e colheita”, explica o pesquisador.
Já a propagação pelo método de miniestaquia permite maior uniformidade, pois mantém as características de superioridade da planta matriz. Esta técnica consiste em destacar porções do ramo (miniestaca) das plantas das matrizes selecionadas e colocá-los em um meio adequado para formar o sistema radicular (processo de enraizamento).
De acordo com Wendling, na miniestaquia, as mudas serão clones da planta original selecionada, ou seja, iguais geneticamente às árvores das quais foram coletadas, buscando-se, com isso, materiais com qualidade superior.
Essa característica facilita o manejo, além da obtenção de árvores com maior potencial de produção de massa foliar, de matérias primas específicas (composição química diferenciada por exemplo), de maior interesse do mercado, gerando, consequentemente, maior produtividade e renda dos plantios de erva-mate.
No manual constam também informações sobre todo o planejamento e instalação dos viveiros, o passo a passo da miniestaquia e as formas de controle das doenças e pragas com potencial de serem encontradas em viveiros clonais de erva-mate.