Estado terá chuvas escassas e irregulares nos próximos dias

Os volumes previstos serão baixos e inferiores a 10 mm na maioria das regiões – Foto: Fernando Dias

Nos próximos sete dias, as chuvas permanecerão de baixo volume e irregulares no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 08/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e o Irga.
Até domingo (28), o tempo seco, com nebulosidade variável e temperaturas elevadas, vai predominar na maioria das regiões, porém no Litoral Norte, Serra do Nordeste e Campos de Cima da Serra, a circulação de umidade do mar para o continente mantém a possibilidade de pancadas isoladas de chuva, especialmente entre a tarde e à noite.
Na segunda (01º/3), o tempo firme seguirá predominando e a presença do ar quente manterá as temperaturas altas. Entre a terça (2) e a quarta-feira (3), o calor e o ingresso de ar úmido favorecerão a formação de áreas de instabilidade que provocarão pancadas de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de temporais isolados.
Os volumes previstos serão baixos e inferiores a 10 mm na maioria das regiões. No Alto Uruguai, Planalto, Serra do Nordeste e no Litoral Norte os totais deverão oscilar entre 15 e 30 mm, podendo superar 40 e 50 mm em algumas localidades, principalmente nos Campos de Cima da Serra.
O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, feijão, milho, mandioca, ameixa, oliveira, cana-de-açúcar e arroz. O documento completo pode ser consultado em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.

Setor espera colher bons frutos nesta safra de uva

Colheita da uva em Nova Pádua, na serra gaúcha – Foto: Fernando Dias/Seapdr

A colheita da uva está intensa em todo o Rio Grande do Sul. E o trabalho nas cantinas também. A safra decorre em condições muito favoráveis à qualidade das uvas, produzindo frutos doces, com bagas grandes e boa sanidade.
Na regional de Caxias do Sul da Emater, a colheita da uva Isabel foi o destaque na semana. Também em colheita todas as variedades de mesa, destacando-se as cultivadas sob cobertura plástica: Itália, Rubi, Benitaka, BRS Clara, BRS Linda e BRS Morena. E está encerrada a colheita das variedades de ciclo precoce, restando ainda a Bordô nos Campos de Cima da Serra. Na regional de Passo Fundo, variedades tardias estão em fase final de maturação e colheita. Na de Soledade, no Centro-Serra e no Alto da Serra do Botucaraí, segue a colheita das variedades viníferas e iniciou a colheita das variedades de mesa Rainha Itália, Benitaka e Rubiem. Em Encruzilhada do Sul, está finalizando a colheita das variedades Chardonnay e Pinot; as demais ainda estão em maturação. Em Quaraí, os produtores iniciaram antecipadamente a colheita das uvas tintas (Merlot, Syrah e Tannat), devido à aceleração do ciclo proporcionado por dias quentes e secos. Na regional de Santa Maria, prossegue a colheita da uva, com destaque para Jaguari e os municípios da Quarta Colônia, com as uvas tipo comum (Casca Dura, Bordô, Francesa, Isabel, Niágara branca e Niágara rosa). A produção é melhor do que a das últimas safras. E em Santa Rosa, a colheita foi concluída com cachos grandes, mas com bagas menores (veja abaixo os dados completos no Informativo Conjuntural).

Fiscais estaduais agropecuários da SEAPDR durante inspeção na serra gaúcha – Foto: Fernando Dias/Seapdr

“A SEAPDR atua na inspeção e fiscalização da uva, vinho e derivados no Estado. Nesse período de safra, os fiscais estaduais agropecuários realizam as coletas de uvas representativas de todas as regiões produtoras do Estado que, após, são microvinificadas (elaboração de vinhos genuínos em pequena escala) no Laboratório de Referência Enológica (LAREN), os quais servem de comparação aos vinhos comerciais oferecidos à sociedade”, destaca Fabíola Lopes, chefe da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural.
De acordo com estimativa do IBGE, publicada em dezembro de 2020, a área com plantio de uva será de 46.797 hectares, com um rendimento de 18.896 kg/ha e uma produção de 875.065 toneladas.
“A safra de 2020 foi a safra das safras em termos de qualidade. E esta safra de 2021 vai ser a safra das safras em quantidade. Devemos colher cerca de 800 milhões de quilos de uva”, afirma Deunir Argenta, Presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra).

As vendas de vinhos finos aumentaram mais de 50% em 2020 – Foto: Eduardo Seidl/Banco de Imagens

O ano de 2020, marcado pela pandemia, foi um ano diferente para o setor. As vendas de vinhos finos aumentaram 56,56%, passando de 15 milhões de litros/ano, em 2019, para 24,2 milhões em 2020, de acordo com dados publicados pela Uvibra. Argenta considera que o fato das pessoas estarem mais em casa, consumirem em locais próximos ou pela internet, ajudou nestes números. “As empresas agiram rápido, os preços eram mais convidativos do que o dos vinhos importados e conseguimos atender de forma eficiente os pedidos de e-commerce. Só na minha empresa, o aumento no comércio virtual foi de 300%”, destaca.
“Apesar da pandemia e das duas estiagens seguidas no Estado, o setor vitivinícola está trazendo um alento para a agricultura gaúcha. Com duas safras seguidas com recordes em qualidade e em quantidade, há a esperança de um maior faturamento para o setor, trazendo desenvolvimento econômico para o nosso Estado”, destaca o secretário Covatti Filho.
E a estimativa de consumo de vinho também aumentou, de acordo com a Uvibra, passando de 2 para 2,8 litros/habitante por ano. “Nós conquistamos novos consumidores, que descobriram o vinho nacional, perceberam sua qualidade e vieram para ficar”, afirma ele.
Já os espumantes e sucos de uva, registraram queda em 2020, de 6,63% e 5,24% respectivamente.

Desafio do Fundovitis
O Fundovitis, que desde outubro do ano passado está sendo gerenciado pela Uvibra através de um termo de colaboração firmado com a SEAPDR, trabalha com ações de manutenção e promoção do setor vinícola e conta com recurso de R$12 milhões/ano, divididos em 4 parcelas
Helio Marchioro, Presidente do Consevitis, o conselho gestor que administra o fundo, afirma que os desafios são grandes. “O nosso plano é investir cerca de 60% dos recursos na promoção do vinho, sucos e espumantes, e 40% em pesquisa, análises e no LAREN’, afirma.

O LAREN realiza desde 2001 análises físico-químicas em vinhos e derivados da uva e do vinho – Foto: Fernando Dias/Seapdr

De acordo com Marchioro, “são três pilares que movem as nossas ações: promoção, gestão e ordenamento setorial”. O Consevitis é formado por 2 representantes da indústria, 2 das cooperativas e 2 dos sindicatos dos trabalhadores.
E para este ano de 2021, os desafios para o setor são muitos, destaca ele: “a questão tributária, o custo de implantação da lei de proteção de dados, as alterações na lei do vinho que devem ser retomadas em maio, o tratado Mercosul x Comunidade Europeia, entre outros”.

Pesquisa com uvas em Jundiaí contribui para oferta de novas opções aos produtores

Acervo vivo é o maior do estado de São Paulo. Estudo com a fruta é feito desde 1900.

Pesquisa com uvas em Jundiaí contribui para oferta de novas opções aos produtores Foto TV TEMReprodução

Parece um parreiral comum, mas não é. A cada três pés, é encontrada uma espécie diferente de uva. Este trabalho é feito no centro avançado de pesquisas de frutas do IAC, o instituto agronômico em Jundiaí (SP). A partir dele, são desenvolvidas novas variedades, que no futuro podem abastecer a mesa do brasileiro. Lá, os pés de uva são matéria de estudo desde 1900.

Mara Fernandes Moura é diretora do centro de pesquisas de frutas do IAC. Ela conta que já foram trazidas variedades da Europa, França, Alemanha, Itália, Portugal, América do Norte e dos Estados Unidos.
Uma dessas variedades, a espécie máximo, é usada para produzir vinho tinto.
Ela foi desenvolvida no centro a partir de um cruzamento da sirrah (europeia) com a seibel (francesa) e hoje é plantada em todo o circuito das frutas de São Paulo, pois se adaptou muito bem ao clima. Já a variedade madalena vem sendo muito cultivada na região de Jundiaí para produção de vinhos brancos.
O acervo vivo de parreiras de uva de Jundiaí é o maior do estado de São Paulo. São cerca de 420 variedades de uvas vindas de cidades brasileiras e também de fora do país. Todas elas são usadas como base para pesquisas de criação de novas espécies que podem interessar produtores rurais e também o consumidor.
Mara comenta que os porta-enxertos já foram enviados para o Haiti e para a Tailândia.
As telas servem para proteger a plantação, principalmente de pássaros que costumam atacar as frutas. Depois de todo esse trabalho no campo, cerca de três cachos de cada espécie são colhidos e levados ao laboratório para que uma nova parte do estudo comece. Momento em que cada detalhe tem um valor muito importante.
Patrícia Beatriz Marques, oficial de apoio à pesquisa, explica cada passo. Tem a fase de análise física e química, a medição dos cachos para identificar o comprimento e largura. Depois, a separação de 10 bagas de cada cacho. Das bagas é feito o suco. Cinco gramas de suco e o restante de água destilada. Para identificar o PH e teor de açúcar da fruta, é usado o phmetro.
Um trabalho desse leva tempo e exige muita dedicação, mas é o caminho para oferecer uvas saborosas ou vinhos de qualidade.

Sindicato reverte na justiça decisão que suspendia realização da Feira do Produtor

O Sindicato Rural de Bento Gonçalves, através de despacho de um mandado de segurança expedido pela 1ª Vara Cível da Comarca de Bento Gonçalves, reverteu a decisão da prefeitura de Bento Gonçalves, a qual proibia a realização da Feira do Produtor que acontece tradicionalmente todos os sábados pela manhã.
A prefeitura havia decretado o impedimento da realização do evento, devido ao decreto estadual que prevê fechamento de todo comércio não essencial, a valer a partir deste sábado.
Em recurso apresentado pelo sindicato, o qual se contrapunha à decisão do executivo municipal, atesta-se que a realização da feira enquadra-se como comércio varejista essencial, sendo que este deve cumprir itens essenciais à segurança, como a presença de uma pessoa com máscara para cada 8m² de área útil de circulação, respeitando a normativa de pegue e leve.
Segundo o presidente, “esta decisão foi tomada diante da insensibilidade do poder público, onde todos os agricultores já estavam com os produtos colhidos.” Cedenir Postal ressalta ainda que os agricultores não se opõem às restrições, porém a feira comercializa produtos essenciais, assim como fruteiras e supermercados, sendo injusta sua não realização.
A feira ocorre tradicionalmente todos os sábados pela manhã das 5h às 10h na Rua Barão do Rio Branco, no centro de Bento Gonçalves.

Governo anuncia ajustes nos protocolos de bandeira preta; veja o que muda

Pela primeira vez, todo o Rio Grande do Sul foi classificado em bandeira preta e, a partir deste sábado (27/2), todas as 21 regiões Covid terão de obedecer aos protocolos determinados pelo Estado – pois a cogestão regional foi suspensa pelo menos até o dia 7 de março devido ao agravamento da pandemia.
A partir de demandas de setores e entidades, o governo anunciou alguns ajustes nos protocolos de bandeira preta. O novo decreto foi publicado na noite desta sexta-feira (26/2), no Diário Oficial do Estado, com vigência das bandeiras e das medidas a partir deste sábado (27) até o domingo seguinte (7/3).

O QUE MUDA
Comércio não essencial
A partir do decreto, o comércio varejista e atacadista não essencial permite tele-entrega e teleatendimento, com presença de um trabalhador, com máscara, para cada 8m² de área de circulação. O atendimento na porta fica proibido.
O comércio essencial pode funcionar com atendimento ao público até as 20h, quando deve fechar para atender a suspensão geral e temporária de atividades, que vigora pelo menos até as 5h do dia 2 de março.

Praias
A permanência na faixa de areia das praias segue proibida na bandeira preta, como forma de evitar a aglomeração de pessoas. É permitido circular (para praticar exercícios, por exemplo), desde que levando em consideração o distanciamento interpessoal mínimo de 1 metro e uso obrigatório e correto de máscara. O mesmo vale para ruas, calçadas, praças, mar, lagoa, rio e similares.
O decreto publicado nesta sexta-feira (26/2) deixa claro a permissão para o banho de mar (sem permanência prolongada) e a prática de esportes aquáticos individuais.

Construção civil
Obras de construção de edifícios, infraestrutura e serviços de construção podem operar com 75% dos trabalhadores. No decreto anterior, as obras só poderiam ocorrer quando fossem relacionadas à pandemia (por exemplo, ampliação de alas hospitalares). Com isso, a restrição se equivale ao nível da bandeira vermelha.
O mesmo vale para reformas particulares em apartamentos ou casas. Serviços de manutenção e reparo também estão permitidos (por exemplo, conserto de elevadores).
Lojas de materiais de construção são consideradas serviço essencial e podem funcionar até as 20h, com atendimento presencial ou tele-entrega, pague e leve e drive-thru. Depois das 20h, somente por tele-entrega, enquanto vigorar o decreto de suspensão geral de atividades.

Competições esportivas
As partidas de futebol profissional só poderão ser realizadas após as 20h. Como já havia sido definido anteriormente, segue vedada a presença de público.
Outras competições esportivas terão de passar por avaliação e autorização prévia do Gabinete de Crise para serem realizadas.

Serviços domésticos
O novo decreto passa a permitir o trabalho de faxineiros, cozinheiros, motoristas, babás, jardineiros e similares, o que antes estava proibido na bandeira preta.
A partir de agora, os prestadores desses tipos de serviço doméstico poderão atuar, desde que respeitado o limite de até 50% de trabalhadores (sempre ao que exceder quatro funcionários, no mínimo), além do uso obrigatório da máscara pelos empregado(s) e empregador(es) durante a prestação do serviço, para proteção de ambos, além da necessária circulação de ar cruzada (janelas abertas).

Missas e cultos
Templos religiosos vão poder funcionar com limite de até 10% do teto de ocupação ou máximo de 30 pessoas.
Até então, na bandeira preta, missas e serviços religiosos não podiam ter atendimento ao público e comportar apenas 25% dos trabalhadores para captação de áudio e vídeo das celebrações.DESTAQUES DA 43ª RODADA

DESTAQUES DA 43ª RODADA
▪ número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou expressivamente em 30% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (de 1.171 para 1.527);
▪ número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou expressivamente em 64% entre as duas últimas quintas-feiras (de1.627 para 2.667);
▪ número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou expressivamente em 36% entre as duas últimas quintas-feiras (de 985 para 1.343);
▪ número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS reduziu
expressivamente em 52% entre as duas últimas quintas-feiras (de 476 para 229);
▪ número de casos ativos aumentou 32% entre as últimas semanas consideradas (de 18.381 para 24.297);
▪ número de registros de óbito por Covid-19 aumentou expressivamente entre as duas últimas quintas-feiras (de 365 para 541).

Comparativo: situação entre 28/1/2021 e 25/2/2021
▪ número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou 64% no Estado no período (de 931 para 1.527);
▪ número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou 174% no período (de 973 para 2.667);
▪ número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou 69% no período (de 793 para 1.343);
▪ número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS reduziu 67% no período (de 687 para 229);
▪ número de casos ativos está estável no período (de 23.533 para 24.297);
▪ número de óbitos por Covid-19 acumulados em sete dias aumentou 46% no período (de 371 para 541).

Vinícola Aurora celebra 90 anos de história

Cerimônia foi prestigiada por autoridades e público reduzido em função da pandemia Foto: Wagner Meneguzzi divulgação

A Vinícola Aurora, a maior e mais premiada do país, celebrou neste domingo (14) 90 anos de história. Com matriz em Bento Gonçalves e 1,1 mil famílias associadas em 11 municípios da Serra Gaúcha, a cooperativa adiou a tradicional festa de aniversário por conta da pandemia.
Historicamente, a Vinícola Aurora reúne seus associados, colaboradores, autoridades e fornecedores em uma grande evento, mas, neste ano, frente à crise sanitária que estamos enfrentando, a empresa presidida pelo viticultor Renê Tonello e dirigida pelo superintendente Hermínio Ficagna voltou os olhares para um dos pilares mais importantes de sua trajetória: a fé. No domingo, uma missa para um público limitado foi celebrada na paróquia de Santo Antônio, em Bento Gonçalves, onde a história da Aurora começou.
“Exatamente 90 anos atrás, 16 associados se reuniram e fundaram a Vinícola Aurora e, hoje, no mesmo local desse encontro, festejamos, de uma maneira muito segura, nove décadas de um sonho que se tornou realidade”, celebra o presidente do Conselho de Administração, Renê Tonello.
Colaboraram nas honras da recepção, ao lado Tonello e Ficagna, o vice-presidente e o secretário do Conselho de Administração, Celito Cesar Bortoli e Tiago Fronza Frare.
Participaram ainda da celebração representantes locais dos Conselhos de Administração e Fiscal da Aurora, além de autoridades, como o prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Rafael Pasqualotto, o Tenente Coronel da Brigada Militar, Paulo César de Carvalho, o Major do Corpo de Bombeiros, Marcio Müller Batista, e o Primeiro Tenente Mateus Longatti Souza, representando o Tenente Coronel 6º Batalhão de Comunicações, Alexandre Salles de Souza.

Integrantes do Conselho de Administração da Vinícola Aurora celebraram 90 anos da cooperativa no domingo (14) Foto: Wagner Meneguzzi divulgação

Hotel Casacurta, ícone arquitetônico e de charme em Garibaldi, sempre se renovando

Fotos: Divulgação Redes Sociais

Os novos espaços ao ar livre para lazer e experiências de vinho e gastronomia estão entre as novidades criadas durante a pandemia no Hotel Casacurta. Sempre se renovando, o hotel de Garibaldi conta com 31 apartamentos. Trata-se de um ícone da Serra Gaúcha que já hospedou personalidades como o ex-Presidente da República João Goulart quando estava em lua de mel com Maria Thereza (em 1955). A história do empreendimento iniciou em 1875 com a chegada da família Casacurta proveniente da Itália, que construiu o primeiro hotel para os imigrantes que chegavam na região. Mas foi só em 1953 que a família inaugurou a atual propriedade, inspirada nos castelos da França.
Por trás das novas páginas da longa história do Casacurta está o jovem casal Cesar e Fernanda Nicolini. Há mais de 5 anos, os novos proprietários do hotel e do restaurante Hostaria Casacurta vem investindo em melhorias na estrutura e decoração, proporcionando cada vez mais conforto e charme sem perder a sua autenticidade. Apaixonados por vinho, gastronomia e viagens, a dupla trabalha junta para oferecer uma experiência inesquecível de hospedagem e enogastronomia na Capital Brasileira do Espumante.
Do Salão dos Lustres às acomodações, os ambientes mesclam com elegância, o design atual e o estilo vintage. Destacam-se diferenciais como piscina e jacuzzi em ambiente com teto retrátil, apartamento com acessibilidade, Wine Experience com Sommelier e os ambientes externos de lazer. Além disso, o Hotel Casacurta é pet friendly e aceita cães de pequeno porte.
Certamente, uma experiência genuína e que, acima de tudo, busca respeitar e valorizar a identidade local.

Hostaria Casacurta – para uma inesquecível experiência gastronômica

A Hostaria nasceu da necessidade de oferecer aos hóspedes do Hotel Casacurta uma inesquecível experiência gastronômica. O restaurante é membro do movimento Slow Food, conceito que nasceu na Itália e promove melhorar a qualidade das refeições com alimentos que valorizem o produtor, o alimento local e o meio ambiente. Com pratos originais da cozinha italiana e francesa, se destaca pelas massas frescas produzidas artesanalmente há mais de 60 anos pela funcionária mais antiga do Hotel Casacurta, Dona Pina. A Chef Simone Carvalho também surpreende com suas receitas e experiências harmonizadas conduzidas pelo sommelier e proprietário da casa, César Nicolini. A carta de vinhos e cervejas apresenta rótulos selecionados, principalmente da região de Garibaldi e Bento Gonçalves.

Entre os pratos de destaque da Hostaria, estão: as massas recheadas, principalmente o ravioli com vitela, o frango Garibaldi, o magret de pato, o polpettone e o filé ao molho de mostarda Dijon. O delicioso e caseiro couvert com berinjela, focaccia, patê de fígado e polenta frita é um diferencial da Hostaria, assim como seu famoso crème brulée de sobremesa. Além dos pratos à la carte do cardápio, a Hostaria Casacurta também oferece experiências harmonizadas que necessitam agendamento prévio.
A dica então é fazer reservas com antecedência pelo telefone (54) 3462-2166 ou no site da Hostaria Casacurta, www.hotelcasacurta.com.br/restaurante ou por e-mail reservas@hotelcasacurta.com.br

 

Produtos alusivos aos 90 anos da Cooperativa Vinícola Garibaldi chegam ao mercado

 

Vinho e Espumante 90 anos – Crédito Daniela Radavelli

Os dois produtos especiais desenvolvidos pela Cooperativa Vinícola Garibaldi para celebrar seus 90 anos chegaram ao mercado brasileiro, após as 420 famílias associadas da casa terem acesso, em primeira mão, aos rótulos comemorativos. Tanto o vinho Garibaldi Reserva 90 Anos quanto o espumante Garibaldi 90 Anos Extra-Brut estão sendo comercializados no varejo da vinícola e começam a chegar a Estados como Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro. Ambos os rótulos vão abastecer, além de lojas virtuais, casas especializadas do ramo e restaurantes premium do país.
O vinho elaborado para a simbólica ocasião é um assemblage derivado de um blend de quatro variedades, sendo a uva predominante a Tannat (60%). Merlot (20%) e Marselan e Ancellotta (ambas com 10% cada) compõem o restante desse nobre líquido.
Chegar às proporções ideais na elaboração desse vinho especial exigiu diversos testes em busca de seu equilíbrio, conforme lembra o enólogo da vinícola, Ricardo Morari. As uvas foram vinificadas separadamente, a partir dos melhores vinhedos e das variedades que melhor se adaptaram ao terroir. “A ideia de trabalhar um assemblage e não um varietal, foi buscar maior complexidade, tanto de aromas como de estrutura, mesclando as características de cada uma das uvas que entrou na composição do vinho final”, conta o profissional.
Já o espumante Garibaldi 90 Anos Extra-Brut foi elaborado com uvas Chardonnay (85%) e Pinot Noir (15%) pelo método Charmat Longo, no qual a segunda fermentação (ou Tomada de Espuma) foi realizada em autoclaves, permanecendo em autólise (contato do espumante com as leveduras) por 18 meses. Apenas 3 mil garrafas de cada rótulo, ambos com 750ml, foram elaboradas pela marca. O preço sugerido para a venda é de R$ 129,00.

Vinícola Aurora comemora 90 anos com crescimento de 26% nas vendas

Empresa chega à data consolidada como líder de mercado de vinhos finos, suco de uva e coolers, e com faturamento histórico de R$ 701 milhões. Em 2020, vendas de vinho fino representaram 40% do total comercializado pelas vinícolas brasileiras

Unidade do Vale dos Vinhedos foi inaugurada em 2019 e marca expansão e modernização da produção Crédito: André Majola

1,1 mil famílias de viticultores integram quadro de cooperativados da Aurora Crédito: Wagner Meneguzzi

A Vinícola Aurora completa 90 anos no dia 14 de fevereiro com motivos de sobra para comemorar. Líder de mercado em vinhos finos, em suco de uva e em coolers, a empresa fechou o ano de 2020 com crescimento de 26% nas vendas de todos os produtos na comparação com 2019 e com faturamento de R$ 701 milhões, o maior da história da empresa, resultado da comercialização de 81 milhões de litros.
No ano em que os brasileiros fizeram com que o consumo per capita de vinho aumentasse de menos de 2 litros para 2,8 litros, a Aurora vendeu 4,2 milhões de caixas do produto, somando vinho fino e de mesa, com destaque para o crescimento de 100% na comercialização de vinhos finos em relação a 2019, com a venda de 9,7 milhões de litros. Esse volume representa 40% do total de vinhos finos brasileiros comercializados em 2020 (24,2 milhões de litros).
Foram vendidas, ainda, 823 mil caixas de espumantes e 724 mil caixas de Keep Cooler. Confirmando a liderança na categoria de suco de uva integral, a cooperativa registrou a marca de 5,3 milhões de caixas da bebida, um aumento de 17% na comparação com o ano anterior.
As vendas para o mercado externo também mereceram destaque em 2020. Foram exportados 868,2 mil litros dos produtos da Aurora, somando vinhos, espumantes, sucos de uva e coolers, o que significa uma alta de 47,6% em relação ao ano anterior. As bebidas foram vendidas para 18 países. A China foi o principal destino, seguida por Holanda, Paraguai, Haiti, Estados Unidos e Japão.
Mas não são apenas os números que traduzem a trajetória de sucesso da Vinícola Aurora. Para o diretor superintendente, Hermínio Ficagna, é a dedicação das 1,1 mil famílias cooperadas, dos mais de 500 funcionários e também da direção da empresa a receita para a superação dos desafios impostos em 2020.
“A Aurora chega aos 90 anos podendo se orgulhar desta caminhada. O ano de 2020 provou que existem valores que vão além do resultado comercial, de negócios, mas que é fundamental termos empatia, valorizarmos as pessoas que fazem a história da nossa empresa. Muitas delas escreveram páginas importantes e chegamos ao capítulo dos 90 anos revigorados, reforçando esse espírito cooperativista, mas também focados nos avanços tecnológicos, na busca cada vez mais constante pelo aprimoramento dos nossos produtos e pelo estreitamento da relação da empresa com o consumidor”, sintetiza.

Thiago Fronza Frare, Renê Tonello e Celito César Bortoli, do Conselho de Administração da Vinícola Aurora Crédito: Wagner Meneguzzi

O presidente do Conselho de Administração da Vinícola Aurora (biênio 2020-2022) e viticultor associado à cooperativa, Renê Tonello, corrobora com o diretor superintende e complementa:
“A Aurora é feita de pessoas para pessoas. Somos uma verdadeira família, querendo sempre ajudar uns aos outros. Há associados que estão na quarta, quinta geração. Famílias que viram a Aurora nascer em 1931. Ver a empresa chegar aos 90 anos é motivo de orgulho para todos nós.”
A excelência manifestada pelos dirigentes resultou na conquista de 731 medalhas em concursos nacionais e internacionais chancelados pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), que faz com que a Aurora seja a vinícola mais premiada do Brasil.
Para ilustrar a busca constante por novidades, a empresa lança, em média, cinco produtos por ano. A Aurora também investe na elaboração de vinhos de diferentes regiões produtoras e prepara outras novidades que chegarão à mesa dos consumidores ainda neste semestre.
“São produtos que expressam diferentes terroirs, que valorizam as variedades mais emblemáticas de cada região e que são voltados para os diferentes públicos e mercados. Teremos novos rótulos para os consumidores do suco de uva, novos produtos premium e também nos produtos de maior volume”, informa Ficagna. Entre as novidades que serão apresentadas no nonagenário da empresa está um vinho comemorativo, que deverá chegar ao mercado ainda no primeiro trimestre.
Em 2020, a Vinícola Aurora envasou mais de 80 milhões de litros entre todos os produtos, divididos em 220 itens que compõem o portfólio das 13 marcas. Atualmente, os vinhos, espumantes, sucos de uva, destilados e cooler estão em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro lideram o ranking de vendas da empresa.
Em função da pandemia da Covid-19 não será realizado evento em comemoração pelo aniversário da empresa.

inícola Aurora respondeu por 40% do vinho fino brasileiro vendido em 2020 Crédito: Dandy Marchetti/Divulgaçã

Safra 2021 deverá repetir excelência
Assim como ocorreu em 2020, a vindima na Vinícola Aurora deverá ser histórica em qualidade e as primeiras uvas recebidas estão corroborando com esta previsão. A estimativa é que sejam colhidos mais de 70 milhões de quilos da fruta, o que representa um volume cerca de 15% a 20% maior em relação ao ano anterior. A maior quantidade da matéria-prima será recebida em plena semana de comemoração pelos 90 anos, entre os dias 8 e 16 de fevereiro. Com a safra 2021, devem ser elaborados mais de 60 milhões de litros de bebidas, entre vinhos, espumantes, sucos e coolers.

A agricultura familiar é a base de sustentação do negócio: mais de 60 variedades de uvas Vitis Vinifera, Americanas e Híbridas são cultivadas pelos 1,1 mil associados em 2,8 mil hectares nas cidades de Bento Gonçalves, Cotiporã, Farroupilha, Garibaldi, Guaporé, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira, Santa Tereza, São Valentim do Sul, Veranópolis e Vila Flores. Todas as propriedades ficam num raio de até 50 quilômetros da unidade industrial da vinícola, o que garante melhor frescor da fruta e evita a fermentação indesejada. Durante a vindima, as três unidades da empresa chegam a receber 2,5 a 3 milhões de quilos da fruta por dia.

VINÍCOLA AURORA EM NÚMEROS
Agricultura familiar:
∙ 1,1 mil famílias associadas;
∙ 2,8 mil hectares de área cultivada em 11 municípios da Serra Gaúcha: Bento Gonçalves, Veranópolis, São Valentim do Sul, Guaporé, Cotiporã, Monte Belo do Sul, Santa Tereza, Pinto Bandeira, Vila Flores, Farroupilha e Garibaldi;
∙ Mais de 60 variedades de uvas cultivadas. Entre as principais: Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Pinot Noir (Vitis Viníferas) e Isabel, Concord, Seibel e Bordô (Americanas e Híbridas);
∙ Previsão para a safra 2021: mais de 70 milhões de quilos de uva, representando de 10% a 15% da estimativa estadual;

Estrutura:
∙ Três parques industriais em Bento Gonçalves (Matriz, Unidade 2 e Vinhedos) e uma unidade de produção em Pinto Bandeira;
∙ 135 mil metros quadrados de área construída no município de Bento Gonçalves;
∙ Capacidade de recebimento de uva nas unidades industriais: 2,5 a 3 milhões de quilos por dia;
∙ Tanques de aço inox com capacidade de estocagem de 74 milhões de litros;
∙ 375 barricas de carvalho francês e americanos;
∙ 500 funcionários;
∙ Presidência do Conselho de Administração da Vinícola Aurora (2020-2022): Renê Tonello (presidente), Celito César Bortoli (vice-presidente) e Tiago Fronza Frare (secretário);

∙ Diretor superintendente da Vinícola Aurora: Hermínio Ficagna;
∙ Responsável pela vinificação: Flavio Zilio (enólogo-chefe).

Comercializações:
∙ R$ 701 milhões em faturamento em 2020, que representa um crescimento de 26% em relação ao ano de 2019 e, pelo segundo ano consecutivo, melhor desempenho da história da empresa;
∙ Mais de 80 milhões de litros envasados em 2020.
∙ Produtos vendidos para todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, sendo São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro os principais compradores;
∙ 868,2 mil litros exportados para 18 países, sendo China, Holanda, Paraguai, Haiti, Estados Unidos e Japão os principais compradores;
∙ Escritórios administrativos no Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro e representantes comerciais em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal;
∙ Representes comerciais na China, nos Estados Unidos e em Portugal, além de importadores em outros países;
∙ 220 produtos, divididos em 13 linhas: Aurora, Pequenas Partilhas, Casa de Bento, Conde de Foucauld, Reservado Marcus James, Keep Cooler, Sangue de Boi, Country Wine, Maison de Ville, Saint Germain, Prestige, Brazilian Soul (marca destinada ao mercado externo) e Clos des Nobles;
∙ Líder de mercado nacional nas categorias vinhos finos, suco de uva integral e coolers.

Enoturismo:
∙ Pioneira no enoturismo na Serra Gaúcha (1967);
∙ 109,3 mil visitantes em 2020: redução de 46% em relação a 2019, quando 202,4 mil turistas visitaram a Vinícola Aurora. A retração ocorreu em função da pandemia da Covid-19 e das restrições às visitas, com limitação do número de pessoas, além do período em que o receptivo turístico permaneceu fechado.

Premiações:
∙ Vinícola mais premiada do país, com 731 condecorações conquistas em concursos brasileiros e internacionais, sendo 29 em 2020, em certames como Decanter Word Wine, Muscats du Monde, Catad’Or, Effervercents Du Monde, Brazil Wine Challenge, entre outros.

Sparkling Night Run define data para 7ª edição

Corrida noturna organizada pelo CIC-BG está confirmada para o dia 27 de novembro de 2021 Sparkling Night Run – Fotos Foco Radical

Com a segurança que se avizinha a partir da chegada e aplicação da vacina contra a Covid-19, a organização da Sparkling Night Run inicia os preparativos para a 7ª edição da corrida noturna mais charmosa da Serra Gaúcha – e com data já definida: 27 de novembro de 2021, um sábado. Em 2020, a prova foi cancelada por conta da pandemia e as ameaças à saúde dos competidores.


O ponto de concentração para largada e chegada da corrida neste ano, assim como o formato (trajetos e modalidades), ainda estão sendo alinhados pela organização. Há também a possibilidade de viabilização do Sparkling Festival – uma festa que reúne food trucks, apresentações artísticas e, claro, a estrela do evento: os espumantes da região. A certeza é que toda programação será realizada em respeito aos protocolos de saúde, zelando pelo bem-estar dos participantes, do público e das equipes de trabalho.
Dessa forma, os atletas, sejam profissionais ou amadores, ganham um estímulo extra para ingressar de vez em 2021 com um projeto de vida saudável – já que, embasada nos conceitos de bem-estar e lazer, a prova une os benefícios da atividade física ao glamour da bebida que origina seu nome. O resultado é uma programação diferenciada, que valoriza o esporte e brinda os participantes com momentos de integração e entretenimento – destacando pontos turísticos da urbana bento-gonçalvense à noite.