Cerca de 40 mil toneladas de maçãs já foram colhidas em Vacaria nesta safra

Colheita deve ser finalizada em um mês

Foto: Prefeitura Municipal de Vacaria

Entre 35 e 40 mil toneladas de maçãs já foram colhidas em Vacaria nesta safra. O volume representa cerca de 75% da produção no município, que é o maior produtor da fruta no Estado. São 6.672 hectares de área plantada e 70 produtores — grandes produtores, na maioria dos casos.
Conforme Nicolas Eigon Brandt, técnico em agropecuária da Emater de Vacaria, a safra é considerada boa, pois está dentro da média. A qualidade também agrada.
A cidade produz duas variedades, a gala e a fuji. Neste ano, o preço pago ao produtor está entre R$ 1,75 e R$ 1,85, considerado bom, já que em anos anteriores era menor. A maçã de Vacaria é vendida para todo o país e também exportada para para Europa e Ásia.
Neste ano, 15 mil trabalhadores, vindos de diferentes estados brasileiros, foram contratados para a colheita. A safra finaliza em 30 dias.
Em todo o Estado do Rio Grande do Sul, são 16.587 hectares de maçã. A produção é de 499.086 toneladas. O segundo maior produtor é Caxias do Sul, com 2,6 mil hectares de área.

Bolo integral de maçã com canela

Foto: Divulgação

Essa receita ficou maravilhosa, além de muito saudável e nutritiva. E tem combinação melhor do que maçã com canela?! E pode preparar sem medo, pois nem parece que essa delícia foi feita com farinha de trigo integral e açúcar mascavo. Para quem busca uma alimentação mais saudável e integral vale a pena apostar nessa receita.

 

 

Ingredientes:
1 xícara (chá) de farinha de trigo integral
½ xícara(chá) de farinha de trigo
1 e ¼ xícara (chá) de açúcar mascavo
½ colher (chá) de canela em pó
½ xícara (chá) de manteiga derretida
3 ovos
2 maçãs grandes
1 colher (chá) de fermento químico em pó
Para polvilhar: suco de ½ limão +1 colher (chá) de canela em pó + 3 colheres (sopa) de açúcar refinado

Foto: Divulgação

Modo de Preparo
1- Descasque as maçãs e reserve as cascas.
2- Após, corte as maçãs (descascadas) em cubinhos, coloque em uma tigela e misture com o suco de limão, o açúcar e a canela. Reserve. (ingredientes descritos para polvilhar)
3- No liquidificador coloque os ovos, as cascas das maçãs, o açúcar mascavo, a manteiga derretida e a canela em pó. Bata muito bem.
4- Em uma tigela coloque a farinha de trigo integral peneirada e a outra farinha também peneirada, acrescente o fermento em pó e misture.
5- Acrescente à tigela a mistura do liquidificador misturando delicadamente.
6- Em uma forma com furo central untada e polvilhada disponha toda a massa, por cima da massa adicione as maçãs reservadas.
7- Leve ao forno pré-aquecido a 180° por aproximadamente 40- 45 minutos, ou até que o bolo esteja levemente dourado.
8- Espere esfriar um pouco para desenformar e bom apetite!

Com dúvidas sobre o nível do seu inglês? Senac Bento Gonçalves realiza teste de nivelamento para cursos de Idiomas

 

De acordo com a pesquisa do British Council e do Instituto de Pesquisa Data Popular, apenas 5% da população do país fala Inglês, sendo 1% fluente. Ao mesmo tempo, o domínio de um segundo idioma é um pré-requisito para muitas vagas de emprego. Por isso, o Senac Bento Gonçalves inscreve para turmas de inglês com início ainda neste semestre. E para quem tem dúvidas sobre o nível de domínio e qual a turma mais indicada, a escola realiza teste de nivelamento de forma gratuita.
A realização do teste de nivelamento do idioma é recomendada até mesmo para quem nunca tenha feito curso de Inglês, pois o teste possibilita verificar o nível de habilidade e familiaridade que já se tem com o idioma. Segundo a docente da área de Idiomas do Senac Bento Gonçalves, Samanta Menoncin Pierozan, a realização do teste de nivelamento é importante pois, muitas vezes, o participante tem uma visão de seu conhecimento diferente da realidade. “Muitos, inclusive, surpreendem-se positivamente como seu nível de conhecimento na Língua Inglesa após fazerem. Serve para que o aluno possa entrar em uma turma adequada ao seu nível de
conhecimento”, ressalta.

Teste de Nivelamento x Teste de Conhecimento
No Senac Bento Gonçalves, qualquer interessado em fazer o curso de Inglês pode agendar o teste de nivelamento com a escola gratuitamente. Durante o teste, realizado com um docente da escola, são avaliados os conhecimentos do idioma a partir da fala, escuta, escrita e leitura e indicada a turma na qual o aluno mais se enquadra, com base nos conhecimentos apresentados.
Conforme o resultado, é sugerido ao aluno um dos seguintes cursos: Senac Communication (Inglês para sobrevivência e compreensão), subdividido em quatro níveis; Senac Fluency (para expressão elaborada e comunicação com nativos); e o Senac Proficiency com foco na conversação (Conversation Practice with TED Talks) ou Exames Preparatórios para certificação.
Embora não substitua o teste de nivelamento, o Senac-RS também disponibiliza a ferramenta gratuita de Teste de Conhecimento em Idiomas em https://www.senacrs.com.br/nivelamento/, por meio da qual o participante responde as perguntas e, por fim, acompanha uma sugestão de nível. “São perguntas de múltipla escolha elaboradas criteriosamente pela equipe de docentes do Senac Idiomas. É uma boa oportunidade para ter uma informação mais precisa sobre os conhecimentos”, afirma a docente Samanta.
Sobre os cursos de Idiomas do Senac
Os cursos de Idiomas do Senac buscam desenvolver nos estudantes as quatro habilidades linguísticas no idioma inglês: ler, escrever, ouvir e falar. Em cada aula, os estudantes são motivados a falar como objetivo de desenvolver sua confiança e performance emfuturas situações de comunicação.
Entre os diferenciais do Senac estão os materiais didáticos de qualidade, por meio de parceria com as melhores editoras do mundo. Também prevê preparação completa para os exames internacionais e até mesmo para quem busca trabalhar ou estudar no exterior. E o melhor: os materiais não têm custo extra. Uma experiência completa para quem busca tecnologia, inovação, prática, apoio pedagógico, avaliação frequente e feedbacks constantes. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.senacrs.com.br/bento, pelo telefone (54) 3452- 4200 ou ainda WhatsApp (54) 99647-1436. A escola fica localizada na rua Saldanha Marinho, 820 – Centro.

Confeitaria com amor e técnica: conheça a história de Karla Fachinelli, docente do Senac e vencedora do Programa Que Seja Doce, do GNT

Senac e vencedora do Programa Que Seja Doce, do GNT

Ela ficou conhecida nacionalmente após ter participado e vencido o programa Que Seja Doce, do canal GNT, no ano de 2015. Mas a relação da atual docente do Senac Bento Gonçalves Karla Fachinelli com a confeitaria é antiga e repleta de muitas memórias de afeto, oriundas da sua infância e adolescência.
Em Garibaldi, Karla foi criada pela sua avó materna, Izeta. Naquela época, ela sequer imaginava que seria uma das pessoas que mais inspiraram a carreira da neta no ramo da Confeitaria. A avó gostava muito de fazer doces e, em especial, com o que era cultivado em casa, como uva e abóbora. “Eu cresci com a minha vó em volta do fogão à lenha. Um dos seus programas favoritos era o ‘Cozinha Maravilhosa da Ofélia’. Só que, como aminha avó era analfabeta, quando eu estava brincando, ela me chamava para anotar a receita apresentada na tv e acabávamos prepando juntas. Ou seja, ajudar a minha avó a entender me ajudou a ser a profissional que sou hoje”, conta ela.

Quando o amor pela Confeitaria tornou-se profissão
O preparo de doces na infância deixou boas lembranças na vida de Karla, mas o despertar para a profissão de Confeiteira levou certo tempo. Até 2012, Karla trabalhava com as áreas de Vendas e Administrativo, sendo seu último emprego nessa função em uma vinícola da região da Serra gaúcha. Quando ainda trabalhava na vinícola, começou a produzir doces para festas como uma forma de obter uma renda extra.
“A Confeitaria sempre me brilhou os olhos e eu comecei vendendo doces em datas comemorativas (Páscoa, por exemplo) e depois produzindo doces para eventos. Chegou um ponto que eu estava com muita demanda, então tive que colocar na balança: o que eu quero fazer? Amava a vinícola onde eu trabalhava, mas decidi me dedicar somente à Confeitaria”, conta Karla, que mudou de área aos 35 anos.
A partir da decisão, Karla foi em busca de muitas especializações para obter mais conhecimento no ramo. Em 2013, fez o curso de chocolates belga Barry Callebaut, em São Paulo, e também fez o curso de Confeiteiro do Senac, em Bento Gonçalves. No mesmo ano, abriu a Karla Fachinelli Doçaria Boutique, focada em doces para eventos. Ela conta que seu negócio teve dois momentos distintos: o início, antes de ir estudar na França (2014), e uma fase após fazer o curso no país estrangeiro, referência em Gastronomia. “No início, eu trabalhava com muitos eventos. Depois, fui para a França e tive que aprender francês antes de ingressar no curso de confeitaria. Quando retornei segui um tempo com os Eventos, como casamentos. Mas, há um ano e meio, criei o ateliê Le Chocolat com uma proposta diferenciada, e atualmente foco mais nos produtos do ateliê”, relata Karla, que revela ter conseguido pagar o estudo na França com a renda dos doces feitos para eventos. Participação no programa Que Seja Doce Muito antes de abrir seu ateliê em 2019, Karla participou da segunda edição do programa Que Seja Doce, do canal GNT, em 2015. Ela conta que tinha assistido a primeira edição e, por isso, quando viu as inscrições abertas decidiu tentar, mas não acreditava que seria selecionada. “Eu pensava: quem vai escolher uma menina do interior do Rio Grande do Sul para participar de um programa em São Paulo? Mas aquela edição do programa teve como tema “Doce de Infância”, e eu tinha todo o histórico com a minha avó que contei na entrevista de seleção. ”

Karla relata que foram dois dias intensos de gravação e que o cenário, de fato, é de pressão – câmeras e pessoas em todas as partes do estúdio. Além disso, teve que utilizar, pela primeira vez, certos equipamentos como fogão de indução e um ultra congelador. “Cheguei nervosa, claro, porque realmente é um cenário tenso. Mas consegui focar no preparo e esquecer o que estava na volta. A primeira prova consistia no preparo de uma mousse de chocolate. Depois, o doce de infância mesmo que venceu a edição foi uma releitura de doce de abóbora, que era o doce que a
minha avó fazia, porque ela costumava fazer doces com o que tínhamos em casa. Posso dizer que me inscrevi por pura curiosidade, mas durante a gravação consegui focar e esqueci do que estava à minha volta” .

Veja aqui a receita vencedora: https://receitas.globo.com/doce-de-abobora-com-coco-e-
calda-de-laranja-gnt.ghtml

Doce de abóbora com coco e calda de laranja

Doce de abóbora com coco e calda de laranja (Foto: Adalberto de Melo ‘Pygmeu’) — Foto: Globo

Ingredientes – Doce de abóbora
300g de abóbora em cubos
2 colheres (sopa) de cal
600ml de água
600g de açúcar
1 pau de canela
5 cravos da índia
Ingredientes – Dacquoise de coco (bolo à base de claras e farinha de amêndoas)
4 claras
150g de açúcar de confeiteiro
40g de farinha de amêndoas
150g de coco ralado
Ingredientes – Calda suzette
200g de açúcar cristal
Suco de 2 laranjas
2 colheres de licor de laranja
Ingredientes – Chantily
200ml de creme de leite fresco
3 colheres (sopa) de açúcar refinado

Raspas de uma laranja
Modo de Preparo – Como preparar o doce de abóbora
1. Coloque os cubos de abóbora de molho em água e cal por no mínimo 20 minutos.
2. Enquanto isso, coloque a água, o açúcar e as especiarias para ferver até ficar um ponto de fio fraco.
3. Coloque a abóbora e cozinhe até ficarem transparentes.
Modo de Preparo – Para fazer a dacquoise
. Bata as claras em neve com o açúcar, acrescente os demais ingredientes.
2. Faça pequenos discos com o bico de confeitar e leve para assar por 10 minutos.
Modo de Preparo – Para a calda suzette
1. Caramelize o açúcar, acrescente o suco e o licor, deixe reduzir em fogo baixo e esfrie.
Modo de Preparo – Para o chantilly
1. Bata todos os ingredientes até ficar em ponto de chantily (firme).
Modo de Preparo – Para a montagem
1. Dacquoise, chantily, abóbora e calda suzette por cima.

Cuidado com a matéria-prima e capricho: essenciais para um confeiteiro de sucesso Depois dessa trajetória com doces para festas, passagem por reality show e abertura do seu próprio ateliê, Karla, agora, também é a mais nova integrante do corpo docente de Gastronomia do Senac Bento Gonçalves, desde março de 2021. “Estou gostando muito de dar aula. Ouço coisas tão bonitas dos meus alunos que me fazem lembrar minha infância, de quando eu ajudava a minha avó a cozinhar. Está sendo realmente uma troca”, diz ela.
Apesar de ficar pouco tempo com os alunos de forma presencial, devido às imposições da pandemia, ela conta que sempre compartilha sua visão de mercado e do que os alunos precisam para se diferenciarem. “Não estamos em um curso de Confeitaria avançada, mas busco instigar os alunos a irem além do básico. Aliás, até mesmo um doce básico, simples, deve ser feito com muito capricho, ser apresentado de uma forma que faça a gente ‘comer com os olhos’, e, claro, sem deixar de primar pelo sabor sempre”, destaca.

Capricho é fundamental
A docente do Senac destaca que um dos grandes diferenciais de um Confeiteiro é o cuidado com o preparo e apresentação do doce. “Em meus cursos, especialmente na França, o que os professores mais cobravam era precisão e padronização. E quando me refiro a capricho é utilizar régua mesmo, balança, para que tudo saia bem feito e com o mesmo padrão de apresentação”, acrescenta ela.
Claro, Karla relata que a cozinha não é feita só de previsões e receitas que dão certo. Aliás, muitos fatores influenciam no preparo e muitos imprevistos acontecem. “Durante uma aula, tivemos um problema no forno. Até isso é aprendizado, pois situações como essas acontecem a todo momento na profissão. Você precisa resolver o problema e fazer a entrega para o cliente. Um outro exemplo é uma massa que às vezes não cresce, dá errado, e precisamos pensar em conjunto: o que aconteceu aqui que deu errado? ”.
E, para finalizar, Karla explica que a Confeitaria é um campo aberto para inúmeras possibilidades. “Eu quero que meus alunos saiam do curso tendo uma noção de qual área irão trabalhar – seja só com confeitaria francesa, ou doces para festas, ou apenas com chocolate. Mas, o mais importante de tudo, é que eles absorvam as dicas, façam o preparo com cuidado e executem o trabalho com muito capricho”, declara.

Inspirada pela infância, Karla foi em busca de conhecimento técnico ao longo de sua trajetória como confeiteira, tendo inclusive aprendido um novo idioma, o francês, para estudar fora. Apesar de ter tido a Confeitaria como algo parte da sua vida, carregada de afetividade, Karla também reconhece: “fazer doces em casa é muito diferente de exercer a Confeitaria de forma profissional. A Confeitaria trabalha com precisão, pois precisamos entregar sempre o melhor, de forma padronizada e bem feita”.

Com safra acima da projetada, Cooperativa Vinícola Garibaldi regulariza estoques

Fotos| Augusto Tomasi

A Cooperativa Vinícola Garibaldi encerrou o período da vindima 2021 celebrando uma colheita acima da projetada. Ao todo, 30,8 milhões de quilos de uva foram recebidos neste ano. Em 2020, o total recebido foi de 20,1 milhões de quilos de uva.

Um dos motivos para esse incremento foram as condições favoráveis para a boa produtividade, explica o gerente de assistência técnica da Cooperativa, Evandro Bosa: “Ocorreu um período de dormência dos parreirais com bastante horas de frio, e elas conseguiram acumular bastante reservas, seguido por uma brotação uniforme e floração com pouca chuva, permitindo boa frutificação. Ao final do ciclo as chuvas foram regulares e bem distribuídas”, diz.
O grande volume permitirá à Cooperativa recompor os estoques que entram em comercialização durante o ano, além de reestabelecer o estoque de passagem até a safra de 2022. Por conta da demanda elevada com a pandemia no ano passado – na cooperativa houve acréscimo de 35% na venda de vinho fino e de 14% na de espumante –, essa reserva precisa agora ser reorganizada.


Mas a safra 2021 não foi apenas grande em volume. Também foi boa em qualidade. Com um manejo assertivo, realizado no momento certo, os parreirais produziram frutos com boa maturação, garantindo bons produtos para todo o porffólio da casa. Em especial para os espumantes. “Os (vinhos) bases para espumantes estão muito bons, em alguns casos com até mais intensidade e frescor do que os da safra histórica do ano passado, então para as uvas mais precoces como Chardonnay, Pinot Noir, Prosecco, Trebbiano e Malvasia, tivemos uma condição muito boa, o que leva a crer que teremos grandes espumantes e vinhos brancos para 2021”, analisa Ricardo Morari, enólogo chefe da vinícola.

As uvas de colheita intermediária atravessaram um período um pouco mais chuvoso, mas também se beneficiaram do manejo realizado no campo. O resultado foi uma maturação que proporcionou um álcool potencial alto e uma boa maturação fenólica. Já uvas colhidas mais tardiamente acabaram pegando uma reta final de safra com um clima mais estável, o que também contribuiu para a maturação. “Temos grande expectativa para todos os tipos de produto. Nossos vinhos tintos devem apresentar coloração intensa, teor alcoólico moderado e taninos macios e até possibilidade de envelhecimento em alguns casos”, comenta Morari.

Elton Paulo Gialdi é eleito presidente da CICS Serra

Empresário também é presidente do Conselho Superior do CIC-BG

Elton Paulo Gialdi |crédito Igor Guedes

O empresário do ramo dos transportes Elton Paulo Gialdi passa a acumular, a partir deste ano, mais um cargo de grande representatividade regional. O presidente do Conselho Superior do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) e vice-presidente da Regional Serra da Federasul irá comandar, no biênio 2021-2022, a Associação das Entidades Representativas de Classe Empresarial Gaúcha (CICS Serra).
Gialdi assume com o objetivo de dar sequência às mobilizações da entidade para melhorar a infraestrutura da região, principalmente na malha rodoviária, mas sem esquecer os modais aéreo, com o Aeroporto Regional da Serra, e marítimo, com o porto do Litoral Norte. Diante desse desafio, ele destaca a aliança de interesses com a Associação dos Municípios da Encosta Superior Nordeste (Amesne), de forma a enaltecer o trabalho coletivo que tem fortalecido as ações da Serra na luta pelos pleitos locais. “Vamos estender essa bela parceria, trabalhando junto com a Amesne, que representa a união de 15 prefeitos da região, ampliando o associativismo”, prevê Gialdi.
Entre as metas do novo gestor da CICS Serra também estão a busca por ampliar o alcance do sinal de internet e sua capacidade, para fortalecer os negócios no interior e dar conta da demanda do trabalho remoto, e aumentar a rede de serviços do saneamento básico. “É incrível que em pleno século 21 tenhamos que cobrar de nossos governantes isso”, pondera.
Gialdi foi eleito presidente em assembleia online no dia 17 de março, sucedendo Edson Morello. “Agradeço pela confiança de todos, é um momento que muito me honra e traz, na mesma proporção, a responsabilidade de representar a CICS Serra e, por consequência, cada uma das entidades integrantes. É um grande desafio pessoal, mas são eles que nos fortalecem, nos engrandecem e nos fazem prosperar”, diz.
A CICS Serra reúne 15 associações de classe filiadas dos municípios de Antônio Prado, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Casca, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Guaporé, Ipê, Nova Prata, Paraí, São Marcos, Serafina Corrêa e Veranópolis.

Diretoria da CICS Serra
– Presidente: Elton Paulo Gialdi (CIC-BG)
– Vice-presidente para Assuntos Institucionais: Vinicius Pessin (CICS Farroupilha)
– Vice-presidente para Assuntos Empresariais: Maristela T. Chiapin (CIC Caxias)
– Diretoria Administrativa: Arlei Schwarzbach (CIC Paraí)
– Diretoria Financeira: Marisa K. Zanatta (ACI Carlos Barbosa)
– Departamento Eventos e Projetos: Vagner Cielo (ACI Veranópolis)
– Departamento de Marketing e Comunicação: Niromar Heitor Gabriel (ACI Veranópolis)
– Departamento de Infraestrutura, Segurança e Meio Ambiente: Laudir Picolli (CIC-BG)
– Departamento Jurídico: Ademar Petry (CIC-BG) e Carlos Mario Mezzomo (ACI Casca)
– Presidente do Conselho Deliberativo: Edson Morello

Cooperativa Vinícola Garibaldi abre temporada de medalhas com distinção francesa

A Cooperativa Vinícola Garibaldi está comemorando a conquista da primeira medalha de 2021. E ela chegou com a chancela da França, um dos mais notórios produtores mundiais de vinho. O Garibaldi Espumante Chardonnay Brut obteve medalha de prata no concurso Chardonnay du Monde, realizado entre os dias 9 e 12 de março, em Saint Lager, na famosa região da Borgonha.


Diferentemente da maioria dos certames, esse se destaca por ser voltado exclusivamente à avaliação de vinhos elaborados em todo o mundo a partir da rainha das uvas brancas. Neste ano, a 28ª edição do concurso reuniu mais de 600 amostras de 36 países, sendo avaliadas por 200 jurados. Agrupar tamanha diversidade de métodos de produção mundo afora, bem como promover o conhecimento sobre essa cepa e reconhecer medidas de qualidade empreendidas pelos produtores de Chardonnay fazem parte dos objetivos do concurso.
Elaborado pelo método Charmat, o Garibaldi Espumante Chardonnay Brut apresenta coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, aspecto brilhante e ótima formação de perlage. No olfato, destacam-se os aromas com notas de abacaxi, maçã e um toque de pão tostado e, em boca, é estruturado e cremoso, com acidez equilibrada e refrescante.

Edamame brasileira. Embrapa lança 1ª soja verde para consumo

Cultivar de soja BRS 267, quando colhida verde, é consumida com sal como edamame, prato popular no Japão e em outros países orientais.

Grãos de edamame em salada (Foto: Kadijah Suleiman/Embrapa )

A cultivar de soja BRS 267 poderá ampliar o consumo de um alimento ainda pouco conhecido no Brasil, o edamame, grãos verdes servidos com sal, bem comuns no Japão e em outros países asiáticos. A cultivar produz grãos grandes, de sabor suave, que apresentam textura similar a outras leguminosas como grão-de-bico, ervilha verde e alguns tipos de feijões. O preparo é fácil, com rápido cozimento, e pode ser consumida em lanches como snacks, ou compor pratos como sopas e saladas.
Como potencial produto de nicho, o cultivo da soja para edamame é uma boa opção para agricultores familiares e orgânicos. O pesquisador da Embrapa José Ubirajara Moreira explica que realizar a colheita da BRS 267 na fase certa é primordial para um produto com qualidade sensorial e nutricional diferenciada. “Deve ser colhido no estádio R6, com grãos formados, verdes e completamente cheios. Esse período de colheita é muito curto e dura de dois a quatro dias”, informa.
A pesquisadora da Embrapa Ilana Felberg lembra que, assim como toda soja, a cultivar BRS 267 deve ser cozida antes de ser consumida. Foram realizados procedimentos para estabelecer as etapas e condições de processo que possam ser facilmente reproduzidos em cozinhas ou agroindústrias familiares. “Podemos cozinhar tanto as vagens quanto os grãos já debulhados. O que fizemos foi avaliar e verificar a efetividade do tempo de cozimento na inativação de fatores antinutricionais para tornar seguro o consumo do produto,” conta.
A etapa de cozimento das vagens requer fervura em água. “Sugere-se o tempo de 20 minutos. Após o cozimento é necessário escorrer a água e, em seguida, mergulhar o recipiente com as vagens em água fria ou passar em água corrente até que esfriem, para interromper o cozimento e evitar o amolecimento excessivo das vagens”, explica a pesquisadora da Embrapa Renata Torrezan.
Depois da retirada do excesso de água, o produto pode ser acondicionado em embalagens adequadas ao tipo de estocagem. “O armazenamento pode ser por até cinco dias em temperatura de refrigeração, entre dois e oito graus Celsius, ou por até um ano em temperatura de congelamento de 18 graus negativos”, acrescenta Torrezan.
A pesquisadora alerta que, mesmo que o processamento do alimento seja realizado em pequena escala ou artesanal, o edamame precisa passar por processamento térmico antes do consumo. Os procedimentos necessários estão detalhados no manual “Processamento de edamame em vagens para agroindústria de pequeno porte” e também estão sujeitos às legislações sanitárias municipais e estaduais de cada localidade.
A cultura da soja para edamame apresentou bons resultados em diferentes condições edafoclimáticas, ou seja, de clima e solo. Inicialmente recomendada para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e sul de Mato Grosso do Sul, a cultivar também teve bom desempenho no Rio de Janeiro. A Embrapa Agroindústria de Alimentos, localizada na capital fluminense, desenvolveu protocolos de processamento utilizando edamame produzido em lavouras no próprio estado, por meio de parcerias com agricultores.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Claudia Jantalia, a ausência da cultura da soja no estado fez com que a incidência de pragas e doenças fosse baixa. Ela explica que as características edafoclimáticas testadas fizeram com que a cultura reduzisse o ciclo em relação a outras regiões como o Paraná, o que a torna uma opção interessante para o produtor fluminense.

A soja verde brasileira produz grãos grandes e com sabor suave, com potencial de ampliar o consumo de um alimento ainda pouco difundido no Brasil (Foto: Kadijah Suleiman/Embrapa ) 

Edamame
O edamame é alimento tradicional no Oriente e popular em países como Estados Unidos, Austrália e na Europa. O alimento é encontrado no mercado brasileiro em pacotes de vagens e grãos verdes congelados, importados principalmente da China.

A pesquisa
Em 1985, a pesquisadora da Embrapa Mercedes Carrão Panizzi iniciou a coordenação de um projeto de melhoramento genético para obtenção de cultivares de soja com características especiais para a alimentação humana e um programa de promoção da leguminosa para esse fim. “Cinco cultivares foram lançadas a partir do projeto, entre elas a BRS 267,” lembra a cientista.
“Entre os atributos da cultivar, o sabor agradável é resultado da presença de sacarose [açúcar], característica essencial para edamame”, esclarece o pesquisador da Embrapa Marcelo Álvares de Oliveira, ressaltando que a cultivar apresenta resistência às principais doenças da soja.
O trabalho de pesquisa e de transferência de tecnologia reuniu equipes de quatro unidades da Embrapa: Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), Embrapa Soja (PR), Embrapa Trigo (RS) e Embrapa Agrobiologia(RJ).
Os testes com produtores rurais do Rio de Janeiro e Espírito Santo contaram com a parceria da Secretaria de Agricultura de Itaguaí, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
A experiência e o interesse dos agricultores familiares orgânicos são uma grande vantagem. Trata-se de uma oportunidade de diversificação da produção agropecuária com a inserção dessa cultivar”, destaca o pesquisador da Embrapa Mauro Pinto, que considera o interesse dos consumidores e a facilidade de preparo da soja para edamame como vantagens competitivas importantes para a expansão desse mercado.
Testes com a BRS 267 também estão sendo feitos em São Paulo, por meio da parceria entre a Embrapa e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. “Também estão envolvidos no trabalho o Instituto Agronômico (IAC), a Embrapa Meio Norte e produtores da Cooperativa dos Agricultores Familiares da Região Centro Paulista e da Cooperativa Entre Serras e Águas”, informa Fénelon Neto, pesquisador da área de Transferência de Tecnologia da Embrapa.

Empresas de sementes podem obter licenciamento da BRS 267
Para atender os pequenos agricultores (orgânicos e horticultores), a Embrapa está fortalecendo a organização da cadeia de abastecimento de sementes para produção de soja edamame. Nesta fase inicial, a Empresa está atuando em duas frentes: o atendimento aos produtores que já estão participando do programa e validando a tecnologia de produção de edamame; e a organização da cadeia de abastecimento de sementes para o mercado, visando ampliar o abastecimento. Os técnicos lembram que a tecnologia é destinada a um nicho de mercado que requer atenção especial, pois é feito o consumo direto do grão e há agregação de valor e isso envolve também segregação da produção de sementes.
Na safra 2020/21, a Empresa realizou a produção da categoria de semente genética da cultivar, uma classe que, posteriormente, é ofertada para empresas e produtores de sementes que atuam no mercado. Nessa cadeia de logística de suprimento, esses produtores ampliam o volume nas safras seguintes e passam a ofertar a semente da cultivar para comercialização junto a outros produtores.
A Embrapa já está em negociação com duas empresas, mas continua aberta a novas parcerias para licenciamento do material. As empresas produtoras de sementes que tenham interesse na multiplicação de sementes da BRS 267 podem obter mais informações sobre a cultivar na página de negócios da Embrapa.
Além da cultivar BRS 267, o programa de melhoramento genético da Embrapa, mantém uma linha de desenvolvimento de materiais específicos para consumo humano. “As novas cultivares que estão sendo desenvolvidas visam propiciar outras oportunidades para produtores atuarem em mercados diferenciados”, ressalta Moreira.
Fonte: Embrapa Agroindústria de Aliment

Sicredi Serrana encerrou 2020 com mais de 126 mil associados e crescimento de 3,8% no resultado líquido

Cooperativa apresentou seus dados em assembleia digital ao vivo, realizada na noite de 23 de março

Pela primeira vez em sua história de 35 anos, a Sicredi Serrana realizou uma assembleia digital ao vivo aberta à participação de todos os seus mais de 126 mil associados, o fato inédito ocorreu na noite de 23 de março. Na oportunidade, os principais temas e dados da cooperativa em 2020 foram apresentados aos associados, dentre eles:
– satisfação dos associados em 81,7 pontos, nível considerado de excelência conforme a metodologia universal de pesquisa utilizada, a NPS (Net Promoter Score).
– incremento de 1,9 bilhão em recursos administrados, um crescimento de 43,8% em relação a 2019. Vale destacar que, nos últimos cinco anos, a cooperativa cresceu 3,5 vezes o volume de recursos administrados, saindo de 1,88 bilhão em 2015 para 6,6 bilhões em 2020.
– crescimento superior a 3,8% no resultado líquido, passando de 76,92 milhões em 2019 para 79,86 milhões em 2020.
– inadimplência de 0,32%.
– inauguração de duas agências na área de atuação atual: a agência sustentável, em Veranópolis; e a agência dedicada exclusivamente para o agro em Bento Gonçalves.
– ampliação da área de atuação da cooperativa para mais cinco municípios no estado do Espírito Santo a partir de 2021: Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana.
Vale reforçar que a decisão de expandir a área de atuação foi analisada e discutida em 2020 em diversos fóruns e está embasada na solidez que a Sicredi Serrana possui em sua região de atuação. Na Serra Gaúcha e Vale do Caí, a instituição financeira cooperativa responde por 26% das pessoas físicas e 56% das pessoas jurídicas, considerando as informações populacionais baseadas na estimativa do IBGE 2020.
Considerando valores depositados e emprestados, deteve, em 2020, 33% de participação, em relação ao mercado. Já analisando somente o crédito comercial, essa participação está em 48% do mercado, e no crédito rural, 58%. Com a expansão, a Sicredi Serrana segue com o objetivo de ser uma cooperativa única na sua essência. Priorizando o seu modelo de negócio e o seu relacionamento com os associados e com a comunidade na perspectiva do propósito e do círculo virtuoso, que considera conhecer os associados, ter interesse verdadeiro em bons negócios, gerar resultados admiráveis e fortalecer o compromisso com a comunidade.

Compromisso com a comunidade ganhou ainda mais relevância em 2020
Em razão da pandemia do COVID-19, a Sicredi Serrana cancelou a edição 2020 do Fundo Social. Os recursos, no valor de R$1.151.493,70, que seriam investidos em projetos de educação e cultura, foram redirecionados à saúde através dos municípios de Barão, Bento Gonçalves, Bom Princípio, Carlos Barbosa, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, São Marcos, São Sebastião do Caí e Veranópolis. O valor foi destinado a hospitais e entidades, para ações como ampliação de leitos, aquisições de respiradores, compra de materiais, entre outros.
O turismo foi outra frente que teve um olhar especial por parte da cooperativa. Cerca de 250 mil reais foram investidos em projetos para fortalecer a segurança e a sustentabilidade desse segmento, transmitindo confiança para o turista.
A Serrana também apoiou iniciativas e entidades que, em um movimento de coragem, migraram os eventos presenciais para modelos híbridos ou virtuais. Também seguiu com o seu plano de sinalização dos destinos turísticos preparando a região para quando for possível voltar a receber o turista com qualidade e excelência.
Os associados e a comunidade que tiverem interesse em saber mais sobre as ações da Sicredi Serrana ao longo de 2020, poderão acessar o relatório anual digital, disponível no site da cooperativa: www.sicrediserrana.com.br.

Associados podem participar da assembleia on-line até 18 de abril
A assembleia da Sicredi Serrana, realizada em formato digital ao vivo na  terça- feira, 23 de março, oportunizou a participação dos associados nas decisões da cooperativa com simplicidade, agilidade e praticidade.
Os associados que não puderam participar do momento ao vivo têm a opção de assistir o resumo da assembleia e indicar o seu posicionamento para cada um dos temas abordados, garantindo a sua participação.
O vídeo e o espaço de votação estão disponíveis no site https://www.sicredi.com.br/assembleiadigital/ até 18 de abril. Quem não realizou seu cadastro, precisará criar uma senha para participar. Caso os associados tenham dificuldades em cadastrar-se ou votar na plataforma, os canais de comunicação da Sicredi Serrana e os colaboradores estão disponíveis para auxiliá-los. A Serrana reforça que participar da assembleia é contribuir com os rumos da cooperativa e com a construção de uma sociedade mais próspera.

Ricos em polifenol resveratrol, vinho e chocolate trazem benefícios à saúde

Mais do que uma combinação deliciosa, os produtos possuem antioxidantes capazes de auxiliar na prevenção de inúmeras doenças. A convite da Vinícola Aurora, a nutricionista e sommelière Patrícia Binz esclarece dúvidas relacionadas aos itens que são muito consumidos na Páscoa

Aurora Colheita Tardia harmoniza perfeitamente com chocolate branco. Crédito: Vinícola Aurora, divulgação

Quando se pensa em Páscoa, produtos como chocolate e vinho logo vêm à mente. Mas a deliciosa combinação não é só prazerosa como também pode ser uma grande aliada à saúde. Os vinhos – especialmente os tintos – e os chocolates acima de 50% cacau são ricos em polifenol resveratrol, poderoso antioxidante que ajuda na renovação e rejuvenescimento das células humanas. Este ativo anti-inflamatório e antimicrobiano é encontrado no cacau e nas cascas e sementes de uvas.
Inúmeras pesquisas desenvolvidas pelo mundo todo, incluindo no Brasil, mostram que os benefícios são infindáveis: desde a prevenção de doenças cardiovasculares e redução da pressão arterial; diminuição dos índices do mau colesterol (LDL) e aumento do bom colesterol (HDL) no sangue; redução de danos oxidativos em estruturas cerebrais, podendo reduzir o risco do aparecimento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e Parkinson; prevenção de alterações celulares que podem levar ao aparecimento de vários tipos de cânceres; melhora na cognição e na memória; aceleração do metabolismo energético; auxilia no combate à obesidade e às alterações associadas à doença… e por aí segue a lista de vantagens em consumir produtos ricos em polifenol resveratrol.
Então, porque não associar os benefícios do vinho e do chocolate acima de 50% cacau e consumi-los de forma moderada, sem sair da dieta?
A Vinícola Aurora convidou a nutricionista, sommelière profissional e diretora da Associação Brasileira de Sommelier do Rio Grande do Sul (ABS-RS), Patrícia Binz, para tirar as principais dúvidas relacionadas a este universo. Confira!

Patrícia Binz, nutricionista, sommelière e diretora da ABS-RS, explica que se consumidos de forma equilibrada, vinho e chocolate podem trazer benefícios à saúde. Crédito: Andrei Cardoso, divulgação

O que o vinho e o chocolate têm em comum, e o que esses dois produtos podem trazer de benefício à saúde?
Ambos podem trazer diversos benefícios, se consumidos de forma equilibrada. Os compostos funcionais presentes, principalmente, no vinho tinto e no chocolate amargo têm uma grande relevância já descoberta pela ciência. Uma substância encontrada nesses alimentos é o polifenol resveratrol, que pode atuar na prevenção de doenças.

Como escolher um vinho para ser o mais saudável ao nosso organismo? E o chocolate? O que é preciso ficar atento?
É bem importante frisar que antes de controlar calorias, deve-se optar por alimentos mais saudáveis. No caso do vinho, para ingestão menor de carboidratos, indica-se os tipos secos (até 4g de açúcar/litro) para os vinhos tranquilos e nature (até 3g de açúcar/litro) ou extra brut (de 3,1g a 8g de açúcar/litro) para os espumantes.
Em relação ao chocolate, o principal é optar por produtos que tenham maior percentual de cacau, acima de 50% (meio amargo), mas você pode iniciar pelo meio amargo até acostumar o paladar. O importante é que sejam chocolates mais puros, ou seja, que não tenham adição de gordura hidrogenada, apenas a manteiga de cacau, a massa de cacau e o açúcar. Para entender, a conta é simples, quanto mais massa de cacau (percentual de cacau) tiver, menos gordura e açúcar terá o produto final.
Qual a recomendação diária para o consumo de vinho e chocolate?
Não há uma recomendação exata para o consumo diário. O que se sabe é que, de forma consciente e inserido em uma dieta saudável e com hábitos saudáveis, é possível sim ingerir chocolate e vinho na sua rotina. O chocolate, em geral, indica-se uma porção pequena, devido à quantidade de açúcar, ou adoçante utilizado no caso dos diet. O vinho, segundo as orientações internacionais, é de que o consumo máximo seja de uma taça (em média 150ml) por dia para mulheres e até duas para homens. Também é importante sempre intercalar o consumo de vinho com água.

Quanto às calorias, como administrar estes produtos, especialmente no feriado da Páscoa? Como é possível ter equilíbrio, sem sair da dieta?
Primeiro é relevante lembrar que as comemorações são importantes, e não devem deixar de ser celebradas com medo de sair da dieta. A chave está no consumo responsável, tanto dos alimentos mais calóricos, como os chocolates, como do consumo de álcool. Para fazer isso de forma mais agradável e prática, é preciso programar as refeições, sempre com opções mais leves e saladas à mesa. Além disso, planejar as quantidades que pode consumir vai facilitar esse processo. Mas o que você não deve esquecer é de comer consciente, isso é, se alimentar com atenção plena, se dedicando realmente ao momento em que está vivendo e de que forma está consumindo esses alimentos e bebidas. Por isso, aprender mais sobre gastronomia e vinhos faz com que você aprecie mais esses momentos e consiga estar mais atento a eles.

É verdade que os vinhos doces, como os moscatéis ou licorosos, são mais calóricos?
O que faz um vinho ser calórico é o percentual alcoólico da bebida e a quantidade de açúcares. Ou seja, quanto menor o percentual de álcool no produto e menor a quantidade de açúcar, menos calórica será a bebida. Vinhos doces nem sempre são mais calóricos, pois deve-se levar em conta, além do açúcar, a quantidade de álcool presente nestes vinhos. Essas duas substâncias são quem fornecem a energia, o açúcar 4kcal/g e o álcool 7kcal/g. No caso dos espumantes moscatéis, eles costumam ter menos calorias do que vinhos licorosos, quando ambos forem doces. Os moscatéis apresentam um percentual alcoólico de 7% a 10%, enquanto os licorosos de 14% a 18% de álcool, segundo a legislação brasileira.

Você vê como positiva a tendência de vinhos menos alcoólicos e chocolates com menos açúcar?
Sim. Sempre que evoluímos em relação à consciência alimentar é benéfico. Acredito muito que as pessoas terão cada vez mais conhecimento sobre o que consomem, e se questionem muito mais sobre o que e como estão se alimentando. No caso dos vinhos menos alcoólicos, nem sempre pode ser a melhor escolha, já que depende da quantidade consumida. Consumir um vinho mais alcoólico, mas em menor quantidade, pode trazer os mesmos resultados de consumir mais quantidade de um vinho com menor graduação. Em relação aos chocolates, com menos açúcar seria uma ótima opção. Apenas não se engane ao optar por chocolates com menos açúcar, mas com mais gordura ou adição de adoçantes, o que é super comum no mercado.

Como armazenar corretamente esses itens em casa?
Os vinhos devem estar sempre armazenados em ambientes com menos iluminação, sem trepidações, e, se possível, em locais que mantenham uma média de temperatura de 15°C. Já os chocolates, o recomendado é guardar em local seco, fresco e arejado, e, preferencialmente, num ambiente com temperatura entre 18°C e 22°C.

Quais as harmonizações entre vinhos e chocolates você sugere?
Chocolates, especialmente os brancos, harmonizam muito bem com o espumante destaque da Serra Gaúcha, o Moscatel (Aurora Moscatel). Os chocolates brancos também harmonizam perfeitamente com o Aurora Colheita Tardia, com o Aurora Moscatel Rosé ou, até mesmo, com um tinto mais leve e delicado, como o Aurora Varietal Pinot Noir. A combinação também pode ser em forma de contraste, harmonizando este tipo de chocolate com um espumante extra brut, a exemplo do Aurora Pinto Bandeira método tradicional 24 meses.
O chocolate preto vai bem com o estilo de vinho tipo Porto ou até mesmo com tintos secos, como o Cabernet Sauvignon. Uma sugestão é o Aurora Millésime Cabernet Sauvignon, que, neste caso, pelo seu perfil aromático, lembra alimentos adocicados. Uma escolha de harmonização com chocolate preto também seria com um destilado, o Aurora Brandy.

SOBRE PATRÍCIA BINZ
Patrícia Binz é diretora de marketing da Associação Brasileira de Sommelier-RS (ABS-RS). Sommelier Profissional pela ABS-RS e nível 3 pela Wine and Spirits Education Trust (WSET). Formada em Nutrição pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), atua na área de consultoria no ramo alimentício há uma década e há quatro anos na docência de cursos em gastronomia e vinhos. É wine hunter para restaurantes e eventos. Possui especialização em Gestão de Marcas e o título de mestre em Turismo e Hospitalidade, também pela UCS. Tem experiência na área de nutrição, com ênfase em segurança de alimentos e sustentabilidade nos serviços alimentares, além de organização de eventos, principalmente experiências enogastronômicas.

Aprenda como reaproveitar partes do peixe para fazer hambúrguer

Receita utiliza partes do pescado que normalmente são desperdiçadas

(Foto: Reprodução/Pescado é Saúde)

Esta receita da chef Michele Uemura faz parte do livro Pescado é Saúde, que contém informações para o aproveitamento integral do pescado. O objetivo é evitar o desperdício, fomentando a utilização de partes do pescado que são comumente jogadas fora.
Ingredientes
– Meia cebola pequena (50g)
– 2 dentes de alho médio (10g)
– 2 xícaras de chá de bochecha de peixe (460g)
– 1 ramo de salsinha (6g)
– Meia colher de chá de pimenta-do-reino (2g)
– 2 colheres de sopa de azeite (30ml)
Modo de preparo
Descasque, lave e pique a cebola e o alho e reserve. Pique as bochechas de peixe em cubos pequenos. Lave e pique a salsinha.
Em uma tigela, coloque o peixe, o alho, a cebola, a salsinha, o sal e a pimenta-do-reino e misture bem. Molde os hambúrgueres. Em uma frigideira, acrescente o azeite aos poucos e doure os hambúrgueres.
Rendimento: 500g
Tempo de Preparo: 20 minutos
Valor calórico da porção: 125kcal
Peso da porção: 100g uma unidade