Vila Flores inaugura agroindústria de ovos coloniais

Ovos de “galinhas felizes”, ou seja, de galinhas que vivem em condições que respeitam o seu bem-estar, é o produto da nova agroindústria inaugurada em Vila Flores na tarde da segunda-feira (30/08): Do Sítio. O ato contou com a presença do prefeito Evandro Brandalise, do gerente regional adjunto da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Gilberto Bonatto, parceiros e familiares.
O empreendimento recebeu o certificado de inclusão no Programa Estadual de Agroindústria Familiar do Governo do Estado (Peaf), que possibilita o acesso a crédito facilitado, a capacitações – como a em Boas Práticas de Fabricação, da qual a família participou recentemente –, participação em feiras e em mercados institucionais, entre outros. Bonatto destacou que na região da Serra são 235 agroindústrias legalizadas, das quais nove em Vila Flores, promovendo a geração de renda e o desenvolvimento dos municípios e mantendo os jovens nas propriedades rurais.
Fernando Zancanaro deixou a estabilidade do serviço público para apostar no empreendimento, que é mais uma fonte de renda para a família que produz hortaliças hidropônicas e cultiva grãos para venda e alimentação dos animais. A esposa, Lucinéia, também já trabalhou em empresa. “A minha alegria é plantar, colher e viver dessa maneira”, afirma. A propriedade tem cerca de 600 galinhas, estando metade em produção, gerando em torno de 200 ovos por dia. O casal está buscando o mercado no município e cidade vizinhas e pensa em desenvolver o turismo rural futuramente.

RS-855 passa por obras de recuperação entre Bento Gonçalves e Pinto Bandeira

Ao todo, serão restaurados 10 quilômetros de rodovia

Obras começaram nesta semana e têm conclusão prevista ainda para agosto Foto: Daer / Divulgação

Foram iniciados os trabalhos de recuperação da VRS 855, que liga Bento Gonçalves a Pinto Bandeira, na Serra. Reivindicadas pela comunidade, as melhorias nos pontos críticos do trecho de 10 quilômetros contam com aporte de, aproximadamente, R$ 2 milhões, oriundos do Tesouro do Estado. “Estamos cumprindo o compromisso firmado com as lideranças da região e entregaremos uma rodovia em condições renovadas de trafegabilidade”, destaca o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella. “Reconhecemos a importância dessa demanda, uma vez que a VRS 855 é muito utilizada para o deslocamento dos moradores e o escoamento da produção agrícola, especialmente de uva, vinho e pêssego.”

De acordo com o diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Luciano Faustino, o asfalto danificado será substituído por um material novo. “Com isso iremos uniformizar as condições do pavimento, garantindo um trânsito seguro aos usuários”, acrescenta. Após essa etapa, será a vez de revitalizar a sinalização da pista. A expectativa é de que os trabalhos na VRS 855 sejam concluídos ainda este mês.

Valle Rustico promove edição especial do Cozinha Na Natureza

Chef Rodrigo Bellora convida chef Jorge Curi para almoço “Do Mar à Montanha”

R$230 por pessoa, a partir das 10h30min Foto: Divulgação

No feriado do dia 07/09, o Valle Rustico promove mais uma edição do almoço Cozinha Na Natureza, um encontro especial que, se o tempo colaborar, ocorre na varanda e jardim do Valle Rustico.
O chef Rodrigo Bellora cozinhará ao lado do chef Jorge Curi, de Pelotas, para um menu com a temática de frutos do mar. O almoço ainda inclui degustação de espumantes que serão apresentados pela Asprovinho, de Pinto Bandeira. “O Cozinha Na Natureza é um projeto que além de apresentar uma fusão gastronômica, me traz a oportunidade de cozinhar ao lado de chefs que são meus grandes amigos, como é o Jorge”, conta Bellora. Os lugares são limitados.
O menu Um misto de Cozinha de Natureza, do chef Rodrigo Bellora com a Fusão Latina, do chef Jorge Curi. É isso que se pode esperar desta edição do evento. O menu será de oito etapas e todos os preparos também terão versões para vegetarianos.

Jorge Curi Foto: Divulgação

Chef convidado
Natural da praia do Cassino (Rio Grande), Jorge Curi está à frente dos restaurantes Madre Mia e Nave, além dos negócios Maledeta Pizza e Mordomia, em Pelotas. Com uma trajetória de mais de 13 anos na gastronomia, Jorge Curi passou por cozinhas internacionais na Inglaterra, Portugal e Havaí, de onde trouxe inspirações e referências para criar sua gastronomia inquieta no Sul do Brasil.
Ele defende os ingredientes da sua região como um manifesto em relação ao consumo e valorização de peixes e frutos do mar gaúchos, e traz o frescor de produtos selecionados para o Cozinha Na Natureza. “O Bellora faz um trabalho de divulgação da cultura gastronômica gaúcha de uma maneira maravilhosa, e nesse encontro quero evidenciar os frutos do mar do Sul do estado que pouco são divulgados”, destaca.
Serviço:
Onde: Valle Rustico (Via Marcílio Dias – Garibaldi/Vale dos Vinhedos)
Quando: 07/09
Horário: A partir das 10h30min
Quanto: R$230 por pessoa.
O que inclui: almoço + degustação de espumantes realizada pela Asprovinho, de Pinto Bandeira com rótulos das vinícolas Cave Geisse, Don Giovanni, Valmarino e Aurora.
Informações e reservas: @vallerustico ou pelo whats (054) 9.8123.0080

Atenção à poda da videira é a recomendação do Boletim Agrometeorológico da Serra Gaúcha

A previsão é de uma excelente brotação em função do prognóstico de frio Foto: VIviane Zanella

Se o frio e as chuvas seguirem a previsão, os produtores terão que dar uma atenção extra na hora de realizar a poda, pois o frio já acumulado e o que ainda está por vir, até o final do inverno, irão possivelmente garantir uma excelente brotação. Por isso, será necessário equilibrar a capacidade de produção e o vigor das plantas, segundo orientação divulgada por pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) e da Embrapa Uva e Vinho na edição de julho do Boletim Agrometeorológico da Serra Gaúcha.
Recomendações de como fazer a poda e garantir uma produção são detalhadas no Boletim pelo pesquisador Henrique Pessoa dos Santos, da Embrapa Uva e Vinho. Ele orienta que a poda é uma prática de manejo importante e que a escolha, a posição e o número de gemas férteis a serem mantidas permitem atingir uma frutificação e produção de qualidade, sem comprometer a vida útil da videira. A poda também irá auxiliar, de modo indireto, nos tratos culturais, ao restringir o vigor e possibilitar uma maior abertura do dossel vegetativo, garantindo maior incidência de radiação solar, aeração e eficiência dos tratamentos fitossanitários.
Para Amanda Junges, pesquisadora da SEAPDR e uma das autoras da publicação, o prognóstico de ocorrência de temperaturas do ar e chuvas ligeiramente acima da média, especialmente em setembro, exigem atenção quanto ao manejo fitossanitário. As orientações nessa área foram feitas pelo pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Lucas Garrido, que reforça que, na poda, deve haver proteção dos cortes (ferimentos) para reduzir o avanço de podridões.
“Durante o período de dormência, muitos fungos fitopatogênicos sobrevivem nos restos culturais e na própria planta, podendo causar doenças na safra seguinte”, alerta Garrido. Estas e demais recomendações sobre o manejo dos vinhedos podem ser obtidas no Boletim Agrometeorológico da Serra Gaúcha Edição Julho 2021, que está disponível gratuitamente na página das duas instituições.

Sobre a publicação
Divulgado desde agosto de 2020, o Boletim Agrometeorológico da Serra Gaúcha é uma parceria entre Embrapa Uva e Vinho e a SEAPDR. A edição de julho de 2021 tem como autores Amanda Heemann Junges e Rafael Anzanello, do DDPA-SEAPDR, e Henrique Pessoa dos Santos e Lucas da Ressurreição Garrido, da Embrapa Uva e Vinho .
Se você quer mais dicas práticas sobre a poda, pode acessar o Vídeo Poda da Videira na Prática, elaborado pela equipe da Embrapa Uva e Vinho em: https://youtu.be/SIuPj3w6HLo

Exportação: produtos orgânicos da Econatura chegam aos EUA

Foram enviadas cerca de 16 mil unidades de sucos, vinagres e farinhas das marcas Organovita e Uva’Só

Orgânicos de Garibaldi já estão nos Estados Unidos! A Econatura, empresa familiar gaúcha, enviou um contêiner com 16 mil itens, entre sucos, vinagres e farinhas para a Flórida, a maior exportação da empresa até então.
A carga já está em solo norte-americano, onde a Econatura conta com uma distribuidora, a Organovita USA. Para atender ao mercado orgânico norte-americano, os produtos das marcas Organovita e Uva’Só contam com o selo da certificação USDA, que garante o respeito às normas da agricultura orgânica nos Estados Unidos, além de atender aos padrões da certificação brasileira. Os rótulos dos produtos também foram traduzidos para o inglês.
Completando 25 anos em 2021, a Econatura surgiu com o propósito de produzir alimentos de qualidade, respeitando a natureza e utilizando matéria-prima livre de agrotóxicos. A empresa fundada por Luiz Postingher hoje é conduzida pelos filhos, César, Bruna e Fabrício. “Uma das irmãs do meu pai sempre foi uma grande admiradora deste trabalho e me convidou para conhecer o mercado norte-americano. Agora ela cuida da distribuidora lá, então podemos dizer que a empresa é familiar até na exportação”, comenta César.
A meta da empresa é exportar 10% dos cerca de 400 mil litros de sucos e vinagres que produz por ano. “Já fizemos pequenas exportações para Emirados Árabes, Sérvia, Canadá, Hong Kong, e outros países, e queremos ampliar esse segmento. É um grande passo que estamos dando, que mostra a confiança que temos na seriedade e qualidade do nosso trabalho”, conclui César.
As marcas Organovita e Uva’Só já estão presentes em lojas de produtos naturais e redes de supermercados em todo o Brasil. A empresa ainda produz sucos e vinagres para terceiros, e está preparando sua estrutura para recepcionar turistas.

Suco de uva para nutrir e informar

Cooperativa Vinícola Garibaldi participa de projeto educativo que combina arte e saúde

A Cooperativa Vinícola Garibaldi embarca, mais uma vez, numa divertida aventura com o “Teatro Viajante”. O projeto, que de forma lúdica conscientiza crianças sobre a importância da alimentação saudável, retornou aos palcos em agosto, novamente tendo o suco de uva 100% como elemento central da narrativa da peça “Abra a boca e feche os olhos”.
Nessa saborosa jornada, a Cooperativa Vinícola Garibaldi é uma das parceiras para prover a garotada com a deliciosa bebida. Além de assistirem ao teatro, as crianças levam para casa um kit contendo itens alusivos à peça e uma caixinha de suco de uva. Para essa ação, a cooperativa doou 800 unidades de seu suco integral em embalagem cartonada de 200ml. O suco 100% fruta é um ótimo alimento para o organismo. Seus antioxidantes e vitaminas contribuem para prevenir o câncer e doenças neurodegenerativas, além de aumentar o colesterol bom e melhorar a cognição e a memória, entre outros ganhos de saúde.
Com a peça, a proposta é difundir essas qualidades associadas ao sabor delicioso do suco de uva integral e a importância do consumo regular da bebida, especialmente na infância. A mensagem também atinge a meninada para que elas adotem hábitos saudáveis e compreendam as vantagens desse estilo de vida.
Em sua 3ª temporada, o projeto Teatro Viajante rodou por quatro municípios gaúchos em agosto: Tupandi (17), Campo Bom (18), Nova Hart (19) e Arvorezinha (20), ultrapassando os 2 mil espectadores mirins em um circuito de três sessões diárias por cidade. As apresentações tiveram entrada franca e ocorreram em conformidade aos protocolos de segurança e distanciamento.

Para assistir e aprender brincando
De maneira lúdica, a peça “Abra a boca e feche os olhos” aborda a importância de uma alimentação saudável e equilibrada na infância e na adolescência. O espetáculo conta a história de uma família contemporânea, com a personagem Íris e seus dois filhos, um menino e uma menina, que convivem com a avó. Íris é apresentadora de televisão, mantendo um programa sobre a alimentação saudável. Porém, vive um paradoxo: sua atração tem o patrocínio do SR, Risólis Gordon, grande empresário do setor alimentício, cuja atuação vai contra o que Íris apresenta no ar. O dilema da protagonista ajuda as crianças a entenderam a importância de adotar hábitos alimentares saudáveis desde cedo, de forma leve, educativa e lúdica.

A trama valoriza, também, a importância de adotar atitudes responsáveis e comprometidas com o futuro do planeta, mostrando que o exercício da sustentabilidade pode – e deve – começar cedo, independentemente da idade. Ao fim do espetáculo, as crianças ganham um saboroso incentivo para colocar em prática os ensinamentos trazidos pela peça: um kit com suco de uva 100% integral para degustar, uma revistinha de atividades para colorir, uma caneta e, também, uma sacolinha personalizada. Os sucos de uva distribuídos às crianças são fornecidos por quatro fabricantes gaúchas: Nova Aliança, Aurora, Suvalan e Cooperativa Vinícola Garibaldi, todas apoiadoras do projeto.
O projeto Teatro Viajante é promovido pela DWR Som, Luz e Imagem, com patrocínio do Atacadão Rede de Atacados e da Tetra Pak. A realização é da Lei de Incentivo à Cultura, Secretaria Especial Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal, Pátria Amada Brasil.

Inscrições para o Prêmio Salão Design entram na reta final

Profissionais e estudantes têm até o dia 31 de agosto para submeter projetos de mobiliário

Esta é a última semana de inscrições para o Prêmio Salão Design 2022, promovido pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis). Profissionais e novos talentos do design, da arquitetura e de áreas afins têm até o dia 31 de agosto para submeter seus projetos ao prêmio brasileiro que há mais de 30 anos ajuda a contar a história dos mobiliários.
São cinco categorias divididas nos seguintes desafios: Espaços em Transformação; Identidade Brasileira 2022; Uso de Painel; Tecnologia Embutida e Experiências Positivas. Os projetos serão avaliados em duas etapas e cada uma delas terá sua própria comissão julgadora.
No hall de premiados, permanecem os tradicionais troféus ‘Professor Orientador’ (para o orientador do melhor produto entre os estudantes) e ‘Madeiras Alternativas’ (parceria com o Serviço Florestal Brasileiro para reconhecer o uso de espécies nativas de manejo sustentável). Essa, além do troféu especial, inclui como premiação uma viagem ao laboratório do SFB em Brasília e expedição a áreas amazônicas de manejo sustentável.
Os vencedores serão conhecidos em fevereiro do próximo ano e participam de duas exposições em 2022: em março, na feira Movesul Brasil (onde também ocorre a cerimônia de premiação), e em agosto do próximo ano, na Semana de Design de São Paulo.

JURADOS
O primeiro grupo de jurados vai analisar os projetos inscritos com base em critérios técnico-funcionais. São eles: Ana Brum, do Centro Brasil Design (CBD); Diego Farto, da empresa Artetílica; Giulio Palmitessa, professor da Unisinos; Ricardo Dal Piva, do Instituto Senai de Tecnologia de Madeira e Mobiliário; Silvana Carminati Heckman, da Associação Brasileira de Design de Interiores (ABD).
Na segunda etapa, é hora de avaliar critérios estético-criativos. A comissão será formada pela crítica, historiadora de design e curadora independente Adélia Borges; e os designers Fernando Mendes, Freddy Van Camp e Paulo Biacchi. Para completar o time, estreia a jornalista especializada em design e arquitetura Thaís Lauton, da revista Casa e Jardim.
SOBRE O PRÊMIO
Desde sua criação, em 1988, o Prêmio Salão Design já teve mais de 15 mil projetos inscritos e um total de 406 premiados. Com patrocínio de Brasmacol, Berneck e Interprint do Brasil, os prêmios são de R$ 6 mil para estudantes e R$ 10 mil para profissionais em cada uma das cinco categorias, além de menções honrosas que podem ser designadas pelos jurados.

REGULAMENTO
O regulamento do Prêmio Salão Design 2022 está disponível no site www.salaodesign.com.br, assim como as orientações para inscrição de projetos.

CRONOGRAMA
Inscrições: de 14 de junho a 31 de agosto de 2021
Julgamento da Primeira Etapa: De 09 a 30 de setembro de 2021
Divulgação dos resultados da Primeira Etapa: 11 de outubro de 2021
Prazo único para entrega dos produtos selecionados: Dias 10, 11 e 12 de janeiro de 2022
Julgamento da Segunda Etapa: 24 e 25 de janeiro de 2022
Divulgação dos vencedores: 01 de fevereiro de 2022
Mostra dos produtos premiados na Movelsul Brasil 2022: 14 a 17 de março de 2022
Cerimônia de premiação: 16 de março de 2022
Mostra dos vencedores na DW! Semana de Design de São Paulo: agosto de 2022 (data a definir)

Sommelier: entenda o que faz esse profissional

No dia 29 de agosto, comemorou-se o Dia do Sommelier – uma profissão que cada vez ganha mais reconhecimento e espaço no mercado gastronômico. Mas, na prática, o que faz um sommelier? Quais são as atribuições desse profissional? Para quem desconhece esse universo, a profissão pode parecer simples. “Sim, há pessoas que ainda têm aquela imagem de que ser sommelier é ficar girando taças e bebendo vinhos caros. Mas não é nada disso! É uma profissão que requer muito estudo, prática e dedicação”, esclarece a docente do Curso de Sommelier do Senac Bento Gonçalves, Michelle Landgraf.
Segundo o dicionário Michaelis, sommelier é o “indivíduo especializado em bebidas alcoólicas, principalmente vinhos, e que, além de cuidar da compra, do armazenamento e da elaboração da carta de vinhos, é o responsável por indicar a bebida que melhor harmoniza com o prato escolhido pelo cliente”. A docente e sommelier Michelle explica que o sommelier, em sua origem, era o responsável por transportar as pipas de vinhos para dentro dos castelos e, ainda, tinha a função de servir o vinho aos nobres. “O detalhe é que essa pessoa tinha que provar o vinho, garantindo que este não estivesse envenenado”, conta ela.
Logo, em sua origem histórica, a profissão está relacionada ao servir. “Mas, para além do servir (que permanece até hoje), o sommelier tem uma responsabilidade educativa muito importante, que é entender e explicar sobre o que tem dentro da garrafa: qual é a composição do vinho, por que ele é do jeito que é, qual sua origem geográfica e como isso impacta no sabor, história e relação de valor e preço. É um trabalho muito criterioso que exige muito estudo, pois todos os dias surge um rótulo novo, um produtor novo e um método novo”, destaca.

Possibilidades de atuação para o sommelier
Apesar de ser comumente associado a vinícolas e restaurantes, o sommelier pode atuar de outras formas. Uma possibilidade é fazer a gestão de adegas comerciais em bares, restaurantes, lojas, hotéis e supermercados, além de ser o responsável por formatar cartas de vinho. “Temos mais de 1,3 mil vinícolas no Brasil e mais da metade localiza-se na Serra Gaúcha. É impossível que os estabelecimentos ofereçam todos os vinhos, por isso é importante um profissional para fazer a curadoria dessa carta”, explica Michelle.
Uma outra possibilidade é fazer a gestão de adegas particulares, com curadoria a respeito do que comprar – explicar ao proprietário o que são vinhos jovens, vinhos tintos, vinhos brancos, vinhos de mesa, etc, dar aula em cursos e oficinas sobre vinhos e promover as próprias confrarias. Além disso, muitos profissionais da área da Gastronomia especializam-se na área para ampliar o conhecimento. “A turma par a qual dou aula atualmente é de alunos aqui da Serra. Esse perfil nasceu dentro de uma cantina, de uma vinícola ou conhece muito sobre, e isso faz parte da vivência do aluno. Mas muitos buscam o curso de Sommelier do Senac para aprender os aspectos técnicos, entender mais a relação da produção do vinho com a história e geografia local”, detalha a docente.

Curso de Sommelier no Senac Bento
Atualmente, o Senac Bento está com duas turmas em andamento do curso de Sommelier, e já está com inscrições para a próxima, com início em novembro e aulas à tarde. O curso, de 160 horas, aborda conceitos sobre análise sensorial (considerando as propriedades organolépticas de vinhos), como sugerir vinhos (considerando o perfil e preferência do cliente), quais vinhos servir (considerando temperatura, taças, procedimentos e preferência do cliente), como fazer combinações entre alimentos e vinhos (considerando suas características sensoriais das bebidas), além de tratar sobre elaboração e administração de cartas de vinhos. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.senacrs.com.br/bento ou pelo Whatsapp (54) 9255-7649.

Produtores gaúchos planejam safra de verão, enquanto segue em desenvolvimento a de inverno

Foto de Djonatan Copetti, da Eamter/RS-Ascar em Santa Rosa

Enquanto as culturas de inverno seguem em desenvolvimento no Rio Grande do Sul, os produtores iniciam a semeadura do milho grão e se mobilizam para a compra de insumos para as lavouras de soja, como sementes e fertilizantes, além de procurarem os escritórios da Emater/RS-Ascar e as agências bancárias para o encaminhamento de projetos de custeio. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (19/08) pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), na região de Santa Rosa a escassez de insumos tem exercido forte pressão sobre os preços. O custo da adubação de base se aproxima de R$ 4 mil/ton., e da semente, em torno de R$ 10,00 a R$ 11,00/kg. Outra questão importante é a previsão de tempo seco para o período de cultivo da soja na região.
Sobre o milho grão, a semeadura da cultura na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí se desenvolve em ritmo muito lento, com área semeada inferior ao mesmo período na safra 2020-2021. As previsões de baixas temperaturas durante agosto, associadas à restrita umidade no solo, têm influenciado os produtores a postergar os plantios para evitar riscos de má germinação e desuniformidade no estande das plantas. As áreas a serem plantadas estão recebendo manejo químico e mecânico nas plantas de cobertura. Nas lavouras com boa palhada, antes da semeadura, os produtores distribuem a lanço o nutriente potássio.
Na Regional de Santa Rosa, a área plantada com milho grão já ultrapassa 30 mil hectares. A restante a ser semeada está dessecada, subsolada e gradeada. Nas áreas mais baixas, os produtores irão aguardar até final de agosto para o plantio, a fim de evitar a incidência de geadas tardias que prejudiquem a emergência das plantas. Nas Missões, os agricultores adotam a estratégia de parcelamento na semeadura, para que eventos de estiagem não coincidam com estádios fenológicos mais críticos ao estresse hídrico. As sementes do programa estadual Troca-Troca nos sindicatos dos Trabalhadores Rurais estão sendo retiradas pelos produtores.
Feijão 1ª Safra – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade, começou a semeadura da cultura, em conformidade com o zoneamento de risco climático que recomenda início do período em agosto, no baixo Vale do Rio Pardo. A área projetada para a safra na região deve superar três mil hectares.

CULTURAS DE INVERNO
Trigo – A segunda semana de agosto trouxe chuvas de baixa intensidade, mas importantes para recompor a umidade do solo em muitas localidades, o que propiciou melhorias no desenvolvimento das plantas. Nas localidades onde que houve melhoria da umidade do solo, os produtores realizaram tratos culturais. Atualmente, 89% das lavouras de trigo estão em germinação e desenvolvimento vegetativo, 10% estão em floração e 1% em enchimento de grãos.
Na Campanha, na Regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, as boas condições de umidade proporcionadas pelas chuvas permitiram a primeira aplicação do fertilizante nitrogenado em cobertura nas plantas em perfilhamento. A geada registrada na semana não causou danos, devido as lavouras de trigo estarem predominantemente na fase vegetativa. Na Fronteira Oeste, o período com temperaturas amenas e alta incidência de radiação solar, associado à ausência de chuvas, limitou o desenvolvimento da cultura e interrompeu os tratos culturais. A sanidade é satisfatória.
Canola – Na Regional de Santa Rosa, a chuva de 10/08 foi importante para as lavouras de canola com bom potencial produtivo, pois a volta da umidade do solo possibilitou melhora na formação das síliquas e dos grãos. As áreas estão 5% na fase de desenvolvimento vegetativo, 47% em florescimento, 43% na fase de enchimento de grãos e 5% já se encontram em maturação. Em geral, os cultivos apresentam boas condições fitossanitárias. Nas áreas em que a geada ocorreu nas fases de florescimento e início de formação dos grãos houve perdas na produtividade estimadas em 11%.
Nas regiões de Frederico Westphalen, Santa Maria e Soledade, os cultivos de canola se mantêm com bom desenvolvimento vegetativo, bom estande de plantas e adequada sanidade. Na de Frederico Westphalen, as lavouras estão mais adiantadas, com 50% na fase de enchimento de grãos e 10% em maturação. Nas de Santa Maria e Soledade, as fases predominantes são 60% entre floração e formação de síliquas, e 70% em desenvolvimento vegetativo.
Aveia branca grão – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, os cultivos apresentam desenvolvimento lento, plantas com porte baixo e entrenós curtos. Em mais de 50% das áreas o estágio de desenvolvimento predominante é o reprodutivo, entre as fases de espigamento e florescimento. Nas regiões de Frederico Westphalen, Santa Maria e Soledade, as lavouras encontram-se com bom desenvolvimento, predominando o perfilhamento e a elongação dos colmos. A sanidade está adequada. Já na Regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, as áreas em fase reprodutiva ainda são pouco expressivas e não devem sofrer prejuízos com a geada de 12/08, diante da fraca intensidade do evento. Estima-se que o potencial produtivo da cultura tenha diminuído devido ao reduzido volume de chuvas e da recorrência de temperaturas baixas. O monitoramento de pragas e doenças indica boa sanidade.
Cevada – Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Erechim, Frederico Westphalen, Soledade e Ijuí, as precipitações ocorridas devolveram a umidade no solo e as temperaturas que variaram de baixas a médias contribuíram para o adequado desenvolvimento dos cultivos. As lavouras prejudicadas pelas geadas terão redução na produtividade esperada, apesar de recuperarem parcialmente os sintomas das injúrias.
PASTAGENS E CRIAÇÕES
As precipitações da semana recuperam parcialmente os níveis de unidade do solo, intensificando o crescimento das forrageiras de inverno, ampliando a oferta de alimentos volumosos, associado à melhoria da qualidade nutricional destes alimentos. Dessa forma, foram intensificados os pastoreios, principalmente nas áreas com manejo rotacionado. Com as chuvas, foi possível realizar a adubação em cobertura das pastagens.
A maior parte das áreas de campo nativo está sem crescimento, devido às baixas temperaturas e geadas e, nestes locais, há necessidade de suplementar a alimentação dos rebanhos. O mesmo ocorre nas áreas com pastagens de verão, como tífton, BRS Kurumi e BRS Capiaçu, nas quais as fortes geadas das últimas semanas prejudicaram o desenvolvimento destas espécies.
PISCICULTURA – As temperaturas um pouco mais altas impactaram de forma positiva no desenvolvimento dos peixes, assim como as precipitações colaboraram para melhorar o nível de água dos reservatórios e açudes. Na Regional de Santa Rosa, os piscicultores têm demandado aos extensionistas da Emater/RS-Ascar a aquisição de alevinos, no entanto ainda não foram abertas as encomendas nas empresas que realizam venda e entrega. Muitos produtores estão receosos na realização de novos povoamentos de tilápias, em decorrência da grande mortandade dos peixes, relacionadas à presença doenças causadas por fungos.

Baixa umidade do solo não impacta potencial produtivo das lavouras de canola do RS

Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (26/08), as lavouras de canola cultivadas nas regiões administrativas da Instituição de Frederico Westphalen, Santa Maria e Soledade se encontram nas fases de desenvolvimento vegetativo e de florescimento, com boa sanidade e adequado estande de plantas.
O baixo teor de umidade do solo desacelera o crescimento e o desenvolvimento da cultura da canola, porém sem impactos no potencial produtivo. Produtores monitoram o desenvolvimento de doenças para realizar as aplicações preventivas.
Em Santa Bárbara do Sul, principal produtor de aveia branca na região de Ijuí, as lavouras estão com melhor potencial produtivo, beneficiadas pelo volume maior de chuvas ocorridas em julho e agosto. A colheita já iniciou nas primeiras áreas semeadas, e os rendimentos oscilam entre 1.500 e 2 mil quilos por hectare.
O período entre 16 e 22 de agosto foi caracterizado por baixa umidade, precipitações isoladas e de baixo acumulado e grande amplitude térmica na maioria das regiões produtoras de trigo do Rio Grande do Sul. A semana iniciou com temperaturas mais amenas, que foram se elevando gradativamente até a sexta-feira, ultrapassando os 30°C, com posterior queda brusca ao entardecer. Em geral, a cultura do trigo segue com desenvolvimento lento nas áreas com baixa umidade do solo.
No levantamento semanal realizado pela Emater/RS-Ascar no Rio Grande do Sul, o preço médio do trigo se manteve em alta, com acréscimo de 0,43% em relação ao da semana anterior, passando de R$ 81,87 para R$ 82,22 a saca. O preço do produto disponível em Cruz Alta permanece em R$ 90,00 a saca.
Acesse o Informativo Conjuntural completo em http://www.emater.tche.br/site/arquivos_pdf/conjuntural/conj_26082021.pdf
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