Safra de grãos de verão no RS apresenta boas produtividades

Está tecnicamente encerrada a colheita da soja no Rio Grande do Sul, com produtividades acima das 3,3 toneladas por hectare nas regiões da Fronteira Oeste e Missões, que superam a expectativa inicial de 3.218 kg/ha. Faltam ser colhidas áreas pontuais, mas os produtores estão satisfeitos com a produtividade das lavouras. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23/05), as lavouras do tarde – fora do período recomendado pelo zoneamento agroclimático e realizado após colheita de milho ou do próprio primeiro plantio (soja do cedo) – apresentam menor produtividade média em relação aos anos anteriores, o que aponta para a possível redução desse tipo de cultivo.
A comercialização da soja segue nas principais regiões produtoras, com ótima recuperação da cotação do produto, basicamente em razão dos prêmios pagos para carregamento e da elevação da cotação do dólar. Como principal consequência da desvalorização do real frente ao dólar americano, o preço médio da saca teve significativa elevação de 7,20% em relação à semana anterior, ficando a saca cotada em R$ 69,42.
A colheita do arroz também encerrou e a produtividade na Fronteira Oeste e Campanha e no município de Uruguaiana, por exemplo, é de 8.610 kg/ha. Na região Sul, a produtividade de referência ficou em torno de 8,1 toneladas por hectare. Destaque para Rio Grande, com produtividades que alcançaram os 9.100 kg/ha. No Litoral Norte, na área Lagunar e região Centro-Sul, após concluída a colheita, a produtividade média estimada ficou em torno de 7,5 toneladas por hectare.
No milho, resta ser colhida apenas 5% da safra implantada. Os rendimentos também superam a produtividade estimada (7.482 kg/ha) em grande parte das lavouras. A produtividade das lavouras de grãos está sendo reavaliada e, em diversos municípios, se mostrou superior. Destaque para o caso de Bossoroca, onde a avaliação foi a melhor da história, com produtividade que alcançou quase o dobro da inicialmente esperada.
Foi significativo o avanço da colheita do feijão 2ª safra na semana, restando ainda 37% da área implantada a ser colhida. Nas regiões do Noroeste Colonial, Celeiro e Alto Jacuí, produtividade e qualidade do grão estão sendo consideradas muito boas, principalmente em lavouras cultivadas com maior tecnologia e em condições de irrigação.

CULTURAS DE INVERNO
Prossegue o planejamento de área de plantio de trigo e a busca por crédito para financiamento das lavouras. O clima chuvoso e úmido está atrasando o plantio do trigo na região Noroeste do Estado, onde inicia na segunda quinzena de maio. Ainda assim, 5% da área estimada para esta safra já foi implantada nessa região. Nas Missões, esse percentual é menor, devido ao período preferencial do zoneamento agroclimático ocorrer nas próximas semanas. Estima-se um aumento de cerca de 4% da área em relação à safra 2018 nessas regiões, caracterizando estabilidade na área ocupada pelo cereal.
É lenta a semeadura da cevada nas regiões do Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, onde há aumento de área cultivada destinada à matéria-prima de ração para alimentação do rebanho leiteiro. A Ambev, principal compradora de cevada cervejeira, está buscando ampliar a área cultivada na região da Serra para a próxima safra. A semeadura na região da Serra inicia em junho e se estende até o final de julho.
Avança a implantação da cultura da canola nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, atingindo 44% da área prevista. As lavouras encontram-se em germinação e desenvolvimento inicial. A elevação dos preços, que acompanha os praticados pela soja, deve impulsionar o cultivo do grão na região, aumentando a expectativa da área cultivada.
Também foi significativo o avanço da implantação da aveia branca, em especial nas regiões do Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, onde a área supera a prevista inicialmente, por finalidades diversas: confecção de silagem, grãos para comercialização e grãos para alimentação animal. As primeiras lavouras emergidas apresentam coloração amarela das plantas, devido ao longo período com dias nublados e alta umidade.
OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS
Batata – Na região da Produção, especialmente no município de Ibiraiaras, onde a área de cultivo com a segunda safra é estimada em 650 hectares, o clima foi favorável ao desenvolvimento e à colheita da cultura. O produto colhido, até o momento, apresenta boa qualidade. A comercialização do saco de 50 quilos de batata branca está sendo praticada ao valor de R$ 85,00/sc.; para a batata rosa, de R$ 120,00 a R$ 140,00/sc.
Cebola – Na região da Serra, o momento é de semeadura mais intensa da principal variedade cultivada, a Crioula, devendo ser concluída até o final do mês. Já os materiais precoces estão germinados, demonstrando bom estande e vigor, e vêm recebendo os primeiros tratos culturais, como controle químico das ervas espontâneas e tratamentos foliares para prevenção de fitopatias. No campo, vêm ganhando ritmo a prática do pré-preparo dos canteiros e a incorporação de palhadas e adubos orgânicos. Já na zona Sul do Estado, em Tavares, a expectativa é de que ocorra aumento de área plantada no município. A semeadura nas sementeiras para produção de mudas deve começar a partir desta semana.
Nogueira Pecã – A área de cultivo de nogueira Pecã é de 690 hectares na região do Vale do Taquari, atividade que envolve 391 famílias no cultivo desta frutífera. Anta Gorda é o município com maior concentração de produtores do Estado, 286 deles, com 500 hectares – a maior área de cultivo na região e a segunda maior área de cultivo no Rio Grande do Sul. A colheita em Anta Gorda está em andamento, com término previsto para junho. A produtividade média dos pomares adultos está estimada em 1.500 quilos por hectare. A produção total é projetada em 160 toneladas de nozes, tendo em vista que boa parte dos pomares ainda está em início de produção.
PASTAGENS
O campo nativo apresenta aspecto mais fibroso, redução da taxa de acúmulo de forragem e diminuição da qualidade devido à diminuição das temperaturas, que provoca o crestamento das pastagens. A partir dessa época, é importante o fornecimento de sal proteinado para suprir a deficiência proteica. Em vários municípios há pastagens de braquiárias que até o momento ainda estão apresentando um bom aporte de massa verde. Em algumas regiões, há plantas indesejáveis, demandando controle com a realização de roçadas.
BOVINOCULTURA DE CORTE – Os bovinos encontram-se com bom escore corporal, porém apresentam redução do ganho de peso, devido à diminuição da qualidade da forragem de verão e também porque os pastos estão perdendo valor nutritivo. Continuam os diagnósticos de gestação das matrizes inseminadas ou entouradas, priorizando-se o manejo para as vacas prenhas.
Em relação ao aspecto sanitário, continuam as infestações tardias por carrapatos, obrigando os produtores ao controle de banhos ou à aplicação tópica de carrapaticidas. Por consequência, ainda há relatos de casos de tristeza parasitária, transmitida pelos carrapatos. É época de vacinar matrizes e reprodutores contra a leptospirose, brucelose, entre outras doenças. Durante o mês de maio, ocorre a campanha de vacinação contra a febre aftosa para bovinos e bubalinos.
Técnicos da Emater/RS-Ascar lembram que encerra na sexta-feira da próxima semana (31/05) o prazo máximo para entrega da declaração anual do rebanho junto às inspetorias veterinárias e zootécnicas – IVZs.
APICULTURA – De maneira geral, os enxames encontram-se em boas condições sanitárias. Nesta semana, em função das condições favoráveis, observa-se intensa movimentação das abelhas. Produtores ainda não iniciaram a alimentação das colmeias, já que as condições climáticas ainda não são limitantes para o forrageamento dos enxames. No entanto, apicultores mais tecnificados estão fornecendo alimentação de subsistência, para manter a reserva de alimento nas colmeias. As fontes de alimentos da época são as florações das espécies florestais e nativas em geral.
O período é de revisão de caixas, limpeza de apiários, reforma de ninhos, melgueiras e caixilhos e de colocação do redutor de alvado para proteger a colmeia das baixas temperaturas. Em relação a aspectos sanitários, o apicultor deve ficar atento para o controle da varroa. Como é final de colheita de mel, alguns apicultores fazem a coleta de própolis.

Flores da Cunha oferta novos produtos com a inauguração de mais duas agroindústrias familiares

Crédito foto: Rejane Paludo

Duas agroindústrias familiares– Laticínio Garbin, de empanados de queijos coloniais, e Geni Zamboni, de farináceos – foram inauguradas na tarde desta quinta-feira (23/05), no Distrito de Mato Perso, em Flores da Cunha. Ambas contam com a atuação de jovens. O ato contou com a presença do presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, do prefeito do município que completou 95 anos de emancipação, Lídio Scortegagna, da coordenadora regional da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Lucimar Rodrigues, e de autoridades locais.
Com estes novos empreendimentos, Flores da Cunha passa a contar com oito agroindústrias pertencentes ao Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf). Esta foi a primeira inauguração de agroindústrias que o presidente da Emater/RS, há pouco mais de um mês no cargo, participou. Sandri parabenizou o município pelo espírito empreendedor e afirmou que é preciso apostar nos jovens. “Se incentivados, motivados, são eles que vão levar esses municípios, o Estado e o Brasil adiante”, frisou. O presidente lembrou que a sucessão no meio rural é um dos focos de trabalho da Extensão Rural e Social e que quando há parceria entre as entidades, como ocorre em Flores da Cunha, dando incentivo, apoio e orientação, tudo fica mais fácil, os municípios crescem e se tem resultados.
O prefeito de Flores da Cunha também reforçou a importância da integração entre as entidades, trabalhando com objetivos comuns para o desenvolvimento do município, e destacou os projetos e incentivos do município para a sucessão rural. “Estamos aqui entregando essas agroindústrias que certamente vão inspirar outras a acreditarem que é possível ser empreendedor, é possível produzir no meio rural e fazer com que o nosso município cresça cada vez mais em parceria com todas as entidades”, declarou.

AS AGROINDÚSTRIAS
Latícinio Garbin – O empreendimento localizado na comunidade de São Vitor, em Mato Perso, pertence à família Garbin, e produz empanados de queijos coloniais. É a primeira a ser registrada em Flores da Cunha no Serviço de Inspeção Municipal (SIM). “A partir desse registro a gente mudou o nosso modo de trabalhar, a gente buscou ter melhor qualidade, desde a alimentação dos animais, na sala de ordenha, até o nosso produto final que é entregue aos clientes. E foi com a ajuda da Emater que a gente conseguiu, há pouco tempo, se enquadrar no Selo Sabor Gaúcho, podendo participar de feiras para expor e vender nossos produtos, além de outros benefícios”, ressaltou a jovem Elisa Garbin, que atua no empreendimento juntamente com os pais e dois irmãos.
“É gratificante estar inaugurando a agroindústria, pois nós esperamos e batalhamos muito por isso”, declara Maria, mãe de Elisa. Para ela, se os filhos não tivessem acreditado no sonho da família, já teriam ido para a cidade. Além de possibilitar a sucessão rural e a agregação de renda, a legalização do empreendimento facilita a venda e a ampliação do mercado do produto, que hoje é fornecido para restaurantes.
Geni Zamboni – O empreendimento localizado na comunidade de Santa Juliana, em Mato Perso, pertence à família Zamboni, que elabora produtos farináceos, como pães, grostoli e biscoitos, que são vendidos diretamente para os consumidores, e tortas, doces e salgados para festas e eventos.
A jovem Suzana atua no empreendimento juntamente com a mãe, Geni, e mais três irmãos. Ela conta que saiu para estudar e se formar chef de cozinha, voltando para montar a agroindústria, atividade com a qual gostam de trabalhar e que possibilita o aumento da renda da família, que também cultiva frutíferas.
Suzana agradeceu a Prefeitura, a Emater/RS-Ascar, a família e todos que ajudaram. “Esse dia pra nós é uma grande honra, foi um passo bem grande dado, nunca imaginamos chegar até aqui, mas conseguimos, com o emprenho de todos. Derrubamos muitas barreiras, mas conseguimos e estamos muito felizes”, salientou.
Após a inauguração, o público presente pode degustar e comprovar a qualidade dos produtos das duas agroindústrias.

Umidade no solo interrompe plantio das culturas de inverno

Umidade no solo interrompe plantio das culturas de invernoA semana foi caracterizada por dias chuvosos e elevada umidade do solo, impedindo a continuidade da implantação das culturas de inverno no Rio Grande do Sul, como canola, trigo e aveia branca. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (16/05), as lavouras de canola semeadas mais no cedo nas regiões do Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial apresentam boa emergência, apesar de danos em algumas áreas causados pelas fortes chuvas da semana anterior. Já nas regiões Fronteira Noroeste e Missões, o plantio da canola foi realizado em 22% da área prevista, que é de 12 mil hectares. A forte chuva de sexta-feira provocou erosão de solo nas lavouras recém-semeadas, com possível necessidade de replantio.
Também deve haver replantio de áreas semeadas com aveia branca, em especial nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, onde os produtores relatam severo ataque de lagarta nas lavouras em início de desenvolvimento vegetativo, havendo dificuldade no controle, o que provoca prejuízo no stand das lavouras. As lavouras já semeadas apresentam boa germinação e desenvolvimento inicial.
No trigo, a umidade impediu o início do plantio nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, que só acontecerá se o tempo firmar e a umidade do solo permitir. Por enquanto, os produtores seguem a busca de crédito para custeio das lavouras junto aos agentes financeiros, com encaminhamento de documentos (atualização da Declaração de Aptidão ao Pronaf – DAP) e a coleta das amostras de solo para análise. Recursos de custeio para compra de insumos para as lavouras de trigo foram liberados para alguns produtores.
Para a cevada, os produtores encaminham propostas de financiamento. Há expectativa de aumento de área de cevada em resposta à diminuição de área de trigo em função dos preços no Alto Uruguai.
CULTURAS DE VERÃO
A colheita do milho foi interrompida em muitas áreas de produção em decorrência das precipitações que impediram a evolução normal da atividade. A área restante a ser colhida é de 7%, se restringe basicamente às áreas implantadas no segundo plantio no Estado.
Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, as lavouras do milho de primeiro plantio já foram colhidas, inclusive superando as expectativas, com produtividade média de cerca de 8 ton/ha. Com o clima chuvoso dos últimos períodos, foi interrompida a colheita de silagem do milho safrinha. Em função dessa situação, o excesso de umidade favorece o desenvolvimento de doenças, como ferrugem e pinta branca.
A colheita da soja deverá encerrar nesta semana, pois resta somente 1% da área inicialmente estimada de 5.803.588 hectares para o Estado. Nas regiões da Produção e Nordeste do RS, a colheita já está encerrada, com produtividade média na faixa de 3,8 toneladas por hectare. Nas áreas do Alto da Serra do Botucaraí resta apenas lavouras tardias implantadas em restevas de fumo e milho silagem. Em algumas áreas já colhidas, se realiza o manejo do solo no outono-inverno com a implantação de plantas de cobertura (nabo forrageiro e aveia). Porém, em muitas delas, a forma de manejo é o pousio temporário, com o crescimento de ervas espontâneas.
No arroz, restando apenas áreas pontuais (1%) a serem colhidas. A produtividade estimada ainda se encontra em torno de 8 ton/ha. Já no feijão 2ª safra, o segundo plantio atingiu 55% de colheita das áreas implantadas no Estado, com 26% já maduro, 18% em enchimento de grãos e 1% em floração.
PASTAGENS E CRIAÇÕES
De maneira geral, o clima tem colaborado com o desenvolvimento das pastagens da pecuária de corte. A manutenção da umidade no solo favorece o crescimento dos pastos nativos, retardando o crestamento dos mesmos, e sendo favorável também às condições para implantação, germinação e crescimento das pastagens de inverno. Para melhorar as condições nutricionais dos campos nativos, que começam a ficar fibrosos, os produtores utilizam sal mineral proteinado na dieta dos animais, a fim de melhorar a digestibilidade dos alimentos. Pecuaristas das regiões Sul, Campanha, Fronteira Oeste e Central costumam utilizar as restevas da cultura do arroz para manutenção dos rebanhos, até a entrada do frio e das geadas.
Os produtores começam a colocar os rebanhos em pastoreio nas pastagens de inverno implantadas a partir de março que tiveram boa germinação, bom aporte hídrico no período e nas quais foram realizados os tratos culturais adequados. Os animais pastoreiam de forma rotacionada nos potreiros ou nas pastagens por algumas horas do dia, de preferência em horários ensolarados, procurando estabelecer uma lotação adequada que evite o pisoteio e a destruição das pastagens.
Outra alternativa de pastoreio é a integração lavoura-pecuária, semeada com um consórcio de aveia, azevém e cornichão, que começa a possibilitar o pastoreio. As pastagens de trevos e cornichão oriundas do banco de sementes do solo apresentam reduzida taxa de crescimento até o momento.
Quanto às pastagens do rebanho leiteiro, o quadro ainda é de vazio forrageiro, com as culturas de verão em final de ciclo, as pastagens cultivadas em fase de desenvolvimento inicial e poucas parcelas em condições de pastejo. A maioria dos produtores finalizou o plantio de aveia e azevém em lavouras exclusivas para pastagens de inverno ou sobressemeou o campo nativo. Em função da umidade adequada e de temperaturas de amenas a altas, o campo nativo oferta pastagens com certa quantidade, porém de qualidade inferior em decorrência de muita matéria fibrosa.
PISCICULTURA – As características da estação, de frio, baixa luminosidade e muita umidade, implicam em cuidados e manejo adequado dos piscicultores para a sobrevivência dos peixes. O estado corporal dos peixes e a qualidade da água são vitais para sua sobrevivência nos períodos de baixas temperaturas. Encerradas as reservas de alevinos e o repovoamento dos tanques.

Curso de Viticultura forma primeira turma de jovens em Monte Belo do Sul

 

11 produtores de Monte Belo do Sul e oito de Santa Tereza que concluíram a primeira edição do Curso de Profissionalização de Jovens em Viticultura Crédito foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

A noite da sexta-feira, 17, foi de celebração para 11 produtores de Monte Belo do Sul e oito de Santa Tereza que concluíram a primeira edição do Curso de Profissionalização de Jovens em Viticultura. A cerimônia para entrega dos certificados foi realizada no salão da comunidade de Santo Isidoro, em Monte Belo do Sul, e contou com a presença de familiares, instrutores e autoridades, entre eles o ex-assistente técnico estadual de Fruticultura da Emater/RS-Ascar, Antônio Conte.
De acordo com o assistente técnico regional em Sistema de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Enio Todeschini, o curso partiu de uma demanda por qualificação dos próprios viticultores, na busca pela solução de problemas que envolvem a cadeia produtiva. “Como realizávamos atendimentos frequentes com produtores, surgiu a ideia de fazer um curso que seria uma espécie de formação continuada, para que os jovens pudessem conduzir a viticultura com maior profissionalismo”, pontua Todeschini.
Dividida em dez módulos, a capacitação teve início em março de 2018, no Centro de Treinamento de Agricultores de Nova Petrópolis (Cetanp), quando foi repassada a ementa, que contaria com atividades teóricas e práticas. Participaram os Extensionistas Engenheiro Agrônomo João Becker e Técnico Agrícola Aldacir Pancoto, quando foram definidas as principais linhas do Curso e lançado o desafio de prospectar alunos para realização do curso.
Foi definido que os participantes deveriam atender três características básicas: serem jovens, propensão para a sucessão familiar e terem a viticultura como uma das principais atividades na propriedade. No transcorrer do curso, verificou-se uma grande fluência dos resultados, o que despertou a atenção de colegas de outros municípios para levar esta experiência adiante. Desta forma hoje estão em pleno andamento outros três grupos, nos mesmos moldes, na regional de Caxias do Sul.
Para outro instrutor, o técnico agrícola da Emater/RS-Ascar Aldacir Pancotto, o curso foi uma experiência única não apenas pelo aspecto social, de agregação do grupo, mas também pelos resultados obtidos na atividade. “uma das experiências mais marcantes na minha carreira de 38 anos de extensionista” diz. A opinião é compartilhada por outro ministrante, no caso o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar João Becker, que destaca a inovação da experiência, que alcançou muitos resultados práticos. “E o objetivo é de que esse grupo possa continuar unido, trocando experiências ao longo do tempo, se envolvendo em eventos e outras atividades ligadas à viticultura”, avalia.
Além dos encontros mensais, os cursistas tiveram a oportunidade de participar de dias de campo, de exposições, de feiras e de outros eventos. “Foi muito favorável, com o envolvimento de jovens propensos à sucessão familiar em propriedades que têm a viticultura como a principal atividade”, ressalta Todeschini, que garante que a experiência foi tão positiva, que já está sendo replicada em outros três municípios da região de Caxias do Sul.

Cultivo de macieiras sob telas antigranizo é tema de Workshop em Vacaria

A Embrapa Uva e Vinho promove dia 23/05/2019 o “I Wokshop sobre cultivo de macieiras sob tela antigranizo no Brasil” com o apoio da Têxtil Kopruch.
O sistema de produção de macieiras sob tela antigranizo demanda manejo diferenciado, uma vez que as condições de microclima, sombreamento, crescimento e desenvolvimento das plantas são diferentes do manejo utilizado em plantas conduzidas sob céu aberto. O objetivo do evento é capacitar produtores rurais, técnicos, engenheiros agrônomos, associações, cooperativas e interessados no manejo de pomares de macieira sob tela antigranizo. A frequência de ocorrência de granizo no Sul do Brasil é maior do que em outros estados brasileiros. Os riscos inerentes a ocorrência desse evento climático são grandes, repercutindo em prejuízos à produção e qualidade de frutos, além de aumentar os problemas de ordem fitossanitária em virtude das lesões ocasionadas em frutos, folhas e caule.
Os dois palestrantes do evento são os pesquisadores María Dolores Raffo Benegas do Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA) e Fernando José Hawerroth da Embrapa Uva e Vinho. A pesquisadora argentina María Dolores vai falar sobre o emprego de telas antigranizo na Argentina enquanto o pesquisador Fernando Hawerroth vai expor a situação atual dos pomares de macieira sob telas antigranizo.

As inscrições são antecipadas e devem ser feitas no site do evento.
Serviço
O que: I Wokshop sobre cultivo de macieiras sob tela antigranizo no Brasil
Quando: dia 23/05, das 13h às 18h30
Onde: Centro de Eventos Bortolon em Vacaria, RS (R. Ramiro Barcelos, 471 – Centro, http://www.cebvacaria.com.br/)
Palestrantes: María Dolores Raffo Benegas – Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA), Argentina e Fernando José Hawerroth – Embrapa Uva e Vinho
Apoio: Têxtil Kopruch
Inscrições, clique aqui (https://www.embrapa.br/uva-e-vinho/i-wokshop-sobre-cultivo-de-macieiras-sob-tela-antigranizo-no-brasil/inscricoes)
Programação do evento, clique aqui (https://www.embrapa.br/uva-e-vinho/i-wokshop-sobre-cultivo-de-macieiras-sob-tela-antigranizo-no-brasil/programacao)
Evento gratuito

Dia de Campo vai reunir citricultores em Farroupilha

Foto: Divulgação

A citricultura será o tema de um Dia de Campo que será realizado no dia 15 de maio, a partir das 9h, no salão da comunidade de São Miguel, em Farroupilha. A promoção é da Emater/RS-Ascar, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Sicredi.
A programação inicia com palestra com o professor da UCS, Murilo César dos Santos, sobre manejo da pinta preta, seguida da abordagem da queda prematura de frutos, pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Enio Todeschini.
À tarde, haverá apresentação da propriedade da família Valandro, onde acontecerão estações sobre manejo de plantas de cobertura, com os extensionistas da Emater/RS-Ascar, Paula Milech e Gustavo Ayres, e sobre controle de moscas-das-frutas e sistema de alerta, com o pesquisador da Embrapa, Marcos Botton.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 3261-1735, do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar em Farroupilha.

RS finaliza colheita da soja

Foto: Vanessa Almeida de Moraes

A colheita da soja está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, restando apenas 3% da área cultivada com o grão. Até o momento, a colheita está encerrada no Alto Uruguai, no Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra, bem como nas regiões Celeiro, Alto Jacuí e Noroeste Colonial. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (09/05), as lavouras a serem colhidas, em especial nas Missões e Fronteira Noroeste, foram implantadas em janeiro, após colheita da soja precoce ou do milho, e apresentam potencial produtivo muito inferior ao esperado inicialmente, que é de 3.218 kg/ha. Nessas áreas de safrinha, a alta incidência de ferrugem asiática tem comprometido a produtividade, reacendendo a discussão sobre a conveniência do plantio fora de época e a necessidade da adoção do vazio sanitário.
No milho, restando ainda cerca de 10% da área a ser colhida. Como a colheita do primeiro cultivo praticamente terminou, restam as áreas de produção daqueles produtores que realizam o segundo cultivo de milho, em geral destinado à silagem.
A colheita do arroz também está em fase final, faltando apenas 2% da área implantada no Estado. Nas áreas de irrigação de arroz das regiões Centro-Sul, lagunares e Litoral Norte, as lavouras estão em final de colheita e atingem 97% da área, apresentando produtividade média de 7.500 quilos por hectare. A previsão de término da colheita se prolongou em função do período de chuvas, ficando para o final deste mês.
O feijão 2ª safra ou safrinha foi colhido em 48% da área no Estado, ficando 50% em fases de maturação e aprontamento, com 2% ainda em floração, apresentando bom potencial produtivo.

CULTURAS DE INVERNO
O período de entressafra é de intenso planejamento das culturas de inverno, apresentando grande procura por crédito de custeio e aquisição de insumos. As instituições bancárias/financeiras reduziram o volume de recursos para custeio da cultura, e muitos produtores estão com dificuldades em acessá-los.
Os triticultores seguem preparando o início da semeadura, com nivelamento de solos, alocação e readequação de algumas curvas e terraços e dessecação das áreas, já que o zoneamento ainda não abriu nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões. A tendência é de implantação no início do período recomendado para liberação da área no cedo (zoneamento agroclimático), para implantar a cultura da soja em final de outubro. Mesmo sem a abertura do zoneamento, alguns produtores que não financiam suas lavouras devem iniciar a semeadura na próxima semana, ou tão logo as condições sejam favoráveis para o tráfego de máquinas nas lavouras.
A cultura da canola apresenta implantação lenta, pois a semeadura foi interrompida devido à ocorrência de chuvas, e deverá ser retomada assim que as condições climáticas permitirem. As lavouras em emergência e início do desenvolvimento vegetativo apresentam as primeiras lavouras emergidas com bom stand de plantas.
Já a cevada está em início da semeadura, em ritmo lento no Norte do Estado, embora o período do zoneamento agroclimático para a cultura comece em 11 de maio.
A aveia branca está em implantação avançada nas regiões do Alto Jacuí, Noroeste Colonial e Celeiro, apresentando tendência de redução de área a ser cultivada, principalmente em função do mercado desaquecido. As lavouras implantadas apresentam boa emergência e desenvolvimento inicial rápido.

OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS
Batata inglesa – Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, a safrinha de batata está em início de colheita e apresenta boas perspectivas. A safra já colhida apresentou bom rendimento com as variedades Baronesa e Rosa Maçã. A produção é destinada ao consumo da própria família, com venda do excedente em feiras do produtor.

Cebola – Na região da Serra, as variedades superprecoces e precoces já foram semeadas e se encontram em germinação ou germinadas, recebendo os primeiros tratos culturais, como controle de ervas espontâneas e aplicações fitossanitárias, para a prevenção de doenças. Maio é o período tradicional da principal variedade produzida na região serrana, a Crioula, que normalmente representa 90% da área média implantada, de 1.500 hectares. Praticamente toda essa área é cultivada por meio do transplantio das mudas, produzidas em viveiros/canteiros, operação executada manualmente, exigindo muita mão de obra. Nas propriedades que cultivam área pequena, a prática é familiar; nas maiores lavouras, equipes são contratadas exclusivamente para isso, e se deslocam de uma propriedade para outra.

Açaí Juçara – Na região Metropolitana, a cultura está em início de safra, mesmo que de forma ainda lenta. A fruta de Açaí Juçara, proveniente das palmeiras nativas, conhecidas por Juçara ou Palmiteiro, tem se consolidado, apesar do histórico recente de comércio. A cadeia produtiva se direciona para duas linhas de consumo: agroindústrias despolpadoras ou a despolpa em locais de atendimento aos turistas. A região das encostas litorâneas tem expandindo estas cadeias, ainda em pequenos volumes, mas indicando, a cada ano, potencialidade de venda. Na safra passada, o preço do quilo da fruta ficou na ordem de R$ 2,00/kg, em geral.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
Fase final da implantação de forrageiras de inverno ou de sobressemeados no campo nativo, em especial aveia e azevém, nas propriedades de produção leiteira e naquelas com integração lavoura-pecuária. No município de São Gabriel, as pastagens começam a ofertar condições para alimentação dos rebanhos de corte, sendo que a maioria delas ainda se encontra em estágio inicial de implantação. Na região do Alto da Serra do Botucaraí, as pastagens estão sendo adubadas com nitrogênio (adubação de cobertura).

Ovinocultura – Os animais encontram-se em boas condições nutricionais e sanitárias. É recomendado adotar um calendário sanitário estratégico para o controle da verminose. Usualmente é recomendado dosificar o rebanho a partir de fins de junho, início de julho, quando os pastos estão secos, e repetir 60 dias após, ou seja, fins de agosto, início de setembro. Em algumas propriedades, os animais apresentam problemas de doenças no casco. Produtores acompanham a parição dos ovinos, tanto de raças de carne como de lã. Cuidados no pré-parto melhoram o índice de assinalação.

Manejo das plantas de cobertura do solo é evidenciado na Vitis Aurora

Crédito foto: Rejane Paludo

O público visitante da mostra de tecnologia vitícola Vitis Aurora, que acontece até esta sexta-feira (10/05) na Aurora, em Pinto Bandeira, poderá conferir as áreas demonstrativas de plantas de cobertura do solo, assunto que está sendo trabalhado por extensionistas da Emater/RS-Ascar.
Os cultivos solteiros e consorciados apresentam as principais espécies, todas de inverno: azevém, nabo forrageiro, aveia preta, ervilhaca, centeio e trevo branco, pertencentes a três famílias botânicas. “Estamos trabalhando o manejo de cada uma das espécies: semeadura, época, dosagem, adubação, espécies parceiras (consórcio), benefícios para o solo e para o parreiral e cuidados no manejo”, diz o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Enio Ângelo Todeschini.
Além disso, o cultivo sucessivo, que é uma nova técnica de implantação dessas espécies, também está sendo abordado. Todeschini explica que nesse sistema são feitos dois cultivos dentro do mesmo ano civil, tendo como benefícios a proteção do solo o ano inteiro, o controle total das espécies espontâneas, uma maior produção de matéria orgânica e a não necessidade do uso de herbicidas. “E utilizando-se o nabo forrageiro, é um excelente pasto apícola nos meses em que não há florada de plantas nativas”, ressalta Todeschini. De acordo com ele, o ideal é usar a diversificação de espécies de famílias botânicas diferentes, pois cada uma tem suas características próprias”, conclui.
A Vitis Aurora acontece até as 17h, com exposição de máquinas, insumos, ferramentas, mudas e demonstração de unidades técnicas.

Curso de Tecnologia Pós-Colheita amplia número de vagas e abre inscrições

 

Uma das práticas do curso pós-colheita é a realização de uma oficina sobre o processamento mínimo de frutas e hortaliças. – Foto: Letícia Longo

Estão abertas até o dia 31 de julho as inscrições para o Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças, promovido pela Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP). Em sua 6ª edição, o evento vai apresentar uma estrutura diferenciada e contará com novos formatos de práticas, temáticas atuais e tecnologias inovadoras – entre as quais, sistemas de rastreabilidade para frutas e hortaliças.
A edição 2019 também traz como novidade o aumento para 100 vagas (no evento anterior foram 50), em função do apoio de recursos de emenda parlamentar do deputado federal Vitor Lippi. Ele vai participar da mesa-redonda sobre políticas públicas para redução de perdas pós-colheita em frutas e hortaliças, junto com o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Moretti.
Realizado no período de 26 a 30 de agosto, o curso será desenvolvido em oito módulos, com a participação de atores da cadeia produtiva de frutas e hortaliças, de especialistas de instituições de ensino e pesquisa, de órgãos de vigilância sanitária. O curso também proporciona excursões técnicas à unidade de beneficiamento de laranja e de demonstração prática à empresa de produtos minimamente processados.
As inscrições devem ser realizadas diretamente no endereço da Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento (Faped): http://faped.conveniar.com.br/eventos/Forms/Servicos/EventoDados.aspx?action=180. Há condições especiais para extensionistas rurais e grupos da mesma instituição.

Safra de verão se aproxima do final

A soja está em fase final de ciclo no Estado, restando para colheita apenas 10% das áreas cultivadas, com muitas lavouras apresentando produtividade média entre 3.900 e 4.500 kg/ha. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira, 25, os produtores avaliam o comportamento das lavouras, cultivares e principalmente os rendimentos obtidos, iniciando o planejamento e composição para a nova safra.
Nas áreas de coxilha da região Sul, a colheita da soja apresenta rendimentos de até 75 sacos por hectare. Já nas regiões em direção à fronteira com o Uruguai, as produtividades não deverão ultrapassar os 40 sacos por hectare, em razão das precipitações mais escassas nas últimas semanas. Na Encosta da Serra do Sudeste, as produtividades serão bem consideráveis, acima dos 60 sacos por hectare. A soja na região está com 55% da área colhida e 45% das lavouras estão em estágio de maturação.
No milho, a colheita foi intensa nesta semana, alcançando os 83% da área estimada, com produtividades acima de 8 mil kg/ha. Na região Noroeste, as lavouras estão 4% em floração, 10% em enchimento de grãos, 2% maduras e 83% já colhidas. A previsão de produtividade média se mantém acima de oito toneladas por hectare, 12,8% acima da expectativa inicial na região.
As lavouras do segundo plantio (safrinha) de milho foram beneficiadas com as chuvas da última semana e têm apresentado um bom desenvolvimento das plantas. A maioria entra em formação das espigas. Os produtores iniciam a colheita de silagem com planta inteira do segundo plantio, para reserva de alimentos aos animais e para os períodos de menor oferta de alimentos para suplementação.
Da área de arroz, resta ser finalizada apenas 8% da área cultivada, com boas produtividades em torno de 8.240 quilos por hectare. Destaque para o município de Rio Grande, com produtividade que alcançou 9.100 quilos de arroz por hectare. Já no Litoral Norte, na região Centro-Sul e em áreas lagunares, a colheita do arroz chegou aos 78%, restando 22% em fase de grãos maduros e por colher.
Está finalizado o plantio da cultura do feijão safrinha nas regiões do Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai. A maioria das lavouras plantadas já se encontra em fase de enchimento de grãos (42%), recebendo os tratamentos fitossanitários para manter a sanidade das plantas. As primeiras áreas semeadas já se encaminham para maturação fisiológica (20%), podendo ser colhidas já nas próximas semanas. Há boa perspectiva de preços para esta cultura, cuja colheita atinge os 28% da área.

OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS
Aipim – O produto está em colheita em Cruzeiro do Sul, na região do vale do Taquari, um dos maiores produtores de aipim do Estado. A cultura está com bom rendimento de modo geral, ficando entre 13 e 15 toneladas por hectare, porém há algumas lavouras com manchas tomadas pela bacteriose. O preço de comercialização varia entre R$ 12,00 e R$ 15,00/cx. de 22 quilos.
Batata – A colheita da safrinha cultivada na região dos Campos de Cima da Serra vai sendo concluída, com rendimentos dentro do esperado, tubérculos com bom calibre e sanidade. Comercialmente, o produto, que esteve com baixa cotação no início da colheita, recuperou a valoração e vem remunerando de forma satisfatória os bataticultores. O preço médio para a saca de 50 quilos de tubérculos lavados é de R$ 90,00/sc. para a batata película rosa e de R$ 110,00/sc. para a batata branca.
Quivi – Na região da Serra, as variedades precoces e glabras (sem pelos) já foram colhidas e comercializadas. Agora é iniciada a colheita dos materiais tardios, que representam 85% da produção da região. A prática cultural do acompanhamento da evolução (medição) do grau brix vem sendo adotada pela maioria dos quivicultores, sendo indispensável para a tomada da decisão relativa ao momento da colheita. As plantas apresentam-se com bom vigor, carga mediana e frutos de ótimo calibre. Comercialmente, o mercado se mantém aquecido e comprador; a cotação média na propriedade é de R$ 2,50/kg para calibre médio e de R$ 3,00/kg para frutas de maior calibre.

CRIAÇÕES
Bovinocultura de corte – A semana foi de clima favorável para o desenvolvimento de campos nativos, pastagens perenes e cultivadas de verão. O nível adequado de umidade do solo, associado à boa radiação solar e a temperaturas amenas à noite e elevadas durante o dia, possibilitou boa recuperação das pastagens, mesmo em final de ciclo de produção.
Nas áreas cultivadas com soja, intensifica-se a germinação das pastagens de inverno, principalmente aveia e azevém semeadas a lanço ou por aviação, no sistema de integração lavoura-pecuária, para a engorda e pastoreio do gado de corte, ou para cobertura do solo e posterior incorporação de matéria orgânica. O clima também é favorável ao desenvolvimento do azevém “guaxo”, que complementará a oferta de volumoso no inverno. As restevas de arroz recém-colhidas são uma boa opção forrageira. Melhora também para as condições de implantação das pastagens com leguminosas (trevos e cornichões). Os produtores reclamam dos altos preços das sementes forrageiras para implantação das pastagens de inverno.
Nota-se recuperação de peso do rebanho bovino, com possibilidade de entrar o inverno com bom escore corporal. Ocorreu também uma melhora nas aguadas para dessedentação animal, que vinham sendo prejudicadas pela estiagem do início de abril. A lotação deve ser de acordo com a oferta de pastagem. Quanto ao manejo sanitário, ainda é forte a infestação por carrapatos e mosca-do-chifre, com registro de casos de tristeza parasitária, típicos do ataque dos carrapatos de terceira geração. Produtores vacinam também contra clostridiose e brucelose e fazem controle das verminoses na bovinocultura.
Quanto ao manejo reprodutivo, a partir deste mês se intensificam os diagnósticos de gestação, apartando as vacas vazias para descarte e engorda. No diagnóstico de gestação, são aplicadas as vacinas para doenças da reprodução nas vacas prenhes. Se intensificam também os desmames de terneiros e os preparos para as feiras que se realizam no final de abril e em maio.