Agricultor de Vila Flores colhe batata-doce com mais de 5 kg

O agricultor José Conte, da comunidade São Lourenço, em Vila Flores, surpreendeu-se ao colher uma batata-doce de 5,5kg em sua propriedade. Ele conta que adquiriu a muda de batata-doce através da campanha que a Emater/RS-Ascar faz no município. Foi uma dessas mudas obtidas pelo agricultor que gerou a hortaliça gigante.
Desde 2017 a Emater/RS–Ascar realiza na cidade uma campanha anual. O objetivo é distribuir mudas de qualidade, boa sanidade e com ótima produtividade, motivos pelos quais o interesse cresce a cada ano. Além de possibilitar a multiplicação, garante renovação das mudas que as famílias já possuem.
Ações como estas estimulam a produção de alimentos para autoconsumo com base na segurança alimentar, além de possibilitar a geração de renda para as famílias rurais.
A batata-doce é da variedade BRS Cuia, desenvolvida pela Embrapa e que produz em média 40 t/ha, podendo chegar a uma produtividade de 60 t/ha. Além da BRS Cuia, é possível obter na campanha mudas das variedades BRS Rubissol e BRS Amélia, Beuregard e Gaita. Neste ano foi feito um pedido de 573 mudas para 17 agricultores.

Lavoura de trigo apresenta bom desenvolvimento no Estado

As lavouras de trigo apresentam bom desenvolvimento no Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (05/09), Cerca de 59% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo), 32% na fase de floração e 9% delas na fase de enchimento do grão. Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares. A área de cultivo de trigo no Rio Grande do Sul corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.
A área cultivada com canola, no Rio Grande do Sul, corresponde a 92,9% da área estimada para o Brasil, pela Conab, em agosto de 2019. A estimativa da Emater/RS-Ascar para o plantio da cultura nesta safra é de 32,7 mil hectares, com rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. Entre as lavouras do Estado, 3% delas se encontram na fase de desenvolvimento vegetativo, 33% em floração, 55% na fase de enchimento do grão, 7% maduro por colher e 7% colhido. As regiões da Emater/RS-Ascar principais produtoras dessa oleaginosa são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria, Bagé e Frederico Westphalen, que correspondem a 93% da área cultivada com a canola no Estado.
A área cultivada com cevada no Estado corresponde a 36,6% da área estimada para o Brasil, pela Conab, em agosto de 2019. O levantamento aponta uma área implantada de 42,4 mil hectares, com rendimento médio de 2.073 quilos por hectare. Em 62% das lavouras, a fase é de desenvolvimento vegetativo, 28% delas estão em fase de floração e 10% na fase de enchimento do grão. De modo geral, o desenvolvimento das lavouras no Estado é considerado bom.
A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão é de 299,86 mil hectares, com produtividade esperada de 2.006 quilos por hectare. A área cultivada com aveia no RS corresponde a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil (agosto/2019). No Estado, 18% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo, 36% em floração, 38% na fase de enchimento do grão, 5% maduro por colher e 3% das lavouras foram colhidas.
Já sobre as olerícolas, Na região Nordeste, região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, as lavouras de alho estão em estádio de desenvolvimento vegetativo. O desenvolvimento ficou prejudicado pela falta de umidade no solo, e vários produtores utilizaram equipamentos de irrigação nas lavouras. A chuva de sábado minimizou os problemas relacionados à baixa umidade do solo.
Na mesma região, as lavouras de cebola estão em fase de desenvolvimento vegetativo, com plantio e transplantio concluídos. O clima foi desfavorável devido à baixa umidade do solo, que afetou o desenvolvimento normal da cultura e favoreceu a ocorrência de mosca da cebola nas lavouras transplantadas. A falta de chuva fez com que vários produtores iniciassem a utilização de sistemas de irrigação nas lavouras; no sábado choveu 30 mm, favorecendo a cultura.
No Planalto Médio, o plantio da batata foi concluído, apesar da baixa umidade do solo. A área cultivada é 10% superior à da safra passada. Ainda não é possível avaliar os danos ocasionados pelas últimas geadas nas áreas plantadas precocemente. Muitos produtores realizaram irrigação das lavouras devido à falta de umidade; no entanto, sábado (31/08) ocorreu boa precipitação (30 mm), beneficiando o desenvolvimento da cultura.

Tarde de Campo reuniu produtores rurais da região em Marcorama

Na quarta-feira, dia 4, os produtores rurais de Garibaldi, Carlos Barbosa, Boa Vista do Sul e Coronel Pilar tiveram a oportunidade de aprender um pouco mais sobre olericultura, em uma Tarde de Campo realizada pela Emater dos quatro municípios, com apoio da Prefeitura de Garibaldi, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária, e patrocínio da Semesul, Beifort e Sicredi.
A atividade ocorreu no distrito de Marcorama, na propriedade de Leandro Fachinelli, onde os agricultores puderam buscar informações e tirar dúvidas em diferentes estações de cultivo.
“As informações que trouxemos hoje vêm ao encontro das dificuldades que vemos com mais frequência nas propriedades, o que é mais questionado”, afirmou o supervisor da regional da Emater de Caxias do Sul, Gilberto Bonatto. “A olericultura é muito dinâmica, é preciso se manter atualizado para não perder na produção”, acrescentou.
Também técnico agrícola, o vice-prefeito Antonio Fachinelli ressaltou a importância de se buscar as novidades para melhorar as plantações. “Precisamos disso para ter um futuro cada vez mais consistente. Os seres humanos sempre precisarão da agricultura”, afirmou.
O tema central da tarde foi o “Cultivo de Folhas e Morangueiro em Substrato”, mas as dúvidas sobre diferentes temas foram esclarecidas, além de orientações sobre a rastreabilidade de produtos vegetais.

Crédito das fotos: Valéria Loch

Embrapa promove evento de Recomendações técnicas para cultura da macieira em Vacaria

Foto: Divulgação

Dando continuidade ao calendário de manejos do pomar, na tarde do dia 18 de setembro, a equipe de pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho irá apresentar as recomendações técnicas para cultura da macieira para a safra 2019/2020, no auditório do Campus Universitário da UCS de Vacaria, RS.
Otimização da polinização, o manejo da grafolita, o raleio químico e o manejo de fitorreguladores são os assuntos destacados pela equipe como fundamentais para essa época do ano, visando garantir uma boa safra, com frutos de qualidade.
Segundo o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Uva e Vinho, Marcos Botton, a realização dos eventos para repasse das recomendações técnicas com as informações para as diferentes fases de cultivo é uma iniciativa que será mantida, pois permite uma interação em tempo real com o setor produtivo. “Além disso é possível monitorar o andamento da safra discutindo com os produtores ações de manejo conforme a realidade dos pomares ao longo do ano”.
O evento é promovido pela Embrapa Uva e Vinho e conta com o apoio da IHARA, FMC, SUMITOMO, AGAPOMI e ABPM.
Clique aqui (https://www.embrapa.br/busca-de-eventos/-/evento/408262/seminario-sobre-recomendacoes-tecnicas-para-a-cultura-da-macieira-safra-20192020#sec-programacao) e confira a programação completa.
Serviço:
O que: Seminário sobre recomendações técnicas para cultura da macieira 2019/2020
Quando: Dia 18/09, das 13h30 às 17h30
Onde: Auditório da UCS – Campus Universitário de Vacaria, RS – Av. Dom Frei Cândido Maria Bampi, 2800
Inscrições: por email (http://perguntas.cnpuv.embrapa.br/index.php/419927/lang-pt-BR)
Mais informações: Clique aqui (https://www.embrapa.br/busca-de-eventos/-/evento/408262/seminario-sobre-recomendacoes-tecnicas-para-a-cultura-da-macieira-safra-20192020)

Safra de verão é anunciada enquanto a de inverno se desenvolve no RS

Foto: Arquivo Emater/RS-Ascar

O Rio Grande do Sul deverá colher 19,7 milhões de toneladas de soja na safra 2019/2020, um aumento de 6,81% (1,2 milhão de toneladas) em relação à produção de soja do ano anterior. A área e a produtividade da soja também devem aumentar em 1,93% e 4,31%, respectivamente, o que significa um acréscimo de 112 mil hectares e 137 kg/ha, chegando a 5,9 milhões de hectares de soja e 3,3 mil kg/ha. As expectativas foram anunciadas pela Emater/RS-Ascar durante a Expointer.
Os dados foram coletados entre 22 de julho e 07 de agosto deste ano, junto a 388 escritórios municipais da Emater/RS-Ascar para a cultura da soja, o que corresponde a 98,02% da área a ser cultivada com o grão no Estado. Além disso, foram pesquisados 449 escritórios municipais para milho grão (95,52% da área com a cultura no RS) e 416 para milho silagem (94,01%), e outros 245 escritórios para o feijão primeira safra (80,31%) e 119 escritórios municipais para a cultura do arroz (98,45% da área a ser cultivada com arroz no RS).
Assim, o Rio Grande do Sul prevê para a próxima safra um aumento de 5,76% no total produzido com os grãos de verão em relação ao ano anterior, o que equivale a 1,8 milhão de toneladas, totalizando uma estimativa de produção de 33,2 milhões de toneladas para os quatro principais grãos de verão (soja, milho, arroz e feijão 1ª safra).

Cultura de Inverno
De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (29/08), as culturas de inverno seguem em desenvolvimento no Estado, muitas favorecidas pelo tempo seco dos últimos períodos.
Trigo – No Estado, 69% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo), 27% em floração e 4% em enchimento de grãos. Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares. A área de cultivo de trigo no Rio Grande do Sul corresponde a 37% da área de plantio brasileira com o grão.
Canola – A área cultivada com canola no RS corresponde a 92,9% da área estimada para o Brasil pela Conab em agosto de 2019. A estimativa da Emater/RS-Ascar para o plantio de canola nesta safra é de 32,7 mil hectares, com rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. Entre as lavouras do Estado, 8% delas se encontram em desenvolvimento vegetativo, 34% em floração, 51% em enchimento do grão, 6% maduro e por colher e 1% colhido. As regiões da Emater/RS-Ascar principais produtoras dessa oleaginosa são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria e Bagé.
Cevada – A área cultivada com cevada no RS corresponde a 36,6% da área estimada para o Brasil pela Conab em agosto de 2019. A estimativa da Emater/RS-Ascar para esta safra no Estado é de 42,4 mil hectares, com rendimento médio de 2.073 quilos por hectare. Em 77% das lavouras, a fase é de desenvolvimento vegetativo, 18% delas estão em fase de floração e 5% em enchimento de grãos.
Aveia branca – A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão é de 299,86 mil hectares, com produtividade esperada de 2.006 quilos por hectare. A área cultivada com aveia no RS corresponde a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil (agosto/2019). No Estado, 25% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 38% na fase de enchimento de grãos, 4% maduro por colher e 1% das lavouras foram colhidas.

FRUTÍCOLAS
Citros – Na região do Vale do Caí, a colheita das frutas cítricas está a pleno vapor. Condições climáticas favoráveis têm ajudado na colheita. Já foram colhidas 40% da bergamota Montenegrina, a mais tardia do grupo das mediterrâneas, que inclui a Caí e a Pareci, cuja colheita já foi concluída. O preço médio recebido pelos citricultores pela caixa de 25 quilos tem se mantido estável em R$ 28,00. Da cultivar híbrida Murcott, 15% das frutas já foram colhidas, com preço médio estável de R$ 30,00/cx. de 25 quilos. Entre as laranjas, estão em colheita as cultivares umbigo Monte Parnaso, Céu tardia e Valência.
Pêssego – Na região Sul, a cultura está em pleno florescimento. As variedades mais precoces estão em estágio de frutificação; produtores realizam raleio em alguns pomares e poda em algumas cultivares. Produtores da região seguem realizando tratamentos fitossanitários na floração e no início da frutificação dos pessegueiros, e aplicam a primeira parcela de adubação. No Norte do RS, produtores seguem as atividades de poda nos pessegueiros que iniciaram a brotação e o monitoramento de pragas e doenças.

CRIAÇÕES
PISCICULTURA – Apesar do período de entressafra da piscicultura, o produtor que pretende fazer a introdução de novos alevinos nos açudes deve estar atento para o manejo dos viveiros e à preparação da área para o novo ciclo de crescimento dos alevinos. Práticas como desinfeção, correção da acidez e aplicação de corretivos devem ser realizadas com o açude previamente seco.
PESCA ARTESANAL – Na região Sul, continua o período de defeso na Lagoa dos Patos até 30 de setembro. Nesse período os pescadores artesanais profissionais recebem um salário mínimo nacional por mês. Na bacia da Lagoa Mirim, seguem baixas as capturas, sendo pouca a oferta de pescado.
APICULTURA – Os dias mais quentes e sem chuvas favoreceram o aumento do movimento dos enxames em busca de alimento, aproveitando a florada disponível nessa época do ano, como nabo forrageiro, bracatinga, acácia-negra e algumas espécies de eucalipto em florescimento precoce. Nas regiões de lavouras de grãos, o tempo aberto favoreceu a atividade das colmeias e foi observado o enxameamento em função da boa disponibilidade de flores de canola, que possibilitou grande acúmulo de mel mesmo no inverno.
O período é de práticas de manejo, como revisão de caixas e organização geral do apiário; outras práticas contemplam roçadas em apiários, limpeza e/ou reforma de caixilhos, melgueiras, ninhos e instalação de caixas-isca para captura de enxames em regiões mais quentes. Iniciada a revisão de colmeias, com a limpeza das mesmas e troca de cera velha por lâminas novas para colocar nos ninhos. O produtor deve revisar periodicamente as colmeias para avaliar a necessidade de complementação alimentar, principalmente das colmeias mais fracas.

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Monte Belo do Sul participa da maior feira vinícola da América Latina

Wine South America ocorre de 25 a 27 de setembro, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. São esperadas mais de 250 marcas expositoras nacionais e estrangeiras

Produtores de Monte Belo do Sul estarão na 2ª Wine South America Foto: Gilmar Gomnes

Maior produtor de uvas per capita da América Latina, com mais de 45 milhões de quilos da fruta colhidos anualmente, Monte Belo do Sul confirma a renovação da participação na Wine South America – Feira Internacional do Vinho, que ocorre entre os dias 25 e 27 de setembro, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (Fundaparque), na Serra Gaúcha. O estande coletivo contará com a participação de seis empreendimentos da Associação dos Vitivini

Moscatel Casa Fantin Foto: Divulgação facebook

cultores de Monte Belo do Sul (Aprobelo), que dividirão o ambiente com a prefeitura municipal.
As vinícolas Casa Fantin, Casa João Moro, Faccin Vinhos, Famiglia Tasca e ValleBello e a Tanoaria Mezacasa divulgarão a qualidade dos vinhos e barricas produzidos na cidade de 2,6 mil habitantes. Já a Secretaria de Cultura e Turismo convidará o público da Wine South America para que conheça os pontos turísticos e os atrativos do município localizado dentro do Vale dos Vinhedos, que envolve 40 diferentes ofertas, entre empresas, empreendimentos gastronômicos e artesãos. Monte Belo do Sul também estará divulgando a segunda edição do evento enogastronômico Vieni Vivere la Vita Festival, que será realizado nos dias 15 e 16 de novembro, na praça Padre José Ferlin.
“A Wine South America propicia muitos contatos entre os compradores e os empreendedores do nosso município, além de atrair turistas para Monte Belo do Sul. Estar na feira é falar diretamente com o público que queremos atingir, que buscam micro e pequenas vinícolas, que possam oferecer rótulos mais exclusivos para quem compra”, avalia o secretário municipal de Cultura e Turismo, Alvaro Manzoni.
Além dos principais players nacionais, já está confirmada a participação de expositores de outros países, como África do Sul, Argentina, Áustria, Chile, Espanha, França, Itália, Portugal e Uruguai. A expectativa é superar as 250 marcas da primeira edição, realizada em 2018, quando aproximadamente 6 mil visitantes passaram pela Fundaparque. A principal feira profissional do setor vinícola na América Latina terá ainda estandes de cachaçarias e produtores de azeite de oliva.
Também serão realizadas rodadas de negócio com compradores nacionais e internacionais, viabilizados por meio de parceria com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Casa João Moro Foto: Divulgação facebook

Concursos e masterclasses
Entre as principais novidades da edição deste ano é o concurso 10 Star Wines – Wine South America Awards, que premiará os melhores rótulos expostos no evento. Com curadoria da revista Prazeres da Mesa, cada empresa participante pôde inscrever até dois rótulos de seu portfólio entre as 10 categorias da premiação, que incluem nacionais e importados. O anúncio oficial dos vencedores será realizado no primeiro dia do evento (25 de setembro), no pavilhão do Fundaparque. Os produtos ganhadores estarão expostos em local destacado durante o período da Wine South America e, no dia 26, na própria feira, haverá uma degustação orientada com os rótulos distinguidos.
Outro concurso, com curadoria da Embrapa Uva e Vinho, premiará os melhores sucos do Brasil, em três categorias: Suco de Uva 100%, Suco de Uva Integral e Suco de Uva Orgânico. O anúncio oficial dos ganhadores será realizado também no primeiro dia da Wine South America, no auditório Wine Conference. Os sucos de uva vencedores estarão identificados com selos, em exposição nos seus estandes durante os três dias de evento. Também será promovida, no dia 26, uma masterclass com as bebidas vencedoras, no espaço Wine Tasting.
Durante o período, os visitantes da Wine South America também poderão participar de atividades temáticas. Entre os destaques está a volta do Master of Wine britânico Alistair Cooper que apresentará a sua seleção de melhores vinhos e espumantes brasileiros. Outra atração é o painel com as empresas Wine.com e Evino, que falarão sobre e-commerce, um mercado que vem crescendo de forma rápida e consistente em todos os continentes.
A Wine South America contará, ainda, com degustações orientadas de vinhos brasileiros, em parceria com a seccional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). Integram também a programação da feira masterclasses sobre o produto que levou a Argentina ao estrelato no mundo do vinho, o Malbec, e painéis sobre a produção vinícola do Uruguai, França, Itália e Portugal.

Avaliação Nacional de Vinhos
Assim como ocorreu na primeira edição, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) é apoiadora da feira, já que o evento culmina com a Avaliação Nacional de Vinhos, realizada anualmente pela entidade no último sábado de setembro. Único do gênero no mundo, o evento carrega a força do vinho brasileiro, sua evolução e DNA. As amostras de oito regiões produtoras do país já foram degustadas às cegas por enólogos e o resultado será apresentado para o grande público no dia 28 de setembro, em Bento Gonçalves.
“A Wine South America chegou para fortalecer o que produzimos, como canal de ligação com o mercado, aproximando

Antônio e Bruno, proprietários da Faccin Vinhos Foto: Divulgaçãoquem aprecia de quem elabora. Nossa bandeira é a dos vinhos brasileiros e, junto com a feira, esperamos poder levar os rótulos verde-amarelos para os quatro cantos do mundo”, reforça o enólogo Daniel Salvador, presidente da ABE.

Sobre a Wine South America
Realizada pela Milanez & Milaneze, empresa do Grupo Veronafiere, líder na realização de exposições na Itália e segundo em volume de negócios da Europa, a Wine South America tem todo o know-how da Vinitaly, que por mais de 50 anos é a feira referência mundial do setor de vinhos.

SERVIÇO
2ª Wine South America – Feira Internacional do Vinho
Quando: de 25 a 27 de setembro de 2019 (quarta a sexta-feira), das 14h às 21h
Onde: Fundaparque (Alameda Fenavinho, 481), em Bento Gonçalves (RS) – Brasil
Ingressos: no site www.winesa.com.br
Públicos-alvo: importadores e exportadores de bebidas; distribuidores e atacadistas; supermercados e hipermercados; bares, restaurantes, hotéis, padarias e lojas de conveniência; lojas especializadas em artigos de luxo; sommeliers; e varejistas
Outras informações: no site www.winesa.com.br, pelo e-mail info@winesa.com.br ou pelo telefone (54) 3455.6711
Patrocínio: Sicredi, Caixa, Companhia Riograndense de Saneamento – Corsan, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, BRDE e Badesul

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Soja deverá ter a maior safra da história

A Emater/RS-Ascar apresentou na manhã desta terça-feira (27/08) a primeira estimativa para a safra 2019-2020, na Casa Institucional no Parque Assis Brasil, em Esteio, durante a 42ª Expointer. Os dados indicam que a soja baterá recorde histórico com aumento na produção de 6,81% em relação ao ano anterior. O Rio Grande do Sul deverá colher 1,2 milhão de toneladas a mais do grão, chegando a 19,7 milhões. A área e a produtividade também devem aumentar em 1,93% e 4,31%, respectivamente, o que significa um acréscimo de 112 mil hectares e 137 kg/ha, chegando a 5,9 milhões de hectares de soja e 3,3 mil kg/ha.
O evento, que apresenta a primeira estimativa de área, produção e produtividade das principais culturas de verão no Estado contou com a presença do secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Covatti Filho, do presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, superintendente federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Rio Grande do Sul, Bernardo Todeschini, do diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, e do diretor administrativo da Emater/RS, Vanderlan Vasconselos.
O secretário Covatti ressaltou a parceria da secretaria com a Instituição e o empenho em ampliar a produção de milho para que o Estado se torne autossustentável. Além disto, o secretário ressaltou outras ações em conjunto como a instalação da energia solar fotovoltaica no Parque de Exposições Assis Brasil e ainda o apoio a formação das agroindústrias desde o planejamento até a legalização.
Sandri destacou justamente como “a cereja do bolo” da assistência técnica e extensão rural social o trabalho junto às agroindústrias, que culmina com a venda na Expointer. “As agroindústrias produzem, transformam, agregam valor e motivam o jovem a ficar na propriedade”, avaliou. O presidente apresentou ainda outras ações desenvolvidas pela Emater/RS-Ascar em consonância com a Seapdr.
O diretor técnico Rugeri apresentou o levantamento da safra e destacou a metodologia adotada para a captação das informações, o que contribui para a confiabilidade do documento. O levantamento aponta um aumento de 5,76% no total produzido no Estado em relação ao ano anterior, equivalente a 1,8 milhão de toneladas, totalizando uma estimativa de 33,2 milhão de toneladas para os quatro principais grãos de verão (soja, milho, arroz e feijão 1ª safra).
Os dados, coletados entre 22 de julho e 07 de agosto deste ano, foram levantados junto às seguintes unidades operativas da Emater/RS-Ascar: 119 escritórios municipais para a cultura do arroz, 245 para feijão primeira safra, 449 escritórios municipais para milho grão, 388 para soja e 416 para milho silagem, além de 12 escritórios regionais e do Escritório Central.
A Emater/RS-Ascar realizou levantamento sobre as percepções/intenções dos produtores e dos demais atores da cadeia produtiva (cooperativas, comércio de insumos, bancos, por exemplo) em relação à safra de grãos 2019-2020.
O levantamento contemplou uma amostra que cobriu 98,45% da área a ser cultivada com arroz, 80,31% com feijão primeira safra, 95,52% com milho grão, 98,02% para área com soja e 94,01% para milho destinado à silagem.

Confira a estimativa da soja e dos demais grãos de verão, em tabelas

Trigo no RS está em floração

Foto: José Schafer,

No Rio Grande do Sul, a maioria das lavouras de trigo está na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo) e 9% em floração. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (22/08), a área estimada para o cultivo do trigo no Estado é de 739,4 mil hectares, o que corresponde a 37% da área de plantio brasileira com o grão.
Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (30% da área do Estado), que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, a cultura apresenta excelente desenvolvimento, com lavouras uniformes e bom perfilhamento. O trigo segue com bom desenvolvimento, potencial produtivo satisfatório e baixa incidência de doenças. Com período seco na semana, observou-se aumento do ataque de pulgões, o que requer monitoramento mais frequente. Em algumas lavouras surgiram doenças fúngicas, como oídio e manchas foliares, controladas mediante aplicação de fungicidas.
Na regional de Frederico Westphalen (14% da área no Estado), que corresponde aos Coredes Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, em 92% das lavouras o trigo está em desenvolvimento vegetativo, 7,5% em início da floração e 0,5% na fase de enchimento do grão. Surgem doenças como ferrugem e manchas foliares, mas sem expressão. De modo geral a cultura apresenta bom aspecto visual.
A área cultivada com canola no RS corresponde a 92,9% da área estimada para o Brasil pela Conab em agosto de 2019. A estimativa da Emater/RS-Ascar para o plantio de canola nesta safra é de 32,7 mil hectares, com rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. Entre as lavouras do Estado, 18% delas se encontram na fase de desenvolvimento vegetativo, 44% em floração, 36% na fase de enchimento do grão e 2% maduro por colher. As regiões da Emater/RS-Ascar principais produtoras dessa oleaginosa são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria e Bagé.
A Emater/RS-Ascar estima para esta safra de cevada uma área de 42,4 mil hectares, com rendimento médio de 2.073 quilos por hectare. De acordo com a Conab, essa área corresponde a 36,6% da área com a cultura para o Brasil. Em 85% das lavouras plantadas com cevada no Estado, a fase é de desenvolvimento vegetativo e 15% delas estão em floração.
Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (22,4% da área do Estado), que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, 85% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 15% em floração. Em lavouras que ainda estão em desenvolvimento vegetativo foram realizados tratos culturais, especialmente adubação em cobertura.
A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão é de 299,86 mil hectares, com produtividade esperada de 2.006 quilos por hectare. A área cultivada com aveia no RS corresponde a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil (agosto/2019). No Estado, 45,0% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo, 35% em floração, 19% na fase de enchimento do grão e em 1,0% delas o produto está maduro por colher.
OLERÍCOLAS
Pimenta – Na região Sul, os produtores começam a se organizar para a próxima safra, planejando as áreas e variedades a serem cultivadas. Também iniciam o manejo dos solos, com a coleta de amostras para análise de solo. As variedades mais cultivadas são a Dedo-de-moça e a Malagueta, que são desidratadas para comercialização na indústria, acondicionadas em pequenas embalagens para comercialização direta ao consumidor ou utilizadas para diferentes processamentos e como ingrediente pelas agroindústrias familiares. Cultivares menos expressivas são Bhut, Jolokia, Jalapenho, Bico-doce e Cayena, utilizadas nas agroindústrias familiares como base de molhos e conservas.
Aipim/Mandioca – Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, os produtores seguem a colheita e realizam o preparo do solo, tendo em vista que o período de plantio da cultura se aproxima. Alguns produtores relatam queima das ramas guardadas em decorrência das fortes geadas, havendo necessidade de comprar ou trocar mudas entre vizinhos.
Cebola – Na região Sul do RS, foram transplantados 75% da área. As lavouras apresentam bons desenvolvimento e estado sanitário. Os produtores seguem realizando o preparo das áreas para finalização do transplante e da limpeza dos canais de dreno. Devem ser plantados 2.450 hectares na região.
FRUTÍCOLAS
Pêssego – Na região da Serra, as variedades superprecoces cultivadas nos mesoclimas mais quentes, como os vales dos rios Carreiro, Antas e Caí, apresentam bastante desuniformidade, e numa mesma área de plantio há frutos em florescimento e em desenvolvimento. Sob tal circunstância, o produtor tem dificuldade em decidir sobre o tratamento a realizar. As geadas branca e negra da semana passada atingiram algumas áreas, causando queimadura de frutos. Tanto nos vales como nas maiores altitudes, tais condições travam o desenvolvimento das cultivares de meia estação e as tardias, com poucas flores em fase de abertura. As principais pragas, a grafolita e a mosca-das-frutas, não foram detectadas nos pomares em razão das frequentes temperaturas baixas. Ainda há áreas sendo implantadas, principalmente pelo atraso da entrega das mudas por viveiristas. O sistema de monitoramento e alerta da mosca-das-frutas inicia na próxima semana, e nessa terceira edição o número de estações de monitoramento passa de 20 para 40, abrangendo oito municípios produtores.
Citros – Na região do Vale do Rio Pardo, segue a colheita de bergamota Montenegrina, Murcott e das laranjas de umbigo e Salustiana. Iniciou a fase de brotação e florescimento dos citros. Com a floração, produtores realizam tratamento para prevenção da antracnose, também conhecida como podridão floral, e da estrelinha, que causam queda prematura dos frutos.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
No período de inverno, as baixas temperaturas e a pouca luminosidade provocam um reduzido desenvolvimento das pastagens naturais, influindo na oferta forrageira e no valor nutricional das mesmas. As espécies que compõem o campo nativo sofrem com as geadas, que provocam a queima das folhas e a paralisação no crescimento, passando a servir apenas como fonte de fibras para os animais. As pastagens de aveia, azevém, trevos e cornichão, com boa qualidade e quantidade neste período, estão em plena utilização. Alguns produtores realizam trabalhos de aplicação de fertilizantes para estimular o desenvolvimento e a produção de massa verde foliar. Realizam manejo do pastoreio com adequação de carga animal e subdivisão de áreas para melhor aproveitamento das forragens pelas diferentes categorias animais e melhor otimização das pastagens. A ausência de precipitações durante a semana melhorou as condições do pisoteio nas mesmas.
Observa-se baixa presença de massa verde nas áreas com bovinos, as quais deverão receber a cultura da soja, agravando as condições estruturais do solo; esta situação é ainda pior onde, além dos bovinos, ocorre o consórcio com ovinos. Com orientação da Emater/RS-Ascar, muitos produtores vêm aumentando os horários de pastejo e diminuindo o fornecimento de forragem concentrada, visando melhor aproveitar as pastagens e diminuir os custos de produção. A fase predominante é de nascimento dos terneiros. A Emater/RS-Ascar tem alertado os pecuaristas para o cuidado especial com as matrizes que recém pariram, para fornecimento de dieta energética adequada ao pós-parto, a fim de não comprometer a reprodução futura.

Agosto é o mês ideal para a poda em videiras

Os agricultores dividem o trabalho entre poda e amarração dos vinhedos, como é o caso do produtor Ricardo DeMari Foto: Marlove Perin

Os produtores de uva acabaram de entrar na época ideal da poda seca nas videiras. Até setembro, milhares de produtores vão adotar a prática para equilibrar a brotação, renovar as parreiras e melhorar a produção. No entanto, a poda é uma técnica sensível que exige habilidade e muitos cuidados por parte dos produtores.
O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar João Becker diz que o ideal é ter de 60 a 100 mil gemas por hectare, renovar de quatro a dez varas por esporões e não esperar até novembro para fazer a poda verde. Mas ele diz que muitos destes cuidados as vezes deixam se ser feitos pelos agricultores por falta de opção, porque a atividade carece de mão-de-obra qualificada.
Os meses ideais para a poda da parreira, poda seca ou poda de inverno são julho e agosto, principalmente agosto em ano como este, onde tivemos oscilações bastante bruscas de temperaturas (como a última semana que passou com calor de verão), que expõe a planta a um risco maior de brotação antecipada. Brotando antes, ela corre o risco de sofrer danos com geadas um pouco mais tardias. A poda de inverno é de extrema importância para a produção e renovação da planta. Neste ano agrícola a poda está em pleno andamento, porém num ritmo ainda menor que nos anos anteriores. Os produtores em geral estão cautelosos quanto a realização da poda em função das condições climáticas ocorridas e também das previsões de possíveis ondes de frio mais tardias. Com estas condições algumas variedades de uvas já iniciam o processo de brotação, quando podadas. Neste sentido os produtores estão evitando podar cedo, principalmente as variedades mais precoces, para evitar prejuízos com geadas tardias, ou seja, após a brotação. O mês de agosto é o mais indicado, só que como a prática da poda é preciso ter bastante conhecimento da prática, falta mão-de-obra. Então tem produtores que já vêm podando desde o início de junho e vão até setembro podando para vencer essa demanda — diz João.
Até o final do mês de junho praticamente não houve acumulo de horas frio, porém no início do mês de julho houve temperaturas baixas, com geadas, mas também no transcorrer do mês houve ondas de temperatura alta. No início de julho as videiras entraram no estado de dormência e ainda não atingiram as exigências mínimas de Horas Frio. Já no final de julho o acúmulo de horas de frio menor ou igual a 7,2ºC foi de 171 (HF), somado com as horas frio acumuladas de agosto o total de horas de frio para indução e superação da dormência para maioria das cultivares já foi atingido. Já no mês de agosto o frio voltou com intensidade, inclusive com geadas fortes. A partir desta data os trabalhos de poda vem se intensificando uma vez que o período de poda vai até final de agosto em alguns casos podendo se estender até início de setembro. O ideal é que a partir desta data não ocorram mais frios tardios (após o início da brotação), explica o técnico.

Embrapa desenvolve alface que suporta até 10 dias mais o calor

Além de tolerantes ao clima quente, as novas cultivares apresentam resistência às principais doenças da cultura como fusariose e nematoide-das-galhas

Foto: Ítalo Ludke/ Embrapa

Para vencer a barreira do clima e facilitar a produção de alface nas regiões mais quentes do Brasil, pesquisadores da Embrapa Hortaliças desenvolveram duas novas variedades de alface crespa de folhas verdes que apresentam tolerância ao calor e ampla adaptação às condições tropicais, independentemente do sistema de produção, seja campo aberto, hidroponia ou cultivo protegido.
Em tempos de mudanças climáticas, as elevações de temperatura nas regiões produtoras de hortaliças têm tornado cada dia mais desafiador o cultivo de algumas espécies que necessitam de clima mais ameno para alcançar seu pleno desenvolvimento. A alface, hortaliça folhosa com origem na região do mar Mediterrâneo, tem sua produção favorecida quando a faixa de temperatura oscila entre 15ºC e 25ºC.
“Essa característica é importante porque altas temperaturas antecipam o florescimento da alface e a produção de látex nas folhas, o que deixa a planta com um sabor bem amargo, indesejado pelos consumidores”, contextualiza o agrônomo Fábio Akiyoshi Suinaga, coordenador do programa de melhoramento genético de alface da Embrapa.
As duas novas cultivares de alface possuem mecanismos diferentes para burlar o calor e garantir boa produtividade. No caso da cultivar BRS Leila, a tolerância a altas temperaturas acontece porque o material tem, embutido em sua genética, uma estratégia natural para atrasar o florescimento da planta. Assim, quando comparada à cultivar de alface crespa mais plantada no Brasil, a variedade resiste, em média, dez dias mais ao calor antes de iniciar o florescimento.
Já a cultivar BRS Mediterrânea, que traz no nome a memória da origem da espécie, possui uma tática diferente para atingir boa produtividade mesmo diante de condições de temperaturas elevadas: vigor e precocidade. Quando se traça um paralelo com outras cultivares do mercado, ela atinge o ponto de colheita mais rápido, em média, sete dias antes da variedade mais plantada. Assim, por ser mais precoce, com um ciclo produtivo mais curto, ela fica menos tempo no campo exposta ao calor, um fator de estresse para planta que causa o florescimento antecipado.
Ou seja, mesmo em condições de temperatura superior à faixa de temperatura ideal de cultivo, suas plantas atingem o ponto de colheita, com qualidade e padrão comercial, em menor intervalo de tempo. Essa característica também é interessante do ponto de vista do escalonamento da produção, já que o mercado consumidor demanda o produto fresco durante todo o ano.
“Outra vantagem de cultivares precoces de alface é que o produtor consegue efetuar mais colheitas durante o ano e utilizar melhor sua área em um mesmo espaço de tempo. A alface é uma espécie de colheita diária. Por isso, na hora de o agricultor fazer o planejamento do seu plantio, ele precisa considerar a demanda do mercado, que deseja produtos frescos. Para conseguir atender essa exigência, é preciso utilizar cultivares precoces, de ciclo médio e de ciclo tardio para ter diferentes tempos de colheita em sua lavoura”, comenta Suinaga.
Resistência à doenças
Além de tolerantes ao calor, as novas cultivares apresentam resistência às principais doenças da cultura como fusariose e nematoide-das-galhas, característica relevante, tendo em vista que a principal dificuldade que os produtores rurais enfrentam no cultivo de alface é o controle de doenças. Em campo aberto, a alface está sujeita a doenças de solo e doenças foliares e, na hidroponia, ocorrem podridões causadas por parasitas que ficam na solução nutritiva.
Segundo Suinaga, ter resistências incorporadas à genética da planta é um fator favorável à redução do aporte de agrotóxicos nos cultivos de alface, o que soma benefícios para o meio ambiente, mas também para o consumidor, já que a principal forma de consumo são folhas frescas. “Quanto mais tecnologia embutida na semente, menor será o custo de produção do horticultor e melhor a lucratividade dos produtos”, resume.