Agricultores de Cotiporã receberão subvenção em projetos de irrigação

Na manhã de sexta-feira (07/08), a extensionista do escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Cotiporã, Jéssica Zalamena, esteve reunida com o prefeito José Carlos Breda, o secretário da Agricultura, Meio Ambiente, Indústria e Comércio, Valdir Falcade, e a coordenadora regional da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Lucimar Rodrigues, para a assinatura de convênio entre o Estado e três agricultores do município que aderiram ao Programa Mais Água Mais Renda.
Este programa visa incentivar e fomentar a expansão da área irrigada no RS. A visão da Seapdr é de que a irrigação detém a função de maior seguro agrícola do Estado, garantindo o sucesso da produção primária com sustentabilidade. Em Cotiporã, a Emater/RS-Ascar estimulou o acesso à política pública em 2016, e na semana passada os agricultores Genor Luiz Griguol, Doraci Gregório Pitol e Alexandre Dal Piva assinaram o convênio que garante o ressarcimento de duas parcelas do investimento realizado. Além destes, outros agricultores possuem projetos que já estão em andamento e aguardam as próximas etapas.
O prefeito agradeceu e parabenizou os agricultores por possuírem visão nos investimentos, já que estes não tiveram perdas tão severas nas culturas em que havia o sistema de irrigação implantado. Jéssica, por sua vez, ressaltou que atualmente o Programa Mais Água Mais Renda permanece sendo executado, porém com algumas mudanças.

Embrapa desenvolve sistema orgânico de produção de manga

A adubação é feita com base em compostos orgânicos. Há também formas específicas de realização do controle de pragas, como monitoramento preventivo

Foto: Luiz Prado/Luz

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou o desenvolvimento do primeiro sistema de produção orgânica de manga. A técnica fica disponível para ser utilizada por agricultores interessados em empregar o método em suas propriedades.
O sistema se diferencia pela abstenção do uso de agrotóxicos e de fertilizantes químicos. Em vez desses insumos, são empregadas outras técnicas. A adubação é feita com base em compostos orgânicos. Há também formas específicas de realização do controle de pragas, como monitoramento preventivo.
A pesquisa foi realizada na cidade baiana de Lençóis, na Chapada Diamantina. Ela foi uma parceria com uma empresa, chamada Bioenergia Orgânicos. O projeto conjunto teve início em 2011, já tendo lançado sistemas orgânicos para abacaxi e maracujá.
A iniciativa trouxe uma produtividade maior do que os métodos convencionais. Foram obtidas 20 toneladas por hectare, com perspectiva de alcançar 25 toneladas por hectare em ciclos posteriores.
A média da produção desta fruta é de 15,6 toneladas por hectare. Segundo os pesquisadores, o desempenho pode ser melhorado em caso de plantio de mais mangueiras no espaço, aumentando o adensamento.
Foram utilizadas duas variedades, Ubá e Palmer. A primeira é proveniente da cidade mineira de mesmo nome. A segunda tem origem nos Estados Unidos, mas é plantada no Brasil desde os anos 1960.
Segundo o pesquisador da Embrapa envolvido no projeto Túlio de Pádua, o sistema serve como um “roteiro” que pode ser implantado por produtores. Contudo, ele alerta que é preciso ajustar os métodos à realidade de cada localidade.
“Estamos produzindo na Chapada Diamantina, que tem tanto de chuva por ano, com temperaturas de determinada característica, com uso de manga irrigada. Cada região vai precisar adaptar o roteiro a sua condição”, destaca.
A Embrapa pode esclarecer dúvidas de produtores por meio de seus canais institucionais. A unidade responsável por essa pesquisa foi a Embrapa Mandioca e Fruticultura. A assistência técnica fica a cargo dos órgãos estaduais, as Aters.
De acordo com a Embrapa, não há dados sobre o índice da modalidade orgânica dentro do cultivo de manga no Brasil. Em todo o mundo, essa participação é de 0,43% da área cultivada, conforme dados da Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica (Ifoam). Em uma projeção para a realidade brasileira, isso significaria 282 hectares no país.

Foto: Luiz Prado/Luz

Produtores concluem semeadura de trigo no RS

Foto: Ilustração

A semeadura do trigo está concluída no Estado. O predomínio de tempo firme, temperaturas elevadas e ótima radiação solar durante o período contribuiu para o bom desenvolvimento das lavouras. Segundo dados do Informativo Conjuntural, documento elaborado pela Emater/RS-Ascar em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), na maioria das regiões, produtores aproveitaram as condições favoráveis do clima para realizar os tratos culturais de adubação nitrogenada em cobertura, controle de pragas e doenças, além do controle de plantas invasoras.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as primeiras lavouras de trigo semeadas já iniciam a floração. A expectativa inicial é que a produtividade seja de 3.090 quilos por hectare, visto que as lavouras implantadas apresentam boa população de plantas e bom aspecto geral. As geadas ocorridas nas semanas anteriores, associadas à aplicação de adubação nitrogenada, tiveram impacto positivo na cultura. O preço do grão se mantém estável na região, e a boa cotação do trigo deve garantir rentabilidade aos produtores.
A fase predominante das lavouras de cevada, nas regiões administrativas de Ijuí, Erechim e Frederico Westphalen, é de desenvolvimento vegetativo. Na de Ijuí, os cultivos estão com desenvolvimento inicial muito bom, bem superior ao registrado no ano anterior. Na região de Erechim, os produtores realizam aplicação de fungicidas. O preço médio é R$ 60,00 a saca de 60 quilos, e toda a cevada está contratada com a indústria cervejeira. Na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 20% dos cultivos mais adiantados já estão em floração, em geral, com bom aspecto e bom estado fitossanitário, indicando produtividade de 3.600 quilos por hectare.
A colheita das frutas cítricas de ciclo médio está encerrando no Vale do Caí. Neste grupo estão as cultivares de bergamotas Caí e Poncã, e as cultivares de laranja Shamouti, Seleta, Céu precoce e umbigo Bahia. Ao mesmo tempo, ocorre um incremento da colheita das cultivares tardias. A colheita da bergamota Poncã já atinge 90%; o preço médio recebido pelos citricultores teve elevação na última quinzena de julho, passando dos R$ 18,00 a caixa de 25 quilos para os atuais R$ 22,00 pela caixa. Da Pareci, que pertence ao grupo das bergamotas do Mediterrâneo, 40% das frutas já foram colhidas, e o preço médio, que no início da colheita estava em R$ 40,00 a caixa de 25 quilos, agora está em R$ 35,00, ainda considerado muito bom pelos citricultores.
Na regional administrativa de Caxias do Sul, produtores colheram volumes médios de morangos, mas em algumas propriedades o volume foi insuficiente para atender à demanda habitual. Neste momento, os novos pomares e replantios já estão praticamente finalizados. Nas lavouras estabelecidas em fevereiro e março, com mudas da Espanha, é iniciada a colheita de frutos da segunda florada, de excelente tamanho e qualidade. Assim, a expectativa é de uma colheita de bom volume de frutas nas próximas semanas.
O clima da semana foi excelente para as pastagens cultivadas e nativas. A boa radiação solar e as temperaturas mais elevadas nas regiões produtoras permitiram a redução dos níveis de umidade nos solos. No campo nativo foi observada pequena brotação das espécies nativas, contudo insuficiente para a alimentação dos rebanhos. Criadores tentam amenizar a situação com suplementação alimentar e sal proteinado. Em áreas com sobreposição de azevém, houve boa disponibilidade de forragens, com equilíbrio na oferta de fibras das espécies nativas e proteínas e maior digestibilidade das plantas de azevém.
Durante a semana, as condições climáticas permitiram o uso das pastagens cultivadas com melhor qualidade e sem maiores limitações para os bovinos de leite, refletindo em recuperação nos índices de produção de leite. O rebanho apresenta recuperação do escore corporal e ganho de peso, em virtude da maior oferta de volumoso, oriundo de pastagens de aveia, azevém, trigo, trevo, cornichão, entre outros. A maior oferta de volumoso exige atenção do produtor e ajustes nos níveis proteicos dos alimentos concentrados, pois a elevada qualidade nutricional das pastagens de inverno reduz a necessidade de suplementação volumosa e proteica nos rebanhos que consomem grande quantidade de forragem no pasto.
A produção de leite continua melhorando, agora sem as limitações impostas pelo excesso de umidade no solo e pelas temperaturas baixas que afetavam o desempenho das pastagens e causavam estresse nas matrizes. A qualidade do leite melhorou com a diminuição das chuvas na semana.

Pinto Bandeira participa de estudo sobre a statice

Pinto Bandeira é um dos nove municípios gaúchos participantes do Ensaio Sul-brasileiro de Statice, dentro do Projeto de Extensão “Flores para Todos”, que é coordenado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e envolve várias instituições de ensino e extensão, que compõe as equipes PhenoGlad. Na última quinta-feira (30/07), ocorreu o transplante das mudas, produzidas na UFSM, na propriedade das agricultoras Santina e Flávia de Toni.
Espera-se, através deste esforço multiinstitucional nos três estados do Sul do Brasil, ampliar o nível de conhecimento sobre a cultura da statice, para contribuir com o melhor desempenho agronômico da cultura e entregar para a sociedade, principalmente agricultores familiares, resultados aplicados sobre a cultura da statice para ser uma alternativa de diversificação da produção e geração de renda nas propriedades familiares.
A statice já é fonte de renda para a família de Toni, que cultiva esta flor há pelo menos 25 anos, e comercializa na feira livre de Bento Gonçalves e em feiras esporádicas, como a de finados. “É bem legal a ideia deste projeto, esperamos contribuir com o que já conhecemos e sempre aprender mais”, diz Flávia, que relata sempre ter comprado sementes de statice sortidas e que participando deste grupo já descobriu um fornecedor que vende por cor. Flávia conta que quem se encarrega de toda a parte produtiva é a mãe, e ela atua nas vendas da statice e outras variedades que são cultivadas para ter oferta o ano inteiro. “A mãe tem um amor muito grande pelas flores”, afirma.
O cultivo em Pinto Bandeira terá o acompanhamento de profissionais do IFRS- Campus Bento Gonçalves, Emater/RS-Ascar e UFSM, no manejo e levantamento de informações sobre esta flor. O Ensaio Sul-brasileiro de Statice acontece neste segundo semestre de 2020 em 16 municípios dos três estados do Sul do Brasil.

Plano Safra 2020/21: conheça as linhas de crédito, taxas de juros e mudanças em relação ao plano anterior

O Plano Safra 2020/21 entra em vigor dia 1º de julho de 2020 e segue até 30 de junho do ano seguinte. Neste ano, foram disponibilizados R$ 236,3 bilhões para a nova safra, R$ 13,5 milhões a mais que no ano passado.
Desse total, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização dos produtos agrícolas.
Outros R$ 56,92 bilhões serão destinados à infraestrutura, como compra de máquinas e implementos agrícolas. Os recursos buscam garantir a produção e o abastecimento do país em tempos de crise.
Confira a tabela com o volume de recursos disponibilizados e a finalidade, segundo o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Volume de recursos e suas finalidades nos Planos Safra 2019/20 e 2020/21 (Fonte: Mapa)

Além disso, buscando superar a crise econômica e fortalecer o setor agrícola, os investimentos foram ampliados em 30%.
O mesmo percentual foi acrescido ao seguro rural, que para a próxima safra soma R$ 1,3 bilhão.
Na prática, isso deve resultar na contratação de 298 mil apólices e cobertura de 21 milhões de hectares em média.
Principais linhas de crédito
Serão disponibilizados R$ 66,1 bilhões para pequenos e médios produtores investirem em suas empresas rurais.
Deste volume, R$ 33 bilhões serão voltados a agricultores familiares, dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Outros R$ 33,1 bilhões para Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).
Ambas as linhas de crédito têm redução nas taxas de juros em comparação com o plano 2019/2020.
No caso de produtores que optarem pelo Pronaf, as taxas de juros serão de 2,75% e 4% ao ano para custeio e comercialização.
Já para o Pronamp, se você é um produtor de médio porte, as taxas de juros serão de 5% ao ano.
Caso você se enquadre como grande produtor, a taxa de juros será de 6% ao ano.
Confira a tabela com o volume de recursos e a distribuição por tipo de beneficiário, segundo o Mapa.

Volume de recursos e distribuição por tipo de beneficiário Plano safra 2019/20 e 2020/21 (Fonte: Mapa)

Programa ABC e Pronaf-Bio
Outras linhas de crédito também estão disponíveis, como é o caso do Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC). Ele é voltado para o financiamento de técnicas sustentáveis e terá recursos de R$ 2,5 bilhões.
Dentro desse programa, caso o produtor necessite realizar adequações de sua propriedade ao Código Florestal, pode contar com a linha ABC Ambiental, que possui taxa de juros de 4,5% ao ano.
Também existe incentivo à inclusão de novas tecnologias voltadas aos bioinsumos tanto dentro das empresas rurais (Programa de Incentivo à Inovação e Tecnológica na Produção Agropecuária – Inovagro) quanto cooperativas (Programa Prodecoop).
Outra novidade do Plano Safra 2020/2021 é o Pronaf-Bio, totalmente voltado para as cadeias produtivas da bioeconomia.

Plano Safra 2020/21: Inovação e tecnologia
O plano safra 2020/21 também apresenta linhas de créditos voltadas para inovação e tecnologia.
O programa responsável por esse tipo de linha de crédito é o Moderinfra (Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido), com taxa de juros de 6% ao ano.
O Plano Safra 2020/2021 conta ainda com incentivo para construção de armazéns, com taxa de 5% ao ano.
A construção de ambientes de armazenamento vem para suprir um dos maiores problemas de perdas após colheita. Investir em silos de armazenamento tecnificados pode melhorar sua rentabilidade.
Algumas linhas também são voltadas para o apoio à pecuária, para Tecnif
Icar o setor.

Lavouras de trigo apresentam bom desenvolvimento no RS

Foto: Deise Froelich – Emater/RS-Ascar de Santa Rosa

A semeadura do trigo está praticamente concluída no Estado. O predomínio de tempo seco e dias ensolarados na semana permitiu avanços no plantio, além de possibilitar a recuperação no desenvolvimento das lavouras e a realização de tratos culturais. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (23/07), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), as lavouras de trigo estão em desenvolvimento vegetativo nas regionais da Emater/RS-Ascar de Pelotas, Frederico Westphalen, Passo Fundo, Erechim e Santa Rosa. Na de Pelotas, há áreas com atraso no desenvolvimento devido ao excesso de umidade e de dias nublados ocorridos na região. Em geral, as lavouras estão bem implantadas, com bom estande de plantas. Na regional de Santa Rosa, as chuvas torrenciais das semanas anteriores provocaram erosão laminar nas áreas implantadas em final de junho, principalmente naquelas em fase inicial de desenvolvimento. Além disso, a alta umidade do ar e do solo, junto com a elevação da temperatura no último fim de semana, criou as condições para o surgimento dos primeiros focos de doenças foliares, como oídio e manchas foliares, e também para o aparecimento de pulgão, exigindo vistorias para avaliar a necessidade de controle.
Ainda na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a canola segue em desenvolvimento, com 39% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 53% já em floração e 8% em fase de enchimento de grãos. A cultura apresenta significativa carga de flores nos cachos. O bom aspecto das lavouras se deve à semeadura realizada nas condições e época corretas, ao adequado estabelecimento inicial, ao estande de plantas e também ao estado sanitário.
Na regional de Ijuí, a aveia branca segue com desenvolvimento satisfatório, apresentando plantas bem desenvolvidas e evoluindo para o estágio reprodutivo. O longo período com alta umidade e as chuvas intensas não provocaram danos significativos nas lavouras, pois o estágio mais avançado da cultura protegeu o solo dos efeitos das fortes chuvas, minimizando os impactos da erosão por escorrimento superficial. A presença de manchas foliares é pequena, mas requer monitoramento diante da elevação da temperatura e da presença de umidade.
A cultura da cevada nas regionais de Frederico Westphalen e Erechim está 100% da área implantada na fase de desenvolvimento vegetativo. Na de Frederico Westphalen, a cultura apresenta bom aspecto e bom estado fitossanitário, e a produtividade vem sendo estimada em 3.600 quilos por hectare. Na de Erechim, os produtores realizam a aplicação de adubação em cobertura. O preço médio é R$ 60,00/sc. de 60 quilos.

Culturas de Verão
Soja – Os produtores seguem planejando as atividades da próxima safra. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, encaminham projetos de custeio pelo Plano Safra 2020-2021 e providenciam amostras de solo para análise laboratorial. Para muitos, as verbas dos financiamentos já estão liberadas e os produtores adquirem sementes e fertilizantes. O mercado mantém a tendência de elevação do preço do produto, influenciado pela alta nas cotações internacionais do produto, do dólar e dos prêmios para exportação. Os agricultores vêm optando pela venda antecipada de parte da produção em virtude dos bons preços ofertados e para garantir cobertura dos custos de produção. O preço médio praticado na região teve elevação em relação à semana passada, ficando em R$ 106,00/sc. Na de Bagé, produtores, agentes financeiros e técnicos vêm realizando reuniões virtuais sobre o Plano Safra. Há muito interesse de sojicultores no seguro das lavouras, buscando contemplar as áreas não financiadas. Alguns já adquiriram insumos para o próximo cultivo. Os preços pagos variam entre R$ 97,00 e R$ 109,50/sc. de 60 quilos.
Milho – O planejamento das atividades e a busca de financiamento para a safra seguinte estão se intensificando. Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, os projetos de custeio das lavouras para a próxima safra vêm sendo encaminhados aos agentes financeiros e a disponibilização do crédito já é empregada para compra de insumos no comércio local. Igualmente estão em andamento o preparo do solo e a dessecação de áreas para implantação da cultura já no início de agosto. Os produtores realizam os pedidos de sementes para a próxima safra, incluindo reservas de semente do sistema troca-troca. As equipes municipais da Emater/RS-Ascar estão cadastrando os produtores e orientando sobre o Programa Estadual Pró-Milho da Seapdr, objetivando a distribuição de variedades de boa qualidade.
Olerícolas e Frutícolas
Batata (safrinha) – Na regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, as lavouras de batata estão em fase final de colheita. Áreas irrigadas têm boa produção e qualidade. A produtividade está entre 12 e 25 toneladas por hectare. A comercialização segue lenta, reduzindo ainda mais o preço pago ao produtor, que foi de R$ 60,00/sc. de 50 quilos para batata branca e rosa.
Mandioca/Aipim – Em São José do Hortêncio, na regional de Lajeado, são cultivados 550 hectares de aipim; a safra se encaminha para o final, sem perdas sensíveis nas últimas semanas. A comercialização manteve-se estável, e o preço varia de R$ 25,00 a R$ 30,00/cx. com 20 quilos. Já no Baixo Vale do Rio Pardo, da regional de Soledade, segue a colheita de aipim, com produção comercial bastante significativa. Boa parte do produto já foi comercializada; no entanto, ainda há produção a ser colhida. Em função das geadas fortes e das chuvas excessivas, há perda de qualidade e produção em algumas partes das lavouras. Iniciou o preparo de áreas para cultivo a serem realizados na primeira quinzena de agosto. O preço pago ao produtor é de R$ 22,00/cx. 22 quilos.
Caqui – Na regional de Caxias do Sul, a cultura está em entressafra. Pomares já se encontram sem folhas, condição a partir da qual a planta entra em período de dormência vegetativa, impulsionada pelas condições climáticas do inverno. Produtores realizam o tratamento fitossanitário da estação, com caldas sulfocálcica ou bordalesa, para eliminação de esporos de fungos remanescentes do período produtivo e a fim de conduzir a planta com melhores condições sanitárias para a próxima safra. Como prática principal e rotineira, ganha ritmo a poda seca ou de inverno, buscando o equilíbrio no desenvolvimento do dossel vegetativo e do potencial de produção de frutos. O plantio de mudas em novos pomares também é engendrado. A fruta ofertada nesse período provém exclusivamente de armazenagem em câmaras frias, e os preços tendem a aumentar nesse período em função da menor oferta.
Pêssego – Na regional de Pelotas, a fruta destinada à indústria é cultivada em 4.962 hectares. Seguem a atividade de poda, concluída em 70% dos pomares, e as aplicações dos tratamentos da floração. Agroindústrias de pêssego em calda disponibilizam os cadernos de campo impressos para que produtores rurais fornecedores procedam os apontamentos do uso de insumos e dos serviços. Segundo dados da Embrapa Clima Temperado, estão acumuladas até a terceira semana de julho 201 horas de frio menores ou iguais a 7°C. A média histórica para maio, junho e julho é de 323 horas.

Pastagens e Criações
As condições climáticas da semana foram favoráveis para o desenvolvimento das pastagens, principalmente as anuais de inverno. O tempo ensolarado de sábado e domingo (18 e 19/07) proporcionou luminosidade para uma boa fotossíntese e boas condições para o crescimento das plantas. A ocorrência de geada na semana anterior paralisou o desenvolvimento das pastagens perenes de verão, tanto do tífton como do campo nativo; já vinham com pastos de baixa qualidade e sofreram ainda mais com a ação da geada, e os produtores diminuíram a lotação animal.
A temperatura amena e a volta de dias ensolarados foram benéficas para o desenvolvimento das forrageiras anuais de inverno implantadas por sobressemeadura. As pastagens de inverno (aveia, azevém) tiveram bom estabelecimento; estão em desenvolvimento vegetativo e sendo pastejadas pelos animais. Com dias ensolarados, produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura, principalmente das áreas de pastagens que tiveram erosão e lixiviação do nitrogênio pelas chuvas torrenciais das semanas anteriores. O clima úmido beneficiou a aplicação; produtores optaram por maior fracionamento e aumento do número de aplicações para evitar perdas e obter melhor retorno em produção.
Trigo para pastejo e azevém tetraploide apresentam maior crescimento e produção de massa verde. Produtores encontram dificuldade para manejar estas pastagens nos dias mais úmidos e/ou chuvosos. Com boa oferta de pasto, produtores voltaram a reduzir a quantidade de ração e silagem. Em locais de clima mais quente, iniciou a preparação de áreas para o plantio de variedades perenes de verão, como tífton 85 e jiggs.

Efeito do uso de cobertura plástica sobre pessegueiros na qualidade pós-colheita dos frutos

As coberturas plásticas foram inicialmente utilizadas no cultivo de flores e hortaliças. Em frutas de clima temperado é uma técnica pouco utilizada. Essa técnica pode minimizar os efeitos adversos do clima, bem como reduzir a incidência de doenças sobre a planta e frutos. Também ajuda a reduzir o uso de agrotóxicos no pomar, permitindo a produção em sistemas ecológicos ou orgânicos. Esta reportagem foi publica pela Embrapa Cima Temperado, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do uso de coberturas plásticas em plantas de pessegueiros sobre a qualidade pós-colheita dos frutos, após diversos períodos de armazenamento refrigerado. Foram utilizados pêssegos da cultivar Maciel provenientes de plantas de pessegueiro sem (T1) e com (T2) cobertura plástica. Após a colheita, os pêssegos de ambos os tratamentos foram selecionados e submetidos aos seguintes tratamentos: períodos de armazenamento: P1: 0 dias ; P2: 15 dias; P3: 30 dias; P4: 45 dias a temperatura de 0-1 ºC e umidade relativa de 90-95 % + 3 dias a 20 ºC. As variáveis avaliadas foram: sólidos solúveis totais (SST); acidez total titulável (ATT); pH; relação SST/ATT; cor: L*, a*, ângulo Hue; firmeza da epiderme e da polpa; perda de massa; incidência de podridões e distúrbios fisiológicos. Os frutos obtidos com cobertura plástica apresentaram menor teor de acidez total titulável, de sólidos solúveis totais, menor firmeza da epiderme e polpa, menor perda de massa e menor incidência de podridões. Durante o armazenamento refrigerado, diminuiu a acidez total titulável e o valor de cor ºHue, mas aumentaram os sólidos solúveis totais, pH, relação SST/ATT, valor de cor a*, firmeza da polpa e perda de massa. Conclui-se que pêssegos da cultivar Maciel provenientes de plantas com coberturas plásticas apresentam maturação mais avançada e melhor qualidade físico-química e fitossanitária, podendo ser armazenados em temperatura de 0 a 1 ºC e umidade relativa de 90% a 95% com qualidade por até 30 dias.

Safra de Inverno no RS deverá ser de quase 3 milhões de toneladas

Com uma estimativa de produção de 2.969.275 toneladas, a Safra de Inverno 2020 no Rio Grande do Sul foi anunciada na tarde desta terça-feira (16/06), em Coletiva de Imprensa online, e teve a participação do presidente e do diretor técnico da Emater/RS, Geraldo Sandri e Alencar Paulo Rugeri. De acordo com levantamento feito em 286 municípios gaúchos, a amostra revela uma tendência de consolidação dos grãos de inverno na metade Norte do Estado, a partir da instalação de empresas de fomento nessas regiões, em especial de canola e cevada.
Neste ano, os principais grãos de inverno (trigo, cevada, canola e aveia branca) serão cultivados em 1.300.966 hectares, enquanto que na safra 2019 foram 1.131.966 hectares e obtida uma produção de 3.128.548 toneladas.
Principal produto da estação, o trigo deverá ter uma produção de 2.189.837 toneladas. Cultivado numa área de 915.712 hectares, 20,34% a mais do que na safra passada, que foi de 760.914 hectares, o grão apresenta tendência de produtividade média de 2.391 quilos por hectare. Concentrado nas regiões de Santa Rosa, Ijuí e Frederico Westphalen, chama a atenção o trigo ter aumento de 120% na área a ser cultivada na região de Porto Alegre, passando de 500 hectares na safra passada para 1.100 hectares nesta safra.
A canola se estabelece como importante cultura no RS, com 34.444 hectares (6,55% a mais do que na safra passada, que foi de 32.326 hectares), em especial nas regiões de Ijuí e Santa Rosa. Nesta, serão cultivados 17.538 hectares, incentivados por uma empresa que fomenta e processa a canola. Apesar da grande variação nas produtividades nos últimos anos, a expectativa para esta safra é de uma produtividade de 1.243 kg de canola por hectare.
A cevada também se consolida como grande alternativa de produção nas regiões de Frederico Westphalen, Erechim, Passo Fundo e Ijuí. A cultura registra variação de produtividade nas últimas safras e a expectativa para este ano é de 2.498 quilos de cevada por hectare.
Na aveia branca, o RS está se consolidando com o objetivo de produção de grãos, com acréscimo de 6,31% de área, “o que é motivo de alegria”, ressalta o diretor técnico. Com produtividade média de 2.051 quilos por hectare, o Estado deverá ter uma produção de 634.908 toneladas, concentrada na Metade Norte do Estado.
A aveia preta grãos tem uma expectativa de cultivo em 237.469 hectares, 4,46% a menos do que na safra passada, de 248.566 hectares, sendo as principais regiões produtoras Santa Rosa e Ijuí. Entre as regiões produtoras, a de Soledade apresenta para esta safra um aumento de 133,77% na área cultivada, passando de 320 hectares com aveia preta grãos na safra passada para 748 hectares como estimativa para esta safra.

PLANEJAMENTO
“É importante destacar o sistema de produção planejada, que trabalha o tripé planejamento a curto, médio e longo prazos, profissionalismo e gestão, o que dá segurança e consolida o resultado das propriedades”, defende Rugeri. A apresentação inovou com a participação do meteorologista da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Flávio Varone, que destacou a tendência climática para os próximos meses.
De acordo com Varone, o Modelo Climático Regional indica, para o trimestre junho-julho-agosto, chuvas dentro da normalidade na maior parte do Estado, associadas com a passagem mais frequente de frentes frias, e em algumas áreas poderão ocorrer valores superiores à média. As temperaturas médias tenderão a ser superiores à média climatológica em junho, normais em julho e inferiores à média em agosto, que indica a ocorrência mais frequente de massas de ar frio durante a segunda metade do inverno.
Para a próxima primavera, trimestre setembro-outubro-novembro, a previsão aponta para um possível evento La Niña de fraca intensidade, com noites e madrugadas frias até meados de novembro. Assim, os modelos climáticos indicam que a precipitação deverá ocorrer normalmente em setembro e mostram maior probabilidade de um período seco durante o mês de outubro. As temperaturas médias tendem a valores superiores à normal climatológica durante todo período.
Para o presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, a credibilidade da Instituição, ao longo da história de mais de seis décadas, se deve a toda uma capilaridade muito grande de trabalho em 100% dos municípios gaúchos, por isso os números e estimativas são sempre muito assertivos. “Não só pelo trabalho dos nossos extensionistas, mas de uma grande parceria com outras entidades, principalmente com a Seapdr, que é nosso braço forte, visto que a Emater é a executora das políticas públicas do Governo do Estado e da Seapdr, liderada pelo nosso secretário Covatti Filho”.

Em implantação, canola apresenta bom desenvolvimento no RS

Foto: José Schafer, na região de Santa Rosa

É intenso o ritmo de implantação da cultura da canola nas regionais de Ijuí e Santa Rosa. De acordo com Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar da quarta-feira (10/06), na região de Ijuí, as lavouras apresentam uniformidade de emergência; nas mais adiantadas, há bom estágio de desenvolvimento vegetativo (entre duas e quatro folhas) e bom estande. Na de Santa Rosa, o plantio da canola já alcança 13.600 hectares. As primeiras lavouras semeadas apresentam bom estande de plantas, sendo possível observar as linhas bem definidas de semeadura.
Devido às condições de menor insolação, não houve grande avanço do crescimento da canola. A alta umidade preocupa os produtores, diante da possível ocorrência de doenças, principalmente em locais mais baixos. Assim que as condições climáticas forem favoráveis, em algumas áreas já será aplicada adubação nitrogenada. O preço médio da canola na Regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí é de R$ 87,50; na de Santa Rosa, de R$ 93,90/sc. No trigo, a semana foi de ampliação das áreas de plantio nas regiões de Frederico Westphalen, Santa Maria, Santa Rosa, Erechim, Bagé, Ijuí, Pelotas e Soledade. Já nas regionais da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul e Passo Fundo, segue intenso o preparo das áreas. Em Caxias do Sul, os produtores nos Campos de Cima da Serra estão dessecando as plantas de cobertura, semeadas logo após a colheita da soja, para semear trigo no período entre 20 de junho e 10 de julho. Na de Passo Fundo, os produtores finalizam o preparo das primeiras áreas de plantio, que inicia em 10 de junho e se estende até 10 de julho. Há perspectiva de ampliação da área em 30% em relação à safra passada.
Na região de Frederico Westphalen, as áreas semeadas com trigo estão em germinação e desenvolvimento vegetativo; a perspectiva de tempo favorável e de bons preços tem mantido a tendência de elevação de 15% na área plantada em relação a 2019. Na de Santa Maria, a área de plantio está aumentando devido às condições favoráveis de umidade no solo. As lavouras estão em germinação e iniciam o desenvolvimento vegetativo. Na Regional de Santa Rosa, as condições favoráveis permitiram o avanço do plantio, que já chega a 142 mil hectares. As lavouras estão com excelente estande, boa germinação e ótimo desenvolvimento inicial. Na de Bagé, as condições do tempo favorável e da umidade de solo permitiram na Fronteira Oeste intensificar a semeadura e iniciá-la na Campanha, chegando a 12 mil hectares. Na regional de Ijuí, a semeadura do trigo ocorre em ritmo lento devido à umidade no solo. Em geral, as lavouras implantadas estão com excelente estabelecimento inicial, emergência uniforme, crescimento rápido e baixa incidência de pragas e doenças. Nas regiões de Erechim e Pelotas, foram iniciados os plantios, com sinalização de aumento de área em relação à safra passada. Na regional de Soledade, as áreas plantadas já atingem 13,5 mil hectares e apresentam bom desenvolvimento inicial, favorecidas pelo retorno da umidade do solo com as precipitações ocorridas na semana e a boa radiação solar. Cevada – Nas regionais de Erechim e Ijuí, a cultura está em implantação. Na de Erechim, chegou a 1.350 hectares. A perspectiva de aumento na área plantada está na dependência dos contratos entre os produtores e a empresa cervejeira. Na de Ijuí, segue a semeadura da cultura nos municípios onde os produtores têm experiência com a cultura, e nos quais as cerealistas e/ou cooperativas têm programas de fomento e recebem o produto. A área implantada já chega a 1.540 hectares, e as lavouras apresentam estabelecimento inicial satisfatório e boa sanidade.

Aveia branca – Na Regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está com a semeadura finalizada,
atendendo às orientações do período recomendado no zoneamento de risco climático. Todas as
lavouras estão emergidas, com estabelecimento inicial satisfatório, tamanho e número de plantas
uniformes e desenvolvimento rápido.

CULTURAS DE VERÃO
Milho – Na maior parte das regiões do Estado predominou a alta umidade no solo devido às chuvas ocorridas, atrasando a conclusão da colheita, que já alcança 98%. As solicitações de vistorias de Proagro seguem ocorrendo nas lavouras que utilizam a política de crédito rural no Estado. Até terça- feira (09/06), técnicos da Emater/RS-Ascar realizaram 6.549 vistorias de Proagro em lavouras de milho. Ao todo, já foram realizadas 18.506 vistorias desde 01 de dezembro de 2019, em virtude dos danos provocados pela estiagem.
Milho silagem – Na região administrativa de Ijuí, as últimas áreas de milho estão evoluindo lentamente nos seus estádios fisiológicos, fato associado à diminuição das temperaturas e do período de insolação. Os grãos apresentam elevada umidade, dificultando a colheita. Na de Pelotas, a colheita do milho para silagem está concluída. Muitas das áreas do milho que eram para grãos foram aproveitadas para elaboração de silagem, a qual é de qualidade inferior e apresenta rendimentos bastante baixos. A produtividade média chegou a 10.857 quilos por hectare. Feijão 2ª safra – Na região de Ijuí, a semana se caracterizou pela espera da melhoria do tempo para concluir a colheita que ainda não está finalizada. O rendimento médio tem se mantido em 1.340 quilos por hectare. Na de Frederico Westphalen, a colheita chegou a 95% da área plantada, com produtividade de 1.110 quilos por hectare. As lavouras em maturação se apresentam desuniformes e prejudicadas na formação de grãos.

OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS
Cenoura – Na regional da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, iniciou a implantação de áreas que estavam atrasadas, cujo ritmo é impulsionado pelo restabelecimento da umidade do solo. No entanto, ainda há insegurança em realizar plantio pela falta de água das fontes de irrigação. No Litoral, 100% das lavouras encontram-se em fase vegetativa.
Mandioca/Aipim – Na regional de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, segue a colheita. A produtividade é de 12 toneladas por hectare, com produção de raízes de ótima sanidade, porém mais finas. O preço está entre R$ 22,00 e R$ 24,00/cx. de 20 quilos, pago ao produtor na propriedade. Na Ceasa, a caixa de 20 quilos foi comercializada a R$ 30,00, valor considerado muito bom para este período, no qual normalmente a oferta é elevada. A precificação reflete a redução da oferta geral, em decorrência da forte estiagem ocorrida.
Noz-pecã – Na Regional de Erechim, a área implantada com a cultura vem crescendo. Produtores preparam o produto colhido para a venda. O preço é de R$ 15,00/kg. Em Cachoeira do Sul, na Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, a colheita da safra foi concluída em 90% dos pomares. Na região, são cultivados 1.743 hectares de nogueira-pecã. Na região de Lajeado, a área de cultivo de nogueira-pecã é de 810 hectares, envolvendo 424 famílias no cultivo desta frutífera. Está em Anta Gorda a maior área de cultivo no Vale do Taquari e segunda do Estado, com 530 hectares, a maior concentração de produtores do Estado. A pecanicultura está em franca expansão na região. Nos últimos três anos, a área de cultivo passou de 670 hectares para os atuais 810 hectares, um aumento de 21% na área, e o número de produtores passou dos 385 para os atuais 424, agregando mais 39 produtores à atividade.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
Em todo o Estado, as pastagens perenes de verão e os campos nativos apresentam baixa produção de forragem, com baixa qualidade alimentar e nutricional. As pastagens cultivadas anuais de inverno, favorecidas pelo clima das últimas semanas, vêm apresentando bom nível de crescimento e desenvolvimento. No entanto, boa parte das áreas ainda não oferece disponibilidade para o pastejo, por terem sofrido atraso na implantação e no desenvolvimento durante a estiagem. Muitos criadores aproveitam a umidade do solo para fazer adubação nitrogenada de cobertura, a fim de acelerar o crescimento das pastagens e recuperar parte do atraso sofrido no estabelecimento das forrageiras.
Em algumas áreas, ainda está sendo realizado o plantio de pastagens anuais de inverno, que costuma ser feito de dois a três meses antes. Em áreas onde o pastoreio está sendo realizado com altura dos pastos abaixo do recomendado pelos técnicos e em áreas com excesso de umidade no solo, houve danos às pastagens, causados por pisoteio e arranquio. Na maior parte das áreas do Estado, a produção de leite bovino é, de forma predominante, à base de pasto, com suplementação alimentar à base de silagem. Em função da longa estiagem, o atual vazio forrageiro outonal é bem mais severo que o normal, em função do encurtamento do ciclo das pastagens de verão, do atraso na implantação das forragens de inverno e do baixo volume e da baixa qualidade da produção de silagem neste ano. Com a melhoria das condições climáticas, que propiciaram melhor desenvolvimento das pastagens hibernais, e ampliação de áreas com disponibilidade para o pastoreio, já se pode observar em algumas regiões uma gradativa recuperação do escore corporal dos rebanhos e da produção leiteira, e a estabilização ou diminuição das perdas em outras.
Na Apicultura, nas diversas regiões do Estado, as atividades prioritárias nos apiários são o monitoramento das colmeias e a suplementação alimentar, naquelas em que ela se faz necessária para a manutenção de boas condições energéticas para que as abelhas enfrentem os períodos de temperaturas mais baixas.

Troca-Troca de Sementes da safrinha segue até sexta-feira

Os pedidos do programa Troca-Troca para as sementes de milho e sorgo da safrinha 2020/2021 podem ser feitos até sexta-feira (12/6). O preço das sementes teve uma redução de 12,5% em relação ao ano passado, e o subsídio é de 28% no valor das sementes para os financiamentos.
Os pedidos são feitos pelas entidades no site do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Produtores Rurais (Feaper) – http://www.feaper.rs.gov.br/ respeitando o limite máximo de quatro sacas de milho ou sorgo por agricultor.
Milho Híbrido Convencional
• Valor da saca (sem subsídio do Estado) = R$ 140
• Valor da saca pago pelo agricultor (com desconto do subsídio de 28% do Estado) = R$ 100,80
Milho Híbrido Transgênico
• Valor da saca (sem subsídio do Estado) = R$ 360
• Valor da saca pago pelo agricultor (com desconto do subsídio de 28% do Estado) = R$ 320,80
Sorgo
• Valor da saca (sem subsídio do Estado) = R$ 120
• Valor da saca pago pelo agricultor (com desconto do subsídio de 28% do Estado) = R$ 86,40
O agricultor efetuará o pagamento da semente em 20 de junho de 2021. A parcela referente à tecnologia transgênica, no caso de milho híbrido transgênico, no valor de R$ 220, deve ser paga pelo agricultor no dia 9 de novembro deste ano.
São 53 cultivares de sementes de 10 empresas fornecedoras, sendo:
• 21 cultivares de milho híbrido convencional;
• 21 cultivares de milho híbrido transgênico;
• 11 cultivares de sorgo.