Emater/RS-Ascar estima segunda maior safra de verão da histórias

 

Depois de uma severa estiagem, a agricultura gaúcha se recupera e a primeira Estimativa da Safra de Verão 2020/2021 da Emater/RS-Ascar indica a segunda maior safra da história. Em uma área total de 7,8 milhões de hectares (1,8% superior ao ano anterior), deverá haver uma produção 40,2% maior que a safra passada, atingindo 32,5 milhões de toneladas dos principais grãos de verão (soja, milho, arroz e feijão). A maior safra do Estado foi em 2017, com mais de 33,6 milhões de toneladas de grãos colhidos.
Devido à pandemia e ao isolamento social, os dados foram divulgados em coletiva de imprensa virtual, na manhã desta quinta-feira (10/09). O evento contou com a participação do secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, do presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri e de mais de 110 participantes que acompanharam o lançamento por meio da transmissão simultânea no Facebook e no canal do Youtube do Rio Grande Rural da Emater/RS-Ascar.
De acordo com o levantamento, a soja tem a expectativa de maior aumento na produção (68,8%) e na produtividade (65,7%) em relação à última safra, possibilitando uma colheita de cerca de 19 milhões de toneladas, sendo 3,1 ton/ha, em uma área de 6 milhões de hectares, apenas 1,6% maior que no ano anterior.
Segundo o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, os dados apresentados foram coletados de 7 a 21 de agosto. “É importante ressaltar que eles estão baseados na tendência apresentada pelas produtividades médias municipais registradas ao longo dos últimos 10 anos. E, por isso, estão muito acima do resultado obtido na última safra que foi prejudicada pela estiagem”.
Confira a estimativa para os demais grãos de verão

Milho
Área 786,9 mil ha (+4,7%)
Produção 5,9 milhões ton (+43%)
Produtividade 7,5 ton/ha (+34,8%)

Arroz
Área 967,4 mil hectares (+1,7%)
Produção 7,5 milhões ton (-2,1%)
Produtividade 7,8 ton/ha (-3,9%)

Feijão primeira safra
Área 37,3 mil ha (+0,8%)
Produção 64,5 mil ton (+19%)
Produtividade 1,7 ton/ha (+17,6%)

Milho silagem
Área 356,8 mil hectares (+0,7%)
Produção 12,9 milhões ton (+43%)
Produtividade 36,2 ton/ha (+41,6%)

Emater/RS-Ascar e Seapdr realizam 5ª Webinar Pró-Milho nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira (02/09), às 9h, a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e a Emater/RS-Ascar realizam a quinta edição do Webinar Pró-Milho/RS, com o tema “Visão e Expectativa de Consumidores no Rio Grande do Sul”. A transmissão será ao vivo e simultânea pelo Facebook e pelo Youtube do Programa Rio Grande Rural da Instituição.
A abertura será realizada pelo titular da Seapdr, Covatti Filho, pelo presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura e Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do RS (Asgav/Sipargs), Eduardo dos Santos, o diretor do Sindicato das Indústrias e Produtores de Suínos (Sips), Rogério Kerber, e pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.
As palestras desta edição abordarão o Programa Pró-Milho, ministrada pelo diretor do Departamento de Política Agrícola da Seapdr, Ivan Bonetti; o milho e o desenvolvimento do setor agropecuário, proferida pela superintendente do Ministério da Agricultura no RS, Helena Pan Rugeri; e o Cenário para o Milho e Proteínas Animais para 2021, tema abordado pelo diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo.
O evento contará ainda com dois debatedores, o diretor de Commodities da Seara Alimentos, Arene Trevisan, e o presidente da Cooperativa Dália Alimentos, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas.
Faça a sua inscrição https://cutt.ly/5webforms
Acesse a transmissão https://cutt.ly/5promilho

Cooperativa Vinícola Garibaldi revitaliza vinho frisante Relax

Com nova roupagem, rótulo chega ao mercado com proposta disruptiva de consumo

Relax Cooperativa Garibaldi Crédito das imagens: Estúdio Philogus

Ele combina algumas características do vinho com outras qualidades marcantes do espumante. Assim ganhou a condição de ser uma bebida eclética por excelência. O vinho frisante Relax, da Cooperativa Vinícola Garibaldi, chega aos consumidores oferecendo não apenas a associação desses atrativos como, também, uma proposta revitalizada. Com novo rótulo, evoca a inspiração do mundo da moda para acompanhar os apreciadores nas mais variadas situações de consumo – num happy hour, na preparação para a balada, na beira da piscina e onde mais o paladar pedir e a imaginação permitir.
A embalagem remodelada traz detalhes de florais – com destaque para a ‘costela de Adão’, queridinha do momento no mundo fashion – aplicados sobre fundos em tons de amarelo, para o frisante branco, e com nuances de rosa, para a variedade rosé. Com essa inspiração, pretende, literalmente, cair no gosto de jovens consumidores interessados em descobrir novos sabores, especialmente os millenials.
O vinho frisante Relax da Cooperativa Vinícola Garibaldi é elaborado com as mesmas uvas utilizadas na produção dos tradicionais e premiados espumantes que carregam o rótulo da marca. Isso garante à bebida característica aromática bem intensa e colocação viva e brilhante. Fabricado no processo de fermentação natural, tem perlage marcante na taça.
A novidade está sendo comercializada em âmbito nacional e chega ao consumidor antes dessa primavera. Outras informações podem ser obtidas em www.vinicolagaribaldi.com.br

Ficha técnica | Vinho Frisante Relax
Volume: 750 ml
Elaboração: Gás natural de segunda fermentação, idêntico ao processo Charmat.
Branco Demi sec
Variedade: Moscato Branco, Trebbiano e Riesling Itálico
Tipo: Vinho Frisante Branco Demi-sec
Visual: Coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, aspecto brilhante e perlage leve.
Olfato: Aromas com notas de limão, abacaxi e um toque mineral.
Paladar: Leve e suave, com acidez equilibrada e refrescante.

Rosé Suave
Variedade: Merlot, Moscato Branco e Riesling Itálico
Tipo: Vinho Frisante Rosé Suave
Visual: Coloração rosa cereja, aspecto límpido e formação de perlage leve.
Olfato: Aromas com notas de framboesa, cereja e um toque de rosas.
Paladar: Leve e doce, com acidez equilibrada e refrescante.
Preço: a partir de R$ 19,00 nos estados da região sul e de R$ 23,00 em São Paulo e demais.

Evento online na Serra é oportunidade para produtores de leite obterem melhores resultados

 

Produtores de leite assistidos pela Emater/RS-Ascar nos 49 municípios da região de Caxias do Sul poderão participar da Semana Online do Leite da Serra Gaúcha, que vai acontecer de 21 a 25 de setembro. Na programação, extensionistas da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), irão abordar: bem-estar animal sem complicações, 16 mitos sobre pastagens na região e a qualidade do leite: o tarro do desperdício.
O objetivo é sensibilizar os produtores quanto aos temas do evento, que foram escolhidos de acordo com a linha de trabalho prioritária da Emater/RS-Ascar na área do leite na região. Eles foram definidos considerando a realidade e as dificuldades que os produtores enfrentam, oferecendo uma forma de solucionar esses problemas e tornar o leite mais atrativo e rentável para as famílias. Isso baseado nas experiências que vêm sendo desenvolvidas pela Extensão Rural e Social nas propriedades rurais e que têm dado resultados significativos.
“A proposta de desmistificar o leite à base de pasto é porque entendemos que as soluções que devem ser oferecidas às famílias devem considerar as realidades delas e da região, sem necessidade de grandes investimentos em máquinas, instalações, rebanho, etc. A grande maioria das famílias trabalha com uso de pastagens, mas, por alguns mitos e preconceitos, e até falta de incentivo e orientação técnica sobre o sistema, alguns acabam não alcançando os resultados que poderiam ter com ele”, ressalta o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Leandro Ebert, que será um dos palestrantes no evento.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas nos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar da região da Serra. O evento será transmitido pelo YouTube, sendo que os inscritos receberão um link para acesso.
Posteriormente, os participantes terão o acompanhamento dos técnicos da Emater/RS-Ascar, que recentemente foram capacitados sobre esses temas e irão fomentar esse trabalho nas propriedades da região.

Região da Serra legaliza mais nove agroindústriasRegião da Serra legaliza mais nove agroindústria

Crédito foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

Com a entrega de mais nove certificados de inclusão no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), nos meses de julho e agosto, a região da Serra chega à marca de 241 empreendimentos legalizados com o auxílio da Emater/RS-Ascar na regularização sanitária, ambiental e tributária. As novas agroindústrias familiares são dos municípios de São Marcos, Farroupilha, Bento Gonçalves, Vila Flores, Antônio Prado, Flores da Cunha, Monte Belo do Sul, Gramado e Nova Prata.
Em Gramado, a entrega do certificado para a agroindústria de Produtos Coloniais Klemann ocorreu na quarta-feira (26/08). A família, com tradição na agricultura na Linha Tapera, viu na agroindústria uma oportunidade de se manter na colônia com mais renda. Juliano e a esposa Luciane também pensaram no futuro da filha pequena, numa possível sucessão rural. Para a legalização do empreendimento, que produz doces e compotas de frutas com matéria-prima própria, especialmente o figo, além de crem, a família diz que o auxílio da equipe da Emater/RS-Ascar, desde o início, foi decisivo. O que a família não contava, era com a pandemia. “A gente tem alguns poucos clientes, é difícil conseguir entrar em um mercado agora, mas devagarinho a gente vai indo, sempre na esperança de melhorar”, afirma Juliano, otimista.

Produtores de Santa Catarina congelam plantas para evitar prejuízos da geada

Sistema funciona com aspersores que promovem “chuva” no pomar na iminência da geada

Foto: Epagri

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) estimou perda de cerca de 50% da produção da safra de frutas de caroço (ameixa, pêssego e nectarina) da região do Alto Vale do Rio do Peixe por conta das geadas que atingiram a região nos dias 21, 22 e 23 de agosto. Contudo, os prejuízos não alcançaram os agricultores que congelaram seus pomares.

Foto: Epagri

A técnica de congelamento é chamada de controle de geada por aspersão. O sistema funciona com aspersores que promovem uma “chuva” no pomar na iminência da geada. Quando a temperatura ambiente chega a 1 °C, com tendência de queda, o fruticultor liga o sistema que cria uma boa lâmina de água sobre as plantas para que elas congelem quando a temperatura chegar a 0 °C, e permaneça assim até que a temperatura do ar retorne a patamares positivos. O gerente da Estação Experimental da Epagri em Videira, André Kulkamp de Souza, afirma que o investimento é alto, mas importante para os pomares da região, em que a geada acontece com mais frequência. “O investimento é alto por conta da água que é aspergida sobre a planta em temperatura superior ao ambiente, assim, à medida que vai congelando, ela fornece calor para a planta, numa reação exotérmica. Para isso, é necessário fornecer água continuamente”, disse.
De acordo com Souza, um hectare consome até 30 mil litros de água a cada hora de aspersão. “Tem produtores que gostariam de fazer, mas não possuem água na propriedade”, diz Alceu Assis José Vicente, extensionista da Gerência Regional da Epagri em Videira.A solução para aqueles que não podem pagar, é manter açudes na propriedade, que é o caso dos irmãos Marcelo e Giovane Suzin, produtores de frutas de caroço em Videira. “Nessa última geada o sistema foi acionado durante três noites: a primeira funcionou sete horas, na segunda foram 15 horas e na terceira foram 6 horas de funcionamento”, relata Suzin. Os irmãos têm 16 hectares cultivados com frutas de caroço, sete dos quais contam com sistemas de controle e geada por aspersão.Outro fator que contribui no alto preço do investimento é a instalação do sistema. Marcelo explica que na propriedade que mantém com o irmão, tem três sistemas implantados e cada um com demandas diferentes de investimentos. “Têm sistemas que necessitam de maior quantidade de tubulações e bombas maiores, aumentando o custo de implantação”, explica.
Na maioria das propriedades da região, os pomares ficam em partes mais elevadas, enquanto os açudes ficam nas partes baixas e, por isso, o valor da bomba necessária pode variar. Quanto maior a distância e elevação, maior a necessidade de uma bomba mais potente e de quantidade de tubulação. Apesar disso, de modo geral, o investimento varia de R$ 20 mil a R$ 25 mil por hectare.Apesar de ser um investimento caro, os resultados são positivos. Marcelo Suzin afirma que nas áreas com aspersão, não teve grande perdas, enquanto nos pomares onde ainda não implantou o controle, as perdas foram significativas.O Alto Vale do Rio do Peixe é a principal região produtora de frutas de caroço em Santa Catarina. De acordo com dados do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, 59% da produção catarinense de ameixa está concentrada na região, que responde também por 79% do pêssego e nectarina produzidos no Estado. Na safra 2018/19, havia em Santa Catarina 1.115 produtores de frutas de caroços, com área colhida de 2.372 hectares e produção de 34.164 toneladas, o que gera um valor bruto de produção (VBP) de R$ 54.121 milhões.

5 maneiras de economizar água na irrigação

Atenção aos melhores horários para acionamento dos equipamentos é um dos pontos importantes para evitar desperdício no campo

O Brasil tem cerca de 7 milhões de hectares de área cultivada irrigada Foto: Divulgação internet

Ano após ano, a abertura de novas áreas para a agricultura está diminuindo. Agregado a essa questão, há um aumento da população, que prioriza maior quantidade e qualidade dos produtos agrícolas. “Para atender essa exigência do mercado, os produtos agrícolas devem atingir a máxima excelência (em qualidade e quantidade) ”, diz Fábio Batista, representante da Carretéis Irrigat.
Pensando em chegar aos maiores níveis de excelência, é necessário aderir à modernização dos sistemas de trabalho no campo. Ainda de acordo com Fábio quando falamos em melhorar a produtividade através da tecnologia, um dos temas que devem ser considerados é a irrigação. Qualquer cultura tem a necessidade de água, algumas precisam de mais e outras nem tanto, mas nenhuma se desenvolve sem recursos hídricos.
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O objetivo da irrigação será a de nutrir a planta com a quantidade de água necessária, porém de forma artificial, suprindo a falta de chuva, que em períodos longos de estiagem, costuma causar sérias perdas de produção. Uri Goldstein, diretor comercial da Agrosmart e especialista em irrigação, analisa que, quando bem implantada e conduzida, a irrigação viabiliza e melhora a qualidade da produção agrícola ao longo de todo o ano.
Segundo da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), 20% da área cultivada no planeta era irrigada, em 2012, sendo responsável por 40% da produção de alimentos. “Isso significa que a eficiência na utilização e produtividade da área irrigada para a não irrigada é de 2 a 3 vezes maior, em relação à agricultura de sequeiro”, explica. A irrigação, além de trazer melhoria para a produtividade, garante mais qualidade ao produto final, com este sendo ofertado com um alto valor agregado.
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Os sistemas de irrigação mais utilizados, atualmente, são irrigação superficial, irrigação localizada e por aspersão. Entenda o funcionamento de cada um:

Irrigação Superficial
A água é conduzida para o ponto de infiltração diretamente pela superfície do solo. Os sistemas de irrigação superficial mais comuns são as irrigações por inundações e as irrigações por sulcos.

Irrigação localizada
A água é aplicada na área ocupada pelas raízes das plantas, formando um tipo de círculo úmido. Ela é muito utilizada nos dias atuais, sendo muito aplicada na produção de frutíferas. Os dois sistemas básicos na irrigação localizada são a microaspersão e o gotejamento.

Por aspersão
Esse sistema simula uma chuva artificial em que um aspersor expele água para o ar, onde por resistência aerodinâmica há a transformação de pequenas gotículas de água que caem sobre o solo e sobre as plantas. Seus principais sistemas são o convencional, o pivô-central e o autopropelido.
Nos últimos anos, vem ocorrendo expressiva expansão da irrigação localizada e por aspersão. Goldstein explica os motivos. “A irrigação localizada proporciona grande economia de água e energia elétrica, além de praticidade. Com a irrigação por aspersão há o benefício em irrigar com 100% de cobertura”.
Batista completa que cada método de irrigação tem seus pontos positivos e negativos. Por isso, é importante verificar a área que se quer irrigar, qual é o tipo de cultivo e qual a disponibilidade de recursos hídricos e financeiros de cada produtor. Em cima disso, o produtor deve optar pelo melhor produto que esteja ao seu alcance, buscando sempre fazer um manejo adequado.

Emater/RS-Ascar continua verificação dos efeitos da geada da última semana

Nesta semana, extensionistas, técnicos, imprensa e agricultores não trabalharam e falaram em outro assunto a não ser a última geada ocorrida na última semana e as possíveis perdas e prejuízos causados às culturas, principalmente do trigo. Isso porque, de acordo com o Gerente de Planejamento (GPL), Rogério Mazzardo, a principal cultura de inverno no Estado é o trigo, que ocupa em torno de 920 mil hectares nesta safra, concentrada nas regiões Norte, Noroeste, Central e Missões. “Estima-se nesta semana que 20% da área está nos estágios reprodutivos, emissão de espigas, floração e formação de grãos, ou seja, as fases mais sensíveis aos efeitos climáticos, em decorrência das geadas que ocorreram há poucos dias”.
Diante disso, pode-se afirmar que várias lavouras têm apresentado quebra de produtividade, mas ainda difícil de mensurar quanto foi danificado, seja em quantidade ou qualidade, o grão para esta safra. “Nos próximos dias, os técnicos da Emater/RS continuarão a campo para acompanhar e verificar os efeitos dessas perdas nas lavouras. Perdas pontuais e localizadas ocorreram, mas ainda não foram quantificadas”.
De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e divulgado pela GPL nesta quinta-feira (27/08), a entrada de uma forte massa de ar frio provocou queda brusca de temperatura e formação de geadas na semana anterior, que trouxeram consequências ao trigo, devido aos estágios de desenvolvimento mais suscetíveis às condições de frio. Na maioria das regiões, principalmente meio-norte do Estado, a forte geada provocou danos nas lavouras em floração e em início do enchimento de grão. Até mesmo nos Campos de Cima da Serra, as primeiras áreas semeadas que já se encontram em fase de emborrachamento poderão apresentar perdas significativas. Essas perdas só poderão ser mensuradas nos próximos dias quando os danos puderem ser visualizados.
Na região de Frederico Westphalen, as chuvas fortes, ventanias e queda de granizo causaram tombamento em algumas áreas. Na sequência, as geadas também ampliam os riscos de perdas às lavouras, a serem dimensionadas ao longo da semana. Na regional de Pelotas, as geadas não causaram danos. Desde sábado (22/08), nas áreas danificadas pela geada já era possível visualizar os efeitos de queimadura de folhas, branqueamento de espigas e danos nos colmos, principalmente próximo aos últimos entrenós.
Os cultivos de canola se ressentiram dos efeitos das geadas na semana. Na regional de Frederico Westphalen, 10% dos cultivos estão em floração e 90% em enchimento de grãos. As chuvas fortes acompanhadas de vento e granizo da última sexta-feira (21/08) causaram tombamento em algumas áreas; somado ao efeito da geada vão reduzir a produtividade. Na de Ijuí, a maioria das lavouras está em floração. A geada cobriu totalmente as flores e as síliquas, estruturas muito sensíveis da planta. A fina camada de gelo provocou maiores danos nas síliquas e, consequentemente, nos grãos em formação, que continham elevado teor de água. Na região de Santa Rosa, haverá diminuição do rendimento em virtude dos danos provocados pelas geadas de julho e agosto.
Lavouras de aveia e cevada em estágio reprodutivo também sofreram danos pela ocorrência de geadas. Além dessas, o milho que já estava em desenvolvimento vegetativo com quatro folhas ou mais sofreu danos, como queimadura das folhas e morte de plantas, com congelamento dos tecidos, sendo necessário replantar as áreas.
A formação das geadas causou danos na floração de pessegueiros e ameixeiras precoces com baixo requerimento de frio; a grande maioria das plantas estavam em floração e início de formação dos frutos. Já nas variedades mais tardias, cujos acumulados de horas de frio necessários são maiores, a ação das geadas não foi tão expressiva. Na região de Caxias do Sul, cultivares superprecoces de pêssego já se encontravam em plena frutificação, e as precoces na fase fenológica de limpeza das frutinhas foram as mais afetadas pela ocorrência de baixas temperaturas. A extensão dos prejuízos só será passível de mensuração diagnóstica em algumas semanas, tempo necessário para as frutas e flores evidenciarem os efeitos.
Nas regiões onde videiras estavam em início de brotação são observados danos provocados pelas geadas. Produtores de melancia da região de Soledade, os que haviam realizado plantio precoce em estufins tiveram prejuízos com granizo. Na região de Porto Alegre, em plantios precoces em cabaninhas onde baraços das mudas a prosperarem além da área protegida que foram atingidas por geadas, queimando parte destas ramas.
Leia o Informativo Conjuntural completo em https://bit.ly/32AU1ba

http://www.emater.tche.br/site/arquivos_pdf/conjuntural/conj_27082020.pdf

Evento online na Serra é oportunidade para produtores de leite obterem melhores resultados

 

Produtores de leite assistidos pela Emater/RS-Ascar nos 49 municípios da região de Caxias do Sul poderão participar da Semana Online do Leite da Serra Gaúcha, que vai acontecer de 21 a 25 de setembro. Na programação, extensionistas da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), irão abordar: bem-estar animal sem complicações, 16 mitos sobre pastagens na região e a qualidade do leite: o tarro do desperdício.
O objetivo é sensibilizar os produtores quanto aos temas do evento, que foram escolhidos de acordo com a linha de trabalho prioritária da Emater/RS-Ascar na área do leite na região. Eles foram definidos considerando a realidade e as dificuldades que os produtores enfrentam, oferecendo uma forma de solucionar esses problemas e tornar o leite mais atrativo e rentável para as famílias. Isso baseado nas experiências que vêm sendo desenvolvidas pela Extensão Rural e Social nas propriedades rurais e que têm dado resultados significativos.
“A proposta de desmistificar o leite à base de pasto é porque entendemos que as soluções que devem ser oferecidas às famílias devem considerar as realidades delas e da região, sem necessidade de grandes investimentos em máquinas, instalações, rebanho, etc. A grande maioria das famílias trabalha com uso de pastagens, mas, por alguns mitos e preconceitos, e até falta de incentivo e orientação técnica sobre o sistema, alguns acabam não alcançando os resultados que poderiam ter com ele”, ressalta o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Leandro Ebert, que será um dos palestrantes no evento.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas nos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar da região da Serra. O evento será transmitido pelo YouTube, sendo que os inscritos receberão um link para acesso.
Posteriormente, os participantes terão o acompanhamento dos técnicos da Emater/RS-Ascar, que recentemente foram capacitados sobre esses temas e irão fomentar esse trabalho nas propriedades da região.

Onda de frio espalha prejuízos por diversas regiões

Agricultores apontam geada como uma das mais fortes dos últimos anos. Pomares de pêssego e ameixa foram os mais atingidos

Os dias de paisagens congelantes agora cobram seu preço, principalmente com prejuízos em plantações de uva, pêssego, nectarina, trigo, hortifrútis e pastagens Foto: Leo Francischina

O Rio Grande do Sul amanheceu na última semana com temperaturas extremamente baixas e temperaturas negativas em alguns municípios. Os dias de paisagens congelantes agora cobram seu preço, principalmente com prejuízos em plantações de uva, pêssego, nectarina, trigo, hortifrútis e pastagens. Embora já se saiba que as perdas são inevitáveis, apenas nas próximas semanas se terá a real noção do tamanho do rombo nas contas dos produtores rurais.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Caxias do Sul, Rudimar Menegotto, diz que foi procurado por muitos agricultores de Caxias na sexta com relato de estragos provocados pela geada. O impacto maior foi nos pomares de pêssego, ameixa e nectarina, espécies com brotação mais precoce, acelerada pelo calor de julho. Mas o representante dos produtores rurais diz que há relatos, até mesmo, de hortaliças protegidas, que foram atingidas em função das proporções do fenômeno. “A geada foi muito intensa em várias localidades. Foi a maior do ano, sem dúvida, e, talvez, dos últimos anos em alguns pontos” aponta Rudimar.
Videiras mais precoces também foram atingidas. Na propriedade do agricultor Ricardo DeMari teve perda na variedade Chardonnay, em Monte Belo do Sul, danificados pela geada. Ricardo deposita agora a esperança nas variedades que não brotou.

Pêssegos em formação queimadas pelo gelo Foto: Gustavo De Toni Divulgação

Emater avalia perdas nas lavouras de trigo após fortes geadas

Há relatos de produtores de que foi a pior geada tardia dos últimos 30 anos e de perdas quase totais em algumas lavouras de trigo e de quebra ainda nas culturas de milho, canola e aveia. Ainda não se sabe o tamanho das perdas Foto: Divulgação

A forte massa de ar polar que atingiu a região trouxe prejuízos para a agricultura. Estimativas iniciais apontam que até 30% da safra de trigo pode ter sido perdida em razão do frio intenso e da ampla geada. Áreas de baixadas da região Noroeste registraram entre sexta e sábado temperaturas negativas.
Há relatos de produtores de que foi a pior geada tardia dos últimos 30 anos e de perdas quase totais em algumas lavouras de trigo e de quebra ainda nas culturas de milho, canola e aveia. Ainda não se sabe o tamanho das perdas.
A Emater está realizando o levantamento das perdas. Conforme o técnico agrícola Leornardo Rusctick, nas primeiras avaliações a campo foi constatado que os prejuízos são bastante variáveis, em algumas lavouras eles podem ser totais, enquanto em outras serão mínimos.
A maioria dos produtores conta com a cobertura do seguro agrícola para a quitação do financiamento junto aos agentes financeiros. Para acionar o seguro, porém, é preciso comprovar com laudo técnico que, por causa das perdas, não será possível cobrir os custos de produção.
Rustick orienta os produtores a seguirem as recomendações técnicas e seguir com os tratos culturais adequados onde as perdas não comprometeram a produção a fim de evitar o agravamento das mesmas.
– Os produtores estão preocupados por que as lavouras vinham em um potencial muito bom. Um dos melhores desenvolvimentos da cultura dos últimos anos. Mas não dá para se desesperar. Já estamos fazendo o levantamento e os dados dos estragos serão consolidados em uma semana. Mas não podemos dizer que está tudo perdido – destaca Rustick.

Você acredita que é assim, cobertas de gelo, que plantas como pessegueiro e ameixeira são protegidas dos danos da geada?

A técnica de aspersão de água é usada por vários fruticultores de Santa Catarina para proteger as plantas. Nesta época, muitas fruteiras de caroço já estão em floração ou apresentam pequenos frutos. Na iminência de geada, a recomendação é fazer o controle por irrigação, no caso de a temperatura baixar de 0°C. Isso porque as perdas ocorrem com temperaturas abaixo de -1,5°C. Foto: Carlos Roani / Divulgação