Vinificação em Grupo

Enólogo Douglas Chamon

Como enófilo, Douglas Chamon sentia-se distante da produção da uva e elaboração dos vinhos, e ao iniciar o superior de Viticultura e Enologia no IFRS – Bento Gonçalves, criou, com o intuito de superar sua própria frustração, e amparado pela experiência profissional como consultor de empresas e professor de economia por mais de duas décadas, o Projeto de Vinificação em Grupo, que possibilita o acompanhamento, pelos participantes, por meio de um aplicativo de mensagens, de todo o processo, da avaliação das uvas nos parreirais, do recebimento na cantina, e da vinificação: da fermentação alcoólica à entrega das garrafas. Os enólogos Douglas Chamon e Daniel Garbin repassam em textos, áudios, fotos, vídeos, e presencialmente, aos que visitam a vinícola Mena Kaho, onde os vinhos são produzidos, as informações técnicas de todo o processo, aproximando o consumidor/enófilo do mundo real e científico da viticultura e enologia. Ao final, o participante recebe vinhos de ótima qualidade, e experimenta uma imersão no mundo prático e científico do vinho. Iniciado na safra de 2017, com 46 membros e processamento de 4 ton de uvas Vitis viníferas, em 2018 ampliou-se para 190 membros, 11 toneladas de 7 cultivares distintas, atingindo na safra 2019 o número de 273 membros, de 14 estados, Distrito Federal e 6 países, R$ 280 mil arrecadados para o processamento de 25 toneladas de 10 uvas Vitis viníferas.
Um dos segredos para este crescimento é beneficiar todos os participantes. Ao viticultor é pago um preço justo (e à vista) por uma uva diferenciada; a vinícola pela estrutura de vinificação; os participantes recebem vinhos de guarda, de alta qualidade, a um preço por garrafa de R$ 25,00; e o gestor Douglas Chamon tem seu retorno em parcela das garrafas.
Qualquer amante do vinho pode participar, aportando o valor que desejar e recebendo o montante de garrafas proporcionais ao seu depósito. Quem definir aportar R$ 1.000,00 (mil reais), por exemplo, receberá 40 garrafas dos vinhos elaborados, proporcionalmente à quantidade produzida de cada um.
Acesso o blog Adega do Chamon http://www.adegadochamon.com/ no ícone Projetos e saiba como participar deste trabalho que valoriza a vitivinicultura brasileira.

As principais doenças que afetam a fertilidade feminina

Dra Eleonora Pasqualotto – Ginecologista em Medicina Reprodutiva / Diretora do Conception Centro de Reprodução Humana

Quando um casal está com dificuldades de engravidar, 35% das causas de infertilidade estão associadas à problemas femininos. Há outros 35% relacionados à infertilidade masculina e 20% onde a causa da infertilidade são problemas que acometem os dois parceiros.
Entre os problemas femininos mais comuns que podem afetar a fertilidade da mulher estão a endometriose, síndrome dos ovários policísticos, infecções por doenças sexualmente transmissíveis e as doenças tubárias.
A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma das doenças mais frequentes entre as mulheres de idade reprodutiva. Nessa síndrome há alterações hormonais que causam problemas na ovulação e na regularidade do ciclo menstrual, dificultando a gravidez. Assim, os ciclos menstruais têm intervalos mais longos e há sintomas como acne, oleosidade de pele e crescimento aumentado de pêlos no corpo.
A Endometriose é outra doença que pode dificultar a gravidez. Nessa doença, o endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero) é alterado e se prolifera para outras áreas além do útero, podendo inclusive alterar a qualidade dos óvulos se invadir os ovários.
Essas duas patologias são tratáveis, assim como outras que podem causar infertilidade. Com assistência médica adequada, a maioria dos casais pode vencer esses obstáculos e realizar o sonho de formar uma família.
Mas vale lembrar que atualmente, a idade da mulher é um dos principais fatores associados à dificuldade de gravidez. Isso porque, após os 35 anos, a quantidade e qualidade dos óvulos diminuem progressivamente. Então as chances de gestar após essa idade diminuem com o passar do tempo e aumentam as possibilidades de o bebê ter alguma alteração genética.

Check up da fertilidade

Dra Eleonora Bedin Pasqualotto Ginecologista da área de Reprodução Humana, Professora de Medicina da UCS e Diretora do Conception Centro de Reprodução Humana

Se você pretende comemorar o próximo dia das mães com seu primeiro filho, realizar o sonho de construir uma família, o primeiro passo é encarar um check-up de fertilidade. Mas o que é esse check-up?
É uma consulta com médicos ginecologista e urologista, em que, além da avaliação física da futura mamãe, o casal é questionado quanto ao seu histórico de saúde e encaminhado para a realização de diversos exames. Os testes realizados são recomendados para avaliar doenças do aparelho reprodutor feminino e masculino, como ecografia e o papanicolau para as mulheres e o espermograma para os homens, bem como a testagem para doenças sexualmente transmissíveis. Também são monitoradas doenças que podem ocasionar mal-formação no feto e nos hormônios sexuais.
Com os resultados em mãos, o médico poderá avaliar se o casal está apto a gerir um bebê saudável, verificar a necessidade de vacinações prévias e de aconselhamento genético. Recomenda-se que o check-up seja realizado de seis meses a um ano antes da gestação, inclusive para uso de suplementos necessários para a gravidez.
Um casal em idade fértil deve alcançar a gravidez em até um ano de tentativas frequentes sem uso de métodos anticoncepcionais. Caso contrário, o próximo passo é investigar infertilidade com médicos especialistas em reprodução humana, por meio do encaminhamento do próprio médico ginecologista ou urologista.

Robôs no comando

Francesca Casagrande Luchese, advogada, OAB/RS 75.584 Foto Divulgação

O INSS vem ampliando, gradativamente, a oferta do atendimento à distância. Mais recentemente, tornou totalmente digital os serviços de revisão de benefício, recurso e obtenção de cópia dos processos. É isso mesmo! Não adianta ir pessoalmente à agência, todas essas solicitações precisam ser feitas através do atendimento telefônico, via 135, ou através do site “Meu INSS”, onde uma série de outros serviços já está disponível, sendo necessário que o segurado tenha um cadastro prévio e senha de acesso.
Os prós e contras são inúmeros: a dificuldade dos segurados em lidar com o meio digital e a instabilidade e limitação do sistema, por exemplo, colidem com a melhora do fluxo nas agências do INSS e a concessão mais prática e rápida de alguns benefícios e serviços. Mas certamente estamos diante de um caminho sem volta. Será cada vez maior a informatização, permitindo o cruzamento de informações das mais diversas fontes. Em contrapartida, temos a falta de uniformização dessas bases de dados e a impressão de que a análise dos nossos direitos, feita por “robôs”, fica engessada e comprometida. Quase não resta a possibilidade do contato pessoal com o servidor, da análise pontual de cada caso, a atenção a cada detalhe dos documentos…
E justamente nesse momento de transição, onde todos os envolvidos estão tentando se adaptar à tal contemporaneidade, lidamos com a iminência de uma reforma previdenciária, o que tem deixado os segurados apreensivos, motivado o aumento de requerimento de benefícios, abarrotando ainda mais o sistema e tornando as análises extremamente morosas.
INSS Digital à parte, a reforma segue tramitando. Em recente passagem pelos Estados Unidos, o ministro Guedes chegou a anunciar a aprovação do texto dentro de 60 dias. Rodrigo Maia disse que manterá o calendário original proposto, com a aprovação da Câmara em julho, antes do recesso parlamentar. Só então a proposta segue para a tramitação no Senado.
Por se tratar de uma proposta de emenda constitucional (PEC), a reforma da previdência precisa passar por duas votações na Câmara e duas no Senado. Para que seja aprovada é necessário que ao menos três quintos dos parlamentares em plenário votem favoravelmente. A reforma foi enviada pelo governo ao Congresso em 20 de fevereiro e, até o momento, só passou pela Comissão de constituição e Justiça da Câmara e, agora, tramita na Comissão Especial da Casa.

Constelação Sistêmica: Lei da Hierarquia

Continuando o assunto do último artigo sobre Constelações Sistêmicas,  (http://www.gazetanewsrs.com.br/2019/04/02/o-que-e-constelacao-sistemica ) seguimos explicando sobre as três Leis Sistêmicas, chamadas Leis de Ordens do Amor, são elas: Lei da Hierarquia, Lei do Pertencimento e Lei do Equilíbrio.
Nesse artigo falaremos sobre a Lei da Hierarquia, e nos próximos artigos as outras leis.
A Hierarquia ou Ordem de Chegada, diz respeito a quem chegou primeiro na família. Portanto, os mais velhos merecem ser olhados com muito respeito e cuidado, pois foi através deles que a família veio se mantendo. Você pode dizer que agora, eles já estão velhos e não sabem mais das coisas. Isso, pode ser verdade, mas mesmo assim devem ser respeitados nas suas decisões e necessidades. Veja exemplos:
O idoso mora em uma casa e a família acha que é melhor ele se mudar para outra, mas, esse não é o desejo dele que está acostumado com aquela casa, com as suas coisas, com os vizinhos, mas os filhos no intuito de ajudar passam muitas vezes por cima de tudo isso. Conforme observamos no trabalho sistêmico, isso traz consequências negativas para os próprios filhos, que pode ser financeira, afetiva ou mesmo doenças. Se isso for mesmo necessário, existem maneiras de fazer onde a Lei da Hierarquia é respeitada.
Outro exemplo clássico de desrespeito da ordem de chegada é quando ocorre a separação do casal e um dos dois casa-se novamente. Os novos companheiros, nova esposa (o) entram para a família como segundos na ordem de chegada. Quando se observa que esses se comportam de forma a querer mandar em tudo e modificar, falar mal dos ex-companheiros, isso traz muito desequilíbrio para o atual casal. Geralmente, os filhos, se existirem, não aceitam. A primeira esposa ou esposo, gostemos ou não, sempre farão parte da história daquela família e daquele relacionamento afetivo. Eles devem ser respeitados, independentemente do que aconteceu anteriormente.
É como se a família tivesse uma alma própria e se alguém é severamente desrespeitado ou não reconhecido, todo o sistema sofre. Como no corpo humano se um órgão está doente todo o sistema sentirá. Quando não aceitamos os pais do nosso cônjuge também estamos desrespeitando aqueles que chegaram primeiro do que nós na família. Dessa forma, não aceitamos uma parte do nosso cônjuge e isso acaba desequilibrando a relação.  O mesmo acontece quando não aceitamos nossos pais como eles são. Eles chegaram primeiro e merecem ser respeitados, eles nos deram a vida. Quando queremos modifica-los, perdemos força na vida.
Filhos que assumem o lugar dos pais na criação de outros irmãos, também, podem ter problemas por estarem ocupando um lugar que não é deles. Um irmão pode ajudar o outro, é claro, mas, não querendo tratar seu irmão(a) como filho. Poderia dar inúmeros exemplos, como no trabalho também, todos tem seu lugar, os que passam por uma empresa tem seu lugar.

Tatiane Parreira Terapias Energéticas e Sistêmicas Foto: Divulgação

Concluindo, devemos sempre respeitar o nosso lugar de chegada no sistema, seja no sistema familiar, assim como no organizacional. Isso nos trará mais força na vida e muito mais sucesso.
Para você refletir: Você olha com respeito e sem julgamento para todos que chegaram antes de você na sua família, no seu trabalho e nos seus relacionamentos?
Se a resposta para essas perguntas for um não, você deve ter muitos problemas no trabalho, na família e relacionamentos. Mas a boa notícia é que temos as constelações para nos ajudar. Finalizo agradecendo meus pais e todos que vieram antes deles, Tatiane Parreira Terapias Energéticas e Sistêmicas.

 

Conciliação pode pôr fim às ações que tratam das perdas nos planos econômicos

Francesca Casagrande Luchese, advogada, OAB/RS 75.584

A Justiça Federal da 4ª Região (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina) está realizando audiências públicas direcionadas aqueles que possuem ações judiciais questionando as perdas de rendimento na caderneta de poupança em função dos planos econômicos (Bresser, Collor, Verão, Verão I). O objetivo é esclarecer dúvidas, agilizar os processos e preparar os envolvidos para realizar a conciliação com a Caixa Econômica Federal.
O acordo poderá ser feito totalmente online, por adesão, encerrando o processo, com recebimento do valor em até 30 dias úteis a partir da homologação. Serão pagas as diferenças inflacionárias relativas aos referidos planos econômicos nos contratos de depósito em cadernetas de poupança de poupadores que aderirem ao acordo.
No Brasil, são quase 657 mil processos questionando os chamados expurgos inflacionários dos planos econômicos. Deste montante, mais de 90 mil tramitam na Justiça Federal da 4ª Região, envolvendo as poupanças da Caixa: cerca de 5 mil no TRF4, 26 mil na JFRS, mais de 47 mil na JFSC e cerca de 14 mil na JFPR.
Os poupadores que têm ações em curso devem estar atentos e discutir junto a seu causídico os prós e contras da proposta.

Recursos financeiros para projetos sociais
Outro movimento relevante da Justiça Federal é o Programa de Penas Alterativas, promovido pela 1ª Vara Federal de Bento Gonçalves. A iniciativa visa a beneficiar projetos de relevância social através da destinação de recursos financeiros provenientes da aplicação de penas pecuniárias ou como condição de suspensão processual ou transação penal. Podem enviar propostas entidades públicas ou privadas com destinação social, sem fins lucrativos, patronatos e conselhos de comunidade e órgãos de execução penal de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira e região. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail rsbgo01@jfrs.jus.br.

Reforma da previdência
Quanto à reforma da previdência, os últimos dias foram de “bate-boca”, com a participação do ministro Paulo Guedes, além da sinalização do governo para possível flexibilizações no texto da emenda. Também foi apresentado o Projeto de Lei 1645/2019, que trata das alterações previstas para os militares. Pela proposta, o tempo mínimo de serviço passará dos atuais 30 anos para 35 anos, para homens e mulheres, com novas idades de transferência para a reserva. Dados do Tribunal de Contas da União indicam que, em 2016, 88% dos que foram para a inatividade tinham entre 45 e 54 anos de idade.
A idade limite para um general de Exército ir para a inatividade será aos 70 anos, ante os atuais 66. Para um capitão, a idade aumentará dos atuais 48 para 55 anos. Para um soldado, de 44 para 50 anos. Em todos os casos, a remuneração na inatividade será igual ao último salário, com reajustes iguais aos dos ativos. Também está prevista uma regra de transição para os atuais integrantes das Forças Armadas. Eles terão de cumprir um pedágio de 17% em relação ao tempo que falta para atingir o atual tempo mínimo de serviço (30 anos). Para os futuros integrantes, serão necessários os 35 anos.
Outra parte da proposta do governo tratará de uma reestruturação das carreiras das Forças Armadas. A ideia é promover um aumento no efetivo de temporários (hoje 55% do total), ao mesmo tempo em que serão ajustadas parcelas que incidem sobre o soldo.
O texto cria um adicional de disponibilidade militar, que representará um máximo de 41% do soldo, para um general de Exército, até um mínimo de 5% para os soldados. Já o adicional de habilitação, que corresponde aos cursos feitos ao longo da carreira, terá um aumento escalonado até 2023 – e passará, no caso dos altos estudos de um general de Exército, equivalente ao doutorado, dos atuais 30% para 73% do soldo. Quando for para a inatividade um general manterá ainda um adicional de representação de 10% do soldo, hoje pago só aos ativos. Seguimos de olho…

Francesca Casagrande Luchese, advogada, OAB/RS 75.584

Francesca Casagrande Luchese, advogada, OAB/RS 75.584

Apresentada há mais de trinta dias pelo presidente Bolsonaro, a reforma da previdência continua sendo o foco dos debates. Em busca de
apoio para a aprovação do texto, fala-se em grandes quantias viabilizadas através de emendas parlamentares, negociações de cargos e até mesmo flexibilização de algumas das regras previstas, como a idade mínima para as mulheres, benefícios rurais e os de prestação continuada.
Também especula-se a dificuldade de aceitação da relatoria da proposta, ante o impacto social negativo, além da exigência de uma reforma para os militares. A mesma chegou a ser mencionada no último dia 19 pelo vice-presidente, mas seu teor ainda é desconhecido.
Enquanto a reforma da previdência ocupa o cenário político, quem milita na área percebe que se torna cada vez mais difícil garantir os direitos previdenciários da população. Na via administrativa, o implemento do sistema digital do INSS tornou as análises mais engessadas, sem falar no aumento do tempo de espera do segurado, que muitas vezes encontra dificuldade em lidar com o ambiente totalmente informatizado.
Na esfera judicial, as teses então consolidadas de proteção ao trabalhador parecem sucumbir, sem falar na constante adoção da suspensão
dos processos judiciais à espera de decisões padronizadas, emanadas pelas altas cortes. Exemplo é a concessão do adicional de 25% aos benefícios daqueles em situação de extrema invalidez. A lei garante o aumento no valor das aposentadorias apenas aqueles que foram aposentados por invalidez. A disparidade de tratamento com os segurados que se aposentaram por idade ou por tempo de serviço e posteriormente foram acometidos de moléstias altamente incapacitantes gerou uma enorme demanda de ações judiciais, com os mais diversos entendimentos. O debate chegou ao STJ, que garantiu a concessão do adicional para todos os aposentados que necessitem de cuidados permanentes de terceiros, independente da modalidade de aposentadoria que tiveram concedida.
Todavia, a questão agora foi levada ao STF, gerando novamente a suspensão de todas as ações que versam sobre o tema. Resta aguardar o
pronunciamento da mais alta corte do país.
A mudança nas regras previdenciárias certamente é necessária e a consonância entre todos os poderes seria medida salutar para garantir sua implementação. No entanto, não se pode focar apenas no viés econômico, como parece ocorrer no momento. A garantia dos direitos sociais deve ser o grande mote, devendo a população estar sempre alerta.

 

O que é Constelação Sistêmica?

Tatiane Parreira Terapias Energéticas e Sistêmicas Foto: Divulgação

Bert Hellinger, nascido em 1925, estudou Filosofia, Teologia e Pedagogia. Ele trabalhou 16 anos como membro de uma ordem de missionários católicos com os Zulus na África. Depois ele se tornou psicanalista e desenvolveu a abordagem da Constelação Familiar à partir das experiências com dinâmica de grupos, terapia primal, análise transacional e vários processos de hipnose terapêutica.
A Constelação Sistêmica Familiar conversa com nossa Alma e com a Alma dos nossos antepassados, busca descortinar comprometimentos nessas relações que estão impedindo a conquista da nossa felicidade, harmonia e saúde. Essa metodologia pode abordar muitas dificuldades e problemas, entre eles: falta de prosperidade, relacionamentos, traumas, carências, tristezas, medos, desentendimentos e desencontros na vida do constelado. Na Constelação é possível entender até mesmo o papel que as doenças estão tendo na nossa vida, pois segundo essa filosofia, nossas dificuldades e problemas estão ligados a destinos de membros anteriores do nosso grupo familiar. Nessa dinâmica os “menores” , aqueles que vieram depois, ou seja, os descendentes, devem terminar aquilo que os “maiores”, aqueles que vieram antes, os antepassados ou ascendentes, não terminaram. Toda emoção segue um ciclo que no final traz alívio e paz. Quando esse ciclo não se completa fica registrado na memória do clã esta emoção para que alguém termine seu ciclo, como, por exemplo: reviver um enfrentamento na busca da reconciliação, agradecer a um favor, terminar de chorar um morto, um descendente, não necessariamente direto na sucessão familiar, irá reviver este drama ou conflito até que ele a emoção se dissolva e se resolva a questão.
Tudo aquilo que se manifesta na nossa vida é resultado das nossas ações, mas não só resultados das nossas ações, mas também das ações da nossa ancestralidade. Nós somos mantidos em nosso campo energético familiar, que num nível determinado, entrava ou faz crescer a nossa disposição para ser feliz, ser próspero, fazer escolhas livremente, ter êxito naquilo que empreendemos, manter os relacionamentos agradáveis, a saúde, o bem-estar e também as doenças.
A natureza do nosso campo de energia familiar é determinada pela história da nossa família, principalmente sua religião, crenças, país de origem, e também por acontecimentos marcantes como os relacionamentos dos pais e dos avós, mortes, aborto, adoção, suicídio, guerra, exílio, incesto, antepassado agressor ou vítima, traição. Tudo aquilo que se manifesta em nossas vidas é resultado ou efeito dessa “consciência grupal” que busca a libertação das emoções e fardos antigos mediante representações nas gerações posteriores. Entrar no campo sistêmico do nosso clã familiar possibilita a conexão e restabelecimento das ordens sistêmicas com aqueles que não estão presentes.
A Constelação Familiar é reconhecida como uma terapia integrativa. Ela atua auxiliando o cliente a se movimentar e sair do ponto onde ele se percebe preso a uma dificuldade recorrente em sua vida. Ela permite movimentos de liberação e alívio, fazendo com que sejamos capazes de concluir antigos ciclos emocionais e fazer novos movimentos em direção à vida e o que desejamos dela.
Então o que tudo isso quer dizer? Está com problemas no trabalho, relacionamentos, família?
Vamos ir lá na raiz do problema, descobrindo porque isso acontece na sua vida. Você terá uma visão do todo e a consciência do que acontece com você, e assim sendo, fica fácil de resolver seus problemas. Finalizo agradecendo pela vida a meus pais e todos que vieram antes deles.

Impressões de um forasteiro

Luís Dill – escritor e jornalista

Impressões de um forasteiro

A decisão de construir uma casa em Monte Belo do Sul surgiu num piscar de olhos. Foi como amor à primeira vista. Eu e minha esposa frequentamos o Vale dos Vinhedos na condição de turistas há bastante tempo e nos últimos anos a ideia de termos casa na região tornou-se óbvia.
Em 2016, seguindo indicação do pessoal do Hotel Vila Michelon, fomos visitar um loteamento novo em Monte Belo do Sul – cidade que não conhecíamos. Diego Brunoni, um dos sócios fundadores da Alsus Urbanizadora, nos mostrou o empreendimento, àquela altura ainda sem calçamento. Mesmo assim nos encantamos e logo compreendemos porque o nome Vista dos Vales. Diante de nós, até onde a vista alcançava, um oceano verde de parreirais, matas nativas e montes pontilhados por poucas casas sob um céu generoso, digno dos melhores pintores.
Comprar terreno e iniciar o projeto da casa veio logo a seguir e de modo natural. Mas o que mais nos seduziu em Monte Belo do Sul não foi a paisagem ou a belíssima Igreja Matriz. Foi o povo.
Em 2018, com as visitas frequentes à obra, pudemos conhecer um pouco dos habitantes e tivemos a certeza de que havíamos feito a escolha certa. As pessoas sempre foram calorosas e receptivas conosco, nos acolheram como se fizéssemos parte de suas famílias. Encontramos sorrisos, boa conversa, carinho e uma gente extremamente trabalhadora.
Passar o mês de janeiro e parte de fevereiro deste em Monte Belo do Sul foi uma experiência deliciosa para um casal de Porto Alegre acostumado a tirar férias em lugares distantes. Ficamos com vontade de descobrir todas as belezas naturais do município e, sobretudo, conhecer mais os monte-belenses, mas sem pressa, como se deve apreciar um bom vinho.
Pois é, nem bem chegamos e já começamos a projetar a mudança definitiva para Monte Belo do Sul, onde a uva e o sonho se unem na forma de amizade e afeto.

Teremos a reforma da Previdência?

Francesca Casagrande Luchese, advogada, OAB/RS 75.584

A tão anunciada reforma da Previdência parece cada dia mais próxima. O Estadão repercutiu, no início da semana, a notícia de que a equipe econômica do governo Bolsonaro já está prestes a apresentar uma proposta concreta nesse sentido. Para tanto, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, já teria realizado reuniões com
especialistas que vão integrar o conselho consultivo que será criado para discutir as mudanças nas regras de pensão e aposentadoria.
No debate, alguns conselheiros sugeriram uma transição mais curta do que os 20 anos inicialmente propostos por Michel Temer. A ideia é que a transição seja de no mínimo oito anos e de, no máximo, 14 anos. Outras medidas paralelas, como a implantação do sistema de capitalização, também foram discutidas.
Ao que tudo indica, a estratégia do governo é revelar o conteúdo da emenda que modificará a proposta de Temer apenas no plenário da Câmara, marcando a retomada da tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), parada oficialmente desde fevereiro de 2018. O cronograma previsto é que a apresentação ocorra já na primeira semana de fevereiro.
A expectativa é de que em 40 dias após sua apresentação a emenda possa ser votada em primeiro turno na Câmara, depois de uma rodada de apresentações do texto para as bancadas do Congresso. Também será necessário apresentar um requerimento de preferência de votação para que a emenda seja apreciada no lugar do relatório que veio da comissão especial.
A equipe envolvida na elaboração do texto já começou a procurar integrantes da nova Câmara para reforçar a importância da aprovação da reforma. Ainda segundo o periódico, técnicos atuariais estão rodando os diversos cenários que estão sendo analisados pela equipe econômica. Até agora não há definição sobre os principais pontos: idade mínima, regra de transição, os atingidos e o desenho final do regime de capitalização.
Há grande otimismo da equipe com a possibilidade de aprovação da proposta na Câmara e no Senado no primeiro semestre. Enquanto isso, a população segue apreensiva. O momento, todavia, requer tranquilidade e certamente é o indicado para uma análise da situação de cada segurado, especialmente daqueles que entendem estar na iminência de cumprir os requisitos para alcançar a aposentadoria de acordo com a legislação atualmente vigente.