O que explica a alta nas vendas do vinho nacional

Fatores econômicos, de logística, tributários, avanço da qualidade, diversidade, novas regiões produtoras, desenvolvimento do enoturismo, mudança de hábitos em razão da pandemia e locavorismo contribuem para o ganho de competitividade

O aumento da venda de vinhos nacionais este ano trouxe uma dose de ânimo à cadeia produtiva da uva e do vinho que há tempos vinha amargando queda na comercialização. Diversos fatores contribuíram para este aumento de competitividade que não está apenas ligado à pandemia do Coronavírus, mas a uma série de outras condições que se somam nos últimos 20 anos. Melhora expressiva da qualidade, diversidade de estilos com o surgimento de novas regiões produtoras, melhor distribuição e acessibilidade, preço justo, avanços no enoturismo, mudança nos hábitos e, principalmente, o câmbio favorável, colaboraram para este incremento de 37,22% nas vendas de vinhos finos e espumantes, de janeiro a agosto em relação ao mesmo período do ano passado.
Assim, de gole em gole, o setor vitivinícola nacional vem conquistando mais espaço na mesa do brasileiro. Em 2019, por exemplo, segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o Brasil conseguiu romper a barreira dos 2 litros per capita – hoje em 2,13L -, um sonho de muitas safras e que ganha novas perspectivas. “O que o setor vitivinícola brasileiro semeou desde o início da imigração italiana está sendo colhido. Mas o grande avanço veio nos últimos 20 anos com a profissionalização do setor, que transformou a vitivinicultura brasileira. Esperamos poder seguir brindando”, destaca o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Argenta.
Quanto à qualidade, a evolução é incontestável, atestada pelas 4.535 premiações conquistadas de 1995 a 2019 em concursos internacionais. Segundo dados da Associação Brasileira de Enologia (ABE), os espumantes lideram as premiações, mas os vinhos tranquilos vêm ampliando seu espaço. Das 259 premiações conquistadas em 14 países no ano passado, por exemplo, 94 foram para vinhos tranquilos, ou seja, quase 40% do total. “O Brasil tem grandes rótulos de espumantes e de vinhos tranquilos, mas tem também uma diversidade que permite atender diferentes estilos e momentos com excelente relação custo-benefício”, avalia o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador. Atualmente, o Brasil possui 26 regiões produtoras de vinhos em 10 estados brasileiros (BA, ES, GO, MT, MG, PR, PE, RS, SC e SP), o que tem ofertado uma gama de vinhos com terroirs diversos.
A pandemia também impactou o consumo de vinho no Brasil. Em razão do fechamento de bares e restaurantes, o consumo da bebida em casa aumentou, levando as pessoas a visitarem lojas virtuais de vinícolas, comprando vinhos direto da fonte ou então em supermercados, que por serem essenciais nunca fecharam. Ganhando o status de ‘bebida da pandemia’, o vinho brasileiro mostrou estar melhor distribuído, com acessibilidade diante da aceleração do e-commerce e com preço competitivo. A queda da Substituição Tributária (ST) em estados como o RS, SP, SC, PR e BA somam-se a uma série de conquistas que favorecem o vinho nacional. Neste sentido, agora a Uvibra trabalha em conjunto com o Governo do Rio Grande do Sul para que Rio de Janeiro e Minas Gerais sigam o mesmo exemplo.
Para o setor, é evidente que a variação cambial foi determinante para o aumento da competitividade do vinho nacional. “Com o aumento do dólar os importados ficaram mais caros, levando o consumidor a optar pelos nacionais e, assim, fazer grandes descobertas diante da confirmação da qualidade, da melhor distribuição e da acessibilidade favorecida, principalmente, pela aceleração do e-commerce”, analisa Argenta.
Com a retomada segura do turismo, o enoturismo, grande responsável pelo sustento das pequenas vinícolas familiares que são maioria no setor, é mais um dos fortes aliados. Apostando em experiências sensoriais capazes de criar memórias para uma vida inteira, as vinícolas não medem esforços para criar novos atrativos em torno da cultura do vinho. E é justamente isso que vem fidelizando os apreciadores que, além de um bom vinho, buscam vivências únicas. Além disso, o locavorismo (preferência por comprar e consumir o que é local) é uma tendência que ganhou ainda mais adeptos durante a pandemia.

Deunir Argenta segue na presidência da Uvibra

Pandemia e assuntos em trâmite foram decisivos para a recondução que foi aprovada em Assembleia Geral Ordinária, realizada nesta segunda, 04, via Plataforma Zoom

Deunir Argenta Foto: Morgane Coloda

O Coronavírus impactou a rotina de empresas, entidades e pessoas no mundo inteiro. No Brasil não foi diferente. As mudanças na agenda do setor vitivinícola, decorrentes da pandemia, além de temas setoriais que seguem em tramitação, levaram a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), a reconduzir a Diretoria Executiva, com exercício 2019/2020, até 30 de abril de 2021. O empresário Deunir Argenta segue na presidência, dando continuidade aos trabalhos de representatividade e defesa do setor junto aos Governos, além de atuar no associativismo, fortalecendo a cadeia produtiva com parcerias junto a instituições afins.
A reeleição do Conselho de Administração, do presidente, vices e diretores, além dos membros dos Conselhos Fiscal e de Ética e do Núcleo de Auditoria Estratégica Interna (NAEI) foi aprovada por unanimidade em Assembleia Geral Ordinária, realizada nesta terça-feira, 4 de agosto, via Plataforma Zoom. O grupo é formado por 16 pessoas, entre empresários, lideranças e profissionais do setor.

Movelsul Brasil anuncia data para edição em 2022

Principal feira de móveis da América Latina para o lojista e importador, adiada em função da pandemia, será de 14 a 17 de março de 2022

O Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis) anuncia nova data para a 22ª edição da feira Movelsul Brasil, cuja realização neste ano foi adiada em virtude do agravamento da pandemia de Covid-19. A maior feira de móveis e complementos da América Latina voltada ao lojista e importador terá sua próxima edição de 14 a 17 de março de 2022, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves.
A feira, que tradicionalmente é realizada no mês de março dos anos pares, terá cerca de 250 expositores dos segmentos de móveis de alta escala, decoração, planejados, mobiliário corporativo, tecnologias e serviços – distribuídos em 30 mil metros de cinco pavilhões. São esperados visitantes profissionais de pelo menos 30 países.
O presidente do Sindmóveis, Vinicius Benini, destaca que a nova data traz mais segurança para um evento assertivo pós-Covid, com tempo hábil para se estruturar uma feira segura aos expositores e visitantes e, também, que responda ao novo momento do mercado moveleiro. “A Movelsul Brasil 2022 será uma feira para uma nova realidade moveleira. Os canais online nunca foram tão importantes e as empresas mais preparadas para atuarem com esses formatos têm obtido os melhores resultados. Nossa feira certamente vai trazer soluções e insights para esse novo olhar sobre o morar”, pontua Vinicius Benini.
Até lá, o Sindmóveis Bento Gonçalves segue trabalhando pelo desenvolvimento do setor e buscando novos mercados para a indústria moveleira. Desde o início da pandemia, a entidade vem apresentando oportunidades de negócios aos seus associados com palestras e fóruns online cujo objetivo é apresentar à indústria moveleira canais de vendas alternativos e formas de acesso a eles. Em sua maioria, essas oportunidades são focadas no mercado global.
Ao mesmo tempo, os consultores de inteligência e estratégia do Sindmóveis estão à disposição para o agendamento de assessorias individuais com associados. Além dos fóruns e webinares sobre oportunidades de negócios no mercado internacional e e-commerce, também estão sendo realizados cursos rápidos sobre plataformas de informações de mercado gratuitas como ComexStat e Trademap.

Mais sobre a Movelsul Brasil
Promovida pelo Sindmóveis Bento Gonçalves desde 1977, a Movelsul Brasil é a maior plataforma de negócios da América Latina para o setor moveleiro, orquestrando um ambiente de vendas e incremento de imagem para a indústria de móveis, decoração e complementos. Em sua história, a Movelsul Brasil já teve mais de 1.700 empresas expositoras e houve apenas mais uma ocasião em que a edição da feira precisou ser adiada. Foi em 1981, devido à intensa crise econômica que o país enfrentava. Naquele momento, a edição foi transferida para o ano seguinte e o calendário do evento passou a ser bienal nos anos pares.

Números que atestam a importância do evento:
21 edições desde 1977
4 dias de visitação de público profissional
30 mil visitantes em 2018
Mais de 30 países visitantes em 2018
251 expositores da indústria moveleira e decoração

Esteja pronto para o mercado profissional com os cursos técnicos do Senac Bento Gonçalves

Um estudo recente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), mostram que, aproximadamente, 1,7 milhão de brasileiros realizou matrículas em cursos a distância, o que representa mais de 20% de todas as matrículas. Pensando nisso, o Senac Bento Gonçalves está com inscrições abertas para cursos técnicos EAD em várias áreas de atuação. Os interessados podem se matricular até o dia 19 de outubro, através do site ead.senac.br/polos/rs/bento-goncalves. Por meio do site, também é possível saber mais sobre o conteúdo programático dos cursos e a metodologia de ensino.
Entre seus diferenciais, o Senac Bento Gonçalves conta com ampla oferta em diversos níveis de ensino e áreas de conhecimento. Adequados às exigências do mundo profissional, os cursos técnicos estão focados em proporcionar rápida inserção no mercado de trabalho, além de garantirem flexibilidade para que o aluno estude onde e quando quiser. É o comprometimento com a melhor experiência quando o assunto é ensino a distância.
São sete áreas de atuação com inscrições abertas: Comércio, Design, Gestão, Informática, Meio Ambiente, Segurança e Turismo. Confira a lista de cursos:
Técnico em Administração
Técnico em Design de Interiores
Técnico em Informática para Internet
Técnico em Logística
Técnico em Meio Ambiente
Técnico em Programação de Jogos Digitais
Técnico em Qualidade
Técnico em Recursos Humanos
Técnico em Secretariado
Técnico em Segurança do Trabalho
Técnico em Guia de Turismo
Técnico em Transações Imobiliárias
Para saber mais sobre os cursos, os polos, política de descontos, se inscrever e tirar todas as suas dúvidas acesse ead.senac.br/cursos-tecnicos. Ao todo, são 58 polos espalhados pelas cidades do Rio Grande do Sul. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 34524200.
Sobre o Senac EAD
A metodologia de ensino a distância do Senac é centrada no aluno, enfatizando o desenvolvimento de competências valorizadas no mundo do trabalho, como organização, proatividade e responsabilidade, além de apresentar menor custo com deslocamento e a possibilidade de conciliar os estudos e a vida profissional. Os materiais didáticos estão disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem e são compostos por podcasts, vídeos, animações, simuladores, games, objetos de aprendizagem, e-books e recursos tecnológicos. Os recursos em mídias diversas estimulam diferentes formas de aprendizagem, que possibilitam ao aluno se envolver com conhecimentos abordados no curso e sentir a prática virtual em qualquer local e horário.

Vinícola Aurora abocanha mais seis medalhas em concurso inglês

Decanter Word Wine Awards é um dos principais certames do mundo e neste ano recebeu mais de 16,5 mil amostras

Espumante Moscatel Branco foi o único brasileiro da categoria a receber medalha de prata Crédito: Eduardo Benini

A vinícola Aurora  acaba de ganhar mais seis medalhas num dos principais concursos do mundo, o Decanter Word Wine Awards, da Inglaterra. Numa edição histórica para o vinho nacional, com o número recorde de 62 condecorações para o país, a Vinícola Aurora recebeu medalha de prata com o Aurora Espumante Moscatel Branco, único espumante moscatel brasileiro a receber a distinção do júri formado por 116 especialistas internacionais.
A vinícola também levou medalha de bronze com outros três rótulos: Aurora Espumante I.P. Pinto Bandeira Extra Brut, Aurora Reserva Chardonnay 2018 e Aurora Varietal Chardonnay 2018. Para completar o brinde e comprovar a qualidade cada vez maior do espumante brasileiro, a empresa recebeu, ainda, menção honrosa pelo Aurora Espumante Brut e pelo Aurora Espumante Procedências Brut Chardonnay.
A Aurora já conquistou 20 medalhas no concurso capitaneado pela publicação de vinhos mais relevante da Europa. Neste ano, foram 16.518 amostras inscritas, degustadas em 28 dias. Entre os experts, 37 Masters of Wine e nove Masters Sommeliers. O certame seguiu todas as diretrizes de segurança da Covid-19.

Rodrigo Arpini Valério é o novo presidente da Asprovinho

Rodrigo Arpini Valério, gerente de Marketing da Cooperativa Vinícola Aurora, assume como presidente da Asprovinho Foto: Divulgação

A Associação dos Produtores de Vinho de Pinto Bandeira – Asprovinho elegeu a sua nova diretoria executiva para gestão 2020/2022. Rodrigo Arpini Valério, gerente de Marketing da Cooperativa Vinícola Aurora, assume como presidente da Asprovinho, após despedida de Marco Antônio Salton, que conduziu a entidade durante a gestão 2017/2019.
“Pretendo dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado, enaltecendo os espumantes de Pinto Bandeira. O potencial da região e das uvas que se colhem nela e também os processos que se aplicam comprovaram, ao longo do tempo, que os produtos dali têm um terroir e uma qualidade que se evidenciam. São espumantes que têm cor, aroma, paladar e que, devido à fermentação na garrafa, possuem um nível de complexidade maior, são mais finos e equilibrados” diz Rodrigo.
Como está o andamento para a Denominação de Origem dos Espumantes de Pinto Bandeira?
Está em avaliação técnica, com a Embrapa e as empresas que fazem parte da Asprovinho. Em breve, teremos novidades muito interessantes sobre o assunto. Pinto Bandeira possui identidade territorial e cultural, presente na expressão de sua gente, no cultivo de suas frutas, no desenho da paisagem, mas principalmente no bem estar de compartilhar um espumante Pinto Bandeira.
Quais os objetivos para da Asprovinho para os próximos anos?
Aproximar ainda mais a comunidade de Pinto Bandeira principalmente no enoturismo, que além das vinícolas, compõem restaurantes, pousadas, atrações turísticas, agro indústria, artesanato e tudo que envolve cultura. Temos que tornar o roteiro mais atrativo, mais diversificado, para atrair cada vez mais visitantes. Além disso, a Associação dos Produtores de Vinhos de Pinto Bandeira visa proteger a natureza, a cultura local, os produtores de vinho e, sobretudo, preservar a qualidade e afirmar a identidade dos vinhos e espumantes produzidos no local. São os objetivos da Asprovinho:
– Contribuir para o desenvolvimento e incentivo da pesquisa vitivinícola.
– Implementar ações que organizem e preservem o espaço físico da região de Pinto Bandeira, realizando estudos e agindo junto às autoridades competentes para a elaboração de leis que atendam aos objetivos da Associação.
– Explorar e divulgar o potencial turístico da região.
– Preservar, defender e fazer jus à conquista da Indicação Geográfica dos Vinhos da Região de Pinto Bandeira.
– Estabelecer normas para o uso da identificação “Vinhos de Pinto Bandeira” aos vinhos de viníferas produzidos pelos associados.
– Prestar apoio à industrialização e à comercialização de vinhos e bebidas em geral.
– Atuar com o intuito de agregar valor e criar marcas coletivas aos produtos de seus associados.

 

Construção de mirante atrai muitos turistas, não só pela tranquilidade, mas também pela vista

Do alto, é possível ver parte do Vale do Vale dos Vinhedos, Bentos Gonçalves e vinhedos Foto: Katia Fantin

O mirante localizado na saída da Cidade de Monte Belo do Sul já está recebendo turistas e moradores do município.
Com os objetivos de atrair turistas e proporcionar uma nova opção de lazer aos moradores e turistas, do alto, é possível ver parte do Vale do Vale dos Vinhedos, Bentos Gonçalves e vinhedos.

Foto: Maikon Del Ré Perin

A ação é parte do projeto de turismo realizado pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria Municipal de Turismo. O recurso para construir o mirante teve custo de R$ 248.523,34, sendo R$ 243.750,00 recebidos via convênio do Ministério do Turismo e contrapartida do município de R$ 4.773,34.
O projeto arquitetônico é da reconhecida arquiteta Vanja Hertcer e o projeto estrutural do engenheiro Fernando Brandalise.

Foto: Marlove Perin

 

Setor do vinho ganha voz junto ao Governo do Estado

Governador do RS propõe fórum permanente de discussão com entidades do segmento para construir medidas e avaliar necessidades da cadeia produtiva

De um lado está o setor vitivinícola que busca o aumento da competitividade do vinho. De outro, o Governo do Estado que anseia por ganhos que possam ampliar seus recursos e, com isso, viabilizar ações estruturantes. A aproximação entre as partes, gerada em razão da discussão em torno da proposta de Reforma Tributária RS que o Governador Eduardo Leite acabou retirando na quarta-feira, 23, abriu as portas para uma construção conjunta e permanente em torno das medidas e necessidades de ambos.
Isso somente foi possível graças a abertura da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), juntamente com a Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi), a Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho) e o Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivadas da Uva e do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (Sindivinho RS), ciente da realidade enfrentada pelo Estado. “Construímos uma relação de reciprocidade, onde ambas as partes estão cientes de suas demandas. Encontramos no Governo do Estado acolhida para discutir juntos o que é melhor para ambos. E assim vamos seguir, sempre pautados nos interesses do setor”, destaca Deunir Argenta, presidente da Uvibra.
A ideia é manter um fórum permanente de discussão com o envolvimento da Casa Civil e das Secretarias da Fazenda e da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Comprometido a colaborar com o setor, Leite também ficou de abrir portas em outros Estados onde a Substituição Tributária do vinho também possa ser eliminada. Antiga demanda do setor vitivinícola, a ST do vinho foi extinta no RS através de decreto que entrou em vigor em 1º de agosto do ano passado. De lá para cá, São Paulo, Bahia, Santa Catarina e Paraná seguiram o exemplo, compreendendo e favorecendo o vinho nacional. Agora, a ideia é fazer com que o Rio de Janeiro e Minas Gerais, assim como outros, façam o mesmo. “Essa interlocução é fundamental para avançarmos nessa questão. Também estamos trabalhando para que o suco de uva seja contemplado, assim como o vinho e o espumante”, assegura Argenta.
Entre os assuntos discutidos no encontro está a dificuldade enfrentada pelas vinícolas em relação ao fornecimento de garrafas. Com a pandemia e a mudança de hábitos do consumidor, que passou a apreciar mais vinhos brasileiros em casa, as vendas ganharam um impulso, aproximando-se do desempenho de 2016. A grande expectativa e aposta do setor agora é o último trimestre com a venda de espumantes. Entretanto, a indústria já vem enfrentando problemas para a compra de garrafas, situação que poderá prejudicar o setor. Sendo assim, a Uvibra também solicitou ao Governador que sejam adotadas gestões necessárias para ampliar a oferta de vasilhame, estabelecendo um sistema concorrencial mais adequado. A instalação no Estado, de uma nova fábrica de garrafas, destinada ao envasamento dos vinhos e derivados da uva, é a alternativa discutida.
Outra pauta terá avanço no dia 7 de outubro, quando está agendada a assinatura da liberação do Fundovitis, marcada pelo próprio Governador com publicação no Diário Oficial do Estado no dia 14 de setembro. A gestão dos R$ 12 milhões será de responsabilidade do Consevitis, que atuará na promoção do vinho nacional.

Quer remover sua tatuagem? Há técnicas eficientes, na Puraderm você encontra o mais completo tratamento a laser para remoção de tatuagens manchas e rejuvenescimento

A quantidade de pessoas com uma ou mais tatuagens pelo corpo cresce a cada dia. Acompanhando essa tendência, o número daqueles que se arrependem por ter realizado o procedimento tem se tornado cada vez mais frequente. Para tirar uma tatuagem da pele, é recomendado consultar um médico para avaliar o tamanho e as cores da tatuagem e,
assim, escolher a melhor forma para remover o máximo possível de desenho.
De acordo com a Dra. Jéssica Cima Fedrigo, da Puraderm, as tatuagens mais fáceis de retirar são as pretas e feitas em peles mais claras. “A tatuagem colorida demora mais”. O número de sessões para remover tatuagens depende do tamanho do desenho. “São no mínimo seis sessões, mas pode chegar a 10 ou 12. Depende do tamanho. O que vai ser crucial é o tipo de tinta que foi utilizada”, diz. O intervalo entre as sessões é de um mês.

Dra. Jessica Cima Fedrigo é médica e realiza a remoção de tatuagem Foto: Divulgação

Laser Spectra XT
Existem, atualmente, diversas marcas de Laser para remoção de tatuagens, mas poucos são considerados realmente eficazes e seguros no tratamento da maioria das tatuagens profissionais. O Laser Spectra XT é um dos equipamentos com tecnologia de ponta mais estudados para este tipo de tratamento.
Trata-se de um Laser do tipo Nd:YAG que apresenta grau de eficácia muito elevado e perfil de segurança superior, com ótima relação custo-benefício. Somado a isto, o Laser Spectra XT emite dois tipos de pulsos. A onda de luz do aparelho atinge somente os pigmentos de tinta, sendo assim não danifica a pele que não está sendo tratada. Com pulsos ultra rápidos (nanossegundos) de alta intensidade, o Laser Spectra XT é considerado dos laser mais poderosos para remoção de tatuagens. Praticamente todas as tatuagens podem ser tratadas, no entanto, as tatuagens são altamente variáveis, com tatuagens profissionais geralmente exigindo mais tratamentos. A única maneira de saber quais resultados você pode esperar e quanto tempo eles levam para remover é marcar uma consulta de remoção de tatuagem.

A Remoção da Tatuagem Pode Ser Dolorosa
A remoção da tatuagem pode sim ser dolorosa, principalmente se houver muito pigmento injetado na pele naquele local. Tatuagens amadoras, geralmente não são tão densas e profundas, por isso na hora da retirada costumam doer menos. Mas a dor irá depender da sensibilidade de cada um. No entanto existem algumas maneiras de amenizar o desconforto na hora de remoção de tatuagem, tais como o uso de cremes anestésicos e aplicação de anestésicos injetáveis.
Dra. Jessica Cima Fedrigo é médica e realiza a remoção de tatuagem em Bento Gonçalves e Porto Alegre. Agende seu horário para avaliação e planeje seu tratamento. Contato pelo WhatsApp: (54) 9 8165-5474 / Rua Senador Joaquim Pedro Salgado Filho,141-sala: 6- Cidade Alta, Bento Gonçalves / E-mail: clinicapuraderm@gmail.com

Bento Gonçalves amplia número de agroindústrias, em especial de vinho colonial

Vinhos Speranza é uma das três novas vinícolas coloniais do município Foto: Rejane Paludo-Emater/RS-Ascar

Mais quatro agroindústrias familiares de Bento Gonçalves receberam, na tarde desta sexta-feira (18/09), os certificados de inclusão no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) do Governo do Estado. A entrega contou com a presença do presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, e representantes do município e entidades.
A Bodegone, no Vale dos Vinhedos, e a Vinhos Speranza, no distrito de Faria Lemos, elaboram vinho colonial. A BioSabores também é uma vinícola colonial, a primeira do Brasil com produção orgânica, e a Casa Leopoldina comercializa massas. Ambas ficam no Vale dos Vinhedos. Com estas, já são 34 agroindústrias legalizadas no município, número que deverá aumentar até o final do ano.
Os empreendimentos tiveram total apoio da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), desde a análise da viabilidade dos negócios até o acesso a oportunidades de mercado. “Para nós é mais uma conquista, porque somos exemplo para todo o Estado, mostrando que é possível o agricultor familiar ter um estabelecimento formalizado dentro da propriedade e podendo comercializar o seu produto tranquilamente, envolvendo todos os entes familiares também no negócio, e dando oportunidades para as novas gerações que estão nesses locais para constituírem suas famílias e permanecerem no campo”, destaca o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Neiton Perufo. De acordo com ele, a demanda pela legalização de novos empreendimentos é permanente no município e há oportunidades em diversas áreas ainda não exploradas, como laticínios, mel, embutidos e polpa de frutas, entre outras.
Proprietário da Vinhos Speranza, o agricultor Alceu Speranza diz que buscou a legalização da produção de vinho colonial, que é uma tradição de família, para ficar dentro da lei e ampliar os negócios. Neste ano, ele elaborou em torno de 15 mil litros da bebida com uvas próprias, mas já plantou novas variedades viníferas. As vendas acontecem na propriedade e, assim que as feiras forem retomadas, também nesses locais. Além do apoio no processo de formalização do empreendimento, Speranza também teve assistência da Emater/RS-Ascar na qualificação do vinho produzido e na gestão da agroindústria.