Na pandemia, vendas de vinhos brasileiros crescem nos primeiros quatro meses do ano

A comercialização somou 4,4 milhões de litros entre janeiro e abril de 2020, ante 3,2 milhões de litros do primeiro quadrimestre do ano passado Foto: Marlove Perin

As vendas de vinhos brasileiros aumentaram 39% nos quatro primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período em 2019. A comercialização somou 4,4 milhões de litros entre janeiro e abril de 2020, ante 3,2 milhões de litros do primeiro quadrimestre do ano passado. Foram vendidos 35 milhões de litros de vinhos finos nacionais e importados nos quatro primeiros meses de 2020, um incremento de 10% em relação a janeiro e abril de 2019, quando foram comercializados 31,9 milhões de litros. As informações foram compiladas e analisadas pela Associação Brasileira de Sommeiers (ABS-RS), com base nos dados do Cadastro Vinícola, mantido por meio de parceria entre a Uvibra (União Brasileira de Vitivinilcura, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul. “Os números comprovam o que a nossa percepção apontava: o vinho é a bebida da pandemia do coronavírus”, afirma o presidente da ABS-RS, Orestes de Andrade Jr. “As pessoas ficaram mais em casa e escolheram como companhia uma bebida essencialmente sociável e que faz bem pra saúde, se consumida com moderação”, avalia.

As pessoas ficaram mais em casa e escolheram como companhia uma bebida essencialmente sociável e que faz bem pra saúde, se consumida com moderação”, avalia o presidente da ABS-RS, Orestes de Andrade Jr Foto: Divulgação

No total, incluindo os vinhos de mesa, foram comercializados 97 milhões de litros de vinhos finos e de mesa nacionais e importados de janeiro a abril de 2020, um crescimento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado. O presidente da Uvibra, Deunir Argenta, confessa que ficou surpreso com o resultado expressivo na comercialização de vinhos brasileiros neste início do ano. “Estávamos com alguma dificuldade no mercado de vinhos finos nos últimos anos, mas agora estamos animados com a onda de valorização do produto nacional”, comemora.
Segundo Argenta, as vinícolas brasileiras tiveram uma resposta ágil na pandemia. “Vendemos mais porque as vinícolas se mexeram rápido e passaram a vender pela internet. A média de aumento das vendas on-line é de 80%. E quem não comercializava pelo seu site, passou a fazê-lo”, conta. As vinícolas também passaram a se comunicar mais com seus clientes, por meio de lives nas redes sociais e pelos canais de contato direto. “Foi criado um movimento altamente favorável ao vinho brasileiro. Temos uma excelente oportunidade, talvez única, de conquistar um espaço na preferência do consumidor para o vinho brasileiro”, comenta o presidente da Uvibra. Argenta revela que o mês de maio, pelos números preliminares da entidade, vai ser ainda melhor ainda. A perspectiva para o inverno é muito positiva.
A consultora e diretora do Ibravin, Andreia Gentilini Milan, especialista em análise de mercado, observa que os vinhos brasileiros vinham perdendo mercado para os importados de 2015 com uma leve recuperação em 2019 (+5,26%). Mas durante a pandemia, os rótulos brasileiros conseguiram crescimento acima de dois dígitos, impulsionado pela comercialização nos supermercados até R$ 30,00, que representam 70% das vendas de vinhos finos. “Como em outros países, os brasileiros estão bebendo mais vinho durante o confinamento. Estão comprando em supermercados, mas também estão migrando para lojas on-line e adquirindo produtos diretamente de importadores e vinícolas por meio do WhatsApp”, informa.

*Importados*
Apesar de mais tímido do que os rótulos nacionais, os vinhos importados também tiveram acréscimo nas vendas e alcançaram maior volume – 30,6 milhões litros –, 7% superior aos 28,6 milhões de litros de janeiro a abril de 2019. “A dificuldade logística, com dificuldades nos embarques de produtos na origem e no destino, e o câmbio alterado para cima impediram um crescimento maior na venda de vinhos importados”, avalia Andreia Gentilini Milan, que junto com Orestes de Andrade Jr. estão dando um inédito curso on-line sobre “Comunicação e Mercado do Vinho” para alunos de mais de 12 estados brasileiros e até do exterior.
A importação de vinhos aumentou quase 50% em quatro anos, passando de 77,6 milhões de litros em 2015 para 114 milhões de litros em 2019. O maior incremento ocorreu a partir de 2017, quando se intensificaram as importações diretas das redes de supermercado no Brasil, que já são responsáveis por mais de 30% das importações. “Os volumes importados pelo Chile vem se mantendo nos últimos três anos e o grande destaque é Portugal, que quase duplicou o volume de 2015 (9,9 milhões litros) a 2019 (18,2 milhões) ficando na segunda posição do ranking, a frente de Argentina e Itália”, aponta Andreia. Os vinhos portugueses caíram no gosto do brasileiros por serem fáceis de beber, frescos e leves, impulsionando inclusive a retomada do mercado de vinhos brancos no Brasil.
Com o incremento nas vendes neste primeiro quadrimestre, a participação dos vinhos finos brasileiros passou de 10,1% para 12,7% de janeiro a abril de 2020. “Ainda temos um longo caminho a percorrer, porque a cada 10 garrafas de vinhos vendidas no Brasil, apenas uma é brasileira. Se conquistarmos três garrafas destas dez, os resultados das vinícolas brasileiras serão expressivos e históricos”, diz Deunir Argenta.

*Espumantes*
Com o cancelamento de eventos no Brasil inteiro, quem sofreu foram os espumantes. A queda geral na venda dos rótulos borbulhantes no país é de 11,9% no primeiro quadrimestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os espumantes brasileiros sofreram mais: a comercialização caiu 25%. Os moscateis sofreram queda de 4%. Só os espumantes importados cresceram 2%. “Por ser uma bebida festiva, o consumo do espumante foi preterido pelos consumidores em favor do vinho”, analisa o presidente da ABS-RS.
O primeiro quadrimestre, porém, não é representativo em termos de vendas de espumantes no Brasil. Andreia Gentilini Milan diz que 70% dos espumantes são comercializados no último quadrimestre do ano. “Esta queda está diretamente relacionada ao cancelamento de eventos, formaturas, casamentos, festas, entre outras comemorações”, explica.

*Tendências de consumo*
Andreia cita algumas curiosidades deste período de pandemia do coronavírus reveladas no curso de Comunicação e Mercado do Vinho da ABS-RS. As pesquisas por vinho no Google aumentaram em 22% desde o início da quarentena. As duas expressões mais buscadas foram “vinho branco” e “vinho tinto”. O Google ainda recebeu um acréscimo de 60% na busca pela frase “como abrir vinho”, 40% em “abridor de vinho” e 38% mais por “taça de vinho”.
A diretora da ABS-RS aponta como tendências de mercado o consumo em casa, a procura por vinhos mais baratos (com boa relação custo-benefício), maior envolvimento do consumidor com a categoria de vinhos, já que há mais tempo disponível para cursos e busca de informações. “A valorização dos produtos locais é uma boa oportunidade para os vinhos brasileiros, assim como a moda dos vinhos rosés e produtos de empresas com responsabilidade ambiental, social e coletiva”, aponta Andreia Gentilini Milan.

*DIRETO AO PONTO*
– Foram vendidos 4,4 milhões de litros de vinho de variedades viníferas (vinho fino), um aumento de 39% de janeiro a abril de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019.
– Foram vendidos 30,6 milhões de litros de vinhos importados, um acréscimo de 7% de janeiro a abril de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019.
– Foram vendidos 35 milhões de litros de vinhos finos nacionais e importados nos quatro primeiros meses de 2020, um incremento de 10% em relação a janeiro e abril de 2019, quando foram comercializados 31,9 milhões de litros.
– No total, foram vendidos 97 milhões de litros de vinhos finos e de mesa nacionais e importados de janeiro a abril de 2020, um crescimento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 79,9 milhões de litros.
– Os espumantes, em geral, tiveram queda de 11,9% no primeiro quadrimestre de 2020, com a venda de 4,1 milhões de litros.
– Os espumantes moscatéis caíram 4%, com a venda de 1 milhão de litros.
– Os espumantes importados tiveram um acréscimo de 2%, com a venda de 1,5 milhão de litros no primeiro quadrimestre de 2020.
– Os espumantes brasileiros registram uma diminuição de 25% no primeiro quadrimestre de 2020, com a venda de 1,6 milhão de litros.

 

Sicredi Serrana sempre próxima da comunidade

Neste momento de cuidado com a saúde e de incentivo ao distanciamento social, a Cooperativa intensifica a sua atuação nos canais digitais

Iliane Maria Ceccon Tondo, Gerente da agência de Pinto Bandeira, à frente da equipe da agência Foto: Marlove Perin

A Sicredi Serrana está ao lado dos seus colaboradores, associados e comunidade no enfrentamento à pandemia do coronavírus. Ciente do seu papel no que se refere à necessidade de manutenção da atividade econômica, a instituição financeira cooperativa implementou uma série de ações voltadas ao cuidado com a saúde das pessoas, a fim de evitar a propagação da doença e, ao mesmo tempo, garantir o bom atendimento aos seus associados.
Em entrevista, a Gerente da agência de Pinto Bandeira, Iliane Maria Ceccon Tondo, conta que a limpeza e a higienização das agências foram intensificadas, há álcool gel disponível em todos os ambientes e os espaços dos caixas eletrônicos receberam marcação no chão para sinalizar o distanciamento, tudo pensado para assegurar as melhores condições para os associados que precisam ir até as agências.

Agência de Pinto Bandeira

Com a pandemia, como a Sicredi Serrana, que sempre prezou pela proximidade e pelo contato “olho no olho” com o associado, está trabalhando?
“Nossas ações refletem os nossos valores. Estamos fazendo a nossa parte para evitar a propagação do vírus e orientamos que todos sigam os cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde. Desde o início, nossa preocupação foi com o bem-estar das pessoas, mas não fechamos os olhos para a saúde financeira dos nossos associados.
Por isso, buscamos formas de estar próximos, mesmo distantes fisicamente – seja através de uma orientação por telefone, do atendimento controlado na agência ou de visitas virtuais.” Iliane também explica que para atendimento à população que faz parte do grupo de risco, há um horário exclusivo, das 9 às 10 horas. “Com o avanço da pandemia, a Sicredi Serrana passou a trabalhar com o rodízio de colaboradores: uma parte do quadro atua nas agências e a outra em home office, fazendo contatos proativos com os associados para conversar e entender as necessidades de cada um. O uso do autoatendimento na agência segue disponível, porém a Serrana incentiva os associados a utilizarem o aplicativo para serviços como transferências e pagamentos, além do Internet Banking, que pode ser acessado pelo computador. Outras formas de contato com a agência são através do WhatsApp (51) 3358 4770, com atendimento das 9 às 17 horas, e do telefone 54 3468-0043.”

Atenção às condições de saúde da região
Frente às necessidades de estrutura e preparo que as cidades teriam que ter para atender as demandas da comunidade, a Sicredi Serrana, com o apoio do poder público e de entidades dos 23 municípios de sua área de atuação, mapeou prioridades no segmento da saúde. Este olhar de cuidado e carinho com as pessoas culminou com o redirecionamento dos recursos do Fundo Social de 2020 – cerca de 1,2 milhões de reais, que a Cooperativa destinaria à educação e cultura, foram investidos em saúde, culminando com a ampliação de leitos em hospitais, a compra de equipamentos, entre outros.

Acompanhamos nas mídias uma série de comunicações falando sobre a ampliação do prazo de pagamento de dívidas, a isenção do IOF e as linhas de crédito para folha de pagamento. Como a Sicredi Serrana se posiciona neste cenário?
“A Cooperativa está disponível para apoiar financeiramente os seus associados”, reforça Iliane. Referente à isenção de IOF e às linhas de crédito para folha de pagamento, como são iniciativas do governo, estão disponíveis em todas as instituições financeiras, inclusive na Sicredi Serrana. Sobre as ações do governo de isenção do IOF, todas as operações de crédito no período de 03 de abril a 03 de julho não têm incidência de alíquota de IOF básico e nem adicional. Isso para novas contratações, prorrogações, renegociações, enfim, para todas as operações tanto de adimplentes quanto de inadimplentes. Para obter linha de crédito para a folha de pagamento junto à Cooperativa, a empresa deve ter faturamento mínimo de 360 mil e máximo de 10 milhões anuais e possuir a folha de pagamento de seus funcionários com a Sicredi Serrana. O valor é limitado a R$ 2.090,00 por funcionário e a dois meses de salários. As empresas que utilizarem esta linha não poderão demitir sem justa causa neste período, conforme estabelecido pelo governo. “Paralelo às iniciativas do governo, a Sicredi Serrana, conta com linhas próprias para atender prontamente os associados: linhas emergenciais, capital de giro, investimentos, comercialização e convênios de antecipação do pagamento da safra do produtor. Sobre a ampliação do prazo de pagamento de dívidas, a Cooperativa optou pela flexibilidade, podendo trabalhar com 60 dias ou mais, conforme as necessidades de cada associado, priorizando o entendimento do seu momento de vida, o impacto da pandemia no seu dia a dia, e um olhar sobre a perspectiva do seu futuro financeiro”, explica Iliane.

Sobre a suspensão da prova de vida
O governo formalizou a suspensão da prova de vida para aposentados e pensionistas por 120 dias, a contar de 16 de março. Normalmente, todo segurado que recebe o benefício através de conta em banco ou cartão magnético precisa passar por este procedimento presencial uma vez ao ano. “Assim que for liberada a prova de vida, a Sicredi Serrana, como de costume, informará aos seus associados sobre as novas datas”, reforça Iliane.

O momento econômico atual impactou na liberação de recursos para os investimentos do agronegócio?
“A crise provocada pelo coronavírus paralisou atividades, estagnou setores e impactou diretamente a economia nacional. É claro que este cenário impacta também no agronegócio, porém não de uma forma tão imediata”. Iliane acredita que o impacto virá no momento de comercialização de safras. “Mesmo com os produtores rurais
cautelosos, liberamos neste período aproximadamente 2,1 milhões de reais para investimentos em Pinto Bandeira, seja para novos plantios, aquisição de máquinas e equipamentos para modernização das propriedades”, complementa a Gerente. “Como já é “clichê”: o Agro não para. E isso nós consideramos um forte pilar de sustentação da economia. E somos fortes apoiadores deste segmento em toda a nossa região. Ao estarmos juntos e sermos consultores dos nossos associados, fortalecemos ainda mais o nosso propósito de “Fazer o Mundo Prosperar”, valorizando e fortalecendo a essência do cooperativismo para os mais de 115 mil associados da Serrana”, diz ela.

A empresa tem uma grande força no interior?
“Um indicador interessante, que reforça a força do Sistema Sicredi no Rio Grande do Sul, é que nos municípios com menos de 100 mil habitantes, 40% da população economicamente ativa é associada da Cooperativa. Outro ponto relevante é a inclusão financeira: em 99 municípios do estado, o Sicredi é a única instituição financeira presente, fomentando o desenvolvimento regional. E a Sicredi Serrana faz parte deste contexto.”

Cuidado redobrado com golpes e fraudes
Iliane alerta para que os associados fiquem atentos aos golpes e fraudes que estão sendo praticados por telefone e internet. “Informamos que nunca ligamos para você solicitando dados pessoais, senhas e códigos recebidos por SMS. Não enviamos mensagens via SMS com links para transações. Se isso acontecer com você, desligue imediatamente e entre em contato com a gente, ou pela Central de Atendimento: 0800 724 7220.” A Sicredi Serrana quer fazer a diferença neste momento de desafio e contribuir com a recuperação do país o mais rápido possível.

A limpeza e a higienização das agências foram intensificadas, há álcool gel disponível em todos os ambientes e os espaços dos caixas eletrônicos receberam marcação no chão para sinalizar o distanciamento, tudo pensado para assegurar as melhores condições para os associados que precisam ir até as agências.

Em Bento Gonçalves, comunidade se prepara para acolher imagem de Santo Antônio com procissões motorizadas no dia 13 de junho

Programação ganhou novo formato em decorrência da pandemia da Covid-19. Missas serão transmitidas pelas redes sociais e seis carreatas visitarão diversos pontos da cidade

Santo Antônio – crédito Gabriel Agostini Comerlatto

Os bentogonçalvenses prestarão homenagem ao padroeiro do município, em 2020, de uma forma jamais vista na história dos festejos – que já somam 142 anos de tradição. No próximo sábado, 13 de junho, as celebrações em honra a Santo Antônio convidam a comunidade a uma profissão de fé de forma criativa: rezando com as Missas transmitidas pelas plataformas digitais e acompanhando as procissões motorizadas, que irão percorrer as Comunidades da Paróquia e visitar diversas entidades.
A adaptação é decorrência da pandemia da Covid-19, que suspendeu temporariamente atividades com aglomeração de pessoas para preservar a saúde dos cidadãos. “Então, neste ano, é Santo Antônio que vai até a casa das pessoas, um desafio que combina muito bem com o lema da 142ª edição da festa: Com Santo Antônio: Ide e Anunciai”, resume o pároco da Paróquia Santo Antônio, padre Ricardo Fontana.
A programação do Dia Festivo terá duas Missas – às 08h30min e às 18h – com transmissão pelo Facebook, Instagram e YouTube da Paróquia. Ao meio-dia, o bispo da Diocese de Caxias do Sul, Dom José Gislon, fará a bênção dos alimentos das famílias, ao vivo, pelos mesmos canais.
Durante o dia, os devotos são convidados a participarem das procissões motorizadas, que ocorrem às 10h e às 14h, conduzindo a imagem de Santo Antônio pelas Comunidades, Núcleos Comunitários, Hospital Tacchini, UPA 24h, Colégios Sagrado Coração de Jesus, Marista Aparecida e Scalabriniano Medianeira, Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Igrejas Matriz das Paróquias de Bento Gonçalves (confira os roteiros abaixo). Não haverá estacionamento no entorno do Santuário, portanto, os veículos podem ingressar na procissão motorizada ao longo do trajeto ou aguardar nas Comunidades.
Quando as carreatas chegarem nos pontos de parada onde o padre dará a bênção, a recomendação é para que não haja aglomeração de pessoas. As famílias são convidadas a prepararem pequenos altares nas janelas e sacadas com a imagem do Padroeiro ou algum símbolo que a devoção ao Santo. Esses registros podem ser compartilhados nas redes sociais com a hashtag #142FestadeSantoAntonio.
Veja os trajetos das procissões motorizadas da 142ª Festa de Santo Antônio:

PROCISSÃO DAS 10H

TRAJETO 01
1. Saída em frente ao Santuário Santo Antônio: Rua Marechal Deodoro – Rua General Gomes Carneiro – Rua Guilherme Fasolo – Retorno na Rotatória da Fasolo – Rua Guilherme Fasolo – Rua Fioravante Pozza – Rua Camilo Pasqueti – Rua Emílio Pozza:
2. Igreja Santa Maria Goretti (parada para bênção) – Rua Loreno Berto – Travessa Refatti – BR 470 – Retorno no Posto do Hélio – BR 470 – Rua Eugenio Dal Molin:
3. Igreja Sagrado Coração de Jesus (parada para bênção, retorno na própria rua) – BR 470 – Rua Sebastião Félix Pellizzer:
4. Igreja Nossa Senhora Medianeira (parada para bênção, retorno no final da rua) – BR 470 – Rua Luiz Tomedi:
5. Igreja Nossa Senhora Aparecida (parada para bênção) – Travessa Ângelo Narciso Bridi – (à direita) Rua Adelaide Basso Pasquali – Rua Osvaldo Henrique Veríssimo – Rua José Marcon – (à direita) Rua Alceu Sabino:
6. Igreja São Paulo Apóstolo (parada para bênção) – (à esquerda) Rua Osvaldo Henrique Veríssimo – (à direita) Rua Adelaide Basso Pasquali – Travessa Ângelo Narciso Bridi – Rua Luiz Pedro de Marco – Rua Pedro De Toni – (à esquerda) Rua Mauri Alcides Scussel:
7. Igreja Santa Paulina (parada para bênção) – Rua Adelino Luiz Caimi – (à direita) Rua Luiz Pedro de Marco – Rua Livramento – Rua Augusto Geisel:
8. Colégio Sagrado Coração de Jesus (parada para bênção) – (à esquerda) Rua Candelária – (à direita) Avenida Osvaldo Aranha – Rua Dez de Novembro – Travessa Cuiabá – Rua Senador Alberto Pasqualini:
9. UPA 24H (parada para bênção) – Rua Belo Horizonte – (à esquerda) Rua Fortaleza – Rua Dez de Novembro – Avenida Osvaldo Aranha:
10. Corpo de Bombeiros (parada para bênção) – Rua Antônio Gracioso Guindani – Rua General Gomes Carneiro – Rua Barão do Rio Branco – Rua Dr. Montaury – Término em frente ao Santuário Santo Antônio.

TRAJETO 02
1. Saída em frente ao Santuário Santo Antônio: Rua Marechal Deodoro – Rua Assis Brasil – Rua Borges do Canto – Rua Dr. Beniamino Giorgi:
2. Igreja São Francisco Do Assis (parada para bênção) – (à esquerda) Rua Garibaldi – Rua Júlio de Castilhos – Rua Dr. José Mário Mônaco:
3. Hospital Tacchini (parada para bênção) – Rua General Osório:
4. Colégio Scalabriniano Medianeira (parada para bênção) – (à direita) Rua Marechal Floriano – Rua Saldanha Marinho – Rua Ramiro Barcelos:
5. Colégio Marista Aparecida (parada para bênção) – Rua Pernambuco – (à direita) Rua Oswaldo Henrique Fornari – (à esquerda) Rua Elizeu Grasselli – (à esquerda) Rua Amábile Campagnolo Sonza:
6. Igreja Nossa Senhora do Rosário (parada para bênção) – Rua Pernambuco – Rua Ernesto Lorenzoni – Rua Henrique Bernardi – (à direita) Rua Geraldo Fasolo:
7. Igreja Santa Lúcia (parada para bênção) – (à esquerda) Rua Prof. Pedro Rosa – Rua Giovani Girardi – (à direita) Travessa Ângelo Dalla Colleta – Rua Luiz Cao – (à esquerda) Rua Prof. Pedro Rosa – Rua Humaitá – Travessa Maranhão – Travessa Minas Gerais – Travessa Móron – Rua Marechal Deodoro – Rua Barão do Rio Branco – Rua Dr. Montaury – Término em frente ao Santuário Santo Antônio.

TRAJETO 03
1. Saída em frente ao Santuário Santo Antônio: Rua Marechal Deodoro – Rua Barão do Rio Branco – Rua General Cândido Costa – Avenida Dr. Antônio Casagrande:
2. Paróquia Cristo Rei (parada para bênção) – Rua Duque de Caxias – Rua Silva Paes – (à direita) Rua Olavo Bilac – (à esquerda) Rua Tietê – Rua Xingú – Rua Herny Hugo Dreher – Rua Camilo Leindecker – Rua Sete de Setembro – (à esquerda) Rua Tomas Pintarelli:
3. Igreja São José Operário (parada para bênção, retorno na própria rua) – (à esquerda) Rua Sete de Setembro – (à esquerda) Rua Pedro Pedrotti – (à esquerda) Rua Mário Italvino Poletto – (à direita) Avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco – Rua Aristides Bertuol – Rua Ari da Silva:
4. Igreja Nossa Senhora das Graças (parada para bênção, retorno na própria rua) – Rua Ari da Silva – (à direita) Rua Aristides Bertuol – Avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco – Rua Eugênio Valduga – (à esquerda) Rua Cavalheiro José Farina – (à direita) Rua Marques de Souza – (à esquerda) Rua Fortunato João Rizzardo – (à direita) Rua São Paulo:
5. Igreja Nossa Senhora do Carmo (parada para bênção) – Rua São Paulo – Estrada Buratti:
6. Igreja Divino Espírito Santo (parada para bênção) – Estrada Buratti – Rua São Paulo – Rua Paraná – (à esquerda) Rua Ramiro Barcelos – Rua Assis Brasil – Rua Dr. José Mário Mônaco – Rua Júlio de Castilhos – Rua Marechal Deodoro – Término em frente ao Santuário Santo Antônio.
PROCISSÃO DAS 14H

TRAJETO 01:
1. Saída em frente ao Santuário Santo Antônio: Rua Marechal Deodoro – Rua General Gomes Carneiro – Rua Guilherme Fasolo – Avenida São Roque:
2. Paróquia São Roque (parada para bênção) – Avenida São Roque – BR 470 (fazer contorno à esquerda no trevo) – RS 431:
3. Paróquia Nossa Senhora do Rosário (parada para bênção, contorno ao redor da Igreja) – RS 431 (fazer contorno à direita no trevo) – BR 470 – Avenida Alvi Azul:
4. Estádio Montanha dos Vinhedos (parada para bênção) – (à esquerda) Rua Julieta Sassi Dreher – Rua Arthur Dequigiovani – (à direita) Rua Maximino Tranquilo Bortolini – (à direita) Rua Arlindo Baccin – Rua Nilo Jacintho Carraro – Rua Maximino Tranquilo Bortolini:
5. Igreja Nossa Senhora da Saúde (parada para bênção) – Rua Luiz Zorzi – (à esquerda) Rua Arlindo Baccin – Estrada Linha Zemith:
6. Igreja Santíssima Trindade (parada para bênção) – Estrada Linha Zemith – (à direita) Rua Arlindo Baccin – BR 470 (contorno na BR em frente a Rede Pneu) – Travessa Refatti – Avenida Osvaldo Aranha – Rua Antônio Gracioso Guindani – Rua General Gomes Carneiro – Rua Barão do Rio Branco – Rua Dr. Montaury – Término em frente ao Santuário Santo Antônio.

TRAJETO 02:
1. Saída em frente ao Santuário Santo Antônio: Rua Marechal Deodoro – Rua Assis Brasil – (à esquerda) Rua Marques de Souza:
2. Cemitério Público Municipal Central (parada para bênção): Rua Cavalheiro José Farina – Travessa Francisco Franzoni – (à esquerda) Rua Artur Ziegler – (à esquerda) Rua Rosa Tesheiner:
3. Igreja Santa Catarina (parada para bênção) – (à direita) Rua Professor Angelo Roman Ross – (à esquerda) Rua Professor Félix Faccenda – (à direita) Rua Cavalheiro José Farina – Rua Júlio Gehlen:
4. Igreja Imaculado Coração de Maria (parada para bênção, retorno na própria rua) – (à esquerda) Rua Augusto Caprara – Rua Luiz Milan – (à esquerda) Rua Carlos Dreher Neto:
5. Igreja São Cristóvão (parada para bênção) – Rua Arlindo Augusto Menegotto:
6. Igreja Nossa Senhora de Caravaggio (parada para bênção) – Rua Ercilio Waldir Muraro – (à direita) Rua Aurélio Peruffo – (à direita) Rua Carlos Dreher Neto – Rua Luiz Milan – Rua Augusto Caprara – (à direita) Rua Guerino Dalla Chiesa – Rua Pedro Menegotto Sobrinho – (à esquerda) Rua Antônio Poleto – Rua Teotônio Vilela:
7. Brigada Militar (parada para bênção) – (à esquerda duas vezes) Rua Joana Guindane Tonello – Rua Cesarino Carlo Romagna:
8. Igreja Nossa Senhora de Fátima (para para bênção) – Rua Dionísia Morbini Lima – (à esquerda) Rua Mário Morassutti – (à esquerda) Rua São Paulo – Rua Dr. José Mário Mônaco – Rua Júlio de Castilhos – Rua Marechal Deodoro – Término em frente ao Santuário Santo Antônio.

TRAJETO 03
1. Saída em frente ao Santuário Santo Antônio: Rua Marechal Deodoro – Rua Assis Brasil – (à esquerda) Rua Marques de Souza – Rua Cavalheiro José Farina – Rua Rubens Reali – (à esquerda) Rua Júlio Dal Ponte – Rua Amélio Bergamini – (à esquerda) Rua Antônio Martinelli – Rua Joana Guindane Tonello:
2. Centro de Treinamento dos Bombeiros da Serra Gaúcha (parada para bênção) – Rua José Benedetti:
3. Igreja São Pedro (parada para bênção) – (à direita) Rua José Benedetti – Rua Avelino Signor:
4. Gruta Nossa Senhora de Lourdes (parada para bênção) – Rua Avelino Signor – Rua Francisco Ferrari:
5. Igreja Imaculada Conceição (parada para bênção) – (à esquerda) Estrada Barracão – Estrada São Pedro:
6. Igreja Santo Antoninho (parada para bênção) – Estrada São Pedro – (à direita) Estrada São Miguel:
7. Igreja São Miguel (parada para bênção) – Segue em frente Estrada São Miguel e entra à direita – (à direita) RS 444 – Rua Ignez Merlin Osmarin:
8. Igreja Jesus Bom Pastor (parada para bênção) – Via dos Imigrantes – RS 444 – Rua Aristides Bertuol – Avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco – Rua General Góes Monteiro – Rua General Vitorino – Rua Cavalheiro Horácio Mônaco – Rua Júlio de Castilhos – Rua Marechal Deodoro – Término em frente ao Santuário Santo Antônio.

Confira os links das redes sociais da Paróquia Santo Antônio:
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Instagram: www.instagram.com/paroquiasantoantoniobg
YouTube: www.youtube.com/channel/UCdc-j2Vuw-zDNOun-xPZTrA

Produtividade do milho é tema de seminário técnico online nesta terça-feira (09/06)

O 1º Webinar Técnico Pró-Milho acontece na manhã desta terça-feira (09/06), às 9h, com transmissão ao vivo no canal do YouTube do Rio Grande Rural (https://cutt.ly/emater_forms ou https://cutt.ly/ematerrs) e através do facebook.com/EmaterRS. Promovido pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), o Webinar objetiva abordar, através de especialistas, todas as etapas de produção de milho.
Qualidade de semeadura para altas produtividades do milho é o tema que será abordado pelo doutor e professor do Departamento de Plantas de Lavoura da Ufrgs, Christian Bredemeier. Na sequência, o professor do Departamento de Solos da Ufrgs, Tales Tiecher, vai falar sobre Adubação em milho para altas produtividades. Para finalizar a atividade, o meteorologista do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Seapdr, Flávio Varone, vai apresentar a Previsão Climática para a Safra 2020/2021.

CIC-BG recebe doações de alimentos e agasalhos do Sicoob Meridional

Material arrecadado será destinado à população carente de Bento Gonçalves por meio do braço social da entidade, que é a ONG Parceiros Voluntários

Parceiros Voluntários destinará doações à comunidade carente de Bento Gonçalves – Fotos: Exata Comunicação

O empresariado e a comunidade bento-gonçalvense estão fazendo sua parte quando o assunto é a solidariedade. Mesmo em meio à crise, ações beneméritas têm crescido e aflorado sentimentos positivos e de auxílio ao próximo. Exemplo disso são as doações recebidas pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves e distribuídas pela ONG Parceiros Voluntários, braço social da entidade. Alimentos e agasalhos estão na lista de itens que têm levado esperança por dias melhores às famílias carentes do município.
Um dos responsáveis pela corrente das boas iniciativas é o Sicoob Meridional. A agência, localizada no bairro Cidade Alta, arrecadou donativos, como litros de leite e itens de higiene, entre colaboradores e cooperativados e destinou toda a quantia para que a ONG faça a distribuição às entidades conveniadas. “A essência do cooperativismo é a fraternidade, o atendimento humanizado. Por isso, consideramos de suma importância atos como esse, pois contribuirmos de alguma forma com a nossa comunidade”, destaca Sabrina Rinaldi Barni, gerente da agência – que segue recebendo doações dos interessados em apoiar a causa.
Quem também se engajou na iniciativa foi a loja Porta Azul Fashion Design. Até o dia 20 de junho, o estabelecimento está com a Campanha do Agasalho 2020, e já destinou parte do montante arrecadado à Parceiros Voluntários. São peças higienizadas e separadas para o público masculino, feminino e infantil.

Entretenimento e solidariedade
Outra importante ação que contribuiu para endossar a causa foi a arrecadação de alimentos encampada pela transmissão online do ‘Boteco do Chaleira’. A primeira edição da live, que reuniu artistas de bandas gaúchas, ocorreu no dia 28 de maio – com mais de 40 mil visualizações nas plataformas digitais. Parte do montante de cestas básicas arrecadadas foi destinada para a ONG. “É gratificante realizarmos essa entrega de doações, captadas por meio de um projeto que valoriza artistas regionais e exerce a solidariedade”, comenta Samir Hernandez de Lima, organizador da live. As próximas transmissões também contarão com doações destinadas à Parceiros Voluntários.

Faça parte dessa corrente do bem
A Parceiros Voluntários, que destinará todas as doações para a comunidade carente de Bento Gonçalves, atua há mais de 20 anos no município sob a tutela do Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG). A ONG incentiva o envolvimento comunitário por meio de ações de conscientização, estimulando pessoas físicas e jurídicas a exercerem o voluntariado. Os interessados em realizar alguma doação podem entrar em contato pelo telefone (54) 2105-1999 ou pelo e-mail parceiros@parceirosvoluntarios-bg.org.br.

Vinhos da Campanha Gaúcha conquistam Indicação Geográfica

A Indicação Geográfica foi concedida na modalidade Indicação de Procedência (IP), cuja obtenção contou com apoio da pesquisa científica

Graças à organização dos produtores da região, os vinhos finos tranquilos e espumantes da região da Campanha Gaúcha conquistaram a Indicação Geográfica (IG), que confere o direito de uso do signo que atesta a origem da bebida. Solicitada pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a IG foi concedida na modalidade Indicação de Procedência (IP), cuja obtenção contou com fundamental apoio da pesquisa científica.
O selo garante que o vinho daquela garrafa expressa as características da região na qual foi produzido. Para chegar a esse resultado, a bebida deve ser fruto de uma rigorosa fase de produção de uvas na área delimitada, bem como de elaboração, na qual devem ser atendidos os requisitos estabelecidos no Caderno de Especificações Técnicas, que define desde as variedades de uva autorizadas para a elaboração dos vinhos, até a etapa de sua degustação, quando um painel de especialistas avalia se o vinho pode receber a atestação de conformidade como produto da Indicação de Procedência Campanha Gaúcha.
O trabalho para obtenção do selo
A qualidade que o consumidor irá saborear na taça, atestada pelo selo da IP, é resultado de um processo que envolveu cerca de cinco anos de pesquisas, discussões e estudos de um grupo interdisciplinar sobre a região, que elaborou um dossiê, incluindo elementos científicos, gerados em projeto liderado pela Embrapa Uva e Vinho (RS). Esse trabalho fez parte do material analisado pelo INPI e que resultou no reconhecimento da IP.
“A originalidade dos vinhos da Campanha Gaúcha amplia e valoriza a qualidade e a diversidade da vitivinicultura brasileira”, avalia o pesquisador Jorge Tonietto, da área de Zoneamento da Embrapa Uva e Vinho, que coordenou o grupo temático do projeto de estruturação da IP. Ele conta que o trabalho começou oficialmente em 2013, com a aprovação do projeto Desenvolvimento da Indicação de Procedência Campanha Gaúcha para vinhos finos. “Foi um desafio diferente para a equipe, pois foi o primeiro projeto de estruturação de IG de vinhos finos coordenado pela Embrapa localizado fora da Serra Gaúcha, polo fundador da vitivinicultura brasileira. O País já conta com diversas indicações geográficas reconhecidas que a Embrapa ajudou a estruturar”, orgulha-se o cientista.

O vinho dos pampas
Localizada no bioma Pampa, a Campanha Gaúcha tem características únicas, de acordo com Tonietto. É a região produtora mais quente e com menor volume de chuvas do Sul do Brasil. As grandes extensões de áreas planas ou de baixa declividade também são um diferencial da Campanha. “Elas facilitam a mecanização na viticultura, um fator de competitividade adicional para a região por reduzir custos e possibilitar maior escala de produção”, revela Tonietto.
“Estamos muito felizes com essa conquista que representa uma qualidade atribuída aos vinhos da região”, celebra Clori Peruzzo, presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, que é a gestora da Indicação de Procedência por meio do Conselho Regulador. Ela destaca que a região conta com 17 vinícolas (veja quadro) e espera que muitas já comecem imediatamente o processo de produção de vinhos com IP. “Há menos de 30 dias terminamos a safra e com certeza foi uma das melhores dos últimos dez anos. Vamos trabalhar para que os nossos vinhos estejam no mercado o mais rápido possível”, afirma.

Arte: Fábio Ribeiro

Peruzzo comenta que a expectativa das vinícolas é que esse reconhecimento chame a atenção dos consumidores para os produtos e motive ainda mais o turismo na região. “Já temos na Campanha nove vinícolas com estrutura para receber os turistas e tenho certeza que muito em breve outras também irão implementar em seus projetos novos serviços, dando mais espaço para o enoturismo”, antecipa.
Ela conta que os apaixonados por vinhos buscam cada vez mais experiências completas. Visitar a região, desfrutar a paisagem, visitar o parreiral no qual a uva foi cultivada e a vinícola onde o vinho foi elaborado, ouvir a história, conversar com o produtor, ouvir as explicações enquanto o vinho é degustado entre barricas ou espaços especiais para recebê-lo, são fatores que conferem um sabor especial ao vinho degustado.

Onde fica a Campanha Gaúcha?

Delimitação: Ivanira Falcade e Jorge Tonietto

No extremo sul do Brasil, fazendo fronteira com a Argentina e o Uruguai, a região delimitada da Indicação de Procedência totaliza 44.365 km2. A Campanha Gaúcha é contornada pelas regiões da Serra do Sudeste, Missões e Depressão Central. Está localizada entre as coordenadas 29º e 32º de Latitude Sul, faixa de regiões vitivinícolas mundiais conhecidas: Chile, Argentina, Uruguai, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália.
Ela abrange em todo ou em parte 14 municípios: Aceguá, Alegrete, Bagé, Barra do Quaraí, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra, Itaqui, Lavras do Sul, Maçambará, Quaraí, Rosário do Sul, Santana do Livramento e Uruguaiana.
Segundo dados do último Cadastro Vitícola, a área de vinhedos com variedades de Vitis vinifera da Campanha totaliza 1.560 ha. Eles estão cultivados tradicionalmente em espaldeiras, o que facilita a mecanização e proporciona sanidade no vinhedo por permitir melhor circulação de ar e incidência dos raios solares nas plantas.
A Campanha Gaúcha é o segundo maior polo produtor de vinhos finos do Brasil, respondendo por 31% da produção, vindo após a Serra Gaúcha, onde se concentram 59% da produção nacional. É uma das regiões que passou a elaborar vinhos na década de 1980 e, a partir dos anos 2000, ganhou novo impulso, com aumento da área cultivada e o surgimento de diversas vinícolas na região.
Os primórdios da vitivinicultura da região remontam às reduções jesuíticas que se instalaram nas regiões oeste e central do Rio Grande do Sul e pela influência dos colonizadores portugueses do leste do estado. Atualmente, a região também é importante na produção, em larga escala, de trigo, arroz e soja, bem como na silvicultura.
Delimitação: Ivanira Falcade e Jorge Tonietto
“É uma imersão em um mundo tão rico, que envolve o patrimônio cultural, os valores imateriais, a paisagem construída, as particularidades do terroir e a qualidade diferencial dos vinhos. Uma experiência única”, ressalta Ivanira Falcade, professora aposentada da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e membro da equipe do projeto.
Além de atuar na delimitação da área da IP, Falcade liderou o estudo das paisagens e dos elementos naturais e culturais identitários da região que já são associados ao vinho e auxiliam no enoturismo. “Embora a viticultura nessa região tenha iniciado há muito tempo, há décadas que a cultura de videiras foi aumentando e construindo uma identidade aos vinhos da Campanha Gaúcha”, comenta.
Como as grandes regiões vitivinícolas do mundo, ela conta que a região tem desenvolvido atividades de enoturismo, criando espaços de recepção, degustação e até de enogastronomia e realização de eventos, como o Festival Binacional de Enogastronomia, realizado em Santana do Livramento e Rivera (Uruguai).
Os vinhos da Indicação Geográfica agora reconhecida refletem a composição das diversas uvas que se adaptaram à região e às condições do clima, do solo e da paisagem, na qual predominam as planícies, coxilhas e cerros. “Os dias ensolarados e as temperaturas altas de verão são elementos naturais que influenciam a maturação das uvas e deixam suas marcas nas características dos vinhos”, destaca Mauro Celso Zanus, pesquisador da Embrapa responsável pela caracterização sensorial dos vinhos da Campanha Gaúcha.
Ao longo do desenvolvimento do projeto, foram realizadas visitas às vinícolas para conhecer melhor a região e conduzidas sessões de degustações, nas quais as vinícolas apresentavam seus produtos a um grupo dos enólogos que os degustava e avaliava, buscando identificar e destacar elementos característicos. “Esses momentos foram fundamentais para catalogar a produção da região e elaborar o perfil sensorial dos vinhos. Essa base de dados fornece subsídios e informações para os avanços”, conta Zanus.

Controle rigoroso de qualidade
Os tipos de vinhos finos contemplados na IP Campanha Gaúcha são os espumantes naturais e os vinhos tranquilos brancos, rosés e tintos, com diferentes nuanças de cor, aroma e sabor, exclusivamente elaborados a partir de cultivares de Vitis vinifera.

A produção de uvas deve ocorrer integralmente na área delimitada, atendendo a limites máximos de produtividade por hectare dos vinhedos conduzidos em espaldeira, e atingir padrões de qualidade da uva para poder seguir para vinificação. Além disso, os vinhos devem atender a padrões analíticos mais exigentes e ser aprovados sensorialmente às cegas por comissão de degustação.

O reconhecimento de uma nova Indicação Geográfica
“A cobrança dos produtores da Campanha Gaúcha por ações de pesquisa na região vem de longa data. Eles me acompanham desde a década de 1990”, comenta José Fernando da Silva Protas, chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho. “É importante dizer que a vitivinicultura da Campanha é totalmente diferente da Serra Gaúcha, nosso principal referencial”, ressalta.Em 2010, os produtores se reuniram e criaram a Associação dos Produtores dos Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, com o objetivo de valorizar o território da uva e do vinho da região e novamente retomaram o contato com a Embrapa. “A demanda do setor produtivo organizada por meio de uma associação é o primeiro passo para a Embrapa iniciar um projeto que apoie todas as pesquisas necessárias para caracterizar a região e seus produtos, fatores essenciais para o reconhecimento de uma Indicação de Procedência”, comenta Protas.
Sob a liderança do pesquisador da Embrapa Samar Velho da Silveira, o projeto “Desenvolvimento da Indicação de Procedência ‘Campanha’ para vinhos finos e espumantes” reuniu 41 pesquisadores e mais 30 colaboradores de dez instituições parceiras, que consolidaram muitas informações sobre a região (veja box ao lado).
Silveira destaca como outro importante resultado as inúmeras publicações em periódicos nacionais e internacionais, o desenvolvimento de dissertações de mestrado, teses de doutorado e ainda uma publicação que conterá um resumo com os dados do projeto e os principais resultados obtidos. “Esses documentos caracterizam essa importante região vitivinícola e apresentam informações do setor”, conclui.
“Os projetos da Embrapa são dinâmicos para atender demandas cada vez mais especializadas – hoje temos projetos de apoio às Indicações Geográficas, selecionando leveduras nativas para fortalecer o elo entre o produto e sua origem. Também estamos selecionando os melhores clones das principais variedades de videira para cada IG. Normalmente trabalhamos com projetos de três a quatro anos de duração”, declara Tonietto (Breve história das IGs no Brasil).

Ilustração: Luciana Prado

Como são os vinhos da IP Campanha Gaúcha
A partir das sessões de análises de laboratório e sensorial realizadas pela equipe do projeto, o pesquisador Zanus fez uma síntese do perfil sensorial dos vinhos da Campanha Gaúcha:
– Os vinhos espumantes apresentam coloração clara ou rosé, são leves, delicados, frescos, de acidez moderada e fáceis de beber.
– Os vinhos rosés têm um matiz vermelho-claro ou salmão, são sutilmente frutados, delicados, mas com boa persistência de paladar.
– Os vinhos brancos têm predominantemente um matiz palha ou amarelo-claro. Os aromas são finos, variam conforme o caráter de cada uva: varietal Pinot Grigio (notas de pera), Riesling (notas cítricas), Chardonnay (notas de abacaxi), Sauvignon Blanc (notas tropicais e sutil vegetal) e Gewurztraminer (notas de lichia e rosas). A madeira (carvalho) não é muito presente, para ressaltar os aromas da fruta. No paladar são vinhos leves, embora o Chardonnay, muitas vezes – conforme o estilo buscado pela vinícola, possa ser mais encorpado, volumoso e intenso. Quase todos têm uma moderada acidez – devido às noites quentes de verão, com um bom equilíbrio de sabor. São vinhos predominantemente jovens e fáceis de beber.
– Os vinhos tintos também são variados, conforme as uvas empregadas. Predominam aqueles de cor com matiz vivo, rubi-claro, olfato de média intensidade, com notas de frutas maduras, variando do frutado intenso no Tempranillo e Merlot, cassis no Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, para as notas mais complexas de menta e especiarias no Tannat, que também pode participar de cortes com as castas tintas. No sabor os vinhos são macios, com acidez moderada, bom corpo e volume. Destaca-se nos tintos o varietal Tannat, uva que amadurece por completo e parece ter encontrado excelente adaptação, originando um vinho de coloração intensa, com boa estrutura, de taninos e de acidez, macio e potente, podendo, inclusive, ser envelhecido por mais tempo, quando adquire elevada complexidade de sabor.

*Selo atestará origem e qualidade dos vinhos produzidos na Campanha Gaúcha.
*Apoiada pela pesquisa científica, conquista impulsionará enoturismo na região.
*Relevo favorece a colheita mecanizada, reduzindo os custos de produção.
*A Campanha Gaúcha está localizada em faixa de latitudes de regiões vinícolas reconhecidas pela qualidade: África do Sul, Austrália, Argentina, Chile, Uruguai e Nova Zelândia.
*Indicação vai popularizar o terroir da região dos pampas.

Trabalho de uma ampla rede
O Projeto da IP Campanha Gaúcha foi coordenado pela Embrapa Uva e Vinho e contou com a participação da Embrapa Clima Temperado, Embrapa Pecuária Sul, Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Associação de Produtores dos Vinhos Finos da Campanha Gaúcha (Vinhos da Campanha Gaúcha), Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário Edmundo Gastal (Fapeg) e Rede de Centros de Inovação em Vitivinicultura – Recivitis, mantida pelo convênio entre o Sibratec, Financiadora de Estudo se Projetos (Finep) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI).

Sindmóveis define nova data para a Movelsul Brasil 2020

Feira está reagendada para a semana de 14 a 17 de setembro, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves

Adiada no mês de março devido ao avanço mundial da Covid-19, a Movelsul Brasil, maior feira de móveis da América Latina para lojistas e importadores, tem nova data anunciada: de 14 a 17 de setembro, em Bento Gonçalves (RS). Com isso, o Sindicato das Indústrias do Mobiliário (Sindmóveis), entidade organizadora da feira, espera minimizar as perdas do setor moveleiro e contribuir para a retomada do setor a partir do último trimestre desse ano.
O Sindmóveis entende que será um momento importante para os expositores apresentarem suas interpretações para esse novo cenário de mercado que vem se desenhando, com muito mais diálogo entre modelos de consumo físico e digital. A edição terá 251 expositores de alta escala, decoração, planejados, mobiliário corporativo, tecnologias e serviços para o lojista e representante de móveis.
O presidente do Sindmóveis e da Movelsul Brasil, Vinicius Benini, admite que o setor moveleiro deva ser um dos mais impactados pela pandemia entre as indústrias de bens duráveis, com um cenário de perdas reais entre 10% a 20% nesse ano. “Desde março, a entidade buscou administrar a situação de uma feira já montada e a apreensão do setor moveleiro. Diante de um quadro de retomada responsável, entendemos que no mês de setembro as pessoas estarão mais seguras em circular e a feira estará apta a ocorrer”, afirma. “Precisamos considerar que o setor moveleiro é essencial para a cidade de Bento Gonçalves, ao mesmo tempo em que a Movelsul é essencial para o nosso turismo de negócios e para os negócios do setor moveleiro nacional”, completa Vinicius Benini.
O setor moveleiro no Brasil vinha apostando numa retomada em 2020 em recuperação à crise e à baixa atividade econômica dos anos anteriores, não tendo registrado crescimento real em 2018 e 2019. No polo moveleiro de Bento Gonçalves, o faturamento não caiu no ano passado, mas estagnou em termos reais. Nesse ano, o desempenho vinha positivo quando avaliados apenas os meses de janeiro e fevereiro e, antes da pandemia, a projeção era de crescimento. Entre março e abril, entretanto, a queda de faturamento no polo foi de quase 25%.

Mais sobre a Movelsul Brasil
Com patrocínio de Banrisul e Sayerlack, a Movelsul Brasil é promovida pelo Sindmóveis Bento Gonçalves desde 1977 de forma bienal, sendo a maior feira de móveis da América Latina para o lojista e importador. Durante a feira, a indústria moveleira nacional apresenta seus lançamentos da temporada a lojistas, importadores e especificadores do Brasil e exterior. O evento também conta com projetos paralelos como o Prêmio Salão Design, que terá sua mostra de vencedores e cerimônia de premiação durante a Movelsul.
Essa será a 22ª edição da feira e, em sua nova data, a Movelsul Brasil vai reabrir o calendário do Parque de Eventos de Bento Gonçalves, que teve todas as suas festas e feiras adiadas desde março. Após a feira de móveis, estão previstas para ocorrer entre outubro e novembro a Wine South America (Feira Internacional do Vinho), ExpoBento/Fenavinho, a corrida Sparkling Night Run e Avaliação Nacional de Vinhos, entre outros eventos.

Prefeitura de Bento Gonçalves anuncia calendário de eventos para o segundo semestre

No primeiro mês do recomeço, serão seis eventos, entre eles, a Movelsul

Setembro será o mês do recomeço para o setor de eventos em Bento Gonçalves. Aguardado pela comunidade, o calendário para o segundo semestre foi divulgado na tarde da quinta-feira (4) em uma transmissão na página da prefeitura no Facebook com a presença de empresários da cidade.
Serão seis programações no primeiro mês. Uma delas é a Movelsul, que ocorreria entre 16 e 19 de março, justamente quando a pandemia de coronavírus chegou com força no Brasil. A feira do setor moveleiro será realizada de 14 a 17 de setembro.
Uma das novidades do calendário deste ano é o Decorare Bento, evento de decoração e design, que ocorre pela primeira vez na cidade. Será de 25 de setembro a 31 de outubro.
Confira o calendário
:: Festival de Balonismo: 10 a 13 de setembro
:: Decorare Bento: 25 de setembro a 31 de outubro
:: Festa Nacional da Música: sem data anunciada
:: 36º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNSE): 23 a 25 novembro
:: Natal Bento: 12 de novembro a 24 de dezembro
:: Festejos Farroupilhas: 10 a 20 setembro
:: Feira do Livro: 7 a 18 de outubro.
:: Bento Jazz & Wine Festival: 27 a 29 novembro
:: Movelsul: 14 a 17 de setembro
:: Wine South America: 23 a 25 de setembro
:: ExpoBento: 8 a 18 de outubro
:: Fenavinho: 8 a 18 de outubro. Vinho encanado: 17, 20, 26 e 27 setembro e 3 e 4 de outubro; Vila típica: 8 a 18 de outubro
:: Sparkling Night Run: 14 de novembro
:: Brazil Wine Challenge (concurso de vinhos): 13 a 16 de outubro
:: Avaliação Nacional de Vinhos: 7 de novembro

RS conclui safra de verão e se prepara para as culturas de inverno

Com a finalização da safra de grãos de verão, o Rio Grande do Sul se prepara para a safra de inverno, que envolve as culturas do trigo, cevada, canola e aveia branca. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28/05), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras de verão que utilizam a política de crédito rural seguem ocorrendo no Estado. Contabilizadas desde 01 de dezembro de 2019, até esta quarta-feira (27/05) foram realizadas 10.271 vistorias de Proagro em lavouras de soja por técnicos da Emater/RS-Ascar. A totalidade de solicitações em culturas e hortigranjeiros chega a 18.017 vistorias.
O cultivo da soja no Estado está 100% colhido. A produtividade média foi de 1.793 quilos por hectare, e a produção chegou a 10.693.367 toneladas, com perdas de 45,8% em relação à produção esperada. Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a produtividade esperada para a cultura era de 3.280 quilos por hectare e fechou na média de 1.960 quilos por hectare, com quebra de 40%, sendo mais expressiva na região das Missões. Na de Bagé, a produtividade média chegou a 1.600 quilos por hectare, com perda de 55% da produção regional. A instabilidade climática ocorrida e as frustrações nos resultados alcançados apontam cenário de incertezas entre os produtores em relação à área a ser plantada na próxima safra. Na região de Porto Alegre, o rendimento médio ficou em 1.350 quilos por hectare, com perda média de 55% em relação ao esperado inicialmente.
Em geral, a produtividade da soja nas áreas colhidas apresentou bastante disparidade e ficou muito abaixo do esperado devido ao período prolongado de estiagem durante o ciclo da cultura. Nas áreas onde houve plantio direto, o desenvolvimento foi melhor, devido à maior capacidade de resistência das plantas ao estresse hídrico. Na regional de Frederico Westphalen, a produção teve uma redução de 26% em relação à expectativa inicial, com a produtividade média chegando a 2.420 quilos por hectare. As perdas também puderam ser comprovadas na qualidade dos grãos de tamanho e peso inferior ao normal. Na de Pelotas, o efeito da estiagem fez a produção encolher para 504.204 toneladas, 48% menor do que a esperada. A produtividade média foi de 1.240 quilos por hectare. As chuvas ocorridas na região permitiram realizar a semeadura de forrageiras de inverno, plantas de cobertura dos solos.
No milho, as chuvas dos últimos dias em todas regiões do RS interrompendo a evolução das perdas. A colheita do cereal prossegue e já chega a 95% dos cultivos. Na regional de Lajeado, a colheita está encerrada nos vales do Taquari e Caí e as produtividades médias, respectivamente, foram de 3.641 quilos por hectare, representando 44% de redução frente à produtividade esperada, e de 3.108 quilos por hectare, com perda de 41%. Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa e Soledade, 92% das lavouras já foram colhidas, e nas de Bagé e Caxias do Sul, a colheita chegou a 93% das áreas cultivadas. Na de Bagé, a atividade não avançou mais devido às chuvas na região, que impediram o acesso de máquinas, e por conta das lavouras em que as perdas não justificam a atividade; é o que ocorre em São Gabriel, onde produtores preferem destiná-las ao pastoreio direto de animais. A produtividade média é de 1.600 quilos por hectare, com perdas se mantendo em 55% em relação à produtividade esperada. Na de Caxias do Sul, a colheita está concluída nos municípios que cultivam áreas maiores; nos mais próximos a Caxias do Sul e nos da região das Hortênsias, a colheita está mais lenta nas lavouras destinadas a consumo próprio e eventual venda de excedente. O rendimento médio atual é de 4.984 quilos por hectare.
Milho silagem – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a colheita do milho para silagem foi realizada em 95% dos cultivos, com rendimento abaixo do esperado, o que implica em silagem de qualidade inferior. A produtividade média é de 10.860 quilos por hectare, bem abaixo da obtida em safras anteriores. Na de Porto Alegre, 99% do milho destinado à silagem está colhido, com produtividade média de 14 toneladas por hectare. O preço da tonelada de silagem é de R$ 327,00. Já na regional de Lajeado, está encerrada a safra de milho para silagem nos vales do Taquari e Caí. Houve perdas nas lavouras, em volume de massa verde e em qualidade de silagem, já que o que fornece qualidade à silagem são os grãos formados nas espigas, as quais, em virtude da estiagem não se formaram ou ficaram pequenas, e quase sem grãos.

CULTURAS DE INVERNO
Trigo – Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim, Santa Maria e Bagé, os produtores estão ainda em fase de planejamento e preparo das áreas. Em Caxias do Sul, a semeadura inicia em junho, com maior concentração em julho, especialmente nos municípios em torno de Vacaria, onde a semeadura ocorre mais tarde para evitar o maior risco de geadas tardias. Na de Erechim, há expectativa de aumento de área a ser cultivada. Produtores intensificam o preparo para o plantio. Na de Santa Maria, a área a ser plantada nesta safra também deve aumentar. Em Tupanciretã, um dos principais municípios produtores da região, estima-se um incremento de até 30%. Na regional de Bagé, as precipitações recentemente ocorridas na Fronteira Oeste permitem que a semeadura seja intensificada nos próximos dias. Na região da Campanha, as atividades de preparo do solo ou de aplicações de herbicidas para realização da semeadura em sistema de plantio direto devem avançar de maneira significativa, com possibilidade de início do plantio das lavouras de trigo a partir da primeira semana de junho.
Nas regiões de Frederico Westphalen, Soledade, Ijuí e Santa Rosa está iniciando o cultivo do trigo. Na de Frederico Westphalen, algumas áreas já semeadas se encontram em germinação, e o plantio deverá ser acentuado a partir do próximo mês. A perspectiva de clima favorável e de bons preços deverá elevar em 15% a área cultivada. Na regional de Soledade, as áreas estão em início de semeadura. Com o preço atual em alta e a perspectiva de clima favorável no ciclo da cultura, poderá haver aumento na área cultivada na região. Na de Ijuí, a semeadura de trigo está em ritmo lento, pois recém-iniciam o período indicado para a atividade e a escolha de cultivares de ciclo mais precoce. Na de Santa Rosa, há estimativa de crescimento da área a ser plantada. Os produtores estão animados com as boas previsões climáticas para o período da safra de trigo e com as perspectivas de preço remunerador – a oferta de contrato para o trigo com pagamento em fevereiro está precificada a R$ 55,00/sc.
Cevada – Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Erechim e Ijuí, os plantios ainda não foram iniciados. Na de Erechim, há expectativa de manter a área plantada em 2019. A cultura depende de contratos com a Ambev. Já na de Ijuí, ainda não foi iniciada a semeadura de cevada cervejeira, com perspectiva de grande redução da área destinada à cultura. Produtores preparam as áreas para a semeadura.
Canola – Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí e Santa Rosa, é intenso o ritmo de implantação da cultura. Na de Ijuí, as lavouras estão em estabelecimento inicial, com emergência satisfatória até o momento; há tendência de leve redução da área cultivada. Na de Santa Rosa, as áreas implantadas se encontram em germinação e desenvolvimento vegetativo. As primeiras lavouras implantadas apresentam emergência irregular e desuniforme, e as implantadas após as últimas precipitações têm germinação uniforme.
Aveia branca – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a semeadura está em ritmo acelerado, com expectativa de leve aumento da área a ser cultivada na região. As lavouras estão em germinação e em início de desenvolvimento vegetativo. As primeiras lavouras implantadas estão em estágio de perfilhamento; é baixa a incidência de manchas foliares.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
As chuvas em boa quantidade, ocorridas em todo o Rio Grande do Sul, foram benéficas para as pastagens nativas e cultivadas. Os campos nativos e as pastagens cultivadas perenes de verão apresentam rebrote, mas a produção de massa verde e a qualidade nutricional na maior parte das regiões estão prejudicadas, em função da associação de temperaturas muito baixas com a diminuição das horas de incidência de luz solar.
As pastagens cultivadas de inverno deram boa resposta às últimas chuvas e houve aumento da quantidade de áreas passíveis de pastejo. Em diversas áreas, é realizada a adubação nitrogenada para acelerar o crescimento e o desenvolvimento das pastagens. Em muitas delas, ocorre o plantio de forrageiras de inverno, com considerável atraso ocasionado pelo período de estiagem. Alguns criadores aproveitam a boa umidade do solo para fazer a sobressemeadura de espécies de inverno em campo nativo. Em áreas onde a sobressemeadura já havia sido realizada, observa-se um bom desenvolvimento.

Extensionistas recebem capacitação sobre Cultivo de Kiwizeiro

Encerra nesta quinta-feira (04/06) a Capacitação Online sobre o Cultivo de Kiwizeiro, promovida pela Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), com apoio da Ufrgs. O curso, com nove módulos, iniciou no dia 07 de maio, e tem a participação de 35 extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar, de oito regiões do Estado.
O objetivo é capacitar os extensionistas e atualizá-los quanto aos resultados da pesquisa sobre a mortalidade da planta, realizada nos últimos anos por instituições de ensino e pesquisa. Conforme o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Enio Ângelo Todeschini, a situação da cultura do kiwizeiro é crítica devido à ocorrência de uma doença (seca do kiwizeiro) que está dizimando as plantas. Ainda segundo ele, a ideia do curso online surgiu após o cancelamento, devido à pandemia, de um Seminário que estava previsto para ocorrer em Farroupilha no mês de julho.
Os assuntos abordados no curso por professores, pesquisadores e profissionais convidados (Ufrgs, UCS, Embrapa, Sema e Silvestrin Frutas) são a importância do ponto de colheita e potencial nutracêutico, mercado, controle de mosca-das-frutas, poda de formação e produção, controle de Ceratosystis (seca do kiwizeiro), implantação do pomar, produção de mudas, polinização, irrigação e fertilização.
No RS, o kiwizeiro é cultivado de forma comercial em 23 municípios, por 145 agricultores, ocupando uma área de 172 hectares. A produção total é de 1.605 toneladas, conforme o Censo Frutícola da Emater/RS-Ascar de 2020.