Monte Belo do Sul terá hotel de R$ 22 milhões

Empreendimento hoteleiro terá 78 apartamentos e deve contribuir para o turismo local

O Vuiello Bruschi Hotel, empreendimento, localizado no que é hoje o Hotel Bruschi, terá 78 apartamentos, Centro de Convenções, Sala de Cinema, Área de Recreação, Restaurante, Bistrô, Adega e Academia Fotos: Divulgação Construtora

Um investimento orçado em R$ 22 milhões está começando a sair do papel em Monte Belo do Sul. O Vuiello Bruschi Hotel, empreendimento, localizado no que é hoje o Hotel Bruschi, terá 78 apartamentos, Centro de Convenções, Sala de Cinema, Área de Recreação, Restaurante, Bistrô, Adega e Academia. Os apartamentos terão 23 metros quadrados, ao todo, entre parte nova e reforma, serão 4 mil metros quadrados e serão vendidos com escritura individual. O projeto é do reconhecido arquiteto Rafael Manzoni Cardoso, de Canela. Atualmente o projeto está em aprovação pelos técnicos do município.
O empreendimento é liderado pelos empresários Ivan Maciel e Igor Tonello, da Tonbass Empreendimentos Imobiliários Ltda. Paralelo ao projeto da Incorporadora, foi criada uma bandeira de administração hoteleira, a Vuiello Hotels, liderada pelos empresários canelenses Alfredo Schaffer e Antônio Saldanha Nunes, em parceria com a Tonbass Empreendimentos.


Conforme os empresários envolvidos no processo, o projeto vem sendo desenvolvido a 9 meses. Neste período foi adquirida a área que hoje é o Hotel Bruschi. A expectativa de início das obras é para o primeiro semestre de 2021. O cronograma prevê até quatro anos de obras para a inauguração do Hotel.
Segundo os empreendedores a ideia do Empreendimento hoteleiro em Monte Belo foi motivada pela localização privilegiada do munícipio, acessos, e também pelo interesse da administração municipal em apoiar empreendimentos que possam se integrar ao desenvolvimento local. Pela filosofia de trabalho do grupo, segundo Igor Tonello, a integração do empreendimento com as forças produtivas da comunidade, valorizando a produção local e gerando emprego e renda é um processo ganha-ganha de crescimento sustentado. A prioridade para o abastecimento da operação do empreendimento será para os fornecedores locais que possam ser desenvolvidos e integrados ao processo de” Essência do Bem Servir” – que é como a Vuiello Hotels entende seu negócio. A integração com as empresas vinícolas locais também é um dos objetivos do empreendimento.
De acordo com o prefeito Adenir José Dallé, é um investimento que irá agregar muito para o turismo do município, além de geração de empregos.
Matéria: Marlove Perin

 

Emater/RS-Ascar entrega certificados e presta sete homenagens virtuais a empregados que aderiram ao PDI

EmaterRS-Ascar entrega certificados e presta sete homenagens virtuais a empregados que aderiram ao PDI Foto: Divulgação Emater

Na semana anterior (01/09), os últimos 55, do total de 293, empregados que aderiram ao Programa de Desligamento Incentivado (PDI) foram homenageados em encontro virtual, que contou com a presença da diretoria, gerentes e adjuntos estaduais e regionais, além de chefes de escritórios municipais, totalizando mais de cem participantes.
A sétima e última homenagem virtual, ainda por conta da pandemia e o isolamento físico e social, foi coordenado pelo presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, e pelos diretores técnico e administrativo, Alencar Rugeri e Vanderlan Vasconselos. Mais uma vez a reunião foi tomada de emoção e agradecimentos aos que dedicaram parte de suas vidas à Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) gaúcha.
No dia seguinte, quarta-feira (02/09), Sandri e o assessor jurídico, Mário Luiz Martins Pereira, fizeram a entrega presencial de certificados em homenagem a dois empregados que aderiram ao PDI, o advogado Alexandre Yugueros Neto e a assistente administrativa Ana Ruth Bohrer, com 38 e 30 anos de trajetória na Instituição, respectivamente. Já nesta sexta-feira (04/09), o diretor técnico, Alencar Rugeri, entregou o certificado para o extensionista Edemar Valdir Streck.
“Foram 39 anos e quatro meses de serviços de extensão. Neste período tive oportunidade de exercer atividade nos municípios de Coronel Bicaco e Santo Ângelo e depois cursar Mestrado e Doutorado no Departamento de Solos do curso de Agronomia da Ufrgs, e por último exercer a atividade como assistente técnico em Solos no Escritório Central. Agradeço à Emater pela oportunidade, aos ex-professores e professores pelo aprendizado, colegas da Emater e agricultores, pela amizade e colaboração no trabalho”, disse Streck. Neto e Ana Ruth também demonstraram emocionados sua gratidão a todos esses anos vividos na Emater/RS-Ascar. Ainda na sexta-feira (04/09), Sandri também fez a entrega de certificados em Caxias do Sul a quatro extensionistas da região, Elói Portolan, Moacir Mascarello, Adílio Guadagnin e José Favretto. Os atos presenciais foram simbólicos e representativos a todos que neste momento deixaram a Instituição.
Entre as poucas entregas de certificado que puderam ser feitas presencialmente, também está a realizada em São Marcos, em 14 de agosto, ao ex-chefe do escritório municipal da cidade, Eri José Zanella. Em 17 de junho, quatro empregados do Escritório Central, Naira de Azambuja Costa, Marina Angélica Galisteo Lopes, Nara da Rosa Lopes e Luis Gustavo Ferreira Costa, também receberam seus certificados das mãos de Sandri e Rugeri. Esses encontros, carregados de emoção, obedeceram a todos os cuidados necessários devido à pandemia causada pela Covid-19, e por isso o presidente Sandri agradeceu à compreensão ao momento delicado pelo qual passa a Instituição.
Sandri ressalta a grande liderança que Zanello foi para a Emater/RS-Ascar de São Marcos, pois além da Instituição, ele assumia diversos outros compromissos com a comunidade. “Ele tem 28 anos e 11 meses de Emater. Se despede da comunidade e da Instituição, sempre a representando bem e sendo um profissional reconhecido na cidade”, resumiu o presidente.
O presidente explica que por conta da pandemia não foi feito um evento presencial em homenagem aos 293 empregados que se desligaram da Instituição, mas sete encontros virtuais. “As entregas presenciais foram feitas conforme a disponibilidade e proximidade a alguns extensionistas”.
Para Sandri, “é uma alegria muito grande poder participar desses eventos, reconhecendo e valorizando toda a carreira profissional de todos que aderiram ao PDI. Este é um momento também de falar o quanto a Emater agradece pelo empenho nesses anos todos de trabalho. Então, nesse sentido, nós queremos agradecer, parabenizar e dizer que essa foi a grande iniciativa e objetivo da Diretoria, no sentido de promover ou proporcionar aos colegas que pudessem sair sem rupturas e sem perder a renda, pelo menos por um período, até se recolocar no mercado ou até mesmo viver bem sua aposentadoria”.
Para Rugeri, a palavra mais marcante vem à cabeça é gratidão. “Nosso muito obrigado a quem não somente teve um ano de experiências e décadas seguintes de repetição de tarefas automaticamente. Mas que de fato, contribuiu com o compartilhamento de informação, conhecimento e experiências, ensinando e aprendendo muito, a cada ano dedicado ao serviço de Aters, construindo junto toda história e credibilidade da Instituição”.
Vasconselos agradeceu a todo conhecimento acumulado, multiplicado e disseminado Estado afora, em prol da agricultura familiar. “Estes encontros estão sendo os momentos mais emocionantes que eu pude viver nessa Instituição de tanta grandiosidade e credibilidade”.
E para finalizar, o presidente ressaltou a importância da diversidade de profissionais e ideias dentro da Instituição e que a vida é dividida em fases distintas. “É com essas diferenças de pensamentos que se constrói melhores alternativas. As pessoas chegam e vão, mas o conhecimento e os resultados do trabalho ficam. Todos que saem, saem muito preparados, valorizados e capacitados para enfrentar novos desafios, inclusive no mercado de trabalho e de forma autônoma”, avaliou Sandri, ao anunciar que a Emater/RS-Ascar está elaborando uma espécie de curso ou atendimento às pessoas que saíram por meio do PDI e buscam uma alternativa.

Espumante Garibaldi Chardonnay é eleito o melhor do Brasil na França

Espumante da Cooperativa Vinícola Garibaldi recebeu premiação especial, sendo destaque entre todos os rótulos brasileiros que participaram do concurso Citadelles du Vin
Além de conquistar duas importantes medalhas de ouro na vigésima edição do concurso Citadelles du Vin, na França – com os Espumante Brut Chardonnay e Espumantes VG extra Brut –, a Cooperativa Vinícola Garibaldi foi outorgada com outro valioso reconhecimento. É da marca gaúcha o rótulo que obteve a pontuação mais elevada entre todos os brasileiros inscritos na avaliação. O merecedor do prêmio especial, entregue para apenas um produto de cada país, foi o Espumante Garibaldi Chardonnay.
O Citadelles du Vin reuniu, neste ano, mais de mil amostras, vindas de cerca de 40 países, e avaliadas por mais de 50 degustadores internacionais entre os dias 23 e 25 de junho, em Bourg. O concurso, realizado com a chancela da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho), vem crescendo em representatividade e relevância no cenário vitivinícola mundial desde 1992 por descobrir e valorizar alguns dos melhores vinhos ao redor do mundo.

Avaliação Nacional de Vinhos será on-line

Pela primeira vez na história, a maior degustação de vinhos de uma safra não será presencial, com transmissão nos canais da ABE, podendo ser acompanhada no mundo inteiro. Apreciadores poderão adquirir kits para degustar as 16 amostra

Cada kit conterá 16 garrafas baby (187 ml), o que permitirá que a amostra seja degustada por duas pessoas. O conjunto inclui, ainda, duas taças personalizadas de cristal para vinho, além das Fichas de Degustação e da Revista Brasileira de Viticultura e Enologia Foto: Marlove Perin

“A Safra das Safras não poderia passar em branco. Assim como o mercado de vinhos precisou se reinventar, a Avaliação Nacional de Vinhos Safra 2020 seguirá outro modelo em razão da pandemia. O processo técnico é o mesmo, mas a experiência final será totalmente diferente. Não teremos a confraternização presencial, mas apostamos num grande movimento de promoção do vinho brasileiro e num programa que deverá surpreender o público. Vamos fazer um espetáculo digital e todos poderão assistir”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), enólogo Daniel Salvador.
Além de poder acompanhar a transmissão ao vivo pelo Facebook, Instagram e Youtube da ABE, no dia 7 de novembro, a partir das 17h, os que desejarem também poderão adquirir o kit com as 16 amostras representativas da Safra 2020. Assim, será possível, além de assistir, degustar em casa, no aconchego do lar e em companhia, os vinhos classificados entre os 30% da safra. Os 700 kits estarão à venda a partir do dia 23 de setembro pelo site www.enologia.org.br.
Cada kit conterá 16 garrafas baby (187 ml), o que permitirá que a amostra seja degustada por duas pessoas. O conjunto inclui, ainda, duas taças personalizadas de cristal para vinho, além das Fichas de Degustação e da Revista Brasileira de Viticultura e Enologia. O envio será feito pela ABE por transporte privado. Todo material será embalado numa caixa personalizada de papelão com isopor para melhor acondicionar as garrafas, todas com rótulo do evento e devidamente identificadas.
Entre as mudanças desta edição também está o local e o horário. Todo cenário será montado no SPA do Vinho, no Vale dos Vinhedos, única região do Brasil com Denominação de Origem de vinhos. Para explorar a beleza do lugar e também oportunizar maior comodidade em relação a participação das pessoas em suas casas, o evento deixa de ser de manhã e passa a acontecer a partir das 17h, excepcionalmente este ano.

Amigos do Vinho Brasileiro em ação
Esta grande mudança no formato do evento passa também por uma mobilização nacional que vai envolver todos os comentaristas que já participaram da Avaliação Nacional de Vinhos, convidados a se engajar e levar a Avaliação para seus amigos virtuais e seguidores. Para isso, a ABE está enviando para cada um deles, um teaser ‘Eu já descobri o meu vinho, e você?’ para mídia social que poderá, espontaneamente, ser utilizado pelos comentaristas em suas redes sociais. Em 27 edições, foram mais de 400 comentaristas entre enólogos, médicos, sommeliers, jornalistas, celebridades e enófilos. Assim, a estratégia quer levar o evento para todo o Brasil, quiçá para o mundo. O conteúdo também pode ser postado por todos que já viveram a experiência única de estar na Avaliação e deseja compartilhar com seus amigos. “Cada comentarista, cada apreciador, cada jornalista que já participou deste grande momento do vinho brasileiro foi fundamental para a construção da imagem de um setor tão apaixonante. Por isso, convidamos todos a se envolver e ajudar outras pessoas a descobrir o vinho brasileiro”, convoca o presidente.

A Avaliação
A 28ª Avaliação Nacional de Vinhos iniciou com a inscrição das amostras pelas vinícolas brasileiras. Este processo começou em julho e encerrou em agosto batendo recorde com 396 amostras de 56 vinícolas. A fase seguinte foi a coleta dessas amostras, realizada no período de 24 de agosto a 4 de setembro. Técnicos da Embrapa Uva e Vinho e da ABE rodaram o Brasil recolhendo os vinhos diretamente dos tanques de aço inox ou das barricas de carvalho. Teve amostra que percorreu mais de 3 mil km até chegar em Bento Gonçalves.
O próximo passo será a Degustação de Seleção, sob a Coordenação Técnica da Embrapa Uva e Vinho, programada entre os dias 15 e 18 de setembro. O número de dias diminuiu, mas as degustações acontecerão em dois turnos: manhã e tarde. Em razão do Coronavírus, ao invés de 120 serão 64 enólogos. Além disso, todos os protocolos de segurança serão seguidos, inclusive com o devido distanciamento. Em razão do formato digital e da mega operação que será montada para que as amostras cheguem em tempo na casa das pessoas, a coleta e a Degustação de Seleção foram antecipadas.

Setembro Dourado alerta para o diagnóstico do câncer infantojuvenil

Por mais um ano, Bento Gonçalves está engajada na campanha mundial que tem o laço dourado como símbolo

Setembro Dourado

O câncer infantojuvenil pode ter sintomas difíceis de notar ou comuns a outras doenças pediátricas e o diagnóstico precoce pode salvar vidas. O mês de setembro tem um significado muito importante para o Instituto do Câncer Infantil (ICI). A campanha Setembro Dourado alerta para a conscientização da primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.
Desde 2014, Bento Gonçalves está engajada nas ações do Setembro Dourado com uma campanha informativa coordenada por um grupo de voluntárias. Em 2020, as ações do município passam a contar com a chancela oficial do Instituto do Câncer Infantil, que tem sede em Porto Alegre e presta assistência a pacientes de oncologia pediátrica em todo o estado. A partir desse ano, a empresária bento-gonçalvense Renata Sandrin, que já era embaixadora do ICI, passa a integrar o Conselho de Administração do instituto para a gestão 2020/2024, o que possibilita ainda mais o fortalecimento da campanha no município.
Em Bento Gonçalves, há 15 crianças e jovens com tratamento multidisciplinar vinculado ao Instituto do Câncer Infantil. O atendimento a esses pacientes ocorre na própria sede do Instituto ou no Hospital Geral de Caxias do Sul, um dos seis complexos hospitalares no estado que têm centros de referência em oncologia pediátrica conveniados ao ICI. São hospitais públicos ou conveniados ao SUS cuja qualidade assistencial aos pacientes de câncer infantojuvenil não perde para os hospitais privados e cobrem praticamente todo o território gaúcho.
O acompanhamento do Instituto do Câncer Infantil vai muito além do tratamento ao paciente. Para ter as melhores chances de cura, o paciente de câncer infantil precisa de acesso rápido a centros de atendimento especializados. A resposta terapêutica nos casos de uma assistência integrativa, com profissionais de diferentes especialidades cirúrgicas e pediátricas, costuma ser excelente, de acordo com o dr. Algemir Lunardi Brunetto, um dos fundadores do ICI e atualmente superintendente da instituição.
Além do tratamento integrativo, em se tratando de câncer infantil, Brunetto pontua que não se trata apenas do paciente, mas do acolhimento à família, já que comumente o diagnóstico compromete a estrutura emocional das pessoas mais próximas, assim como a capacidade de trabalho dos pais e por consequência, as condições econômicas daquele núcleo. “A importância do Setembro Dourado está em criar um espaço para debatermos melhores políticas publicas de atenção integral ao paciente, assim como refletir sobre a importância da solidariedade e apoio a essas famílias para que nada lhes falte e elas tenham a chance do melhor tratamento”, destaca Brunetto.
O trabalho do ICI é permanente, mas ganha ainda mais visibilidade no mês de setembro. Especialmente nesses tempos de pandemia, a campanha Setembro Dourado tem um papel ainda mais crucial na disseminação de informações sobre o câncer infantojuvenil. O superintendente do instituto acredita que casos novos podem e devem estar aumentando sem um diagnóstico adequado devido às restrições no sistema de saúde que acarretam em desassistência. “O momento é difícil, mas com a conscientização de todos – agentes de saúde, políticos, imprensa e sociedade em geral – podemos buscar que o dano seja o menor possível. Em relação aos pacientes já em tratamento, é crucial que não deixem de ir ao hospital e cumpram seu tratamento na íntegra”, elenca.
Em Bento Gonçalves, as ações do Setembro Dourado serão concentradas no dia 19, com a visita do Leão da Coragem à cidade. O mascote do ICI e voluntários da campanha farão um pedágio informativo na Praça Vico Barbieri durante a manhã. Acompanhe as ações do Setembro Dourado nas mídias sociais do @institutodocancerinfantil ou no site reparenodetalhe.com.

Sobre o ICI
O Instituto do Câncer Infantil (ICI) há quase 30 anos assiste crianças e adolescentes com câncer de 0 a 19 anos, visando aumentar os índices de cura e a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares. A instituição proporciona Consultas médicas, assistência integral e multidisciplinar nas áreas: Oncologia Pediátrica, Fisioterapia, Psicologia, Pedagogia, Odontologia, Psicopedagogia, Nutrição, Fonoaudiologia, Treinamento Funcional, Serviço Social, Apoio Jurídico e Terapias Alternativas como Reiki e Musicoterapia; Benefícios assistenciais como: Vestuário, calçados, cestas básicas e materiais de higiene e limpeza, além de apoio com transportes, medicações e exames especiais. Atividades de lazer e cultural, festividades, atividades de recreação e entretenimento para amenizar período de internação. Além da assistência, o ICI é referência em projetos de Pesquisas Científicas dedicados aos avanços de novos tratamentos e geração de conhecimento científico com parcerias nacionais e internacionais. Desde sua criação já foram atendidas 2.500 famílias.

Os sintomas do câncer infantojuvenil
– Cansaço e palidez
– Dores de cabeça e vômitos
– Perda significativa de peso
– Dor generalizada sem causa aparente
– Febre prolongada sem causa aparente
– Caroços no corpo
– Sangramento do nariz ou gengiva
– Manchas roxas na pele ou sangramento
– Aumento de tamanho da barriga
– Dores nos ossos
– Diminuição da visão ou perda de equilíbrio
– Reflexo branco nas pupilas

Sicredi Serrana investe em construção de seis usinas fotovoltaicas e agência sustentável

Através das usinas, a instituição financeira cooperativa capturará energia solar para abastecer suas 33 agências e a sede administrativa

As usinas localizam-se nas cidades de Nova Roma do Sul, Monte Belo do Sul, São Sebastião do Caí, Vila Flores, Garibaldi e Farroupilha

A responsabilidade socioambiental que a Sicredi Serrana aplica no seu dia a dia atingirá um novo patamar nos próximos meses, visto que as obras das seis usinas fotovoltaicas e da agência sustentável da instituição financeira cooperativa foram retomadas depois de um período de paralização ocasionado pela pandemia.
As usinas localizam-se nas cidades de Nova Roma do Sul, Monte Belo do Sul, São Sebastião do Caí, Vila Flores, Garibaldi e Farroupilha – locais estratégicos para facilitar o abastecimento. Quatro usinas estão com obras mais avançadas e têm previsão de conclusão para os próximos meses. As demais, serão entregues em 2021.
Com esta ação, a Sicredi Serrana contribui com o cuidado ao meio ambiente, pois a energia obtida é proveniente do sol, o que não causa prejuízos à natureza. Além disso, as usinas não emitem gases, pois sua produção acontece de forma limpa, possuem baixo custo de manutenção, de aproximadamente de 1% do investimento, e uma longa vida útil, de mais de trinta anos.
O propósito de fazer o mundo prosperar também através do pilar da sustentabilidade tem sido uma busca constante da Sicredi Serrana, que além das usinas, está investindo na construção da primeira agência totalmente sustentável da Cooperativa, localizada em Veranópolis, município que já abriga uma unidade de atendimento. Construída a partir de 20 contêineres, ela captará água da chuva e 95% do material utilizado na construção é reciclável.
As iniciativas da Cooperativa constituem-se em negócios que demonstram o cuidado com o meio ambiente. Além disso, são formas da Sicredi Serrana incentivar, a partir do exemplo, outras organizações a investirem em projetos dessa natureza.

Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e
com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos
mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o
Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300
produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará,
Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia,
Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Nasce uma nova vinícola no Vale dos Vinhedos

Cave do Sol é o desabrochar de um sonho que acompanha a família Passarin desde 1927

Cave do Sol (Crédito:Augusto Tomasi)

Os Passarin sempre acreditaram que toda história que vale a pena precisa e merece ser contada. Sempre foi assim, desde que Giuseppe, em 1888, saiu do Vêneto, na Itália, rumo ao Brasil. Na bagagem somente fé, esperança e a coragem necessária para trabalhar num novo mundo. O vinho, que alimentou os sonhos da família, começou a ser elaborado num quarto da casa do primogênito Guido Passarin, nascido no Brasil. A saga chega a 2020 com o neto Arnaldo Passarin, compartilhando com todos que apreciam o mundo do vinho, um patrimônio que une arte, história e, claro, vinho. A Cave do Sol é o mais novo empreendimento enoturístico do Vale dos Vinhedos.

A imponente estrutura da Cave do Sol, no Vale dos Vinhedos (Crédito:Augusto Tomasi)

“Tenho duas paixões: a minha família e o vinho. Mas o melhor da vida é a família”, assegura Arnaldo Passarin, diretor presidente da Cave do Sol. “Me sinto realizado em ver se tornar realidade mais um de meus sonhos, tendo meus filhos e minha esposa envolvidos em cada projeto. São 66 safras aqui no Rio Grande do Sul”, celebra. Paulista de Jundiaí, o idealizador e presidente da Associação dos Produtores de Suco Puro, comprou o terreno no Vale dos Vinhedos há 23 anos. Agora, com a Cave do Sol, avança no enoturismo, abrindo uma vinícola com produtos de alta qualidade, degustações e visitas guiadas diferenciadas e uma estrutura impactante.
A vinícola está encravada no coração do roteiro enoturístico mais famoso do Brasil (km 20 da Rodovia RS 444), numa área de 36,6 mil metros quadrados. São 5.125 metros quadrados de área construída, 2.367 deles destinados ao enoturismo, distribuídos em três andares, totalmente projetado dentro das premissas de acessibilidade. O ambiente convida a imergir num rico cenário de objetos considerados peças de museu que, além de preservar a história da família e da vitivinicultura brasileira, também compõem obras de arte concebidas por artistas, valorizando talentos locais. É uma viagem pelo tempo num passeio que transcende o imaginário.

A vinícola abre dia 4 de setembro em modelo soft opening, com atendimento de sexta a domingo. Na Cave do Sol, o visitante pode viver uma experiência única. Ao adentrar em cada ambiente, peças e equipamentos vão ajudando a contar a história do vinho, um verdadeiro museu vivo da família. A madeira das antigas pipas está em todo lugar, especialmente no mobiliário que ambienta espaços como a loja e a vinheria, entre outros. O revestimento das paredes da cave exibe os tijolos que guardam as histórias da família, trazendo as marcas do tempo e dando vida à Cave do Sol. Eles foram retirados da antiga vinícola, transportados até o Vale dos Vinhedos e agora fazem parte deste amplo complexo enoturístico que une tradição, história e modernidade. O projeto é da reconhecida arquiteta Vanja Hertcert, especializada em arquitetura do vinho.

Na Cave do Sol é possível fazer três tipos de visitas, que vão de 40min a 1h10min, sempre guiados por enólogos e sommeliers. Em todas elas são degustados cinco produtos e está incluída uma taça de cristal exclusiva. A novidade traz uma experiência nova ao Vale dos Vinhedos, tanto para quem está em busca de uma vivência rápida quanto para quem prefere mergulhar no mundo do vinho.
Inicialmente, quatro linhas estarão no mercado, partindo da superior Cave do Sol, passando pela Solar do Vale e Vulcano, até chegar a Monarca. Mas os ícones – homenagem feita pela família – são batizados com os nomes de Capitão Chico, como Arnaldo Passarin é chamado, e Vitória Lúcia. O primeiro se trata de um vinho tinto 100% Cabernet Sauvignon. O segundo, que carrega o nome das mães de Arlete e Arnaldo, respectivamente, é um espumante Nature Método Tradicional. Ao todo, são 34 rótulos entre espumantes, vinhos e suco de uva.
Os vinhos, espumantes e sucos da Cave do Sol são elaborados com uvas cultivadas na Serra Gaúcha, Campanha Gaúcha e Serra do Sudeste, compondo um portfólio rico em diversos terroirs, atendendo aos mais variados estilos.

Interior do novo empreendimento enoturístico Cave do Sol, de propriedade da família Passarin (Crédito:Augusto Tomasi)

VINHO É ARTE, ARTE É VINHO
O ‘Sol Negro’ é quem dá as boas-vindas a todos que chegam na vinícola. Instalado a 3 metros do solo e atingindo 8 metros de altura, é formado por um conjunto de oito bombas antigas, pesando mais de 2 toneladas. Ao seu lado, uma fonte que partilha o seguinte texto: “A Cave do Sol foi construída numa TERRA abençoada, onde o AR puro chega abundante em cada estação. O FOGO representado pelo Sol, com nome e arte fundidos, aquece a paisagem. Para completar a homenagem aos quatro elementos, a ÁGUA que limpa, refresca e purifica, está nesta fonte que, com sua atividade constante, traz a certeza da vida em movimento”.
Ainda na parte externa, cercando a vinícola, a uva é representada em peças metálicas feitas com centenas de aros das antigas pipas da família. Numa linguagem minimalista, elas representam dezenas de anos de história. As ‘Uvas ao Sol’ têm dimensões que variam de 2 a 3 metros de diâmetro, atingindo até 800 quilos, ganhando vida à noite com iluminação cênica. Explorando a cor e luz naturais do cobre e do latão, que expressam a presença e a força do sol sobre a videira, os ‘Destiladores’ são peças emblemáticas instaladas nos jardins da vinícola. ‘As Uvas do Sol’, uma escultura em formato de painel, medindo 4 metros x 2 metros, pode ser apreciada no interior da vinícola, numa representação de um cacho de uva. A criação e execução das obras, feitas com peças da unidade desativada, em Flores da Cunha, têm a assinatura dos artistas Aido Dal Mass e Rubens Sant’Anna Filho. Já a fonte é uma criação da arquiteta Vanja Hertcert.
E para quem deseja viver uma experiência mais intensa, o destino é a própria cave, que traz o sol imortalizado na arte que ganha a luz natural do astro. A interpretação do sonho da família foi traduzido pela designer Sirlei Chiminazzo e sua representação ganhou o talento da artista plástica Karen Poletto Jacobs, criando um cenário surpreendente.

SERVIÇO
(Em razão da pandemia, inicialmente, abre em soft opening)
Sextas e sábados, das 10h às 17h
Domingos, das 10h às 16h

Os vinhos, espumantes e sucos da Cave do Sol são elaborados com uvas cultivadas na Serra Gaúcha, Campanha Gaúcha e Serra do Sudeste, compondo um portfólio rico em diversos terroirs, atendendo aos mais variados estilos (Crédito:Augusto Tomasi)

Inicia a semana de avaliação da 18ª Seleção dos Melhores Vinhos, Espumantes e Sucos de Garibaldi

De 31 de agosto a 04 de setembro, 143 produtos serão avaliados por enólogos convidados

Identificação de pessoas da foto, da esquerda para a direita: Rudinei Cerutti – tesoureiro da Aviga, Luiz Milani – presidente da Aviga, e Mauro Agostini – presidente de mesa do 1º dia de avaliação Foto: Fernanda De Antoni Farias

Na segunda-feira, dia 31 de agosto, teve início a 3ª etapa da 18ª edição da Seleção dos Melhores Vinhos, Espumantes e Sucos de Garibaldi. O evento é promovido anualmente pela Aviga, Associação dos Vinicultores de Garibaldi. Durante esta semana, de 31 de agosto a 04 de setembro, está sendo realizada a avaliação das 143 amostras que foram inscritas por 17 vinícolas, na sede da Câmara de Indústria e Comércio de Garibaldi (CIC).
Nesta etapa, enólogos convidados fazem degustação às cegas e pontuam cada uma das amostras não identificadas. Presidente de mesa do 1º dia, o empresário Mauro Agostini comandou os trabalhos da segunda-feira e elaborou os relatórios das notas medianas, juntamente com a secretária Rejane Turcatel.
Conforme o presidente da Aviga, Luiz Milani, “tínhamos uma expectativa da qualidade elevada da safra deste ano e já na degustação do 1º dia de avaliação foi possível ter essa comprovação na prática”. A safra deste ano está sendo considerada excepcional, uma vez que a pouca quantidade de chuva no verão e na colheita proporcionaram uvas de altíssima qualidade, com concentração elevada de açúcares, diminuição de acidez e melhora na estrutura e na maturação fenólica.
“Consumidores de vinho, espumante e suco podem procurar por produtos garibaldenses desta safra e destas categorias, pois terão uma bela surpresa e estarão fazendo um ótimo investimento em qualidade e custo-benefício”, destaca Milani, mencionando vinhos tintos, brancos e rosados, tanto finos quanto de mesa, espumantes de todas as categorias e suco de uva.

A cada dia são avaliados produtos das diferentes categorias:
Segunda-feira – 31 de agosto de 2020
Vinhos Brancos Finos engarrafados e em tanque
Vinho Rosado engarrafado
Vinho de Mesa Rosado em tanque
Vinho de Mesa Tinto em tanque
Sucos de Uva

Terça-feira – 01 de setembro
Vinho de Mesa Branco em tanque
Espumante Prosecco
Espumante Demi-Sec
Espumantes Rosé Charmat e Tradicional

Quarta-feira – 02 de setembro
Vinho Fino Tinto em tanque

Quinta-feira – 03 de setembro
Vinho Fino Tinto engarrafado

Sexta-feira – 04 de setembro
Espumante Branco Fino Charmat
Espumante Branco Fino Tradicional
Espumante Branco Moscatel
Espumante Rosé Moscatel

Avaliação 1º dia (5) Foto: Fernanda De Antoni Farias

Todos os cuidados estão sendo tomados desde o início desta edição, e especialmente neste momento da avaliação, para preservação da saúde e prevenção ao coronavírus, como afastamento das pessoas, higienização constante e uso de máscaras.
As etapas anteriores foram a inscrição dos produtos e a coleta das amostras dos inscritos, de 17 a 20 de agosto. Na 4ª e última etapa serão divulgados os vinhos, espumantes e sucos mais pontuados, em data a ser confirmada.
Em virtude da pandemia e da necessidade de distanciamento social, neste ano não será possível realizar o tradicional jantar de premiação. Como não haverá um evento, a Aviga busca atingir um público do país inteiro, de norte a sul, desde jornalistas, formadores de opinião, influenciadores digitais, sommeliers, enófilos, até o público consumidor. “Será uma excelente oportunidade para promovermos o vinho, o espumante e o suco das vinícolas participantes. Este é o grande momento de divulgarmos Garibaldi e o que move o enoturismo”, reforça Milani.
A AVIGA foi fundada em 27 de maio de 1997, a fim de reunir as pequenas indústrias vinícolas de Garibaldi e de buscar fortalecimento do setor e atualização de informações e técnicas para o cultivo da uva e elaboração dos vinhos, espumantes e sucos. A Associação é a idealizadora e promotora da Seleção dos Melhores Vinhos, Espumantes e Sucos de Garibaldi.

Cordeiro é vendido por R$ 2,65 milhões em leilão na Escócia

(Foto: Texel Sheep Society)

Double Diamond, um cordeiro da rara raça Texel, foi vendido durante alguns minutos frenéticos de lances num leilão em Lanark, perto de Glasgow, na Escócia, por um valor recorde de 367.500 libras esterlinas, o equivalente a cerca de R$ 2,65 milhões.
Jeff Aiken, um dos três criadores que uniram forças para pagar o preço mais alto já visto por um ovino, estava de olho no Double Diamond por várias semanas antes da venda, nesta quinta-feira (27/08), segundo contou ao jornal britânico The Guardian.
Texel é uma raça rara muito procurada que se originou na pequena ilha de Texel, na costa da Holanda. Segundo Aiken, os animais dessa raça são geralmente vendidos por quantias de cinco dígitos, mas essa disputa se tornou particularmente intensa.
O cordeiro foi vendido por Charlie Boden e família de seu rebanho Sportsmans em Cheshire.
Até a venda de Double Diamond, o recorde anterior de uma ovelha vendida em leilão era de pouco mais de £ 230.000 (cerca de R$ 1,66 milhão), estabelecido em 2009; e o máximo que Aiken já pagou foi £ 105.000 (R$ 756 mil) por um carneiro chamado Sportsman Batman.
Double Diamond passou a pertencer a três sócios e será colocado como reprodutor. Conforme ele envelhecer, seu sêmen será coletado para inseminação artificial.

*com agências internacionais

Setor de espumantes projeta vendas até 10% maiores no Brasil apesar da pandemia

Safra boa e desempenho no primeiro semestre trazem otimismo mesmo com adiamento de casamentos e festejos

De acordo com a reportagem do Glovo Rural, o adiamento de casamentos e festejos devido à pandemia do coronavírus não cancelou os motivos para o setor de vinhos e espumantes comemorar. “Temos a melhor safra dos últimos 20 anos. Todos os derivados da uva desta safra ficarão para a história devido ao alto padrão”, afirma o presidente do Instituto Brasileiro de Vinhos (Ibravin), Márcio Ferrari.
Segundo Ferrari, no pior cenário, estima-se ainda um aumento de 10% nas vendas de vinhos espumantes para o final deste ano, um período mais importante no mercado para o setor. Em 2019, as vendas de espumantes nos festejos de final de ano cresceram 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.
“Se houver flexibilização das medidas (restritivas de isolamento), haverá boom nas vendas. A questão é adivinhar o que vai acontecer com a pandemia”, explica Ferrari, prevendo que a comercialização pode ter alta de até 30% no melhor cenário.
Os negócios no primeiro semestre – 66,42% superiores ao mesmo período de 2019 – deram fôlego e ânimo aos produtores, que agora esperam ansiosos para confirmar se estes produtos já estão na mesa do consumidor ou se ainda aguardam por ele nas gôndolas, de acordo com o presidente da Uniao Brasileira da Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Luis Argenta.No entanto, segundo Argenta, os primeiros seis meses deste ano registraram queda de 26,19% na comercialização dos espumantes tipo Brut em relação ao mesmo período do ano anterior. Já os espumantes moscatéis praticamente mantiveram o mesmo volume de 2019, com incremento de 1,68%.
“Mesmo assim, as vendas seguem em crescimento e, com isso, o brasileiro está tendo a oportunidade de degustar a qualidade do produto nacional e descobrir que não paga mais por isso”, destaca Argenta. “Julho, por exemplo, é responsável por 26,13% de todo vinho fino vendido este ano, que chegou a 14.659.904 litros. É o melhor desempenho de 2020 nesta categoria”, completa.
Com relação aos empregos, os representantes do setor afirmam que não houve perdas significativas, e muitos dos trabalhadores que tinham sido demitidos no início da pandemia foram readmitidos para suprir a necessidade das vinícolas.
“As vinícolas de grande porte tiveram incremento de empregos, pois o grande volume de venda vem delas, que estão nos supermercados com produtos de entrada. Já as pequenas, muitas delas familiares, seguem com a mesma estrutura ou até enxugando. Apesar de estarmos falando de um mesmo setor, as variáveis são muitas. Depende de cada realidade”, explica Argenta.
Champagne
Já a região do espumante mais prestigiado do mundo, a Champagne, sofre com o ano mais sombrio da história do produto. O grupo de luxo LVMH, player dominante com suas marcas Moët & Chandon, Veuve Clicquot, Ruinart e Mercier, informou que o preço de compra para os cachos de pinot noir, meunier e chardonnay, suas três variedades de uvas emblemáticas, caiu de 15 a 25 centavos de euro por quilo.
Outro indicador é o rendimento dos viticultores em 2020, que caiu 20% em relação ao ano anterior. Cada videira de Champagne não pode, portanto, dar mais de 8.000 toneladas de frutas por hectare, em comparação com as 10.200 toneladas colhidas em 2019. Por ser um produto com a produção controlada pelo mercado, esse número é fixado pela comissão de Champagne, que reúne viticultores e comerciantes.
“Este ano foi muito difícil definir um rendimento, geralmente estabelecido pelo número de garrafas vendidas até julho, pelas projeções de vendas para o ano e pelo nível de estoques”, explicou Maxime Toubart, presidente do Sindicato Geral dos Viticultores (SGV) de Champagne, em entrevista ao jornal francês Le Monde.
Segundo ele, a pandemia de coronavírus colocou o vinhedo em crise. “Já perdemos 45 milhões de garrafas, o que representa menos um terço das vendas”, destaca Toubart.