Cooperativa Vinícola Garibaldi abre temporada de medalhas com distinção francesa

A Cooperativa Vinícola Garibaldi está comemorando a conquista da primeira medalha de 2021. E ela chegou com a chancela da França, um dos mais notórios produtores mundiais de vinho. O Garibaldi Espumante Chardonnay Brut obteve medalha de prata no concurso Chardonnay du Monde, realizado entre os dias 9 e 12 de março, em Saint Lager, na famosa região da Borgonha.


Diferentemente da maioria dos certames, esse se destaca por ser voltado exclusivamente à avaliação de vinhos elaborados em todo o mundo a partir da rainha das uvas brancas. Neste ano, a 28ª edição do concurso reuniu mais de 600 amostras de 36 países, sendo avaliadas por 200 jurados. Agrupar tamanha diversidade de métodos de produção mundo afora, bem como promover o conhecimento sobre essa cepa e reconhecer medidas de qualidade empreendidas pelos produtores de Chardonnay fazem parte dos objetivos do concurso.
Elaborado pelo método Charmat, o Garibaldi Espumante Chardonnay Brut apresenta coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, aspecto brilhante e ótima formação de perlage. No olfato, destacam-se os aromas com notas de abacaxi, maçã e um toque de pão tostado e, em boca, é estruturado e cremoso, com acidez equilibrada e refrescante.

Edamame brasileira. Embrapa lança 1ª soja verde para consumo

Cultivar de soja BRS 267, quando colhida verde, é consumida com sal como edamame, prato popular no Japão e em outros países orientais.

Grãos de edamame em salada (Foto: Kadijah Suleiman/Embrapa )

A cultivar de soja BRS 267 poderá ampliar o consumo de um alimento ainda pouco conhecido no Brasil, o edamame, grãos verdes servidos com sal, bem comuns no Japão e em outros países asiáticos. A cultivar produz grãos grandes, de sabor suave, que apresentam textura similar a outras leguminosas como grão-de-bico, ervilha verde e alguns tipos de feijões. O preparo é fácil, com rápido cozimento, e pode ser consumida em lanches como snacks, ou compor pratos como sopas e saladas.
Como potencial produto de nicho, o cultivo da soja para edamame é uma boa opção para agricultores familiares e orgânicos. O pesquisador da Embrapa José Ubirajara Moreira explica que realizar a colheita da BRS 267 na fase certa é primordial para um produto com qualidade sensorial e nutricional diferenciada. “Deve ser colhido no estádio R6, com grãos formados, verdes e completamente cheios. Esse período de colheita é muito curto e dura de dois a quatro dias”, informa.
A pesquisadora da Embrapa Ilana Felberg lembra que, assim como toda soja, a cultivar BRS 267 deve ser cozida antes de ser consumida. Foram realizados procedimentos para estabelecer as etapas e condições de processo que possam ser facilmente reproduzidos em cozinhas ou agroindústrias familiares. “Podemos cozinhar tanto as vagens quanto os grãos já debulhados. O que fizemos foi avaliar e verificar a efetividade do tempo de cozimento na inativação de fatores antinutricionais para tornar seguro o consumo do produto,” conta.
A etapa de cozimento das vagens requer fervura em água. “Sugere-se o tempo de 20 minutos. Após o cozimento é necessário escorrer a água e, em seguida, mergulhar o recipiente com as vagens em água fria ou passar em água corrente até que esfriem, para interromper o cozimento e evitar o amolecimento excessivo das vagens”, explica a pesquisadora da Embrapa Renata Torrezan.
Depois da retirada do excesso de água, o produto pode ser acondicionado em embalagens adequadas ao tipo de estocagem. “O armazenamento pode ser por até cinco dias em temperatura de refrigeração, entre dois e oito graus Celsius, ou por até um ano em temperatura de congelamento de 18 graus negativos”, acrescenta Torrezan.
A pesquisadora alerta que, mesmo que o processamento do alimento seja realizado em pequena escala ou artesanal, o edamame precisa passar por processamento térmico antes do consumo. Os procedimentos necessários estão detalhados no manual “Processamento de edamame em vagens para agroindústria de pequeno porte” e também estão sujeitos às legislações sanitárias municipais e estaduais de cada localidade.
A cultura da soja para edamame apresentou bons resultados em diferentes condições edafoclimáticas, ou seja, de clima e solo. Inicialmente recomendada para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e sul de Mato Grosso do Sul, a cultivar também teve bom desempenho no Rio de Janeiro. A Embrapa Agroindústria de Alimentos, localizada na capital fluminense, desenvolveu protocolos de processamento utilizando edamame produzido em lavouras no próprio estado, por meio de parcerias com agricultores.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Claudia Jantalia, a ausência da cultura da soja no estado fez com que a incidência de pragas e doenças fosse baixa. Ela explica que as características edafoclimáticas testadas fizeram com que a cultura reduzisse o ciclo em relação a outras regiões como o Paraná, o que a torna uma opção interessante para o produtor fluminense.

A soja verde brasileira produz grãos grandes e com sabor suave, com potencial de ampliar o consumo de um alimento ainda pouco difundido no Brasil (Foto: Kadijah Suleiman/Embrapa ) 

Edamame
O edamame é alimento tradicional no Oriente e popular em países como Estados Unidos, Austrália e na Europa. O alimento é encontrado no mercado brasileiro em pacotes de vagens e grãos verdes congelados, importados principalmente da China.

A pesquisa
Em 1985, a pesquisadora da Embrapa Mercedes Carrão Panizzi iniciou a coordenação de um projeto de melhoramento genético para obtenção de cultivares de soja com características especiais para a alimentação humana e um programa de promoção da leguminosa para esse fim. “Cinco cultivares foram lançadas a partir do projeto, entre elas a BRS 267,” lembra a cientista.
“Entre os atributos da cultivar, o sabor agradável é resultado da presença de sacarose [açúcar], característica essencial para edamame”, esclarece o pesquisador da Embrapa Marcelo Álvares de Oliveira, ressaltando que a cultivar apresenta resistência às principais doenças da soja.
O trabalho de pesquisa e de transferência de tecnologia reuniu equipes de quatro unidades da Embrapa: Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), Embrapa Soja (PR), Embrapa Trigo (RS) e Embrapa Agrobiologia(RJ).
Os testes com produtores rurais do Rio de Janeiro e Espírito Santo contaram com a parceria da Secretaria de Agricultura de Itaguaí, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
A experiência e o interesse dos agricultores familiares orgânicos são uma grande vantagem. Trata-se de uma oportunidade de diversificação da produção agropecuária com a inserção dessa cultivar”, destaca o pesquisador da Embrapa Mauro Pinto, que considera o interesse dos consumidores e a facilidade de preparo da soja para edamame como vantagens competitivas importantes para a expansão desse mercado.
Testes com a BRS 267 também estão sendo feitos em São Paulo, por meio da parceria entre a Embrapa e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. “Também estão envolvidos no trabalho o Instituto Agronômico (IAC), a Embrapa Meio Norte e produtores da Cooperativa dos Agricultores Familiares da Região Centro Paulista e da Cooperativa Entre Serras e Águas”, informa Fénelon Neto, pesquisador da área de Transferência de Tecnologia da Embrapa.

Empresas de sementes podem obter licenciamento da BRS 267
Para atender os pequenos agricultores (orgânicos e horticultores), a Embrapa está fortalecendo a organização da cadeia de abastecimento de sementes para produção de soja edamame. Nesta fase inicial, a Empresa está atuando em duas frentes: o atendimento aos produtores que já estão participando do programa e validando a tecnologia de produção de edamame; e a organização da cadeia de abastecimento de sementes para o mercado, visando ampliar o abastecimento. Os técnicos lembram que a tecnologia é destinada a um nicho de mercado que requer atenção especial, pois é feito o consumo direto do grão e há agregação de valor e isso envolve também segregação da produção de sementes.
Na safra 2020/21, a Empresa realizou a produção da categoria de semente genética da cultivar, uma classe que, posteriormente, é ofertada para empresas e produtores de sementes que atuam no mercado. Nessa cadeia de logística de suprimento, esses produtores ampliam o volume nas safras seguintes e passam a ofertar a semente da cultivar para comercialização junto a outros produtores.
A Embrapa já está em negociação com duas empresas, mas continua aberta a novas parcerias para licenciamento do material. As empresas produtoras de sementes que tenham interesse na multiplicação de sementes da BRS 267 podem obter mais informações sobre a cultivar na página de negócios da Embrapa.
Além da cultivar BRS 267, o programa de melhoramento genético da Embrapa, mantém uma linha de desenvolvimento de materiais específicos para consumo humano. “As novas cultivares que estão sendo desenvolvidas visam propiciar outras oportunidades para produtores atuarem em mercados diferenciados”, ressalta Moreira.
Fonte: Embrapa Agroindústria de Aliment

Ricos em polifenol resveratrol, vinho e chocolate trazem benefícios à saúde

Mais do que uma combinação deliciosa, os produtos possuem antioxidantes capazes de auxiliar na prevenção de inúmeras doenças. A convite da Vinícola Aurora, a nutricionista e sommelière Patrícia Binz esclarece dúvidas relacionadas aos itens que são muito consumidos na Páscoa

Aurora Colheita Tardia harmoniza perfeitamente com chocolate branco. Crédito: Vinícola Aurora, divulgação

Quando se pensa em Páscoa, produtos como chocolate e vinho logo vêm à mente. Mas a deliciosa combinação não é só prazerosa como também pode ser uma grande aliada à saúde. Os vinhos – especialmente os tintos – e os chocolates acima de 50% cacau são ricos em polifenol resveratrol, poderoso antioxidante que ajuda na renovação e rejuvenescimento das células humanas. Este ativo anti-inflamatório e antimicrobiano é encontrado no cacau e nas cascas e sementes de uvas.
Inúmeras pesquisas desenvolvidas pelo mundo todo, incluindo no Brasil, mostram que os benefícios são infindáveis: desde a prevenção de doenças cardiovasculares e redução da pressão arterial; diminuição dos índices do mau colesterol (LDL) e aumento do bom colesterol (HDL) no sangue; redução de danos oxidativos em estruturas cerebrais, podendo reduzir o risco do aparecimento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e Parkinson; prevenção de alterações celulares que podem levar ao aparecimento de vários tipos de cânceres; melhora na cognição e na memória; aceleração do metabolismo energético; auxilia no combate à obesidade e às alterações associadas à doença… e por aí segue a lista de vantagens em consumir produtos ricos em polifenol resveratrol.
Então, porque não associar os benefícios do vinho e do chocolate acima de 50% cacau e consumi-los de forma moderada, sem sair da dieta?
A Vinícola Aurora convidou a nutricionista, sommelière profissional e diretora da Associação Brasileira de Sommelier do Rio Grande do Sul (ABS-RS), Patrícia Binz, para tirar as principais dúvidas relacionadas a este universo. Confira!

Patrícia Binz, nutricionista, sommelière e diretora da ABS-RS, explica que se consumidos de forma equilibrada, vinho e chocolate podem trazer benefícios à saúde. Crédito: Andrei Cardoso, divulgação

O que o vinho e o chocolate têm em comum, e o que esses dois produtos podem trazer de benefício à saúde?
Ambos podem trazer diversos benefícios, se consumidos de forma equilibrada. Os compostos funcionais presentes, principalmente, no vinho tinto e no chocolate amargo têm uma grande relevância já descoberta pela ciência. Uma substância encontrada nesses alimentos é o polifenol resveratrol, que pode atuar na prevenção de doenças.

Como escolher um vinho para ser o mais saudável ao nosso organismo? E o chocolate? O que é preciso ficar atento?
É bem importante frisar que antes de controlar calorias, deve-se optar por alimentos mais saudáveis. No caso do vinho, para ingestão menor de carboidratos, indica-se os tipos secos (até 4g de açúcar/litro) para os vinhos tranquilos e nature (até 3g de açúcar/litro) ou extra brut (de 3,1g a 8g de açúcar/litro) para os espumantes.
Em relação ao chocolate, o principal é optar por produtos que tenham maior percentual de cacau, acima de 50% (meio amargo), mas você pode iniciar pelo meio amargo até acostumar o paladar. O importante é que sejam chocolates mais puros, ou seja, que não tenham adição de gordura hidrogenada, apenas a manteiga de cacau, a massa de cacau e o açúcar. Para entender, a conta é simples, quanto mais massa de cacau (percentual de cacau) tiver, menos gordura e açúcar terá o produto final.
Qual a recomendação diária para o consumo de vinho e chocolate?
Não há uma recomendação exata para o consumo diário. O que se sabe é que, de forma consciente e inserido em uma dieta saudável e com hábitos saudáveis, é possível sim ingerir chocolate e vinho na sua rotina. O chocolate, em geral, indica-se uma porção pequena, devido à quantidade de açúcar, ou adoçante utilizado no caso dos diet. O vinho, segundo as orientações internacionais, é de que o consumo máximo seja de uma taça (em média 150ml) por dia para mulheres e até duas para homens. Também é importante sempre intercalar o consumo de vinho com água.

Quanto às calorias, como administrar estes produtos, especialmente no feriado da Páscoa? Como é possível ter equilíbrio, sem sair da dieta?
Primeiro é relevante lembrar que as comemorações são importantes, e não devem deixar de ser celebradas com medo de sair da dieta. A chave está no consumo responsável, tanto dos alimentos mais calóricos, como os chocolates, como do consumo de álcool. Para fazer isso de forma mais agradável e prática, é preciso programar as refeições, sempre com opções mais leves e saladas à mesa. Além disso, planejar as quantidades que pode consumir vai facilitar esse processo. Mas o que você não deve esquecer é de comer consciente, isso é, se alimentar com atenção plena, se dedicando realmente ao momento em que está vivendo e de que forma está consumindo esses alimentos e bebidas. Por isso, aprender mais sobre gastronomia e vinhos faz com que você aprecie mais esses momentos e consiga estar mais atento a eles.

É verdade que os vinhos doces, como os moscatéis ou licorosos, são mais calóricos?
O que faz um vinho ser calórico é o percentual alcoólico da bebida e a quantidade de açúcares. Ou seja, quanto menor o percentual de álcool no produto e menor a quantidade de açúcar, menos calórica será a bebida. Vinhos doces nem sempre são mais calóricos, pois deve-se levar em conta, além do açúcar, a quantidade de álcool presente nestes vinhos. Essas duas substâncias são quem fornecem a energia, o açúcar 4kcal/g e o álcool 7kcal/g. No caso dos espumantes moscatéis, eles costumam ter menos calorias do que vinhos licorosos, quando ambos forem doces. Os moscatéis apresentam um percentual alcoólico de 7% a 10%, enquanto os licorosos de 14% a 18% de álcool, segundo a legislação brasileira.

Você vê como positiva a tendência de vinhos menos alcoólicos e chocolates com menos açúcar?
Sim. Sempre que evoluímos em relação à consciência alimentar é benéfico. Acredito muito que as pessoas terão cada vez mais conhecimento sobre o que consomem, e se questionem muito mais sobre o que e como estão se alimentando. No caso dos vinhos menos alcoólicos, nem sempre pode ser a melhor escolha, já que depende da quantidade consumida. Consumir um vinho mais alcoólico, mas em menor quantidade, pode trazer os mesmos resultados de consumir mais quantidade de um vinho com menor graduação. Em relação aos chocolates, com menos açúcar seria uma ótima opção. Apenas não se engane ao optar por chocolates com menos açúcar, mas com mais gordura ou adição de adoçantes, o que é super comum no mercado.

Como armazenar corretamente esses itens em casa?
Os vinhos devem estar sempre armazenados em ambientes com menos iluminação, sem trepidações, e, se possível, em locais que mantenham uma média de temperatura de 15°C. Já os chocolates, o recomendado é guardar em local seco, fresco e arejado, e, preferencialmente, num ambiente com temperatura entre 18°C e 22°C.

Quais as harmonizações entre vinhos e chocolates você sugere?
Chocolates, especialmente os brancos, harmonizam muito bem com o espumante destaque da Serra Gaúcha, o Moscatel (Aurora Moscatel). Os chocolates brancos também harmonizam perfeitamente com o Aurora Colheita Tardia, com o Aurora Moscatel Rosé ou, até mesmo, com um tinto mais leve e delicado, como o Aurora Varietal Pinot Noir. A combinação também pode ser em forma de contraste, harmonizando este tipo de chocolate com um espumante extra brut, a exemplo do Aurora Pinto Bandeira método tradicional 24 meses.
O chocolate preto vai bem com o estilo de vinho tipo Porto ou até mesmo com tintos secos, como o Cabernet Sauvignon. Uma sugestão é o Aurora Millésime Cabernet Sauvignon, que, neste caso, pelo seu perfil aromático, lembra alimentos adocicados. Uma escolha de harmonização com chocolate preto também seria com um destilado, o Aurora Brandy.

SOBRE PATRÍCIA BINZ
Patrícia Binz é diretora de marketing da Associação Brasileira de Sommelier-RS (ABS-RS). Sommelier Profissional pela ABS-RS e nível 3 pela Wine and Spirits Education Trust (WSET). Formada em Nutrição pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), atua na área de consultoria no ramo alimentício há uma década e há quatro anos na docência de cursos em gastronomia e vinhos. É wine hunter para restaurantes e eventos. Possui especialização em Gestão de Marcas e o título de mestre em Turismo e Hospitalidade, também pela UCS. Tem experiência na área de nutrição, com ênfase em segurança de alimentos e sustentabilidade nos serviços alimentares, além de organização de eventos, principalmente experiências enogastronômicas.

Aprenda como reaproveitar partes do peixe para fazer hambúrguer

Receita utiliza partes do pescado que normalmente são desperdiçadas

(Foto: Reprodução/Pescado é Saúde)

Esta receita da chef Michele Uemura faz parte do livro Pescado é Saúde, que contém informações para o aproveitamento integral do pescado. O objetivo é evitar o desperdício, fomentando a utilização de partes do pescado que são comumente jogadas fora.
Ingredientes
– Meia cebola pequena (50g)
– 2 dentes de alho médio (10g)
– 2 xícaras de chá de bochecha de peixe (460g)
– 1 ramo de salsinha (6g)
– Meia colher de chá de pimenta-do-reino (2g)
– 2 colheres de sopa de azeite (30ml)
Modo de preparo
Descasque, lave e pique a cebola e o alho e reserve. Pique as bochechas de peixe em cubos pequenos. Lave e pique a salsinha.
Em uma tigela, coloque o peixe, o alho, a cebola, a salsinha, o sal e a pimenta-do-reino e misture bem. Molde os hambúrgueres. Em uma frigideira, acrescente o azeite aos poucos e doure os hambúrgueres.
Rendimento: 500g
Tempo de Preparo: 20 minutos
Valor calórico da porção: 125kcal
Peso da porção: 100g uma unidade

Bússola das Profissões do Senac-RS auxilia na identificação de perfil para o mercado de trabalho

A fim de oferecer um serviço à população, o Senac disponibiliza, de forma on-line, a ferramenta “Bússola das Profissões – uma jornada em busca do autoconhecimento”. Por meio da plataforma disponível em www.senacrs.com.br/bussola, o participante tem orientações sobre as áreas de atuação com as quais ele pode ter mais afinidade no mercado de trabalho.
A Bússola das Profissões é uma ferramenta gratuita composta de 12 perguntas, elaboradas por especialistas das áreas de Recursos Humanos, Psicologia, Educação e Marketing. Para a diretora do Senac Bento Gonçalves, Rosangela Jardim, o indicador é uma forma de nortear quem está em dúvida para qual área de atuação seguir. “Temos contato constante com jovens que ainda não optaram por uma carreira. Além disso, recebemos, em nossa escola, pessoas que já exercem uma profissão e que buscam aperfeiçoamento ou buscam mudanças profissionais. A Bússola das Profissões visa justamente orientar quanto às áreas do mercado, de trabalho de possível interesse da pessoa, com base no perfil de cada uma”, complementa. Acesse em www.senacrs.com.br/bussola.

Morre gata diagnosticada com Covid-19 em Caxias do Sul

Animal tinha dois anos de idade. Vigilância Ambiental em Saúde confirmou a infecção em 5 de março, após os proprietários terem a doença em fevereiro. Caso é raro e não há indícios de transmissão para humanos; donos do animal também testaram positivo para a doença

Gatos: no Brasil, primeiro caso de animal contaminado com covid-19 foi uma felina em Cuiabá (Altan Gocher/NurPhoto/Getty Images)

Morreu na madrugada da segunda-feira 22/03 a uma gata infectada com o coronavírus em Caxias do Sul, na serra gaúcha. O animal não resistiu as complicações relacionadas à doença.
O animal de dois anos de idade foi diagnosticado no dia 5 de março, duas semanas após seus donos também testarem positivo para a doença. Eles a levaram para um atendimento veterinário e o exame clínico apontou sintomas de perda de apetite, tosse, rouquidão, falta de ar e leve perda de peso.
O exame radiológico revelou “quadro inflamatório pulmonar, compatível a patologias de caráter infeccioso”, de acordo com o documento. Uma semana após o diagnóstico, o animal necessitou de apoio respiratório e chegou a ser internada, mas foi liberada.
Posteriormente, um teste RT-PCR deu positivo para a presença de RNA viral do vírus. Os outros dois gatos que dividem a casa não tiveram sintomas e seus testes ainda estão em análise.
Além disso, conforme o documento, “o exame radiológico revelou quadro inflamatório pulmonar, compatível a patologias de caráter infeccioso”. Foi coletada, então, uma amostra da gata e realizado um teste RT-PCR pela Universidade de Caxias do Sul (UCS).Em 5 de março, o diagnóstico molecular foi positivo “para a presença de RNA viral de SARS-CoV2”, e a contraprova foi confirmada pela Universidade Feevale.
“É um caso raríssimo. Ela ocorre com baixa frequência no Brasil e no mundo. Isso não significa que não devemos ter cuidados. Podem ser vítimas, podem adoecer e até mesmo ser fatal. Mas, até hoje, não verificamos nenhum reporte que este vírus seja transmitido para os seres humanos”, diz o professor André Felipe Streck, coordenador do laboratório de diagnóstico em medicina veterinária da UCS e responsável pelo diagnóstico. A gata teve, teve piora do quadro, necessitando apoio respiratório cerca de uma semana depois. Ela foi internada por quatro dias, apresentou melhora e foi liberada para seguir tratamento em casa.
Os outros dois gatos que dividem a mesma residência não apresentaram sintomas, mas também tiveram amostras coletadas para exames. Os resultados ainda não retornaram.
“Acreditamos que esse fato se deu por diferenças no sistema imune dos animais. Possivelmente o indivíduo que foi afetado estava em uma situação de queda imunológica por algum motivo, ou ainda questões genéticas envolvidas especificamente quanto à resposta viral. Mas esses casos necessitam de estudo para que possamos ter uma noção melhor”, avalia Streck.
A Universidade de Caxias do Sul e da Universidade Feevale, responsáveis pela testagem dos três gatos, farão o sequenciamento genético da amostra do vírus para descobrir qual a variante responsável pela contaminação. No momento, a cepa brasileira P1 está dominante no estado.
Outros casos
O primeiro teste positivo da doença em um animal doméstico no Brasil foi na capital de Mato Grosso, Cuiabá. O caso é de uma gata de propriedade de uma família diagnosticada com o novo coronavírus. O animal não apresentou sintomas e seguiu em isolamento domiciliar com seus donos. Ao todo, pesquisadores já registraram 13 casos de animais com o coronavírus no Brasil.
Em maio de 2020, uma pesquisa publicada no periódico científico New England of Medicine afirmou que os gatos eram capazes de ser infectados pela covid-19 por humanos, mas somente de repassá-las para outros gatos. Não existe, portanto, nenhuma evidência científica de que o contágio de forma contrária aconteça. Outro grande estudo realizado sobre casos de covid-19 em animais apontou, no entanto, que cães e gatos podem ser infectados pelo vírus tanto quanto os humanos, mas com sintomas muito mais leves e com menos riscos. Os pets, embora não apresentassem RNA positivo do vírus, já possuíam anticorpos contra a covid-19, o que indica que eles foram infectados anteriormente pela doença. Os pesquisadores descobriram que evidências de uma infecção prévia estavam presentes em 3% dos cachorros e em 4% dos gatos que participaram do estudo.
Os animais devem fazer distanciamento social?
Em um comunicado oficial, a Federal And Drug Administration (FDA), agência americana análoga à Anvisa, recomenda que os animais não interajam com humanos e outros animais fora de casa durante o período da quarentena. O artigo diz ainda que donos de animais de estimação devem evitar passear com eles em parques e outros locais que possam ter um grande número de pessoas. No Brasil, o Ministério da Saúde já recomendou, em uma fala sobre o coronavírus, que as pessoas sempre lavem as mãos após a interação com animais. Também é recomendável usar máscara ao se aproximar do animal e evitar beijá-los ou compartilhar alimentos, toalhas e cama com os animais.

Safra de uvas 2021 é concluída na Vinícola Aurora e volume chega a 90 milhões de quilos

Produção representa 12% da estimativa total da matéria-prima para processamento do Rio Grande do Sul Variedades precoces, como Chardonnay, Pinot Noir e Riesling, surpreendem com excelência em qualidade. Primeiros produtos da vindima chegam ao mercado ainda neste mês

Pinot Noir – Crédito Silvana Gentilini

A safra de uvas na Vinícola Aurora foi concluída na sexta-feira (19), surpreendendo pela qualidade e quantidade. Colhida pelas 1,1 mil famílias associadas à empresa, a vindima 2021 da maior cooperativa do setor do Brasil soma 90 milhões de quilos da fruta destinada à elaboração de produtos vinícolas. As primeiras variedades foram recebidas no dia 29 de dezembro. O volume representa 12% da projeção total estimada para o Rio Grande do Sul, o principal polo vitivinícola do país, que neste ano deverá chegar a cerca de 750 milhões de quilos da matéria-prima para processamento, segundo a Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho).
Ao todo, a produção da Vinícola Aurora foi realizada em 2,8 mil hectares de vinhedos, localizados em 11 municípios da Serra Gaúcha – todos em um raio de 50 quilômetros das três unidades industriais da empresa, em Bento Gonçalves. Das 60 variedades produzidas pelos cooperados da Aurora, as primeiras uvas recebidas foram a Chardonnay e a Pinot Noir e as mais tardias foram as Moscatos, as Cabernets Sauvignon e Franc e a BRS Carmen. Durante todo o processo vegetativo, os vinhedos são acompanhados pelas equipes técnicas agrícola e enológica da Aurora.
“Estamos muito satisfeitos com a safra deste ano e com o empenho e a dedicação das famílias associadas. Teremos produtos muito bons, mesmo diante do grande volume. A qualidade, especialmente das uvas precoces, como Chardonnay, Pinot Noir e Riesling, está excelente. Neste ano, pela própria natureza, as uvas para espumantes vieram muito especiais, sem que tivéssemos de antecipar a colheita para o equilíbrio ideal das variedades. Também tivemos um bom comportamento na Merlot, nas Cabernets Sauvignon e Franc e nas Malvasias. Nenhuma variedade de uva ficou devendo no quesito qualidade”, avalia o presidente do Conselho de Administração da Vinícola Aurora, Renê Tonello, que é viticultor da cooperativa.
O coordenador Agrícola da Vinícola Aurora, Maurício Bonafé, explica que, apesar da quantidade surpreendente, o volume de produção não é sinônimo de baixa qualidade, como alguns consumidores imaginam. No caso da safra 2021, as condições da matéria-prima superaram positivamente as expectativas.
“A temperatura foi estável durante a brotação, o que favoreceu no desenvolvimento e, consequentemente, fez com que a videira produzisse mais. De modo geral, as plantas estavam equilibradas e conseguiram distribuir bem os seus nutrientes, o que não comprometeu a qualidade da uva”, analisa o agrônomo. “Neste ano, o volume veio a nosso favor, já que, devido às vendas históricas em 2020, ficamos praticamente sem estoque de produtos e, alguns deles, como o moscatel, tivemos que suspender as comercializações por falta da bebida. Com o volume de uvas deste ano, estamos voltando aos estoques normais da cantina”, complementa Bonafé.
Historicamente, a uva Isabel, destinada para a elaboração de suco e de vinho de mesa, representa cerca de 25% da área cultivada pelos cooperados, seguida das também variedades Americanas e Híbridas Bordô, BRS Carmen, Magna e Cora. Entre as Vitis Viniferas, as mais representativas são as Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat e, nos últimos anos, há um crescimento no cultivo das Moscatos e Malvasias, por incentivo da própria Aurora, para ampliar a elaboração de produtos provenientes dessas uvas.
“Nos últimos dois, três anos, a cooperativa vem incentivando as famílias para ampliarem as áreas de produção de Moscato Giallo, Moscato Branco e Malvasia Aromática para que possamos atender à necessidade existente no mercado”, revela Bonafé.

Pinot Noir – Crédito Silvana Gentilini

Safras diferentes, mas virtudes para grandes produtos
Com as uvas recebidas, os tanques já estão em pleno funcionamento nas unidades da Vinícola Aurora. A previsão é que os primeiros produtos elaborados da safra 2021 cheguem aos consumidores ainda em março.
De acordo com o enólogo-chefe da empresa, Flavio Zilio, os sucos de uva já estão sendo produzidos e deverão ser encontrados nas prateleiras nos próximos dias. Na sequência, em abril, serão engarrafados os vinhos brancos de mesa e os espumantes moscatéis, e em maio será a vez dos vinhos brancos jovens, como Riesling, e os tintos de mesa. Entre agosto e setembro, as primeiras garrafas de vinhos tintos viníferas, como Pinot Noir, chegam às lojas.
“Nos vinhos tintos, o consumidor pode esperar bastante sutileza e elegância, além de aroma intenso. Entretanto, não serão vinhos tão encorpados quanto os de 2020, que possibilitavam um maior potencial de guarda. Mas isso não é um demérito. Serão vinhos diferentes da safra anterior, mas ambos com suas virtudes. Já os brancos, serão vinhos bem refrescantes e aromáticos, com elegância e a acidez pronunciada na medida”, analisa o enólogo-chefe.
O produto mais vendido da Vinícola Aurora, o suco de uva integral, também deve surpreender: “No suco, o público encontrará um produto com uma cor muito boa, tanto em tonalidade quanto intensidade”, assegura Zilio.

Cooperativas Vinícolas preveem regularização dos estoques com a Safra 2021

As videiras carregadas que decoravam a paisagem gaúcha no período da vindima 2021 prenunciavam aquilo que logo se confirmaria com os números: a safra das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (RS) deverá ultrapassar as 210 mil toneladas. Embora ainda não concluída, tem previsão de totalizar a colheita de aproximadamente 750 mil toneladas de uva no Rio Grande do Sul, configurando-se como uma safra excepcional.
Por conta desse resultado as Cooperativas esperam recompor os estoques comercializáveis durante o ano, bem como o estoque de passagem até a próxima colheita. “A prioridade, agora, é trabalhar pela estabilização, refazer o estoque regulatório, que foi alterado em função do cenário do ano passado. A ocorrência de uma ótima safra vem em boa hora para auxiliar as vinícolas diante dessa necessidade”, explica Hermínio Ficagna, presidente da Federação das Cooperativas Vinícolas do RS – Fecovinho.


Entretanto, a atual conjuntura econômica explicita uma preocupação constante com o aumento dos custos dos insumos vitícolas, enológicos e industriais, assim como a dificuldade em adquiri-los, conforme afirma Oscar Ló, presidente da Cooperativa Vinícola Garibaldi. “Infelizmente a relação causa-consequência não funciona dessa forma. Como todos os setores produtivos, também o vinícola vem de um ano difícil, e enfrenta as mesmas adversidades que os demais segmentos, especialmente na alta de insumos e custos produtivos”, comenta Ló.


O que se pode esperar, sim, da safra 2021 é a promessa de muito trabalho por parte das cooperativas vinícolas para entregar ao mercado produtos de excelência. “Com matéria-prima de qualidade e com quantidade em mãos, temos plenas condições de elaborar produtos à altura da capacidade tecnológica das vinícolas brasileiras, entregando ao consumidor bebidas de alto padrão”, adianta Ismar Pasini, diretor administrativo da Cooperativa Vinícola São João.
As cooperativas, por suas especificidades, são um empreendimento econômico de agricultores familiares e como tal organizam o recebimento de toda a safra dos associados, estabelecem padrões de qualidade, remuneração a destinação da uva, conforme interesses coletivos e oportunidades oferecidas pelo mercado. Possuem como entidade de representação política e institucional a Fecovinho, que busca atender a essas demandas e interesses. Atualmente a Federação congrega 5 cooperativas vinícolas, representa mais de 4 mil famílias, 28% da produção de uvas e 35% da comercialização de envasados.
Fonte: Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande Do Sul – FECOVINHO

Crédito das imagens: Augusto Tomasi/Estúdio Vagão

Quer trabalhar viajando? Senac Bento Gonçalves inscreve para curso Técnico em Guia de Turismo EAD

Apesar de ser diretamente impactada pela pandemia, a profissão de Técnico em Guia de Turismo já prevê retomada para 2021. Uma pesquisa realizada com mais de 20 mil pessoas pelo Booking.com, site especializado na reserva de hospedagem, revela as tendências para o turismo. E os dados mostram, principalmente, que os brasileiros querem viagens mais curtas, gastronômicas e sem muito luxo. Ao total, 64% deles afirmam que gostariam de viajar no futuro para compensar o tempo perdido. Para quem quer estar preparado para a retomada do Turismo, o Senac Bento Gonçalves está com inscrições abertas para o Curso Técnico em Guia de Turismo EAD. A aula inaugural on-line será realizada no dia 5 de abril, das 19h às 20h.
Segundo a coordenadora do curso Técnico em Guia de Turismo do Senac EAD, Mariana Almeida Hoff, durante a pandemia, a qualidade de vida tornou-se uma prioridade na vida das famílias, que prezam a cada dia pela sua liberdade e por viverem experiências significativas. “O turismo prepara-se para um novo movimento de viagens regionais e nacionais como prioridade na escolha de destinos. Com isso, crescerá a demanda do setor por guias de turismo com conhecimento técnico e habilidades para apresentar tradições, culturas e costumes de cada destino. Então, para quem deseja ingressar nesse ramo, é preciso estar preparado com uma qualificação técnica de qualidade”, afirma.
Com a duração de 13 meses, o curso Técnico em Guia de Turismo capacita o aluno a ser o profissional responsável pela recepção, pela condução, pela orientação e pela assistência de pessoas ou grupos durante traslados, passeios, visitas e viagens em âmbitos local, regional e nacional. O participante aprenderá a informar aspectos socioculturais, históricos, ambientais e geográficos das localidades visitadas, a apresentar e a organizar roteiros e itinerários turísticos, considerando os interesses e as necessidades do visitante.
Formado no curso Técnico em Guia de Turismo, Valdecir Coinoski afirma estar muito feliz com a conclusão da formação e se sente pronto para trabalhar em qualquer lugar. “É muito gratificante trabalhar, viajar e conhecer as belezas da natureza e os lugares que temos para visitar. Cada viagem é uma nova história e um novo capitulo”.
A metodologia de ensino a distância do Senac é centrada no aluno, enfatizando o desenvolvimento de competências valorizadas no mercado de trabalho, além de apresentar menor custo com deslocamento e a possibilidade de conciliar os estudos e a vida profissional. As inscrições podem ser feitas pelo site https://www.ead.senac.br/polos/rs/bento-goncalves

Colheita da uva deve passar de 800 mil toneladas no RS

Dos 497 municípios gaúchos, 122 têm áreas cultivadas e estão em plena safra

Fotos: Marlove Perin

Novas áreas cultivadas que entram em produção este ano e a ausência de perdas em razão de intempéries projetam uma safra da uva muito maior que a do ano passado. As previsões indicam um leve aumento, podendo ultrapassar as 800 mil toneladas somente no Rio Grande do Sul. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje o estado mantém 46.774 hectares destinados ao cultivo da uva. Em relação a qualidade, ainda é cedo para fazer uma avaliação geral. Entretanto, as uvas precoces, destinadas à elaboração de espumantes apresentaram excelente sanidade e equilíbrio entre acidez e açúcar, o que é ideal para a bebida.
As condições de estiagem, combinadas com grande amplitude térmica diária, de dias quentes e noites frias, ocorridas no final da primavera e início do verão, não anteciparam o ciclo e foram muito favoráveis para a quantidade e a qualidade enológica das uvas precoces. Entretanto, apesar de uma previsão de maior quantidade em relação à safra 2020, o prognóstico de maiores índices de chuvas pode restringir o potencial qualitativo de algumas cultivares intermediárias e tardias, o que exige maior atenção dos produtores.
Para o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Argenta, ter uma grande safra e de qualidade é um alento para um setor que viu seus estoques praticamente desaparecerem diante do excelente de desempenho de vendas em 2020 em razão da pandemia. “As pessoas ficaram mais em casa, mudando hábitos de consumo. A alta do dólar também ajudou, fazendo com que o brasileiro degustasse e descobrisse o vinho brasileiro, aprovando a experiência, tanto pela qualidade, quanto pelo bom preço”, avalia. Argenta também destaca o problema da falta de garrafas que vem se agravando ano a ano. “Se já enfrentávamos este problema com uma safra menor, nosso grande desafio será resolver esta situação, uma vez que o consumo per capita subiu no ano passado”.

A safra gaúcha em números
Quando falamos de safra da uva, logo vem à mente cidades como Bento Gonçalves, Flores da Cunha, Garibaldi, Farroupilha, Caxias do Sul. Mas, o mapa da vitivinicultura gaúcha é muito maior. Hoje, o Rio Grande do Sul tem 497 municípios. Destes, 122 vivem do cultivo da uva, entre outras culturas, conforme dados do Cadastro Vinícola do Estado do Rio Grande do Sul (SISDEVIN/DAS). Menos de um quinto deste grupo, ou seja, 22, produzem apenas variedades viníferas. Outras 34 cidades mesclam as áreas com uvas viníferas e americanas, e a grande maioria, 66 delas, se dedicam ao cultivo exclusivo das uvas americanas.
A aposta única nas viníferas está distribuída por diversas regiões em pequenas cidades, como André da Rocha, Bagé, Candiota, Canela, Dom Pedrito, Hulha Negra, Itaara, Itaqui, Lavras do Sul, Mariana Pimentel, Muitos Capões, Passo do Sobrado, Pedras Altas, Pinheiro Machado, Piratini, Quaraí, Rosário do Sul, Santana do Livramento, São Borja, São João do Polesine, São Sepé e Uruguaiana. Neste caso, a maior representatividade está em Santana do Livramento com 10% de toda produção de uvas viníferas do Estado, chegando a 6,9 mil toneladas no ano passado.
Considerando os municípios que cultivam viníferas e americanas, o maior produtor de uvas é Flores da Cunha com um total de 84 mil toneladas em 2020, seguido por Bento Gonçalves com 73 mil toneladas e Farroupilha com 50 mil toneladas. Entretanto, o maior produtor de uvas viníferas é Bento Gonçalves com 12 mil toneladas.
Das 735 mil toneladas de uvas colhidas em 2020 (IBGE) no Rio Grande do Sul, sendo 502 mil toneladas industrializadas, por cerca de 15 mil famílias, 86% são de variedades americanas. Das 34 castas cultivadas (21 tintas, 12 brancas e uma rosé), o grande destaque fica com as tintas Isabel e Bordô, amplamente usadas para a elaboração de suco de uva. Agora, quando falamos de viníferas, o cenário amplia para 78 variedades, sendo 38 tintas, 38 brancas e duas rosés. A maior produção é de Moscato Branco e Chardonnay, além das tintas Merlot e Cabernet Sauvignon. Castas como Garganega, Moscato Rosado e Itália (Pirovano 65) não ultrapassam mil quilos. Toda essa produção é processada por 614 vinícolas no Rio Grande do Sul, segundos dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em todo o Brasil, são 831 vinícolas.