Palestra sobre terapia e esportes com cães lota auditório da Cnec Bento

Nem o frio afastou as mais de 150 pessoas da palestra sobre Terapia Assistida por Cães e o esportes Canicross, ocorrida na noite de quinta-feira, dia 29 de maio, no auditório da Faculdade Cenecista, em Bento Gonçalves.
Ao longo de pouco mais de 2h, estudantes de diversos cursos como fisioterapia, psicologia e outras áreas da saúde e da educação, puderam ouvir a psicopedagoga Letícia Casonatto, da Tok Pet Terapia, o instrutor de canicross Maurício Pinzkoski, da Vai Totó e a psicóloga Janice Mezacasa, da clínica Jeito de Ser.
O objetivo do evento beneficente, que arrecadou 70Kg em alimentos para o Lar do Ancião de Bento Gonçalves, foi promover uma maior interação entre a ferramenta cão e os novos profissionais que estão sendo formados nas Universidades.
“Assistimos excelentes palestrantes sobre assunto de extrema riqueza profissional. Vale ressaltar a importância e a seriedade de conduzir sessões de cinoterapia e treinamento de canicross com profissionais treinados e através de protocolos seguros,” concluiu a coordenadora do curso de psicologia, professora Sônia Galante.
Para quem quiser saber mais sobre os assuntos abordados na palestra ou levar o evento beneficente para sua cidade, o contato é 51-9.9941.1144 com Maurício.

Edital aberto para seleção de médico veterinário

A Prefeitura de Garibaldi, por meio da Secretaria Municipal da Administração, abrirá na próxima semana edital de seleção pública para contratação de médico veterinário, visando atender necessidade temporária da Secretaria Municipal da Saúde.

A entrega dos currículos para a seleção será de 17 a 19 de setembro, das 9h às 11h e das 14h às 16h, na Secretaria Municipal da Saúde (localizada junto ao Centro Administrativo).

A carga horária é de 20 horas semanais e a remuneração de R$ 3.060,46. A contratação será por tempo determinado e de acordo com a necessidade da Administração Pública. O resultado final será publicado no dia 25 de setembro, até as 17h, no mural e site da Prefeitura.

Mais informações podem ser obtidas no edital, que estará disponível no site da Prefeitura a partir da próxima segunda-feira, dia 17.

Meu gato é FIV / FeLV positivo, e agora?

Se você ama animais, principalmente gatos, deve estar ciente das principais doenças que os acometem.
FIV é o Vírus da Imunodeficiência Felina, ou “AIDS Felina”, já a FeLV é a Leucemia Felina. Ambas só se manifestam em gatos, podem ser tratadas, mas não tem cura. Elas afetam diretamente a imunidade dos bichinhos.
A FIV é transmitida pelo contato com o sangue, através de mordidas e arranhões, ou durante a gestação e a amamentação, caso a gata possua o vírus. Os principais sintomas da FIV são febre, aumento dos gânglios linfáticos e aparecimento de infecções intestinais ou cutâneas.
O Vírus da FeLV, diferentemente da FIV, é transmitido pelo ar, através de salivas, secreções e contato com urina e fezes contaminadas. Gatos com FeLV apresentam diversos sintomas, dentre eles perda de peso, anemia, tumores (principalmente o linfoma), depressão, dificuldade de respirar, febre, problemas nas gengivas, mucosas alteradas nos rins, no baço e no fígado (que aumentam de tamanho). Por isso, gatos que possuem o vírus não devem compartilhar os mesmos potinhos e caixa de areia dos não infectados.
O tratamento, para ambos, é focado em aumentar a imunidade do organismo do animal para evitar novas doenças, e no tratamento dos sintomas.
É importante entender as causas e proteger seu animal. São enfermidades que não tem cura e são transmitidas de gato para gato. Não afetam os seres humanos, cães ou outras espécies.
Ao levar para sua casa um novo gatinho, certifique-se antes de que ele não possui a doença, realizando o teste em um veterinário, e de vaciná-lo, principalmente, para que ele não se contamine, no caso da FeLV.

Luciano Guarnieri Geimba, sócio Proprietário na empresa ZooLife Clínica Veterinária

Além disso, é importante lembrar que o vírus pode já estar no gato e ele não apresentar nenhum sintoma. O vírus pode demorar anos para se manifestar. Por isso, é imprescindível fazer o teste específico antes de juntá-lo a outros gatos.
Somente um veterinário pode identificar o problema e o melhor tratamento.
Embora sejam doenças que não tenham cura, os sintomas podem ser amenizados em busca de uma melhor qualidade de vida.
Quando os proprietários recebem o diagnóstico, ficam desesperados.
Ok, não tem cura! Mas tem tratamento!
E quantas doenças não tem cura? Como diabetes, doença renal crônica, etc.? Mas todas têm tratamento.
O prognóstico não é favorável, mas não condene seu gato antes do tempo dele!
Não faríamos isso com pessoas, não é mesmo?
Infelizmente são doenças muito comuns, então não se desespere e não pense em eutanasiar seu gato. Leve a um veterinário para que ele possa esclarecer sobre a doença.
O tratamento da FeLV, assim como o da FIV, consiste em manter a imunidade do gato alta e tratar os sintomas. Existem diversas maneiras de proporcionar uma vida longa e de qualidade ao seu bichano, todo dia surgem novas alternativas e o seu veterinário poderá lhe orientar da melhor maneira.
É muito importante fazer o teste, pois são doenças que não tem cara. Qualquer gato pode ter. Você pode ter um gato FIV ou FELV positivo, mas que não está doente, porque a evolução da doença depende de alguns fatores, como a virulência da sepa viral, a resposta imunológica do animal, se ele tem alguma outra doença concomitante ou não.
O diagnóstico precoce é importante e isso é favorável para a saúde do gato, para o início de um tratamento. A prevenção sempre é o melhor remédio. Por isso tente proteger seu felino, para que ele não tenha acesso à rua, contato com animais errantes e principalmente faça a vacina quíntupla, que é extremamente importante! Sempre preconize a vacina quíntupla.
Além do tratamento conservativo é importante, em qualquer caso, para todos que possuem um animal de estimação, o acompanhamento profissional de um veterinário.

 

O assunto é Cinomose 

Por Luciano Guarnieri Geimba – Médico Veterinário CRMV-RS 08877 – Proprietário na empresa Zoolife Clinica Médica e Cirúrgica Veterinária

O assunto é cinomose

O que é? 
A cinomose canina é uma doença infectocontagiosa causada por um RNA vírus do gênero Morbillivirus. De relevância mundial, é considerada como a segunda principal causa de morte entre os cães, dentre as doenças infecciosas, perdendo apenas para a raiva.  O vírus leva à doença neurológica e sistêmica graves. Acomete principalmente cães não vacinados ou submetidos a vacinas com doses incompletas, histórico de contato com animais infectados, dentre outros fatores. Trata-se de uma doença altamente contagiosa, mas que não é passada para humanos ou felinos, sendo sua prevenção feita com vacina produzida a partir de vírus atenuado. Mesmo que seu cão não saia de casa, a possibilidade de ele adoecer existe, porque o vírus se transmite principalmente pelo ar. Você pode pisar acidentalmente na grama com urina de cachorro e levar o vírus para casa, ou mesmo visitar alguém que já tenha um cão hospedando o vírus e levar para seu bichinho. A cinomose mata de maneira rápida e cruel, por isso é tão importante a vacinação correta e completa.
Sintomas
A transmissão viral ocorre através de excreções e secreções corpóreas dos animais infectados, ou seja, saliva, potes de água e comida, excrementos, etc. Os sintomas são variáveis, mas geralmente o animal apresenta crises de
vômito e diarreia, seguidas de falta de apetite. Pouco tempo depois, uma secreção excessiva toma conta dos olhos e nariz. Se demorar muito para receber atendimento veterinário, o animal começa a perder a coordenação
motora e apresentar tiques nervosos, convulsões e paralisias. Inclusive, vale ressaltar que, alguns animais, mesmo depois de contaminados, podem demorar até quinze dias para apresentar os primeiros sintomas, podendo nesse período, transmitir a doença. Somente um veterinário pode ajudar. Não existe tratamento alternativo ou caseiro. O tempo, nesse caso, é precioso. Além disso, o vírus é resistente ao tempo, podendo perdurar por até dois anos no ambiente não devidamente higienizado com produtos específicos.
Tratamento 
O diagnóstico é realizado por meio do histórico do animal, exames clínicos e laboratoriais realizados a partir de secreções ou tecidos. Assim, após a análise do médico veterinário, o tratamento é feito com o objetivo de reduzir os sintomas. Não existe um remédio que acabe com o vírus diretamente. Em outras palavras, não existe um medicamento que consiga acabar com o vírus quando este já está hospedado no corpo do animal, mas existem alguns que tratam dos sintomas específicos que a cinomose apresenta, dando suporte para que opróprio organismo do cão venha combater o vírus.
A cinomose canina causa grandes transtornos, devido a sintomatologia de destruição do sistema nervoso. Além disso, são observadas alterações comportamentais e sequelas permanentes nos cães que sobrevivem à fase neurológica da doença. Se a cinomose evoluir para os estágios finais sem que o cachorro receba tratamento, há grande possibilidade de danos neurológicos irreversíveis e o médico veterinário poderá sugerir o sacrifício do animal.

Dois últimos ursos são resgatados no Nepal

Animais sofrem com traumas psicológicos após viverem anos de abuso e receberão cuidados especiais

Com os dentes removidos, os narizes perfurados com uma barra quente e amarrados, os dois últimos ursos que eram obrigados a se apresentar para espectadores no Nepal foram resgatados. O macho Rangila, de 19 anos, e a fêmea Sridevi, de 17, eram mantidos na cidade de Iharbari. A polícia rastreou os celulares dos proprietários do local onde estavam os animais e os encontraram em um estado que classificaram como “angustiante”. A ideia é futuramente transferir Rangila e Sridevi para um santuário da vida selvagem na Índia. D’Cruze tem esperança de que os ursos possam se recuperar dos maus-tratos sofridos.

Segundo Neil D’Cruze, da ONG Proteção Animal Mundial, contou ao “Huffington Post”, que os ursos dançarinos são ilegais no Nepal de acordo com a Lei de Proteção da Vida Selvagem de 1973. Ele disse ainda que essa prática centenária foi encerrada em países como a Grécia, a Índia e a Turquia. E acrescentou que os grupos internacionais de proteção animal tentam acabar com ela no Paquistão.

“Ambos os ursos (Rangila e Sridevi) estão em condições psicológicas péssimas, mostrando sinais de comportamento estereotipado, incluindo chupar as patas e balançar constantemente a cabeça, além de agressividade, devido ao treinamento cruel e constante que sofreram no cativeiro”, disse D’Cruze.

Os ursos foram levados para um parque nacional no Nepal. De acordo com a “National Geographic”, os dois dos homens que os possuíram foram temporariamente contratados para cuidar deles no parque. A medida visa a ajudá-los financeiramente para que não dependam mais da dança do urso para seu sustento.

Fotos: HANDOUT / AFP

Usar ou não sapatinhos para os cães?

Coma chegada do verão e os dias escaldantes, cresce a preocupação dos tutores de cães com a rotina dos passeios. Muitas vezes, por receio de expor o animalzinho ao piso quente, os donos acabam lançando mão de sapatinhos na tentativa de proteger as patas dos cachorros e evitar queimaduras. Embora os calçados atuem como uma barreira para o calor, proteção para as patas contra queimaduras ou machucados esses acessórios não são recomendados.

Os sapatinhos acabam atrapalhando os peludos. Podem provocar incômodo, desconforto, prejudicar a coluna e o equilíbrio, por isso muitos veterinários recomendam que os cães não usem sapatos. As patinhas são fundamentais para o equilíbrio deles. Além disso, é que com o uso no dia a dia destes acessórios, os cachorros não vão conseguir lixar de forma natural assuas unhas durante o passeio.

Os coxins plantares — as famosas “almofadinhas” das patas dos cães têm um revestimento reforçado para suportar o contato com o chão. Eles protegem do calor e ainda permitem que os animais transitem com segurança por qualquer superfície. Por esse motivo, o uso do acessório é ainda mais contraindicado em dias de chuva.

Portanto, a dica para garantir o bem-estar dos pets é evitar passeios em horários em que o sol esteja muito forte. Prefira os roteiros matinais ou de fim de tarde. Também é bom transitar por áreas sem muito asfalto. Praças, parques e jardins, onde o solo não absorve tanto calor, são os mais indicados.

Fotos: Divulgação

Calor, o pior inimigo dos cães com focinho pequeno

Entenda por que animais de focinho achatado sofrem mais com o calor. Formato prejudica o sistema respiratório do animal, que pode sofrer um superaquecimento

Poucos donos de animais sabem, mas cães de focinho curto são extremamente sensíveis aos dias quentes. Talvez você nunca tenha ouvido falar em cães braquicefálicos, mas com certeza conhece aqueles focinho”achatado”, como pugs, buldogues, pequinês, boston terrier, boxer, eshihtzus.

Esse nome longo e um pouco estranho é dado para todos os cães de raças que possuem o nariz achatado. E é justamente por conta desse detalhe que eles têm maior dificuldade para respirarem, principalmente no verão. Esse formato prejudica as funções fisiológicas do focinho, que precisa levar o ar até o aparelho respiratório inferior,filtrá-lo e aquecê-lo. Por isso, é preciso ter alguns cuidados com esses cachorros em dias muito quentes. Isso faz deles os principais candidatos a sofrerem “ataques de calor”.

O focinho curto faz com que o ar quente entre de uma forma muito rápida, chegando aos pulmões em temperatura alta. Isso pode levar a hipertermia, ou seja,quando expostos a muito calor, esses animais podem superaquecer, pois o sistema respiratório não consegue dissipar o calor. Se não cuidado, o aquecimento interno pode levar à falência de órgãos e à morte.

Para evitar o problema, algumas dicas são fundamentais:

—Não exercite o animal entre 10h e 16h. Nem pequenas caminhadas são indicadas.
— Se o cão ficar em canil, garanta que o local tenha boa ventilação e cobertura solar.
— Caso o animal fique dentro de casa, mantenha ele em locais frescos, inclusive com ar-condicionado ligado.
— Coloque pedras de gelo na água do pet.
— Cães com pelos longos devem ser tosados no verão.
— Cuide da dieta do cão. Animais obesos apresentam mais problemas.

Mesmo com todos os cuidados, é preciso estar atento aos sinais que podem indicar hipertermia:

— Ficam muito ofegantes
— Colocam a língua para fora e salivam muito
— Deitam com as patas traseiras para trás, tentando resfriar o abdômen
— Ficam apáticos e tristes

Nestes casos, a orientação é levar o cachorro imediatamente para o veterinário para análise do quadro e possível intervenção.

Fotos: Divulgação

Afinal, cachorros podem comer a comida dos humanos?

Veterinária esclarece dúvidas sobre a alimentação e diz quais são os cuidados necessários para deixar um animal saudável

A partir deste mês as rações de pets vão ficar mais caras. Vai ser cobrado 10% de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) que antes não era cobrado. Se você tem um bichinho de estimação deve estar se perguntando: o que fazer para economizar?

Uma das grandes polêmicas com relação aos cuidados com cachorro é: ele pode comer comida humana em vez de ração? A veterinária Mallize Fonseca afirma que sim, mas que ela deve ser balanceada: “Para oferecer alimentação caseira para o cão, ele precisa ser avaliado por um veterinário para ele indicar a melhor dieta. Tem gente que dá dieta sem balancear e pode ter problema”.

A aposentada Junia Helena Fonseca já teve quatro cães em sua vida e sempre alimentou-os com comida natural, mas sem avaliação nutricional necessária para montar o cardápio de seus pets. “Eu dou arroz branco, arroz integral, carne, frango, verdura. Quando eu viajo, excepcionalmente, eu coloco ração, mas é muito raro”, explica. “Todos recomendam apenas ração”, diz Junia, sobre os veterinários que já consultaram seus pets. Apesar disso, ela relembra um caso em que chegou com suas três cadelas da raça bassê e foi super elogiada pela condição dos dentes e pelos dos animais, visto a idade avançada delas. Só depois de um tempo de consulta a veterinária ficou sabendo que elas eram alimentadas com comida humana e disse “Não pode!”.

Erros

O maior erro na administração de comida caseira para os cachorros é não respeitar as necessidades nutricionais dos diferentes cães, que variam de acordo com a raça e idade do animal. Mallize destaca que filhotes e gestantes precisam de mais proteínas e minerais, enquanto um animal idoso já precisa de menos proteína que um adulto ativo.

Outro perigo de não se consultar com um veterinário antes de mudar a dieta é deixar o animal com carência de nutrientes. “A dieta caseira muitas vezes não supre todas as necessidade e deve ser feita a suplementação de vitaminas e minerais”, explica a veterínária, que afirma que a deficiência de cálcio é comum nos animais e, por isso, geralmente é feita a suplementação.

Fotos: Noticias de Bento