Profissão agricultor, com muito orgulho: um negócio de pai para filho

Em Monte Belo do Sul famílias inteiras vivem do cultivo da uva. Colhem aproximadamente 50 milhões de quilos a cada ano. Como a família de Cavalleri. No 80 da Leopoldina, interior o município, o casal de agricultores Moisés e Veronice tocam 4,5 hectares de vinhedos. A mãe de Moisés, Nair 81 anos mora com a família. O casal tem dois filhos, Moisés Cavalleri Júnior, 26 anos e Vinícius 22, ambos trabalham fora da propriedade..

Cooperados da Vinícola Aurora vivem uma vida tranquila, sossegada, falando do jeito que eles mais entendem: o dialeto italiano. Rotina conhecida. Aos 55 anos, ele lembra com orgulho quando fala dos anos dedicados à profissão de agricultor. Hoje mantém uma rotina diária de trabalho voltado aos vinhedos. Foi duas vezes Conselheiro de Administração da Cooperativa Aurora, por um período de 10 anos. “É um conhecimento diferenciado, onde conhecemos o andamento da empresa, tu deixa de ser o produtor que só trabalha na agricultura, para fazer parte da gestão. A Aurora é uma empresa, mas ela é nossa, de todos os sócios. Temos que ter interesse. Uma das grandes dificuldades que eu vejo na Cooperativa hoje é a pouca participação em reuniões que são feitas em nosso núcleo em função da idade do nosso quadro social. Muitas pessoas de idade. Elas não têm mais aquela disponibilidade, e temos poucos jovens, isso me preocupa” diz Moisés. “O Cooperativismo é a melhor forma do produtor, é a união do agricultor. A Cooperativa Aurora melhorou muito nos últimos dois anos com o agendamento no descarregamento da uva. Bom pra nós e para a empresa. Uva mais fresca e produtos melhores. Temos preço um pouco melhor quando comparado ao o que outras vinícolas pagam. Nos últimos anos, tivemos bons resultados. Isso reflete para nós cooperados em lucros e retornos. Isso nos motiva, porque se temos retorno financeiro, temos vontade em continuar nosso trabalho e nos dá orgulho” complementa. “Na época da crise tivemos muitas tentações para sair, mas cada um tem que ter um ideal. Acho que se temos espírito cooperativista estamos para as horas boas e ruins por isso que hoje, quem faz parte do conselho fiscaliza mais e esta mais atento. Apesar da crise econômica, a Cooperativa apresentou ótimos resultados. Mérito de nós agricultores e de quem está lá dentro que não mede esforços e reduz custos. Produtos bons e com qualidade” parabeniza Cavalleri. Sócio desde 1982, Moisés esta na expectativa de remuneração a ser pago pelo quilo da uva. Na propriedade 60% das uvas são comuns e 40% viníferas.

Fotos: Marlove Perin

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