Começa colheita do pêssego na região

A colheita do pêssego já iniciou em Pinto Bandeira. Os consumidores podem encontrar a fruta grande e com alto teor de doçura, garantidos pelas condições climáticas.

Claudio Fossa, 36 anos, morador da Linha Silva Pinto Norte, de Pinto Bandeira, iniciou a colheita dos seus quatro hectares de pêssegos há 10 dias e esta satisfeito com a produção. Ele pretende colher 30 mil quilos das três variedades PS Precoce, PS e Eragil. No ano passado, o pomar do produtor teve uma super safra e a colheita ficou em 60 mil quilos – dobro deste ano. “Deu tudo certo, o tamanho, a cor e o sabor. O clima ajudou. O sabor está delicioso” comemora o produtor. Com uma fruta de excelente qualidade, o produtor tem boas expectativas de vendas e preços. O valor pago ao produtor deve variar de R$ 3 a R$ 2,5 por quilo, mas em safra plena a previsão é baixar. “O preço (do quilo) varia de acordo com o período das vendas. Agora é o início da comercialização. A gente não sabe como o mercado vai se comportar. A expectativa é boa. Não tem nenhum tipo de problema ou podridão” explica.

Até a tarde de segunda-feira, Fossa já havia vendido 5 mil quilos de sua produção de PS Precoce. A variedade OS é a próxima a ser colhida, e a Eragil será colhida no final de dezembro. As vendas dessa variedade iniciam somente no mês de janeiro de 2018. A mão de obra é toda familiar “Fazemos o escalonamento (entre as variedades) e fica melhor para colher e para vender” diz o produtor, que conta com a ajuda da esposa Giovana, do pai Cristiano e da mãe Nair, para fazer a colheita.

Pinto Bandeira, que é o maior produtor de pêssego de mesa do Rio Grande do Sul, começou a colher as variedades do cedo neste mês e a expectativa, apesar da falta de frio no inverno e da estiagem ocorrida em setembro, são de frutas com qualidade, tamanho e coloração apropriadas para venda. Ainda não é possível afirmar a produtividade destas variedades, mas a expectativa fica em torno de 20.000 a 25.000 kg/ha da fruta, segundo a Emater.

A Engenheira Agrônoma da Emater, Melissa Maxwell Bock, diz que a safra tende a ser menor do que a do ano passado, em termos de produtividade. Já em relação a qualidade das frutas está melhor. “ O tempo colaborou, as plantas estão com boa sanidade e tem ausência de pragas” explica.

Ponto de colheita do pêssego

A maturação do pêssego é caracterizada pela mudança de cor, sabor, aroma e textura, as quais proporcionam as condições organolépticas ideais, que asseguram a qualidade comestível do pêssego. As alterações mais comuns observadas que ocorrem durante a maturação são: a produção do etileno e outros voláteis; mudança de cor; elevação da taxa respiratória e as transformações químicas.

O pêssego é um fruto climatérico, quer dizer, durante o processo de amadurecimento apresenta um pico de produção do etileno, acompanhado pelo aumento da taxa respiratória. Devido a estas características, o pêssego pode amadurecer após ser colhido.

É importante saber o momento exato da colheita, que assegure uma boa conservação, adequada resistência ao transporte e mantenha as condições necessárias para chegar ao consumidor com qualidade. Assim, a fruta que é destinada a mercados mais distantes, deverá ser colhida com maturação mais firme, diferentemente da fruta colhida para mercados locais, onde se pode colher a fruta com maturação mais avançada, explica Melissa Maxwell Bock, Engenheira Agrônoma da Emater de Pinto Bandeira.

O índice de maturação serve para determinar o momento adequado para colher o fruto. Com relação a cor, na epiderme ou casca do pêssego podemos distinguir a cor da superfície (vermelho ou amarelo, segundo a variedade) e a cor do fundo (verde). Com o avanço da maturação, a cor de fundo verde muda para branco-creme (variedades de polpa branca) ou amarelo claro (variedades de polpa amarela ou laranja). Esta mudança de cor de fundo está associada à maturação em pêssegos e nectarina.

Outro indicativo de colheita é a firmeza de polpa, onde a medida que o pêssego amadurece a firmeza de polpa diminui e, é possível medi-la com um aparelho específico. Também pode ser avaliado como referencial de colheita do pêssego, o teor de açúcar, que pode variar de 12 a 14° Brix, isso dependendo da variedade e do local de produção. Outro fator que influencia na maturação do pêssego e no sabor é a acidez total, onde os valores podem alcançar 0,5 a 1% de ácido cítrico.

Cada um destes fatores que foi descrito pode ser afetado pelos tratos culturais do pomar, pelo clima, pelo solo, pela irrigação, entre outros fatores.

Fotos: Marlove Perin

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