Pessegueiros Frutificam na região

diminui carga de pêssego em 80%. Raleio do pêssego evita sobrecarga de frutas na planta e permite o desenvolvimento de frutos maiores e mais saborosos

Na produção de pêssego de mesa, um dos requisitos para uma boa aceitação pelo mercado consumidor é o tamanho dos frutos, que requer dos produtores a utilização de técnicas que possibilitem maiores retornos financeiros. Neste aspecto o raleio é uma prática cultural indispensável, usada por todos os produtores. Além disso, é necessário observar a cultivar e o vigor no momento do desbaste, a intensidade do mesmo depende também da fertilidade do solo, da adubação usada, do estado fitossanitário e da qualidade que se deseja para os frutos, explica a Engenheira Agrônoma da Emater/RS-Ascar de |Pinto Bandeira Meliisa Maxwell Bock. Um pessegueiro pode perder até 80% dos frutos durante o raleio. Os frutos em excesso e os com características de abortamento pela planta são retirados. No pomar da família de Leandro Ferrari na Linha Silva Pinto Norte, interior de Pinto Bandeira a corrida é contra o tempo. “Se o raleio dos 15 hectares de pêssego atrasar a fruta perde qualidade”, explica o produtor. O raleio da fruta iniciou em setembro e segue até outubro. “O trabalho requer atenção e dedicação. Em cada planta o trabalho demora cerca de 40 minutos para ser concluído. O raleio severo permite uma produção de frutos maiores e mais saborosos. A retirada de frutos chega a 80% em algumas plantas de acordo com a condição do galho e espaçamento entre os pêssegos” explica o produtor que cultiva as variedades, Chimarrita, PS, Eragil e Barbosa. Segundo o produtor a chuva por aqui só deve ser problema a partir da maturação, que para o pêssego de mesa ocorre em novembro. A podridão parda exige uma maior atenção por parte dos produtores. Quanto mais cedo for realizado o raleio, (durante o florescimento ou imediatamente após esse, até 30 dias depois da queda das pétalas), melhores serão os resultados, particularmente com referência ao tamanho do fruto. No entanto, como no Rio Grande do Sul podem ocorrer geadas na floração, e por este motivo recomenda-se fazer o raleio após a queda natural dos frutinhos, cinco ou oito semanas após a floração plena ou quando eles atingem um diâmetro de 1,5 a 2 cm. No raleio a distância mínima é de 8 a 10 cm entre frutos dos ramos vigorosos e de 12 a 15 cm no caso dos ramos menos vigorosos. Frutos e ramos muito fracos devem ser eliminados neste momento, assim como ramos “ladrões”. O raleio deve ser iniciado pelos frutos machucados, picados ou tortos. Após retiram-se mais frutos, de modo a deixar espaçados o mais uniforme possível, levando em consideração o vigor dos ramos e a posição dos frutos na planta. Sempre que houver dois ou mais frutos juntos deve-se deixar aquele voltado para baixo. Os frutos maiores e de melhor coloração são produzidos em ramos novos e mais vigorosos.

Principais objetivos do raleio

Aumentar o tamanho dos frutos;

– Melhorar a coloração e a qualidade;

– Reduzir a quebra de galhos pelo excesso de peso e pelo vento;

– Melhorar o vigor da planta e diminuir a deficiência nutricional ocasionada por uma carga excessiva de frutos;

– Evitar produção alternada;

– Eliminar frutos atacados por pragas ou doenças;

– Aumentar a eficiência dos tratamentos fitossanitários;

– Reduzir custos de colheita.

Fotos: Marlove Perin