Consulado iniciou envio de cédulas para eleitores residentes no Rio Grande do Sul

Consulado Geral da Itália Foto: Divulgação

Em 4 de março, a Itália realiza eleições para novos deputados e senadores, e italianos que migraram para o Brasil ou brasileiros com dupla cidadania podem participar. Na quarta-feira, dia 14 de fevereiro, o Consulado Geral da Itália em Porto Alegre começou a enviar, via postal, correspondência às pessoas com cidadania ou italianos residentes no Rio Grande do Sul, com cédula para votar nas eleições italianas. No Rio Grande do Sul, são 59,5 mil aptos a votar, dos 85 mil cadastrados no consulado italiano, em Porto Alegre. A expectativa é de que metade deste contingente participe do pleito.

Os cidadãos que vivem fora da Itália não votam em candidatos das regiões italianas – e sim em pessoas que irão representar os expatriados no Parlamento do país europeu. Cada continente possui algumas vagas. Na América Latina, serão eleitos quatro deputados e dois senadores.

O voto é manual e ocorre por correspondência. Os envelopes com as cédulas já foram enviados às casas das pessoas. Após o preenchimento da cédula, o material deve ser enviado imediatamente  a sede do consulado (Avenida José de Alencar,313, bairro Menino Deus),  até o próxima sexta-feira, dia 23 de fevereiro para que chegue na Itália em tempo hábil para validação do voto.

Para a América do Sul, há vagas para quatro Deputados e dois Senadores, que estão sendo disputadas por 89 candidatos, entre 63 ao Parlamento e 26 ao Senado.

Candidatos

A Itália é o único país que reserva vagas em seu parlamento para representantes fora de seu território — seis senadores e 12 deputados em todo o mundo. Por meio do voto, os italianos residentes na América do Sul podem eleger dois senadores e quatro deputados, o que equivale a um terço das vagas disponíveis no Exterior.

Pelo menos dois candidatos têm relação com a Serra Gaúcha: Luis Molossi, 52, natural de Nova Bassano, e Fabio Vicenzi, 46, morador de Caxias do Sul. Os dois são advogados e disputam o cargo de deputado.

Luis Molossi, 52, natural de Nova Bassano Foto: Divulgação

Molossi nasceu na Linha Nona, interior de Nova Bassano. Aos 15 anos, foi estudar em Curitiba, no Paraná, onde mora até hoje. Na eleição de 2013, obteve 12.501 votos e ficou como primeiro suplente a deputado para a América do Sul. Ele representa o partido Movimento Associativo Italiano no Exterior (MAIE)

Fábio Vicenzi, 46 anos, é natural de São José do Ouro, contudo, reside em Caxias do Sul com a família há quase 15 anos Foto: Facebook/ Reprodução

Vicenzi é natural de São José do Ouro, no norte do Rio Grande do Sul, e criou-se entre Farroupilha e Caxias do Sul. Ele é candidato pelo Partido Democrático (PD) e concorre pela primeira vez.

A América do Sul é a região do planeta com a maior comunidade italiana no mundo, e o Brasil é o terceiro país com mais italianos fora da Itália _ fica atrás de Argentina e Alemanha.

Os eleitos no Exterior têm os mesmos deveres dos parlamentares escolhidos na Itália: votam no orçamento do país, por exemplo. Mas também representam suas comunidades. Entre propostas dos candidatos estão minimizar a fila de pretendentes à cidadania e aumentar o intercâmbio entre micro e pequenas empresas italianas e brasileiras.

Quem pode votar

Todos os eleitores inscritos no cadastro dos italianos residentes no Exterior. Ou seja, italianos que nasceram na Itália e moram no Brasil ou cidadãos brasileiros com cidadania italiana.

Quem tem entre 18 e 24 anos, vota apenas para deputado. Quem tem mais de 25 anos, vota para a Câmara e para o Senado.

No Rio Grande do Sul, vivem cerca 85 mil italianos ou brasileiros com dupla cidadania. Destes, 59,5 mil são eleitores.

Como se vota

Por correspondência. Para cada eleitor residente no exterior será enviado um envelope contendo: uma folha informativa que explica como votar, as listas dos candidatos da própria repartição, o certificado eleitoral, a cédula eleitoral (duas para quem, tendo já completado 25 anos, pode votar também para o Senado), um envelope pequeno totalmente branco onde inserir a cédula votada (ou as 2 cedulas votadas), um envelope pardo selado endereçado ao consulado geral da Itália em Porto Alegre (Avenida José de Alencar, 313, bairro Menino Deus).

A cédula deve ser preenchida com caneta esferográfica preta ou azul. É possível votar na lista de um partido ou nos próprios candidatos. Nesse segundo caso, o eleitor deve escrever na cédula o sobrenome do candidato na linha ao lado da marcação na lista. Cada eleitor poderá indicar tantas preferências quantas forem as linhas disponíveis ao lado de cada legenda.

Prazos

Embora a eleição na Itália ocorra em 4 de março, os votos de quem mora no Exterior devem chegar a Roma até esta data. O envelope com o voto dos eleitores do Rio Grande do Sul deve chegar ao consulado até as 16h de 1º de março.

Devido à demora do Correios, o consulado aconselha que os eleitores enviem a correspondência até 20 de fevereiro. O envelope com o voto pode ser entregue em mãos no próprio consulado.

Quem será eleito
Os eleitores italianos que vivem no Brasil ou brasileiros com cidadania italiana votam nos candidatos que concorrem às vagas reservadas à região da América do Sul. Serão eleitos quatro deputados e dois senadores nessa região do planeta.

Onde estão os italianos
A Argentina é o país com o maior número de italianos ou cidadãos com cidadania italiana fora da Itália (800 mil). A Alemanha está em segundo lugar (550 mil), mas, nos próximos anos, deve ser ultrapassada pelo Brasil.

Brasil

São cerca de 530 mil italianos ou brasileiros com dupla cidadania no país. Destes, 370 mil estão aptos a votar. As maiores comunidades estão em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Os atuais parlamentares da América do Sul

 Senadores

Fausto Longo (Partido Socialista Italiano): Arquiteto e urbanista brasileiro, nascido em Amparo (SP), foi eleito em 2013 com 30 mil votos. Foi o primeiro brasileiro residente no Brasil a ocupar o posto. Foi vereador em Piracicaba (SP).

Cláudio Zin (Movimiento Asociativo Italianos en el Exterior – Maie): Médico e jornalista italiano, chegou aos cinco anos à Argentina. Tornou-se famoso na TV por comentários na área de ciência.

 Deputados

Fábio Porta (Partido Democrático): Sociólogo, nascido em Caltagirone, Itália, mora em São Paulo. Está em segundo mandato. Em 2008, foi eleito com 17 mil votos. Em 2013, reelegeu-se com 30.298 votos.

Ricardo Merlo (Movimiento Asociativo Italianos en el Exterior – Maie):  Cientista político nascido em Buenos Aires, Argentina, é membro do parlamento italiano desde 2006. É fundador do Maie.

Renata Bueno (União Sul-Americana dos Emigrantes Italianos – Usei): Filha do deputado federal Rubens Bueno (PPS), é brasileira nascida em Brasília, mas com carreira política em Curitiba, onde foi vereadora eleita em 2008. Escolida para o parlamento italiano em 2013 com 18.077 votos.

Mario Borghese (Movimiento Asociativo Italianos en el Exterior – Maie): Natural de Córdoba, Argentina, é médico. Foi eleito em 2013, depois de uma tentativa frustrada de chegar ao parlamento em 2008.

Candidatos do Brasil

 À Câmara dos Deputados

Movimento Associativo Italiani all’Estero (MAIE)
Molossi 
Luis, de Nova Bassano (RS)

Unione Tricolore America Latina (UNITAL)
Roldi Thiago Vicente, de Colatina (ES)
Taddone Neves Daniel, de São Paulo (SP)

Liberi e Uguali
Fanganiello 
Maierovitch Walter, de São Paulo (SP)

Civica Popolare Lorenzin
Bueno
 Renata, de Brasília (DF)
Sehnem Simone, de Taió (SC)
Starling De Araujo Elaine, de Brasília (DF)

Lega Nord _ Forza Italia _ Fratelli d’Italia con Giorgia Meloni
Di San Martino
 Lorenzato Di Ivrea Luis Roberto, de Orlandia (SP)

Partito Democratico
Longo
 Fausto Guilherme, De Amparo (Sp)
Vicenzi Fabio, de São José do Ouro, morador de Caxias (RS)

 Ao Senado

Lega Nord – Forza Italia – Fratelli d’Italia con Giorgia Meloni
Pastore Luiz Osvaldo, de São Paulo (SP)

MAIE – Movimento Associativo Italiani All’estero
Laspro 
Luciana, de São Paulo (SP)
Chianello Antonio Aldo, de Rio de Janeiro (RJ)

Unione Sudamericana Emigrati Italiani – USEI
Vicentini 
Evaldo Rui, de Casa Branca (SP)

Civica Popolare Lorenzin
Montanarini
 Helena, de São Paulo (SP)
Di Marzo Trezza Fernando Mauro, de São Paulo (SP)

Passo a passo de como votar nas Eleições Italianas:

1.Abra o envelope “Uurgente – Elezioni Politiche 2018”;

2.Retire e separe do conteúdo desse envelope:

a)Cédula Verde – para votar em Senador

b)Cédula Marrom – para votar em Deputado

c)Envelope branco pequeno

d)Certificato Elettorale

e)Envelope de “Carta Resposta”

3.Como Votar para Deputado:

a)Pegue a cédula de cor Marrom

b)Com caneta preta ou azul faça um “X”sobre o Partido

c)Escreva ao lado do símbolo do Partido o nome do Candidato

4.Como votar para o Senador:

a)Peque a cédula de cor Verde

b)Com uma caneta preta ou azul faça um “X”sobre o símbolo do Partido

c)Escreve ao lado do símbolo do Partido o nome Candidato

5.Coloque as duas cédulas dentro do envelope pequeno branco e feche o envelope

6.Recorte o “TAGLIANDO ELETTORALE”

7.Como enviar o voto: Coloque dentro do “ENVELOPE RESPOSTA”:

a)Envelope pequeno branco já fechado contendo “apenas” as cédulas eleitorais

b) O “TAGLIANDO ELETTORALE” que foi recortado

c) Feche o envelope (remova a fita adesiva e cole)

d) Envie imediatamente o Envelope Resposta para o Correio (Deve ser postado no Correio até o dia 23 de fevereiro, para que chegue IMPRETERIVELMENTE ao Consulado no dia 1º de março, antes das 16h)