Cuidados com a uva até o ponto de colheita

Luciano e Vilso Strapazzon com Isidoro Cunha, representante da Cultiva e Laboratório Farroupilha Fotos: Marlove Perin

A Adubação foliar é uma técnica agrícola usada por produtores e consiste no fornecimento de nutrientes para as plantas através de suas folhas mediante o uso de adubos foliares. Através de práticas simples e adequadas, é possível produzir bem e garantir produção.

Luciano Strapazzon aplicou o produto cultiva nas verduras e legumes

 No distrito de São Pedro o produtor Luciano Strapazzon tem tem uma área plantada de 3,5 hectares de uva. Ele investe nas variedades peverella, servilar tinta, niagára branca isabel e rainha itália. A produção deste ano teve um aumento de 15% em comparação a outras safras, devido ao manejo com destaque para o emprego do Cultive Nutrição Vegetal, fertilizante mineral misto concentrado e micronizado. “As folhas ficaram mais viçosas e verdes. Na fruta, por exemplo, na uva apresentou cor e uniformidade em todos os cachos” explica.

O produtor também fez o uso do produto granada, um inseticida microbiológico que atua no combate sobre diferentes estágios de desenvolvimento de pragas, em especial pérola-da-terra. “Passamos o produto e num intervalo de 15 dias os insetos começaram a morrer. É aconselhado fazer três ou mais aplicações do produto” diz o produtor. “Até me surpreendi, não encontramos mais perola da terra. O importante para nos produtores é o acompanhamento após o uso do produto e eles fazem isso, avalia o produtor.

Quem também fez uso do inseticida granada foi o produtor Vilso Strapazzon.”Fizemos a aplicação em uma área pequena de enxertos. Iremos fazer mais uma aplicação, O resultado está sendo satisfatório e estamos observando que alguns insetos morreram e outros não, talvez porque a área estava muito infestada com a praga e ainda não fizemos todas as aplicações do produto. O importante é evitar a dispersão da pérola-da-terra e manter o vigor das plantas” explica o produtor.

 

Pérola-da-terra

Pérola-da-terra encontrada na propriedade Luciano Strapazzon

Descoberta em 1922 no Rio Grande do Sul, a pérola-da-terra é um inseto em forma de pérola que vive no solo e, para se alimentar, se fixa nas raízes e suga a seiva das plantas, retirando os nutrientes que as mantêm vivas, além do dano direto a praga causa injurias, deixando abertura para as doenças causadas por fungos de solo.  Fracas e desnutridas, em torno de três ou quatro anos após a contaminação, elas acabam morrendo. A praga é, hoje, uma das grandes preocupações enfrentadas pelos viticultores mas não infesta apenas os parreirais: o inseto se alimenta de pelo menos oitenta tipos diferentes de plantas. Apesar de não voar, a pérola-da-terra tem se espalhado rapidamente pelo país principalmente através das mudas contaminadas.

A pérola-da-terra é uma praga de difícil controle, devido às características bioecológicas do inseto (hábito subterrâneo e desenvolvimento em forma de cistos). No entanto, o uso conjunto de diferentes táticas de manejo (preservação de agentes de controle biológico, métodos culturais, resistência de plantas e o controle químico) contribuem para a supressão dos níveis populacionais