Número de aves mortas de fome sobe para 64 milhões

O número de aves mortas no Brasil em decorrência da falta de alimentação ou espaço nas granjas foi atualizado na noite deste domingo pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo a entidade, 64 milhões de aves já morreram. No sábado, o número de aves mortas era de 50 milhões. Maior parte dos animais mortos é de pintainhos com poucos dias de vida, mas há também aves adultas, segundo a associação. E a situação deve se agravar. “Um número maior deverá ser sacrificado em cumprimento às recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal e das normas sanitárias vigentes no Brasil”, diz a ABPA.
Mesmo com o restabelecimento imediato do abastecimento nas granjas e indústria de carnes, a associação prevê reflexos duradouros no setor e especialmente para os consumidores. “A mortandade cria uma grave barreira para a recuperação da produção do setor nas próximas semanas e meses. As carnes suína, de frango e os ovos, proteínas que antes eram abundantes e com preços acessíveis, poderão se tornar significativamente mais caras ao consumidor. A regularização do abastecimento de alimentos para a população poderá levar até dois meses”, diz a nota da entidade.
O comércio exterior também já está sendo afetado. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e na última semana, aproximadamente 100 mil toneladas de carne de aves e de suínos deixaram de ser exportadas, o equivalente a US$ 350 milhões de dólares (R$ 1,3 bilhão).