Paixão pela estrada

Gilberto De Toni, conhecido como “Perdigueiro” é motorista há mais de 20 anos Foto: Marlove Perin

Para algumas pessoas ser motorista é apenas uma profissão, um meio de vida, mas para a grande maioria que se encontra na estrada é uma paixão.
Ser motorista de caminhão é um ofício que exige comprometimento e tempo. Horas seguidas de trabalho e viagens de longa distância são a rotina desse profissional do transporte.
Uma pesquisa realizada em parceria com o Programa Volvo de Segurança do Trânsito (PVST) revelou que 55% dos caminhoneiros gostariam de abandonar a profissão, e 86% não desejam que os filhos sigam a mesma carreira.O transporte rodoviário é o principal modo de deslocamento de carga utilizado no Brasil. Estima-se que 65% de tudo o que é produzido é transportado por caminhões, fazendo com que a figura do caminhoneiro seja uma das mais importantes para o funcionamento do país. A vida na estrada é cheia de aventuras e desafios, alegrias e tristezas. Ser um caminhoneiro significa passar por dificuldades, viver longe da família, viajar pelo país e, acima de tudo, ter histórias para contar.
No Posto de combustível localizado na entrada de Pinto Bandeira, é possível encontrar vários exemplos da profissão de motoristas. O motorista Gilberto De Toni está há mais de 20 anos na estrada autônomo como caminhoneiro, mas sua os cargueiros começou ainda na infância, em viagens com o pai, Gentílio de 76 anos. “Adorava viajar com ele, era muito bom conhecer lugares e pessoas diferentes. Aquela sensação de liberdade ficou até hoje e aqui estou. Toda nossa família é assim. Todos foram motoristas”, comenta.
Hoje, aos 54 anos de idade, o motorista viaja toda semana para São Paulo e chega a ficar de quatro a cincos dias longe de casa. Apesar do amor pela profissão, “Perdigueiro” como é conhecido por todos diz que para ser motorista é preciso vontade de trabalhar e coragem. “Sair para a estrada é como sair para uma guerra, pois você não sabe quem ou o que vai encontrar por lá”, relata.