Bandeira vermelha 2: conta de luz deve ficar mais cara até o fim do ano

Na bandeira vermelha 2, o consumidor chega a pagar 5 reais a mais a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Na última quinta-feira (13/9), o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Luiz Eduardo Barata, disse que a bandeira vermelha do setor elétrico deve seguir acionada até o final do ano, mesmo com o período chuvoso. Essa medida é uma forma de compensar o acionamento das usinas termelétricas, cuja operação é mais cara, em momentos em que os reservatórios estão em níveis baixos.

Foto: a tarifa vermelha 2 acrescenta 5 reais a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Segundo o executivo, seria perigoso desligar as termelétricas em um momento de escassez hídrica. “Até porque para as distribuidoras também seria arriscado, por conta dos custos com os combustíveis”, destacou sobre a cobrança adicional nas contas de luz.

o diretor-geral do ONS negou qualquer tipo de problema de abastecimento de energia elétrica, mesmo com a chegada do verão, já que o acionamento das usinas termelétricas para poupar os reservatórios das hidrelétricas é suficiente para atender à demanda.

Bandeira vermelha
O sistema de bandeiras – verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2 – é usado para indicar o patamar tarifário da conta de luz. Exceto pela verde, na qual não há cobrança extra, a tarifa fica mais cara de acordo com as demais.

Na bandeira amarela, o consumidor paga 1 real adicional a cada 100 quilowatts-hora. No patamar 1 da bandeira vermelha, são 3 reais para a mesma quantidade de energia consumida. Já a tarifa vermelha 2 acrescenta 5 reais a cada 100 quilowatts-hora consumidos.