Para cada variedade de uva, um número de horas de frio necessária

Enquanto a variedade Niágara precisa de até 200 horas, a Cabernet e a Moscato necessitam de até 400 períodos de temperaturas abaixo de 7,2ºC

Com as mais de 380 horas de frio (temperatura abaixo de 7,2ºC) registradas na Serra Gaúcha nos últimos quatro meses prometem garantir uma safra da uva de alta produtividade. Se nenhuma chuva de granizo ou geada tardia acontecer, a colheira promete ser recorde este ano.

Créditos: Felipe Nyland / Agencia RBS

As 380 horas de frio, garante que cada variedade de uva tenha o seu mínimo de horas de frio exigidos, para que a qualidade do produto final seja de nível excelente. Quanto mais precoces, menor é a necessidade de frio. A Niágara, por exemplo, uma das primeiras a ser colhida, precisa de, no mínimo, 100 horas. No entanto, Moscato e Cabernet, geralmente colhidas em fevereiro, necessitam de 400 horas (ver quadro).

Outro fator de extrema importância para qualquer variedade foi a “qualidade” do frio. Sem altos picos de calor, as videiras não esboçaram brotação antecipada e isso fortaleceu a planta e reduziu a chance das folhas serem queimadas por possíveis geadas.

El nino
O cenário para os próximos três meses também é animador, pois segundo o boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) há previsão da chegada de um el nino em setembro, com fraca intensidade. As temperaturas mínimas e as chuvas serão acima do normal, indicando que não devem acontecer possíveis geadas fortes no período até novembro. O risco apenas, até agora, fica para o excesso de chuva, que pode prejudicar a floração e comprometer a qualidade da fruta.

Quantas horas de frio cada variedade precisa:
– Niágara (entre 100 e 200 horas)
– Isabel (200 e 300)
– Bordô (100 e 200)
– Lorena (200 e 300)
– Merlot (300 e 400)
– Moscato (300 e 400)
– Cabernet (300 e 400)

Fonte: Emater