Como controlar a Helicoverpa armigera?

Pesquisadores da Embrapa fazem monitoramento em larga escala para descobrir o momento certo para controle da praga e também qual o método mais eficaz a ser utilizado

De acordo com um dado de monitoramento em larga escala executado por pesquisadores da Embrapa no plantio do tomateiro mais de 85% das amostras de lagartas coletadas em tomateiros de diferentes polos de produção brasileiros, entre 2012 e 2014, foram da espécie Helicoverpa armigera. Sua manifestação na produção pode ocasionar um volume grande de perdas aos produtores, se principalmente, houver surtos populacionais devido a condições climáticas favoráveis, como secas prolongadas e períodos quentes.

Foto: Sua presença da lagarta, nem sempre é um indicativo de dano econômico na plantação

Para facilitar o manejo com da praga nos cultivos de tomate para processamento industrial e avaliar o método mais eficaz, os pesquisadores calcularam o nível de controle da Helicoverpa armigera a partir da amostragem nas lavouras e dos fatores que compõem os custos para seu controle.

Antes de aplica qualquer tipo de inseticida, é preciso monitorar periodicamente e planejar o controle da praga, avaliando o nível de dano econômico da infestação, para considerar todos os métodos de combate, como o manejo integrado de pragas (MIP) e o controle biológico.

Como saber a hora certa de controlar a praga?
Ao avistar primeira larga na produção, o produtor precisa ter preciso calma e planejamento. Assim, conseguirá avaliar o nível de controle que demandaria algum tipo de pulverização ou a adoção de qualquer outra medida. O controle deve ser feito na hora exata, nem muito antes e nem depois.

A presença da lagarta, nem sempre é um indicativo de dano econômico na plantação: é preciso avaliar se a população da praga é capaz de ocasionar um prejuízo maior do que o investimento para seu controle, considerando custos com produtos químicos, depreciação do maquinário, preço do diesel, diária do operador, entre outros. De acordo com a Embrapa Hortaliças, para conseguir controlar a Helicoverpa armigera em plantios de tomate é preciso medir o nível de controle, que é de 2,5 lagartas, pequenas ou médias, por metro linear de cultivo. Este número pode ser obtido através da amostragem e de uma fórmula que considera os variados custos envolvidos no controle da praga. Se após a amostragem a infestação for menor do que o patamar estabelecido no planejamento incial, não é necessário fazer pulverizações porque há outros fatores na lavoura que contribuem para o equilíbrio, por exemplo, inimigos naturais e mecanismos de defesa da própria planta.

Foto: Sua presenta nas lavouras de tomate para processamento industrial sempre irá existir

Uso racional de químicos
Conhecer a praga que você esta combatendo, além de inspecionar a lavoura regularmente continuam sendo fatores-chave para um controle bem-sucedido que seja feito somente quando necessário e não tome por base a calendarização de pulverizações, que pode ser mais cômoda, mas também é mais dispendiosa.

Sua presenta nas lavouras de tomate para processamento industrial sempre irá existir, e surtos ocasionais ainda podem ocorrer no futuro devido as condições climáticas favoráveis ou mudanças no sistema de produção, como a inclusão de outras culturas hospedeiras compondo a mesma paisagem agrícola e funcionando como uma “ponte verde” na entressafra do tomate para processamento industrial.

Tamanho do prejuízo
Ao longo do ciclo de produção de tomate para processamento industrial são feitas sete pulverizações, em média, somente com o objetivo de controlar a lagarta Helicoverpa armigera. Cada hectare produz por volta de 95 toneladas de tomate, o que no mercado atual renderia um total de R$ 20 mil, sendo que 5% desse valor é gasto apenas com as pulverizações para o controle da lagarta.