Conheça a Fazenda Experimental, com chips e sensores

Na fazendo, o boi usa chip na orelha e o produtor pode acompanhar o animal em tempo real. Com a ajuda da empresa é possível colocar sensores, que também mostram se o boi já se alimentou e qual o nível de emissão do gás produzido pelo animal.

Chip na orelha do boi, controle de ração feito pelo computadores cocho de sal com antena Wi-Fi. Parece coisa de filme, mas não é. Esta já é uma realidade. Todas essas tecnologias já estão em teste para gado de corte em uma fazenda experimental da Embrapa em São Carlos, São Paulo.

O foco dos pesquisadores é a chamada pecuária de precisão: com um programa de computador, eles acompanham o desenvolvimento do rebanho. É o primeiro sistema desenvolvido e instalado a campo para monitoramento de gado de corte em áreas abertas.

Estudo para engorda
Um dos estudos realizado na Fazenda Experimental possui o foco na engorda de 70 bois a pasto. Em uma área de 30 hectares, são testados dois sistemas de pastagens. Metade tem pouca ou nenhuma sombra e, na outra, a braquiária é intercalada com eucaliptos. Cada boi é marcado com uma numeração pintada com tinta atóxica, para poder ser identificado de longe. Eles também recebem uma coleira que porta dois sensores: um é responsável por registrar a movimentação e o outro capta o som do boi pastando ou ruminando – quando regurgitam o alimento e mastigam novamente para quebrar as fibras do capim e ajudar na digestão.

Antenas alimentadas com energia solar captam informações dos sensores nas coleiras via Wi-Fi e as enviam para um computador central. Dá para ver quanto tempo cada um deles ficou em atividade, em ruminação e até mesmo em ócio. A pesquisa ainda está em andamento. Ainda não se sabe, por exemplo, se os animais ganham mais peso na área com eucaliptos ou a pleno sol. Mas os pesquisadores já conseguiram algumas pistas.

Pesquisa com rebanho confinado
Outra pesquisa que esta sendo realizada na fazenda é a de rebanho confinado. Os pesquisadores montaram um sistema totalmente automatizado. A criação é de 44 machos, da raça Canchim, com média de 550 quilos cada um.

A engorda dos animais é feita só com uma ração da própria Embrapa, que tenta desenvolver um alimento que diminua a produção de metano, gás nocivo que os bovinos lançam na atmosfera quando arrotam.

Identificação diferenciada
No estudo, realizado dentro da Fazenda Experimental, a identificação dos animais té feita de forma diferenciada. Não é mais usado as tradicionais marcas com ferro e brasa e sim um chip, que é implantando atrás da orelha de cada animal. Um equipamento faz a leitura e o programa no tablet dá todas as informações do animal.