Produção de ovos de galinhas, que são criadas soltas, começam a ganhar espaço nas prateleiras

Sistema que cria livra as galinhas, sem o uso de gaiolas, possui grandes ganhos para o bem estar animal e começa a atender uma demanda vinda de consumidores e de redes de restaurantes que prioriza as boas práticas de produção

Se antes o consumidor escolhia seus ovos pela cor da casca, se é orgânico ou convencional, entre outras modalidade conhecidas, há outra forma de escolher que começa a ganhar cada vez mais espaço nas prateleiras: ovos livres de gaiolas. O produto é fruto de uma nova forma de criar as galinhas, soltas, sem as tradicionais gaiolas que são empregadas no sistema intensivo de produção.

Foto: Para saber se o sistema de criação é sem gaiola, basta verificar a indicação na embalagem, pois ainda não há um selo ou certificação específica

O movimento de criação de galinhas poedeiras soltas ganhou força sobretudo a partir de 2016, com pressões para que as granjas abandonassem as gaiolas. O consumidor se tornou mais exigente e passou a questionar o modo de produção e criação, levando os produtores a buscarem um sistemas alternativos de produção, com mais espaço e poleiros. Nos últimos anos, grandes redes de supermercados e restaurantes passaram a exigir de seus fornecedores o compromisso com a adoção de boas práticas de produção.

O movimento, realizado por consumidores e organizações não governamentais, já vem ganhando espaço mundialmente, principalmente por países da Europa.

Consumo ainda tímido
No país, o movimento ainda é tímido, sendo que cerca dos 3,2 bilhões de ovos produzidos anualmente no Estado, de 3% a 5% resultam de criações de aves livres.

O que limita ainda o sistema ser adotado por outros produtores é o custo, que exige mais investimento do que o sistema convencional, podendo chegar a 40% a mais.

Foto: No país, o movimento ainda é tímido, sendo que cerca dos 3,2 bilhões de ovos produzidos anualmente no Estado, de 3% a 5% resultam de criações de aves livres

Entenda as diferenças
As galinhas livres de gaiola são criadas soltas, em galpão e ao ar livre, e se alimentam de pasto e de insetos, já no sistema convencional, elas ficam em gaiolas dentro de galpões, onde são alimentadas com ração.

As diferentes criações podem interferir na coloração da gema e na consistência da clara.

Em ambos os sistemas de produção, são necessários cuidados de biosseguridade para garantir a sanidade do alimento.

Para saber se o sistema de criação é sem gaiola, basta verificar a indicação na embalagem, pois ainda não há um selo ou certificação específica.