Curso de Viticultura forma primeira turma de jovens em Monte Belo do Sul

 

11 produtores de Monte Belo do Sul e oito de Santa Tereza que concluíram a primeira edição do Curso de Profissionalização de Jovens em Viticultura Crédito foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

A noite da sexta-feira, 17, foi de celebração para 11 produtores de Monte Belo do Sul e oito de Santa Tereza que concluíram a primeira edição do Curso de Profissionalização de Jovens em Viticultura. A cerimônia para entrega dos certificados foi realizada no salão da comunidade de Santo Isidoro, em Monte Belo do Sul, e contou com a presença de familiares, instrutores e autoridades, entre eles o ex-assistente técnico estadual de Fruticultura da Emater/RS-Ascar, Antônio Conte.
De acordo com o assistente técnico regional em Sistema de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Enio Todeschini, o curso partiu de uma demanda por qualificação dos próprios viticultores, na busca pela solução de problemas que envolvem a cadeia produtiva. “Como realizávamos atendimentos frequentes com produtores, surgiu a ideia de fazer um curso que seria uma espécie de formação continuada, para que os jovens pudessem conduzir a viticultura com maior profissionalismo”, pontua Todeschini.
Dividida em dez módulos, a capacitação teve início em março de 2018, no Centro de Treinamento de Agricultores de Nova Petrópolis (Cetanp), quando foi repassada a ementa, que contaria com atividades teóricas e práticas. Participaram os Extensionistas Engenheiro Agrônomo João Becker e Técnico Agrícola Aldacir Pancoto, quando foram definidas as principais linhas do Curso e lançado o desafio de prospectar alunos para realização do curso.
Foi definido que os participantes deveriam atender três características básicas: serem jovens, propensão para a sucessão familiar e terem a viticultura como uma das principais atividades na propriedade. No transcorrer do curso, verificou-se uma grande fluência dos resultados, o que despertou a atenção de colegas de outros municípios para levar esta experiência adiante. Desta forma hoje estão em pleno andamento outros três grupos, nos mesmos moldes, na regional de Caxias do Sul.
Para outro instrutor, o técnico agrícola da Emater/RS-Ascar Aldacir Pancotto, o curso foi uma experiência única não apenas pelo aspecto social, de agregação do grupo, mas também pelos resultados obtidos na atividade. “uma das experiências mais marcantes na minha carreira de 38 anos de extensionista” diz. A opinião é compartilhada por outro ministrante, no caso o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar João Becker, que destaca a inovação da experiência, que alcançou muitos resultados práticos. “E o objetivo é de que esse grupo possa continuar unido, trocando experiências ao longo do tempo, se envolvendo em eventos e outras atividades ligadas à viticultura”, avalia.
Além dos encontros mensais, os cursistas tiveram a oportunidade de participar de dias de campo, de exposições, de feiras e de outros eventos. “Foi muito favorável, com o envolvimento de jovens propensos à sucessão familiar em propriedades que têm a viticultura como a principal atividade”, ressalta Todeschini, que garante que a experiência foi tão positiva, que já está sendo replicada em outros três municípios da região de Caxias do Sul.