Brotação das parreiras na Serra atrai turistas e anima vitivinicultores por uniformidade

É primavera! As videiras estão brotando e os brotos vão crescendo rapidamente, a paisagem muda da noite para o dia. Em tons de verde-claro, começam a revelar os cachos de uva ainda em formação e encanta quem visita a Serra nessa época do ano. São os primeiros sinais do que esperar da próxima colheita, notícias boas para quem gosta de vinho e torce pela recuperação da economia brasileira.


O engenheiro agrônomo da Emater de Monte Belo do Sul, João Becker avalia que até o momento os produtores estão otimistas, a brotação uniforme nos vinhedos e poucas chuvas no período de floração estão contribuindo para uma brotação excepcional e uniforme, de todas as gemas e com uma boa carga de uva “ O inverno foi bom, com as horas de frio necessárias às videiras (horas com temperatura de 7,2°C ou menos). Choveu no momento certo e não houve geadas tardias nem granizo. Então, pode-se afirmar que até o momento tudo correr bem. Neste último período teve bastante chuva e umidade, que vai exigir dos produtores uma atenção especial, porém estão com os cuidados necessários e cautelosos, fazendo os tratamentos fitossanitários, explica João.
Ainda é cedo para prever a qualidade da safra de 2022, porque o desfecho dependerá de uma série de fatores. A equação inclui a floração, a colheita e, é claro, as peripécias do clima. Se o desabrochar das flores corresponder às expectativas e se São Pedro colaborar os experts não descartam a hipótese de repetir a “safra das safras”, registrada em 2020, com qualidade inigualável.

A paisagem dos vinhedos tem atraído a atenção dos visitantes. Muitos acompanharam a poda de inverno (chamada de “poda seca”) e agora retornam para ver de perto a brotação dos parreirais, que movimenta o enoturismo, que vive um momento de aquecimento após o auge da pandemia.