Sistema Hidráulico Baixo desenvolvido pela Unyterra fortalece o mercado de máquinas agrícolas

Os produtores rurais que trabalham com uva, tanto no sistema latada ou espaldeira, agora contam com mais um facilitador para realização das atividades. Trata-se do Sistema Hidráulico Baixo para tratores, desenvolvido pela Unyterra.
Para as duas modalidades de cultivo, é necessário que os tratores tenham dimensões reduzidas, porém, com alta capacidade de tração. Aliado ao uso dos pneus radiais, o novo sistema entrega a oportunidade de alcançar uma altura do solo ao assento de apenas 0,81 m. Assim, permite mais conforto e ergonomia ao produtor rural na operação em culturas com altura limitada. Além disso, com o Sistema Hidráulico Baixo, a Unyterra possibilita o uso de força reversa no levantador do trator, muito útil, por exemplo, no trabalho com pá traseira para construção ou manutenção de patamares e estradas dentro da propriedade.
Com essas características, o produtor rural também sente a diferença com relação ao investimento, pois ele contribui para o melhor custo-benefício na hora de comprar um trator. Mais econômico no uso do combustível, o sistema gera menos compactação do solo, portanto, se torna mais forte e adaptável, sendo ideal para diversos tipos de solo. Além disso, ele possui um raio de giro reduzido, otimizando a execução do cultivo, tornando-o mais preciso e confortável.
O desempenho pode ser conferido com a aquisição dos modelos: Trator 1145 Parreira e Trator 1155 Parreira: Trator Agritech 1145 Parreira Trator Agritech 1155 Parreira
• Rodados 320/70R20 e 7.5L15’ • Rodados 320/70R20 e 7.5L15’
• Rodados 9.5×24’ e 6.00×14’ • Rodados 9.5×24’ e 6.00×14’
• Rodados 11.2×24’ e 7.5L15’
Confira as características exclusivas do Hidráulico Baixo:
• Altura solo/assento de apenas 0,81 m* – Operação com conforto e ergonomia mesmo em vinhedos
antigos onde a altura e reduzida;
• Hidráulico com Força Reversa – Inédito e exclusivo no Brasil, permitindo inigualável desempenho em
operações com equipamentos como plaina traseira e empilhadeira traseira;
• Instalação de até 5 vias de controle remoto – Permite instalação dos comandos em local com
excelente ergonomia de operação;
• Quando montados com pneus 320/70R20 e 7,5L15.

Fiducia Corretora de Seguros 28 anos de história

Uma história de sucesso: assim pode ser descrita a trajetória da Fiducia Corretora de Seguros, atuando no mercado desde 1994. Atualmente conta com nove escritórios totalmente estruturados, sendo oito na Serra Gaúcha e um em Porto Alegre.
A Fiducia também possui frota de veículos própria, o que possibilita um atendimento rápido e eficiente, tanto para contratação de seguro quanto em caso de sinistro, podendo ser acionada 24 horas por dia. Além disso, possui uma equipe de profissionais experientes e capacitados, sempre disposta a oferecer o seguro mais adequado às necessidades dos clientes. A Fiducia atende em vários ramos de seguros, desde os mais tradicionais como veicular, residencial e seguros mais específicos, como é o caso do Seguro Agrícola.
A Fiducia é considerada uma das Corretoras pioneiras no Rio Grande do Sul no ramo de Seguro Agrícola, com 22 anos de experiências em safras, desde 2001. O início de tudo foi com o seguro de uvas, ainda hoje seu carro chefe, porém nos últimos cinco anos foram feitos investimentos para atender também a demanda no seguro de lavoura de grãos.
Para a especialista em Seguro Agrícola da Fiducia, Viviane Giordani Coser, “hoje, o produtor não pode mais simplesmente investir um ano todo de trabalho e dinheiro contando com a sorte. O seguro agrícola se tornou fundamental e indispensável para a saúde financeira da propriedade. O seguro não impede a ocorrência das adversidades climáticas, mas minimiza os prejuízos causados por elas. Devemos ver o seguro agrícola como a primeira linha de defesa do agricultor em relação às mudanças climáticas. À medida em que os desafios para os produtores rurais continuam a crescer, o seguro é como uma rede de segurança, que é cada vez mais importante para a estabilidade do Agro Nacional. O ano de 2021 foi muito difícil para a agricultura, com dois momentos marcantes e dramáticos: um por causa do clima (aqui na região Sul a estiagem) e outro econômico; então se o produtor não tem uma segurança ele desanima e acaba abandonando a atividade, precisamos de equilíbrio para que o produtor permaneça na atividade”, afirma Viviane.

Curso enfoca práticas culturais que devem ser realizadas na viticultura nesta época

Em Garibaldi, o terceiro módulo está previsto para ocorrer no dia 09 de julho Crédito foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

Neste mês acontece o 2º módulo do Curso Profissionalizante em Viticultura para Jovens, promovido pela Emater/RS-Ascar, que está em andamento com três grupos de agricultores da região da Serra. Na sexta-feira (13/05), o curso foi realizado na propriedade da família Pagliarini, em Garibaldi, e também foi acompanhado pelo secretário da Agricultura, Lívio Bortolini. No dia 25 de maio será na propriedade de Fábio Colferai, em Nova Roma do Sul, e no dia 31 de maio, na propriedade de Rogério Moro, em Monte Belo do Sul
Cada módulo do curso (serão cinco no total) acontece em uma propriedade de um agricultor participante, e os alunos aprendem fazendo as práticas culturais específicas para cada época do ano.
Em Garibaldi, os extensionistas da Emater/RS-Ascar Enio Ângelo Todeschini e Henrique Thomas Queiroz realizaram prática de coleta de amostra do solo e discutiram sobre o conhecimento que os viticultores precisam ter dos dados que constam no laudo de análise de solo, a fim de que possam gerenciar melhor a adubação e nutrição das plantas. Também houve prática de plantio correto da muda da videira, com orientações sobre a melhor época e a qualidade da muda, entre outras. Com relação aos tratamentos de inverno, eles fizeram a medição da densidade da calda sulfocálcica, a fim de possibilitar uma adequada diluição para cada variedade de parreira, assim como foi demonstrado na prática a forma correta de aplicação da calda. Os extensionistas trabalharam ainda o preparo e plantio das estacas para a produção de mudas, seja de porta-enxerto ou parreira de pé-franco.
Em Garibaldi, o terceiro módulo está previsto para ocorrer no dia 09 de julho. O curso conta com a parceria da Sicredi e das prefeituras municipais no custeio.
Crédito foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

Vitis Aurora apresentará inovações e tecnologias aplicadas no cultivo da uva

Sexta edição da feira realizada pela Vinícola Aurora ocorre nos dias 25, 26 e 27 deste mês, em Pinto Bandeira. Aberto ao público em geral, evento terá mais de 70 expositores com soluções para o manejo em todos os ciclos da videira

Vitis Aurora ocorrerá em formato de circuito na área da cooperativa em Pinto Bandeira Fotos: Zéto Telöken

A evolução do vinho brasileiro nas últimas décadas não é coincidência ou obra do acaso. Para atingir patamares de qualidade que colocam o país entre os principais produtores do Novo Mundo, ocorreu uma verdadeira revolução tecnológica que começa no vinhedo e que pode ser apreciada na taça. Uma amostra deste processo poderá ser conferida no 6º Vitis Aurora, que será realizado nos dias 25, 26, 27 deste mês, no Centro Tecnológico Vitivinícola da Vinícola Aurora, em Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha. A empresa é maior cooperativa vinícola do Brasil.
Em formato de circuito, o evento reunirá mais de 70 expositores, apresentando variedades de máquinas, implementos, ferramentas, mudas, fertilizantes e defensivos. Aberto ao público em geral, o Vitis Aurora deverá reunir especialmente agricultores, estudantes e profissionais das áreas de agronomia e de enologia.
O coordenador Agrícola da Vinícola Aurora, o agrônomo Maurício Bonafé, informa que as unidades técnicas da cooperativa apresentarão as inovações tecnológicas no manejo e cultivo da videira que são desenvolvidas nas propriedades dos viticultores associados à empresa.
“Vamos apresentar uma série de projetos e programas de pesquisa que são realizados pela equipe de agrônomos da Aurora. São iniciativas voltadas para melhorar a qualidade da matéria-prima, auxiliar na gestão de propriedade, reduzir custos de produção, reduzir os impactos da aplicação de defensivos ao meio ambiente e também para a saúde do viticultor”, relata.
Bonafé cita como exemplos que serão demonstrados o aplicativo de caderno de campo e controle de custos de produção, o projeto que monitora a fertilidade de gemas como estratégias para a poda e do sistema de monitoramento para controle do míldio, conhecida popularmente como mufa (Sistema Croop). Também serão apresentados os programas de testes e desenvolvimento de novas variedades e de clones de videiras, além de novas tecnologias para aplicação de tratamentos fitossanitários.
O programa Juntos para Competir, realizado através da parceria entre a Aurora, o Senar e o Sebrae e que possibilita diversas melhorias na propriedade rural, também terá um espaço de demonstração que inclui informações sobre o Programa Alimento Seguro (PAS) para a uva.
Com 1,1 mil famílias associadas, a Vinícola Aurora produz mais de 60 variedades de uvas, cultivadas em 2,8 mil hectares de área. As famílias cooperadas estão presentes em 11 municípios da Serra Gaúcha: Bento Gonçalves, Veranópolis, São Valentim do Sul, Guaporé, Cotiporã, Monte Belo do Sul, Santa Tereza, Pinto Bandeira, Vila Flores, Farroupilha e Garibaldi.

Expositores englobam todos as etapas do ciclo produtivo
O 6º Vitis Aurora trará expositores que apresentarão soluções para uso em todas as etapas do ciclo da videira. O circuito começa com as estruturas para construção de vinhedos, passa por viveiros com produção de mudas certificados pelos órgãos oficiais e com demonstração de sistemas de irrigação. Outras soluções para amenizar os impactos das intempéries, como a cobertura plástica de vinhedos e informações sobre seguro agrícola, também compõem as atrações da amostra.
O maquinário completo que é utilizado na parreira e em outras atividades da propriedade, como tratores, pulverizadores, máquinas para colheita da uva e implementos, fertilizantes, defensivos agrícolas, caminhões e veículos de passeio completam o circuito do Vitis Aurora. Também serão realizadas, ao longo da exposição, palestras técnicas sobre manejo no cultivo da videira e ao dia a dia no campo.
O presidente do Conselho de Administração da Vinícola Aurora, Renê Tonello, ressalta que o evento é uma oportunidade para que tanto os associados à cooperativa como outros agricultores possam conhecer as novidades relacionadas à viticultura. O presidente acrescenta que a empresa tem desenvolvido diversos projetos que visam a qualificação da produção, a redução de danos ao meio ambiente e à saúde e de melhorias na gestão das propriedades rurais.
“O Vitis Aurora é uma feira que não visa o lucro, ou que tenha um aspecto mais comercial. É um evento voltado para melhorar o manejo e para levar informações que ajudam no dia a dia do produtor rural. Também é uma oportunidade de trocar experiências com outros agricultores, acessar tecnologias que já estão disponíveis e melhorar a rentabilidade do negócio”, destaca Tonello.
O 6º Vitis Aurora tem apoio da Prefeitura de Pinto Bandeira, Embrapa e Emater/RS, com patrocínio do Sicredi, UniAgro (Bayer), ADAMA e CATR (Basf). A realização é da Vinícola Aurora.

Manejo das plantas de cobertura do solo será o foco da Emater/RS-Ascar no Vitis Aurora

De 25 a 27 de maio, as novidades tecnológicas para o setor vitícola estarão em destaque na 6ª edição do Vitis Aurora, promovido pela Cooperativa Vinícola Aurora, com apoio da Emater/RS-Ascar, Embrapa Uva e Vinho e Prefeitura de Pinto Bandeira. A feira acontece das 9h às 17h, no Centro Tecnológico de Vitivinicultura Aurora, em Pinto Bandeira.
Voltado para agricultores, estudantes e profissionais da área da Agronomia, o Vitis Aurora terá duas palestras técnicas a cada dia (às 10h30 e 13h), entre elas sobre sistema de irrigação e linhas de crédito para viticultura, com o extensionista da Emater/RS-Ascar Douglas Corso, além de demonstrações de novas técnicas e tecnologias no manejo e cultivo da videira, e de expositores de máquinas, implementos, mudas e fertilizantes, entre outros.
A Emater/RS-Ascar terá um estande no local, onde extensionistas irão demonstrar e explicar o manejo das plantas de cobertura do solo nos parreirais. O extensionista da Emater/RS-Ascar Enio Ângelo Todeschini explica que o manejo e conservação do solo e da água é uma das prioridades da Aters na região, e por isso o tema sempre está presente nos eventos. “As plantas de cobertura têm reflexos na proteção do solo contra a erosão, pois as perdas de solo, adubos, sementes ou calcário, empobrecem a terra e o assoreamento de mananciais de água. A introdução de plantas de cobertura resulta no incremento de matéria orgânica, que é a base da vida microbiana no solo”, esclarece.
A Emater/RS-Ascar também está mobilizando agricultores para viagens técnicas ao evento, que serão patrocinadas pela Sicredi, de municípios de diversas regiões do Estado. Informações sobre a feira podem ser obtidas pelo telefone (54) 3455-2032, com o setor agrícola da Aurora.

Monte Belo do Sul celebra Polentaço no próximo final de semana

Encontro será dias 21 e 22 de maio tendo como atrações tombo de polenta de 800kg e exposição de esculturas feitas a base da iguaria

Fotos: Marlove Perin

A polenta talvez seja o prato regional que melhor identifique, na culinária, a herança deixada pela marcante presença do povo italiano na Serra. É justamente num dos municípios que mais preservam esse legado, Monte Belo do Sul, que a polenta ganha um festival gastronômico para exaltá-la como uma espécie de patrimônio imaterial da região.
Entre os dias 21 e 22 de maio, o pequeno município promove a 11ª edição do Polentaço.  Em pleno coração da cidade, a Praça Padre José Ferlin, os grandes atrativos do Polentaço gravitam em torno, claro, da tradicional mistura de farinha de milho, água e sal.

Dois deles são marcantes e dignos de figurarem em rankings de raras estatísticas mundiais. Um é o tombo da polenta, ou seja, o momento em que ela deixa o tacho gigante, após estar pronta, para ser colocada sobre um enorme recipiente. Tudo ali é superlativo, já que são 800 quilos de polenta virados na hora. Logo depois, em porções, o prato é oferecido gratuitamente com molho para os visitantes – na última edição, em 2019, foram distribuídas mais de 4 mil delas.Os visitantes terão dois momentos para acompanhar esse momento icônico do evento: no sábado, dia 21 de maio, às 14h45min, e no domingo, dia 22, às 14h30min.
Outra curiosa atração é a Exposição de Esculturas de Polenta. Em 2019, 30 peças foram inscritas para essa que é considerada a única mostra do gênero no mundo. O evento é levado a sério, tanto que além de exposição ocorre uma avaliação das esculturas, sendo as três melhores e o destaque da competição premiados com troféus e presentes ofertados por patrocinadores.

Neste ano, os troféus Cagliera D’Oro, D’Argento e di Bronzo, serão entregues, respectivamente aos 1º, 2º e 3º colocados, juntamente com uma cozinha Sicília (Multimóveis), dois balcões multiuso (Decibal Móveis) e uma escrivaninha (Carraro Móveis). Já o destaque, entregue para a melhor escultura feita unicamente de polenta, ganhará a Cagliera Nera e um prêmio surpresa.O 11º Polentaço, que neste ano tem como atração simultânea a 9ª Festa do Agricultor, também é uma iniciativa para promover e valorizar a produção local. Espalhadas ao redor da principal praça da cidade, onde ainda é montado o palco para as atrações artísticas, barraquinhas comercializam vinhos, espumantes, produtos coloniais e artesanato, oferecendo um panorama das riquezas do município. Nesta edição, uma das novidades propostas pela organização do evento é a presença obrigatória de diferentes preparos a base de polenta em cada uma das barraquinhas do ramo gastronômico. A visita a Monte Belo do Sul, município vizinho de Bento Gonçalves com cerca de 2,7 mil habitantes, é uma oportunidade para vivenciar como o tempo anda numa típica cidadezinha do interior. Ali, mesmo depois de quase 150 anos do início da imigração italiana, muitos hábitos e costumes seguem sendo cultivados, como o cultivo da uva, a lida agrícola e pastoril e, claro, o preparo da polenta. Afinal, assim foi construída a identidade do município. E é isso que Monte Belo celebra com o Polentaço, a iguaria que alimentou o corpo de imigrantes e descendentes a fim de que eles mantivessem vivos os sonhos de uma vida melhor.

Serviço
O quê: 11º Polentaço e 9ª Festa do Agricultor
Quando: dias 21 e 22 de maio
Onde: Praça Padre José Ferlin, em Monte Belo do Sul
Quanto: entrada franca

Pesquisas com biocarvão apontam caminhos para a menor dependência na importação de fertilizantes

Fertilizantes formulados a base de biocarvão proporcionaram ganhos de até 21% na produtividade do milho e 12% na eficiência de uso do nitrogênio pelas plantas. – Foto: Aline Peregrina Puga

A Embrapa Meio Ambiente, em pesquisas feitas em parceria com a empresa Carbosolo Desenvolvimento Agrícola Ltda., comprovou que fertilizantes organominerais à base de biocarvão têm boa disponibilização de nutrientes e, no caso do nitrogênio e potássio, essa liberação pode ser mais lenta e gradual na comparação com fontes convencionais solúveis, prevenindo contra perdas excessivas no sistema e aumentando o potencial de absorção pela cultura.
No experimento, implementado no âmbito da fase 2 do programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empesas – PIPE, da Fapesp, biocarvões feitos à base de cama de frango e torta de filtro de cana-de-açúcar foram enriquecidos com nitrogênio, fósforo e potássio minerais.
Foram, então, testados para avaliar a possibilidade de reciclagem de parte dos nutrientes a partir das biomassas, reduzir o uso de fontes minerais solúveis (mais de 80% importadas) e obter um produto com características especiais para o aumento da eficiência de uso dos nutrientes pelas plantas.

A eficiência do fertilizante de biocarvão
Os fertilizantes organominerais nitrogenados à base de biocarvão foram desenvolvidos numa fase anterior dessas pesquisas. Os testes então realizados validaram diferentes proporções de biocarvão e da fonte nitrogenada convencional (29% a 51% de biocarvão e 5% a 20% de nitrogênio) para maior eficiência agronômica e ambiental dos fertilizantes.
As formulações com 10% e 17% de nitrogênio e 51% e 40% de biocarvão proporcionaram ganhos de até 21% na produtividade do milho e de 12% na eficiência de uso do nitrogênio pelas plantas. O desempenho ambiental desses fertilizantes à base de biocarvão foi expresso pela emissão de óxido nitroso – N2O, por unidade de produto agrícola e resultou em mitigação das emissões líquidas de gases do efeito estufa e sequestro de carbono no solo quando se considerou o aporte de carbono via biocarvão.

Uma década de estudos
Desde 2011, a Embrapa Meio Ambiente, em parceria com o Instituto Agronômico (IAC), a Esalq/USP e empresas do setor privado, estuda e desenvolve pesquisas e inovação com biocarvão, que aliam a reciclagem de subprodutos, resíduos na agricultura, o aumento da eficiência de uso dos nutrientes, além de contribuir para uma agricultura de baixa emissão de carbono.
Nos primeiros estudos, os objetivos estavam relacionados com o potencial agronômico e ambiental de uma série de biomassas, como cama de frango, lodo de esgoto, restos de madeira, bagaço de cana, torta de filtro, entre outros, relacionando algumas propriedades de interesse nos biocarvões, com as características da biomassa original e com a temperatura de pirólise – processo de decomposição térmica a elevadas temperaturas (250°C a 300ºC) da matéria orgânica na ausência ou baixa concentração de O2.
“Essa fase inicial foi de grande aprendizado e obtenção de resultados sobre a composição química dos biocarvões, potencial de liberação de nitrogênio, porosidade, retenção de água, capacidade de troca de cátions, entre outros”, explica o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Cristiano Andrade.
Mais recentemente, em alinhamento com demandas do Ministério de Minas e Energia e com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), via Plano Nacional de Fertilizante – PNF, dados de estabilidade do carbono de biocarvões e seu impacto no sequestro de carbono no solo foram reunidos e discutidos para fundamentar a possibilidade de uso do biocarvão em políticas públicas e procedimentos para contabilidade de carbono de sistemas de produção e/ou produtos. “Esse esforço será lançado, em breve, como capítulo de livro, e mostrará, dentre outros aspectos, que o biocarvão pode resultar em taxas de sequestro de carbono no solo da ordem de 3 a 4 t ha-1 por aplicação, função da elevada estabilidade do carbono no biocarvão, da emissão evitada de óxido nitroso pela fonte mineral nitrogenada, da preservação do carbono do próprio solo e do aumento de produtividade e aporte de carbono pela cultura”, destaca Andrade.
O modelo de negócio para o biocarvão pode envolver diferentes frentes, com destaque para a fabricação de fertilizantes especiais a base de biocarvão; e a viabilização de soluções regionais e/ou setoriais para resíduos orgânicos e subprodutos, gerando valor e renda em diversas cadeias produtivas. Ambos os modelos têm forte aderência ao desafio nacional de redução da importação de fertilizantes e ao desafio global para uma agricultura de baixa emissão de carbono, aliada no combate às mudanças climáticas.
A forte dependência da agricultura nacional quanto a importação de fertilizantes minerais representa uma fragilidade do setor, que rediscute tal situação quando há alta nos custos de aquisição dos fertilizantes ou risco de desabastecimento. Essa situação é histórica no país, mas, hoje, o caminho para redução dessa dependência está organizado no PNF, recém-lançado pelo Mapa. Dentre as alternativas destacadas no PNF estão o aumento da eficiência de uso dos nutrientes pelas plantas e a reciclagem de nutrientes a partir de subprodutos e resíduos.

SOL – Soluções YANMAR revoluciona o trabalho no campo com o lançamento de dois novos produtos

Aliando modernidade e tecnologia, a SOL – Soluções YANMAR, concessionária oficial da YANMAR nas regiões de Vacaria, Montenegro e Caxias do Sul, apresenta novas opções de produtos na área do agronegócio, incluindo o novo Trator YM 347A e a Colheitadeira YH880. Confira as características específicas de cada um:

Trator YM 347 A
O YM 347 A é um trator puro sangue YANMAR, com design moderno, muito conforto, ergonomia e segurança. Apresenta motor Yanmar modelo 4TNV88, um dos motores mais eficientes do mercado, e uma transmissão fabricada pela própria Yanmar, conjunto eficiente e de projeto inteligente, oferecendo, dentre
outras vantagens, a transmissão principal totalmente sincronizada. Além disso, conta com uma alavanca do reversor localizada próxima ao volante de direção, que permite a reversão de movimento sem gerar ruído de engrenagens e de forma suave.
• Design moderno e inovador;
• Conforto, ergonomia e segurança;
• Baixa compactação de solo;
• Eixo dianteiro blindado;
• Motor mais silencioso;
• Reversor sincronizado;
• Tomada de força independente, com acionamento elétrico- hidráulico.

Colheitadeira YH800
A Colheitadeira YH 880 YANMAR chegou para revolucionar o cultivo de grãos no Rio Grande do Sul. Ideal para a agricultura brasileira, a colheitadeira traz maior versatilidade durante a operação, além de possuir melhor desempenho nas manobras de giro, o que possibilita menos compactação do solo e a torna mais sustentável.
Uma opção mais lucrativa e econômica para produtores de grãos como arroz, milho, feijão e soja, por se tratar de uma máquina compacta, com excelente custo-benefício e alta performance.
• Limpeza de grãos simples e efetiva;
• Maior potência e fácil transporte;
• Ótima opção para os produtores que trabalham com grãos, principalmente, com arroz, milho, feijão e soja;
• Baixo custo de manutenção e operação;
• Menor consumo de combustível;
• Direção Maru: permite um controle preciso das operações sob alta velocidade, trazendo facilidade para curvas e manobras;
• Alta eficiência, mesmo em condições adversas do solo.
• Prejudica menos o solo, deixando menos rastro para o próximo plantio.
Além do agronegócio, a SOL – Soluções YANMAR, também oferece um vasto catálogo de opções para o segmento de construção civil. Para conferir, acesse: www.solagricola.com.br ou entre em contato pelos telefones: (54) 3028.4541 – Caxias do Sul, (54) 3232.4545 – Vacaria e (51) 3632.4622 – Montenegro.

SENAR RS Sempre mais perto do produtor rural

Entre os principais desafios dos produtores rurais no século 21 está o de aumentar a produtividade, garantindo a rentabilidade com eficiência e controle de custos. E o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) está ao lado do homem do campo, levando informação e tecnologia, de forma gratuita, para que alcance seus objetivos. Isso é feito através de ações de Formação Profissional Rural, Promoção Social, Ensino Técnico de Nível Médio e com a inovadora Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que beneficia milhares de brasileiros do meio rural todos os anos.
No ano passado, mesmo com períodos de isolamento social intensificados, o Senar-RS realizou 3.915 eventos. Entre cursos, programas, palestras, oficinas e seminários, houve um total de 29.722 participantes. Na Formação Profissional Rural, o treinamento mais demandado pelos sindicatos rurais parceiros foi Aplicação Correta e Segura de Defensivos Agrícolas NR-31. O tema tem merecido grande atenção da entidade, empenhada em evitar casos de deriva de herbicidas nas lavouras. Por isso, além de cursos regulares, o Senar-RS levou oficinas de “Tecnologia de Aplicação” para as mais recentes edições da Tecnovitis e Expodireto Cotrijal. “Não há agricultura de altíssimo desempenho sem a utilização de recursos da ciência, através da química e da farmacologia. Isso traz uma carga muito grande de tecnologia, uma discussão complexa, na qual o Senar se coloca como interlocutor entre a ciência e o produtor, que tem de receber todo esse conhecimento em linguagem adequada, compreensível para quem está no dia a dia das propriedades rurais”, disse o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli.
A entidade já colhe frutos de seu empenho. De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura, os treinamentos oferecidos dentro do programa Deriva Zero colaboraram com a redução em 43% das denúncias de deriva do herbicida 2,4-D entre agosto e novembro de 2021, em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos últimos três anos, mais de 10 mil pessoas passaram pela capacitação. Este ano, mais 5 mil devem passar pelo curso.

PROGRAMAS ESPECIAIS
O Senar-RS oferece à comunidade rural 17 diferentes programas. Entre eles, o Deriva Zero, o Agricultura de Precisão e Programa Boas Práticas Agrícolas (BPA) Uva, até o Programa Alfa – iniciativa que já alfabetizou mais de 21 mil adultos da zona rural. A entidade também atua no ensino formal, oferecendo o curso Técnico em Agronegócio (EAD). Realizado em parceria com o Ministério da Educação, via Rede e-Tec Brasil, a formação é realizada nos Polos de Apoio de Cruz Alta e São Sepé.
O programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) é outra iniciativa bem-sucedida do Senar-RS. Nele, os produtores recebem acompanhamento para solucionar questões sobre produtividade e gestão durante dois anos. A ATeG teve expansão expressiva, passando de 1.993 produtores atendidos no primeiro ano, para 4.900 em abril de 2022. A entidade ainda oferece consultorias, utilizadas como ações complementares à ação educativa realizada pela Formação Profissional Rural. O serviço serve para validação, acompanhamento ou disseminação de conhecimentos adicionais aos trabalhos dentro do processo ensino-aprendizagem. Elas podem ser realizadas em propriedades individuais ou em grupo. No ano passado, foram realizadas 1.736 consultorias, que contemplaram 4.996 participantes.

MAIS PERTO DO PRODUTOR
Com o arrefecimento da pandemia de Covid-19, o Senar-RS tem participado da maioria dos eventos agropecuários do Estado, como a Feovelha, a Tecnovitis, a Abertura da Colheita do Arroz, além da Expodireto e Expoagro e a Fenasoja, onde técnicos ficam à disposição dos visitantes para esclarecer dúvidas e oferecer formações. A oportunidade também é de trocas com os produtores rurais que já estão integrados às atividades. “As pessoas reconhecem a logomarca do Senar e entram no estande para contar que são atendidos por determinado técnico de campo e o quanto o Senar está auxiliando no dia a dia de suas propriedades”, afirmou Gabriela Chaves, integrante do corpo técnico da ATeG, durante a Expodireto.

Cursos, palestras e programas de formação da entidade beneficiam milhares de gaúchos

Proteção de nascentes para uso na agricultura

A Emater/ASCAR da região de Caxias do Sul, juntamente com a Sicredi Serrana, elaboraram um projeto pioneiro para a preservação e a conservação da água através da conscientização da importância da proteção de nascentes

Foto: Divulação Kanenori

O projeto visa contemplar famílias do meio rural que utilizam do recurso natural, tanto para uso das águas servidas na casa, quanto para uso na irrigação de lavouras. A parceria de Emater e Sicredi objetiva dar um retorno às famílias rurais sobre as diversas formas de atuação da Cooperativa e da Emater.
Conforme as resoluções 314, 361 e 362 do Consema, a atividade de proteção de nascente através da construção de estruturas para captação de água, como forma de abastecimento das famílias, é considerada uma atividade de baixo impacto ambiental, portanto é dispensada de outorga d’água a proteção de nascente que não ultrapasse 0,1l/s para uso individual às necessidades uteis da vida, saúde e higiene, e também, dispensada de outorga de água àquelas proteções de nascentes nas quais a vazante não ultrapasse 3l/s, afim de serem utilizadas para atividade na área rural para produção de alimentos. Deste modo, as famílias beneficiárias do projeto poderão utilizar a água tanto para uso doméstico quanto para uso na agricultura, sem precisar de outorga de água para efetivar a proteção. Conforme também as resoluções do Consema, as intervenções em nascentes e sua proteção poderão ser feitas desde que orientada por técnicos da Emater/ASCAR, para assegurar o efetivo cumprimento das medidas ambientais.
Deste modo, durante o projeto, serão beneficiadas 5 famílias que deverão estar com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em dia, além de o beneficiário ser agricultor familiar associado ao Sicredi. Uma das cinco famílias do projeto, será considerada a Unidade de Referência, que por sua vez, será orientada para fazer a proteção de nascente de forma que se impeça, ao máximo, contaminantes, e, também adequada como meio para restaurar a mata nativa ao entorno. A família escolhida como unidade de referência, no Município de Bento Gonçalves, realizará a proteção da nascente que foi descoberta há décadas na propriedade, e atualmente essa é a única fonte de água que a família utiliza para a manutenção da casa, higiene e limpeza, além de que o recurso também é utilizado por turistas que se acomodam na propriedade, visto que a família, além da atividade rural, também desempenha atividades de turismo rural com foco na hospedagem.
Por fim, é importante salientar que, no decorrer dos anos, a água tornou-se essencial para a produção de alimentos em todo o Estado do Rio Grande do Sul, e sua falta ocasionou perdas de produção inclusive na cultura de uva. Deste modo, o projeto além de incentivar a proteção de nascentes, visa melhorar o abastecimento de água na propriedade para que a produção agrícola não sinta os efeitos da estiagem, como também, para que as famílias possam ter suas necessidades básicas garantidas.

Por: Luciana Marion Fagundes da Silva
Extensionista Social da Emater de Bento Gonçalves