Com investimento superior a R$ 300 mil, AgroD sela parceria que vai auxiliar na gestão das propriedades rurais

Empresa caxiense se une à Domper, de Vacaria, para a integração de novos módulos e funcionalidades do software que leva soluções do campo até a mesa dos consumidores

Uso do aplicativo tem auxiliado produtores no manejo em todas as etapas Crédito: Tauê Hamm

A empresa caxiense AgroDTech acaba de fechar parceria com a Domper Sistemas para a integração de novos módulos e funcionalidades do software de rastreabilidade e gestão no campo. A parceria com o empreendimento que tem sede em Vacaria busca proporcionar soluções de ponta a ponta para os produtores rurais. Com essa integração, os usuários do AgroD passam a contar com soluções para nota fiscal eletrônica de produtor rural, soluções para gestão e rastreabilidade em packing e uma série de novas funcionalidades para gerenciamento de custos.
Com investimento que passa de R$ 300 mil em pouco mais de dois anos de atuação, a AgroDTech se especializou no atendimento das principais necessidades dos produtores de uva, pêssego, morango, maçã e hortículas. Desde a assistência técnica, até o desenvolvimento do aplicativo AgroD, que tem sido usado para a gestão das propriedades rurais e também para o atendimento da exigência de rastreabilidade de todos os produtos, a caxiense AgroDTech passa a contar com a estrutura da Domper para novos desenvolvimentos, atualizações do software, além da integração com as ferramentas que a empresa vacariense já possui para o agronegócio.
A Domper tem uma trajetória de duas décadas como empresa especializada em sistemas de gestão empresarial e de packing na fruticultura. As soluções para a fruticultura, que incluem rastreabilidade no recebimento e movimentação em packing, gestão de estoque de frutas classificadas e em bins, controle de qualidade, controles de bins vazios, gestão financeira, entre outros, passam a incorporar os serviços já atendidos pelo software AgroD. Entre eles, estão as informações de rastreabilidade na etapa de campo, ou seja, informações sobre o uso de insumos e tratos culturais em todas as etapas do manejo.
“A tecnologia é muito dinâmica e com essa parceria com a Domper ganhamos em questões importantes relacionadas à pesquisa, desenvolvimento e atualização do software. Com a integração do AgroD com o software Domper Fruticultura, passamos a oferecer soluções desde caderno de campo digital e rastreabilidade até gestão de packing e de comércio exterior, atendendo de ponta a ponta as necessidades do produtor rural”, antecipa a sócia da AgroD, Janine Basso Lisbôa.
Janine explica que a parceria une a expertise da AgroD no trabalho de campo com a experiência, tecnologia e estrutura da Domper, permitindo a ampliação da atuação de ambas as empresas no mercado. “Nossa projeção é dobrarmos o número de produtores atendidos em 2021”, almeja.
Para o diretor comercial da Domper, Marcelo Boeira, a parceria com a AgroD vai permitir que o produtor saiba de forma exata o custo de cada fruta, ou outra cultura que desejar, o que é inédito em ferramentas deste tipo.
“Essa integração com a AgroD nos dá condições de saber qual é a lucratividade da produção, além de unir numa única ferramenta as soluções para que o seu produto chegue no mercado. Desde a parte de campo, que foi desenvolvida pela AgroD nos últimos anos, aliando à nossa experiência no desenvolvimento de softwares mais voltados para classificação, armazenamento e distribuição, só temos a ganhar e expandir ainda mais essa ferramenta”, projeta Boeira.

Os sócios da Domper, Marcelo Boeira e Eduardo Silva, ao lado dos diretores da AgroDTech, Janine Basso Lisbôa e Tauê Hamm Crédito: Divulgação

Sobre o AgroD
Desde 2018 no mercado, o software AgroD tem ajudado centenas de produtores de frutas e hortaliças, além de vitivinicultores. A ferramenta funciona como um caderno de campo digital, substituindo as antigas anotações sobre uso de agroquímicos e fertilizantes, com o objetivo de comprovar o uso correto destes insumos.
Todo o manejo dos pomares e as colheitas são registradas através de aplicativo para smartphone, que funciona de forma off-line, trazendo economia de tempo e praticidade ao dia a dia do produtor rural. O AgroD gera automaticamente relatórios de rastreabilidade dos produtos e também etiquetas com QR Code, atendendo à Instrução Normativa (INC 2/2018), que exige a rastreabilidade e identificação de vegetais frescos.

Variedades precoces de pêssego estão na maturação e colheita

Na região de Soledade, variedades precoces de pêssego estão em maturação e colheita. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e publicado pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29/10), as variedades de ciclo médio e tardio encontram-se em fase de formação de frutos e está sendo feito o raleio de frutos, favorecendo a qualidade dos mesmos e o processo de comercialização. Em função das geadas tardias houve o abortamento de frutos em algumas variedades e localidades, o que pode acarretar em redução da produção.
Na região de Pelotas, as condições do clima favorecem a cultura, alguns dias com chuvas seguidos de outros ensolarados, com temperaturas em elevação durante o dia, impactam o bom desenvolvimento e a frutificação plena dos pomares. Colheita em finalização para as cultivares Precocinho, Pampeano e Libra. Na sequência, começará a das cultivares Bonão e Sensação. Na região de Porto Alegre, a colheita chega a 10% da safra no município sede, com indicadores de boa qualidade de frutas. A maioria dos pomares de pêssego continuam na fase de crescimento do fruto. Os períodos de sol facilitaram os tratos culturais. No Vale dos Sinos, foi relatado que as frutíferas começam a apresentar sintomas da escassez de água no solo, preocupando produtores; muitas plantas estão enrolando as folhas, para diminuir a insolação e perda de água.

CULTURAS DE INVERNO
A ausência de chuvas durante mais uma semana favoreceu a colheita do trigo no Rio Grande do Sul, avançando 29% e chegando à colheita de 60% do total da área cultivada no Estado, equivalente a 550 mil hectares. Além de favorecer a colheita, a falta de chuvas também acelerou o ciclo da cultura. Na regional de Santa Rosa, a colheita se encaminha para o final, chegando a 82%. O restante das áreas deve ser colhido nesta semana.
Está concluída a colheita dos 1.729 hectares na regional de Frederico Westphalen. A falta de chuva no ciclo final da cultura causou perdas de 40% na produtividade, ficando em 917 quilos por hectare. O município com maior área foi Palmeira das Missões, com 900 hectares. Na de Soledade, também está finalizada, com produtividade consolidada de 1.100 quilos por hectare.

CULTURAS DE VERÃO
O tempo seco na maioria das regiões produtoras de soja no Estado paralisou a implantação da cultura; a atividade foi retomada apenas naquelas onde ocorreram precipitações na semana. As lavouras apresentam redução no crescimento e o plantio está atrasado, chegando apenas a 7% da área total estimada, sendo que no mesmo período do ano passado o plantio já atingia 11%.
Em regiões do Estado localizadas mais a Oeste e ao Sul, onde ocorreram precipitações, já há sinais de recuperação das condições de umidade do solo e agricultores podem dar continuidade ao plantio do milho, que já chega a 72% da área total estimada. Já nas regiões onde o tempo seco continuou, a cultura apresenta redução no potencial produtivo, principalmente nas lavouras em floração. Segue a semeadura de arroz nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul. As condições são favoráveis à atividade, que chegou a 78% do total da área estimada.

OLERÍCOLAS
Na região de Ijuí, o clima quente e seco da semana prejudicou o desenvolvimento das olerícolas cultivadas a campo, culturas como mandioca, abóbora e batata-doce apresentam crescimento lento e morte de plantas. Reduz a produção de folhosas, em especial alface, com várias estufas danificadas pelo granizo ocorrido em setembro no município de Ijuí, que concentra a maior área cultivada em ambiente protegido. Inicia a colheita da cebola, com boa produtividade; área pouco expressiva. Aumentou a incidência de ataque de tripes, mosca branca e ácaros em todas as culturas. As atividades de semeadura e transplante das culturas planejadas demandam grande necessidade de suprimento de irrigação e proteção inicial das plantas para evitar morte de mudas. A diminuição do volume dos reservatórios de água para irrigação é uma situação que preocupa os produtores.

BOVINOCULTURA DE LEITE
A atividade segue apresentando duas realidades distintas em função das condições do tempo no último período. Nas regiões mais ao Norte do Estado, a produção de leite apresentou declínio devido às altas temperaturas, que causaram uma condição de estresse térmico aos animais durante o dia e prejudicaram a qualidade das pastagens. Com isso os produtores utilizam as reservas de silagem de milho destinadas ao próximo outono.
Nas regiões mais ao Sul do Estado, a produção de leite se manteve crescente. As chuvas, apesar da pouca quantidade, auxiliaram na recuperação das pastagens, aumentando a disponibilidade de alimento. Porém as temperaturas acima dos 30 graus causaram desconforto térmico aos animais, que reduziram o tempo de pastoreio.

Serra começa a colher as lavouras de alho

A colheita do alho já iniciou na região da Serra. Na atual safra, foram plantados 1.200 hectares, em 480 propriedades rurais, o que representa um aumento de cerca de 10% em relação a 2019, estimulado pelo preço acima da média atingido pelo produto na safra passada. A estimativa da Emater/RS-Ascar é que sejam colhidas 13.200 toneladas do bulbo em 2020, gerando uma receita bruta de aproximadamente R$ 132 milhões para os agricultores.
Na região da Serra, a variedade cultivada é a São Valentin, um alho tardio, roxo, nobre e de sabor picante, características acentuadas em função do clima e do solo da região, com bastante acúmulo de horas de frio. A colheita deverá se estender até meados do mês de dezembro, apresentando bom rendimento e com bulbos bem formados e firmes. Todo o alho colhido é armazenado em galpões específicos e amplamente ventilados para possibilitar a cura dos bulbos.
Conforme o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Enio Todeschini, a última semana, de clima seco, noites frias e bastante insolação, favoreceu o desenvolvimento e manutenção da sanidade das lavouras. “A continuidade da deficiência hídrica vem sendo suprimida pela irrigação, fator indispensável para as plantas expressarem todo o seu potencial produtivo. Com algumas raras exceções, todas as lavouras já são planejadas e implantadas com a disponibilidade de sistemas de irrigação, notoriamente, o por aspersão, o que dá segurança aos produtores”, frisa.
Crédito foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

Colheita do trigo chega a 95% da área total cultivada no Estado

A última semana foi caracterizada pelo predomínio de tempo seco no Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural, publicado e divulgado na quinta-feira (12/11) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, nas regiões em que houve precipitações o volume foi muito baixo e não interferiu na colheita do trigo, que já chega a 95% da área total cultivada no Rio Grande do Sul. Na região de Santa Rosa, a colheita já foi finalizada, favorecida pelo tempo seco e ensolarado que apressou a maturação das lavouras de trigo. A produtividade média é de 1,5 ton/ha, redução estimada em 50%. As lavouras que não foram prejudicadas pelas geadas de agosto apresentaram produtividade dentro da expectativa, superando as 3,6 ton/ha, com ótima qualidade e valoração, trazendo boa rentabilidade aos produtores.
Nas regiões de Bagé e Ijuí, o plantio da soja foi parcial e já atinge 31% do total da área estimada em todo o Estado. Na de Bagé, na primeira parte da semana, ainda foram realizados plantios em áreas mais baixas, ou onde o volume de precipitações foi mais elevado. Na segunda metade, a operação foi paralisada na espera de novas chuvas. Na de Ijuí, a continuidade da semeadura ocorreu no início da semana, com redução gradativa da operação até ser interrompida pela falta de umidade no solo. Produtores adotam cautela devido às previsões meteorológicas indicarem baixos volumes de precipitações no período. As lavouras semeadas antes das precipitações apresentam boa densidade de plantas mesmo com emergência em duas épocas distintas.
A falta de precipitações no Estado dificulta o avanço dos plantios de milho e afeta o desenvolvimento de alguns cultivos já implantados. Mesmo assim já atinge 78% da área total estimada. Na região de Erechim, o plantio não avançou no período. As lavouras implantadas nas encostas do rio Uruguai depois do dia 10/08, e que se encontram mais adiantadas e em início de pendoamento, as perdas já ultrapassam 30%. Alguns produtores começam a destiná-las para alimentação animal. Nas com propósito para silagem, há também perdas significativas de massa verde e qualidade dos grãos.
As condições do tempo seco na semana não favorecem grandes avanços do plantio de arroz nas regiões produtoras do Estado, que já chega a 90%. Na região de soledade, depois de um período de intensa semeadura, houve desaceleração devido ao baixo teor de umidade do solo; porém muitos agricultores seguem semeando e o percentual atinge 80%, bem adiantado em relação ao ano passado que, nesta época, devido ao outubro chuvoso atrasou a semeadura. Lavouras implantadas em sistema de cultivo em solo seco apresentam germinação/emergência e desenvolvimento vegetativo inicial normais.
Na região de Porto Alegre, 96% da área prevista com a cultura do feijão primeira safra foi implantada, correspondendo a 3,4 mil hectares. As lavouras semeadas apresentam bom desenvolvimento. As plantas evidenciam sintomas de estresse diante da falta de umidade nos solos, principalmente naquelas em fase de florescimento. O estado fitossanitário é bom.
Acesse o Informativo Conjuntural completo em https://bit.ly/32F1EhJ

Sojá está em desenvolvimento vegetativo e plantio atinge 35% da área estimada

A  semana com predomínio de tempo seco teve avanços das lavouras de soja em algumas regiões do Estado, favorecidas pela presença de chuvas esparsas que recompuseram a umidade dos solos. De acordo o Informativo Conjuntural, produzido e publicado na quinta-feira (19/11) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, a implantação da cultura já chega a 35% no Rio Grande do Sul, estando toda ela em desenvolvimento vegetativo.
O tempo seco que predomina na maioria das regiões do Estado segue dificultando o avanço dos plantios e afeta o desenvolvimento do milho. O plantio alcança 80% das áreas estimadas para esta safra. No Estado, já há 490 comunicações de ocorrência de perdas para cobertura do Proagro. A sequência de dias de tempo seco no Estado, apesar de períodos de chuvas esparsas e de baixo volume, não interrompeu o plantio do arroz que já chega a 94%. O clima de tempo seco com registro de chuvas esparsas e com baixos volumes em algumas regiões também favoreceu o avanço da colheita do trigo, que alcança 97% da área cultivada.
OLERÍCOLAS
Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as condições de ausência de chuvas, somado ao aumento das temperaturas, alguns dias com alta irradiação solar, baixa umidade relativa do ar e ventos dificultam a produção de olerícolas, principalmente para autoconsumo e onde não houve investimentos em irrigação. Produtores especializados abastecem os mercados, feiras e venda direta aos consumidores, pois investiram em irrigação e cultivam em condições abrigadas. Esses estão em uma situação melhor, mas preocupados com a manutenção do nível dos reservatórios de água, que está baixo.
FRUTÍCOLAS
Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, os ventos de moderados a fortes ocorridos no sábado à noite contribuíram para uma queda acentuada de pequenos frutos de manga, limão e laranja. Os cultivos de melão e melancia que não são irrigados têm sua produção comprometida, pois o nível dos reservatórios que abastecem essas irrigações está bastante reduzido, com possibilidades de não ofertar água até o final do ciclo. Colheita da laranja Valência em andamento, com aproximadamente 95% da área colhida.
Na de Ijuí, segue a colheita do pêssego com baixa oferta de produto e venda mais expressiva para os mercados e pouca venda direta aos consumidores. Videiras continuam com desenvolvimento satisfatório com boa sanidade, diminuindo a necessidade de aplicação de fungicidas. Produtores realizam a desbrota e desfolha. Melão e melancia com crescimento acentuado e boa emissão de ramos laterais e formação de frutos adequada. Primeiras áreas cultivadas com melão em início de colheita.
SILVICULTURA
Na regional de Bagé, segue o manejo das florestas. A produção das florestas comerciais de eucalipto está entre 260 e 580 metros cúbicos por hectare, segundo levantamentos de inventários florestais com idades entre oito e 12 anos, realizados pelas empresas. As florestas de acácia-negra têm produção entre 250 e 350 metros cúbicos por hectare em plantios com idades entre oito e 11 anos. Atualmente, grande parte das florestas está em estágio de engrossamento do caule para produção de madeira.
Acesse o Informativo Conjuntural completo em https://bit.ly/2UHs6CZ

Cultivo em ambiente protegido dá mais segurança na produção de pepino

Neste ano de pandemia, o agricultor Roni Fiamingui, de São Marcos, criou coragem e decidiu apostar na produção de pepino para conserva em estufa. Ele tem em torno de três mil plantas de pepineiro cultivadas em substrato, em um pequeno espaço, tendo optado por esta cultura por ter um ciclo mais curto e por conseguir, no ambiente protegido, plantar e colher antes, vendendo com maior valor agregado quando ainda não há oferta do produto no mercado, e ter produção por um período maior do que se cultivasse a céu aberto.
Além disso, essa forma de cultivo, comumente usada no morangueiro e tomateiro, dá mais segurança para o produtor e para o consumidor. “Do jeito que está o clima, daqui a pouco a gente pega um granizo, do nada, e perde tudo. Então tem que ter alguma coisa para garantir, para não ficar tudo à mercê do tempo”, diz Fiamingui, lembrando da perda de toda a safra de uva há dois anos devido ao granizo.
Por ser um cultivo em ambiente fechado, com menos ventilação, o manejo da cultura é diferente do em ambiente aberto. Por isso, a Emater/RS-Ascar vem auxiliando o produtor desde o projeto da estufa até a colheita e rastreabilidade do produto. O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Enio Ângelo Todeschini, diz que o produtor geralmente usa apenas produtos biológicos no manejo de doenças e pragas e adubos tradicionais químicos na fertirrigação, a fim de garantir a segurança do trabalhador e a segurança alimentar do consumidor. Ainda, segundo ele, as plantas apresentam maior sanidade quando cultivadas em substrato e ambiente protegido. Nesse ambiente, o consumo de água pelas plantas é menor do que a céu aberto. E o agricultor tem a vantagem de poder trabalhar em pé, o que facilita a colheita e favorece a ergonomia. “E a fruta colhida está limpa, pois não tem contato com o solo, e fica com uma coloração mais uniforme”, salienta Fiamingui.
O agricultor tem a meta de colher em torno de 2,5 a 3kg de pepino para conserva por planta, que é comercializado para uma indústria da região. A Emater/RS-Ascar está incentivando o agricultor a entrar na produção de morango no mesmo sistema. Fiamimgui conta que a mulher está voltando para trabalhar na propriedade e que o filho está de olho nos resultados, e também poderá retornar.

Embrapa lança manual com dicas para a produção de erva-mate; confira

No “Manual de produção de mudas de erva-mate”, a entidade descreveu todo o processo de cultivo, com o intuito de subsidiar técnicos e viveiristas

Publicação descreve todas as etapas para a produção de mudas clonais de erva-mate Foto: Edelberto Gebauer/ Divulgação Embrapa

Para obter êxito no cultivo da erva-mate (Ilex paraguariensis), a produção de mudas é considerada uma das fases mais importantes. No entanto, produzir mudas de qualidade tem sido um desafio para os sistemas de produção agropecuários, devido à exigência de constante capacitação e atualização dos profissionais envolvidos.
Para orientar esse trabalho, especialmente no sistema de produção de mudas clonais por miniestaquia, a Embrapa Florestas lançou o “Manual de produção de mudas de erva-mate”, documento que descreve todo o processo, com o intuito de subsidiar técnicos e viveiristas.
As técnicas de produção para cada uma das etapas de desenvolvimento no viveiro avançaram muito nas últimas décadas. Por isso, para conseguir aumentar a produtividade e a qualidade em sistemas de produção de erva-mate, é fundamental adotar boas práticas nos viveiros.
Segundo Ivar Wendling pesquisador da Embrapa Florestas e autor do manual, os profissionais que atuam neste ramo têm que atentar para todas as fases. “Desde o planejamento, estruturas, métodos de propagação, substratos, adubação, controle de pragas e doenças, até o estabelecimento de indicadores de qualidade das mudas”, diz.
O método
O método de propagação por sementes, tradicionalmente utilizado, resulta em mudas com crescimento desuniforme, devido às variações genéticas. “O que pode diminuir a produtividade dos ervais (quando usados materiais genéticos não recomendados) e dificultar o seu manejo, tais como a adubação, poda e colheita”, explica o pesquisador.
Já a propagação pelo método de miniestaquia permite maior uniformidade, pois mantém as características de superioridade da planta matriz. Esta técnica consiste em destacar porções do ramo (miniestaca) das plantas das matrizes selecionadas e colocá-los em um meio adequado para formar o sistema radicular (processo de enraizamento).
De acordo com Wendling, na miniestaquia, as mudas serão clones da planta original selecionada, ou seja, iguais geneticamente às árvores das quais foram coletadas, buscando-se, com isso, materiais com qualidade superior.
Essa característica facilita o manejo, além da obtenção de árvores com maior potencial de produção de massa foliar, de matérias primas específicas (composição química diferenciada por exemplo), de maior interesse do mercado, gerando, consequentemente, maior produtividade e renda dos plantios de erva-mate.
No manual constam também informações sobre todo o planejamento e instalação dos viveiros, o passo a passo da miniestaquia e as formas de controle das doenças e pragas com potencial de serem encontradas em viveiros clonais de erva-mate.

Produtores rurais podem aderir a programa de renegociação de dívidas até 29 de dezembro

Podem aderir ao programa os produtores que atuam como pessoa física ou jurídica e também para agricultores familiares

Foto: Marlove Perin

O prazo para produtores rurais renegociarem dívidas inscritas na Dívida Ativa da União vai até o dia 29 de dezembro. O prazo é valido para produtores que atuam como pessoa física ou jurídica e também para agricultores familiares. Segundo comunicou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as renegociações envolvem descontos de até 100% nas multas, nos juros e nos encargos.
De acordo com o Mapa, os produtores interessados em renegociar seus débitos devem acessar o site da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para conhecer as condições de refinanciamento e aderir ao programa.
Segundo o diretor do departamento de crédito e informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, o programa de renegociação da dívida tem como objetivo viabilizar a superação da situação transitória de crise econômico-financeira dos produtores rurais e agricultores familiares, potencialmente provocada pelos efeitos do coronavírus (Covid-19) em sua capacidade de geração de resultados e na perspectiva de recebimento dos débitos inscritos em dívida ativa da União.
O contribuinte interessado deverá prestar informações, perante a PGFN, demonstrando esses impactos financeiros sofridos. Com base na capacidade de pagamento estimada do contribuinte, será disponibilizada proposta de transação para adesão.

Sistema permite cadastro e análise de dados de produtores de uva e vinho do país

A Instrução Normativa entrou em vigor no dia 3 de novembro. A partir daí, todos os viticultores e vitivinicultores do país devem se cadastrar em até 180 dias no módulo Vitícola deste sistema Foto: Marlove Perin

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na terça-feira (27/10), no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa Nº 59, que estabelece o cadastro vitícola através do Sistema de Informação de Vinhos e Bebidas (Sivibe). O novo sistema irá coordenar e gerenciar as declarações de viticultores, vitivinicultores e vinicultores de todo país.
A Instrução Normativa entrou em vigor no dia 3 de novembro. A partir daí, todos os viticultores e vitivinicultores do país devem se cadastrar em até 180 dias no módulo Vitícola deste sistema.
O Sivibe permite o envio pelos produtores das declarações sobre áreas cultivadas, quantidade produzida na safra por variedade e a destinação desta produção. Também permite a comprovação e análise desses dados por parte da fiscalização agropecuária visando o controle da produção vinícola nacional.
“Esse cadastro possibilita um controle bastante eficiente quanto a possíveis fraudes na elaboração de vinhos, permitindo relacionar a quantidade de uva utilizada pela quantidade de vinho obtida pelos estabelecimentos. Além disso, são geradas importantes estatísticas e levantamentos do setor vitícola nacional através deste sistema, promovendo a viticultura nacional e dando notoriedade à importância econômica e social deste setor”, explica Carlos Muller, coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do Mapa.
O cadastro do viticultor ou vitivinicultor será realizado com a apresentação de dados como CPF, CNPJ, e-mail e endereço. Já o cadastro das propriedades e dos vinhedos deverá ter informações sobre o tipo de tipo de exploração, a área total explorada e área com vinhedos e as informações técnicas sobre cada vinhedo.
De acordo com a IN, os dados dos viticultores e vitivinicultores e de suas respectivas propriedades e vinhedos constantes no Cadastro Vitícola da Embrapa Uva e Vinho passam a constar na base de dados do Sivibe. A Embrapa Uva e Vinho, localizada em Bento Gonçalves (RS), atuou em conjunto com a Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa no desenvolvimento deste sistema e irá promover a revisão e atualização de seu banco de dados, bem como a elaboração de estudos e análises do setor vitícola nacional e na difusão dos conhecimentos obtidos.
O produtor que comercializar uvas sem estar cadastrado no Sivibe ou com dados desatualizados será considerado infrator, bem como o vinicultor ou vitivinicultor que adquirir uvas de produtores não cadastrados. A sanção vai desde advertência, multa até a interdição e cassação do registro.

Safra de pêssego inicia com redução na produtividade e busca por inovação da gestão

 

Créditos: Tauê Bozzetto Hamm

Fruticultores de Pinto Bandeira, maior produtor da fruta in natura do Estado, relatam perdas que variam de 40% a 60% e utilizam software para atender exigências da legislação e planejar manejo para próximo ciclo com objetivo de minimizar os prejuízos
Produtores de pêssego dos municípios de Pinto Bandeira, Farroupilha e Bento Gonçalves iniciaram a colheita deste ano usando a tecnologia para facilitar a gestão, trazer ganhos de produtividade e reduzir as perdas que podem chegar a 60%. Mesmo sem uma previsão oficial de quebra – segundo o escritório regional da Emater/RS-Ascar, os números serão divulgados em novembro – produtores de Pinto Bandeira, município que responde por 30% da produção da fruta na região, relatam perdas que variam de 40% a 60%. A causa dessa redução foram as geadas que aconteceram nos meses de agosto e setembro, especialmente a que caiu na região na madrugada do dia 21 de setembro.
Em 2019, ano em que a incidência de granizo também causou prejuízos, foram colhidos 37,3 milhões de quilos da fruta. A Serra Gaúcha possui 3,6 mil hectares de pomares de pêssego, sendo que 1,1 mil ficam localizados em Pinto Bandeira.


Mesmo com a perda no volume que deverá ser colhido nesta safra, os produtores têm usado, cada vez mais, a tecnologia como aliada na melhoria da gestão dos pomares, buscando otimização no uso de insumos e redução dos custos de produção nos próximos ciclos. Entre as inovações que já podem ser vistas nesta colheita está o aplicativo AgroD, desenvolvido pela empresa caxiense AgroD Tech.
O fruticultor Nestor Rubbo, produtor da linha Silva Pinto Norte, em Pinto Bandeira, registrou uma perda que deverá ficar acima da média da região. Rubbo projeta colher de 25 a 30 toneladas, o que significa uma perda de 60% na comparação com o ano passado. Mesmo sendo o primeiro ano em que está usando o AgroD, Rubbo já observa benefícios do emprego da tecnologia no campo.
“O caminho é cada vez mais informatizar, reduzir os custos e aumentar a produtividade. Nesta safra, em que sofremos com a geada, pudemos observar quais áreas foram mais afetadas e nos prepararmos para os próximos anos. A tendência é de continuarmos usando a tecnologia ao nosso favor, ainda mais por ser um aplicativo fácil de ser operado e que substitui o caderno de campo”, antecipa.
Já na linha Jansen, no mesmo município, o produtor Adriano Rigon relatou uma perda levemente inferior à de Rubbo, entre 40% e 50%, e deverá colher cerca de 180 toneladas da fruta, em 11 hectares. Para Rigon, o AdroD ajuda no controle maior do uso de agrotóxicos, além de atender as exigências de rastreabilidade da Instrução Normativa 2 (INC MAPA/ANVISA nº 02/2018)
“Vai ser muito importante para que o produto já saia da propriedade etiquetado, pronto para o mercado”, adianta Rigon, que deve começar a colher na segunda quinzena de novembro.
O diretor técnico da Associação dos Produtores de Fruta de Pinto Bandeira (Asprofruta), Heleno Facchin, avalia que o uso do aplicativo pelos produtores ajuda a fazer uma gestão responsável, com redução de perda de insumos e, consequentemente, maior qualidade da fruta.
“O produtor é cobrado todos os dias para que entregue um pêssego com boa sanidade, sem resíduos, e com um padrão de qualidade que é exigido pelo próprio mercado”, opina.
O engenheiro agrônomo e sócio da AgroD Tech, Tauê Bozzetto Hamm, explica que o aplicativo auxilia o produtor na tomada de decisões na gestão da propriedade, além de atender à legislação que exige rastreabilidade dos produtos.
“Com essa maior facilidade para os registros dos manejos e produção dos pomares de pêssego, o produtor vai conseguindo, ao longo dos meses e dos anos, ter um bom histórico de informações, seja na questão técnica do que foi aplicado, da adubação, e dos demais custos. No momento em que o produtor começa a ter esses dados de produtividade e custos, separados por variedade e por parcela específica do pomar, ele consegue avaliar quais pomares estão mais rentáveis, mais produtivos. Ele pode, por exemplo, definir até mesmo a troca de algumas cultivares, deixando de produzir as que mais sofrem com a geada ou com o granizo”, ilustra.
SOBRE O AGROD
Desde 2018 no mercado, o software AgroD tem ajudado centenas de produtores de uva, pêssego, morango, maçã e hortifrúti. A ferramenta funciona como um caderno de campo digital, substituindo as antigas anotações sobre uso de agroquímicos e fertilizantes, com o objetivo de comprovar o uso correto destes insumos. Todo o manejo dos pomares e as colheitas são registradas através de aplicativo para smartphone que funciona de forma off-line, trazendo economia de tempo e praticidade ao dia a dia do produtor rural. O AgroD gera automaticamente relatórios de rastreabilidade dos produtos e também etiquetas com QR Code, o que atende à Instrução Normativa (INC 2/2018), que exige a rastreabilidade e identificação de vegetais frescos.
Créditos: Tauê Bozzetto Hamm