Live: Indução de brotação de gemas na cultura da macieira: considerações técnicas para o ciclo 2021/2022

 

A garantia de uma boa safra de maçãs começa no início da primavera, com a brotação das plantas. Esse é um manejo bastante complexo, que varia a cada ano, pois leva em conta as particularidades climáticas, envolvendo uma série de variáveis, como o número de horas de frio acumuladas no inverno, até a escolha do produto e da dose a serem aplicadas para garantir uma brotação uniforme.
Para auxiliar produtores, consultores e técnicos neste importante manejo, a Embrapa Uva e Vinho promove a live Indução de brotação de gemas na cultura da macieira: considerações técnicas para o ciclo 2021/2022, às 15h30, do dia 05 agosto, no Canal da Embrapa no Youtube. O evento será conduzido pelo pesquisador Fernando José Hawerroth, especialista na área de fisiologia e manejo de frutíferas de clima temperado, que irá apresentar as informações de pesquisa atualizadas sobre o tema.
Hawerroth antecipa que, além das informações relacionadas ao acúmulo de frio em regiões produtoras e o prognóstico climático para indicação de épocas de indução de brotação, também irá apresentar as principais alternativas de indutores de brotação e respectivas indicações de uso. Ele ainda adianta que “é imprescindível considerar a idade do pomar para esse manejo, pois a estratégia de indução de brotação em pomares adultos é diferente das recomendas para pomares em formação”. Depois da palestra, o pesquisador irá responder as perguntas dos participantes encaminhadas via chat.

SERVIÇO:
O que: Live Indução de brotação de gemas na cultura da macieira: considerações técnicas para o ciclo 2021/2022
Quando:, às 15h30, do dia 05 agosto
Aonde: Canal da Embrapa no Youtube: link: www.youtube.com/watch?v=SZ8G_ilRlhs
Palestrante: pesquisador Fernando José Hawerroth, especialista na área de fisiologia e manejo de frutíferas de clima temperado

Plantio do trigo chega a 75% da área prevista para o RS

Foto: Mairo Trentin Piovesan – extensionista rural da Emater/RS-Ascar

Segue o plantio do trigo no Rio Grande do Sul, com 75% das áreas previstas para esta safra já semeadas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), na quinta-feira (1º/07), as lavouras implantadas estão em emergência e desenvolvimento vegetativo inicial, com bom estande de plantas e boa sanidade.
Na região de Santa Rosa, onde o plantio do trigo atinge 82% da área, a semeadura ocorreu somente em topo de coxilhas e solos bem drenados. O volume significativo de chuvas, aliado aos dias nublados com baixa temperaturas, resultou em acumulação de água em baixadas e áreas mal drenadas, e a falta de sol causa uma coloração mais amarelada nas plantas recém-emergidas, apesar de que a condição de menor temperatura tem contribuído para a boa sanidade das plantas. Produtores se preparam para a adubação de cobertura nitrogenada, já que as lavouras emergiram há cerca de 30 dias, intervalo recomendado para esse manejo. Produtores aguardam a ocorrência de geadas para promover o maior perfilhamento das plantas. A semeadura do trigo deverá se intensificar nesta semana com a melhoria do tempo e redução da umidade do solo, pois essa época é considerada a melhor para o plantio por evitar possíveis perdas por geadas em setembro quando ocorre floração do trigo, fase de desenvolvimento suscetível a grandes perdas pelo frio.
Na regional de Bagé, a perspectiva é de expansão de cerca de 25% da área de trigo em relação à do ano anterior, atingindo em torno de 103 mil hectares de cultivo em 2021. O aumento significativo de área foi condicionado pelos resultados favoráveis da última safra e pela perspectiva de rendimentos satisfatórios, considerando a cotação do produto. As expectativas de área levantadas em maio foram superadas, com aumento expressivo em parte da Fronteira Oeste, como em Alegrete, onde a área foi triplicada, e com a retomada dos cultivos em municípios que não cultivaram no ano anterior, como Dom Pedrito, na Campanha. Cultura em implantação. Estima-se que 60% das lavouras tenham sido semeadas.
Canola – Na regional de Santa Rosa, 82% da área está na fase de germinação e desenvolvimento vegetativo e 17% das lavouras já estão em florescimento e 1% na fase de enchimento das síliquas. A cultura apresentou bom desenvolvimento nas últimas semanas e porte aproximado de 20 centímetros. Com o clima mais úmido, produtores estão atentos à ocorrência de doenças foliares e no caule. Outra preocupação são as lavouras em estádios reprodutivos, como floração e enchimento de grãos, em função da perspectiva de ocorrência de geadas nesta semana. Já na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está em estádio de desenvolvimento das folhas da haste principal e inicia a emissão dos brotos laterais, se aproximando do estádio de roseta, muito importante para a resistência a geadas. Produtores realizam o controle de ervas daninhas e a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura. O preço médio é de R$ 128,50/sc. de 60 quilos.
Aveia branca grão Na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a cultura apresenta bom desempenho. Das lavouras, 80% se encontram em desenvolvimento vegetativo e 20% em floração. Na de Soledade, a totalidade das lavouras estão implantadas. Da mesma forma que com o trigo, as condições climáticas da semana favoreceram a cultura, proporcionando condições adequadas de desenvolvimento vegetativo inicial.
Cevada – Nas regionais de Frederico Westphalen e Soledade, lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. Na de Erechim, entre 60 e 70% do plantio está concluído; cultivos em germinação e desenvolvimento vegetativo. As chuvas da última semana prejudicaram o andamento do plantio e acumularam perdas por erosão. Na regional de Ijuí, há redução significativa da área cultivada com cevada devido à retração do mercado comprador. O produtor não tem garantia de recebimento do cereal nas unidades mais próximas de suas lavouras e não conta com logística para transporte até o centro comprador de Passo Fundo. As lavouras implantadas estão com boa emergência, em estádio de desenvolvimento vegetativo e estabelecimento inicial adequado.
PASTAGENS E CRIAÇÕES
O excesso de chuvas, a baixa insolação e o frio intenso estão sendo prejudiciais à maior parte das áreas com espécies forrageiras. Sob tais condições, o campo nativo praticamente não oferta forragem, e com a falta de radiação solar e o excesso de umidade no solo até as espécies cultivadas de inverno reduziram a capacidade de rebrote. Nas áreas diferidas e com carga moderada de animais ainda são observadas algumas touceiras de plantas com valor forrageiro, porém de pouca qualidade.
Na maior parte das regiões, as pastagens com azevém continuam relativamente atrasadas, sem condições de manter carga animal significativa em grande parte das propriedades. Em áreas onde a aveia apresentava porte maior, foi observado o acamamento das plantas em função das fortes rajadas de vento. A alta umidade no solo nas áreas em pastoreio facilitou o arranquio de plantas e o amassamento pelo pisoteio, reduzindo a qualidade e capacidade de rebrote.
BOVINOCULTURA DE LEITE – Gradativamente, os criadores estão superando o vazio forrageiro. A produção leiteira aumentou devido à maior utilização das pastagens cultivadas de inverno e também ao acréscimo de animais em parição. Porém o excesso de chuvas e o frio intenso durante o final da semana dificultam o acesso às pastagens cultivadas, aumentando a necessidade de maior suplementação com silagem e ração aos animais.
Em termos sanitários, há considerável melhora em relação à presença de ectoparasitos, porém novamente houve problemas com mastites e com a qualidade do leite, provavelmente relacionados ao acúmulo de barro nos locais de acesso à ordenha ou de descanso dos animais. Essa condição também dificulta o trabalho e o manejo, sendo desconfortável tanto para os animais quanto para os produtores que precisam realizar as atividades de manejo a campo.
Em relação ao mercado, houve um aumento significativo do preço das vacas e novilhas prenhes, com progressiva redução da oferta dessas categorias. Com a valorização da pecuária de corte, o valor de comercialização de terneiros e vacas de descarte obteve aumento. Há tendência de reajuste a maior no preço pago por litro de leite ao produtor, o que tem deixado os produtores novamente satisfeitos com a atividade, apesar do custo de produção, que continua elevado.
APICULTURA – As condições meteorológicas não foram favoráveis à apicultura, devido ao excesso de umidade e de frio, impedindo a movimentação externa das abelhas e aumentando o consumo das reservas internas das colmeias. Com isso foram intensificados o monitoramento e o fornecimento de alimentação energética artificial. Os produtores gaúchos realizam os manejos de inverno, com práticas como controle da varroa, diminuição do alvado, revisão no ninho para troca de quadros velhos, inspeção das crias e da postura da rainha e reserva de mel. Muitos aproveitam o período para construir caixas novas, reparar caixilhos e melgueiras, fazer reaproveitamento da cera descartada, entre outras atividades necessárias, externas às colmeias propriamente ditas.

Entrevista com Coordenador da Rede Análise COVID-19, Isaac Schrarstzhaupt

O cientista caxiense de dados Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise Covid-19, realiza projeções sobre a evolução do vírus pelo Brasil.  Desde o começo da pandemia da covid-19 no Brasil, o cientista caxiense de
se dedica voluntariamente a esmiuçar a evolução do vírus pelo Brasil. Ele vem usando suas habilidades para analisar dados sobre o avanço da doença no Brasil e no mundo desde o dia 27 de fevereiro de 2020. No começo do mês de março, início da pandemia, fez uma projeção de que o Brasil chegaria ao número de quatro mil mortes diárias no final de abril. A nefasta marca parece estar bem mais próxima: há quatro dias seguidos o Brasil registra mais de 3,6
mil mortes diárias. As projeções dele têm sido balizadas pela realidade, mas com um agravante: o ritmo de contágio na vida real está um dia na frente da estimativa.
Ele é o que se pode chamar de cientista de dados, profissional especialista em avaliar e resolver problemas complexos para a tomada de decisões de empresas. Está na função há seis anos, quando começou a trabalhar com a análise de risco em projetos e com extração de informações de bancos de dados. Está longe de ter conhecimento médico sobre os riscos da infecção, mas sabe que os números não mentem e são fundamentais para dimensionar o impacto da covid-19 numa cidade como Caxias.
Inicialmente, Isaac queria entender o que estava acontecendo. Como interpreta muito mais facilmente o cotidiano a partir desse tipo de informação, não acredita em decisões baseadas apenas na intuição. Com a análise que constrói para a sua própria compreensão, sentiu que poderia ajudar a esclarecer a pandemia para o público. Antes do fatídico março, suas redes sociais estavam praticamente desativadas. Isaac resolveu publicar suas projeções com um viés educativo, demonstrando como os números estão andando ao longo dos dias.

Projeção Certeira
No dia 27 de março de 2020, sua análise apontou que Caxias teria 41 casos confirmados da covid-19 em 18 de abril — esse número foi alcançado dois dias antes. A estimativa para a mesma data era de que haveria oito pessoas internadas — na quinta-feira (16), Caxias tinha 11 pessoas internadas com sintomas da doença, entre
confirmados e suspeitos. Para criar os modelos matemáticos, Isaac Schrarstzhaupt utiliza o software
Geogebra. Na montagem dos painéis gráficos, apela ao programa Power BI, que também é gratuito. As fontes vêm das mais variadas formas. Geralmente, ele precisa criar à mão um dataset (termo para definir o local onde estão centralizados os dados), pois cada site disponibiliza de uma maneira.
Isaac dedica de três a quatro horas diárias para montar os painéis, conferir os dados e verificar se houve alguma modificação em relação aos dias anteriores. Em entrevista ao grupo de alunos disciplina do Projeto Audiovisual da FSG, o pesquisador gaúcho afirma que a quantidade de dias que dura uma quarentena é
importante, mas que é preciso ficar atento principalmente à mobilidade dos moradores. E quanto mais alto o número de infecções, mais dias de quarentena e mais restrições à mobilidade devem ser aplicadas.
Essa é a íntegra da entrevista concedida pelo pesquisador:
https://youtu.be/D2gsQ27W8Kg

Direto da Hungria, Cooperativa Vinícola Garibaldi traz ouro do VinAgora

Fotos: Augusto Tomasi

Única competição internacional de vinhos da Hungria, o VinAgora rendeu mais uma medalha de ouro para a Cooperativa Vinícola Garibaldi. A marca passa a ostentar no espumante Garibaldi Pinot Noir, a partir de agora, o selo dourado do certame, um dos 18 pertencentes aos quadros da Federação Mundial de Grandes Concursos Internacionais de Vinhos (Vinofed).
Em sua 22ª edição, o concurso teve um ano de recordes. Entre 4 e 6 de junho, 60 juízes internacionais degustaram 960 amostras de vinhos oriundos de 16 países. O Concurso Internacional de Vinhos VinAgora, realizado na capital do país – Budapeste –, também teve um limitador de prêmios. Embora a qualidade dos vinhos tenha sido considerada excepcional, com 75% das amostras obtendo mais de 83 pontos, apenas 30% dos vinhos inscritos poderiam receber uma medalha em cada categoria.
Nesta edição, a pandemia dificultou a realização do evento, que recebeu aval para ser realizado no último instante, impondo alguns desafios à organização. A equipe do concurso, chancelado pela Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV), precisou encontrar um local para o evento, montar um júri a despeito das dificuldades de locomoção e, principalmente, realizar a competição de forma segura.
Já premiado em concursos como o francês Challenge International du Vin, o Garibaldi Pinot Noir é um espumante elaborado pelo método Charmat, de coloração vermelho cereja claro e com reflexos rosados, além de ótima formação de perlage. No olfato, percebem-se aromas com notas de morango e amora, com um toque cítrico, enquanto no paladar é estruturado e cremoso, com acidez equilibrada e refrescante.

O jornalista Felipe Machado lança programa de entrevista online e na televisão

O jornalista Felipe Machado, através do escritório Território da Comunicação, lança a partir deste mês de julho, um programa de entrevista online e na televisão.
Trata-se do “20 Minutos”, um espaço semanal com convidados e temas de interesse de Bento Gonçalves e região. O nome do programa é exatamente a duração da entrevista, com perguntas e respostas. Todas as terças-feiras, às 19h, será veiculado pelas redes sociais Facebook, além de transmissão pelos canais youtube (DWR Som e Luz e Território da Comunicação), com hospedagem ainda no site www.difusora890.com.br. A atração na Adesso TV, de Garibaldi, será exibida às sextas no mesmo horário nos respectivos canais de operadoras e pela internet.
O primeiro programa será exibido na terça-feira, 6 de julho, e recebe o prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Segabinazzi Siqueira. A produção conta com patrocinadores, além do apoio do CIC/BG e DWR Som e Luz Produções Culturais.
Como assistir:
https://www.youtube.com/channel/UCpleG3CuXCiOXWZ9VE0AZVA
https://www.facebook.com/dwrsomeluz
https://www.facebook.com/territoriodacomunica
www.adessotv.com.br

Vinícola De Mari se prepara para abrir loja nos próximos meses em Monte Belo do Sul

A família De Mari iniciou a produção de vinhos quando os imigrantes italianos chegaram a serra gaúcha, estabelecendo uma tradição de mais de um século. A pequena produção de 20 mil garrafas anuais a partir de vinhedos 100% próprios e colheita manual permitem maior cuidado e controle rigoroso da qualidade, resultando em vinhos excepcionais e com terroir único.

Família De Mari Fotos: Tiago Magantz

Paixão pelo vinho
Tudo começou quando Sergio De Mari ainda adolescente visitava seu avô Felice Roman na linha Eulália, em Bento Gonçalves, lá Sérgio passava suas férias e o ajudava no processo de produção do vinho, que era produzido no porão de casa, feio com pedras enormes, antigamente diziam que era para manter melhora a qualidade dos vinhos, hoje
chamado de adega. Essa paixão pelo mundo do vinho só cresceu e fez com que Sérgio mais tarde adquire- se uma vinícola no interior de Monte Belo do Sul que pertenceu a Vinícola Rio-grandense, que foi pioneira e produção de vinhos e cultivo de novas castas na região, onde hoje é a sede da vinícola. A partir de então a Vinícola começou e vem investindo em novas técnicas de cultivo e produção, bem como na constante modernização de sua estrutura e maquinários. Hoje a família De Mari conta com a ajuda dos irmãos Marcela De Mari, que é bióloga e sommelier,
encarregada das vendas e atendimento ao público e Ricardo De Mari, agrônomo, que cuida dos vinhedos junto com uma equipe comprometida e dedicada, seu pais e sua mãe.

Marcela De Mari, e Ricardo De Mari

Tradição e harmonia
Assim como Bento Gonçalves e Garibaldi (RS), parte da bucólica Monte Belo do Sul faz parte do Vale dos Vinhedos na serra gaúcha. Uma pequena e pacata cidade no alto de uma colina que encanta os visitantes por sua tranquilidade e linda paisagem. Monte Belo do Sul tem apenas 2,5 mil habitantes e é a maior produtora de uvas per capita da América Latina, com 45 milhões de quilos colhidos por ano. Logo, não é de se espantar que o enoturismo anda
crescendo por lá. Prova disso é a abertura da loja de vinhos, da Vinícola De Mari, espaço que atende por agendamento, aberto deste o início de junho desde ano.

A Vinícola De Mari pertence aos irmãos Marcela De Mari e Ricardo De Mari, naturais de Monte Belo do Sul. Atualmente, a vinícola conta com 7 hectares de vinhedos e uma produção anual de 20 mil garrafas. Cultiva uvas tradicionais como Chardonnay, Pinot Noir, Merlot, Tannat e Cabernet Sauvignon, Barbabra, Moscato. A Vínícola tem três linhas de produção:   linhas de vinhos brancos e Roses: Barbera Rose Moscato Poloskei Chardonnay Riesling Itálico; linhas de vinhos tintos: Merlot e Cabernet Sauvignon e linha de Espumantes, Moscatel, Brut Branco e Brut Rose. Toda a família está envolvida no projeto que vai desde a plantação dos vinhedos, produção, elaboração dos vinhos e atendimento ao público. Os Vinhos De Mari são elaborados através de uma ótica que preza pelo cuidado minucioso em todo o processo, iniciando pelos vinhedos 100% próprios, passando pela elaboração, uso de tecnologias, até chegar à taça do consumidor. Tudo é feito pela família De Mari com muito entusiasmo, paixão e atenção a todos os detalhes, resultando em vinhos equilibrados e destacando nosso terroir. Cada garrafa compartilhada com o cliente, apreciador de vinhos, reflete o amor e dedicação da Família De Mari à vitivinicultura, buscando sempre a excelência e qualidade dos produtos. “Existe sempre uma boa razão para se degustar um bom vinho, quando cada garrafa conta sua própria história” diz a somellier da vinícola Marcela de Mari.

Dicas de harmonizações com vinhos para combinar com o frio

Especialista indica quais os tipos de vinhos para serem tomados com a comida no inverno

Os admiradores de um bom vinho sabem que a bebida pode ser degustada em qualquer estação, mas é no inverno que os hábitos mudam para se adaptarem às temperaturas mais frias, também impactando nos vinhos escolhidos para harmonizar com a estação. Com o frio se aproximando, nada melhor que aprender melhor a combinar o tipo de vinho com o prato. Por isso, o docente do curso de Sommelier do Senac Bento Gonçalves Marcelo Scavone preparou algumas dicas:
Mais do que a estação, pense na combinação do vinho com o prato
Existe uma crença de que os vinhos brancos combinam com o verão e os vinhos tintos devem ser consumidos no inverno. Mas, mais do que isso, é preciso observar as intensidades dos pratos. “No inverno, tomamos muitas sopas e comidas mais calóricas e a combinação deverá respeitar a intensidade do prato e combinar com o vinho. Por exemplo, lasanhas, normalmente untuosas, combinam com um vinho tinto, uma vez que o tanino deste entra em ação limpando o nosso paladar. Já sobremesas e alguns queijos vão bem com um vinho licoroso”, explica o docente.
Uma variedade de queijos nas famosas tábuas de queijos, que ocorre em muitos dos lares, deve ser observada com cuidado, pois os queijos frescos e com uma certa acidez ou salinidade, assim como os queijos mais delicados, harmonizam com espumantes, vinhos rosé e brancos mais encorpados. Isso também quebra com a crença de que todo e qualquer queijo deve ser harmonizado com vinho tinto o qual, por sinal, combina perfeitamente com queijos duros e queijos pungentes.


Outro vinho que ganhou muitos adeptos é o rosé. Há pouco tempo, o vinho rosé era tido como um vinho sem muito prestígio. Hoje, ganhou a mesa e os lares de muitas pessoas, inclusive as pessoas que não costumavam beber vinho. “Estes podem sim harmonizar com peixes, frango e até alguns elementos de charcutaria”, explica Marcelo.
Em relação à escolha do vinho, Marcelo destaca que a variedade depende do gosto pessoal, mas revela suas preferências: “Neste ano, estou preferindo a variedade merlot e cortes de cabernet franc com cabernet sauvignon. Essas escolhas são muito influenciadas pelos acompanhamentos e consequente harmonização. Mas minha principal motivação é apreciar vinhos locais valorizando as variedades produzidas na região”, destaca.
Cuidado com certos elementos
Existem elementos que sim, dificultam e até mesmo inviabilizam uma harmonização, pois podem deixar a boca amarga, adstringente ou metálica. “Elementos como oleaginosas, principalmente o amendoim, as azeitonas, o aspargo, o vinagre da salada e alguns preparos com ovos devem ficar de fora de suas combinações”, destaca Marcelo.
Mitos do consumo de vinhos
Existem algumas combinações que parecem ser estranhas como, por exemplo, consumir espumante comendo feijoada. O fato é que as “borbulhas”, o “gás” e a acidez do espumante ajudam a limpar o paladar, ou seja, feijoada com espumante é sim uma combinação possível. Por sinal, uma comida de inverno para esquentar nos dias frios.
Outra situação interessante de falar é que muitas pessoas comentam que os vinhos mais caros são os melhores. No entanto, a questão da escassez – o fato de o vinho ser raro ou ter sido produzido numa quantidade limitada – é o que faz com que o preço suba, sem necessariamente ser o melhor vinho de todos. Tendo em vista que nem sempre o mais caro é o melhor, a última dica do professor do curso de Sommelier é: “Valorize as vinícolas e os produtos nacionais. A qualidade dos nossos vinhos e espumantes é reconhecida mundialmente”.

Assembleia aprova projeto que altera o controle de agrotóxicos no RS

Foram 37 votos favoráveis e 15 contrários ao projeto. Diogo Zanatta / Especia

A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira (29) o projeto de lei encaminhado pelo governador Eduardo Leite que altera o controle de agrotóxicos no Rio Grande do Sul. A matéria, que trancava a pauta, foi aprovada com 37 votos a favor e 15 contrários. A mudança prevê que os produtos não autorizados no país de origem possam ser cadastrados e usados em território gaúcho. Fica mantida, no entanto, a necessidade de análise e liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e do Ministério da Agricultura.
Para uso no Rio Grande do Sul, não será mais necessária a liberação, apenas o registro junto à Secretaria Estadual da Agricultura. Parlamentares da oposição se manifestaram contra a matéria, alegando que aumentariam os riscos para a saúde da população com o uso desses produtos que não tiveram autorização em seus países de origem.
Na justificativa do projeto encaminhado à Assembleia Legislativa, o governo sustenta que “o controle dos agrotóxicos está regrado em âmbito federal através da Lei Federal nº 7.082/89, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e a rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins”.
Outro argumento é que os demais Estados brasileiros não possuem legislações restritivas como o Rio Grande do Sul.
Para o deputado Marcus Vinícius (PP), que integra a base do governo, o fato de não ser liberado no país de origem não significa que seja proibido no Brasil, já que existe legislação federal que faz esse controle.
— O que se busca é a equiparação produtiva com outros Estados da federação — argumentou o progressista em sua manifestação.
No entendimento do secretário-adjunto da Agricultura, Luiz Fernando Rodriguez Junior, a aprovação do projeto “reconduz o Rio Grande do Sul ao plano dos demais Estados”.
– Ao mesmo tempo, estabelece a responsabilidade compartilhada entre as secretarias do Meio Ambiente, Saúde e Agricultura, no cadastramento e fiscalização dos agroquímicos. Esta postura complementa o registro que é de competência dos órgãos federais (Ibama, Anvisa e Ministério da Agricultura) – sustenta o secretário.

Seis países em um encontro inédito sobre Enologia

 

Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Peru e Uruguai reúnem enólogos em live dia 14 de julho para falar da qualidade, diversidade, desafios e curiosidades da última colheita da uva
O vinho tem o poder de aproximar as pessoas, mesmo que à distância, fazendo o longe virar perto. Nem mesmo a pandemia do Coronavírus impediu que Associações de Enólogos de seis países latino-americanos: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Peru e Uruguai, realizassem um encontro histórico. Pela primeira vez, profissionais do setor vitivinícola dessas seis nacionalidades estarão reunidos para falar das características da última safra. Este encontro on-line será realizado dia 14 de julho, através do canal da Associação Brasileira de Enologia (ABE) no Youtube, a partir das 19h no horário de Brasília (19h na Argentina, Brasil e Uruguai; às 18h na Bolívia e no Chile e às 17h no Peru). É o ‘Directo del Viñedo Vendimia 2021 en Latinoamerica’.
Serão 12 profissionais, dois de cada país, mediados pelo enólogo uruguaio Fernando Pettenuzzo, coordenador do grupo G4, que estará em estúdio montado em Bento Gonçalves, cidade sede da ABE, onde o presidente, enólogo André Gasperin, e o conselheiro Juliano Perin, estarão juntos nesse fórum digital sem fronteiras. O papo poderá ser acompanhado por qualquer pessoa interessada no assunto, podendo conhecer as peculiaridades de cada terroir. “Ver nascer um projeto tão transformador e significativo para ambos os seis países é como ver nascer um vinho. E que ele tenha vida longa para poder ser degustado por muito tempo por todos que apreciam este universo”, destaca Gasperin.
A inspiração para a iniciativa veio do ‘Direto do Vinhedo – Safra 2021’, realizado pela ABE também no formato on-line no dia 29 de abril. A entidade reuniu nove enólogos e agrônomos de diferentes regiões produtoras para falar do desempenho da colheita da uva. O resultado superou as expectativas e o projeto foi compartilhado com o G4, bloco criado em 2012 para trabalhar em torno de objetivos comuns, unindo as Associações Nacionais de Enólogos da Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. De lá para cá, todos seguiram cumprindo agenda itinerante nos quatro países e agora com a promoção deste encontro o grupo resolveu convidar a Bolívia e o Peru, formando o G6 – Grupo de Enólogos de Latino-américa.

FERNANDO PETTENUZZO, enólogo uruguaio Coordenador do grupo G4

Pettenuzzo comenta que o evento poderá ser acompanhado por qualquer pessoa interessada no assunto. “Pela primeira vez na história, integrantes do setor vitivinícola latino-americano e amantes do vinho, terão a possibilidade de interagir com profissionais de seis países e conhecer em primeira mão informações de como se deu a vindima 2021. Um acontecimento sem precedentes, que marcará um ponto de partida na vitivinicultura latino-americana e na coordenação e cooperação entre os enólogos deste continente”, enfatiza o coordenador.
A proposta, além de fortalecer e promover a vitivinicultura latino-americana, também quer mostrar a diversidade e a qualidade da produção, especialmente em relação a investimentos nos vinhedos e como isso reflete diretamente na excelência dos vinhos. Se por um lado o encontro oportunizará a troca de experiências no ambiente técnico, por outro dará subsídios aos consumidores, antecipando tendências e tipos de produtos que irão chegar ao mercado daqui para frente. O evento tem o patrocínio da Fermentis by Lesaffre, que desenvolve, produz e comercializa leveduras inovadoras enológicas.

Os enólogos André Gasperin e Juliano Perin representam o Brasil

SERVIÇO
O que? Directo del Viñedo Vendimia 2021 en Latinoamerica
Quando? 14 de julho de 2021
Horários:
Argentina, Brasil e Uruguai – 19h
Bolívia e Peru – 18h
Chile – 17h
Onde? Canal da ABE no youtube
PARTICIPANTES:
ARGENTINA
ABEL FURLÁN – Presidente da Associação de Profissionais em Enologia e Alimentos da Argentina (Apeaa)
MIGUEL CODATTO – Diretor da Apeaa
BOLÍVIA
GERARDO AGUIRRE ULLOA – Presidente da Associação Nacional de Enólogos da Bolívia (ANEB)
FERNANDO GALARZA CASTELLANOS – Gerente da Associação Nacional de Indústrias Vitivinícolas (ANIV)
BRASIL
ANDRÉ GASPERIN – Presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE)
JULIANO PERIN – Diretor e Conselheiro da Associação Brasileira de Enologia (ABE)
CHILE
ADRIANA CERÓN ARAYA – Presidente da Associação Nacional de Engenheiros Agrônomos Enólogos de Chile
SERGIO HORMAZÁBAL – Criador do grupo colaborativo Maiporigen do Vale del Maipo
PERU
JOSÉ CARLOS FALCONÍ MOYANO – 1º Membro da Associação Peruana de Enólogos
ALAN WATKIN SEJURO – Presidente do Comitê Vitivinícola da Câmara de Comércio e Indústria de Ica
URUGUAI
RICARDO CABRERA – Presidente do Instituto Nacional de Vitivinicultura – Vinhos do Uruguai (Inavi)
EDUARDO BOIDO – Doutor em Enologia, professor da Escola de Vitivinicultura do Uruguai e diretor técnico da Bodega Bouza

Em cinco pontos, saiba como deve ser o inverno no Rio Grande do Sul

fotos: Marlove Perin

Um inverno típico, com um mês de frio mais intenso, é o que os gaúchos deverão enfrentar este ano. A estação mais fria do ano começou à 0h32min de segunda-feira (21) e se estenderá até as 16h21min de 22 de setembro.
Agosto promete ser o mês mais seco e, também, o mais gelado no Rio Grande do Sul, de acordo com o meteorologista Carlos Medeiros Ineu Junior, da Somar Meteorologia.

El Niño e La Niña ausentes
Até o final deste ano, os modelos climatológicos não apontam formação de El Niño, que aumenta das chuvas no Rio Grande do Sul, ou de La Niña, que provoca seca no Estado. Portanto, com a ausência dos fenômenos, o inverno terá a chamada neutralidade climática — sem mudanças bruscas no clima tradicional da época.
Montanha-russa da chuva
O período dentro dos primeiros 30 dias do inverno promete ser chuvoso, com acumulados acima da média nas regiões Sul e Leste do Rio Grande do Sul, onde costuma chover entre 100mm e 150mm, por conta de frentes frias que cruzarão a região rumo ao Oceano Atlântico.
Em agosto, as chuvas diminuirão de forma geral, ficando na média (que é de 50mm a 100mm na Fronteira Oeste e de 100m a 150mm no restante do Estado) e até abaixo dela.
Como uma verdadeira montanha-russa climática, os acumulados acima da média voltarão em setembro, principalmente na Região Metropolitana, na Serra e no Centro do Rio Grande do Sul, onde costuma chover até 200mm.


Mínimas maiores, máximas menores
Julho terá temperaturas mínimas acima da média no Estado, que costumam ficar entre 6°C e 12°C, dependendo da região. Já as máximas ficarão abaixo da média. Na Fronteira Oeste e na Campanha, por exemplo, onde as máximas costumam se situar entre 18°C e 21°C, as temperaturas deverão ficar até 3°C mais baixas.
Com neve ou sem neve?
O frio mais intenso, que poderá vir acompanhado de geada forte em todo o Estado, virá em agosto, quando as temperaturas mínimas ficarão até 3°C abaixo da média. O mês estará mais seco, mais frio e com episódios seguidos de geada. Não se descarta que ocorram precipitações de neve, dependendo da região.


Mais quente que o normal no fim
O último mês do inverno será completamente diferente do anterior: o mais quente deles, com temperaturas acima da média em todo o Estado. É uma preparação para a primavera. Regiões como a Metropolitana, o Vale do Rio Pardo, a Central, a Fronteira Oeste e a Campanha poderão registrar mínimas (entre 9°C e 15°C) e máximas (entre 18°C e 24°C) até 4°C acima da média.