Proteção de nascentes para uso na agricultura

A Emater/ASCAR da região de Caxias do Sul, juntamente com a Sicredi Serrana, elaboraram um projeto pioneiro para a preservação e a conservação da água através da conscientização da importância da proteção de nascentes

Foto: Divulação Kanenori

O projeto visa contemplar famílias do meio rural que utilizam do recurso natural, tanto para uso das águas servidas na casa, quanto para uso na irrigação de lavouras. A parceria de Emater e Sicredi objetiva dar um retorno às famílias rurais sobre as diversas formas de atuação da Cooperativa e da Emater.
Conforme as resoluções 314, 361 e 362 do Consema, a atividade de proteção de nascente através da construção de estruturas para captação de água, como forma de abastecimento das famílias, é considerada uma atividade de baixo impacto ambiental, portanto é dispensada de outorga d’água a proteção de nascente que não ultrapasse 0,1l/s para uso individual às necessidades uteis da vida, saúde e higiene, e também, dispensada de outorga de água àquelas proteções de nascentes nas quais a vazante não ultrapasse 3l/s, afim de serem utilizadas para atividade na área rural para produção de alimentos. Deste modo, as famílias beneficiárias do projeto poderão utilizar a água tanto para uso doméstico quanto para uso na agricultura, sem precisar de outorga de água para efetivar a proteção. Conforme também as resoluções do Consema, as intervenções em nascentes e sua proteção poderão ser feitas desde que orientada por técnicos da Emater/ASCAR, para assegurar o efetivo cumprimento das medidas ambientais.
Deste modo, durante o projeto, serão beneficiadas 5 famílias que deverão estar com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em dia, além de o beneficiário ser agricultor familiar associado ao Sicredi. Uma das cinco famílias do projeto, será considerada a Unidade de Referência, que por sua vez, será orientada para fazer a proteção de nascente de forma que se impeça, ao máximo, contaminantes, e, também adequada como meio para restaurar a mata nativa ao entorno. A família escolhida como unidade de referência, no Município de Bento Gonçalves, realizará a proteção da nascente que foi descoberta há décadas na propriedade, e atualmente essa é a única fonte de água que a família utiliza para a manutenção da casa, higiene e limpeza, além de que o recurso também é utilizado por turistas que se acomodam na propriedade, visto que a família, além da atividade rural, também desempenha atividades de turismo rural com foco na hospedagem.
Por fim, é importante salientar que, no decorrer dos anos, a água tornou-se essencial para a produção de alimentos em todo o Estado do Rio Grande do Sul, e sua falta ocasionou perdas de produção inclusive na cultura de uva. Deste modo, o projeto além de incentivar a proteção de nascentes, visa melhorar o abastecimento de água na propriedade para que a produção agrícola não sinta os efeitos da estiagem, como também, para que as famílias possam ter suas necessidades básicas garantidas.

Por: Luciana Marion Fagundes da Silva
Extensionista Social da Emater de Bento Gonçalves

Cresol e AgroDTech firmam parceria

A cooperativa de crédito Cresol marcou presença na quarta edição da Tecnovitis com um amplo estande, apresentando seus produtos e serviços, ofertando linhas de crédito a associados, expositores e visitantes em geral.
Durante a feira, a cooperativa oficializou um convênio com a AgroDTech, especializada no atendimento de produtores rurais dos segmentos de hortifruti (HF) e vitivinicultura, que proporciona descontos especiais aos associados na assinatura do aplicativo AgroD, um caderno de campo digital.
A partir do convênio, associados da cooperativa terão acesso a um aplicativo para smartphone, que facilita a implementação de rastreabilidade e auxilia no controle dos indicadores da produção, otimizando os controles, melhorando a gestão do negócio.
Para ter acesso aos benefícios, associados devem entrar em contato uma das agências da Cooperativa de Crédito Cresol, localizadas na Serra Gaúcha. A Cresol busca fomentar a cooperação por meio do crédito orientado e da educação financeira. Possui mais de 680 mil famílias cooperadas, agências em 17 estados brasileiros e mais de 16 mil sócios.

BioAs Tecnologia de Bioanálise de Solo

A grande vantagem da tenologia BioAS é que as enzimas são mais sensíveis que indicadores químicos e físicos, detectando com maior antecedência alterações que ocorrem na saúde do solo, em função do seu uso e manejo. Foto: Divulgação

O ativo BioAS é uma tecnologia que agrega o componente biológico, que é a base da saúde do solo. Consiste na análise das enzimas arilsulfatase e beta-glicosidase, associadas aos ciclos do enxofre e do carbono, respectivamente. Por estarem relacionadas, direta ou indiretamente, ao potencial produtivo e à sustentabilidade do uso do solo, essas enzimas funcionam como bioindicadores e ajudam a avaliar a saúde dos solos. Nos últimos anos, a importância do
componente biológico para a manutenção de lavouras saudáveis e sustentáveis, tem sido cada vez
mais percebida pelos produtores.
Desenvolvida pela Embrapa Cerrados, a tecnologia BioAS consiste na agregação de parâmetros relacionados ao funcionamento da atividade biológica do solo associado às análises químicas atualmente disponiveis. Em seu estágio atual, a tecnologia está formatada para atender áreas sob cultivos anuais de grãos no Cerrado, abrangendo em torno de 35 milhões de hectares.
Os resultados demonstraram que duas enzimas (arilsulfatase e glicosidase), em conjunto ou separadamente, permitem detectar alterações no solo, em função do sistema de manejo adotado. A grande vantagem da tenologia BioAS é que as enzimas são mais sensíveis que indicadores químicos e físicos, detectando com maior antecedência alterações que ocorrem na saúde do solo, em função do seu uso e manejo. Em função da demanda, há a disponibilidade da Embrapa em ampliar o uso da tecnologia da área de grãos do Cerrado para outras regiões produtoras brasileiras e sistemas de cultivo empregados, como é o caso da videira cultivada na região de clima
temperado.
A utilização do BioAS, como forma de aferir a saúde do solo, poderá trazer diversas vantagens:
a) facilitará a inserção do sistema de produção vitivinícola realizado na região de clima temperado na bioeconomia, contribuindo para a agregação de valor aos produtos;
b) os viticultores poderão oferecer um produto diferenciado, comprovando que as práticas de manejo adotadas em suas propriedades permitem a manutenção/melhoria da saúde do solo, valorizando as terras e garantindo a preservação desse recurso para as gerações futuras;
c) pode ser utilizado como ferramenta de política pública, incentivando a adoção de práticas agrícolas sustentáveis nos municípios e/ou mesorregiões;
d) pode ser minimizado o declínio e morte de plantas de videira, caso as associações quanto a saúde do solo x declínio sejam comprovadas.
É importante destacar que a Organização Internacional da Uva e do Vinho, na sua última deliberação, incluiu a biodiversidade junto com as práticas enológicas, as indicações geográficas e as boas práticas agrícolas como balizadores das novas demandas prioritárias para o setor. No que diz respeito à biodiversidade, os Estados-Membros da OIV reconheceram que “os microrganismos são indicadores potencialmente precoces da influência de fatores externos na biodiversidade geral dos vinhedos”, devendo os Estados membros preverem e incentivarem o desenvolvimento de políticas de avaliação da qualidade e abundância microbiana nos solos cultivados com videira. A tecnologia BioAS apresenta potencial e pode ser uma excelente alternativa para alavancar o uso da biodiversidade nos vinhedos, ampliando a qualidade dos solos e a sustentabilidade da atividade vitivinícola em regiões de clima temperado. Parcerias estão sendo formalizadas para disponibilizar essa tecnologia aos produtores.

Alimentos geneticamente modificados estão chegando às refeições

Desde tempos imemoriais nos acostumamos com tomates de cor vermelha. Tanto na casca, quanto na polpa. Mas, atenção, vem aí o tomate roxo. Por que roxo? Que vantagens possui? O consumidor vai aceitar?
Até existem tomates com aparência externa roxa, à semelhança da berinjela, que é da mesma família botânica do tomate e da batata, as solanáceas. Assim como existe uma batata-doce roxa, mas que é de outra família (Convolvulaceae), além de beterraba (Quenopodiaceae) e pitaia (Cactaceae). A cor roxa indica que o alimento é rico em antocianinas, um tipo de antioxidante que melhora as funções das veias e reduz a formação de placas de gordura nas artérias, além de diminuir os níveis de colesterol “ruim” (LDL) no sangue, prevenindo doenças como derrame, infarto e aterosclerose. Os antioxidantes neutralizam os “radicais livres”, moléculas que agem continuamente no organismo, podendo desencadear danos celulares responsáveis pelo desenvolvimento de câncer e certas doenças crônicas.

A biotecnologia vai aprimorar o trabalho da natureza, fazendo com que a nossa mesa seja mais nutritiva, plena de alimentos que também trazem múltiplos benefícios à nossa saúde . Na imagem tomate roxo Foto: Divulgação

Pensando nos benefícios decorrentes da presença de antocianinas e outras substâncias benéficas em alimentos, um grupo de cientistas liderado pela Dra. Cathie Martin (John Innes Centre, Reino Unido) têm se dedicado a pesquisar a relação entre dieta e saúde, e como as diversas culturas podem ser fortificadas para melhorar as dietas e enfrentar o desafio global da escalada de doenças crônicas.
Como pode ser facilmente depreendido, esse tipo de estudo é claramente multidisciplinar, envolvendo pesquisadores clínicos e epidemiológicos – como médicos e nutricionistas –, engenheiros agrônomos melhoristas de plantas, engenheiros metabólicos e médicos, para desenvolver alimentos que ajudam a manter a saúde, levando a um envelhecimento saudável e reduzindo o risco de doenças crônicas. O grupo de pesquisa mantém seu foco assestado em plantas que contêm compostos químicos considerados como “medicamentos naturais” contidos em alimentos.

Tomate roxo
O grupo da Dra. Cathie desenvolveu o tomate roxo, o qual possui um teor dez vezes maior de antocianinas que os tomates tradicionais. Para tanto, usando ferramentas da biotecnologia, os cientistas transferiram dois genes existentes em plantas de flor-crânio-de-dragão (do gênero Antirrhinum), conhecida pelo nome em inglês de snapdragon. Os genes atuam apenas nos frutos, onde ocorre um aumento no teor de antocianinas. A tecnologia foi licenciada para uma empresa privada, que pretende não apenas distribuir sementes para horticultores, como adentrar no processamento deste tipo de tomate, oferecendo uma gama de produtos para outras empresas de alimentos ou diretamente aos consumidores.
Um dos aspectos que chamou a atenção dos cientistas, durante os testes com o tomate roxo, é que os camundongos de laboratório – usados como cobaias – aumentaram a sua longevidade em 30%, quando comparados aos demais camundongos, que consumiram o tomate tradicional. Também foi observado que houve duplicação no chamado “tempo de prateleira”, ou seja, o tempo em que o tomate pode ser consumido entre a colheita e o consumo. Esse fato é muito significativo, por diminuir perdas e desperdício, reduzir o preço do tomate e a necessidade de produção, pelo melhor aproveitamento das colheitas. Interessados em pormenores do estudo podem acessar o link nature.com/articles/nbt.1506.
E aí vem a pergunta: e o sabor do tomate, vai agradar ao consumidor? É onde entra o trabalho dos agrônomos, melhoristas de plantas. É perfeitamente viável introduzir a característica de alto teor de antocianinas em cultivares de tomate comercial, mantendo o sabor preferido dos consumidores. Não apenas o sabor, mas outras características benéficas do tomate são preservadas. Exemplificando, o tomate é naturalmente rico em licopeno, considerado o carotenoide que possui a maior capacidade antioxidante. Estudos demonstraram que o licopeno protege moléculas de lipídios, lipoproteínas de baixa densidade, proteínas e DNA contra o ataque dos radicais livres, tendo um papel essencial na proteção contra determinadas doenças. Ou seja, um típico alimento funcional que, além de nutrir, beneficia a saúde.

O tomate é o único exemplo?
Não, há inúmeros alimentos funcionais, com a caraterística de benefícios à saúde, além de suas propriedades nutricionais. Um exemplo clássico é o vinho. É muito conhecido o chamado “paradoxo francês”, vez que a população francesa ingere gordura em excesso e, no entanto, a incidência de mortalidade por doença coronariana é igual a de países mediterrâneos, cuja dieta tem menor consumo de gorduras saturadas e maior porção de frutas e vegetais. Esse fenômeno – o paradoxo francês – é atribuído ao consumo de vinho tinto.
Uma substância chamada resveratrol, que é um flavonoide, é responsável por parcela ponderável dos benefícios do vinho: antioxidante, cardioprotetor, antiviral e redutor do risco de câncer, além de retardar o envelhecimento da pele. Entrementes, além do resveratrol, o vinho tinto tem antocianinas, ácido elágico, catequina, quercetina, pterostilbeno, licopeno, luteína e betacaroteno, que também atuam como antioxidantes.
Tem mais: já estão no mercado, ou na rampa de lançamento, alimentos que trazem benefícios ao consumidor, que foram obtidos pela utilização de modernas ferramentas da biotecnologia avançada. Por exemplo, a maioria das pessoas não aprecia frutos que mudam de coloração quando cortados e expostos ao ar. O escurecimento ocorre pela ação da enzima polifenol oxidase. Para evitar o problema, foram desenvolvidas variedades de maçã que não mudam de cor, mesmo tendo decorrido muito tempo após o corte.
O mesmo ocorre com batatas, pois ninguém gosta de batatas que escurecem após o corte. Foi desenvolvida uma cultivar de batata (Innate) que não apresenta esse inconveniente. Entretanto, o mais importante é que este tipo de batata, quando frita, produz muito menos acrilamida, que é uma substância suspeita de aumentar o risco de causar determinados tipos de câncer.
Já existem abacaxis de polpa rosada, que possuem esta coloração porque contém teores elevados de licopeno. E seu sabor? São mais doces que os convencionais, inclusive melhorando o sabor da piña colada. Novas cultivares de laranja já incorporam altos teores de antocianinas, com efeito antioxidante. Para os consumidores que preferem óleo de canola, já existem cultivares desta oleaginosa com altos teores de ômega 3, um componente que possui ação anti-inflamatória e ajuda a controlar os níveis de colesterol sanguíneo.
Novas cultivares de trigo incorporam genes com até três vezes mais fibras que o convencional, favorecendo a microbiota intestinal. Também foram desenvolvidas cultivares de bananas com alto teor de vitamina A, que é a mesma característica do arroz dourado, um tipo do cereal que foi desenvolvido para combater a cegueira infantil, causada por deficiência de vitamina A.
Em resumo, estamos no limiar de uma nova era, em que a biotecnologia vai aprimorar o trabalho da natureza, fazendo com que a nossa mesa seja mais nutritiva, plena de alimentos que também trazem múltiplos benefícios à nossa saúde.
Fonte: Por Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Soja e membro do Conselho Agrossustentável

FF Plastyc apresenta opções de bins agrícolas

Facilidade no manuseio, higienização e leveza, os bins rotomoldados da FF PLASTYC são fabricados em Polietileno de Alta Densidade PEAD, parede dupla, com resistência e leveza. Essas características auxiliam o agricultor durante a colheita e transporte da uva, reduzindo o desgaste dos equipamentos e em quase 100% o uso de caixas plásticas. Economizando em saúde e desgaste físico durante a safra, economizando mão de obra e aumentando a lucratividade da propriedade. Os bins da FF PLASTYC estão facilitando a colheita da uva.
DIMENSÕES E PESO
Externas: 1,20m x 1,00m x 0,78m
Internas: 1,14m x 0,94m x 0,60m
Peso: 37 Kg

Saiba mais em www.ffplastyc.com.br

Participação da Vinícola Aurora na maior feira de alimentos e bebidas das Américas marca retorno aos eventos de negócios após dois anos

Empresa levará à 36ª APAS Show nova rotulagem para os produtos das linhas Varietal e Reserva, além de portfólio completo e antecipação de alguns lançamentos para o trade. No evento, que ocorre de 16 a 19 de maio, Aurora também marcará presença com suco de uva integral, produto mais lembrado por varejistas brasileiros em pesquisa recente

Novos rótulos das linhas Varietal e Reserva são mais modernos, atrativos e agregam valor aos produtos Crédito: Zéto Telöken

Depois de uma pausa de mais de dois anos em função das restrições da pandemia, a Vinícola Aurora volta a participar de feiras de negócios. Entre os dias 16 e 19 de maio, a empresa que é líder de mercado de vinhos finos, sucos de uva e coolers estará na 36ª APAS Show, maior evento de alimentos e bebidas das Américas. O estande da Aurora ficará localizado na rua Q9 do Pavilhão Vermelho, no Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme), em São Paulo (SP). Esta é a nona participação da cooperativa na feira, que também levará o suco de uva integral, recentemente apontado como o mais lembrado da categoria pela pesquisa da revista SA Varejo.
Para marcar o retorno da empresa os eventos, a Aurora apresentará a nova “cara” dos produtos das linhas Varietal e Reserva. Outra novidade será o Brandy X.O. 12 Anos em garrafa e apresentação visual inéditas.
O diretor superintendente da Vinícola Aurora, Hermínio Ficagna, adianta que, além dos novos rótulos, a cooperativa levará todas as linhas de produtos e antecipará alguns lançamentos para o trade.
“O nosso estande foi pensado para receber clientes atuais e futuros parceiros. A APAS sempre gera negócios, alavanca lançamentos e dá visibilidade para a produção vitivinícola da Serra Gaúcha. É importante essa volta da maior feira supermercadista do mundo para o vinho brasileiro, já que cerca de 80% das vendas dos nossos produtos é voltada para esse canal”, informa. A última edição da APAS Show foi realizada antes da pandemia, em 2019.
O diretor acrescenta que, além de representantes das redes de supermercados, a feira também oportuniza contatos com atacadistas, distribuidores e on trade.
“A APAS é um evento muito dinâmico e que a cada edição amplia a gama de participantes e de negócios que são encaminhados durante a sua realização e também nos meses seguintes à feira. Também é importante por estar sediado em um mercado consumidor que responde por cerca de 40% das vendas da Aurora e por reunir num mesmo evento representantes de todo o país”, informa Ficagna.
Além do diretor superintendente, a Vinícola Aurora estará representada por integrantes do Conselho de Administração, gerente de Marketing, gerentes e representantes comerciais regionais.

Suco de Uva Integral foi o mais mencionado pela pesquisa da revista SA Varejo Crédito: Eduardo Benini

Suco de Uva Aurora é o mais lembrado por varejistas
Na esteira da participação da Vinícola Aurora na maior feira supermercadista do mundo, a empresa comemora o reconhecimento como a marca mais lembrada pelos varejistas na categoria Suco de Uva Tinto Integral. De acordo com a Pesquisa de Preferência de Marcas da revista SA Varejo, o produto lidera em todas as regiões brasileiras, sendo mencionado por até 50% dos consultados.
A publicação traz o ranking de 600 marcas que compõem o mix de itens ideal para as redes de varejo, dividido por categorias e por região. A Aurora também ficou entre as cinco marcas mais lembradas na categoria de espumantes no país, com destaque para a região Sul (2ª mais mencionada por varejistas).

Gastronomia: Senac Bento Gonçalves inscreve para dois cursos da área

Durante a pandemia, foram muitos os restaurantes e confeitarias que precisaram se adaptar à nova realidade. Apesar do cenário, o momento de retomada desses setores é ideal para quem busca se profissionalizar ou deseja se aperfeiçoar em sua formação. Com objetivo de formar profissionais que buscam colocação ou recolocação no mercado de trabalho na área da Gastronomia, o Senac Bento Gonçalves está com inscrições abertas para os cursos de Cozinheiro e de Confeiteiro.
A formação de Confeiteiro, com carga horária de 300 horas, ensina o profissional a elaborar, montar e finalizar produtos de confeitaria, como massas diversas, coberturas e recheios, geleias, cremes, caldas, glacês, merengues, chocolates, caramelos e sobremesas, entre outros. O aluno também aprenderá sobre o controle de qualidade das matérias-primas, relações interpessoais, custos e orçamentos, além da execução da mise-en-place, seguindo os princípios das boas práticas de manipulação de alimentos e condições de segurança no local de trabalho. As aulas iniciam no dia 15 de agosto e serão realizadas de segunda a quarta-feira, das 19h às 22h.
Já o curso de Cozinheiro, com carga horária de 500 horas, prepara o profissional para atuar em diversos segmentos do setor de alimentos e bebidas, desde um restaurante até uma cozinha industrial. A formação não ensina apenas o ato de cozinhar, mas prepara o profissional para o controle e a organização do ambiente, dos insumos e dos processos de trabalho, incluindo desde o pré-preparo, realização de cocções variadas, preparo e apresentações de produções da culinária, além de elaboração e apresentação de cardápios. As aulas iniciam no dia 21 de novembro e serão realizadas de segunda a quinta-feira, das 19h às 22h.
A metodologia prática focada no mercado de trabalho, juntamente com conteúdo focado na possibilidade de empreendedorismo no setor, faz com que os cursos da área da Gastronomia do Senac Bento Gonçalves sejam referência. Os alunos saem preparados para o mundo profissional, capazes de resolver problemas comuns no dia a dia das profissões.
Os interessados podem se inscrever pelo site www.senacrs.com.br/bentogoncalves. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 34524200 ou WhatsApp (54) 9255-7649. O Senac Bento Gonçalves está localizado na Travessa Silva Paes, 415 – Cidade Alta.

Safra do pinhão apresenta variações entre os municípios na Serra

A colheita feita na época certa de maturação do pinhão garante sementes mais graúdas e de melhor qualidade Foto: Rejane Paludo – Emater/RS-Ascar

Iniciada no dia 15 de abril, a colheita da safra do pinhão na Serra Gaúcha apresenta grande variação entre os municípios neste ano devido às condições climáticas ocorridas no período de desenvolvimento da semente e à alternância de produção característica da espécie. A partir de levantamentos que extensionistas da Emater/RS-Ascar fazem com agricultores locais, constata-se desde a manutenção da produção da safra verificada no ano anterior, aumento entre 10 a 20%, e redução entre 5 a 30% se comparada à safra do ano passado.
Ainda conforme os levantamentos, as pinhas e os pinhões apresentam boa qualidade e sanidade, tamanho dos pinhões e pinhas medianos, um pouco menores se comparados aos da safra anterior. Em São Francisco de Paula, maior produtor do RS, com cerca de 160 famílias na atividade de coleta e extração do pinhão, a estimativa de produção para este ano está em torno de 80 toneladas, sendo estimada uma perda em torno de 30% em relação à safra de 2021.
“O pinhão, nas regiões produtoras, é um produto importante na formação da renda, ou mesmo no sustento das unidades de produção familiares que trabalham com o extrativismo da semente. A cadeia produtiva apresenta poucas iniciativas de beneficiamento, industrialização e armazenamento, o que restringe a sua comercialização basicamente aos meses de produção, que se concentra no período que vai de abril a junho. Em algumas regiões, devido à ocorrência de variedades tardias de pinheiro-brasileiro, é possível encontrar o pinhão em pequena escala ainda em agosto e por vezes até meados de setembro”, explica a extensionista da Emater/RS-Ascar do Escritório Regional da Caxias do Sul, Adelaide Juvena Kegler Ramos.
Neste começo de safra, o preço recebido pelo produtor parte de R$ 3,50 na venda a intermediários/atravessadores, R$ 5,00 na venda direta ao consumidor, R$ 5,80 na Ceasa Caxias do Sul, até R$ 12,00 em supermercados.

Cooperativa Vinícola Garibaldi conquista dois ouros na Hungria, um ouro e duas pratas na França

Rótulos foram medalhistas no Vinagora e no Challenge International du Vin

Duas novas medalhas de ouro ampliam o quadro de conquistas internacionais dos rótulos da Cooperativa Vinícola Garibaldi. No 23º Vinagora, realizado na Hungria, a marca emplacou duas premiações máximas, com o Amaze Espumante Chardonnay e o Espumante Garibaldi Chardonnay Brut.


O certame ocorreu entre os dias 7 e 10 de abril em Budapeste, reunindo 941 amostras inscritas por 16 países produtores de vinhos e espumantes. Seguindo normas internacionais dos patronos profissionais da competição, apenas os melhores 30% em cada categoria foram premiados com medalhas. O Amaze Espumante Chardonnay, da linha exportação da Cooperativa Vinícola Garibaldi, já havia sido premiado no Vinagora, em sua 15º edição, realizada na cidade de Tarcal, também na Hungria.
“Temos comemorado uma série de conquistas recorrentes em concursos nacionais e internacionais, que atestam a excelência como padrão dos rótulos elaborados pela Cooperativa Vinícola Garibaldi. Esse é um movimento que fazemos questão de enaltecer pois ele resume o compromisso de toda cadeia produtiva envolvida na fabricação das bebidas da marca. Cada medalha é motivo de orgulho para todos nós”, explica o Gerente de Marketing, Maiquel Vignatti.

Reconhecimento na terra do espumante
Tradição e reconhecimento resumem os recentes reconhecimentos auferidos aos rótulos da Cooperativa Vinícola Garibaldi no 46º Challenge International du Vin, mais antiga competição de vinhos da França – e uma das mais conceituadas do globo. A marca gaúcha obteve três medalhas: ouro, para o Garibaldi Espumante Chardonnay Brut e prata para os Garibaldi VG Espumante Extra Brut e Acordes Espumante Extra Brut. A avaliação ocorreu nos dias 8 e 9 de abril, no Palácio de Congressos de Bordeaux, reunindo 3.179 amostras de 26 países, que foram analisadas por um júri formado por 530 degustadores internacionais. O concurso é organizado pelo Concours Des Vins (CDV) desde 1976.

Safra de grãos 2021/22 pode chegar a 270,2 milhões de toneladas

Acréscimo atualizado é justificado pelo aumento na área de soja e do melhor desenvolvimento no final do ciclo das lavouras, sobretudo de arroz, milho e da oleaginosa. – Foto: Wenderson Araujo/CNA

A atual safra de grãos no país está prevista em 270,2 milhões de toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) retifica a informação divulgada no início desta manhã. Comparativamente à estimativa publicada no mês anterior de uma safra de 269,3, o resultado apresenta um ligeiro aumento de 0,3%, o que representa cerca de 851 mil toneladas. Com a revisão, o acréscimo atualizado é justificado pelo aumento na área de soja e do melhor desenvolvimento no final do ciclo das lavouras, sobretudo de arroz, milho e da oleaginosa. Já em relação ao ciclo passado, que chegou a 255,5 milhões de toneladas, a elevação atinge 14,65 milhões de toneladas, ou seja, 5,7%. Com as alterações, o quadro de oferta e demanda também será corrigido e o arquivo disponibilizado no site da Companhia.
No caso do milho, a nova estimativa para a produção total está prevista para 114,58 milhões de toneladas. Na primeira safra do cereal, a colheita está em 24,67 milhões de toneladas, enquanto que na segunda a previsão é de uma produção de 87,69 milhões de toneladas e a terceira tem uma estimativa de 2,21 milhões de toneladas. Com a atualização, a Conab ainda espera uma forte recuperação na produtividade do grão com relação à temporada 2020/21, com consequente ampliação na colheita.
“A atual safra não irá atingir a produtividade potencial, mas ainda tende a ser uma boa produção principalmente pelas lavouras implantadas mais cedo. No entanto, ainda precisamos ter atenção com o desenvolvimento da cultura. A maior parte do milho semeado se encontra em estágios de desenvolvimento em que o clima é preponderante. Para Mato Grosso e Goiás há uma tendência de déficit hídrico. Já em Mato Grosso do Sul e no Paraná, a maior preocupação é com o risco de geadas”, pondera o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas, Sergio De Zen.
Outra importante cultura de segunda safra, as lavouras de algodão têm apresentado clima favorável para o desenvolvimento da fibra que, aliada ao ganho de área, resulta numa produção de 2,82 milhões de toneladas de pluma. Se confirmado, o volume estimado será o segundo maior já registrado na série histórica, sendo 19,5% superior à safra passada e menos apenas que o registrado no ciclo 2019/20.
Para o feijão, a expectativa de uma boa segunda safra da leguminosa vem se confirmando. O clima mais favorável contribui para um maior rendimento dos grãos, na maioria das regiões produtoras, o que traz uma expectativa de colheita em 1,4 milhão de toneladas, um incremento de 23,3% em relação ao mesmo período da safra 2020/21.
Entre as culturas de primeira safra, a soja já apresenta cerca de 95% da área colhida. A estimativa de produção da oleaginosa está em 123,8 milhões de toneladas, redução de 10,4% em relação à safra anterior. No caso do arroz, a colheita atinge 91% da área. A expectativa da Conab é que o Brasil produza 10,7 milhões de toneladas, queda de 9,1% em relação ao volume produzido na safra passada. A redução registrada para estes grãos neste ciclo é explicada pela estiagem registrada nos estados do Sul do país e em parte do Mato Grosso do Sul entre o fim de 2021 e início deste ano.
Dentre as culturas de inverno, o panorama de mercado de trigo estimula os produtores. A expectativa de área plantada do grão no país teve uma elevação de 3% neste levantamento. Destaque para o Rio Grande do Sul, onde a intenção de plantio mostra uma elevação de 9,7%, saindo de 1,16 milhão de hectares para 1,27 milhão de hectares.